Textos com a Tag 'Torá'

Uma Descrição Da Comunicação Espiritual

Laitman_137Torá, Deuteronômio, 25:11 – 25:12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar seu marido da mão do que o fere, e ela estender a sua mão, e lhe pegar pelas suas vergonhas, então cortará a mão dele; não a poupará o teu olho.

Na Torá, há coisas que não podem ser explicadas de maneira racional, mas apenas conectando as partes espirituais da alma, os Partzufim, entre si.

E se a pessoa não conhece isso, então todas as descrições corporais da comunicação espiritual parecem contos medievais.

Pergunta: O que significa “quando brigarem dois homens”?

Resposta: Significa que não há linha do meio, uma contradição. Mas isso não é fácil, pois estamos falando dos níveis de Aba ve Ima, Yeshsut. Tudo acontece dentro de uma pessoa.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 02/11/16

“Apagarás A Lembrança De Amaleque”

Laitman_155Torá, Deuteronômio, 25:19: Será, pois, que, quando o Senhor teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças!

Não se esqueça de que você deve apagar constantemente a memória de Amaleque.

Sob nenhuma circunstância, enfraqueça seu foco, fique sempre em guarda e lembre-se de que Amaleque – a intenção por minha própria causa – pode abordá-lo a qualquer momento, entrar em você em desejos e intenções específicas e roubá-los para si mesmo. Desta forma, ele novamente receberá sustento de você, e você será enfraquecido em seu caminho.

Pergunta: Quando o Criador finalmente dá repouso?

Resposta: Não há repouso.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/11/16

Dois Mil Anos Antes Da Criação Do Mundo

Quanto mais longe nos afastávamos da Torá ao longo da nossa história, mais perto ela estava de nós.

Como a Torá se Tornou um Livro?

“E quando Ele desejou e pensou em criar o mundo e isso foi revelado em um desejo diante Dele, Ele olhou para a Torá e criou o mundo”. (O Livro do Zohar, “Toledot“)

Pense apenas nisso: o mundo sequer existia, mas a Torá já. Ele não olhou para um livro quando criou o mundo. Não foi um livro que foi dado ao povo de Israel no Monte Sinai.

A Torá é um programa de desenvolvimento abrangente, um guia completo para a criação. Esta é a matriz da qual todos nós somos parte. É impossível superá-la ou fugir dela. Mas uma vez, em um determinado momento de crescer que foi predeterminado por ele, nós saberemos sobre ele. Não vamos simplesmente receber informação, mas estaremos conscientes de onde estamos e do que está acontecendo conosco.

É o mesmo com uma pequena criança que após os primeiros anos “inconscientes” começa a entender que está vivendo em um vasto mundo e este mundo requer sua participação. Na evolução do homem, chega um momento em que a matriz o desperta do seu esquecimento infantil. Ele diz adeus ao seu berço e ao berçário, abre a porta, e deixa a sua casa.

Nesse momento, tudo muda: o mundo adquire volume, som, cores e significado. Acontece que a vida é um caminho que tem um objetivo eterno, e podemos avançar conscientemente, através da nossa escolha livre, juntos. Então, não é apenas a matriz que nos impacta, mas nós também impactamos a matriz.

Assim, nós nos tornamos familiarizados com o plano geral e com a força que nos opera. Alguns milhares de anos atrás, a humanidade alcançou esse nível. As pessoas que se chamavam Cabalistas descobriram o único sistema da realidade e começaram a estudar suas leis, a se conectar a ela, e a descrevê-la.

Assim, eles alcançaram a Torá, escreveram livros que refletiam seus atributos e leis e, mais importante, a direção que ela nos mostra. Eles viram a imagem geral e entenderam o processo geral, assim como entendemos as fases gerais do desenvolvimento de um bebê.

“Antes do mundo ser criado, a Torá tinha precedido o mundo em 2000 anos.” (O Livro de Zohar, “Truma”).

No auge da realização do plano, uma nação inteira viveu estando consciente de suas leis em uma realidade que era muito mais ampla do que a nossa. Mas um dia tudo desapareceu. Ela caiu de sua altura, e com isso as esperanças para o mundo inteiro desmoronaram. Então a Torá se tornou meramente um livro, que nos diz como devemos viver na Terra, um livro sagrado especial. Mas nós já esquecemos a estrutura da criação, o método de ascender acima de nós mesmos, a ferramenta para alcançar a unidade no mundo.

