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Uma Fórmula Muito Simples

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se lermos O Zohar com a intenção certa e exigirmos o dobro do tempo – uma hora e meia por dia em vez de 45 minutos – vamos alcançar a correção completa duas vezes mais rápido? Ou existe uma fórmula diferente de trabalhar aqui?

Resposta: A fórmula é muito simples. O hábito do meu professor, o Rabash, era que lêssemos O Zohar meia hora por dia. O Rabash não explicava nada e não adicionava uma única palavra. Nós simplesmente líamos o texto, sem parar, sem perguntar-lhe nada, por meia hora antes de dormir. É por isso que eu sigo a mesma ordem.

Você quer estudar o dobro do tempo? É por isso que eu acrescentei mais um quarto de hora à aula.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/03/11, O Zohar

Os Contornos Da Beleza Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Michelangelo dizia que não esculpia, mas expunha o que ocultava a verdadeira imagem na pedra. Que imagem eu tenho que revelar na rocha do “ambiente” para que eu possa esculpir o vínculo espiritual dela?

Resposta: A doação pura. Peça que a força superior venha e lhe desenhe os contornos da doação pura, uma vez que somente a força superior traça os limites para você. Como Michelangelo, que podia sentir os contornos da beleza dentro da pedra, eu preciso saber onde estão meus contornos, meus limites: em que medida eu posso usar a matéria do desejo para doar e qual é o limite além do qual eu sou incapaz de fazê-lo.

Tudo que é apropriado para doar se torna uma obra prima da criação, e o que não é, eu descarto por ora. Assim, eu produzo a imagem do mundo autêntico.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11 sobre Um Mundo Integral

Egoísmo Em Escala Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo, existem muitas organizações de caridade não governamentais que desejam honestamente ajudar as pessoas. O que há de errado com elas? Afinal, esses filantropos parecem sentir que seu bem-estar depende do bem-estar do mundo.

Resposta: Essa é a raiz do problema: eles estão ajudando assim porque talvez possam se sentir em paz. Uma pequena parte da população mundial sente que tem que ajudar os outros. A pessoa se sente mais relaxada, e é isso que dá a ela sua satisfação pessoal.

Nas organizações de caridade existem muitas pessoas que têm uma necessidade natural de cuidar dos outros. Elas são programadas com um instinto. Elas têm que dar assistência para acalmar a si próprias. O Baal HaSulam escreve que no mundo há 10% de tais indivíduos, e de acordo com as estatísticas, são 7% ou 8%.

Porém, tudo isso se origina no egoísmo e é uma das suas manifestações. Eu amo o mundo como a meu próprio filho, e eu me sinto mal se o mundo se sente mal. Eu devo ajudar a África para me livrar dos sentimentos ruins. Isso é tudo.

Tal assistência não ajudará ninguém. Pelo contrário, isso só traz prejuízo, uma vez que quanto mais os altruístas dão, mais seus beneficiários se acostumam a não fazer nada e não evoluem.

Um problema semelhante veio à tona na Rússia hoje. Acontece que os altos preços do petróleo são indesejáveis À primeira vista, isso preenche o tesouro diariamente, mas isso não vale a pena. Afinal, não queremos nos desenvolver assim. Nós iremos nos sentar sobre nosso canal de petróleo, faremos um banquete, construiremos palácios de ouro, mas ao mesmo tempo, como país, como nação, iremos continuar a nos degradar. É impossível evoluir sem uma necessidade. Assim, a despeito da lógica básica, eles não desejam mais juntar “dinheiro do petróleo” e estão se tornando conscientes de tais coisas.

Todo desenvolvimento atual do mundo, junto com a caridade e o mercado comum, não é nada mais do que o domínio do egoísmo. Nada de bom vai sair disso, não importa onde esteja. Pelo contrário, todas as partes estão somente se pressionando mutuamente. Nós encontramos a lei da interconexão integral, mas todos querem usá-la egoisticamente. “Ah, isso é o que é! Interdependência global? Então, vamos dominar o mundo. Nós colocaremos todos em seu lugar, e se ninguém se rebelar, nós ameaçaremos cortar seu oxigênio”. É assim que eles desejam utilizar a rede integral que a natureza revela a nós.

Nós estamos agora em uma situação muito perigosa. Visto que o nosso egoísmo está atado à interconexão global, isso permite que ele controle o mundo globalmente, todos ao mesmo tempo. Isso é o que está nos ameaçando se as pessoas carecem de sabedoria e da percepção e entendimento do que o futuro nos reserva.

