Textos com a Tag 'Trabalho'

Construindo A Planta Que Me Fabricará

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é a construção do ambiente. Afinal de contas você não pode criar a si mesmo sozinho. Isto é o que nós temos que criar para a humanidade nos dias de hoje. Se eu tenho que me corrigir, como posso fazer isso? Eu simplesmente preciso criar em torno de mim tal ambiente, os meios de comunicação e um sistema de educação, de modo que eu serei o produto desse ambiente.

Mas, ao criá-lo, eu me corrijo. Isso porque através do processo de criação eu já começo a sentir como ele deve ser construído e como eu deveria existir, e, consequentemente, que tipo de ambiente ele deve ser de modo a me afetar. Eu sinto como eu deveria construí-lo agora, para que ele assuma uma forma que me influenciará.

No processo de construção, nós unimos a mente operacional e entendemos o que o Criador quis fazer através da quebra, por que Ele preparou tais blocos de construção, madeira e materiais de construção para nós, e porque devemos construir esta casa. Graças a isso nós começamos a descobri-Lo. Parece que estou construindo o ambiente para que ele me corrija, para que o meu eu corrigido seja incorporado nele e então… mas não é assim. Ao construir o ambiente eu conheço o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/12, O Zohar

Sinais Do Trabalho Do Criador Em Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os sinais da obra do Criador em mim?

Resposta: É uma sensação de pressão, como se você fosse um pedaço de massa ou argila e um escultor estivesse trabalhando com ele, colocando constantemente pressão sobre ele em todas as direções. Como resultado disto, você sente que precisa agir, pensar e querer de uma forma diferente do que você faz agora. Ele está trabalhando em você como se fosse verdadeiramente com Suas mãos, e você sente a pressão sobre seus pensamentos, desejos, modos de pensar e atitudes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash

O Local De Trabalho

Dr. Michael LaitmanO nosso trabalho, assim como qualquer outro trabalho, consiste em três partes principais: o local de trabalho, os meios para realizar o trabalho e o conhecimento para fazer o que deve ser feito. O local de trabalho é a parte corrompida, o detalhe, a matéria, a máquina ou sistema que temos de corrigir. Este sistema é a principal coisa para nós. Nós precisamos entender que devemos estar nele. Ele foi destruído e preparado para o nosso trabalho.

Em nossas tentativas de ativar este sistema, nós devemos descobrir o seu mau funcionamento, como descobrimos uma falha no motor quando tentamos iniciá-lo. Então, tentamos determinar o que exatamente não está funcionando. Os médicos também realizam testes, verificam o corpo para diagnosticar as partes doentes e saudáveis. É uma etapa essencial, preliminar.

Desta forma, nós nos esforçamos no diagnóstico do sistema, tendo o conhecimento, os meios e a possibilidade de diagnosticá-lo, a fim de descobrir o defeito. Isso faz parte do trabalho, e não é tão simples. Às vezes, você paga um monte de dinheiro para obter o diagnóstico correto. Afinal, a chave é diagnosticar a doença e, então, o remédio será encontrado.

Assim, nós devemos entender que tudo começa, é realizado e termina apenas no grupo. Este é o sistema que devemos corrigir. Nós não descobrimos onde está o mau funcionamento. Nós podemos ter sentido isso, mas nós o perdemos. Ainda assim, isso é bom, pois é assim que o diagnóstico é realizado. De qualquer forma, antes de começarmos a correção, temos que verificar tudo perfeitamente.

No entanto, primeiro nós temos que entender, de forma clara e inequívoca, que temos que estar dentro deste sistema com todos os nossos desejos, conhecimentos e atributos. Só então seremos capazes de falar sobre os próximos passos. Isso deve estar muito claro: se nos abstrairmos do ambiente, da rede da nossa conexão mútua, não há mais nada a falar. Nesse caso, isso significa que não encontramos o lugar para o trabalho e a correção.

Da 4ª parte da  Lição Diária de Cabalá 26/12/11, “A Liberdade”

Perguntas Sobre Colegas De Trabalho E Os Americanos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho um problema no trabalho: algumas pessoas me incomodam muito e eu tenho que admitir que eu as encaro com desprezo e me acho melhor do que elas. Será que eu devo simplesmente ignorar as coisas que elas fazem e aceitá-las, amá-las, como se fossem partes de mim?