A porta foi fechada e voltamos para o berçário onde temos vivido até hoje.

A Interrupção das Altas Frequências

Há 54 Parashot (seções) na Torá, 613 mandamentos, 79.976 palavras, 304.805 letras. Ela é lida nas sinagogas durante o ano de acordo com a Parasha semanal. Ela inclui a história da nação Judaica, de seus líderes, desde os antepassados até Moisés, a torre de Babel, a terra que o Criador tinha mostrado a Abraão, a perambulação no deserto, a escravidão no Egito, o Monte Sinai que estremeceu em chamas e fumaça…

Se lermos a Torá desta forma, se entendermos desta forma, a parte principal está faltando e é uma embalagem sem um preenchimento. Lida desta forma, ela está separada das raízes, projetada em impressão em nossa consciência comum, e é fixada sob o título “Escrituras Sagradas”.

É assim que ela é transmitida através da percepção egoísta do mundo e deixa de ser o plano do nosso desenvolvimento. Não está se movendo, não é atraente, não nos desenvolve; ela não revela novos mundos, e não nos dá o poder de revelá-los, mas sim nos acalma e nos coloca para dormir. Para alguns, pode ser uma tradição; para outros, é uma coleção de leis absolutas da nossa existência corpórea. No passado ela uniu a nação, mas agora a divide, nos separa, e coloca as pessoas em dois lados opostos.

Não, isso não é a Torá, não é a força que muda uma pessoa, que nos tira do nosso ego primitivo que se limita à nossa vida corpórea. No passado ela nos chamou para cima, e agora se tornou um meio de pressão sobre as pessoas, atraindo, exigindo e limitando-as. As pessoas a estudam de cor, verificam-na pelas diferentes descobertas históricas, e minam sua base ideológica. As religiões crescem em torno dela, misticismo e cínicos se reúnem em torno dela, os filósofos a citam, e os cientistas a estudam tentando decifrar o seu código.

Ela se transformou no best seller de todos os tempos e de todas as nações há muito tempo. Aqueles a quem a Torá chama de “proprietários” agitam-na porque não querem pisar sobre o limiar e deixar seu “lar” para algo maior.

“Pessoas pequenas e limitadas vêm indiferentemente nos preenchendo de drogas diferentes e, principalmente, mantêm a droga da vida fora de nossa visão… para sufocar a voz do Criador nos chamando das profundezas da alma e preenchendo todos os mundos: exija-Me e viva.” (Rav Kook).

Quando o grande feriado da doação da Torá chega, nós mais uma vez a rejeitamos, o que nos deixa com o livro novamente. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que estamos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia, porque para nós foi criado.

Nós a rejeitamos. Por quê? Porque ela vive em doação e nos ensina a mesma coisa.

Veneno na Ponta da Lâmina

“O princípio mais importante de alcançar a Torá é a unidade, como um homem em um coração”. (“Maor Va’Shemesh“)

No Monte Sinai, nos foi dada uma abordagem comum para o sistema geral e fomos autorizados a entrar conscientemente em contato com ela, estudá-lo, explorá-lo, e sermos incorporados nele em nossa mente e sentimentos. O código de acesso é o amor ao próximo, a interface do software é o relacionamento com outros que é baseado em doação. A Torá se destina a revelar o conglomerado de forças que operam sobre nós, nos impactam, e nos permitem estar mútua e efetivamente conectados com elas. Assim, nós usamos a Torá — deixamos o berçário, crescemos e amadurecemos.

A transformação não ocorre em nossas fantasias, não no próximo mundo, mas aqui e agora, ascendendo-se acima do ego, e essa é a razão de ser tão fácil para uma pessoa verificar a si mesma e se ela recebe a Torá como um analgésico ou como uma desculpa. O critério é simples: nós usamos a Torá assim como tratamos uns aos outros, como um medicamento ou um veneno.

A julgar pela situação atual, nós estamos em um impasse, divididos, esmagados, discutindo e aceitando tudo o que é inevitável. Não é a força positiva da Torá que nos acompanha no caminho para o nosso objetivo, mas a negatividade de nossa própria essência, a qual estamos acostumados, mas que é tão destrutiva.

Quando o grande feriado da entrega da Torá chegar, mais uma vez o rejeitamos, o que nos deixa novamente com o livro. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que somos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia porque foi criado para nós.

