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Quando A Alma Ressoa Com A Palavra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Estou plenamente convencido com o que o Baal HaSulam diz sobre o fato de que não há chance para nós compreendermos a espiritualidade com a nossa mente corpórea, porque se alguém quisesse me atrair até ela, me prometeriam exatamente o oposto. Mas ainda é doloroso perceber que sou incapaz de entender algo. Por que é assim?

Resposta: Isto é assim porque você não tem órgãos espirituais de percepção, consciência, ou sentido. Eu sempre me lembro de um exemplo muito vívido que recebi quando estava trabalhando em uma adaptação musical de uma das melodias do Baal HaSulam. Perto de nós havia sempre um gato gordo do dono da residência. Choramos e ficamos impressionados com os sentimentos, enquanto o animal apenas ficava ali totalmente imperturbável. E só o seu ouvido ocasionalmente se contraía, quando a música estava ficando muito alta.

Nós dois vivemos em corpos físicos, no mesmo mundo, mas o gato não pode me entender. Ele não tem a capacidade de sentir. Como você pode explicar a um gato que emoções queremos expressar através da música?

Mas confie em mim, ensinar um gato a compreender uma sinfonia é uma tarefa menos complicada para nós do que compreender a espiritualidade. Afinal, o animal está no mesmo nível deste mundo, enquanto nós precisamos de um impacto muito forte da Luz Superior, a fim de levar-nos a perceber o mundo espiritual.

Então, de acordo com este sentimento, você imediatamente começará a entender o que significa cada palavra que o Cabalista diz. Você ouvirá algumas palavras com a audição externa, mas a sensação interna começará a se desenrolar em você. Imagine-se falando com um gato, quando de repente ele passa a entender você….

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Diagnóstico Espiritual – A Quebra Total

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se todo o nosso trabalho é encontrar o lugar da nossa quebra, o que nos falta fazer?

Resposta: Você simplesmente não quer encontrá-lo! Por que você iria expor a sua inveja e ódio? É muito mais fácil e seguro ficar indiferente.

A pessoa sente que os amigos, “os outros”, simplesmente não parecem existir. Na Cabalá, “o outro” é a pessoa a qual eu sinto como estando fora de mim. Eu sei que todo mundo supostamente deveria estar dentro de mim se a minha percepção da realidade fosse correta, mas eu os sinto como estranhos em relação a mim, alguém que está distante e é odioso. E isso me assusta: será que eu realmente odeio tanto assim as partes da minha própria alma? É exatamente assim que eu sinto a força da quebra. Eu sei que isso é uma mentira, e eu quero corrigir minha visão distorcida!

Tente se esforçar em ver que todos os amigos estão relacionadas a você.  O mundo todo já vê como isso é circular e interconectado. Mas nós não chegamos a essa conclusão a partir do lado de fora devido à falta de escolha. Isso é o que o resto do mundo faz, recebe golpes que apontam para a interconexão das pessoas. O nosso caminho é interno e, desta forma, aos poucos descobrimos que todos somos um só e estamos ligados a um sistema integral.

Sabendo de tudo isso, eu olho em volta e vejo pessoas que são estranhas para mim. Eu não sinto o que elas estão pensando, o que desejam. E mais, eu sequer me preocupo com elas; eu sou incapaz de manter o foco nelas, quanto mais senti-las. Nem mesmo uma só delas!

Em outras palavras, eu percebo que isto é a quebra total: eu estou doente, com uma doença horrível. Na verdade, eu vejo que perdi completamente a minha sensibilidade, minha capacidade de sentir todas essas partes que devem tornar-se minhas. Eu estou deteriorando como um cadáver. Afinal, a morte é quando a força da vida deixa o corpo e este começa a se transformar em pó. Eu sinto como se estivesse perdendo meus braços e pernas. Isso me deixa em pânico.

Eu posso ver e sentir tudo isso nos órgãos de percepção (Kelim) que se desenvolvem em mim graças ao estudo da Cabalá, e que no futuro se tornarão minhas qualidades de amor e doação. Mas o amor começa com a revelação do nosso ódio pelos outros, e nós começamos a odiá-los dentro de nós mesmos.

