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Uma Vida Boa Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O desenvolvimento da chamada boa vida para os desempregados é o propósito do curso sobre educação integral?

Resposta: Em geral, nós pretendemos criar uma vida boa para todos.

Nós queremos fazê-lo de tal forma que as pessoas desempregadas (digamos, um bilhão de pessoas) tenham algo para fazer. Nós queremos distribuir o trabalho entre todas as pessoas segundo as suas habilidades, de modo que todas trabalhem de duas a três horas por dia e se sintam obrigadas e capazes de dar à sociedade. Mas, o resto do tempo, as pessoas ficariam no sistema de educação e formação integral.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

Nenhum Sentimento – Nenhuma Discussão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu me tornei integral e, depois, outro estágio de desenvolvimento se revela na natureza. Eu tenho que me reajustar novamente ou este é o último estágio de desenvolvimento?

Resposta: Ninguém sabe. Eu não posso lhe dizer isso.

Que tipo de pessoa séria pode falar sobre algo que não se enquadra em sua estrutura de sensações e estudo? Imaginando algo? Isso não é sério. Só os filósofos e místicos são capazes disso.

Nós lidamos com ciência e repousamos apenas sobre dados científicos. Nós não discutimos e levamos em consideração nada que não descobramos na natureza. Assim, só há espaço para a experiência.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2

A Única Solução Correta É A Unificação

Dr. Michael LaitmanQuando os países desenvolvidos tornaram-se suficientemente avançada, eles começaram a desenvolver os chamados países do “Terceiro Mundo” (na Ásia e África) e entraram nesses países a fim de estabelecer fábricas e preparar toda infra-estrutura. Mas, a fim de instalar a produção, também é necessário educar as pessoas; portanto, eles começaram a abrir escolas lá. Além disso, os países desenvolvidos começaram a aceitar estudantes internacionais destas regiões em suas universidades. Desse ponto em diante, toda a humanidade tornou-se muito interconectada no nível da prosperidade material, educação, ciência e cultura.

Hoje, todos os países do mundo estão unidos por laços muito estreitos. Os norte-americanos dizem brincando que, quando eles querem fazer uma ligação de Nova York a Boston, a primeira chamada passa pela Índia, onde as pessoas se sentam e respondem os telefones e, em seguida, os conecta. Parece que essas linhas de telefone nos conectam de tal forma que nós não nos preocupamos com distâncias, não negligenciamos nenhum país, e nem sequer nos preocupamos que teremos que instalar um cabo de comunicação transcontinental.

Se aprofundarmos esta questão, veremos que todo o planeta está envolvido numa enorme rede de comunicação multifacetada e com muitas camadas. Hoje, é impossível construir ou fabricar alguma coisa se você não tem conhecimento suficiente ou a oportunidade de receber o equipamento mais adequado de qualquer produtor do mundo, ou se você não tem acesso às informações necessárias e aos especialistas. É assim que nosso mundo está construído agora.

Todos estes laços se desenvolveram ao longo do século passado, porém, de repente, nós descobrimos que, por muitas razões, este sistema não está funcionando. Analistas nos campos da ciência, sociologia, política, economia e finanças estão oferecendo suas soluções para este problema, cada um à sua maneira. Mas, no final, só há uma solução simples: este sistema agora exige de nós uma conexão mais interna.

E para continuar o nosso desenvolvimento, nós temos que alcançar uma conexão mais estreita, compreender e aceitar a necessidade da garantia mútua, isto é, o fato de que nós dependemos uns dos outros, que vivemos no planeta Terra e que não existe alternativa senão sentir que somos todos como uma família.

Em outras palavras, o nosso desenvolvimento começou ao comercializarmos o que produzíamos: equipamentos, produtos alimentícios, e assim por diante. Gradualmente, “joint ventures” e bancos internacionais começaram a se formar; as bolsas de valores começaram a se juntar. Eu posso fazer transações na Bolsa de Tóquio e, logo após, nas bolsas de valores na Alemanha, Moscou ou Nova York. Não importa onde e o que eu troco, porque em qualquer lugar tudo é basicamente o mesmo. Eu só analiso onde vale a pena investir e onde não.

