Textos com a Tag 'Mal'

Permanecer Acima Da Rejeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo trabalhar com o mal que está sendo revelado?

Resposta: O método da Cabalá é destinado para a correção da nossa inclinação ao mal, ou seja, o desejo corrupto que está totalmente voltado para seu próprio benefício, em vez da doação a outra pessoa. Essa correção nos ajuda a ser semelhantes à Luz, ao Criador. De acordo com a equivalência de forma, a Luz se torna revestida de um vaso, e nós sentimos a realidade superior.

Pergunta: O que acontece na relação entre os amigos quando eu sinto inveja ou ódio?

Resposta: Apesar dos vícios estarem sendo revelados, você vai continuar e tentar se unir com seus amigos acima dessa corrupção. Há a natureza, mas devemos estar acima dela. É assim que nos corrigirmos. Não estamos destruindo o egoísmo, mas estamos trabalhando acima dele.

Eu não suporto meu amigo e não desejo interagir com ele. No entanto, eu estou tentando me conectar com ele acima dessa rejeição.

Afinal, essa rejeição é o resultado do meu desejo corrupto, egoísta. Sendo o meu objetivo a correção, eu vou tentar subir acima da rejeição e tratar o meu amigo de forma oposta, com amor.

Ambas as formas coexistem dentro de mim. Eu reconheço a minha rejeição e, ao mesmo tempo, decido expressar uma atitude diferente, vendo meu amigo como uma grande pessoa.

Este é o nosso trabalho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Transformar Mal Em Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador criou a inclinação ao mal e a inclinação ao bem. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Então, de onde vem a inclinação ao bem?

Resposta: Na realidade, não há inclinação ao bem. Há apenas a inclinação ao mal, que foi inicialmente criada pelo Criador. É por isso que Ele nos informa que criou a inclinação ao mal. Mas nós a corrigimos com a ajuda da Torá e a transformamos em inclinação ao bem.

“Inclinação” é o desejo. O desejo permanece. Mas “mal” significa que eu sempre desejo receber para o meu próprio bem, e isso me faz mal porque eu me fecho neste mundo como um pequeno animal, vivendo os anos que tenho que viver. Na realidade, este é o tipo de vida mais miserável possível.

A inclinação ao bem significa que tentamos nos unir no grupo e vemos que não somos capazes disso, e começamos a gritar numa oração comum. Então, a Luz que Reforma vem e cria a união entre nós, e dentro dessa união a intenção de doar (a Luz) se revela. Então, em vez da inclinação ao mal, temos a inclinação ao bem, o mesmo desejo mas com a intenção de se unir com o próximo.

Do 3º Seminário da Convenção de Nova Jersey, 12/05/12

O Ponto De Referência Espiritual

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”. Isto é, nós recebemos um ponto de referência: se você está no estado de amor pelo Criador, você odeia o mal, o ódio, o egoísmo e isso deve ser sentido simultaneamente; caso contrário, você está se desviando do caminho, da direção. Você vai pensar que ama o Criador, mas se ao mesmo tempo você não sente o ódio pelo egoísmo, então, você não tem direção, ele desaparece. A fim de alinhá-lo, para torná-lo uma linha reta, por um lado, você tem que fortalecê-lo no ódio pelo mal, e depois o segundo ponto será precisamente dirigido ao amor pelo Criador. Nós não sabemos o que é o Criador e o amor por Ele. Mas se começarmos com o ódio pelo egoísmo, isso já é uma direção.

Diz-se neste caso: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”, e são estes que o Criador salva deste mal. Portanto, nosso trabalho é rejeitar e repelir o egoísmo e atrair o bem, a doação e o amor.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

O Mal Vestido Em Bondade

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com o método da educação integral, não se deve mostrar à pessoa maus exemplos. Mas, na psicologia, as coisas são um pouco diferentes: a pessoa fala sobre seus infortúnios e começa a avaliar o que está fazendo de errado. Basicamente, a pessoa está entrando em contato com seu lado mal, ruim, que ela tenta corrigir.

Resposta: A nossa abordagem é totalmente diferente: o mal não existe! Não há mal no mundo! Embora toda a natureza pareça mal para nós, é apenas porque nós a usamos incorretamente. Se nós a usarmos de uma forma diferente, ela será bondade absoluta. Nós também podemos usar o egoísmo para o bem, e não para o mal.

Quando eu jogo contra o meu próprio egoísmo, isto é, começo a avaliar e trabalhar com ele como com um instrumento de minha ascensão sobre ele, ele se torna meu ponto de partida, a diretriz segundo a qual eu meço a mim mesmo: o quanto eu subo e mudo.

