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Feriados – Etapas Da Correção Da Alma

632.1Rosh Hashanah, Slichot e Yom Kippur são estágios de correção da alma. Os feriados que celebramos neste mundo simbolizam as ações que precisamos realizar dentro de nós e que se relacionam com cada pessoa no caminho de sua correção.

Qualquer pessoa que sinta a necessidade de se corrigir para se aproximar do Criador, se unir e aderir a Ele, tenta realizar essas ações.

No Yom Kippur, aprendemos como nos distanciar de nosso egoísmo, do desejo de receber para nosso próprio bem. Yom Kippur simboliza restrição: quando não usamos nada do nosso desejo de receber, que é indicado pelas cinco proibições usuais neste dia: não beber, comer, lavar-se, e assim por diante.

Depois de restringir esse uso egoísta do desejo, passamos para o próximo estágio e aprendemos a doar para doar. Para fazer isso, precisamos fazer uma cobertura para esse desejo. O processo de correção do desejo, que permite a realização de ações de doação, é chamado de Sucot.

No Yom Kippur, decidimos não usar esse desejo e não comemos nem bebemos – tudo era apenas “não faça”. Agora estamos aprendendo como transformar esse desejo de receber em uma ferramenta que nos permite começar a doar, realizando a ação de Bina, de fé. Sucá, a palha, Schach, a cobertura, simbolizam esta correção. Queremos encobrir nosso egoísmo, nosso desejo de receber, porque já decidimos que não podemos entrar na espiritualidade com ele do jeito que está.

Por outro lado, não temos nada além desse desejo: o egoísmo é tudo o que sou. De que forma o desejo de receber pode ser usado para que a ação seja como doação? Para fazer isso, precisamos das qualidades de Bina, fé.

A Sucá é a conexão entre nós, a alma que reunimos que alcança a doação mútua e é preenchida com a luz de Hassadim sob a sombra da fé. A sombra vem da cobertura construída sobre nós, uma tela, que mostra que não queremos receber nada do Criador, mas queremos ser como Ele.

Em Rosh Hashanah, decidimos seguir o caminho da correção e, em Yom Kippur, fizemos uma restrição. Agora estamos começando a construir o Kli de Bina, doação pela doação. Então chegaremos a um Kli completo que pode receber a fim de doar.

Queremos revelar o Criador que preenche toda a realidade, senti-Lo, entendê-Lo e para sempre nos conectarmos com a força superior que controla todo o universo. Toda a humanidade deve alcançar este objetivo, e então este mundo corpóreo desaparecerá. Todas as nossas sensações físicas se dissiparão e subiremos ao nível espiritual, à verdadeira realidade onde existiremos eternamente.

Construir uma Sucá é o primeiro estágio da correção da alma. Dez desejos egoístas se conectam em doação mútua e constroem uma força altruísta comum entre eles para que o Criador possa brilhar a luz de Hassadim sobre eles por meio de sua conexão. Isso significa que eles estão na Sucá.

Então, eles adicionam mais e mais ao desejo em prol da doação, saem da Sucá e vêm para receber a luz do sol, isto é, a luz de Chochma por causa da doação. No entanto, o primeiro estágio é alcançar o Kli de Bina, fé, doação, a fim de doar entre todos os amigos e deles para o Criador. É a isso que o feriado de Sucot é dedicado.

Da Lição Diária de Cabalá 30/09/20, “Sucot

A Dependência Da Alma Individual Na Alma Geral

571.02Pergunta: Quais são as limitações da alma individual como parte da alma geral, e como sua dependência da alma geral é expressa?

Resposta: Uma alma individual se desenvolve apenas até o volume necessário para sua restauração na alma geral. Se tomarmos uma alma individual, feminina ou masculina, veremos que as fases de seu desenvolvimento sempre ocorrem na imagem geral da alma de Adão e não de qualquer outra forma.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 16/09/18

As Almas Podem Dar À Luz Umas Às Outras?

232.08Pergunta: As almas podem dar à luz umas às outras?

Resposta: Não. Os seres humanos também não dão à luz uns aos outros; só parece assim para nós. Não geramos nada de novo, exceto a condição de surgimento de uma nova imagem em nosso mundo.