Mas o dinheiro é mantido num único lugar, e os bancos só enviam notificações entre si de cada transação através de meios eletrônicos, e isso é suficiente. Nem nos interessa onde o dinheiro é armazenado fisicamente, porque consideramos o ouro como principal o equivalente do seu valor. Talvez o próprio dinheiro seja mantido em um dos países do “Terceiro Mundo”, como um repositório de todas as reservas de ouro, mas o que importa é que a contabilidade rigorosa seja mantida lá.

Como já mencionei, ultimamente nós sentimos que a nossa conexão não pode continuar desta maneira. Isto é especialmente verdade na Europa. Por um lado, ela é o lugar mais desenvolvido, mas, por outro, é o mais desunido. Agora, nós estamos vendo que, devido a esta desconexão, eles são privados da concordância interna, da compreensão e da sensação de que pertencem a um único sistema. Isso dificulta todos os países do mercado global, pois o mercado único não é suficiente. Também é necessário unir todos esses países com laços muito mais apertados, mas isso não é fácil.

A dificuldade é que nós precisamos estar mais próximos uns dos outros em espírito, baseados em nossa compreensão da situação e no reconhecimento do fato de que não podemos existir sem o outro. É por isso que é necessário cultivar nas nações da Europa, o entendimento de que a dependência mútua é necessária.

É claro que esse é o caso, mas o problema é que, embora os tomadores de decisão na política, os cientistas, a classe média e o povo entendam com sua razão a necessidade de mudanças, eles ainda não estão emocionalmente prontos para desistir de suas vidas individuais e características nacionais.

Na verdade, nós acreditamos que isso não é sequer necessário. Uma pessoa não precisa mudar seu comportamento e hábitos que dizem respeito à cultura e tradições nacionais. Ela só se deve superá-los em prol da conexão com as outras pessoas, da garantia mútua.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12

Levar Em Consideração O Mundo Inteiro

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós investigamos o universo, descobrimos que todos os seus sistemas são interdependentes. Os planetas giram em torno do sol, enquanto seus satélites giram em torno desses planetas. Quanto mais investigamos esse enorme sistema, mais claro vemos que todos os seus componentes existem num movimento interdependente e se influenciam mutuamente. A lua acima da Terra influencia tudo o que acontece na superfície da Terra: nossa saúde, sentimentos, correntes oceânicas profundas, e assim por diante.

O sol também nos influencia: nós percebemos até mesmo as menores chamas solares que acontecem lá. Dizem até que alguns fenômenos no sol podem ameaçar a própria existência da Terra, à medida que são capazes de, literalmente, incinerá-la. Naturalmente, isso afeta todos os sistemas eletrônicos. O mundo em si é um “caldeirão fervente”, e nós estamos vivendo na superfície de uma esfera, que internamente está ardendo em chamas. Tudo isso existe num equilíbrio instável.

Os biólogos, zoólogos e botânicos nos dizem que o surgimento da vida na Terra só foi possível devido às condições absolutamente especiais que não existem em nenhum outro lugar no Universo. Até hoje, elas não foram descobertas em nenhum lugar, e é altamente duvidoso que elas existam. Uma vez que a origem da vida requer que muitas condições relacionadas com parâmetros (tais como a força gravitacional, quantidade de água, pressão, temperatura, e assim por diante) sejam satisfeitas simultaneamente, segue-se que todos estes parâmetros compreendem uma fórmula gigante. E só se fizermos um cálculo muito preciso de acordo com esta fórmula, seremos capazes de aprender quais são condições propícias para o surgimento da vida.

Nos noticiários geralmente nos dizem como estará o tempo nos próximos dias. Os meteorologistas podem preparar uma previsão do tempo para a próxima semana, mas não mais. Por que isso?

As previsões de temperatura, umidade ou velocidade do vento são baseadas em cálculos realizados através de fórmulas extremamente complexas e computadores potentes, levando em consideração as condições climáticas no planeta inteiro. Em resumo, as conexões entre esses parâmetros são tão multifacetadas, profundas e ricas, que mesmo uma única previsão para a temperatura do ar amanhã, a altura das ondas, e outros fatores que precisamos para planejar os vôos de avião, rotas de navios e todos os tipos de outros fins, fala da interligação de todas as partes da natureza, de como a natureza ainda influencia o vegetal, o vegetal influencia o animal, e o animal influência o homem, enquanto o homem, em resposta, influencia todos eles.

