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A Torá: Conhecimento Criptografado

Laitman_137Pergunta: A sabedoria da Cabalá pode existir sem a Torá?

Resposta: A Torá é a Cabalá e não como ela foi posteriormente reinterpretada e alterada pelas pessoas.

A Torá é um registro Cabalístico da informação do mundo superior. Parece-nos que ela fala de eventos históricos em nosso mundo, mas não tem nada a ver com eles, e fala apenas sobre o que está acontecendo na forma das forças do mundo superior.

A Torá está escrita na linguagem dos ramos, portanto, ao invés dos vegetais, animais e humanos mencionados nela, devemos imaginar as forças que governam o universo. E não só o texto inteiro, mas cada letra da Torá é um registro de força. Portanto, devemos tratá-la como um conhecimento criptografado.

Da Lição de Cabalá em Russo 22/01/17

“Quando Houver Uma Moça Virgem Prometida A Um Homem”

Laitman_049_01Torá, Deuteronômio, 22:23 – 22:24: Quando houver uma moça virgem prometida a um homem, e [outro] homem a encontrar na cidade, e se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim tirarás o mal do meio de ti.

Este é um exemplo de como as ações de uma pessoa não correspondem à sua intenção e desejo. Eles não combinam, e, portanto, a correção só pode ser através da renúncia. Tais ações mortas não têm nenhuma continuação na espiritualidade, e, por conseguinte, esses desejos devem “morrer”. A morte geralmente ocorre por meio do apedrejamento porque os desejos caem no Lev HaEven (coração de pedra).

Pergunta: O que significa que a intenção decide se conectar com esse desejo.

Resposta: A pessoa acha que, trabalhando com este desejo, será capaz de se aproximar um pouco mais perto do Criador. Ela acha que pode realizar essa ação, mas, na verdade, não pode.

Por exemplo, ela recebe uma oportunidade para executar alguma ação e quer realizá-la para a doação, para um avanço posterior no amor pelo Criador, expandindo seu vaso espiritual, mas acontece que isso é errado.

Em nosso mundo, isso é expresso em imagens carnais, mas no mundo espiritual, tudo acontece de uma forma completamente diferente.

Está escrito, apedrejem a moça e o homem. Uma vez que ambos estão sob influência externa, a responsabilidade pela ocorrência do evento não é só dele, mas dela também, ou seja, o desejo que está entre outros desejos também deve se controlar.

Isto é sobre ZON do mundo de Atzilut, Zeir Anpin e Malchut que se conectam juntos e, portanto, tanto uma resistência como uma concordância são possíveis aqui. A cidade em que eles se conectam significa o mundo de Atzilut.

Há muitas sutilezas aqui. Primeiro, tudo acontece acima do Parsa que é representado pela muralha da cidade, em torno da cidade. Ele simboliza a influência da sociedade circundante, a qual pertencem este homem, seus pais e a própria moça. Assim, ela leva em consideração não uma correção pessoal, mas uma correção pública. Portanto, eles merecem uma punição mais severa.

Há várias condições assim na Torá, e isso é natural, porque se trata de corrigir as nossas intenções. Os desejos permanecem os mesmos.

Nosso único desejo é dividido em 613 partes. Cada um dos 613 desejos privados tem sua própria intenção egoísta que deve ser corrigida para uma altruísta, pelo bem dos outros e através dos outros para o Criador. Este, em princípio, é o nosso trabalho espiritual. A Torá está falando só sobre isso e nada mais.

Um homem simboliza a intenção, e uma mulher simboliza o desejo. A combinação correta das partes masculina e feminina com a ação correta para a doação conduz ao nascimento do próximo grau espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/10/16

Agarre O Fim Da Corda Que Traz De Volta Ao Criador

Laitman_025_01Torá, Deuteronômio, 17: 8 – 17:10: Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, em questões de litígios nas tuas portas, então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus. E virás aos sacerdotes (Cohanim) levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. E farás conforme ao mandado da palavra que te anunciarem no lugar que escolher o Senhor; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem.

