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Se A Espiritualidade Se Tornasse A Nossa Vida…

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Livro do Zohar, a coisa mais importante é pensarmos sobre a conexão entre nós, a fim de nos tornarmos “como um homem com um só coração”. A Luz que Corrige está perto e tudo depende dos nossos esforços em nos unirmos no sistema de Adam HaRishon.

Esta Luz influencia exatamente as conexões quebradas entre nós. Se nós tentamos nos unir e somos incapazes disso, então, a Luz nos une. É dito no número 155 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot” que a pessoa é influenciada pela Luz Circundante na medida em que ela aspira saber o que estuda. O que significa “saber o que você estuda”? Não significa adquirir conhecimento, como no nosso mundo.

Na espiritualidade tudo é alcançado através da conexão. Portanto, “conhecer” significa conectar- se, como está escrito: “E Adão conheceu Eva”. Portanto, quanto mais nós aspiramos nos conectar uns com os outros através do desejo de doação e amor, mais despertarmos a Luz Circundante, e, depois, a Luz da Sabedoria (Ohr Hochma). Esta Luz surge e age apenas no local onde nós desejamos nos unir mas não conseguimos.

Portanto, não faz sentido tentarmos estudar O Livro do Zohar como uma ciência ou sabedoria, pois nós não entendemos sua linguagem ou sobre o que ele está falando. Para compreendê-lo, nós temos que estar no mesmo mundo.

Portanto, nós temos que tentar nos unir. Então, a Luz Circundante surgirá exatamente nos lugares onde falta a conexão entre nós. A Luz nos unirá, e através das conexões restauradas nós sentiremos a qualidade de doação, o Criador, a Luz de Hassadim, e dentro dela revelaremos a Luz de Hochma.

Portanto, o nosso estudo como um todo deve ser precedido pelo desejo de nos unirmos uns com os outros, e não devemos esquecer isto enquanto estudamos O Zohar. O Baal HaSulam escreve o seguinte no item 17 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot“: “Portanto, o estudante promete, antes do estudo, fortalecer-se na fé”, isto é, na qualidade de doação, que ele deseja alcançar como resultado do estudo, de modo que ela se torne sua vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/07/10, O Zohar

Não Se Sobrecarregue Com Bagagem Extra No Caminho

Dr. Michael LaitmanO nosso trabalho interior nos é revelado aos poucos, nas partes que pertencem à sua execução. Nós não recebemos a capacidade de perceber a soma total de todo trabalho que temos realizado, para que isso não constitua um obstáculo para nós.

A pessoa é constantemente consumida pelo desejo que lhe é revelado neste momento. Ela esquece tudo que fez no passado e sempre se sente vazia. Quanto mais ela trabalha, mais as coisas que ela já fez se escondem dela.

Mesmo que ela tenha executado muitas correções e nada desapareça, ela recebe a sensação de que não fez nada. Isso acontece para que ela sempre tenha a oportunidade de fazer mais, de modo que um novo desejo possa ser revelado exatamente como na primeira vez. Isso continua até que ela realize um certo volume de trabalho. Então, em uma ação final chamada “Rav Paalim UMeabtziel” ela revelará toda a correção que acumulou .

No entanto, ao longo do caminho nós somos obrigados a esquecer todos os estados que atravessamos, a fim de recebermos um desejo para a próxima ação. Caso contrário, nós pararíamos e seríamos incapazes de continuar avançando. Enquanto a pessoa não concluir todas as correções, toda a sua obra anterior é ocultada dela, como se ela não tivesse feito nada. No entanto, tudo será revelado de uma só vez, no Fim da Correção!

Tudo se repete uma e outra vez, mas visto que um novo desejo constantemente chega até nós, ele parece ser um estado completamente novo. “É como se começássemos tudo de novo todos os dias”. Nós revelamos um novo apetite e novos sabores no mundo material assim como no mundo espiritual.

Portanto, mesmo que pareça que não tenhamos feito nada na espiritualidade e que não alcançamos nada, nós revelaremos mais tarde que isso não é assim. Porém, até o Fim da Correção, nós não podemos pedir ou exigir nada que tenhamos merecido pelo passado. Pelo contrário, nós temos de ser gratos pelo fato de que o passado está oculto de nós, porque desta forma ele não nos cega e nos impede de avançar. Isto permite com que nós comecemos, a cada instante, todo o trabalho novamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/07/10, Talmud Eser Sefirot

Respostas Às Suas Perguntas, Parte 11

Dr. Michael LaitmanA Conquista do Propósito da Criação Recai Sobre o Conjunto da Humanidade
Perguntas sobre o post “Os Cabalistas Sobre o Propósito da Criação”, Parte 7

Pergunta: Estarei eu em uma situação melhor se todos estiverem bem?

