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Entrando Numa Nova Era

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a pesquisa científica, a tendência do nosso desenvolvimento é determinada por uma lei geral que nos desenvolve e nos leva a única forma. Nós teremos que conseguir uma conexão entre nós que nos permita sentir que toda a humanidade é interdependente.

Muitos cientistas concordam que esta é a tendência geral do nosso desenvolvimento. A razão pela qual nós não estamos prontos a aceitar esta lei é porque ela entra em conflito com a nossa natureza.

Cada pessoa está acostumada a pensar só em si e não entende que depende dos outros. No entanto, se a pessoa percebesse, sentisse e visse com seus próprios olhos que depende de outras pessoas, a sua primeira prioridade seria garantir o bem-estar dos outros para que eles pudessem fazer o mesmo, por sua vez!

O nosso problema é que não vemos como o mundo é redondo e o quanto tudo está interligado. Basicamente, é por isso que nós estamos na situação que estamos hoje. Nós estamos num estado de crise, que nos afasta com força da vida que estamos acostumados nas últimas décadas.

Nós estamos acostumados a trabalhar muito, ganhar muito e gastar muito. Nós produzimos coisas úteis e inúteis apenas por uma questão de vendê-las. Todos nós tentamos adquirir um cinto de segurança: uma conta bancária, fundo de aposentadoria, seguro médico, boa casa e todas as coisas que proporcionam à pessoa a sensação de segurança que ela e seus filhos serão atendidos até o fim de suas vidas. Esta era a nossa meta.

Agora, parece que a nossa armadilha estava errada! A Natureza está acabando com todos os nossos planos. Agora, até mesmo as pessoas ricas, sem falar do resto da população, a suposta classe média e os pobres, são incapazes de obter este sonho.

A natureza está nos levando em direção ao estado oposto, onde em vez de perseguir a boa vida para nós mesmos, nós iremos adquirir confiança, prosperidade, desenvolvimento e bem-estar a partir da conexão entre nós.

Nós somos capazes de ver tudo isso graças à crise geral, que está quebrando todas as regras do passado. Agora, nós estamos entrando numa nova era!

Do Episódio do Kab TV “A Nova Vida” Episódio 4, 04/01/12

Se Você Não Se Preocupar Com A Evolução, A Evolução Se Preocupará Com Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: E se eu tiver escolhido um ambiente, mas não posso ceder a ele, ele não pode me levar sob sua influência? Isso significa que estou destinado ao sofrimento externo porque me faltam realizações internas?

Resposta: Suponha que, de acordo com a raiz de sua alma, chegou o momento de você se desenvolver espiritualmente. Isso só é possível através da conexão mútua com um ambiente especial que lhe permitirá adquirir o atributo de doação e descobrir o próximo estado mais elevado. Suponha que você já se aproximou dele, que é a sua vez no sistema geral, e que lhe foi dada uma chance.

Neste caso, se os seus esforços pessoais para estar em contato com o sistema geral não forem suficientes, você está atrás, e as forças externas da natureza, que você não ativou pelo trabalho correto na união e na garantia mútua, automaticamente pressionam você. Elas já foram ativadas, mas é como se não fossem empregadas, e você sente essas forças como sofrimento, até que você as ativa.

Deve haver uma conexão especial para cada uma delas: aqui no amor, aqui em união, aqui em disseminação, e aqui no estudo… Coloque tudo em seu lugar e você vai sentir paz. Caso contrário, essas forças são ficam em desuso, sem a conexão correta, e essas discrepâncias como seu nível atual de desenvolvimento afeta você negativamente.

As forças que você deveria ter ativado (mas não ativou) atraem o sofrimento que você sente. Em outras palavras, elas fazem com que você preste atenção a elas e corrija os defeitos, para fazer as conexões necessárias. Essa é a diferença entre o caminho correto e o caminho do sofrimento.

Com a ajuda do grupo, podemos descobrir essas oportunidades e fazer o nosso melhor para incluí-las na união. Caso contrário, certamente iremos sofrer, tanto individualmente quanto em grupo. Isso significa que eu sofro por causa das minhas forças externas e internas pelas quais eu já deveria ter me conectado com o sistema geral.

