Textos na Categoria 'Torá'

600 Mil é a Altura da Correção Final

Pergunta: Será que a quantidade de homens necessariamente têm que chegar a 600 mil, para que eles tenham a conexão, como o número de homens no Monte Sinai quando receberam a Torá?

Resposta: Não se trata de quantidade. Ela diz que havia 600 mil homens ao pé do Monte Sinai e em torno deles, mulheres e crianças, num total de três milhões de pessoas. O número 600,000, no entanto, não representa a quantidade, mas sim a intenção de alcançar Gmar Tikkun (a correção final).

Seis é o número de Sefirot de Zeir Anpin, VAK. 1000 significa Hochma (Sabedoria), e 600.000 representa a altura de Arich Anpin.

Se todas as almas quebradas descobrem que elas querem alcançar garantia mútua juntas, elas expressam o seu pedido em um grito que levantam a Malchut, a Sechina. Essa demanda sobe de Malchut a Zeir Anpin, na qual existem seis Sefirot (VAK), e em cada uma há dez Sefirot. Por causa do desejo do inferior, seis Sefirot de Zeir Anpin ascendem a um nível que é 600.000 vezes maior que a original. [Leia mais →]

No Caminho Da Correção

Dr. Michael LaitmanO povo de Israel recebeu a Torá, quando este grupo concordou em ser como um homem com um coração, em garantia mútua. Por causa de sua conexão, eles receberam pela primeira vez os dez mandamentos fundamentais, os “Dez Mandamentos”, o plano da nossa correção completa contra as dez Sefirot completas.

Isso significa que eu tenho que ser corrigido de acordo com estas dez leis: respeite isso, não faça aquilo, e assim por diante, ou seja, cumprir as dez condições. Então, eu começo a me adaptar a outras leis que são reveladas a mim.

Eu descubro que é como se eu construísse o “bezerro de ouro”, depois as “águas da disputa” se manifestam a mim, o “pecado dos espiões”, ou eu pudesse perder a cebola e o alho que comi no Egito. Isto significa que a pessoa descobre diferentes estados, que ela tenta corrigir. Ela deve estar imersa na quebra e sentir todos esses atributos. É por isso que a Torá descreve tantos pecados.

Assim, em vez dos detalhes das dez principais leis, nós recebemos um livro inteiro que nos dá conselhos sobre como atravesar gradualmente corrupções sempre novas e correções dentro de nós mesmos. Se você agir corretamente, a Luz que Corrige brilha sobre você, despertando-lhe, mostrando e esclarecendo vários buracos negros.

Então, você começa a entender quem você é, e você grita, tentando se conectar com os outros como um homem com um coração a cada vez. E as formas de conexão que você precisa para isso são reveladas a você.

Finalmente, você completa todas as correções, e isso significa que você cumpriu todos os “dez mandamentos” que foram esclarecidos a você através deste processo, composto de 620 correções ou “mandamentos”.

Se você concordou em se conectar como um homem com um coração, você tem que seguir em frente agora, manter essa linha, e em cada passo estar conectado como “um homem”. Assim, você vai começar a descobrir uma queda atrás da outra: o bezerro de ouro, as águas da disputa, o pecado dos espiões, e assim por diante. Cada vez você vai descobrir um problema e corrigi-lo.

Isso se chama “o caminho da Torá” ou o “caminho da Halachá” (a palavra “Halachá” vem da palavra hebraica “Alicha” ou caminhada), que é um conjunto de leis que a pessoa deve seguir. Quando você se depara com um problema e não sabe o que fazer, a Torá lhe diz como fazer a correção. Assim, você junta todo o vaso da alma coletiva.

O livro da Torá nos fala sobre o processo interno que você tem que passar, sobre esclarecimentos e correções. Se você lê este livro e sente o que ele diz, você vê o caminho.

O caminho é longo, e você ainda nem começou a avançar, mas você pode ler sobre ele, esperando que alguma correção das futuras correções brilhe sobre você. A partir daí, você receberá a iluminação chamada Luz Circundante ou a Luz que Corrige.