Uma pessoa nunca pode decidir por si mesma como agir. A solução do problema só pode ser encontrada no próximo nível: ou no nível dos Levitas (ascensão à Bina), ou no nível dos Cohanim (ascensão à Hochma). Essa é a única maneira que podemos acumular a força para nossa própria correção.

Está escrito: “Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida…”. Isso se refere ao escrutínio da pessoa de suas qualidades; afinal, ela não sabe o que a impulsiona: qualidades corretas ou incorretas, ou pensamentos corretos ou incorretos. Ela não sabe onde se esconde seu egoísmo, como ele a incita e lhe dá algum tipo de suborno.

Portanto, cada um deve sempre se elevar a tal nível onde possa decidir suas ações e intenções com a ajuda de um padrão externo. Uma força especial é necessária para isso: o próximo nível, a ascensão até ele, a aceitação de suas qualidades e conselhos, de modo que ele possa mudar, testar e subjugar uma pessoa. Então ela vai ter certeza de que se move corretamente.

Nós avançamos dessa maneira em constante contradição “entre sangue e sangue, entre ferida e ferida”. Se desde o início da criação até a sua completa correção a pessoa é egoísta, um egoísmo cada vez maior é revelado nela.

Digamos que você se corrigiu em 90%, mas o 91% revelado que deve ser corrigido é maior do que todos os anteriores. Portanto, você não pode confiar em nada, e cada vez você está em incompreensão absoluta, se perguntando, e se maravilhando com tudo o que acontece com você.

Cada vez, o Criador único e gentil desaparece completamente de seus sentidos, e em vez dele, há multidões de todos os tipos de odiadores, traidores e cães maus. Tudo isso você deve novamente relacionar ao Criador como decorrentes da falta de conexão com Ele. Isto é, essas são as qualidades que são especificamente criadas em você para que você possa se aproximar do Criador. Você não tem escolha.

Tudo é organizado de forma tão surpreendente que você, de forma involuntária, consciente ou inconscientemente, ou como resultado de grandes problemas, preocupações, noites sem sono, buscas e luta interna com você mesmo, finalmente agarra o fim dessa corda que o traz de volta à singularidade do Criador e Sua absoluta bondade.

Tal é o modo de consciência – assustador por um lado e belo por outro – porque você nasce no nível do Criador e se torna equivalente a Ele.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/08/16

“Não Entregarás A Seu Senhor O Servo”

laitman_253Torá, Deuteronômio, 23:15 – 23:16: Não entregarás a seu senhor o servo que, tendo fugido dele, se acolher a ti. [Pelo contrário,] contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher em alguma das tuas portas, onde lhe agradar; não o oprimirás.

Se o senhor (mestre) quer matar o servo ou causar-lhe algum dano, você deve escondê-lo e, de alguma forma, devolvê-lo ao seu senhor. Isso significa que, se algum desejo não pode ter sucesso enquanto sofre correção, há um sistema inteiro de conexões de vários desejos que juntos podem fazer uma correção.

Portanto, qualquer desejo que faça parte de outro desejo pode sempre ser corrigido por esse outro desejo. Há sempre uma conexão.

O fato interessante é que nunca ou de forma alguma nos corrigimos, mas sempre corrigimos nossa inclusão nos outros ou a inclusão dos outros em nós. Afinal, eu nem sei quem eu sou. Eu só sei como trato os outros e como os outros me tratam na relação entre nós.

No entanto, não sabemos quem sou “eu” nem quem é o “outro”. Nosso “eu” permanece fora de nós, enquanto as conexões entre nós são reveladas a nós, e exatamente nelas alcançamos o Criador.

Pergunta: Quando falamos de desejo, queremos dizer o desejo dirigido à conexão?