Eu considero meu egoísmo como uma essência negativa dada a mim, que eu devo corretamente vestir com uma intenção totalmente oposta: usá-lo todo para a doação, amor e conexão. Depois, o egoísmo estará constantemente ao meu favor; ele irá constantemente me empurrar e incitar, puxar-me para outro lugar, e eu vou trabalhar constantemente contrabalançando-o ao encontrar formas de superá-lo. Desta forma, ele será a minha ajuda “em contra”.

Nós sabemos que qualquer acompanhamento ou outro sistema em desenvolvimento deve consistir de duas forças opostas. Essas forças mutuamente opostas alcançam o melhor resultado possível, o denominador comum, equilibrando-se mutuamente.

É por isso que o egoísmo em mim deve ser equilibrado pelo desejo de elevar-se acima dele, utilizando-se do ambiente, da ajuda dos vizinhos, amigos e toda a comunidade, a fim de elevar-me acima dele. Estes dois sistemas da sociedade, o ambiente de um lado e meu egoísmo do outro, estão me ajudando. E é como se eu estivesse em pé entre eles, elevando-me desta maneira.

Em última análise, eu examino o meu egoísmo, revelo as qualidades nele podem me ajudar a crescer acima dele, uso-o para a doação, avanço, alegria e ajuda aos outros, e ele se torna a força, a massa, a matéria com a qual estou trabalhando. Eu não estou de forma alguma o destruindo! Ele mantém o desenvolvimento em mim, e eu saúdo com alegria todas as nuances de seu desenvolvimento.

A pessoa moderna saúda-o com tristeza, pesar: “Eu de novo! O que eu fiz?”. Mas não é comigo. É a natureza revelando-se em mim dessa forma, uma enorme natureza egoísta que se revela em nós especificamente desta forma para que possamos continuar nos unindo sobre ela.

É por isso que o egoísmo é um motor que nos move para frente. Nós precisamos de todas as suas formas, todas as suas manifestações, mesmo as mais terríveis, para que possamos vesti-las com roupas bonitas.

Este horror permanece no interior, e deixe-o ficar lá. Mas quando nós colocamos uma casca completamente diferente e oposta sobre ele, nós criamos uma discórdia, um dipolo em cada uma das nossas qualidades, que nos ajuda a aumentar a força do egoísmo e usá-lo para o bem dos outros de uma forma que cria uma estrutura totalmente diferente chamada “Homem”.

Agora, é a primeira vez na história que estamos chegando a um estado em que seremos capazes de subir acima do nível da nossa existência corpórea (em prol do corpo físico) para o nível em que criamos uma estrutura completamente diferente, espiritual: uma humanidade virtual comum, onde todos estão interligados e se completam mutuamente. Este mecanismo único e integrado, chamado Adão, que é o protótipo do ser humano coletivo no mundo, nos proporciona a oportunidade de alcançar todas as forças da natureza, todas as suas profundezas, e usá-las da maneira certa.

Portanto, de forma alguma podemos destruir ou neutralizar o egoísmo; pelo contrário, regozijamo-nos com todas as suas manifestações negativas, como um escultor que encontra um bom material para fazer uma escultura. É claro que ele está olhando para um monte de trabalho, para moldá-lo numa forma específica. Mas ele está feliz que este material tenha parado em suas mãos.

O mesmo ocorre conosco. A revelação do egoísmo é o novo material com o qual eu posso trabalhar. E nós só precisamos mudar a forma como usamos o material e não o verdadeiro material; em vez de fazer algo em detrimento de outros, precisamos fazê-lo em prol deles.

Tudo Se Resume Ao Conversor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos sobre o mal, o que exatamente queremos dizer com o termo “mal?”.

Resposta: Eu descubro o Criador como a fonte do mal e, ao mesmo tempo, entendo que o vejo dessa forma por causa de minhas qualidades más. Então, eu entendo que tudo depende exatamente dos meus atributos.

Há três coisas diante de mim: o Criador, meu mal e o desejo. Eu posso pensar no Criador como o bom e benevolente? Afinal de contas, eu me sinto mal e vejo problemas e escuridão. Eu ainda determino que o bem está Acima e o mal está dentro de mim. A razão é que no meio há algo que converte o bem em mal.

Eu sinto em meus ossos que é isso que acontece. Eu sou feito desses três discernimentos, e eles estão no meu sentimento e na minha compreensão. Tal estado é chamado de “ocultação dupla”. Na espiritualidade é o nível mais distante do Criador, e tudo antes dele pertence ao nível bestial.