Ninguém está me retendo, exceto eu mesmo. Há o grupo, e ao invés de julgar as suas vantagens e desvantagens, eu tenho que vê-lo como ideal. Então, o problema está apenas em mim.

Corrigindo a mim mesmo, eu também corrijo o grupo. Eu desperto os amigos para doarem ainda mais fortemente para mim, mas na verdade eu desperto a mim mesmo ao exigir mais deles. De uma forma ou de outra toda a correção acontece internamente.

Pergunta: Eu entendo o que eu tenho que fazer, mas por que é tão difícil?

Resposta: Na verdade, você não esclareceu para você mesmo o que você deve fazer. Isto é o que torna isso tão difícil. Se você descobrir exatamente o que você tem que fazer, você verá que você tem que estar num contato próximo, interno e “íntimo” com o ambiente.

Esse contato o liberta de todas as preocupações. É como se você abrisse uma pequena tela, conectasse um coração a outro, e conseguisse tudo que você precisa do ambiente. Você se conecta com o ambiente e, juntos, vocês se tornam um todo e os problemas desaparecem: Agora todas as forças que o pressionavam na forma de sofrimento se tornam amigáveis e desejáveis.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/12/11, “A Liberdade”

Desculpe, Mas A Festa Acabou

Dr. Michael LaitmanEra costume que somente aqueles que desejavam conhecer o significado da vida e seu propósito chegavam à Cabalá. Eles se perguntavam a razão de nascermos, porque morremos, e porque passamos por tais dificuldades na vida.

A pessoa quer saber, e mesmo que ela seja rica no sentido material, ela vai continuar tendo essas perguntas, porque estas vêm do nível falante, não do nível animal. O homem não é um cão; coloquem-no num hotel cinco estrelas e ele ainda vai se sentir mal e desejar algo mais para a alma.

Isso é claramente visto na Europa. Antes de estourar a crise, os países mais desenvolvidos e ricos tinham a maior taxa de suicídio. Agora que esses países estão passando por uma crise, a taxa de suicídio vai cair. As pessoas vão começar a apreciar a vida e novos desejos irão despertar. Mesmo um leve desejo de melhoria vai dar às pessoas um sentido da vida.

Não importa o grau de riqueza da pessoa, o gosto é sempre sentido através do contraste. As pessoas gostam de lembrar o sofrimento de fome do passado e o gosto que encontravam num pedaço de pão velho. Isso porque o gosto depende da deficiência.

Hoje, a Cabalá é para todos, não só para aqueles que desejam alcançar a sabedoria sublime, mas para todos aqueles que procuram apenas uma vida melhor. A crise se espalhou pelo mundo. O mal se tornou global, não local ou nacional como nas gerações anteriores. Por causa disso, as pessoas procuram descobrir a causa deste mal.

Gerações passadas também sofreram muito, mas estavam sofrendo nos níveis (corporais) inanimado, vegetal e animal. No entanto, os problemas atuais são mundiais e afetam a todos, pois obrigam as pessoas a procurarem respostas. É por isso que as pessoas vêm para Cabalá para melhorar sua situação. Mas aqui elas se deparam com uma explicação resumida numa frase: você só pode desfrutar a doação como resultado do amor ao próximo!

A pessoa gostaria de desfrutar milhares de coisas diferentes neste mundo, mas lhe dizem: Desculpe, a festa acabou, e você não será capaz de apreciá-la. Na verdade, antes disso, o prazer só estava sendo usado como isca, para despertá-la, a fim de aumentar o seu desejo. Para fazer isso, você recebeu entretenimento, carros, viagens, e várias outras tentações para que você desejasse desfrutar cada vez mais.

Mas agora está tudo acabado. Você não terá a oportunidade de desfrutar. A crise vai privá-la de todas as aquisições materiais, e não restará nada. No entanto, por outro lado, você já deixa de sentir qualquer prazer. Mesmo que você pudesse pagar e desfrutar tudo o que fosse possível, você não sentiria o gosto em nada.

Este é o estágio de desenvolvimento do qual estamos nos aproximando, mesmo sem conhecê-lo. No final, nós descobrimos que somos incapazes de desfrutar. Este é o verdadeiro problema do mundo! Tudo está em plena abundância, e somos capazes de alcançar tal prosperidade material onde todos têm tudo que precisam: casas, férias, boa comida, e assim por diante. Mas as pessoas não vão achar gosto nesse tipo de vida.