A nossa vida depende da natureza inanimada, visto que vivemos sobre a terra e extraímos todos os recursos necessários de suas profundezas. Nós dependemos muito da natureza vegetal, pois é nela que a nossa agricultura se baseia, e também da natureza animal, uma vez que estes são produtos alimentares necessários para a nossa existência. Acima disso, não seremos capazes de manter uma vida normal, a não ser numa sociedade onde cada um ocupe o seu canto correspondente dentro dela, executando alguma função particular.

Quanto mais nós progredimos ao longo da história, mais complexa a nossa sociedade se tornou, e mais dependentes nos tornamos uns dos outros. Hoje nós fazemos operações e transferimos dinheiro de banco para banco; enviamos navios com diferentes cargas de um continente para outro. E se considerarmos as roupas que vestimos, podemos dizer com certeza que não foi apenas um só país que esteve envolvido na sua fabricação. Alguém produziu a matéria-prima, alguém a processou, outros costuraram, e mais outras pessoas se ocuparam do marketing e vendas. Isso só enfatiza como somos dependentes uns sobre os outros.

Nós já estamos acostumados com essa interdependência e a tomamos como garantia. Só que isso é uma dependência totalmente comercial e financeira, e que nunca precisou de qualquer envolvimento emocional nosso. Mas, ultimamente, nós vemos que a conexão entre nós atingiu tais proporções que exige de nós uma cooperação mais profunda, mais estreita e próxima.

Além disso, ela se manifesta de tal forma que o que acontece num país afeta diretamente os eventos em outros. Não é por acaso que hoje vemos como um país pode intervir no negócio do outro, até mesmo mudando o regime e invadindo a sua independência. Um exemplo claro é que os protestos na Síria, onde os representantes de diferentes países estão expressando suas queixas sobre o fato de que muitos civis pacíficos estão sendo mortos. E o embaixador sírio não tem como responder a isso. Ele está agindo como se esse não fosse seu país e ele não tivesse nada a ver com isso. Assim, essa dependência obriga todos nós.

Nós vemos que estamos tão interconectados que agora exigimos vários mecanismos de governança internacional, sem os quais não podemos existir normalmente. Afinal, se quisermos ter comércio, desenvolver a ciência e cultura, se quisermos uma vida próspera, precisamos desenvolver sistemas muito semelhantes de educação cultura e abordagem da vida.

Durante as últimas décadas o turismo floresceu no mundo. Ao visitar diferentes países, podemos ver como durante este período os países se aproximaram uns dos outros em termos do nível de qualidade de vida das pessoas e sua capacidade de perceber seus arredores. Afinal, nós assistimos televisão, ouvimos as notícias, nos conectamos virtualmente através da Internet. Em breve, esta nossa conexão nos ajudará a eliminar todas as barreiras linguísticas: novas máquinas irão automaticamente fazer traduções para nós, e alguém que não sabe falar Inglês, que hoje é a língua internacional, terá a capacidade de estar conectado com todos.

De acordo com modernas pesquisas, parece que uma pessoa comum está conectada ao mundo inteiro através de quatro de seus conhecidos. Nós estamos nos tornando mais próximos uns dos outros, de tal forma que, por assim dizer, estamos dando as mãos. Hoje, nenhum país pode perfurar poços profundos, mesmo em seu próprio território, porque através disso, pode perturbar o equilíbrio na crosta terrestre, e tudo o que acontece num país terá conseqüências não apenas para seus vizinhos, mas para o resto do mundo também.

Nós assinamos acordos internacionais sobre diferentes esferas de atividades humanas que podem causar dano a outros, como, por exemplo, os acordos que estabelecem quotas de pesca. Cada país tem seu próprio limite sobre as emissões de elementos nocivos na atmosfera ou na extração de recursos naturais das profundezas da terra. Nós estamos começando a sentir, cada vez mais, que vivemos num planeta e que ele é nossa casa comum. De fato, aqui somos todos dependentes uns dos outros e não podemos simplesmente fazer o que quisermos.

