Textos arquivados em ''

Com Relação Às Convenções Virtuais E A Verdadeira Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: À luz da próxima Convenção de Moscou, você disse que é hora de nos acostumarmos com congressos virtuais e sentir uma conexão ainda maior sentados atrás das telas do computador. O que significa isso?

Resposta: As convenções são um salto adiante. Mas, além delas, temos que manter a conexão entre nós diariamente e melhorá-la constantemente. Graças às convenções, criamos impulsos para a unificação, e durante os intervalos entre elas é vital manter uma conexão permanente e reforçá-la dia após dia.

Não há outra escolha, temos que alcançar um mundo “redondo”, global e integral. Não se trata de meras palavras. Nós não podemos quebrar a conexão após os três dias da convenção; a conexão deve estar subjacente à agenda diária mundial. Isto é o que é exigido de nós.

Por isso, temos que cultivar essas relações entre nós que nos permitirão manter a conexão mesmo virtualmente, mesmo sem ver e ouvir uns aos outros. É por isso que a Internet surgiu em primeiro lugar: ela se destina a ajudar o mundo inteiro a se unir em uma interconexão saudável e mover-se, da união corpórea e virtual, para a espiritual. E nós estamos empregando este meio

Portanto, eu sugiro que nossas futuras convenções devam ser pequenas, cerca de mil ou dois mil amigos que se reúnam em uma mesma região. O resto participará delas virtualmente, o que não causará nenhum dano para eles. Pelo contrário, todos vivem em um estado coletivo, e os participantes “virtuais” não sentem a menor fraqueza em unir-se com os participantes no local físico.

Isso vai nos permitir ter muitas convenções no ano; além disso, seremos capazes de manter um vínculo indissolúvel todos os dias do ano. Vamos parar de gastar muito dinheiro em duas grandes convenções ao ano, após as quais continuamos a experimentar uma queda e descida para o estado anterior. Eu gostaria de transferir a ênfase na convenção física para a interna, e desta para a interconexão interna diária. Isso é extremamente importante. Caso contrário, não seremos capazes de construir o lugar da revelação do Criador entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, Baal HaSulam, Carta 10

O Lugar Onde Somos Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é essa queda que deve completar o meu desejo, de modo que ela possa curá-lo e levá-lo a algum lugar?

Resposta: Seu desejo é apenas o seu desejo, quando, na verdade, ele deve estar unido com outros desejos. É aí que reside todo o problema: nós não estamos suficientemente unidos. Forças individuais existem em abundância, enquanto que a força coletiva da união não.

Todo mundo lê todos os livros, conhece todas as idéias extravagantes, compreende as fontes, trabalha no grupo, dissemina a Cabalá, e participa das Convenções. Mas a questão é: Será que nós estamos construindo o lugar onde temos que revelar o nosso nível superior? Este lugar é o nosso desejo integral. A integração dos desejos é o lugar onde se encontra o mundo futuro. Será que temos um lugar assim? Será que nos sentimos ligados internamente, de modo que na nossa união revelamos o Criador?

Isso é exatamente o que nos falta; é onde não estamos realizando um esforço suficiente. Precisamos de um campo intenso, da intensidade entre nós, do anseio pela interconexão estreita. Somente nele, neste campo, revelaremos o Criador.

Todo mundo contém enormes poderes; todo mundo está cheio de idéias inteligentes e esforça-se o mais sério possível, mas a união ainda é algo que nos falta. Não temos feito o trabalho suficiente para criar o lugar que nós precisamos.

Todas as almas se elevam à Malchut do mundo de Atzilut, e a Luz desce até ela a partir do Alto. É Malchut em especial quem recebe a nossa oração (MAN), a soma (Σ) dos nossos desejos destinados exclusivamente à união. E é isso que nós precisamos. Clamores individuais não se elevam à Malchut de Atzilut e permanecem apelos inúteis. Ela espera uma carência comum, já que a espiritualidade é revelada no vínculo entre as pessoas.

Assim, diz-se que o número mínimo é de dois indivíduos. Mesmo dois (você e eu), e a nossa conexão, é suficiente. Se nós criarmos essa conexão motivados pelo desejo de encontrar o Criador, ela se tornará o lugar de Sua revelação.

Esse é o problema. Se você não está trabalhando na união, suas reivindicações não são aceitas. Você tem que responder duas coisas:

  1. Você estudou a Torá? Em outras palavras, você se esforçou em amar os outros como ama a si mesmo, por meio da Luz superior, considerada como a “Torá”? Será que você anseia em estabelecer uma conexão com os outros e aprender a amar? É isso que se considera “estudar a Torá”.
  2. Você esperava a redenção? Em outras palavras, apesar de todos seus esforços, você não conseguiu nenhum resultado. Mas, apesar de tudo, você se antecipou a ele? Você elevou MAN para a correção? Afinal, a redenção vem do Criador em um instante.