Elas decidem em silêncio o destino do mundo ao condicionarem seus objetivos mesquinhos, não tendo nem um indício para onde isso irá nos levar no futuro próximo e mesmo amanhã. Afeganistão, Paquistão, Iraque, e Irã são exemplos nítidos disso. No final, isso produzirá um resultado oposto.

O jogo acabou. Não podemos mais dar poder ao nosso egoísmo. Quando os mundos se fecham em um sistema global, você não pode agir como antes, governando pelo ouro ou pela força. Isso não vai dar certo. O Iraque é uma nítida demonstração disso. A vergonha da América está frente a todo mundo, e eles ainda estão assim. Tudo isso é falta de entendimento das leis integrais. Nenhuma força ou inteligência irá solucionar esse problema. A Rússia caiu, a despeito de todas suas riquezas, e os Estados Unidos também cairão ainda mais.

Hoje, a abordagem precisa ser adequada a uma tendência mundial para a integração global. De outra forma, nós iremos perder.

Pouco tempo irá passar, e nós iremos testemunhar como até mesmo as organizações terroristas começarão a entender isso. Será impossível controlar o mundo pela força, nem mais um minuto. O surgimento dos problemas irá fazer com que todos pensem sobre o que fazer a seguir.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/11 sobre Um Mundo Integral

Educação Para O Mundo Novo

Dr. Michael LaitmanA humanidade precisa entender que a união é o próximo estágio do seu desenvolvimento. Uma vez que nós já nos tornamos uma família, uma nação, um sistema, onde cada um é interdependente, não há outra escolha a não ser aceitar esse fato e tratá-lo muito seriamente. O sistema geral deve ser estudado através dos principais sistemas de engenharia, a fim de se trabalhar e introduzir leis que regulem as interrelações entre as pessoas, as nações, e toda a humanidade.

Pergunte aos cientistas o que significa um sistema integral, e eles lhe dirão que todos nós somos interdependentes e que ninguém pode  fazer um movimento sem todo o resto. Assim, é necessário considerar o interesse de cada um sem quaisquer exceções. O primeiro passo é não fazer aos outros o que você não quer que façam a você, e o segundo passo é implementar correta e efetivamente um sistema que seja baseado no princípio do “amar o próximo como a si mesmo”.

Até que estabeleçamos tal interconexão em nosso sistema, nós não veremos uma boa vida. A cada dia, o mecanismo danificado de nossa interconexão se torna mais e mais aparente. No nível inanimado da natureza, o desequilíbrio entre nós será evidente através de vários desastres, tais como erupções, tsunamis, terremotos, incêndios, inundações, furações, aquecimento global, explosões no Sol, e etc.. A Lua pode também ser a fonte de vários problemas. É assim que o desequilíbrio causado por nós se torna aparente no nível inanimado.

Os problemas no nível vegetal podem afetar as colheitas. As pragas egípcias descritas na Bíblia nos falam em linguagem alegórica sobre possíveis desastres nos níveis vegetal e animal. Então, isso chegará ao nível humano.

Por isso, por um lado, nós precisamos aceitar essa lei integral como uma lei, e por outro lado, precisamos implementar o sistema educacional o mais cedo possível e explicar às pessoas porque a lei é assim, e porque e como nós precisamos segui-la.

Milhões de pessoas estão desempregadas no atual mundo moderno. Também existe um desemprego oculto. Muitas pessoas irão parar o que estão fazendo porque isso é destrutivo para a natureza. Os trabalhadores da indústria militar também ficarão desempregados, e etc.. Todas essas pessoas irão trabalhar numa esfera de agitação e educação. Como resultado, cada pessoa irá prover o necessário para os outros.

É exatamente isso que precisamos: produzir o que for necessário para cada um e dividir isso entre todos. Ademais, nós precisamos proporcionar educação. Cada pessoa tem que receber sua “porção educacional” e sua parte das necessidades vitais. Esse será o dever dos governos por todo o mundo e de todo sistema universal da humanidade.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/11 sobre Um Mundo Integral

A Influência Do Ambiente Com Uma Iluminação Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível explicar às pessoas que o verdadeiro mal está na nossa oposição à natureza do universo?