Resposta: Claro, porque irmão, pai, esposa, filhos, escravo, virgem, e assim por diante, são apenas diferentes tipos de conexões entre nós. A quebra é uma destruição dessas conexões. Por exemplo, se tomarmos os fragmentos de um pote, eles por si só são completos, só precisamos colá-los juntos corretamente. Acontece que estamos sempre preparando “a cola”.

Há desejos que não têm sua própria intenção. Eles só podem ser corrigidos juntando-os a outros desejos com intenção.

Um “senhor” (mestre) é aquele que tem grandes desejos com intenções corretas e que pode atrair outros desejos para si mesmo e corrigi-los com sua intenção. Digamos que você é um senhor em relação a mim. Isso significa que você toma alguns de meus desejos, nós conectamos um com o outro, e eu aparentemente corrijo estes desejos me tornando incluído em você. Na realidade, você os corrige com sua intenção, com seu Masach (tela).

Portanto, quando se diz que o senhor quer matar seu escravo, isso significa que o Masach não pode corrigi-lo. Alguém tem que fazer isso. Em outras palavras, nós sempre corrigimos os outros e não a nós mesmos.

Uma pessoa não conhece e nunca conhecerá a si mesma, porque isso se relaciona com a prerrogativa que está acima da realização do Criador, ao qual é chamado de Atzmuto. E nós apenas corrigimos as conexões entre nós. Como está escrito: “Faça o seu desejo como o dele”, o que significa que eu sempre corrijo os outros em mim mesmo.

Pergunta: Eu me torno “Israel” quando começo a entender isso e a trabalhar nisso?

Resposta: Sim, este é um nível completamente diferente de atitude em relação ao mundo. O mundo se torna diferente. Você tem uma atitude diferente em relação às pessoas, a si mesmo e ao seu papel. Você olha para todos e compreende o que está acontecendo com eles, com quem vale a pena se reunir ou não, e para que, como, se você está pronto para esta comunhão ou não, e assim por diante.

Isto apresenta um problema muito interessante: com quem você está em contato, de que maneira, e com aqueles que você encontra na vida, você deve se distanciar deles ou pode se aproximar?

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/10/16

“Quando Você Anda No Vinhedo Do Seu Vizinho”

A Torá, Deuteronômio, 23:25: Quando você entra na vinha do seu vizinho, você pode comer tantas uvas quanto desejar, até que você esteja saciado , mas você não pode pôr [qualquer] em seu vaso.

Uvas simbolizam o desejo. É por isso que “você pode comer quantas uvas desejar, … mas você não pode pôr nenhuma[qualquer] em seu vaso” pois o desejo é externo. Quando você é incluído naquele desejo, o que significa elevar para o próximo nível, lá você pode receber em si mesmo sem descer de volta ao seu nível.

Isto refere-se a dois ​Partzufim,​duas almas: grandes e pequenas. Se uma pequena alma eleva-se até a grande e é incluída nela, como um embrião no ventre de sua mãe, em seguida, ela pode se alimentar-se de tudo o que há no nível superior. No entanto, não pode descer ao seu nível, já que seria como a morte, como infecção corporal.

Quando você é capaz de subir e descer livremente, entendenda que você não pode usar esse desejo em seu próprio nível, a inclusão no nível superior irá aumentar gradualmente, e você começará a se elevar e construir a sua própria “vinha”. [Leia mais →]

Derrote O Inimigo Em Si Mesmo

Laitman_155Torá, Deuteronômio, “Ki Titze“, 21:10: Quando saíres para guerrear contra teus inimigos…

Quando você sai para a guerra, deve saber claramente que está lutando com você mesmo, e se não fizer isso, acabará perdendo. Tal é o programa da natureza: uma guerra traz benefícios somente se você se transformar nesta guerra.

Mesmo no mundo corpóreo, uma guerra com um inimigo externo não determina nada; vemos que precisamente os perdedores se tornam vencedores.

Por exemplo, quando os romanos conquistaram a Europa até o norte da Escócia, construíram estradas, cidades, instalaram comunicações e levaram a civilização ao continente bárbaro. Como resultado, os bárbaros saíram do bosque e os romanos caíram.