E agora eu estou vivendo esse ódio, a minha incapacidade de sentir o outro, porque eu não me preocupo com ele. E pior do que isso, eu meço o meu sucesso em relação aos fracassos deles. Quanto pior eles se sentem, melhor eu me sinto. Que percepção distorcida e perversa é esta, e como sou cego por pensar nos outros desta maneira.

O Rabash dá o exemplo da pessoa que repentinamente descobre que aquela criança da casa ao lado que a incomodou tanto é de fato seu filho. Essa imagem só pode ser consertada se você se esforçar em ver como todos no grupo estão ansiosos em corrigir esta distorção juntos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Antecipando A Luz Que Corrige

Dr. Michael LaitmanNós sempre sentimos extrema dificuldade quando estudamos qualquer coisa em relação ao Partzuf Adam HaRishon (“O Primeiro Homem”), formado por duas partes: o macho e a fêmea, Adão e Eva (Zachar e Nukva). Isto poderia ser a mais simples das coisas, mas como as nossas estruturas são diferentes (ele tem a estrutura espiritual, enquanto nós temos a estrutura material), no nosso caso 1 +1 = 2, e no caso dele 1 +1 = 3 (como está escrito: “Marido e mulher, o Criador – a Shechiná (Divindade) – entre eles”). E nós somos incapazes de entender isso.

Nós não precisamos de todos esses mínimos detalhes infinitos descritos no Talmud Eser Sefirot; nós os estudamos apenas para atrair a Luz que Corrige. Dentro de todo o conteúdo que nós discutimos, existe a nossa intenção, a expectativa de que a Luz venha. É apenas sobre isto que estamos falando.

Mas temos que ter em mente que isto fala sobre mim, a estrutura da minha alma, os diversos estados espirituais pelos quais ela passa. Eu ainda não os sinto, mas todos são dados a mim por um motivo: para viver cada estado, do início ao fim. Eu não posso escapar de um único estado descrito no livro.

Cada um de nós passa pelos mesmos estados em seu caminho. Portanto, o trabalho do m estudante é apegar-se ao superior, ao professor. Afinal, o superior já passou por esses estados, e ao apegar-se ele, você vai passar por eles também. Nós atraimos a Luz especialmente ao estudar o que está escrito sobre a sua alma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/2/11, Talmud Eser Sefirot

É O Nosso Trabalho

Dr. Michael LaitmanTodos os problemas do mundo são causados pelo fato de que Israel (ou aqueles que anseiam pelo Criador) não estar realizando a tarefa que lhe foi confiada. Isso é o que os Cabalistas escrevem. Nós não estamos levando o método de correção ao mundo ou instruindo-o.

Em essência, não se espera que o mundo faça algo; ele só aceita este método de nós, e nós somos aqueles que o colocam em prática. Portanto, supõe-se que todo o trabalho deveria ser feito por nós. Nós o começamos e terminamos.

O mundo irá fornecer-lhe os desejos (Kelim) se você encontrar uma maneira de atraí-los  e recebê-los dele. O mundo em si não executa nenhuma ação. Em outras palavras, suas ações derivam da natureza. Está escrito que “As nações do mundo levarão Israel sobre seus ombros”. Elas farão isso quando a correção for revelada.

No entanto, somente aqueles que possuem o livre arbítrio têm duas forças: a feminina e a masculina (o desejo de receber prazer e do desejo de doá-lo). Eles são os únicos considerados como “Israel”, o qual significa “direto ao Criador” (Yashar El). Na linha do meio eles podem atrair a Luz que Corrige para o mundo inteiro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá13/2/11, Escritos do Rabash

Seus Desejos Pessoais Não O Levarão Longe

Dr. Michael LaitmanPergunta: A disseminação da Cabalá pode servir como trampolim para o trabalho em prol da doação, como faz o desejo?