Resposta: Podemos dar à pessoa este conhecimento e sensação ao apresentar-lhe este facto através da correcta educação a partir dos fins da sociedade. Teremos de organizar esta educação de forma onde contenha uma ligação com a Luz que corrige.

Um problema adicional emerge aqui. As pessoas sem um ponto no coração têm de receber esta iluminação através de nós. Se tratarmos delas, se lhes dermos o método da correcção, se mantivermos vários eventos, transmissões de programas de TV e rádio, trabalho na internet, e se formularmos todos os princípios necessários para as pessoas, então elas ficarão ligadas a nós e serão educadas pela força que opera o nosso sistema, que está mais fundo que o sistema delas.

É suficiente anexá-las desta forma para que percebam que o seu futuro depende da unidade. Mas como podemos trazê-las a esta sensação? Isso pode acontecer com a ajuda da educação, opinião social, e da influência daqueles à sua volta. O ambiente é capaz de depositar a noção mais remota e artificial numa pessoa. Como assim?

A sociedade começa simplesmente demonstrando condenação ou respeito por certas qualidades que a pessoa tenha, e isso é tudo o que precisa. As pessoas à volta de uma pessoa podem tratá-la dualmente: positiva ou negativamente, e isto é inteiramente suficiente.

Temos de perceber que não há outra forma de ir, que temos de alcançar equilíbrio com a natureza, e envolver os meios de comunicação de massa e outros meios, prestando especial atenção às gerações jovens, de forma a já começar a ensinar as crianças sobre a vida no novo mundo. Sem isto, não há outro caminho para atingir o que seja.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/3/11

Corrigido Significa Unido

Dr. Michael LaitmanO 1º princípio da educação: A Natureza está unida e nós somos opostos a ela.

Parte um: Pesquisas na natureza e na sociedade mostram que estamos todos interligados. As pessoas são um organismo único ou um sistema único dentro do sistema da natureza.

Tal como se adequam as partes de um corpo vivo, da mesma forma nós devemos unir-nos uns aos outros acima de todas as diferenças pelo bem do corpo inteiro.

Hoje estamos descobrindo isto gradualmente e por isso chamamos ao estado actual da humanidade de global e integral. É global porque nos nossos dias as interligações entre a população inteira do mundo estão a ser reveladas forçosamente. Entre todas as suas partes e em todas as suas diferenças, independentemente de quais sejam, a ligação está a revelar-se um factor necessário

Isto vem mais do lado da natureza que do nosso desejo de estar interligados ou não. É simplesmente um facto que de um dia para o outro descobrimos mais e mais ligações entre nós.

Uma questão surge: Já existia esta ligação anteriormente? Ou estivemos desconectados anteriormente e agora a nossa interligação formou-se e está sendo expressada?

Esta questão precisa de ser dividida em duas partes. Por um lado, nós estamos e sempre estivemos interligados e estamos em unidade total e perfeita. Este é o nosso estado relativo ao Criador e não é um critério para medir nada. Esta unidade é chamada Infinito (Ein Sof): o estado Infinito, o mundo Infinito, Malchut do Infinito. Contudo, estamos ainda para alcançá-lo nas nossas sensações.

Agora mesmo, nós, toda a humanidade, estamos a atravessar os níveis de desenvolvimento. Temos de modernizar a nossa interligação a cada momento. Através da história nós nos desenvolvemos através dos níveis inanimado, vegetal, e animal, até atingirmos o nível humano, e depois disso, no nível humano, atravessámos novamente os mesmo sub-níveis: inanimado, vegetal, e animal, até atingirmos a era moderna do nível humano no nível humano – o “humano no homem”.

É assim como temos atravessado o processo inteiro de preparação humana e começámos a desenvolver o humano em nós. “O humano no homem” é a semelhança do Criador que devemos adquirir hoje. A semelhança do Criador é a mesma coisa que as interligações globais, integrais entre todos nós. Hoje estamos no começo das fases de unificação – unidade que ocorre sem compreensão, consciência, e desejo. É assim como tem de ser do nosso fim.

É por isso que agora não estamos a ser julgados em relação ao mundo Infinito, mas em relação ao quanto percebemos, descobrimos, e estamos preparados para tomar na forma da unidade que a natureza ou o Criador coloca à nossa frente. Não tente ser um homem correcto, independentemente de como veja este conceito. Você tem de ser corrigido de acordo com as condições em que você está. “Corrigido” significa unido. Há apenas uma coisa que temos de fazer – unir uns com os outros.