É importante lembrar que essas coisas já existem em mim: eu sinto o Criador como bom e benevolente, eu sinto o meu próprio mal e não consigo me livrar desse sentimento, e também entendo o fato de que eu corrompo a boa atitude do Criador quando eu a sinto como mal. Se eu anular esse mecanismo de converter o bem em mal, se o corrigir, eu certamente sentirei a bondade.

Então, surge uma pergunta. Qual é o objetivo: sentir-se bem ou não amaldiçoar o Criador? A partir daqui começa o esclarecimento: por que eu estava recebendo o sentimento mal? O que devo fazer com ele? Se eu anulá-lo, vou negar a mim mesmo a opção de ser corrigido. É por ser oposto à bondade do Criador que eu posso alcançar a Sua boa atitude para não amaldiçoá-Lo.

Isso significa que eu uso o mal no caminho para a bondade. Isso significa que agora, quando eu me sinto mal, na verdade é a meu favor, e isso é realmente o que é bom para mim? Então, o que estou corrigindo?

Pergunta: No final, eu entendo que não corrijo nada, e o principal, que eu estou muito longe de qualquer correção.

Resposta: É verdade, você se descobre mais e mais, e isso é muito bom. Isso já é um avanço.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo eu descubro que não tenho poder para mudar nada.

Resposta: Esta é a verdade, isso já é uma revelação: você revela que não pode corrigir nada, que você é todo mal e que você é um “trapo”. E isso é ótimo. Será que você desejaria sentir que era um herói?

Você descobre a verdade graças à Luz superior e você deve ser grato por isso. É assim que a adição da Luz revela o mal em você. Então, você vai para o grupo a fim de receber o poder de descobrir o seu mal mais qualitativamente do que antes. Primeiro você se sentiu mal, culpou o Criador e quis se livrar deste sentimento. Depois, você adquire a mente do grupo e percebe que não deve se livrar do mal, mas sim que ele deve ser transformado em bem.

Você entende que para isso você precisa mudar sua atitude e não o sentimento. Acontece que você tem que trabalhar em sua atitude para com aquele que parece estar a enviar-lhe o mal.

Então você dirige seus esforços para o “conversor”. Você trabalha com a intenção e os sentimentos mudam por si mesmos.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

O Malabarismo Dos “Anjos” E “Demônios”

Baal HaSulam, “A Liberdade”: “Embora nossa força não seja suficiente para enfrentar o primeiro fator(a “fonte”), nós ainda temos a capacidade e o livre arbítrio para nos proteger contra os outros três fatores, pelos quais a fonte muda suas partes individuais, e algumas vezes sua parte geral, bem como, através do hábito, que confere a ela uma segunda natureza”.

Eu sinto diferentes influências e embora eu não possa resistir a elas, eu posso “brincar” com suas “combinações”, “fazer malabarismo” com elas e tomar uma decisão. Mas, que decisão exatamente?

Embora as minhas ações sejam artificiais, existem diferentes fatores que podem evocá-las. Se houvesse apenas um fator, eu conseguiria fazer nada. Quando há dois fatores, eu já posso dirigir a relação entre eles e influenciar o equilíbrio do poder. Assim, eu posso influenciar o meu destino e as mudanças em mim; agora, existe o meu “eu” que toma decisões.

Aqui há um grande problema filosófico que obrigou as pessoas a dividir a realidade em bem e mal. Uma força é inconcebível, inatingível. Somente a idéia de múltiplas forças, em certa medida, permite que as pessoas ajam e façam “malabarismos” com elas. Mesmo que as pessoas reconheçam a existência de uma força superior, elas ainda têm a necessidade de acreditar em diferentes “anjos” e “demônios”, que separadamente as governam.

Nós vemos que no trabalho espiritual este problema é resolvido de uma forma totalmente diferente. A pessoa está sob diferentes tipos de influências vindas do Criador e pode preferir uma em detrimento da outra. Ainda não está claro como isso acontece, mas vemos que a solução para a nossa participação independente no processo está aqui.

Pergunta: Acontece que eu estou tentando jogar com as razões (causas), embora eu realmente não tenha controle sobre elas, porque eu mesmo sou um resultado.

Resposta: Eu posso mudar certa influência em mim e, por isso, há outro fator. Eu adiciono o meu fator às leis da natureza e quero saber o que eu evoco com isso. Assim, eu posso realmente decidir algo e aprender novos fenômenos. Isso pode ser feito pela investigação científica e pela investigação espiritual; com a ajuda do meu fator eu começo a estudar a força superior.