Isso significa que as forças já existem e estão prontas para se desenvolver, então o desenvolvimento de um novo corpo aparentemente ocorre por meio de um indivíduo, uma certa pessoa, homem e mulher, mas é pré-determinado.

Pergunta: Um novo terceiro desejo nasce quando dois desejos se unem na espiritualidade?

Resposta: Ele é novo na conexão entre eles e em sua conexão com o superior, como diz, “um homem e uma mulher, a Shechina está entre eles”, o que significa o surgimento do Criador. É a força do Criador que estimula os indivíduos masculino e feminino (forças espirituais) a se conectarem internamente, determina sua próxima fase de desenvolvimento e o que será gerado a partir deles.

Da Lição de Cabalá em Russo, 16/09/18

A Encomenda Da Construção Para O Criador

935A alma não é construída pela vontade, como se eles estivessem construindo um edifício, mas eles estão esperando que o Criador a construa. O apelo correto passa pela unificação da dezena ao Criador.

Eu apenas encomendo esta construção e nem sei exatamente como o Criador a construirá e de que forma. E isso não importa para mim!

Eu quero que isso venha de cima, especialmente em nossa época, quando estamos construindo o Terceiro Templo dentro de nós. Dizem que tudo desce de cima em contraste com todos os estágios anteriores, o Primeiro e o Segundo Templos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/08/20, “A Lei do Arvut (Garantia Mútua)”

O Que É O Embrião Da Alma?

527.03Pergunta: Se há um embrião da alma em mim, por que não posso senti-lo como todas as outras partes do corpo?

Resposta: O desejo de alcançar o mundo superior, o destino mais elevado, de revelar o Criador, de sentir: “Quem sou eu? O que eu sou? Para que estou vivendo?”, este é o embrião da alma. E nós o sentimos.

Tudo vem do ponto no coração. O coração é o egoísmo, e o ponto nele é o embrião de nosso vaso espiritual.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/10/18

Foi Assim Que Fomos Criados

75.01Rabash, Artigo 10, “Qual É O Grau Que A Pessoa Deve Alcançar Para Não Ter Que Reencarnar?” (1984): O fato é que precisamos saber que todas as almas se estendem da alma de Adam HaRishon, pois depois que ele pecou no pecado da Árvore do Conhecimento, sua alma se dividiu em 600.000 almas. Isso significa que a única luz que Adam HaRishon tinha, que o Santo Zohar chamou de Zihara Ila’a [brilho superior], que ele tinha no Jardim do Éden de uma só vez, se espalha em numerosas partes.

Existe um estado chamado “uma alma geral” ou Adam. É o desejo de receber, de desfrutar, de se preencher, de ser preenchido de Luz.

Nesse estado, essa criatura sente-se na menor maneira possível, porque foi preenchida um pouco, como um bebê que foi alimentado, teve a fralda trocada, está nos braços da mãe, pode cheirá-la e não precisa de mais nada, se sente bem.

O Criador não deseja nos deixar nesse estado. Ele quer que alcancemos Seu estado, que é o estado mais maduro, e assim destruiu esse desejo em 600.000 partes (almas), que são divididas em um número infinito de centelhas da alma.

Cada parte difere das outras por seu desejo egoísta, que não lhe permite perceber os desejos dos outros. Existe um enorme antagonismo entre elas.

Há uma partícula da alma geral em cada um de nós. Portanto, não nos entendemos e não podemos nos conectar de forma alguma. Só podemos sentir que dependemos um do outro e que essa dependência nos obriga a tolerar um ao outro. Desde que eu receba um preenchimento de maneira egoísta, alguns se beneficiem de outros, eu os tolerarei ao meu lado. Se não há nada que eu possa ganhar dos outros, eu realmente sofro com a presença deles e tento me afastar deles. Foi assim que fomos criados.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 16/09/18

Dando Vida À Alma Comum

laitman_282.01Pergunta: Como o particular e o geral estão conectados? Se algum tipo de bactéria que produz moléculas de oxigênio sem saber que afetou tanto nossas vidas, como cada um de nós pode afetar toda a natureza?