Minha Resposta: Sim, como você é parte de todo mundo, a única maneira de você estar realmente bem é se todos os outros estiverem bem.

Pergunta: Como eu posso deixar de desejar egoisticamente as outras pessoas, e começar a desejá-las altruisticamente?

Minha Resposta: Apenas a Luz Superior pode fazê-lo!

Pergunta: Por que o Criador é tão seletivo para com as criações? Por que certas pessoas ou nações são as escolhidas? Por que Ele não criou todas iguais?

Minha Resposta: Exatamente para que pudéssemos ajudar uns aos outros a alcançá-Lo.

Pergunta: O que é a doação mútua para o Criador?

Minha Resposta: De cada um segundo a sua capacidade.

Pergunta: Eu sinto que há muito tempo o Kli Mundial vem tentando se unir para o trabalho do Criador. Se este é o propósito da criação, por que esta realização infinita não ocorre em prol Dele?

Minha Resposta: Nós estamos no processo de formar esse desejo unificado.

Pergunta: Frase: “De acordo com o Rambam, nós percebemos que todos devem alcançar o estado de Lishma, sendo a única diferença o momento em que isso acontece”. Por que tempo, e não esforço? Por que esses tipos de “erros” não são tão incomuns nos textos Cabalísticos ?

Minha Resposta: Porque o esforço se refere a ações, enquanto que o tempo se refere à realização destas ações, aos seus resultados .

Cabalistas Sobre O Propósito Da Criação, Parte 13

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas em relação a essas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

Por que o Criador Colocou o Ônus da Criação Sobre Nós?

Acontece que o objetivo de toda a criação é que as criaturas humildes (existentes no egoísmo e, portanto, limitadas e transitórias) possam, ao cumprir a Torá e as Mitzvot (revelando seu egoísmo como o único mal e corrigindo-o estudando Cabalá), elevar-se sempre (ao adquirir qualidades cada vez maiores de doação e amor, ao invés de recepção e ódio), desenvolver-se sempre, até que sejam recompensadas com a Dvekut (equivalência de forma) com seu Criador.

Mas aí vêm os Cabalistas e perguntam: por que nós não fomos criados nesse nível elevado de adesão, desde o princípio? Que razão Ele tinha para nos sobrecarregar com esta obra da Criação e da Torá e Mitzvot? E eles respondem: “Aquele que come o que não é seu, tem medo de olhar para seu rosto”. Isso significa que quem come e gosta do trabalho de um amigo tem medo de olhar para o seu rosto, porque ao fazê-lo (receber gratuitamente) torna-se cada vez mais humilhado (sente como se não existisse no mundo) até que ele perde sua forma humana (semelhança com o Criador). E como o que se estende de Sua integridade não pode ser deficiente (em outras palavras, o Criador não pode ser revelado aos seres criados como sendo imperfeito), Ele nos deu espaço para adquirirmos a nossa exaltação(tornar-se igual a Ele) sozinhos, através do nosso trabalho na Torá e Mitzvot (descobrindo o nosso egoísmo e corrigindo-o).

– Baal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá )”, Itens 6 e 7.

As Fases Do Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanO trabalho deve ser o mais longe possível do corpo. Nós podemos distinguir diferentes fases do trabalho:

• Primeiro, a pessoa aspira apenas à satisfação, quer neste mundo ou no mundo vindouro.

• Então, além de pensar na satisfação em si, ela começa a pensar “com quem ela está lidando”, de quem depende esta satisfação? Então, ela começa a conectar a satisfação com a fonte da satisfação, o Doador. Ela começa a ter uma atitude em relação ao Doador porque a satisfação depende Dele.

• Na fase seguinte, a pessoa começa a respeitar o Doador por ele estar Doando, por Sua qualidade de Doar, e não pelo prazer que ela recebe Dele.

É quando ela alcança uma divisão interna: por um lado sente que a satisfação é importante, mas por outro lado, ela aspira tornar-se semelhante ao Doador. Será que a satisfação é importante porque lhe dá energia para o trabalho, ou devido à satisfação em si? Onde exatamente ela consegue a sua energia e qual é o seu objetivo: a satisfação ou a conexão com o Doador?