Resposta: A disseminação é uma prioridade. Afinal, ao disseminar a sabedoria da Cabalá eu dou explicações ao mundo inteiro, para que as pessoas possam despertar. Como resultado , eu vou receber os desejos delas destinados à correção

Os desejos que despertam em nós do movimento mundial do “Bnei Baruch”, naqueles que aspiram ao Criador (Israel), não são suficientes. Nós precisamos guardar os desejos do mundo inteiro; para isso, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá. Essa disseminação é considerada como o “Chifre do Messias”.

Graças a esses desejos, seremos capazes de entregar corretamente o método de transformação, tornando-o mais leve e simples a todos. A forma como o apresentamos depende de quem está sentado diante de nós e para quem damos as explicações. De acordo com isso, nós podemos falar de forma mais livre, aberta e simples, porque nós absorvemos os desejos dos outros.

É por isso que precisamos dos desejos daquela parte da humanidade que não pode se corrigir. Então, a força será dada pelo Alto para a parte que é capaz de corrigir-se, de modo que a segunda parte possa ser corrigida através da primeira.

E se há uma parte que deseja o Criador (Israel), capaz de estabelecer uma conexão com Ele, a parte que não tem conexão direta com o Criador deve ser anexada a ela. Assim, ambas (“Israel” e “as nações do mundo”) receberão poderes e se corrigirão.

No entanto, se Israel não estiver mutuamente conectado, não irá receber a força do Alto, já que sozinho o indivíduo não necessita de correção. Ele foi quebrado apenas para transformar os povos do mundo. E as nações do mundo, ou aqueles que não podem despertar sozinhos, não irão receber a força, já que não têm ninguém para recebê-la. Então, as nações do mundo vão dirigir seu ódio e má influência para Israel, a fim de despertá-lo para o cumprimento da sua missão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, Escritos do Rabash

A Linguagem Do Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanA única coisa que podemos fazer é atrair a Luz Circundante sobre nós. Isto obriga-nos a estudar juntos e a construir a partir de nós (não dos nossos corpo físicos, mas de nossos desejos) a realidade espiritual. É por isso que nos unimos ao redor do mundo em um só desejo e começamos a lutar por algo maior.

É impossível fazer isso sem uma linguagem comum. Nós podemos nos comunicar através de um intérprete, mas temos que de alguma forma imaginar o nosso desejo coletivo. Cada nível tem uma estrutura muito complexa (10 Sefirot , 3 linhas) que deve ser descoberta, a fim de se compreender que ele faz parte do Infinito.

Portanto, nada é acidental na linguagem dos Cabalistas: tudo é definido com precisão absoluta, da primeira até a última letra, e já existe no estado final no mundo do Infinito. Não pode haver nada acidental, especialmente quando se trata da ascensão da humanidade de baixo para cima.

Nós empregamos um único sistema existente, e não há outra maneira de usá-lo. A linguagem do nosso mundo define a conexão entre todas as suas partes, enquanto que a linguagem dos ramos também estabelece a conexão entre os dois ramos, o material e o corpóreo. Nenhuma outra língua, exceto a hebraica, é dotada dessa capacidade.

Ela não é apenas uma língua falada; é como uma linguagem de programação que define a conexão entre os elementos. Ela mostra como fazer a transição de certas propriedades para outras, de um estado para outro, usando um tipo diferente de desejo (Aviut), os genes informacionais (Reshimot), os Kelim (vasos), e os laços entre as almas, tudo junto. O estado inicial, o final, e todos os intermediários para a transição de um para o outro estão lá, e tudo isso é chamado de linguagem.

O ponto no coração que desperta na pessoa é, em essência, o desejo de conectar o ramo à raiz. Eu quero descobrir o que este mundo me aconselha e diz!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

O Que Eu Semeei

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se quisermos nos corrigir, a fim de beneficiar a humanidade, isso significa que desejamos a doação?

Resposta: Sim e não. Suponha que algum tipo de problema veio até mim e eu tenho que corrigi-lo. Eu tenho que chamar um médico ou técnico, ou fazer outra coisa. Por quem eu faço isso: por aqueles que sofreram ou por eu mesmo?