Estas duas condições são obrigatórias que alcancemos. Não há outra solução. Não se trata de exigências pessoais de alguém, mas de leis. Na realidade, existem apenas duas forças: a qualidade de doação e a de recepção. A conexão entre elas dispõe todo o sistema de causa e efeito da criação para nós.

Eu não posso reclamar da lei, da natureza, da qual sou parte integrante. Assim, a sabedoria Cabalística nos explica como empregar estas forças da natureza de forma correta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, Baal HaSulam, Carta 10

Vamos Mostrar Nosso Desejo De Sair Do Nosso Egito!

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá sobre a Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda”) É por isso que gostamos de nos lembrar da ingestão de Matza, no Egito [primeiro grupo cabalístico] ainda hoje [durante o jantar da Páscoa] já que [hoje], também, somos como quando fomos escravizados no exterior [a terra de Israel é”Eretz Israel” em hebraico , que significa “desejos destinados diretamente para o Criador”]. Também, com este Mitzva, pretendemos estender a redenção [do Faraó, o egoísmo] que vai acontecer em breve nos nossos dias, amém, assim como os nossos pais [espiritual] comeram no Egito.

Esta passagem fala sobre um grupo de cabalistas que existiu e funcionava sob a orientação de Abraão que saiu da Babilônia em torno de 3700 anos atrás, a fim de conectar os laços de amor entre eles, que está descrito como ” ame aos outros como você ama a si mesmo.” E eles aprenderam da sua própria experiência como corações endurecem e quanto mais forte o poder do Faraó (ego) que nos governa se torna. [Leia mais →]

Momentos De Cabalá – Aprender Com O Faraó

Momentos De Cabalá – Queda Ainda Mais Profunda

Missão Possível

Celebração da Pessach (Páscoa) é um momento especial. É como se estivéssamos envoltos em uma névoa sútil provocada pelo cansaço que vem do nosso estado usual. É um momento especial em todo o mundo, quando as Luzes Circundantes estão fazendo o trabalho de acordo com a ordem proveniente das leis de ramos e raízes.

Além disso, estamos entrando um feriado que se refere diretamente a nós. Não há raiz espiritual mais e mais vital para nós do que a da Páscoa. É tudo que queremos. Tendo saído do egoísmo, repetidamente nos lembramos do êxodo do Egito e só corrigimos várias vezes no restante do caminho todo, até o final da correção. Afinal, devemos conter-nos completamente do Egito, de tal forma a transformá-lo em seu oposto: Doação. [Leia mais →]

Uma Refeição Em Honra a Vida Espiritual

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá da Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda):” Aquele pão que os nossos pais comeram na terra do Egito “(A Hagadá Páscoa): … Daqui resulta que a mitzva de comer uma Matza foi dada a eles quando ainda estavam escravizados, e o objetivo do Mitzva era para o momento da rendenção, já que então, partiram rapidamente.

Isso sempre ocorre quando transitamos de estado para estado, deixando o grau que se encontra no momento: em cativeiro egípcio, governado pelo nosso ego, o Faraó, a nossa teimosa “má inclinação” que nos mantém reféns e não nos deixa elevar acima da nossa inveja, ódio, cobiça e ambição.

Por mais que tentamos, nós ainda não podemos elevar-nos acima dessas propriedades egoístas e nos juntar uns com os outros, com ligações que correspondem ao nível após o êxodo do Egito. Estamos ainda incapazes de nos tornar “como um homem com um só coração”, alcançar a garantia mútua para que a força integral de amor e doação considerada como o Criador seja revelada.

Portanto, enquanto ainda estivermos escravizados pelo Faraó, precisaremos visualizar o próximo estado, para brincar de “fazer crer” com ele, como as crianças brincam de ser adultas quando elas crescem. Então nós temos que brincar que estamos vivendo uma vida “adulta”, a espiritual.

[41010]

Da 1a. parte da Lição Diária de Cabala de 18/04/2011,”Isto é para Judá”

Material relacionado:
O Êxodo Do Egito Experimentado No Coração
Seder de Páscoa: A Ordem Do Nascimento Da Alma Mundial

Avançando do Oposto

O nosso desejo está começando a tomar a forma correta. Queremos nos unir, para revelar um impulso para a unidade dentro de cada pessoa, apesar do egoísmo. Isso é muito importante: Apesar do meu egoísmo, eu realizo esforços para aspirar internamente e aproximar-me dos amigos, para mantê-los todos em uma estreita ligação como as pessoas que estão perto de mim em espírito e objetivo.

A coisa mais importante agora para mim é ser capaz de confiar neles: se estivermos unidos, então eles vão garantir que eu não esqueça sobre o nosso caminho e só vai ficar mais forte na nossa consolidação comum.

Eu aspiro a me unir com os amigos e espero que essa aspiração permita-me receber um desejo insaciável para a unidade deles. Isso é tudo de que precisamos. Desde o início e até o fim da correção, esta é a única coisa exigida de nós.

[Leia mais →]

Momentos De Cabalá – Conexão

Momentos De Cabalá – Centro Do Grupo