Isso acontecerá se você desejar todas estas correções e se você compreender o que está lendo. Talvez você esteja lendo isso como um romance histórico ou algum livro da lei. Tudo depende da sua atitude.

O mesmo ocorre quando se trata do Livro do Zohar e O Estudo das Dez Sefirot. Todos os livros dizem a mesma coisa: como revelar o mal dentro de si mesmo e como corrigi-lo. Isso é chamado de “Torá”, já que tanto a revelação do mal e sua correção acontecem graças à Luz da correção. Se a pessoa trabalha nessas correções, isso significa que ela estuda a Torá. Sem isso, ela simplesmente estuda, a fim de adquirir conhecimento árido.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

A Convenção Em Arava É Uma Desconexão Programada De Todos Os Distúrbios

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que serve o isolamento do grupo na Convenção no deserto de Arava?

Resposta: Nós estamos aqui reunidos para estabelecer as bases para uma nova sociedade, cujo objetivo é atingir a adesão com o Criador. Para atingir a adesão com Ele, nós temos que atingir a adesão entre nós. E para atingir a adesão entre nós, temos que nos unir, nos desconectar das perturbações do mundo exterior. Afinal de contas, nós somos pequenos e temos que reforçar um ao outro, de modo que o mundo não seja um impecillho para isso. É por isso que nós estamos indo para o deserto.

No passado, grupos de Cabalistas realizavam medidas muito mais extraordinárias para se isolar do ambiente externo. A pessoa tem que se permitir um pouco mais de liberdade deste mundo confuso e sem sentido, recolher-se interiormente um pouco mais e entender qual é o seu destino.

No turbilhão da vida, sob o ruído do rádio e da televisão, você não consegue decifrar a fina voz de sua alma ou alcançar a frágil inspiração interior. Você simplesmente não tem energia para isso. Mesmo os Cabalistas, vivendo centenas e milhares de anos atrás, num mundo completamente diferente, que ainda desconhecia as “maravilhas” da mídia, ainda assim isolavam-se, excluindo-se do ambiente habitual, e iam até “para o exílio”, saindo de casa sem levar nada com eles e partindo para perambular por anos, sobrevivendo com ganhos e alimentos ocasionais.

Você nem sabe o que está perdendo no mundo moderno, que está enchendo e afundando você com sua sujeira. Você quer alcançar algo elevado? Se quizer, que esforços você está fazendo para se livrar do pântano?

É útil que encontremos tempo para este tipo de isolamento, onde sentiremos apenas as nossas próprias forças, sem as perturbações do mundo exterior. Vamos separar um dia na vida para sentir quem somos, em vez de quem são eles.

Obviamente, nós não forçamos ninguém a participar e não fazemos listas de participantes ou desertores. Nós não colocamos marcas de comprovação para o futuro. Quem não quiser ou não pode vir simplesmente não venha. Neste sentido, tudo é muito liberal e aberto. Por outro lado, se a pessoa for até lá, ela deve participar nas ações que o grupo designou para nos ajudar do desprendimento de tudo e sentir apenas nós mesmos.

Às vezes, você não deseja ficar sozinho consigo mesmo? É assim que o grupo quer ficar: sozinho consigo mesmo, sentir-se. Você entra numa sala, fecha a porta e permanece com seus próprios pensamentos. É assim que nós queremos permanecer, com nossos pensamentos. Na realidade, isso é claro e comumente aceito. Mas para nós não é apenas um minuto de descanso, mas um desprendimento do “grau das mulheres e crianças” e uma ascensão ao “nível dos homens”.

No artigo, “A importância do Grupo”, o Rabash escreve: “Quando uma pessoa trabalha no verdadeiro caminho, ela precisa se isolar das outras pessoas. Afinal, o caminho da verdade exige fortificação, porque ele contradiz as noções comuns. As opiniões do mundo são construídas no conhecimento e na recepção, enquanto as opiniões da Torá são construídas sobre a fé e a doação. Se a pessoa se distrai, ela imediatamente se esquece de todo o trabalho no caminho da verdade e cai no mundo do amor-próprio. Apenas no grupo é que os amigos se ajudam mutuamente e, portanto, cada um recebe forças do grupo para lutar contra as noções comumente aceitas”.