Tudo depende do círculo com o qual determinamos nossos limites. Uma pessoa humilde é restrita por si mesma. Aquela que é mais desenvolvida leva em consideração a sua família. Aquela que é ainda mais desenvolvida amplia esse círculo aos vizinhos, a cidade, a nação, o mundo e, finalmente, toda a realidade.

Se eu entendo que a correção do mundo deve acontecer através de Israel, o qual existe unicamente para isso, tudo que eu faço exteriormesnte é igual aquilo que faço para mim. Além disso, se eu existo a fim de corrigir o mundo e esta é a minha única missão, eu preciso primeiro corrigir os desejos (Kelim) do mundo inteiro; então, eu receberei a resposta por meio deles.

Portanto, “o que eu semeio” significa que eu me dirijo ao mundo, dou a ele, torno-me permeado por seus desejos, e trago-os à correção. Então, eu posso esperar receber uma resposta do Criador por esses desejos. Quando isso acontece, eu recebo a primeira resposta, porque o mundo só é capaz de recebê-la através de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11 , Escritos do Rabash

Não Há Nenhum Esquecimento Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, “O Segundo Mandamento”, Item 203: … Então, o temor se agarra de ambos os lados, do lado do bem e do amor e do lado do Din (rigor) duro, e ele está incluído neles. Se o temor está incluído no lado do bem e do amor, ele é amor completo, como deveria ser. … uma vez que existe amor somente em dois lados – GAR e ZAT de Bina – e o amor está incompleto em qualquer dos dois lados, a menos que haja temor em cada um deles, já que não pode haver Hochma sem Bina, que é o amor sem temor.

Isso explica a conclusão de todo o nosso trabalho: como alcançar o amor nos Kelim ou desejos de doação, e também nos Kelim de recepção. Em essência, isso já é a correção completa da criação em Malchut, a qual se une à Bina de tal forma que atinge Keter, onde a sua doação é perfeita em todos os seus Kelim.

Pergunta: O que é o temor?

Resposta: O temor é o primeiro mandamento, ou seja, a primeira correção que temos que passar. É a preocupação e o temor da pessoa: será que ela é capaz de alcançar a doação para com o Criador? Este é o temor: “Será que eu atingirei isso? Eu sou capaz disso? Será que algum dia eu desejarei isso?”. Então, a pessoa tem um trabalho.

Como regra geral, o nosso trabalho visa manter o que alcançamos. O Baal HaSulam escreve sobre isso na Carta nº 2 de 1920:

A sabedoria só vem com a experiência. Eu lhe aconselho a despertar o temor interno, pois o amor entre vocês pode esfriar, mesmo que a mente rejeite esta visão das coisas. De qualquer, você deveria atravessar essa dificuldade. Se alguém tiver a oportunidade de acrescentar mais amor, mas não o faz, isso será considerado uma falha.

É semelhante à forma como a pessoa dá ao seu amigo um grande presente. O amor por seu amigo, que se revela no momento da ação no coração do receptor do presente, não é semelhante ao amor que permanece em seu coração quando a ação for concluída. Dia após dia ele esfria, até que ele possa atingir o esquecimento total do presente do amor. Isto é porque a pessoa que recebeu o presente tem que inventar truques de forma a olhar para ele com novos olhos a cada dia.

A Espiritualidade é construída sobre o fato de que nós não esquecemos a inspiração que alcançamos, e nós constantemente mantemos a mesma inspiração enquanto a expandimos cada vez mais.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, O Zohar

A Revelação Vem Apenas Da Luz

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, “O Terceiro Mandamento”, item 204: As seis palavras de “Ouça, ó Israel” são os seis lados de ZON, e os seis lados de ZON devem ser unificados para que eles se unam como um com os seis lados superiores, que são AVI e YESHSUT. E com eles, o desejo deve ser dirigido para cima, ou seja, para que o desejo e NRN sejam incluídos neles em MAN.