Nós estamos nos aproximando de um estado onde a satisfação só pode ser coletiva, global. A conexão mútua entre nós, que está sendo revelada agora não está no dinheiro, mas no prazer! Eu não serei capaz de receber prazer antes de satisfazer você.

Mas eu lhe odeio e estou pronto para destruí-lo! Como eu poderei satisfazê-lo antes de me satisfazer? Isso significa que eu tenho que amar você primeiro? É simplesmente horrível! No entanto, sem isso eu não posso aproveitar a vida ou sentir, pelo menos um pouquinho, que tenho algo mais do que uma vida de cão. Vida de cão é uma vida em que eu só satisfaço meu desejo, mas não sinto o gosto. Eu tenho tudo durante todo o dia, mas sinto como se não tivesse nada.

Estes estados estão sendo revelados a nós porque o nível humano do desejo está sendo revelado dentro de nós, o qual é maior do que os níveis inanimado, vegetal e animal. Assim, nós podemos ter tudo no mundo material e sentir que a morte é melhor do que este tipo de vida.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/11, Escritos do Rabash

Sob o Domínio da Interligação Comum

A evolução da humanidade e seu avanço foi sempre acontecendo na base do desenvolvimento dos nossos desejos. Novos desejos foram constantemente aparecendo em nós. Queríamos desenvolver tecnologias, agricultura, ciência e cultura; descobrimos novas terras, e assim por diante. No geral, é como se o homem quizesse “consumir” este mundo inteiro, e ele quase conseguiu. Como resultado, ele basicamente mutilou a natureza, muito possivelmente de forma irrevogável.

Agora, no entanto, uma ação completamente diferente está acontecendo na natureza. Novos desejos já não se desenvolvem em nós, e todos os desejos, qualidades e relações que se desenvolvem estão começando a assumir uma forma completamente diferente qualitativa.

Não estamos mais conectados entre nós de uma forma simples egoísta onde podemos regular o nosso relacionamento com leis legais, práticas e socias, que, de alguma forma, nos dá a capacidade de existir sem “consumir” um ao outro. Hoje estamos começando a sentir que existimos além das leis de uma sociedade humana. Estamos começando a sentir que estamos conectados uns com os outros contra a nossa vontade e é isso que é ruim. Eu não quero estar conectado com ninguém, eu só não posso!

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Por Que Não Conseguimos Relaxar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo“: Como podemos sequer tentar acalmar a mente da pessoa, prometendo-lhe a igualdade com todas as pessoas no coletivo? Pois nada está mais longe da natureza humana do que isso, enquanto que a única inclinação da pessoa é subir mais alto, acima de todo o coletivo.

Mesmo que pudéssemos chegar a distribuição “justa” e a “justiça” social, a tendência de sermos superior aos outros não surgiria em cada indivíduo? Por que eu tenho que ser como todo mundo? Nós conseguimos suportar isso?

A distribuição justa em si mesma é oposta à nossa natureza, nossa essência. Afinal, cada um de nós sente a sua própria singularidade. Não há nada mais odioso do que ser como os outros, ser idêntico. Eu tenho que ser diferente de alguma maneira, oposto ou superior aos outros, caso contrário eu não sinto que sou humano.

Os animais podem ser semelhantes entre si e também as pessoas não desenvolvidas. Mas nós já passamos dessa fase. Nós já passamos pela evolução dos níveis inanimado, vegetal e animal do nível humano. Agora, nós chegamos ao nível “humano dentro do humano”, e ninguém consegue ficar satisfeito por ser como todo mundo. Poderia ter sido assim na época da escravidão ou no feudalismo, mas o mundo de hoje está mudando. Olhe para o que está acontecendo na China ou Índia, onde as pessoas costumavam ser naturalmente inclinadas a ser como as outras. Hoje não é assim.

Assim, é impossível estabelecer a justiça social, porque por natureza ninguém pode ser igual a outro. É impossível atingirmos a igualdade social no nosso mundo por nós mesmos. Quando vivíamos em tribos, tudo estava bem, mas hoje não há nenhuma chance de alcançarmos qualquer paz, satisfação ou consenso comum que não seja deixado para trás logo em seguida.