Infelizmente, ainda estamos nos desenvolvendo egoisticamente e isso não nos permite levar o outro em consideração. Nós ainda preenchemos o espaço exterior, enviando foguetes lá fora, de modo que, neste momento, uma grande quantidade de satélites, bem como milhões de seus fragmentos, pequenos e grandes, circundam a Terra. E se algum tipo de acidente ocorre na estação espacial, todos os seus fragmentos podem cair em qualquer lugar e em qualquer um.

Nos também temos sido testemunhas desses fenômenos desagradáveis como a erupção de um vulcão na Islândia, que afetou toda a Europa, todo o caminho para a Sibéria, paralisando as operações de muitos aeroportos. E o tsunami no Japão, que foi provocado por um terremoto e causou danos a uma usina de energia nuclear, forçando muitos países a pensar que talvez valha a pena suspender o desenvolvimento da energia nuclear.

Nós vemos que uma única nação não pode construir a sua política interna e externa sem considerar dezenas e até centenas de fatores externos. Em cada movimento que faz, ela precisa levar o mundo todo em consideração. E isto se refere até mesmo aos forte países líderes que aparentemente não têm que se justificar a ninguém. No entanto, eles devem considerar os outros, porque somos todos dependentes uns dos outros, e quem sabe como até mesmo a menor mudança ocorrida num dos países terá impacto sobre os outros.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12

Generação Net: Os Jovens Preferem Suas Vidas Virtuais Ao Mundo Real

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Daily Mail): “As crianças estão geralmente mais felizes com suas vidas online do que com a realidade, revelou uma pesquisa.

“Elas dizem que podem ser exatamente quem elas querem ser – e, tão logo algo não seja mais divertido, elea podem simplesmente apertar o botão “fechar”.

“Cerca de 47 por cento das crianças disseram que se comportavam de maneira diferente online do que faziam em suas vidas normais, com muitas afirmando que isso as fez se sentir mais fortes e confiantes.

“O [Psicoterapeuta Peter Bradley disse:] ‘Estas descobertas sugerem que as crianças vêem o ciberespaço como desprendido do mundo real e um lugar onde elas exploram partes de seu comportamento e personalidade que possivelmente não mostrariam na vida real. Não podemos permitir que mundos cibernéticos sejam lugares mais felizes do que as nossas comunidades reais, caso contrário, estaremos criando uma geração de jovens que não agem adequadamente em nossa sociedade’.

“Nós ficamos alarmados com o número de riscos que estão sendo tomados por adolescentes, enquanto on-line”, disse ele. ‘Comportamento on-line seguro é ensinado nas escolas, mas os adolescentes parecem ser incapazes de relacionar os riscos a si mesmos’”.

Meu comentário: O desenvolvimento não pode ser interrompido e, portanto, apenas corrigindo a pessoa é que podemos tornar o ciberespaço útil. Tudo repousa sobre a educação integral.

Em geral, a humanidade está em transição para o espaço virtual. Ela está se afastando dos portadores de sensações, energia e informação físicas, e está entrando no espaço das forças e qualidades. A matéria perderá gradualmente a sua firmeza em nossas sensações até desaparecer como uma ilusão.

Não Um Passo, Mas De Pernas Para O Ar

Dr. Michael LaitmanO grupo deve dar um bom exemplo a todos. Ele está praticando o que gostaríamos de ser, como uma criança que brinca de ser adulto porque sonha em ser um adulto.

Em nossa vida cotidiana, quando nós avançamos instintivamente pela evolução, a natureza nos força a avançar, empurrando-nos por trás através dos sofrimentos e puxando-nos pela frente com prazeres, mostrando-nos exemplos do ambiente, evocando o nosso orgulho, a nossa paixão, nosso desejo de controlar e outros prazeres, fazendo-nos ansiar a crescer e conseguir mais.

É assim como a natureza avança nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas o homem, que é a criatura mais desenvolvida na Terra, avança mais do que todos os outros níveis. Para ele, não basta nascer e adquirir a forma de um adulto num par de semanas como um animal o faz. Ele tem que assumir uma nova forma a cada geração. A Natureza cuida disso e o avança.