Resposta: Você deve amá-las não importa o quão repugnante elas parecem para você.

Pergunta: Se antes da correção nós estávamos todos sendo guiados inconscientemente pelo Criador, como marionetes, particularmente os políticos e as nações, por que você destaca os EUA como se nós fôssemos algum operador desonesto que, como você diz, “está tentando destruir Israel”? Por que você faz comentários sarcásticos sobre as intenções dos EUA? Se você tem um problema com os EUA, ao invés de publicar tal retórica de divisão, por que você não pega o seu próprio conselho e “vai ao artesão que os criou”?

Resposta: Para ajudá-lo a superar sua arrogância e, usando sua influência sobre o mundo, corrigi-lo o mais rapidamente possível.

Trabalho Baseado Numa Combinação De Contradições

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso combinar dois estados, quando num deles eu devo pedir ajuda para os meus amigos se unirem, e no outro ser pequeno em relação ao grupo?

Resposta: A pessoa deve, simultaneamente, parecer estar em dois estados. Por um lado, eu acho que sou grande, e a salvação dos meus amigos depende de mim. Por outro lado, eu acho que sou pequeno, e dependo completamente deles. Estes dois estados não devem eliminar um ao outro. A espiritualidade é sempre construída em dois estados, mas nós temos um problema com isso.

A questão de fato é que apenas uma força, a força da recepção, age em nosso mundo. É por isso que somos incapazes de sentir o mundo superior que foi criado a partir de duas forças, a combinação das linhas direita e esquerda. E nós adicionamos a linha média, que consiste da força da recepção e da força de doação. O equilíbrio entre elas cria a satisfação interior no ponto de nossa união.

No final, todos os nossos constantes esforços em viver entre essas duas forças – na contradição do eu, o Criador, e o grupo, todos nós juntos ou separados – devem se combinar e conectar num sistema dentro de mim, onde eu vou girar livremente entre eles.

Tudo em nosso mundo é construído sobre a interação de duas forças: expansão e contração, positiva e negativa. O problema é que essas duas forças dizem respeito à recepção egoísta. Nós temos que começar a formar uma estrutura completamente diferente dentro de nós, uma estrutura onde a força da recepção e a força da doação serão realmente opostas. Nós criamos a estrutura da alma nos elevando acima dessa contradição.

Portanto, você não precisa se ​​preocupar em ter que anular uma dessas duas forças. Em vez disso, você precisa viver na contradição, tentando estar na união absoluta com os outros, apesar da presença de uma série de problemas.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 11/12/11

É Liberdade da Escravidão, Não desemprego

Precisamos de uma mudança muito grande, uma verdadeira revolução interna, bem como uma transformação externa, uma organização absolutamente nova na sociedade humana. Nós teremos que passar por isso de qualquer forma, forçada, sob pressão e por desesperança, ou vamos entender para onde estamos indo e que não temos outra escolha antes de sermos forçados a fazê-la.

Afinal, não estamos lidando com as pessoas desempregadas. Estamos lidando com pessoas que não têm necessidade de fazer um trabalho inútil, todas juntas e cada uma individualmente. Além das necessidades da vida que temos de oferecer a nós mesmos, todo o resto deve ser dedicado ao objetivo da nossa existência essencial.

Esta é a pergunta Para que estamos vivendo? Agora isso está tomando o centro do palco. Toda a nossa vida será organizada de acordo com esta questão principal, e vamos dedicar a maior parte do nosso tempo a isso, além de fazer as coisas essenciais à manutenção de nossa existência.

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Engrenagens Humanas Em Um Mundo Tecnológico

Nós ficamos tão envolvidos no jogo apoiado pela opinião de toda a sociedade que tem completamente nos escravizado. Chegamos a um ponto onde nossa mente inteira e a abordagem à vida está ligada ao trabalho. A pessoa tem medo de se aposentar. Ela se pergunta o que vai fazer de manhã até a noite com tanto tempo livre. Ela não está acostumada a cuidar de si mesma, e não quer ser livre.