Tudo depende da intenção durante o estudo, quando esperamos que a Luz que Corrige venha até nós a partir do estudo do Zohar e realize essas correções em nós.

Nós não sabemos como realizá-las e não vamos aprender com o texto. Mas sob a influência da Luz, vamos sentir o que nós temos que fazer, e então vamos fazê-lo. Não vamos encontrar nada fora do estudo, mas apenas a partir da Luz que nos influencia, através do estudo correto. Isso tem que estar claro.

Portanto, a intenção tem que estar dirigida mais à Luz do que ao conhecimento, porque não vai me ajudar nem um pouco saber que resultado virá da fusão do Partzufim Aba ve Ima, de uma forma ou de outra. Isso não vai me dar nada e, além disso, não há nenhuma verdade nessas palavras. Quando a revelação surge, nós revelamos coisas sobre as quais não poderíamos saber com antecedência. Tudo acontece em virtude da Luz.

Portanto, a pessoa deve esperar constantemente ações que a Luz irá realizar dentro dela, de modo que novas sensações, pensamentos e definições internas serão revelados nela desde o interior. Este será o resultado da influência da Luz que Corrige. Então, a pessoa vai conseguir.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, O Zohar

Focando Na Qualidade

Dr. Michael LaitmanÉ tudo em relação aos esforços: a pessoa deve acreditar no princípio de “Eu trabalhei e encontrei”. É por isso que o Baal HaSulam escreve no item 17 da “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” que “os estudantes se comprometem, antes do estudo, a se fortalecerem na fé”, como é dito na “Ética dos Pais”: “Fiel é o seu empregador que deve pagar-lhe a recompensa do seu trabalho”. E essa recompensa será passar da intenção egoísta, Lo Lishma (não em Seu nome), para a altruísta, Lishma (em Seu nome).

Antes e durante os estudos, a pessoa deve esperar com ansiedade essa mudança em si mesma. Este é o lugar onde ocorrem todos os esforços. Na mesma “Introdução”, o Baal HaSulam explica que a pessoa não deve mostrar negligência, nem na quantidade nem na qualidade dos esforços.

Quando nós começamos a estudar, provavelmente desejamos mudar através do estudo e da Luz presente nele, mas então esquecemos disso e nos distraímos, o que significa que não nos esforçamos suficientemente. A quantidade pode ser suficiente, mas o mais importante é a qualidade: até que ponto eu consigo suportar a dor sem abandonar a meta, como uma pessoa doente que só pensa constantemente na cura. Tudo que ela faz, tem a intenção de ajudá-la a melhorar.

A pessoa não se pode atingir tal estado sozinho. Isso só pode ser feito com a ajuda do ambiente. Ele vai forçar a pessoa, por causa da importância da meta, e só assim ele será capaz de avançar.

Resumindo todos os meios que temos, vemos que tanto o grupo, com suas tradições, e eu mesmo, assim como o Criador, o professor, as aulas, e a disseminação, tudo isso é necessário para criar na pessoa uma forte necessidade de mudanças, induzidas por meio do estudo. Devemos chegar exatamanente nesse ponto; ele deve ser o resultado de todos os nossos esforços.

Então, durante a aula, uma verdadeira necessidade pela Luz vai surgir em nós, e nada mais. Não será nem a necessidade por conhecimento, nem por sabedoria, nem por se distinguir em algo: só a necessidade por mudanças internas. E a força dessa necessidade vai ser tão grande que ela realmente vai causar a transformação. Isso permitirá a pessoa começar a relacionar a Torá como um “tempero” e posteriormente, como a Torá da vida, em vez de “veneno mortal”, que ela estava usando antes.

Nós descobrimos a nossa inclinação ao mal com a ajuda da Luz. Essa Luz é chamada de “anjo da morte”. Por um lado, a Luz mostra à pessoa que ela está espiritualmente morta e, por outro, ela ajuda a matar o seu desejo egoísta. É assim que avançamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/11, Escritos do Rabash