Este é um grande problema e deriva de nossa singularidade. O Criador “engenhosamente” inseriu este atributo “provocador” em nós, que quebra as nossas iniciativas sociais e não nos permite relaxar e concordar em ser como todo mundo.

Embora tenhamos esclarecido que isso venha de uma razão sublime, que este atributo se estenda até nós diretamente do Criador, que é único no mundo e a Raiz de todas as criações, ainda assim, dessa sensação de singularidade, quando ele repousa dentro do nosso egoísmo limitado, produz ruína e destruição, até se tornar a fonte de todas as ruínas que existem e existirão no mundo.

Portanto, apesar dos esforços dos manifestantes, batalhadores sinceros e instigadores, nada nos ajudará. Os conflitos nunca nos permitirão chegar a um acordo na mesa-redonda. Todos os acordos trarão novas correções e repreensões. Nenhum acordo vai durar mais que um instante.

Não significa apenas que as pessoas não possam ser iguais entre si. Hoje, a conexão mútua é necessária porque as pessoas devem se adaptar a natureza desta forma. Este é o segundo grande problema: como podemos chegar a conexão acima de todas as diferenças, todos os desejos e toda a singularidade de cada indivíduo?

Nós temos que “apagar” esta singularidade. Caso contrário, como podemos nos conectar? Ou devemos usar esta singularidade para nos conectar.

Agora, nós estamos numa posição muito delicada: a natureza do homem, com todas as suas contradições e singularidade, está empurrando-o para usar os outros. Em oposição a isso, há a necessidade de unir-se.

Da 5ª parte da  Lição Diária de Cabalá 10/10/11, “Paz no Mundo”

Tudo Vem Da Terra, Mas Depende Do Homem

Dr. Michael LaitmanOs níveis inanimado, vegetal e animal existem e evoluem em função da natureza. Eles crescem graças ao poder da Luz e podem recebê-la para avançar. Isso é chamado de Luz da vida.

No entanto, a quarta fase (Behina Dalet) é construída de forma diferente. Ela pertence ao nível humano e se desenvolve de forma completamente oposta, em comparação com os três níveis anteriores. Eles se desenvolvem diretamente, de Cima para baixo, enquanto que a fase humana (Behina Dalet) é exatamente oposta, desenvolvendo-se de baixo para cima.

Os níveis anteriores se desenvolvem em virtude do crescimento em seu ego, o desejo de desfrutar. O mesmo ocorre no mundo do Infinito, nas quatro fases da Luz Direta, e depois em nosso mundo, ou seja, em toda parte. Isso é chamado de as três primeiras fases, ao longo das quais a Luz desce, desenvolvendo o desejo até o quarto e último nível.

Mas em Behina Dalet já é diferente! Ela precisa estabelecer sua independência e se desenvolver por conta própria, caso contrário, nem uma única ação seria possível. Ela deve se opor a todas as três fases anteriores, tomar exemplos delas, e transformá-las de dentro para fora. A maneira como elas recebem a Luz é a maneira como Behina Dalet deve doar a mesma Luz.

Embora “tudo venha da terra”, do nível inanimado, isso se inverte: O homem toma tudo que existia nos três níveis anteriores e leva à equivalência com o Superior que os fez.

Por isso, nós estamos sempre falando de um herói principal que determina tudo: a fase humana da criação. E todos os outros níveis não são levados em conta porque é a natureza, a forma na qual o Criador aparece diante de nós para que possamos realizar as ações do homem e alcançar a equivalência com Ele. De fato, no nível “falante” nós não temos contato com o Criador até que comecemos a senti-lo.

Todas as fases anteriores da natureza foram dadas a nós para que pudéssemos existir de alguma forma até agora, e depois, sustentados sobre elas, construir o protótipo do homem.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 04/09/11, O Estudo das Dez Sefirot

A Pessoa Não Pode Ser Forçada A Se Tornar Um Ser Humano

Dr. Michael LaitmanNós ainda estamos num estado antigo, onde percebemos a nós mesmos como os mestres do mundo, e esperamos corrigir a situação atual com algum tipo de ação. Nós descobriremos que nenhuma de nossas ações funciona, e não saberemos o que fazer depois. Se não há nada que possa ser feito, então só podemos esperar e ver o que se revela. Aconteça o que acontecer, acontece. Nós não temos escolha; nós estamos completamente desamparados.