A fim de fazer isso eu tenho que ser feito de duas forças, e eu as tenho: por um lado, o ego, que é uma grande ajuda, e por outro lado, o grupo, no qual o Criador (a Luz superior) está oculto. Entre eles, na resistência entre eles, nasce o meu “eu”. Assim, eu descubro o Criador conforme eu consigo conectar essas duas forças dentro de mim. Eu não posso descobri-Lo com apenas uma delas. Nós precisamos da combinação das duas.

A questão é que o termo “um” é revelado acima da matéria e acima da Luz. A Luz é a medida de doação; a matéria é a medida de recepção, e o Criador acima delas é a consciência, o pensamento da criação, e não a duplicidade das forças do bem e do mal, luz e escuridão, doação e recepção. Isso ainda não é doação, mas o desejo de doar que a precede.

Neste desejo essas são partes que se desprendem da verdadeira doação. Eu quero alcançá-las, saber quem é o Criador, não em relação a mim, mas quem Ele realmente é. Na Cabalá isto é chamado de “Atzmuto”, a essência do Criador, à qual não temos acesso hoje, embora nós também queiramos alcançá-la. É para isso que nossa curiosidade é atraída.

Então, eu tenho que criar todas as condições, como num laboratório projetado para estudo de campo. Tudo deriva do Criador, mas sua doação me rodeia por todos os lados. Eu procuro o meu lugar, a oportunidade de descobrir o Criador através desse experimento. Na verdade, nós sempre nos comportamos assim quando estudamos algo novo. Só temos que organizar tudo em seu lugar, entender com o que estamos lidando e como alcançamos o resultado.

Em geral, por trás de cada experiência nós descobrimos uma atitude, uma fórmula e a conexão entre diferentes fenômenos. Além disso, nós descobrimos a lógica por trás deles. Estes não são apenas fatos áridos que nos deixam no mesmo nível em que nós os descobrimos. Não, nós sempre procuramos pela razão: por que eles estão conectados assim? O que os obriga a ser assim? Qual é a razão? Por trás de cada fenômeno que eu vejo na matéria, eu quero ver o que o causou, a parte superior do Partzuf. Eu quero saber a razão para os dados que recebi; esta razão é o resultado real do experimento.

Então, no meu trabalho espiritual eu desenvolvo uma espécie de “laboratório” da atitude em relação à realidade. O “laboratório” neste caso sou eu e a abordagem permanece totalmente científica.

Einstein: Uma Arma Contra O Mal É A Solidariedade

Opinião: (Albert Einstein): “Nós (os judeus) não temos outros meios de auto-defesa além da nossa solidariedade e nosso conhecimento de que a causa pela qual estamos sofrendo é uma causa importante e sagrada”, escreveu Einstein a Hyman Zinn em 10 de junho  de 1939… [apenas três meses antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial]“.

Perguntas Sobre A Inclinação ao Mal

Dr. Michael LaitmanPergunta: A minha pergunta é que existem pessoas que eu conheço que são religiosas, e elas se queixam de suas vidas. Elas oram para que as coisas mudem, e quando isso não muda, elas culpam os outros ao seu redor.

Tudo isso está vindo do egoísmo delas. Eu tentei explicar isso a elas, sem mencionar a Cabalá, mas elas não entendem. É frustrante para mim vê-las cometer os mesmos erros sucessivamente. Mas parece que mesmo que eu tente ajudar, isso só penetra um pouco e depois elas voltam às mesmas queixas antigas sobre suas vidas e problemas.

Como eu posso realmente ajudá-las? Eu costumava ficar na defensiva, porque elas me culpariam por seus problemas e começariam a brigar comigo. Como você aborda as pessoas egoístas sem entrar em argumentos ou fazendo-as pensar que você as está julgando?

Resposta: Somente o desenvolvimento e uma forte opinião pública vão gradualmente mudá-los. Eles serão os últimos a chegar à correção. Por enquanto, deixe-os assim. A correcção deve começar com a parte mais leve do egoísmo.

Pergunta: O nosso trabalho é revelar a inclinação ao mal. Entretanto, o que acontece se o revelarmos, mas não conseguirmos nos livrar dele? Como podemos corrigir a inclinação ao mal roubando ou trapaceando?

Resposta: Na medida em que você encontra o mal dentro de si mesmo, você tem o poder de corrigi-lo!

O Mundo Inteiro Sob Um Guarda-Chuva

Dr. Michael LaitmanSendo uma pessoa neste mundo, estou construído para pensar automática e constantemente sobre mim mesmo: O que é mais proveitoso para eu fazer, e como? É assim que o Criador me criou, como está escrito, “Eu criei a origem do mal”. Eu só revelo esse mal mais e mais e já percebo que penso apenas em mim mesmo, e decido que isto é malvado. Esse já é um estado especial.