Portanto, nós precisamos sair para a guerra interna com o nosso egoísmo porque a guerra externa não dá resultados. Aquele que conquista será ele próprio conquistado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

“Eles Levarão A Moça À Porta Da Casa De Seu Pai”

laitman_289Torá, Deuteronômio, 22:20 – 20:21: Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, então eles levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra…

“A virgindade não se achou na moça” significa que este não é meu desejo pessoal. Eu escolho e analiso se ele me pertence ou não. Afinal, o ponto no coração é chamado de pessoa e todo o resto é um desejo.

Na luz que vem dos chamados pais da moça, o nível de Abba ve Ima, eu vejo que realmente não é meu.

“Eles levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão”, é a correção desse desejo. Ele é tão egoísta e impuro que deveria estar no Lev HaEven (coração de pedra), ou seja, no lugar não corrigido.

Por enquanto, eu continuo a procurar desejos que possam ser aprendidos, investigando com a ajuda de quais desejos posso seguir em frente e com a ajuda de quais não posso. Dessa forma eu uso um desejo após o outro até corrigir todos os desejos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/10/16

Propósito Da Multidão Misturada

Dr. Michael LaitmanA implementação da Torá parte do fato de que ao lê-la começamos a entender o que ela está exigindo e o que ela representa, e então seguimos em frente.

Comentário: Mas há uma grande resistência a ela.

Minha Resposta: Não é resistência, porque tudo vem dos desejos quebrados que permaneceram os mesmos desejos, mas sem uma tela, que contraria o egoísmo e eleva-o ao seu estado inverso, ou seja, ao nível de doação e amor ao próximo.

Primeiro, o egoísmo deve ser revelado como uma demonstração de sua natureza, uma demonstração do mal. Naturalmente, nesta fase, os Cabalistas recebem muitos obstáculos que os perseguem e são revelados como maus.

Isso também aconteceu durante o êxodo do povo de Israel do Egito. Afinal, não é um passeio no deserto do Sinai, mas uma fuga de nosso egoísmo, a separação dele e a elevação acima dele. Portanto, os desejos que são chamados de “egípcios” foram praticamente mortos dentro da pessoa. O próprio Faraó concordou com isso e os soltou.

No entanto, a assim chamada “multidão misturada” (Erev Rav) não os libertou. Estes são aqueles que pensam que têm outra Torá mais correta. Como está escrito, eles são “servos do Faraó tementes a Deus”. Eles são caracterizados por um duplo estado, quando, ao estar neste mundo, ao mesmo tempo, desejam ganhar o próximo mundo: o paraíso, por seu trabalho egoísta.

“Diga-nos o que fazer neste mundo sem nos corrigirmos”, essa é a obra do Faraó. O Faraó diz: “Por que vocês precisam de todos os seus problemas? Trabalhem, façam o que quiserem. Orem, ajam, tudo está aberto a vocês. A única coisa que vocês não devem fazer é se corrigir. Todo o resto está diante de vocês; vocês serão respeitados e honrados. Vocês possuirão o mundo inteiro”.

Infelizmente, ou eu diria, com grande alegria, nosso objetivo é alcançar a conexão com o Criador, a integração e plena equivalência com Ele. Não é apenas realizar mandamentos, movimentos, ações físicas e considerar que obteremos este ou o próximo mundo, ou ambos os mundos juntos ao fazer isso; é subir ao estado onde não precisamos de recompensas.

Nós queremos receber a Luz superior de correção que retorna à fonte, ao Criador, e se tornar plenamente equivalente a Ele, quando não restará nenhum desejo pessoal em nós. Não é que pretendamos ou não entendamos porque ele se manifesta em nós cada vez mais, mas recebemos cada vez mais força da Luz superior para trabalhar contra o egoísmo.