Mesmo quando ela chega em casa do trabalho, continua a trabalhar no mesmo computador. Quando ela sai de férias, não deixa o seu telefone ou a Internet : está constantemente conectado ao mesmo sistema como uma roda minúscula dentada, escravizados a uma e muitas outras pessoas.

Este estilo, formado nas últimas décadas, determinou tal direção na vida de uma pessoa que ela é incapaz de se sentir livre. Imagine se ela estivesse ocupado três horas por dia, fazendo um trabalho essencial para a sociedade, proporcionando assim a sua existência. Ela poderia passar o resto de seu tempo descansando e fazendo as coisas que gosta. No entanto, não podemos sequer imaginar que isso seria possível. Estamos tão escravizados que não podemos sequer imaginar o que mais nós poderíamos fazer na vida além de trabalhar.

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Escravos para Trabalho

Vemos no século XXI que o mundo mudou muito. As pessoas costumavam ser muito mais livres. Elas têm sido puxadas em um redemoinho de trabalho e tornaram-se escravas. Isto mesmo se aplica à classe média e funcionários de alta tecnologia, políticos, economistas, cientistas sociais e políticos, e pessoas de todas as profissões. Cada trabalhador é completamente vendido para o seu trabalho. Nós nos tornamos escravos.

Nossa vida inteira gira em torno do trabalho. A pessoa moderna não gasta muito tempo comendo, bebendo, ou descansando enquanto estiver sentada na frente de uma TV. Ela desperdiça a maior parte do tempo no trabalho e passa uma ou duas horas indo e voltando. Assim, ela passa o dia inteiro no trabalho.

Empresas organizam as suas próprias creches e grupos de retiro. Eles fazem todo o possível para anexar seus funcionários ainda mais fortemente a seu local de trabalho. Desta forma, uma pessoa se torna um escravo da sua empresa. Ela nem sequer compreende que há algo mais além do trabalho. Trabalho se torna a coisa mais importante na vida e enche sua vida completamente. [Leia mais →]

Trabalhando Consigo Mesmo

Dr. Michael LaitmanNo mundo moderno, todos devem participar da educação e formação, baseadas nos princípios da garantia mútua. A educação inclui a necessidade do conhecimento sobre a sociedade e o sistema integrado de interconexões em que nós existimos. Nós precisamos entender as qualidades inerentes ao homem desde o nascimento: ele é totalmente oposto à conexão integral com os outros, não deseja isso de modo algum, e quer “colocar as mãos em tudo” – estes são os nossos impulsos naturais.

Nós temos que nos tornar opostos ao nosso egoísmo sob a influência da sociedade e da educação. Este trabalho que devemos fazer é contra a nossa natureza primitiva e instintiva, e toda a humanidade deve participar.

Para fazer isso, a pessoa deve estar sob a influência constante do ambiente, que a direciona a uma boa conexão mútua com ele. Isto deve ser feito de uma maneira boa e agradável, para que a pessoa sinta que por estar em equilíbrio com o ambiente, ela se sente bem e livre, todos a tratam maravilhosamente e a mantém num ótimo estado de saúde e na melhor relação possível com os outros.

Ao mesmo tempo, as forças da natureza com as quais nós estaremos num estado de homeostase começarão a nos ajudar. Nós perceberemos toda a imagem da natureza: a sua rede, a interconexão e o sistema. Nós começaremos a atingir o pensamento geral do universo, o processo e o propósito de toda a criação. Ao entrarmos no sistema, nós seremos capazes de perceber o “motor interno” que o ativa, ou seja, as forças que nos controlam ao longo do caminho da evolução e nos levam para a frente.

Nós percebemos que estamos passando por certos estágios de desenvolvimento: consecutivos, necessários e fixos na natureza. Hoje, os cientistas, filósofos, cientistas sociais e políticos, todos concordam que existem leis das quais não temos consciência. Elas estão dentro da natureza abrangente, e aos poucos nós estamos começando a conhecê-las.