Enquanto isso, o mundo está amadurecendo e atinge situações em que não será capaz de gerenciar sem um professor sábio. É apenas em teoria que uma pessoa é capaz de avaliar com sobriedade a situação e chegar à conclusão certa. Na prática, nossos desejos são muito mais fortes do que nós, e mesmo à beira de um abismo, continuaremos com nossos atos infantis. Essa é a nossa natureza.

Os sábios usam a metáfora clara e amarga de ver o anjo da morte com uma gota de veneno na ponta da lâmina de sua espada e o “obediente” homem abre a boca e a engole. É porque não podemos fazer as coisas de outra forma. Mesmo nossa nação sábia caiu nesta armadilha do ego, e parece que mais uma vez está pronta para se dirigir ao “massacre” a julgar pelos conflitos em Israel e entre os judeus no exterior. Para eles, Israel está se tornando uma responsabilidade inútil da qual eles terão o prazer de se desligar de uma vez por todas.

Este resultado é inevitável a menos que aceitemos a Torá, a menos que nos tornemos responsáveis uns pelos outros, apesar da montanha de dúvidas e ódio que paira sobre nós. É aqui que está a nossa livre escolha, já que a Torá, ao contrário do anjo da morte, só trabalha se a quisermos, se a necessitarmos, não apenas em palavras, mas em ações, se a considerarmos como um medicamento para a nossa divisão, como a sabedoria de doação e da correta cooperação mútua com o sistema geral.

Apresse-se para Amar

Nós somos todos diferentes e vemos o mundo de forma diferente. Isso é bem normal. A Torá não exige que ninguém desista de seus princípios e crenças. Não há necessidade de compromissos socialistas artificiais. Ela nos eleva ao nível em que somente os corações e a conexão entre eles permanecem. Então tudo se funde junto.

“Apresse-se para amar, pois a hora chegou”. (Rabbi Elazar Azikri)

Ninguém está certo ou é culpado. Todos nós nos encontramos diante de nosso monte de ódio, em algum momento, enfrentando a necessidade de tomar uma decisão comum. Sua essência é o nascimento do homem, o nascimento de uma nova sociedade, de uma nova atitude para como a vida e o outro. Quando ansiarmos por isso, o sistema irá nos ajudar, nos guiar e responder às nossas perguntas. Mas se não fizermos, ela nos fará enfrentar os fatos que nos são apresentados na ponta da lâmina de uma espada.

Portanto, se a questão é receber ou não a Torá, nós vamos recebê-la. A próxima questão é se apressamos ou não o amor.

“Não Tomarás Em Penhor A Roupa Da Viúva”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio, 24:17-24:18: Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito…

A roupa da viúva permanece com ela de seu marido anterior. Ela está apegada a isso, embora já tenha saído dessa alma, do Partzuf, a que ela pertencia como a parte feminina em relação à parte masculina. Isso significa que a roupa que foi deixada para ela é parte da tela (Masach) que fora seu marido.

Afinal, a alma consiste em parte masculina e feminina. A parte feminina é o desejo e a parte masculina é a intenção de doar. Se essa intenção de doar desaparece ou morre, apenas a parte feminina permanece que é chamada de viúva.

No entanto, visto que ela costumava pertencer à parte masculina, há uma determinada tela residual nela e, portanto, ninguém tem o direito de tomá-la. Só se um próximo marido vier, ele vai mudar a roupa dela. Esse é todo o sistema de interações entre a velha e nova intenção sobre o velho e novo desejo. Tudo isso é o ciclo das almas.

Comentário: Você disse uma vez que se uma mulher tivesse vários homens, os genes dos homens anteriores seriam incorporados em seu filho.

Minha Resposta: Na verdade, se uma mulher tivesse vários homens, os genes de todos os homens anteriores são manifestados em seu filho. Portanto, é tão importante que ela seja virgem.

Isso era valorizado em todos os momentos, mas hoje o seu valor já diminuiu, não por causa da libertinagem e do grande egoísmo, mas porque o mundo inteiro chega desta forma à sua convergência e arredondamento.

Não é que o egoísmo interno nos force a sermos tão frouxos, mas por causa do propósito da criação. Uma das razões para isso é que temos que nos tornar plenamente incluídos entre nós e nos unir.

De Kab Tv “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16

Todo Mundo É Responsável Por Si Mesmo

laitman_566_01Torá, Deuteronômio, 24:16: Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.

O nível superior é chamado de pai, o inferior é o filho. O superior não pode ser completamente responsável pelo inferior e vice-versa. Eles têm que aderir a certos tipos de conexão para se apoiar, mas só podem ser responsabilizados pela realização de seu próprio trabalho.

Portanto, em um grupo Cabalístico, bem como em qualquer outro lugar, nós entramos em contato uns com os outros, e cada um tem que entender a estrutura de sua responsabilidade. A Torá, por um lado, fala da nossa unidade completa uns com os outros e, por outro lado, como devemos ser responsáveis ​​por nós mesmos.

Eu tenho a responsabilidade de ajudar meus amigos, mas apenas respondo por minhas próprias ações, e não tenho o direito de aprofundar o que está acontecendo dentro de nenhum deles.

Eu sou obrigado a apresentar minha parte do esforço, apoio e interação, porque somos todos partes pequenas de um sistema. Mas eu não sei como a próxima parte vai se desenrolar. Eu só respondo pelo que passo a ela, mas não posso assumir o trabalho do outro. Todo mundo tem seu próprio livre arbítrio.

Pergunta: Como posso determinar minha parte específica no grupo?

Resposta: Você precisa fornecer aos outros o que eles precisam para o seu funcionamento normal. Só isso! É por isso que todos permanecem livres na sua atualização e devem dar aos outros o que têm para a sua atualização.

Existe um sistema de regras onde partes do sistema integral devem estar conectadas entre si para satisfazer as condições de seu bom funcionamento.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16

Abstendo-Te De Fazer O Voto

laitman_554Torá, Deuteronômio, 23:21 – 23:22: Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti.

Se você realmente deseja estar em contato com o Criador e entender que não há outro além de Ele, você não pode prometer nada com antecedência, não pode contar com sua força e prometer que vai fazer isso.

Como você pode confiar no próximo instante? E se, de repente, o egoísmo acender em você? E agora?

Pergunta: Em outras palavras, eu não devo assinar nenhuma aliança, nenhum documento que digam: “Eu farei isso, tenho confiança em mim mesmo”, pois essa é uma perda notória?

Resposta: Internamente, dentro de você – com certeza! Somente o Criador dirige tudo isso em você. A união com o Criador só pode existir se você habitar completamente nas propriedades Dele.

Se “Não há outro além Dele”, não pode ser de outra forma. Você simplesmente entende que todos os seus pensamentos e ações sempre dependerão apenas Dele, 100%, e não menos.

Pergunta: Então, está sempre dizendo: “Se você inserir o ‘eu’, você é um perdedor”?

Resposta: Você pode inserir o “eu” anulando-o completamente. Essa se torna sua aliança com o Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

“Lembra-Te Do Que Te Fez Amaleque”

A Worldwide IdeologyTorá, Deuteronômio, 25:17 – 25:18: Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito, como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus.

Amaleque (o acrônimo de “Al MenAt LEKabel, intenção “em prol de receber”) é uma intenção egoísta que capta os nossos desejos mais fracos, os rouba e os mata, capturando-os, trabalhando para eles egoisticamente, por si só. Isso é chamado de mortificação dos desejos.

Amaleque atacou o povo de Israel no caminho do Egito para o Monte Sinai, o que significa que começou a atraí-los de volta ao Egito. Em outras palavras, depois de sair do egoísmo, no caminho para a primeira restrição, ascendendo acima do nível egoísta, e recebendo a luz de cima, Amaleque, que está tentando tomar tudo para si mesmo, aparece. Sua tarefa é trazê-los de volta ao Egito, se possível, e se não, pelo menos afastá-los o máximo possível.

Portanto, é necessário lutar constantemente contra ele, porque é a intenção contra o Criador. Amaleque não são desejos egoístas particulares que podem ser corrigidos, se não agora, mais tarde; em vez disso, é a intenção “para si mesmo”, que não pode ser corrigida, e só pode ser revertida. Portanto, ele deve ser morto, e somente então você pode realizar a ação oposta de amor e doação.

Dizem que “não temeu a Deus”. Amaleque, como o Faraó, não tem medo de nada, porque é autorizado pelo Criador a fazer isso. Nisso, Amaleque e o Faraó são iguais.

De KabTV “Segredos Do Livro Eterno” 02/11/16

“Quando Encontrares Pelo Caminho Um Ninho De Ave”

laitman_231_04Torá, Deuteronômio, 22:06 – 22:07: Quando encontrares pelo caminho um ninho de ave numa árvore, ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes. Deixarás ir livremente a mãe, e os filhotes tomarás para ti; para que te vá bem e para que prolongues os teus dias.

Esta é uma provisão muito complicada para a qual há muitas explicações.

Como é possível tirar da mãe seus filhotes ou os ovos que ela está incubando? Ela voará atrás de você e chorará por seus filhotes – esses pacotes aquecidos que você está segurando em suas mãos. É assim que parece nas escrituras da Torá.

Essa é a misericórdia que ela está nos ensinando?! É permitido fazer isso? Pelo menos dar aos filhotes a chance de amadurecer e ter sua própria prole!

A Torá fala alegoricamente sobre o que é completamente incompreensível em nosso mundo.

Nesse caso, o pássaro-mãe é Bina. Seus filhos são aquelas características de Bina que ela, através de Zeir Anpin, passa à Malchut. É por isso que você pode tomar suas características iniciais e, ao usá-las, desenvolver-se de tal maneira que seu egoísmo receba intenções altruístas. Isto é, você toma essas características com o objetivo de correção para que você seja melhor no futuro.

É assim que a Torá, alegoricamente, fala sobre o trabalho espiritual. Há muitos escritos sobre o tema de Malchut recebendo características de doação com a ajuda das quais se corrige. Mas essa imensa oportunidade para a correção de Malchut não tem nada a ver com pássaros, filhotes ou ovos.

Não é simples receber as características de Bina e corrigir Malchut. É por isso que é dito que disso “para que prolongues teus dias”. Porque ao receber as características de doação de Bina e corrigir Malchut, você amplia sua existência, tornando-a eterna.

É dito: ” Quando encontrares pelo caminho um ninho de ave numa árvore, ou no chão…”. “No chão” significa em seu caminho espiritual, quando você for escalar a Árvore da Vida.

“E a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos”, significa que Bina está incubando Malchut, querendo passar-lhe suas próprias características. Este é o objetivo dela, toda a sua vida.

Se a aspiração de adquirir as características de doação nasce dentro de Malchut, isso significa que a pessoa encontrou uma conexão com Bina. Ela pode tomá-las de Bina e usá-las dentro de si mesma, dentro de Malchut.

Ele libera o pássaro (Bina) porque não pode trabalhar com ele, mas com o filhote recém-nascido (gotas de doação), ela pode.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 28/09/16

O Trabalho Sobre Si Mesmo

laitman_243_02Torá, Deuteronômio, 25:02 – 25:03: E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar-se, para que seja açoitado diante de si; segundo a sua culpa, será o número de açoites. Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não seja humilhado aos teus olhos.

Pergunta: Está escrito: “Se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar-se, para que seja açoitado diante de si” O que significa “deitar-se”? Por que estas pequenas coisas são descritas com tal detalhe?

Resposta: Estas não são coisas pequenas. Trata-se da descida de uma pessoa para tal estado onde é necessário humilhar não ela, mas seu egoísmo e humilhá-la de tal forma que ela verá o egoísmo em toda a sua feiura e não poderá mais usá-lo. Ela considerará usá-lo como uma baixeza para o “homem nela”.

Este é o trabalho da pessoa sobre si mesma. Portanto, todos os juízes e jurados são necessários apenas para ajudar a pessoa a entender a si mesma. Ela mesma deve escolher uma punição sob a forma de golpes que vêm da qualidade de Bina, cujo valor numérico é igual a quarenta: “quarenta” níveis. Ela deve sentir esses golpes sobre si mesma e o quanto é oposta à qualidade de doação.

O sentimento de oposição às qualidades de Bina, a compreensão de quão longe ela está de atingir seu nível e a realização do mal em si mesma são golpes no egoísmo, e não em uma pessoa.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/11/16

“Quando Sacudires A Tua Oliveira…”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio, 24:20: Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.

Vinhas, azeitonas e grãos representam diferentes tipos de desejos.

O óleo de oliva, que simboliza a Luz de Hochma, é produzido das azeitonas. O óleo é extraído pela pressão, isto é, por meio dos esforços de uma pessoa quando ela recebe algo não de forma direta da natureza, mas por meio de seu próprio esforço. Tudo o que ela recebe da natureza, ela usa para subir ao nível de um “Homem”.

O mesmo é verdade em relação ao pão. O pão simboliza a Luz de Hassadim. Se você não processa o grão, ele é alimento para os animais. Se você o processa, faz farinha e assa um pão, já é um alimento para o homem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16