Neste caso, nós ascendemos 125 graus ao nível do Criador. Essa é a implementação do método Cabalístico. Portanto, o principal problema para aqueles que não concordam com o avanço do Criador neste mundo é o problema com a sabedoria da Cabalá.

É necessário fazer tudo para revelar essa sabedoria aos amplos círculos do povo judeu e das nações do mundo. Baal HaSulam, no artigo “Shofar do Messias”, escreve que a Cabalá deve ser espalhada pelo mundo antes mesmo do povo de Israel começar a dominá-la.

Ele pede para penetrá-la gradualmente, e então entenderemos a necessidade dela. Afinal, até mesmo o Faraó entendeu o que é a realização do método de correção da humanidade, e, portanto, deixou o povo de Israel sair do Egito. Mas isso veio a ele com grande dificuldade, através de fortes golpes.

Portanto, obviamente, agora os adversários da difusão da Cabalá também receberão grandes golpes, e devemos distribuí-la o mais amplamente possível.

Esta não é uma tarefa fácil, com muitos desafios em nosso caminho.

Pergunta: Então, você acredita que os Cabalistas não poderiam se limitar ao trabalho interno sozinho?

Resposta: Não. Durante a saída do Egito e também agora, a “multidão misturada” (Erev Rav) vai perseguir o povo que sai do Egito (de seu egoísmo) e sobe à correção. Esse é o exército que o Faraó envia atrás dos judeus. Seus soldados pensam que estão protegendo a santidade da Torá e assim, por todos os meios, impedem a propagação da Cabalá.

Na verdade, a multidão misturada é o adversário mais ardente da ascensão da humanidade ao nível do Criador.

Pergunta: A multidão misturada queria que o povo ficasse no Egito. Então, por que essas pessoas não ficaram lá, mas seguiram as outras quando começaram a sair do Egito?

Resposta: Não, elas ficaram no começo. Mas quando viram que o povo já se aproximava do Mar Vermelho (Yam Suf),perseguiram-no. Sem elas, o povo não teria feito a travessia porque tinha medo de ir mais longe quando se aproximava do Mar Vermelho.

Aqui eles deveriam subir pela fé acima da razão, para se colocarem no poder do Criador, para fazer a primeira inclusão Nele. E nisso eles receberam ajuda precisamente de seus perseguidores que se aproximaram muito deles.

É quando Nachshon foi manifestado, a força especial que puxou todos depois dele. No entanto, se não fosse pela força negativa da multidão misturada, o povo de Israel não seria capaz de fazer a travessia.

A contradição mais importante entre eles: é necessário cumprir a Torá não em prol de si mesmo, não para receber alguns privilégios materiais, mas apenas em prol do próximo, sem qualquer recompensa? Se eles concordarem com isso, eles são obrigados a atravessar o Mar Vermelho, e a chamada multidão misturada os ajuda nisso, agudizando o problema. Então, a conquista do método de elevação para o Criador começa.

Infelizmente, a multidão misturada os segue e constantemente estraga suas vidas. Todos os problemas vêm apenas dela. Em particular no deserto, ela incita o povo a fazer o bezerro de ouro.

Essa é a força que deve ser corrigida gradualmente, compreendendo que tudo é feito somente pela força superior, e nós precisamos interagir corretamente com todos os obstáculos que ela nos traz para nos direcionar ao objetivo correto. Portanto, todos os obstáculos têm uma direção clara, mostrando-nos como avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 14/09/16

Apegue-Se À Eternidade

Laitman_025_01Torá, Deuteronômio, 23:14: E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado, fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás teus excrementos.

Pergunta: Por que a pessoa deve cobrir seus excrementos?

Resposta: Todo o desperdício humano, incluindo o corpo falecido, deve ser enterrado para se submeter a um circuito completo.

Como resultado da vida da pessoa, tudo deve crescer, e o desperdício do corpo e o próprio corpo, de onde toda a energia espiritual desaparece após a morte, permanecem apenas no nível inanimado e, portanto, devem ser comparados à terra.