No caminho para a unidade atravessamos a fase de doação pelo bem de doar (“Não faça aos outros o que você próprio odeia”) e depois a fase da recepção pelo bem de doar (“Ame ao seu próximo como a si mesmo”). Contudo, o princípio não muda: Toda a educação do homem está na unificação com o seu próximo.

A natureza está a expressar-se cada vez mais e mais global; por isso, devemos também ser globais e unir –nos a ela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/3/11

As Lições Dos Desastres Naturais

Dr. Michael LaitmanOlhando para os desastres naturais, não vemos as suas verdadeiras razões. Percebemos os factores geológicos e ecológicos e os fenómenos do mundo inanimado. Mas quem governa o mundo inanimado? “As leis da natureza”, dizemos. Mas isso não é uma resposta.

Portanto, independentemente disso, porque é que ocorre? Falam-nos acerca da natureza cíclica dos processos como se realmente explicasse alguma coisa. Na verdade, afastamo-nos da resposta protegendo-nos com argumentos confortantes.

Contudo, elas não pacificam a pessoa, porque o problema persiste e pode voltar à superfície a cada momento. Além disso, mesmo que não o faça, ele permanece não corrigido e ameaça tornar-se um tipo diferente de desastre.

Não é questão do que é que irá explodir ou desaparecer ou onde irá ocorrer. O mundo inteiro é sacudido constantemente, e a amplitude dos desastres está a crescer de dia para dia. Testemunhamos a velocidade e a magnitude destes choques que se mostram cada vez mais bruscos e repentinos.

Devemos perceber que existe uma razão para tal: a nossa falta de equilíbrio com a natureza. Existimos num sistema global, holístico e total. Tudo está unido, e assim não temos outra escapatória: Temos de considerar-nos como estando totalmente interligados. A lei de um sistema global e integral é que todos influenciam os demais.

Esta deve ser a base pela qual precisamos de estabelecer as regras de conduta na Terra. Não podemos mudar a natureza humana, mas façamos tudo o que estiver ao nosso alcance. Precisamos estabelecer as leis de cooperação, mutualidade, e concessões recíprocas entre os países, nações, e as várias organizações. Sem estas leis, o sistema morrerá.

O primeiro passo para conseguir tais leis foi formulado por Hillel, o Velho: “Aquilo que detestas, não o faças ao teu próximo”. Primeiro de tudo, tenha cuidado de não fazer mal ao outro. Desfrute o que tem, e não invada a propriedade, liberdade, ou vida dos outros. Não olhe para os outros, e seja feliz com aquilo que tem. Esta é a primeira condição. Isto contudo ainda não é a unificação, mas através disto você deixará de infringir ou prejudicar os outros. Mesmo que não tenha ainda activado o sistema da bondade, parou de usá-lo para o mal.

É verdade que hoje uma pessoa é incapaz disto. E assim temos de associar-nos à educação geral de toda a humanidade. Todos deviam sentir que vivem num mundo global, integral e explicar a si mesmos o que isso significa. E isso significa que eu não posso simplesmente contar com receber um benefício pessoal à custa de alguém. É irreal, impraticável.

Temos de obrigar cada país, cada nação a renunciar medidas de força, até à eliminação das fronteiras e qualquer controlo sobre a exploração de cada um. Este é um programa mínimo: Não há necessidade de favores, mas todos devem pelo menos perceber que se alguém magoa o outro, a dor volta para si duma forma semelhante à dum boomerang e, em última instância, magoar-se-à a si próprio.

Estas normas tem de ser introduzidas na legislação, a par do trabalho de explicação e educação. O Baal HaSulam escreve sobre isto no Escritos da Última Geração. Isto deve estar na agenda do governo mundial, e não na das Nações Unidas que não têm verdadeiro poder.

Aqui precisamos especificamente de um governo colectivo com poder real. Se alguém não colaborasse com ele, seriam aplicadas sanções: “Você não quer concordar com a lei de cooperação? Então nós desligá-lo-emos do sistema. Vejamos como você se sente num mundo global com as fontes bloqueadas”. De facto, nem um único país ou nação serão capazes de existir em isolamento dos outros.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá sobre Um Mundo Integrado

620 Pontes De Mim A Você

Dr. Michael LaitmanA total liberdade de escolha que cada um de nós tem, com cada um sendo um pedaço do “Lego” multidimensional da criação, encontra-se em revelar a nossa conexão total com todos os outros na medida em que podemos tolerar isso. Cada pessoa se conecta com todos os outros com sua parte superior (Galgalta Eynaim) e sua parte inferior (AHP), e apenas um ponto permanece de si mesma em que deseja realizar a sua lealdade para com aqueles que estão acima ou abaixo dela.