Desta forma, ela atinge gradualmente um estado de pensamento apenas em relação à equivalência de forma entre ela e o Criador. No entanto, isso também não é tão simples. A equivalência de forma não é a mesma coisa que o desejo de dar prazer ao Doador. A aspiração em alcançar a equivalência de forma ainda envolve uma consideração por si mesma. Mesmo que eu deseje dar, agradar outra pessoa, e amar, isso ainda é algo que Eu quero; Eu estou presente nesta consideração.

No entanto, o mesmo não vale quando se dá prazer: Não estarei Eu dando-o? Ou talvez haja alguém que irá fazê-lo melhor do que eu? Quão bem posso fazê-lo sem receber nada em troca?

Nós percebemos que o trabalho envolve vários níveis. Ele abrange cinco mundos inteiros, onde a pessoa reavalia toda a sua motivação e princípios: Pelo que ela está disposta a fazer esforços? O que a satisfaz, e qual é sua atitude para com o Doador? É isso que causa seu estado de mudança e a ajuda a ascender de um mundo para o outro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 5/07/10, Escritos doRabash

Quando A Espiritualidade Se Torna A Nossa Vida

Dr. Michael LaitmanIntrodução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot, Item 3: Esta força sensorial no nível Animal é muito limitada em tempo e espaço, dado que a sensação não opera sequer na distância mais curta fora de seu corpo. Do mesmo modo, ele não sente nada fora do seu próprio tempo, isto é, no passado ou no futuro, mas apenas no tempo presente.

Acima deles está o nível Falante, consistindo de uma força emocional e uma força intelectual juntas. Por esta razão, seu poder é ilimitado pelo tempo e o espaço… .

Isto é assim devido a sua ciência, que é uma matéria espiritual, ilimitada pelo tempo e espaço. A pessoa pode ensinar a outras onde quer que elas estejam no todo da realidade, e no passado e o futuro ao longo das gerações.

Ao lermos estes livros, nós ficamos espantados pela imensa sabedoria dos Cabalistas que os escreveram. Eles podem escrever milhares de histórias para nós sobre o mundo espiritual, uma vez que este mundo está aberto para eles. Eles simplesmente contam-nos o que vêem.

O Cabalista vê o mundo de um extremo ao outro; ele vê todas as suas forças internas e conexões. Ele toma certa secção dele e começa a explicá-la a nós. Cada uma de suas descrições reflecte uma sabedoria inimaginável e é uma descoberta surpreendente para nós. Nós ficamos surpreendidos em relação a como ele poderia saber sobre estas coisas. Contudo, ele não precisa de uma inteligência especial para isto; ele simplesmente vê esta imagem à frente dele porque ele mudou sua natureza.

Desta forma, se nós pensarmos que seremos capazes de alcançar o que está escrito usando nossos cérebros, ordenando sistematicamente tudo com nossas mentes, isso é um grande erro. Isto não nos irá ajudar. Nós precisamos de nos elevar a um nível espiritual; então, aquilo que os Cabalistas falam se irá tornar parte de nossas vidas. Nós iremos compreender naturalmente que as coisas são simplesmente como os Cabalistas descreveram e elas não podem ser de outra maneira.

Nós lemos os artigos e os livros de forma a atrair a Luz que Corrige. E quando nós voltarmos à Fonte, todos estes conceitos irão “entrar” em nós e se tornarão óbvios para nós. Eles irão ocorrer dentro do nosso corpo espiritual.

Logo, nós não devemos nós desesperar que não conseguimos perceber todo esta material com nossas mentes. Nós precisamos de desejar a mudança interna, para que tudo isto se torne nossa própria natureza e então nenhuma palavra será necessária! Tal como é natural para eu ver pedras, animais, e as pessoas à minha volta, eu verei a  realidade espiritual tão claramente como isso. Quando o mundo espiritual for revelado a mim, ele deixará de ser uma “ciência” para mim; ele irá tornar-se simplesmente a minha vida.

Não se preocupe, ninguém nos irá testar sobre este conhecimento e exigir de nós que o memorizemos. Isto não irá ajudar de forma alguma. Que nada permaneça nas nossas cabeças do que lemos; manter a intenção é tudo o que importa. O resto não é importante, mesmo que eu tenha esquecido o que eu aprendi há um segundo atrás. É essencial nunca se esquecer o objectivo e a atitude correta para com os estudos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/10, Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

O Caminho Para Derradeira Harmonia

Dr. Michael LaitmanO Criador criou apenas um estado chamado o “Mundo do Infinito”. Todas as mudanças ocorrem somente dentro de nós, e embora nós existamos no Mundo do Infinito, nós percepcionamo-nos apenas a nós mesmos.