Agora quero voltar-me para a bondade porque detesto o egoísmo. A bondade significa pensar em tudo e sentir tudo como se me pertencesse. Significa relacionar-me com todos como uma parte inseparável de mim.

Mas se apagarmos este “como”, então apenas “eu” permanecerá uma vez mais – apenas um eu mais egoísta! Suponha que eu revelasse de repente que todas as pessoas à minha volta são meus filhos e que os amo infinitamente, com todo o meu coração.

O que é que atingi com isso? Agora eu realmente trato a todos como eu mesmo, mas de forma egoísta! Afinal de contas, eu considero-os meus. Eles são o mesmo que eu, como meu bebé.

Portanto, eu digo, “Não! O ódio e a separação permanecem!”, e o “Amor cobrirá todos os pecados”. Caso contrário, você não teria a oposição, a tela, a força de superar. O que é que você vai superar? Eu não supero nada em relação ao meu bebé – estou pronto para dar-lhe tudo, porque o meu amor natural me obriga a agir dessa forma.

Quando dizemos que queremos apreender o mundo inteiro como nós mesmos, nós não percebemos que tipo de opostos estão justapostos aqui e que tipo de abordagem é construída. Eu não elimino a repulsa, mas construo amor sobre ela.

É por isso que um estado muito especial é revelado no mundo agora. Há lutas, argumentos, colisões e diferenças sendo expressas por todo o lado. O mundo inteiro está em confusão e ninguém é capaz de viver junto com alguém em paz. E eles não serão capazes. As discussões continuarão a incendiar mais e mais até percebermos que todos os pecados devem ser revelado e nós temos de nos unir acima deles.

Não devemos ter medo quando eles se revelarem; pelo contrário, quando eles se revelarem e lhe mostrarem a sua fraqueza, é exactamente então que você perceberá que precisa de ajuda. Verá que não consegue fazer nada por si próprio e que você precisa da Luz que corrige.

É por isso que temos visto tantas diferenças, forças, e objectivos colidirem, e ninguém se entende. Acima de tudo isto, temos de construir um grande guarda-chuva – a garantia mútua.

Entretanto, todas estas diferenças e desacordos permanecerão dentro. Isto é um milagre que não entendemos! Mas o milagre é que eles permanecem juntos com o guarda-chuva que é criado como resultado do amor e da garantia mútua acima deles.

Nós amamo-nos uns aos outros apesar de todas as nossas diferenças contraditórias. Nós somos tão diferentes porque é assim que Malchut foi revelada de cima. Eu não quero mudar outra pessoa. Eu apenas quero explicar-lhe que vale a pena para nós ter uma atitude bondosa um com o outro, e eu sugiro-lhe, “Com ambos mantendo nossa própria posição, unamo-nos um com o outro acima disso”.

Se recebemos tais qualidades opostas de cima, do Criador, e se somos tão diferentes por natureza, então, aparentemente, é precisamente pela virtude da diferença entre nós que podemos expressar a harmonia da criação. É impossível tocar música clássica num único instrumento musical. Tem de haver diferentes sons: menor, maior, todo o tipo de instrumentos, e todos têm de tocar juntos. É isto que produz harmonia e criatividade.

Da 4a parte da Lição DIária de Cabalá 10/08/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

A Luz Do Outro Lado Da Imagem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz nos une? Como podemos avançar juntos enquanto existimos no mal?

Resposta: Nós trabalhamos para superar isso. Nós compreendemos o nosso estado e o examinamos, e devemos nos apoiar mutuamente na garantia mútua. Então, a Luz se estabelecerá entre nós.

Isso também nos ajuda agora. Se a Luz não nos trouxesse satisfação no nível mais ínfimo, não sentiríamos os desejos que estão sendo revelados em nós.

Afinal, nós, todas as pessoas e toda a realidade, existimos em um sistema perfeito. Agora, um pouco de Luz está aparecendo em algumas pessoas, e elas estão começando a sentir onde estão, porque, e para que finalidade. Elas estão começando a receber a Luz na forma de uma conexão com o ambiente, na forma de um mentor. Elas estão começando a sentir a Luz em seus vasos como se fossem livros de estudo no grupo. Tudo isso está acontecendo “como se” porque a materialidade não existe.

Na realidade, tudo isso é a revelação da Luz. Não existem pessoas, grupo, mentor ou livros. Estas são as formas onde você revela a Luz que é apresentada a você como o meio de progresso espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11,Arvut (Garantia Mútua)”