Nós temos que passar por essa realização do nosso estado de forma gradual, através dos graus do desejo que desperta em nós, até experimentarmos toda a sua espessura (Aviut), em todas as suas formas. Assim, nós estamos continuamente revelando a possibilidade de uma nova e mais multifacetada conexão com as partes superiores e inferiores.

O espaço vazio que continuamente se torna revelado a nós na conexão com o superior ou com o inferior é o desejo que temos de corrigir. O desejo é sempre composto de 620 peças, e, portanto, sua correção é chamada de “cumprimento dos 620 mandamentos”, com a ajuda da Luz que corrige, que é chamada Torá.

È por isso que está escrito que a cada dia a pessoa deve cumprir “620 mandamentos” em virtude de se estudar a “Torá”. Isso significa que ela estuda como usar esses 620 desejos em prol da doação, a fim de unir-se inteiramente com todas as partes da criação, que são maiores ou menores em relação a ela.

É assim que nós alcançamos nosso estado – nós estamos nele desde o início, mas o revelamos por nós mesmos gradualmente. Nós recebemos a força para fazer isso do ambiente, ou seja, das “peças de Lego” com as quais estamos conectados – a partir das partes superiores de nossa alma, cujos AHPs  conectam-se com nossos Galgalta Eynaims, ou a partir das partes inferiores, com cujos Galgalta Eynaims nós conectamos através do nosso AHP.

O Criador sempre nos dá a oportunidade de encontrar as forças para avançar nesta unidade “multidimensional”. É sempre possível encontrar um espaço vazio onde a Torá será revelada, a Luz e os 620 desejos que podemos corrigir, e através deles conectar-nos uns com os outros. É assim que todo este sistema é organizado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11, Escritos do Rabash

Características Especiais Da Alma

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Yitro (Jethro)”, Item 190: Isto é um homem zangado, mas não rapidamente. Ele detém o seu estado de repouso, finge ser sábio quando não o é, e levanta sempre a sua cabeça para olhar. Fora, ele é combativo, mas na sua casa, não o é. Ele não respeita a Torá, para a observar. As palavras das pessoas são um fardo para ele e responde-lhes de forma vigorosa.

O Zohar fala acerca da pessoa em nós, que é revelada constantemente. Existem 125 camadas dentro do nosso desejo comum de desfrutar, e cada uma delas contém as suas próprias camadas ou estados. De cada vez, dentro do novo desejo, uma nova camada de qualidades se revela – uma nova imagem da pessoa em mim, a imagem da minha equivalência com o Criador, a imagem do Criador dentro de mim, a imagem da minha semelhança e oposição ao Criador.

A combinação inteira das qualidades interiores e exteriores que estão presentes na Rosh (cabeça), Toch (corpo), Sof (os fins do Partzuf da alma), Kelim (desejos) que podem ser usados e desejos que não podem ser usados por agora, uma vez que não há tela sobre eles, assim como desejos que não podem ser usados até à correcção completa, chamados “Lev HaEven” (o Coração de Pedra) – ao agregado completo destes desejos é chamado o humano em nós.

De toda e cada vez, a cada momento do meu caminho, à medida que avanço em direcção ao estado do humano perfeito, revelo a imagem do humano em mim. Como posso reconhecer que tipo de pessoa se revelou em mim agora e quem sou eu neste momento de acordo com os sinais interiores e exteriores que eu descubro dentro de mim próprio?

Através de todas as várias características especiais que eu revelo nos Sefirot da Rosh, Toch e Sof do Partzuf da minha alma, posso dizer que imagem está agora inerente a mim. É como se lê-se acerca de mim próprio no meu bilhete de identidade que tenha uma descrição detalhada das minhas características.

Daqui percebo quem sou e o que sou. Percebo-me a mim próprio, isto é, às minhas qualidades, quais delas trabalham em prol da doação, quais trabalham contra ela, as que são ainda egoístas, quanto as tenho restringido, quantas estão na Klipa, e até que ponto estão sujeitas a correcções.

Tudo isto é a imagem de uma pessoa e não há nada além dela. Esta imagem incorpora tudo.