Aqui, de uma forma um pouco indireta, a ciência da Cabalá se revela e explica ao mundo confuso e desesperado que uma nova autoridade da Natureza está sendo revelada. Ela está nos dizendo para parar de tratar a Natureza como algo primitivo, existindo nos níveis inanimado, vegetal e animal. A Natureza existe num nível muito mais absoluto, e contém um programa para todas as suas partes, especialmente a parte humana.

Finalmente, chegou o momento de nós realmente nos separar dos macacos. Até hoje, nós éramos como os macacos, ou seja, agíamos de acordo com nossa Natureza inata e éramos levados apenas pelos nossos desejos, decidindo qual banana arrancar da árvore. No entanto, a partir de agora, devemos evoluir de acordo com o programa da Natureza que nos desenvolveu até hoje, só que agora teremos de fazê-lo conscientemente, como seres humanos. Isto é o que está sendo revelado hoje.

É claro o motivo pelo qual esta explicação teve que vir de alguma força externa. (Entenda agora como a ciência da Cabalá é vital e porque ela tinha que acontecer numa forma artificial, através de um avanço externo). Afinal, o Criador poderia ter revelado tudo isso para nós, mas se Ele tivesse feito isso, nós não teríamos tido escolha. Nós teríamos continuado nosso avanço como macacos, como “animais sagrados”.

Se o Criador Se revelasse, nós aceitaríamos Seu governo como condição da Natureza. Agiríamos obedientemente de acordo com ela, assim como fazem os animais . No entanto, não nos tornaríamos independentes; não nos tornaríamos seres humanos, Adão, derivado da palavra Dome ou semelhantes ao Criador. Nós só estaríamos nos níveis inanimado, vegetal e animal da santidade, porque a Natureza (Criador) nos obriga.

O nosso método de correção teve que vir até nós indiretamente, para que pudéssemos nos tornar independentes como o Criador e ter a liberdade de escolha. É para que nós não estivéssemos frente a frente com o Criador, mas sim com o grupo e os livros, com algo que não nos obrigue diretamente e não afete nossas mentes e sensações.

Eu não sou obrigado de forma alguma. Eu li um livro Cabalístico, e fiquei impressionado até certo ponto, começando no nível zero, e depois no primeiro, segundo e terceiro  níveis, mas não no quarto. Para ser impressionado no quarto (humano) nível, eu devo ativar a mim mesmo, me inspirar a tomar certas medidas para atrair a Luz superior que corrige. Então, eu começarei a compreender e sentir as mudanças no meu quarto nível, dentro da minha matéria, o desejo de receber.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, Escritos do Rabash

Crescer Por Sua Própria Vontade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu trabalho no grupo e procuro a conexão com a rede comum, eu uso os meus sentidos. Será que tornar os sentidos mais sensíveis facilita a formação de um sexto sentido, um sentido espiritual?

Resposta: Nós percebemos o mundo com nossos sentidos animais, para que sejamos livres da espiritualidade, tanto nas suas manifestações positivas quanto negativas. Na verdade, a inclinação ao mal é tão espiritual quanto a inclinação ao bem. Tudo isso são forças do Criador. A situação é intencionalmente organizada de forma que nos permita ser livres da espiritualidade e desenvolver de forma independente.

Esta é a fase de preparação, para que preparemos um ponto independente. Depois, quando subimos além da Machsom no espaço espiritual, essa independência se manifestará ao assumirmos a qualidade do Criador, a Sua forma. É por isso que o homem é chamado “similar” ao Criador.

Quanto à nossa percepção atual nos sentidos animais, ela é apenas a preparação para garantir que nos tornemos independentes do Criador. Ao revelar na prática que tudo vem Dele, podemos nos opor a isso e oscilar por vontade própria, e não porque a natureza nos força.