Resposta: Não posso dizer nada sobre moléculas de oxigênio. Só sei que absolutamente toda a natureza vem de uma fonte e continua seu desenvolvimento. Portanto, quaisquer que sejam as novas formas que surjam na natureza, elas se manifestam na mais completa conexão mútua entre si.

Embora não sintamos isso e ainda não possamos descobrir e investigar, toda a natureza é absolutamente integral, e não há uma única parte dela que de repente comece a se desenvolver por si mesma.

Pergunta: Graças a algumas bactérias que viveram por, digamos, duas semanas e produziram oxigênio, milhares de pessoas vivem hoje. É possível supor que o significado da existência de cada um de nós seja dar vida a algum super ser? Ou a vida de todos é importante?

Resposta: A vida de cada um de nós é importante porque somos partes desse super ser, chamado “alma”. É uma para todos nós.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 30/04/20

Como Encontrar Sua Alma

laitman_204Pergunta: A Holanda tem um museu do corpo humano. É criado de forma tão realista que tira o fôlego dos visitantes. Dentro do museu, na verdade, existe uma cidade inteira composta de diferentes partes do corpo pelas quais você pode passear.

Os visitantes sentem que são pequenos e se movem pelos corredores de um gigante humano artificial enquanto observam como o sangue circula, como o trato digestivo funciona e o coração gigante bate, como os sistemas auditivo e muscular, cordas vocais, ossos e dentes trabalham. Tudo isso pode ser estudado em detalhes e visto em ação.

Ao viajar pelo corpo, os visitantes podem ver claramente como os hábitos prejudiciais afetam negativamente o trabalho de órgãos e sistemas.

Que transformações ocorrem dentro de uma pessoa quando ela se familiariza com o mundo ao seu redor e com o sistema de conexões nele? De alguma forma, isso muda sua atitude interior em relação ao mundo, a si mesma?

Resposta: Pode mudar, é claro.

Pergunta: Por que essa impressão, essa inspiração, não age em uma pessoa a longo prazo, para que a todo momento ela se lembre do sistema de conexões?

Resposta: Ela desfruta ou não? Se ela não desfruta, ela esquece imediatamente. Se desfruta, isso permanece na medida em que é agradável para ela.

Pergunta: É possível fazer a mesma simulação, o mesmo museu de “relações entre pessoas”? Podemos criar esse modelo?

Resposta: Pode ser imaginário, mas não ensina nada a uma pessoa, porque é contra a natureza humana. Tudo isso será desagradável para ela.

Ela ficará feliz em ver uma imagem tão bonita, mas não em participar dela contra sua natureza egoísta!

Pergunta: Mas se todo mundo a trata bem, faz tudo para o seu benefício, ela não se envolve neste jogo?

Resposta: Ele a ocupará por um curto período de tempo, como ir ao cinema.

Pergunta: E o que é preciso para uma pessoa querer não apenas se envolver neste jogo, mas também mudar a si mesma para que isso se torne seu?

Resposta: Para fazer isso, ela deve, é claro, já adquirir sofrimentos significativos na vida. De que outra forma ela vai querer isso? Afinal, tudo isso é contra a nossa natureza.

Pergunta: Quando uma pessoa sofre, ela sempre quer fugir, essa é a coisa mais fácil. E aqui ela tem a opção de adquirir outra coisa. Como acontece o ponto de inflexão da escolha, quando ela não quer mais fugir, mas quer escolher um novo caminho?

Resposta: Quando não há outro caminho. Quando ela tem que encontrar o sentido da vida, caso contrário, a vida não vale nada. Só não quero outra coisa senão o sentido da vida! Por que eu preciso de tudo isso? Por que existo? Por que nasci? Se isso a incomoda muito, somente na extensão dessa preocupação, na extensão desse sofrimento, ela será capaz de mudar.

Pergunta: Percorrendo os corredores de um museu desses, que também estão sendo criados em Toronto e Nova York, uma pessoa não terá pensamentos sobre o sentido da vida se estiver sofrendo?

Resposta: Absolutamente não! Isso é sobre fisiologia, não sobre o mundo interior de uma pessoa. Sobre suas entranhas, mas não sobre seu mundo interior.