O mundo superior é o nosso mundo interior. Nós temos que mudar nosso olhar da externalidade para a internalidade. Portanto, com a ajuda dos amigos, eu tento ir para dentro, olhar para dentro, a fim de adquirir uma sabedoria profunda, para atingir o significado interno da Torá. Não há outra escolha: eu preciso disto.

A pessoa deve sempre mergulhar interiormente, penetrar no seu íntimo – e justamente aí ela revela o verdadeiro mundo. O mundo externo deliberadamente nos confunde, de modo que através do conflito com ele, na resistência, nós construamos nossa direção para dentro. Nossa luta é para penetrar cada vez mais no fundo da realidade deste mundo, que nos puxa para fora.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Luz Na Superfície De Uma Página

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como Abraão foi capaz de unir uma nação em sua época se ainda não havia a Torá que os unisse?

Resposta: A Torá não é um livro ou palavras, mas a Luz que corrige, a força que se revela sob a condição de que executemos ações especiais. Mas todos os objetos físicos e as palavras são apenas símbolos.

A ciência da Cabalá é chamada de Torá verdadeira, a sua parte interna. Mas um livro de Cabalá, por si só ainda não é Cabalá. A pessoa pode usá-lo para obter a noção chamada de sabedoria da Cabalá. Tudo depende da abordagem da pessoa. Se ela quer usar essa sabedoria em seu próprio benefício, para ela esta é uma informação abstrata. Mas se ela quer usá-la para alcançar o amor ao próximo, ela é chamada de Torá.

Isso nem depende tanto do livro. Outros livros, como o Talmude, a Torá e os Salmos também contêm a Luz que corrige. Mas a Luz contida nos livros Cabalísticos está mais perto de nós, se destaca mais, e é muito mais fácil de extrair. É por isso que nós devemos usar exatamente esses livros.

Em virtude destes livros, mesmo pessoas modernas como nós, que são pequenas e confusas, sem entender nada, podem imaginar que estão se aproximando de outro estado, de um mundo novo e diferente. O autor intencionalmente colocou no livro a Luz que está perto de nós.

Em contraste, a Luz contida em outros livros, como a Torá e o Talmude, está contida profundamente. Mas nos livros Cabalísticos ela brilha como que a partir da superfície, pois está muito mais próxima de você.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados “

Um Retrato Detalhado Da Nova Economia

Dr. Michael LaitmanNós temos que criar um sistema de propaganda gigante e, antes de tudo, em Israel. Temos que disseminar  nossos materiais com tudo que temos e estabelecer uma base sólida para a noção de garantia mútua na internet e nos meios de comunicação em massa. Temos que sair para o mundo com esta noção e, em Israel, temos que transformá-la numa “superpotência” do nosso pequeno mundo virtual de língua hebraica.

Logo, muitos países europeus serão envolvidos por distúrbios graves. Os processos estão se desenvolvendo muito rápido e isso nos obriga a agir. No entanto, além de explicar as causas e os objetivos, temos que falar sobre a economia do período de transição. O sistema do mundo tornou-se global, mas os especialistas ainda o descrevem usando a terminologia da economia egoísta e consumista. Portanto, temos que introduzir um novo formato ao descrever a situação atual numa nova ótica.

Depois disso, vamos aplicar esta nova visão de mundo para descrever o estado final: uma economia equilibrada de necessidades básicas, onde as pessoas recebem seus excessos no nível “humano” de desenvolvimento. No nível “animal” nós fornecemos todas as necessidades: moradia, alimentação, saúde e assim por diante. A pessoa vive com todas as suas necessidades previstas, sem se preocupar com nada. Este é o nível básico. Enquanto isso, seus desejos “humanos” continuam em direção à realização espiritual.