Antigamente, na minha percepção, eu estava unificado com todas as almas e percepcionava o Mundo do Infinito como ilimitado, eterno, e perfeito. Então, a minha condição e percepção mudaram, e eu comecei a sentir que existo num mundo escuro e defeituoso cheio de dor, problemas, desordem, pressão, e restrições. Eu senti-me cada vez pior até que cheguei ao mais baixo grau, onde me encontro a mim mesmo neste mundo, a realidade circundante, junto com outras pessoas similares a mim.

Tudo isto aconteceu exclusivamente dentro de mim, na minha percepção subjectiva da realidade. Fora de mim nada mudou. É como se ao remover meus óculos, eu não visse nada fora de mim, mas assim que eu os coloco de volta, eu começo a perceber outro mundo. É assim que nossas propriedades mudaram do grau do Mundo do Infinito ao grau onde nós percebemos apenas o nosso mundo, que não tem nada do Mundo do Infinito.

Contudo, nós podemos retornar ao estado chamado “o Mundo do Infinito” onde tudo existe na derradeira harmonia, eternidade, e perfeição, onde a Luz, isto é, o “Bom que Faz o Bem”, habita. Como podemos nós a alcançar? Nós temos de alcançar a percepção deste estado ao despertá-lo em  nós mesmos. O Mundo do Infinito está oculto dentro de nós por trás de numerosas camadas de ocultação. Gradualmente, ao nos movermos de uma ocultação maior para uma menor, nós descobrimos o Mundo do Infinito.

Os estados que nós atravessamos enquanto voltando à consciência do Infinito são chamados os mundos ou ocultações (“mundo” — “Olam” vem de ocultação — “Olama“).  Finalmente, a ocultação desaparece e nós elevamo-nos acima dela. Isto é o que significa ascender os graus da escada espiritual, os graus dos mundos, e se elevar acima da ocultação para percepcionar cada vez mais.

Como fazemos nós isso? Nós evocamos o estado chamado o “Mundo do Infinito” ao lermos O Livro do Zohar juntos. Este Livro descreve nossa conexão com o Mundo do Infinito, e ele desperta esse desejo dentro de nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, O Zohar

O Zohar É Revelado Na Conexão Entre Nós

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze ( Jacó saiu)”, item 252: Mas Jetro não atuou desta maneira em relação a Moisés, pois Labão era um feiticeiro, e ele fez todos os seus atos contra Jacó com  bruxaria. E como agora Jacó não queria ser retido lá, visto que o Criador lhe disse: “Retorne para a terra de seus pais”, ele não queria ser retido e abandonar o mandamento de seu Senhor. É por isso que ele não pediu sua permissão.

Existem dois tipos de forças. Por um lado, existem as forças que nos previnem de unir, chamadas “ajuda contrária”, que parecem se opor à nossa unificação. Por outro lado, existem as forças que promovem a unificação. Nós precisamos de ambas. Nós temos de reconhecer as forças aparentemente negativas, todos estes “perversos” dentro de nós (Labão, Esaú, e outros), assim como as forças aparentemente positivas (Jacó, Isaac, e outras) contrárias a eles.

Todas estas forças trabalham “a favor” ou “contra” a nossa unificação. E depende de nós decidirmos quem irá ganhar e como. Então nós descobrimos que tudo deve ser como descrito na Torá, e assim revelar toda a sua narrativa. Onde? Ela é revelada na conexão entre nós, à medida que trabalhamos com as forças de desunião e as de conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/07/10, O Zohar

Da Liberdade Ilusória À Verdade

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Onde reside minha liberdade? Eu escolho sempre o que é melhor para mim de qualquer maneira. E se eu não quiser isso, sofrer irá forçar-me de volta ao caminho da Luz, correcto?

Minha Resposta: Nós existimos abaixo da linha divisória chamada Machsom; ela é a fronteira que nos separa do mundo espiritual. Este mundo corpóreo está localizado abaixo dela, e acima dela, há o mundo espiritual. Aqui, no nosso mundo, nós vivemos como animais, isto é, nós somos totalmente motivados por nossos instintos. Biólogos, fisiólogos, geneticistas, e físicos confirmam isto, concluindo que um ser humano é totalmente programado e controlado por sistemas internos e externos.

Então, de onde vem o desejo? Ele vem acidentalmente do vazio? Apenas nos parece a nós que a vida é governada pela lei do acaso, porque nós não vemos a fonte e a razão para o que acontece na vida.