Pergunta: Onde surge a pergunta sobre o sentido da vida?

Resposta: Não é dentro de uma pessoa. Nem no coração, nem na mente. É na alma. E a alma não está dentro de uma pessoa. Está ao lado dela.

Pergunta: Como o despertar dessa pergunta acontece dentro de uma pessoa?

Resposta: A alma faz uma sugestão ao cérebro de uma pessoa que começa a pensar nisso.

Pergunta: O que é a alma?

Resposta: A alma é a pergunta sobre o sentido da vida. Por enquanto. Mais tarde, ela se desenvolverá a partir dessa pergunta.

Pergunta: No que se converterá?

Resposta: Se converterá em uma capacidade, na qual a pessoa começará a atingir o sentido da vida. O desejo de atingir o sentido da vida é chamado de alma, o estado inicial da alma.

Então, esse desejo começa a se encher de todos os tipos de realizações espirituais, espiritualidade – sobre o sentido da vida. Assim, ela se desenvolve.

Uma pessoa começa a fazer perguntas mais inteligentes, mais eternas, mais elevadas e recebe respostas para elas. Este é o desenvolvimento da alma.

Comentário: A realização do sentido da vida é diferente para todos.

Minha Resposta: E não podemos comparar. Como posso retirar minha alma e colocá-la em você para que você possa comparar duas almas lá?

Pergunta: Uma pessoa tem um desejo crescente pelo sentido da vida. Isto é o que chamamos de alma. Todo mundo tem seu próprio desejo, que não é como os outros. Então, o que acontece com esses desejos? Eles se conectam?

Resposta: Eles não se conectam. Por que eles se conectariam?

Comentário: Eles dizem que existe uma grande alma para todos.

Minha Resposta: Essa conexão é diferente quando temos um objetivo comum. Quando precisamos alcançar um objetivo comum, as almas se conectam para alcançar o objetivo comum. Mas elas se conectam através da oposição.

Pergunta: Por que elas se opõem?

Resposta: Para não se anular. E uma vez que elas se conectam, temos um todo comum que consiste em muitas partes.

Pergunta:  Como eles se conectam?

Resposta: Por meio das qualidades de doação e amor.

Pergunta: E o que esses desejos conectados descobrem sobre o sentido da vida?

Resposta: Eles descobrem a interação entre si acima do egoísmo comum.

Pergunta: Existe algum tipo de definição única dessa interação entre eles acima das qualidades?

Resposta: É a alma comum, Adam. A rede comum de conexões é chamada “Adam” das palavras “semelhante ao Criador”.

Pergunta: As pessoas, construindo todos esses sistemas de conexões, desejam inconscientemente alcançar a rede superior de conexões?

Resposta: Sim. A alma anseia por isso.

De KabTV, “Notícias com Michael Laitman”, 03/03/20

Como Alguém Pode Sentir O Desenvolvimento Da Alma?

Laitman_043Pergunta: Uma pessoa pode sentir a alma se desenvolver?

Resposta: A certa altura, uma pessoa começa a sentir que uma alma está se desenvolvendo dentro dela e que está exigindo certas ações dela. Às vezes, uma pessoa executa instruções às cegas, sem saber se elas chegam de dentro dela ou da natureza que as dita. Talvez o Criador queira que ela se comporte de uma certa maneira e execute ações que possam se tornar como se ela fosse forçada a executá-las.

No geral, existem relações mútuas e versáteis entre uma pessoa e o Criador.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 16/02/20

Termos Cabalísticos: “Alma”

laitman_626Pergunta: De onde veio o termo “alma”?

Resposta: O termo “alma” vem da palavra “Neshama“. Existem cinco estados do desejo na Cabalá semelhantes ao Criador: Nefesh, Ruach, Neshama, Haya e Yechida.

Nefesh, Ruach e Neshama são estados nos quais podemos alcançar e permanecer constantemente. O mais alto deles é Neshama. Portanto, este é o nome da nossa parte espiritual.

Além disso, também existem estados chamados Haya e Yechida. Mas essas são adições temporárias suplementares ao estado da alma.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 17/06/19