É assim que nós designamos o estado almejado e estendemos uma “ponte” até ele – formamos o processo de transição. Esta transição não é fácil e não fazeremos isso sozinhos. No entanto, já há especialistas que entendem que não há outra solução. Aos poucos, eles concordarão em se juntar a nós, entenderão o significado de nossas explicações, enquanto que nós compreenderemos suas declarações. É assim que vamos trabalhar juntos, descrevendo uma fase após a outra.

Primeiro, nós vamos formular o objetivo geral e, depois, vamos reduzi-lo aos detalhes, prosseguindo em direção à realização passo-a-passo. Vamos criar esquemas e explicar os aspectos particulares, e como resultado, chegaremos a conclusão clara do que temos que fazer hoje como um primeiro passo.

É assim que vamos mudar a interconexão que permeia o mundo, toda a ordem de fios conectando as pessoas. A economia é um sistema de conexões entre nós. A Torá declara: “Vá e ganhe um do outro”. Em outras palavras: ao se unir, vocês alcançarão a realização. Esta já é a ciência da Cabalá em ação. Afinal, ela explica como corrigir o mundo, ou seja, como corrigir as conexões entre nós a partir da conexão material, egoísta e consumista, canalizada através do “sonho americano” para a verdeira conexão que leva a um tipo diferente de sonho. Nisso se resume o nosso trabalho.

No entanto, não podemos simplesmente avançar de imediato. A única coisa que temos que fazer imediatamente é ajudar aqueles que estão morrendo de fome. Isto é necessário, enquanto todo o resto tem que ser feito de forma pensada. É aí que reside o problema: as pessoas ainda não entendem que basta apenas começar a se mover na direção certa, mesmo que você não tenha realmente feito nada na prática – e as Luzes imediatamente expressam benevolência em sua direção.

Neste caso, você já não é hostil à natureza. Você não se opõe ao sistema integrado com a sua natureza discreta e individualizada. Ao contrário, você se concentra nas mudanças dentro de você; seus desejos e intenções já estão destinados a essas mudanças, e isso é suficiente. A Luz começa a agir em você e você já começa a entender, a ter um maior desejo de mudança, e a corresponder mais às mudanças necessárias.

Imagine o que acontecerá quando uma enorme massa de pessoas concordar com o fato de que não há outra solução e tivermos que fazer estas mudanças acontecerem. Então, nós ganharemos uma força enorme e realizaremos nos nossos planos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/10/11, “Paz no Mundo”

“Crise” É Uma Decisão

Dr. Michael LaitmanA palavra “crise” (κρίσις) em grego antigo não significa um problema, mas uma decisão, julgamento, um ponto de virada, isto é, o nascimento de algo novo. (www.wikipedia.com)

A palavra “crise” (רבשמ, em hebraico) significa um lugar onde uma nova vida emerge, um assento onde uma mãe dá à luz uma criança. Uma mulher em trabalho de parto é descrito como “sentada sobre a crise”.

O grande comentarista bíblico RASHI (século XII) escreve em seu comentário sobre a Bíblia (Bíblia, Êxodo 1,16): “O lugar de uma mãe que dá à luz é sobre as pedras de nascimento, que em outra passagem foi chamado de ‘Mashber’( crise) em vez de ‘Avanim’ (pedras)”.

Há também uma passagem em Profetas: “Os filhos chegaram à crise (Mashber) e não têm força para nascer” (Profetas 2-9,3).

המילה “משבר” בעברית מתארת ​​את כסא היולדת. כפי שנאמר “יושבת על המשבר” = יולדת.

רש”י, שמות פרק א ‘, פסוק ט”ז – “על האבניים מושב האישה היולדת, ובמקום אחר קוראו” משבר “.

“באו בנים עד משבר וכח אין ללידה”. מלכים ב ‘, פרק יט, ג’פסוק.