Todavia, nós descobrimos que a natureza é um sistema fechado. Quanto mais o exploramos, mais nos tornamos convencidos que a natureza é global, e que nós somos sua parte integral. Nada pode escapar ao poder desta lei comum chamada “natureza.” Na sua Gematria (o valor numérico de uma palavra), a palavra “natureza” é equivalente à palavra “Criador”. Natureza é a lei, e ao a explorar, nós vemos que todas as leis são interligadas, precisas, e invariáveis, o que não nos dá liberdade de escolha.

Se nós olharmos para o quadro completo da natureza, sua esfera inteira, nós veremos que ela é governada por uma lei singular. Nós cometemos erros constantemente, porque pensamos que estamos acima da natureza. Então em vez de estudar suas leis e as seguir, nós continuamos a tentar corrigir a natureza para servir nossos desejos. Assim, nossa vida é um conjunto de falhas. O ego humano é o único defeito em toda a realidade, e ele é a causa da corrupção de tudo o resto.

Contudo, juntamente com nosso mundo, desperta dentro de nós um minúsculo desejo por espiritualidade chamado o ponto no coração. Se nós seguirmos este ponto além dos parâmetros deste mundo, nós entramos no mundo governado pelas leis Superiores. Todas as leis, neste e nos Mundos Superiores, são chamadas o Criador ou natureza.

Por outras palavras, nós somos governados pelas leis, tanto Acima, como abaixo. Contudo, ao ascender de um tipo de lei para o outro, nós executamos a acção de livre arbítrio. Nós não estamos livres para estar acima das leis da natureza, mas nós escolhemos em que natureza desejamos existir, isto é, que nós possamos mudar do caminho do sofrimento para o caminho da Luz. Nós não somos livres de recusar, todavia nós temos uma escolha de concordar e ver a vida como boa ou discordar e sofrer.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, Shamati #38

Uma Realidade Transparente

Dr. Michael LaitmanO propósito da Cabalá é especificamente de nos ajudar a atrair a Luz que Corrige e a sentir o mundo como bom. Nós precisamos apenas de nos tornar similares à Luz.

Eu e outras pessoas à minha volta presentemente existimos numa certa moldura de filme chamada vida. Quando eu atraio a Luz sobre mim mesmo, eu transformo esta moldura em bem, preenchendo-a com luz, bondade, confiança, e eternidade. Conseqüentemente, eu desenvolvo-me de uma maneira agradável.

A pessoa pode certamente dizer que querer mudar o seu destino para melhor é uma forma ainda maior de egoísmo que o da nossa vida normal. E isso está correcto: nós aspiramos por uma vida boa, uma vez que o propósito da criação era de deleitar os seres criados. Todavia, o meio para concretizar isto é de nos elevarmos acima de nosso egoísmo.

Desta forma, nossa tarefa em primeiro lugar é de esclarecer como a Cabalá define o nosso livre-arbítrio. Deixem ela explicar o que depende de nós em particular. Tudo o resto nós podemos investigar por curiosidade, como uma agradável adição, mas é essencial esclarecer o que nós podemos verdadeiramente influenciar para mudar. Caso contrário, quando nós olhamos sobre nossas vidas, nós vemos que somos incapazes de mudar algo. Nós fizemos nossa vida desta maneira, ou o fez outrem?

Nós não fazemos nada senão atrair a Luz que Corrige tudo. Todas as acções executadas por uma pessoa não estão em seu controlo, em absoluto. O único poder que a pessoa tem é como ela as verá, de que ângulo; egoisticamente ou em prol da doação. Isto altera todo o quadro para a pessoa.

Esta é a única liberdade que temos! Há uma força no mundo que está à espera que nós desejemos sua influência, de forma a mudar nossa natureza, nossas qualidades. Está no nosso poder atraí-la e fazê-la mudar-nos. Então nós veremos o mundo inteiro como bom; nesse momento o mundo mudará. Tudo se vai virar de pernas para o ar!

Precisamente aqui e agora nós veremos o mundo espiritual em vez deste material. Como se através de uma realidade transparente, nós veremos o mundo espiritual através destas manifestações de desejo, todas estas pessoas, e tudo à nossa volta. Nós então iremos compreender o que se está verdadeiramente a passar e porque tudo está a girar à nossa volta desta maneira. Nós seremos capazes de justificar este estado e reconhecê-lo como bom. Nós veremos a conexão de tudo o que está acontecer neste momento com um sublime e belo propósito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/07/10, Shamati #38