Portanto, enquanto lemos este capítulo n’O Livro do Zohar, devemos pensar constantemente sobre os nossos estados espirituais como se fotogramas de uma banda de filme se desenrolassem perante mim, revelando constantemente uma nova imagem da pessoa em mim até que todas estas imagens se juntassem e eu alcançasse um único estado. Contudo, todas as imagens anteriores são também salvas.

Então, com base em todos os pecados e transgressões, eu alcanço a minha imagem verdadeira e perfeita – o Humano que é semelhante ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/3/11, O Zohar

O Tabernáculo É O Lugar Da Nossa Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanA porção semanal da Torá “Pekudei (Contas)”descreve quem participa da montagem do Tabernáculo (Itamar filho de Arão, Bezalel filho de Hur, Aholiav filho de Achisamach), bem como a estrutura do Tabernáculo, os materiais utilizados para equipá-lo, os detalhes de todos os seus acessórios e revestimentos sagrados…. Depois do trabalho de construção, o Tabernáculo está completo, eles trazem-no a Moisés, e Moisés abençoa-o….

O Tabernáculo é a nossa alma. Não há nada mais importante do que sua construção, já que todo o nosso trabalho está em construir a alma integral, a unidade de todos nós.Cada um de nós é uma parte da alma coletiva, que é considerado como “Adão” (homem ou humano), e quando nós construímos a correcta conexão entre nós, isso significa que construimos o Tabernáculo.

Cabalistas passam para nós o conhecimento e o programa que se deve realizar na linguagem dos ramos. Quando eles nos dizem sobre árvores e rochas, quais os têxteis e metais devemos usar, e quem, especificamente, deve fazer esse trabalho ou outro, eles falam sobre os quatro níveis do nosso desejo (inanimado, vegetal, animal e falante) e como esses desejos têm de se interconetar. Com a unificação, gradualmente construimos a alma integral, onde encontramos a presença do Criador, a Luz superior. Assim, o Tabernáculo se torna o lugar da nossa vida espiritual.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”. Isto significa que, primeiro, temos de saber o quanto nós nos odiamos. Então, corrigimos esse ódio e transformamo-lo em amor e unidade.

Com certeza, este é um longo caminho que não pode ser descrito em poucas palavras, mas quando nós conseguimos a interconexão e descobrimos que na verdade ela é o vaso, o receptáculo da Luz Superior e da vida espiritual, começamos a perceber como este é um trabalho difícil e delicado. Devemos, com grande precisão, com um par de pinças, montar este vaso, ligando todas as pessoas do mundo entre si.

Teremos de fazer isso, e esse trabalho já começou na nossa geração. Chegamos ao ponto em que o egoísmo global se revelou em nós. Portanto, o método de sua correção, a sabedoria da Cabalá, também está sendo revelada.

Ele descreve de que forma devemos estar interconectados para conhecer a força superior, a Luz que  corrige, que vai nos ajudar a unificar, uma vez que, da forma com estamos, não há espaço para a conexão dentro de nós. No grau da nossa unificação, vamos começar a compreender o que a Torá descreve, porque ela fala sobre os graus de nossa correção, o estabelecimento da conexão entre nós.

Esta descrição é vista como um manual sobre a construção de uma casa com todos os seus acessórios e mobiliário interno, mas ela torna-se um santuário. Sagrado (Kadosh) significa “separado” do nosso egoísmo, que reside acima de nós. Quando nos unimos na união do amor, isso é considerado como a santidade. Este é o grau de Biná, o nível de doação que nós adquirimos através do amor pelos outros, quando nos unimos em garantia mútua como um homem com um coração.

Quando nós gradualmente organizamos tal conexão, fundimo-nos em uma só alma mais uma vez, e encontramos a Luz que nos preenche, a presença do Criador. Por meio da força que se revela na unidade entre as pessoas, você pode subir para um grau mais elevado.

Isso apesar do fato de que isso ocorre no estéril “deserto”, isto é, a pessoa não tem mais nenhuma força, não tem lugar para ir, e não sabe como seguir em frente, mas a força superior que se revela lhe mostra como subir mais e mais até chegar a terra de Israel, o desejo totalmente voltado para o Criador. Nosso desejo egoísta torna-se totalmente transformado na doação, para o bem dos outros, de acordo com o princípio do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Da Lição Semanal da Porção da Torá 3/3/11