Mas quando ele tem que crescer, como ser humano, numa forma que já é diferente em relação aos níveis inanimado, vegetal e animal, tudo se torna diferente. Nós não vemos essa diferença, porque nos relacionamos com o corpo humano como a um corpo bestial; nós prestamos atenção no rosto do amigo, na maneira como ele se comporta no mundo corpóreo, e em seu caráter. Nós não entendemos que o seu componente espiritual é totalmente separado do corpo e não pertence a ele.

Nós precisamos desse corpo a fim de atingir a espiritualidade com ele, atingir os atributos através dele, que nos permitem conectar internamente com os amigos. Mas, na verdade, a forma espiritual é totalmente diferente da forma corpórea, como dois níveis diferentes. Assim como em nosso mundo há uma diferença absoluta entre uma pedra inanimada, o vegetal e o animal, o nível humano também é cortado por uma fronteira chamada Machsom, que nos separa do nível animal. Nós só podemos nos elevar ao nível humano por impulsos que nós mesmos projetamos. Esses impulsos são chamados de “importância da meta espiritual”, que é o oposto do nosso nível corporal.

Esta oposição realmente existe entre todos os níveis do inanimado, vegetal e animal. Nós devemos entender que no processo de evolução é impossível se manter no estado atual. Então, você começa a consolidar seus poderes, a fim de sair do seu estado atual e passar para o próximo estado, que é mais avançado.

A mesma coisa acontece em nosso desenvolvimento. A Natureza nos leva a este ponto quando sentimos a necessidade do desenvolvimento espiritual. Quando sentimos o ponto no coração dentro de nós, nós chegamos ao grupo. Mas depois nós temos que encontrar a força para o nosso desenvolvimento por nós mesmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/12, Escritos do Rabash

A Força Do Direito De Nascer

Dr. Michael LaitmanLevando em consideração que toda a criação é o desejo de receber prazer, não parece realista que nós possamos nos separar de nossos egos. Mas esta separação acontece apenas dentro do nosso cálculo, quando avaliamos o quanto “devemos” ao ego, o quanto precisamos dele, pois sem o ego somos incapazes de fazer qualquer ação ou gerar um único pensamento.

Então, a Luz que Reforma nos leva a um estado de liberdade real. Somente a Luz pode fazer isso porque ela adiciona ao desejo de receber prazer do homem a propriedade de doação, como se fizesse uma nova liga. É semelhante às leis da valência ou a criação de novos elementos químicos. Ao adicionar ou remover elétrons nós produzimos uma nova substância. Este é o resultado das leis espirituais em nosso mundo material.

A propriedade de doação desce até a pessoa e controla seu desejo de receber prazer porque ela contém a Raiz. A diferença entre o estado de “Lishma” (doação) e o estado anterior de “Lo Lishma” não está na presença da propriedade de doação em si, mas em nós alcançá-la.

A presença da propriedade de doação não significa nada, porque nós ainda podemos usá-la egoisticamente, ou seja, “Lo Lishma“! No entanto, quando atingimos a Raiz, que está incluída na propriedade de doação e vem de Keter, em vez de Bina, ela força o nosso desejo egoísta a se render. Nosso ego “entende” que ocupa um lugar secundário, enquanto que o primeiro lugar (o desejo de doar) o precede.

Portanto, o nosso egoísmo capitula, tornando-nos prontos para trabalhar em “Lishma“. Agora, nós adquirimos energia e combustível para executar ações em prol da fonte de doação, ao invés de para o nosso ego. O desejo de receber prazer subjuga: Malchut se curva, uma vez que “sente” a presença de Keter, a raiz que atua dentro de Bina.

Depois, nós precisamos melhorar este estado e elevar Malchut ao mais alto possível para que ela cresça dentro de nós. Ela nos permite conhecer melhor Keter, embora não fiquemos conectados a ela, mas sim nos familiarizamos com Sua propriedade básica incluída dentro da propriedade de doação que se reveste em nós (em nosso desejo de receber prazer, já que a matéria da criação nunca desaparece).