A Leitura É A Revelação

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Vayakhel (E Moisés Reuniu)”, Item 226: É proibido ler no livro da Torá: somente uma pessoa pode ler e o resto ouve e mantém o silêncio, para que possam escutar suas palavras como se a tivessem recebido do Monte Sinai. E junto com a pessoa que está lendo a Torá deve haver outra pessoa de pé, ascendendo à Torá, e mantendo silêncio, para que se escute somente a pessoa com a palavra e não duas.

A pessoa não deve esquecer que estamos falando de uma só pessoa. A pessoa que lê a Torá e a que ouve a Torá, a nação, o Criador e a criatura, a montanha e o pilar pelo qual as pessoas estão orando, todas estas qualidades existem na pessoa. Tudo isso é seus estados interiores. Nós temos que reconhecê-los dentro de nós mesmos e descobrir exatamente qual a relação de cada palavra ou qualidade.

Nós estamos lidando com a revelação da natureza superior à criatura conforme a equivalência de qualidades, as correções que ela sofre. A leitura é a revelação.

Se a pessoa é incapaz de imaginar o verdadeiro estado, é melhor não imaginar nada. Caso contrário, ela começará a imaginar algo corporal: como elas tiram o livro da Torá de um armário, o levam para a plataforma elevada de onde a Torá é lida, e começam a lê-lo. Isto é tudo. No entanto, não é disso que O Zohar está falando.

Na verdade, essas imagens são símbolos refletidos na materialidade. No entanto, a partir deles a pessoa tem que subir à forma original. Em vez do mundo imaginário que está sendo revelado agora para nós, ela precisa revelar o verdadeiro mundo: o desejo corrigido de receber prazer em todas as suas partes, que se manifesta de alguma forma, bem como o livro da Torá, a revelação da Luz dentro do desejo.

O nosso desejo está constantemente mudando. Ele é como as letras constantemente voando e sendo reveladas, enquanto que os sinais vocálicos (Taamim, Nekudot e Tagin) preenchem as letras. Desta forma a pessoa revela a Luz dentro do vaso ou desejo. Isso é chamado a leitura do livro da Torá, sobre a qual se diz que a pessoa tem que escrever o livro da Torá em seu coração. O coração é todos os seus desejos.

Assim, todos os meus desejos, todas as minhas qualidades e tudo o que existe dentro de mim se transformarão nas letras da Torá. Quando eu quero organizá-las corretamente, eu preencho essas letras com “gostos (Taamim)”, “pontos (Nekudot)” e “coroas (Tagin)”. Então, eu tenho o texto do livro da Torá, que eu vivo e sinto em mim mesmo. Esta é a minha vida espiritual. A própria pessoa se torna o fluxo do texto da Torá. Nenhuma pessoa está separada da Torá ou separada das letras da Torá. Tudo isso é a própria pessoa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/08/11, O Zohar

Os Segredos Do Livro da Torá

No Zohar,o capítulo”Vayakhel (Moisés Assembéia),”Item 217: O significado do livro da Torá neste dia. Porque está escrito: “E leram no livro, a Lei [Heb: Torah] de Deus, distintamente, e eles sentiram e entenderam a leitura”.

O segredo do livro da Torá se revela apenas entre nós. Se conseguirmos criar um espaço entre nós, que por um lado, será determinado pelo nível de ódio entre nós, que nos separa uns dos outros, e por outro lado acima do ódio, irá criar uma conexão entre nós, o ódio vai nos dar o poder de resistência “um resistor”, enquanto a conexão entre nós vai nos fornecer a corrente para operar este resistor.

Então, o trabalho se revela com base na corrente que passa pelo resistor. Podemos operar um motor, esquentá-lo ou esfriá-lo; qualquer coisa pode ser feita. Essas duas forças opostas pode beneficiar-nos quando cada uma age contra a outra. [Leia mais →]

Não Crie Um Ídolo para Você Mesmo

Baal HaSulam, “Um mandamento:” “…, habituando-se a servir as pessoas, a pessoa benefícia as outras e não a si mesma. Assim, torna-se gradualmente apta a manter o Mitzvot do Criador com a necessária condição de beneficiar o Criador e não a si mesma”.

Eu não sigo, não entendo, e não quero entender esse princípio. Se eu preciso trabalhar e unir-me com a humanidade, isso é claro para mim. Estamos aqui juntos, a diferença entre mim e os outras apareceu apenas devido ao rompimento, e eu me sinto separado delas. Então, eu tenho que superar, corrigir esta força da ruptura e tornar-me unido a elas.

Mas o que acontece com o Criador? Ele está talvez, em algum lugar fora e posso alcançá-Lo através da humanidade. Ou, através da união com os outros no grupo, eu descubro que Ele está dentro, entre nós e até mesmo preenche todo o espaço. [Leia mais →]

Como Superar O Peso Do Egoísmo Habitual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que o trabalho interior deve se tornar um hábito. Por outro lado, a pessoa deve abandonar o seu mundo e todos os seus hábitos anteriores, e entrar num lugar desconhecido, da mesma forma que o Criador envia Abraão para longe, ou atravessar o “Mar Vermelho”. Como eu posso avançar neste novo caminho, porque eu sinto que se eu continuar do jeito que sou, permanecerei no mesmo lugar?

Resposta: Esta é uma observação muito sábia. O hábito é bom para atingir o nível atual. Mas, para superá-lo, é preciso abandonar a sua terra, da forma como Abraão o fez. Deixar um velho hábito significa pretender adquirir um novo. Mas nós estamos sempre adquirindo um novo hábito, uma nova natureza, um novo grau.

Se eu quero aprender alguma coisa, eu tomo o exemplo de um especialista. Para ele, essa ciência tornou-se habitual, mas não para mim. Ele tem uma compreensão, uma realização, e um comportamento habitual, enquanto eu não. Mas eu quero me tornar o mesmo que ele. É por isso que eu tenho que deixar para trás os meus hábitos, que eu adquiri no passado e que tenho no nível atual. Uma vez que eu termino de dominar este nível, eu me apego a algo superior.

No entanto, quando eu faço isso na espiritualidade, eu tenho que olhar para o comportamento interno do superior, ao invés do comportamento externo. Eu não verei nada olhando para a externalidade. Eu devo de alguma forma discernir a que eu tenho que me unir dentro dele, que qualidade eu tenho que revelar nele, como usá-lo a fim de subir ao seu nível e aprender com ele.

Eu tenho que exigir que ele me eleve, porque sou impedido por meus velhos hábitos, como por pausas. Por um lado, eles me apoiam no meu nível, mas por outro lado, eles se agarram a mim e não me deixam subir mais alto.

Eu tenho que receber uma força especial contra esses laços, contra os hábitos, que me arrancará desse estado. Esses hábitos são como a gravidade da Terra, como um peso que não me permite sair do chão. Se eu peso 100 quilos, eu preciso de uma força maior do que esse peso para me elevar. Ela deve ser pelo menos de 101 quilos. Caso contrário eu não subirei.

E a mesma coisa acontece na espiritualidade. Eu tenho que pedir que o superior aplique uma força maior em mim do que meus hábitos e força atuais. Estes são mecanismos muito simples.

Como eu posso pedir que ele anule toda a minha natureza anterior, a qual estou tão acostumado? Nós somos como crianças que estão tão apegadas aos seu cobertor velho ou travesseiro que elas se apegam a eles e não concordam em abandoná-los por nada. É por isso que eu preciso de um ambiente que me permita deixar para trás os meus hábitos e adquirir algo novo, algo superior!

É como se você estivesse ouvindo uma voz interior lhe dizendo, “Saia da sua terra” – este é um despertar que vem do Alto. Isto é o que o Criador diz a Abraão. Nós estamos enterrados dentro de nossos hábitos e somos incapazes de sequer pensar em deixá-los. Dentro dos meus hábitos, eu me sinto confiante e melhor do que nunca. Se uma pessoa sente qualquer aspiração de deixar seus hábitos, isto está vindo até ela do Alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/11, Shamati