Do Programa de TV “O Mundo Integral” 30/10/11

Trabalho No Deserto Árido

Dr. Michael LaitmanO trabalho começa com a pergunta: “Qual é o significado de nossa vida?”. Este ponto já contém o desejo de alcançar o objetivo da criação, cujo significado é a adesão com o Criador. Este é o ponto final.

Nós não temos idéia do que significa esta adesão, que tipo de entendimento e sensação ela traz. Mas está escrito que temos que aderir às Suas qualidades. Existem qualidades do Criador, que Ele gradualmente nos revela, e nós temos que alcançar a equivalência com elas.

Todas as qualidades do Criador são, basicamente, apenas a qualidade única de doação, o “bem absoluto”. Esta é a qualidade que a pessoa tem que adotar, “o bom que faz o bem”. Na medida em que o Criador revela Sua bondade a ela, é assim que a pessoa deve se tornar.

Essa bondade se expressa em relação ao próximo, a fim de nos permitir alcançar a doação verdadeira e não doar para o nosso próprio benefício, egoisticamente. Portanto, nós temos que ir por um caminho preliminar bastante longo, avançando gradualmente, passo a passo, ao longo da cadeia de causa e efeito.

Nós começamos a partir do estado que é diametralmente oposto ao Criador e nos movemos com a ajuda da força superior, com a ajuda da Luz, que atua imperceptivelmente dentro de nós. Isso é chamado de Luz Circundante, a iluminação oculta que nos leva de volta à sua fonte.

Ao atrair essa iluminação até nós, nós nos corrigimos e avançamos. Ela só pode ser atraída por equivalência de forma. Assim como o Criador se oculta de nós agora, permitindo-nos realizar a correção e atingir a verdadeira qualidade de doação, do mesmo modo nós temos que concordar em trabalhar em ocultação. Nesse caso, nós podemos aspirar a sua qualidade de doação, em vez da satisfação agradável que ela nos dá.

No entanto, a correção final, o objetivo da criação, é deleitar as criaturas, onde deleitar está acima de nossa qualidade egoísta de recepção.

Portanto, este trabalho ocorre no “deserto”, na terra árida, ou seja, nós não sentimos qualquer resultado agradável de nossos esforços. Isso foi feito deliberadamente, de modo que a pessoa pudesse procurar por possibilidades de trabalhar sem uma recompensa, acima da recompensa. A pessoa deve concordar com isso e desejar apenas isso, porque ela aspira à verdade, à qualidade de doação, ao invés de tentar alcançar uma sensação agradável.

Toda essa preparação é chamada de correção preliminar, antes da entrada na Terra de Israel. Primeiro, nós recebemos a força de correção, a qualidade de fé e doação, que é chamada de “40 anos de peregrinação no deserto”. Depois disso, nós começamos a trabalhar com o desejo de desfrutar, e até mesmo esse desejo age na direção da doação. Isso é chamado de “trabalho na Terra de Israel”.

Trabalhar na correção do nosso desejo e elevar a qualidade de doação acima do desejo de desfrutar é chamado de “trabalho no deserto”, a fase de preparação. Ele é descrito pelo mandamento, “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. Isso significa trabalhar com os desejos de doação (Galgalta Eynaim), o estado de pequenez (Katnut).

Mas trabalhar na Terra de Israel já significa trabalhar com os verdadeiros desejos: não acima deles, mas diretamente dentro deles. Isso é chamado de “trabalho nas três linhas”. Este trabalho é feito com o verdadeiro desejo de receber, que é chamado de AHP, no estado de grandeza ou adulto da alma (Gadlut).

Ao trabalhar com o desejo de receber em prol da doação, em seus quatro níveis, nós revelamos os nomes do Criador. Ou seja, nós já somos capazes de expressar qualidades dentro de nós que são iguais a Sua qualidade e imprimir Seu nome dentro de nós. O desejo começa a se comportar como a Luz, e é assim que a pessoa alcança a similaridade, a unificação e a adesão com a Luz superior, até que ela atravessa todos os níveis de maturação da alma e alcança a equivalência total e a adesão absoluta, que é o objetivo da criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/11, Escritos do Rabash