Quando uma pessoa se eleva acima de seu desejo de receber prazer e atinge a raiz e a propriedade de doação, ela é preenchida com a Luz de Hassadim (Misericórdia) e, assim, adquire a propriedade de Bina. Neste ponto, ela pode fazer a transição para a Luz de Hochma (Sabedoria) e receber em prol da doação, embora esta seja uma obra especial que ainda não conseguimos imaginar.

O estado de “Lishma” começa no momento em que a pessoa se torna capaz de agir em prol da adesão com doação, mantendo o desejo de receber prazer. Ela sente o poder do Criador, Suas propriedades, e sua própria fonte dentro do Criador, em vez de no seu desejo de receber prazer.

Nesta fase, a pessoa deixa de ser um fiel aliado e um escravo do seu ego com o qual ela costumava estar tão conectada, de modo que não se separava dele e o considerava como sendo ser autêntico “eu”. Agora, ela se desconecta dele e muda o seu mestre consciente e voluntariamente, tendo trabalhado duro para alcançar este estado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/12, Shamati # 20

Não Seja Um Dos 999 Que Caem

Dr. Michael LaitmanDe uma lição do Rabash: Num lugar onde a espiritualidade não é importante o suficiente, as cascas têm um porão. Por exemplo, se a pessoa pretende se levantar para a aula matinal, mas pensamentos e cálculos vêm à sua mente: “Por que eu deveria me levantar? O que vou aprender? Qual é a questão de tudo isso?”.

No momento em que a espiritualidade não parece importante, tais pensamentos imediatamente emergem e amarraram a pessoa na cama com cordas grossas para que ela não seja capaz de se levantar… por isso, nós precisamos da força que acompanha que não nos deixará cair”.

O que falta a todos os grupos, e na verdade a cada pessoa de uma maneira ou de outra, é a força que acompanha. Caso contrário, nós caímos um por um, como se diz: “Mil entram na sala de aula e um sai professor”. Isso significa que 999 caem.

É muito provável que eles realmente não caiam fisicamente, mas estão enfraquecidos internamente e prontos para “continuar” desta forma, sem atingir a meta da criação, o objetivo da vida. Eles não afirmam que é necessário encontrar uma resposta para a pergunta “qual é o sentido da minha vida”, mas amadureceram e não sentem que têm a força para fazê-lo. Isso tudo ocorre porque eles não construíram para si apoiadores, um “trilho” que irá apoiá-los e ajudá-los a levantar-se e não deixá-los cair. Isto é muito importante.

É como fazer um tratado de ajuda mútua, um compromisso para com as relações entre os amigos, entre os grupos. Por isso, é tão importante saber o que está acontecendo em cada grupo e ajudar uns aos outros.

É como se diz: “Não há profeta em sua própria cidade”, e os amigos de outros grupos às vezes podem ajudar a pessoa e influenciá-la mais do que aqueles que estão ao seu lado. Ela pode suspeitar que seus amigos tenham algum interesse próprio e pode encontrar culpa em suas intenções egoístas. Mas ela não se sente assim em relação aos outros grupos. Ela vê que pessoas de outros lugares começam a falar dela e lhe mostram quanto ela é importante para elas; por outro lado, ela entende que é preciso corrigir alguma coisa dentro de si, como se diz: “Você deve colocar juízes e policiais em todas as suas portas”.

Isso é muito importante. Normalmente, após cada subida coletiva, várias pessoas caem, porque após uma subida há sempre o endurecimento do coração. Nós devemos estar de guarda!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/03/12, Shamati # 8

Mesa Redonda Na Localidade Árabe Em Israel


Em 19 de março de 2012, às 18:30 h, hora de Jerusalém, o movimento Garantia Mútua realizará uma mesa redonda na vila Iksal, conselho Árabe no norte de Israel. O tema da discussão é “Educação: por Mérito ou Valores”.

Entre os participantes estão o Sr. Abed El-Salam Darawshe, chefe do conselho local, a Dr. Orna Simchon, Diretora do Ministério da Educação no norte de Israel, e outros. Como de costume, a discussão será transmitida ao vivo pela Internet.