Em contraste com as tradições de outras nações que embalsamam múmias, os judeus enterravam imediatamente o corpo morto para que ele pudesse apodrecer. Isso era considerado correto, já que o corpo animal simboliza o egoísmo que permanece da pessoa anterior. Ele tem que se dissolver e se transformar em cinzas pela desintegração completa em partes constituintes.

A matéria viva desce gradualmente até o nível que é verdadeiramente inanimada. Algumas comunidades judaicas tinham inclusive um costume de colocar cal em túmulos para que o corpo se decompusesse rapidamente.

Pergunta: Isso significa que a atitude para com o corpo deve ser puramente biológica?

Resposta: O corpo não vale nada, deve morrer. Em nosso mundo, nós devemos usá-lo somente na medida em que é necessário para a ascensão espiritual. Ele não tem nenhum outro valor.

Se você tiver a oportunidade de corrigir algum nível de seu corpo, deve corrigi-lo. Se ele funciona para a correção geral, então faça-a, vá ao médico, tome remédio, e assim por diante. A atitude para com o corpo deve ser puramente mercantilista para que ele nos dê a oportunidade de nos apegarmos à eternidade enquanto ainda estamos vivos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/10/16

Não Há Nada Supérfluo No Mundo

laitman_561Torá, Deuteronômio, 23:04: … Eles [o povo de Moabe] contrataram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, em Aram Naharaim (Mesopotâmia), para te amaldiçoar.

Pergunta: Balaão foi contratado pelos amonitas e moabitas (os desejos que não podem ser corrigidos), a fim de amaldiçoar Israel. No entanto, ao mesmo tempo, o povo de Israel já estava indo para o Criador. É possível associar isso ao Israel atual, que ainda precisa ser forçado a seguir em frente?

Resposta: Não podemos nos comparar com o Israel que uma vez estava subindo a escada espiritual. Afinal, esse é o movimento através de um deserto espiritual interno.

Balaão é um profeta que tem conexão com o Criador. Ele entende o que é Israel e age natural e claramente de acordo com o comando do Criador, como tudo o mais no mundo. Portanto, nós precisamos respeitar essa força mesmo do lado oposto, ou seja, do lado das forças impuras. Embora do lado negativo, Balaão represente a força através da qual o Criador governa o mundo. Isso significa que Ele governa o mundo exatamente através de nossos desejos impuros, a fim de puxar da espiritualidade a pessoa “pela orelha”.

Ela resiste, quer alcançar a espiritualidade, mas é arrastada cada vez mais. Então, quando sua “orelha” é esticada ao limite, ela é de repente liberada e voa diretamente para a espiritualidade. Isso é útil.

Este é precisamente o trabalho de Balaão. Ele intencionalmente incita a pessoa a criticar, a pensar que tudo não é do jeito que é, e assim por diante. A linha esquerda deve existir em paralelo com a linha direita e, entre elas, nós construímos a análise e a síntese de todos os estados possíveis através dos quais começamos a entender como o universo está organizado.

Pergunta: Isso significa que Balaão em uma pessoa a faz avançar ainda mais rápido?

Resposta: Provavelmente não mais rápido, mas este é um estado necessário em uma pessoa, quando ela nega o Criador, quer se rebelar contra Ele, e não quer considerar nada, o egoísmo nela se eleva tanto que ela quer governar o mundo inteiro. Isso acontece com toda pessoa.

Aqui trata-se das mesmas ações nos níveis mais elevados. Portanto, a força de Balaão é necessária para a correta análise de todo o caminho.

Nada de supérfluo foi criado no mundo, tudo depende apenas do quanto vamos trabalhar corretamente com essas forças. Tudo é apenas para o nosso avanço correto. Assim, é necessário eliminar a intenção dos desejos chamados amonitas e moabitas (isto é, para si mesmo), e os próprios desejos de começar a corrigir a doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/10/16