Está escrito: “Não importa o quão alto a pessoa sobe acima dos outros, a inclinação ao mal se eleva acima dela”. Nós sempre recebemos um desejo adicional para resistir, recusar, e teimosamente manter a nossa posição diante do Criador. Caso contrário, simplesmente “desapareceríamos”, tendo perdido a nossa própria essência na espiritualidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/11, “Paz no Mundo”

O Que Resta De Uma Maçã?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como exemplo de desenvolvimento, nós falamos do amadurecimento de uma maçã, que passa pelas fases da amargura antes de se transformar em uma fruta deliciosa. No entanto, depois, a maçã cai no chão, apodrece, e dá sementes. Portanto, parece que estamos descrevendo apenas as etapas intermediárias, certo?

Resposta: Não é assim. Tendo amadurecido, o próximo estágio da maçã é o seu desenvolvimento na próxima geração, em uma nova fase. É especialmente por isso que ela apodrece, morre, e dá seus brotos e sementes para os próximos estados. Tudo isso para que, no caminho, ela possa servir a um grau mais avançado, ao nível animal ou falante.

Do mesmo modo que os nossos corpos mudam de geração para geração, vivem e morrem, também nesta vida podemos gradualmente extrair de nós mesmos certa medida, certa sensação, a nossa descendência sensorial e espiritual para um nível mais elevado do ser humano. Apesar da nossa semelhança com a maçã que sofre um ciclo de vida e morte, os resultados permanecem nesta vida para a próxima etapa de desenvolvimento. Nela nós coletamos especificamente sementes humanas, sentimentos e relacionamentos, até que, gradativamente, em cima dos corpos, chegamos à necessidade de nos unir.

Assim, nós construímos mais um sistema da natureza, que não existia anteriormente: a união, que não conecta os corpos, mas sim a consciência das pessoas. Isso é o que chamamos de sociedade verdadeiramente humana, ao invés de nossas relações externas, que são piores do que as dos animais. Nós nos uniremos em uma sociedade autenticamente humana, a construiremos acima de nós mesmos no decorrer das vidas que passamos.

Quando formarmos esta estrutura, ela se tornará o nível humano. Toda a natureza, nos níveis inanimado, vegetal e animal, e entre eles, está ligada a um mecanismo onde apenas o ser humano está ausente.

Até que construamos entre nós o sistema completo e maravilhoso, seremos um incômodo na natureza. Quando a nossa unidade for construída, estaremos em harmonia com todos os níveis da natureza e com nós mesmos. Então, sentiremos como é perfeita e bela toda a natureza.

Isto é o que temos que alcançar. É a fase final da nossa evolução. De geração a geração, passamos à fase de desintegração, como uma maçã, e damos a nossa vida para as gerações que nos seguirão. Tudo de modo que em cada vida pudéssemos construir o desejo que um dia será um só.

Todos doam pensamentos e emoções de seus fracassos e conquistas, uma contribuição para o nível humano, cuja construção será finalmente concluída. Este nível está presente em nossa consciência, já que o homem difere dos animais especificamente por ter a mente, a compreensão, a realização, e a sabedoria.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá -1/05/11, “Paz no Mundo”

Fique do Lado Da Sua Evolução

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo reagir às sensações que surgem como resultado das ações do Criador?

Resposta: Elas são o resultado do contato com a Luz Superior, com o Criador. Mas, novamente, deve-se lembrar que o Criador é imutável e só eu mudo, como resultado das Reshimot (genes informacionais) que se revelam em mim continuamente.

Portanto, eu só posso me esforçar em mudar as Reshimot. Ao fazer isso, eu acelero o desenvolvimento delas e vejo isso como desejável. Eu não sou contra o meu desenvolvimento; eu sou tudo para ele, apesar de eu perceber que não ele é fácil e exige um esforço, como em qualquer desenvolvimento. Eu estou disposto a fazer isso.

Então, como eu me desenvolvo? Entrando no grupo. Com a ajuda do grupo, eu começo a perceber a importância do meu desenvolvimento; eles me dão força para suportar isso. Isso é o que chamamos de consciência da meta. Afinal, se a meta for tão grande aos meus olhos, eu estarei pronto para ela, apesar da resistência do meu corpo. A importância me dá força.

Se eu realmente me incorporo nos desejos dos meus amigos, eu não tenho problema em acelerar o meu desenvolvimento. Eu não avanço por meio do sofrimento, quando, devido à minha disparidade com a Reshimo, isso me causa dor.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash