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Um Mensageiro Do Criador

961.2Hoje comemoramos o dia em memória do meu professor Rav Baruch Ashlag (Rabash). Milhares de Cabalistas viveram antes dele e milhões de pessoas que sonhavam em revelar a espiritualidade.

Mas agora todo esse trabalho está voltado a nós e devemos tentar chegar à forma da chamada última geração para alcançarmos o nível espiritual pela fé acima da razão, a primeira associação com o mundo espiritual, com suas forças e possibilidades.

Toda a humanidade está começando a sentir sua dependência mútua, tanto no bom quanto no mau sentido, tanto sua dependência de grupos terroristas famintos por guerra quanto de pessoas que se esforçam em se unir.

Todos nós fazemos parte da humanidade e estamos cada vez mais conscientes de nossa conexão uns com os outros. Até agora, essa dependência se expressa de formas desagradáveis, como a pandemia, por exemplo. Mas, por outro lado, estamos avançando cada vez mais porque vemos que nossa conexão vem de cima como condição necessária para seguir em frente.

Dois grandes Cabalistas: Baal HaSulam e seu filho mais velho, Rabash, criaram um método projetado para a última geração, para nós. Portanto, somos extremamente gratos a esses dois Cabalistas e ao Criador que os enviou até nós. Rabash escreve que se um grupo de pessoas unidas por um objetivo comum se reúne pronto para anular interesses pessoais em prol da conexão, tal grupo é capaz de alcançar o objetivo sublime mesmo aqui neste mundo.

Quanto mais uma pessoa valoriza o grupo, o professor e o Criador, mais ela se aproxima da força de doação e alcança a fé acima da razão. Há um princípio fundamental que opera aqui chamado “A Torá, o Criador e Israel são um”. Uma pessoa busca se juntar à dezena, que ela organiza para que se torne um lugar para a revelação do Criador.

Devemos atuar neste mundo como mensageiros do Criador, cumprindo o desejo do alto e ajudando a realizá-lo na humanidade. Afinal, não existe tal conexão entre o Criador e a humanidade que permita às pessoas sentir a intenção do Criador. Portanto, precisamos implementar esta conexão, para subir ao nível espiritual de fé acima da razão, e ao mesmo tempo estar dentro da razão, isto é, servir como uma transição entre o Criador, a força de Bina e Malchut para toda a humanidade.

Desta forma, seremos capazes de transferir todas as nossas forças e intenções à humanidade, que se juntará a nós e se elevará conosco como uma força de apoio, o AHAP do nível espiritual.

Claro, não há nada de novo sob a lua, e o conceito de fé acima da razão era conhecido pelos Cabalistas mesmo antes do Rabash. Mas não foi esclarecido e explicado em detalhes como o Baal HaSulam e o Rabash fizeram ao trazer essa técnica para a implementação prática entre as massas.

O Rabash explicou o método do Baal HaSulam em detalhes e o expandiu em seus artigos. Na verdade, ele percorreu todo o caminho espiritual que uma pessoa deve percorrer e o explicou minuciosamente. Todos os seus artigos são como um romance fascinante que explica o desenvolvimento espiritual de uma pessoa e sua ascensão do nível animado ao humano.

Nós nem mesmo entendemos a profundidade infinita que os artigos do Rabash escondem. Somente quando subirmos a escada espiritual para a correção final, seremos capazes de avaliar como esse homem preparou todo o caminho para nós e que graus supremos ele descreve em seus artigos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/09/21, ”Dia em Memória do Rabash”

“Hoje Faz Trinta Anos Que Meu Professor Faleceu” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Hoje Faz Trinta Anos Que Meu Professor Faleceu

Em uma noite fria e chuvosa de fevereiro de 1979, quando eu e Chaim Malka, meu parceiro de estudo de vários anos atrás, estávamos prestes a começar a estudar nossos livros antigos de Cabalá, de repente me cansei da busca interminável e aparentemente fútil pela verdade. “Vamos procurar um professor”, eu disse a Chaim. “Para onde iremos?” ele perguntou. “Vamos de carro até Bnei Brak”, respondi, “nunca procuramos lá”. Chaim não estava interessado em dirigir com aquele tempo, muito menos para uma cidade lotada de judeus ortodoxos com estradas estreitas e semipavimentadas, e onde Cabalistas dificilmente seriam encontrados. Eu o incitei, no entanto, e ele, relutantemente, concordou.

Quando chegamos a Bnei Brak, tarde da noite, não havia ninguém nas ruas. Elas estavam vazias, úmidas e frias. Em uma encruzilhada, de repente vi um homem prestes a atravessar a rua. Apressadamente, abaixei a vidraça e gritei em sua direção: “Onde eles estudam Cabalá por aqui?”

Foi uma pergunta muito incomum. Naquela época, ninguém falava sobre Cabalá e, entre os judeus ortodoxos, o tópico era um tabu. Ainda mais incomum foi a resposta do homem: ele olhou para mim com calma e respondeu imediatamente, como se estivesse esperando que eu viesse perguntar exatamente isso. “Vire à direita, desça até o fim da estrada onde começa o pomar”, disse ele. “À sua esquerda, você verá uma casa. É onde eles estudam Cabalá”, concluiu ele e continuou seu caminho.

Nós dirigimos conforme o homem instruiu e, de fato, a casa estava lá. Saímos do carro e batemos na porta, mas ninguém respondeu. A casa estava quase toda escura. Tentamos abrir a porta e ela estava destrancada. Entramos e não havia ninguém lá, exceto por uma sala que estava iluminada e vozes vinham de lá. Entramos hesitantes e encontramos cinco ou seis homens idosos lendo O Zohar e murmurando palavras em um idioma que eu não entendia (era iídiche). O mais velho gesticulou para que nos sentássemos e nos sentamos em silêncio ao lado dos homens, nos bancos ao redor da velha mesa de madeira onde os homens estudavam.

O mais velho entre eles, que nos convidou para nos juntar a eles e era claramente o professor, acabou sendo o Rav Baruch Shalom Ashlag (RABASH), o primogênito e sucessor do Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam), o maior Cabalista do século XX e autor do aclamado comentário Sulam [Escada] sobre O Livro do Zohar. Finalmente, depois de anos de busca, encontrei meu professor.

Pelos próximos doze anos, até seu último suspiro, eu fiquei com o RABASH, ajudando-o em tudo que eu podia, e aprendendo com ele tudo o que ele podia dar, e ele me deu mais do que eu jamais poderia imaginar que alguém pudesse dar. Hoje faz trinta anos que ele faleceu nos meus braços, deixando-me o seu caderno onde escreveu tudo o que aprendeu com o seu pai gigante, e com um legado: contar ao mundo o verdadeiro significado dessa grande sabedoria, e mostrá-los um caminho de luz em um presente obscuro e um futuro agourento.

Eu escrevi meus três primeiros livros sob a orientação do RABASH. Após seu falecimento, escrevi outro livro e as pessoas começaram a me procurar em busca de um professor. Eu não tinha vontade de ensinar. Eu queria me isolar com os livros e a sabedoria que aprendi com RABASH. Mas eles insistiram em vir e eu percebi que os tempos estavam mudando e as portas para a sabedoria da Cabalá estavam se abrindo.

Junto com meus primeiros alunos, estabelecemos o primeiro grupo de estudo, e o Bnei Baruch [Filhos de Baruch], um grupo de alunos que se esforçam para seguir os passos de meu professor e de todos os Cabalistas antes dele, surgiu.

Trinta anos depois, o Bnei Baruch não é mais um grupo. Hoje, é um movimento mundial que se esforça para ajudar o mundo a se unir no amor acima de todas as diferenças. Graças aos meus alunos, os ensinamentos do RABASH são aprendidos e amados em todo o mundo. Esses alunos estão realizando o sonho do meu professor. Portanto, hoje estou confiante de que com a ajuda de meu professor e a dedicação de meus alunos e amigos, os ensinamentos do homem de luz, cujo amor irradiava de cada palavra sua, se espalharão por toda parte e iluminarão nossas vidas.

Aquisição De Uma Tela – Nascimento Espiritual De Uma Pessoa

569.01Pergunta: Existe alguma conexão entre o processo de concepção da alma e o processo de aquisição da tela?

Resposta: Claro. Dependendo do desenvolvimento da tela acima do egoísmo, a pessoa começa a sentir o mundo superior. E este nível que sentimos é chamado de alma.

Antes disso, quando ela está em processo de concepção (Ibur), ela não tem tela nem alma. O nascimento na espiritualidade e o surgimento da tela acontecem ao mesmo tempo.

Pergunta: É possível transferir a tela do professor para o aluno?

Resposta: Não. De forma alguma. Às vezes, isso pode ser alcançado por um tempo por meio de um estudo comum, ações comuns. Mas, em geral, isso não é para o benefício do aluno. O aluno deve trabalhar nele e adquirir ele mesmo a tela.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 20/08/21

Distância Física É Um Meio De Proximidade Espiritual

962.4Comentário: Quando Baal HaSulam estava no exterior, ele escreveu para seus alunos em Israel: “E se vocês quiserem saber, eu vou informá-los que não me encontro longe de vocês de forma alguma, e alguém que sente distanciamento, é por causa de si mesmo”,

Isso é semelhante às nossas aulas virtuais porque a maioria dos alunos do grupo mundial estuda pela Internet. Na verdade, nunca estamos em contato físico durante as aulas, exceto nas Convenções.

Cada um de nós pensa que uma aula ao vivo é uma coisa e uma aula virtual é outra. Vemos que o Baal HaSulam enfatiza em suas cartas que, em relação a esse estado, é sempre por nossa causa.

Minha Resposta: Não acho que a distância física tenha o mesmo impacto que nossa distância mental interna. Claro, tem algum impacto porque o aluno está sob a influência do mundo corporal que o separa do professor ou dos amigos. Mas eu diria que é uma pré-condição secundária para a unidade, isto é, um certo obstáculo à nossa tentativa de união.

Por outro lado, se uma pessoa se sente fisicamente distante, seus esforços podem realmente permitir que ela se aproxime espiritualmente e supere distâncias físicas aparentes.

Ela começa a sentir internamente que está realmente no mesmo desejo do professor e/ou dos amigos. Um lugar é um desejo. No mundo espiritual, não há outro significado para o conceito de lugar.

Para aquelas pessoas que moram aqui [Petach Tikva] e assistem às aulas todos os dias, parece que estão nos braços do Criador, mas na verdade, não é assim.

A distância física sentida por um aluno o empurra para a proximidade espiritual. Então, tudo depende dele e, nesse aspecto, ele não deve invejar quem está aqui. O Criador coloca cada um de nós em condições ideais, nas quais podemos alcançar a adesão a Ele a qualquer momento da maneira mais curta e melhor.

Precisamos acreditar que realmente é assim, e então veremos que realmente funciona dessa maneira. É assim que tudo foi criado.

Não há interrupções no movimento em direção à espiritualidade. As interrupções são problemas internos pessoais que nos são revelados pela quebra do vaso geral da alma. Isso é o que precisamos corrigir nos unindo.

Preciso me conectar com outras pessoas porque há uma certa parte da alma geral em mim, você, ele, ela, etc. Pode ser um homem ou uma mulher que vive na América do Sul, por exemplo, ou na Rússia ou em Israel, com determinados atributos em um determinado ambiente, que são expressos em seus dados internos, ou seja, pela parte quebrada da alma geral que precisa ser corrigida a cada dia. Essa é a única coisa que determina todos os atributos de uma pessoa, sejam internos, externos, tudo o que existe.

Recebi saudações da Amazônia hoje, por exemplo. Há todo um grupo ali que quer se unir e quer entender nosso método. Essa é uma indicação de sua essência interna, da parte do único vaso geral da alma que eles representam. É assim que funciona.

Não é um problema, uma pessoa pode permanecer onde quer que more ou pode ser repentinamente forçada por diferentes circunstâncias a se mudar para outro lugar. Mas mesmo que ela não faça nenhum esforço nesse sentido, mas apenas em se unir internamente, isso já a guiará ao longo do caminho ideal na vida da correção de sua alma.

De KabTV,“Fundamentos de Cabalá”, 12/02/19

Preparem-Se E Sejam Forte

945Baal HaSulam, Carta 12: “Mas o que eu peço acima de tudo é que vocês se preparem e sejam fortes, e o Criador estará com vocês. Falem com os amigos vacilantes para se juntarem a nós, e os medos estranhos irão embora, e se eles esvaziarem a casa, haverá lugar para ídolos. Não tema o clarão da espada rodopiante no caminho da árvore da vida.

E, se quiserem saber, vou informá-los que não me encontro totalmente longe de vocês, e quem se sente distante, é por causa de si mesmo.

Baal HaSulam escreve para seus alunos de longe e os orienta e os instrui a não ter medo de nada.

O problema é que o Criador testa a pessoa para ver se ela está pronta para ver apenas a única força superior em tudo e não ver nada além Dele.

É apenas por meio da unidade dentro do grupo que uma pessoa pode se voltar diretamente ao Criador. Caso contrário, seu apelo é muito fraco porque atravessa todo o sistema do vaso quebrado.

Não deve haver superstições aqui. Superstições referem-se a forças estranhas além do Criador. Não deve haver nenhum outro objeto que possa influenciar uma pessoa, apenas o Criador por meio de alguns fantoches que Ele opera por meio de cordas. Podem ser parentes, amigos, problemas, todos basicamente administrados por uma única força.

Então, se uma pessoa liberta o Templo, o lugar onde o Criador é revelado, de diferentes ídolos, de diferentes fontes estranhas que a influenciam, ela abre o espaço que o Criador finalmente preenche.

O Baal HaSulam escreve: “E, se quiserem saber, vou informá-los que não me encontro totalmente longe de vocês, e quem se sente distante, é por causa de si mesmo”. Só lhes parece assim por causa dos seus atributos não corrigidos, enquanto os sinto nos meus atributos, e por isso estou entre vocês, bem ao seu lado, junto com vocês, em constante contacto direto.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 12/02/19

Medalha De Ouro Para A Treinadora

294.1Nos Jogos Olímpicos de Tóquio que acabaram de terminar, houve um momento muito comovente quando a atleta israelense Linoy Ashram, que conquistou o primeiro lugar em competições de ginástica rítmica, tirou a medalha de ouro que recebeu e pendurou no pescoço de sua treinadora. De fato, isso não é surpreendente, porque um treinador para um atleta é como um pai ou uma mãe, tudo depende do treinador. Sem ele, o atleta é apenas matéria-prima nas mãos de um escultor. O treinador o torna campeão e, claro, a medalha pertence por direito ao treinador.

O atleta sente que foi o técnico que tirou o primeiro lugar. E o treinador sente que o atleta se sacrificou para seguir fielmente as instruções do treinador, e esse é o seu sucesso conjunto. Geralmente existe uma conexão muito próxima e calorosa entre um técnico e um atleta, e não pode ser de outra forma.

Dizem que “uma pessoa tem ciúmes de todos, exceto de seu filho e de seu aluno”. Afinal, um verdadeiro professor coloca tudo o que tem no aluno, e as conquistas do aluno indicam a habilidade do professor. A medalha é concedida não ao técnico, mas ao atleta, mas não importa. Afinal, a recompensa do professor não está em uma medalha, mas em um sentimento interior, em alcançar um novo grau.

Se algum dia eu alcançar grandes realizações na espiritualidade, será apenas graças ao meu professor. Ainda posso senti-lo me guiando.

Eu realmente espero que meus alunos, a quem eu “treino” para a ascensão espiritual, alcancem níveis tão altos que o Criador seja revelado em cada um deles, e eles também se tornem grandes professores para toda a humanidade.

Vejo nos alunos a continuação do caminho. O aluno passa a ser as mãos do professor, sua mente. Tudo o que quero alcançar na vida, levo para meus alunos, e eles continuam abrindo caminho.

De KabTV, “Veja desde Dentro”, 09/08/21

Para Que O Grão Caia No Solo Preparado

231.01Pergunta: Parece-me que você difere um pouco de lição para lição. Sua conexão com o Rabash funciona aqui?

Resposta: Funciona com o Rabash, bem como com o Baal HaSulam e todos os grandes Cabalistas do passado.

Sinto que estou na ponta de toda essa cadeia e estou passando seu conhecimento a você. Portanto, sinto minha responsabilidade e sempre sinto o quanto posso abrir e o quanto não posso.

O Baal HaSulam escreve sobre isso em “Revelando uma Porção, Cobrindo Duas”. E eu sinto isso. Portanto, naturalmente, por um lado, sou um pouco diferente a cada vez, como se me revelasse um pouco, jogasse a próxima carta Cabalística. Mas, por outro lado, mantenho algo na reserva porque tudo isso deve ser dosado muito estritamente, gradativamente.

Hoje estamos falando sobre o que não falamos há seis meses. E isso se manifesta porque o grão cai no solo preparado. Mas a cada vez é preciso preparar o solo de novo, e aí lançar o grão.

Pergunta: O espectador que assiste e ouve nossos programas ajuda a preparar esse solo?

Resposta: Sim. Talvez indiretamente, mas ele participa conosco. Esse é seu mérito e sua recompensa. Ele verá como essa participação aparentemente passiva o atrai e puxa para o nível espiritual.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 21

Contato Com Grandes Cabalistas

962.6Ao longo da história do desenvolvimento humano, as mesmas almas desceram ao nosso mundo e espalharam a metodologia da Cabalá. A alma do grande Cabalista Baal HaSulam foi, como ele mesmo disse, uma consequência da alma do Ari. E a alma do Ari foi uma consequência da alma do RASHBI.

Os seguidores do Baal HaSulam eram seus alunos, e especialmente seu filho mais velho, Baruch Ashlag (Rabash), e eu, como aluno do Rabash, continuamos este trabalho.

Pergunta: Você sente o seu professor Baal HaSulam?

Resposta: Baal HaSulam até certo ponto, mas meu professor Rabash eu sinto muito próximo; estou em contato com ele.

Não estou falando de uma sensação física, de que me lembro de seu cheiro, voz, hábitos e comunicação com ele por horas e anos. Embora também sejam sensações que permanecem e estão muito vivas porque ainda são transmitidas ao mesmo tempo e são reforçadas pelo desejo de estar com ele e sentir seu mundo interior. Esse contato constante no nível espiritual às vezes também provoca memórias puramente terrenas.

Posso guardar milhões de memórias terrenas, mas não preciso delas. Eu tenho um contato mais interno com o Rabash, então não há sentido para quaisquer sentimentos e memórias terrenas. Isso não quer dizer que sinto falta de suas palavras ou imagem, porque há informações internas que fluem entre nós.

Eu não diria isso sobre o Baal HaSulam. Eu tenho uma sensação; há uma compreensão dele em um nível interno. Mas isso está mais relacionado com a compreensão da alma, não com a união com ela; o contato é mais no nível da mente do que os sentimentos. E com meu professor, é mais no nível dos sentimentos.

De KabTV, “O Poder do Livro do Zohar” # 21

Precisamos Apenas De Um Forte Desejo

626Pergunta: Há 150 a 200 anos, a única maneira de aprender algo seriamente era fazendo a mesma coisa que seu professor ou mestre fazia. Hoje, existem formas completamente diferentes de educação. Centenas de milhões de pessoas aprendem uma variedade de coisas de várias maneiras.

Como podemos encontrar corretamente, entre essa diversidade de opções, o que aprender e de quem aprender? Como não podemos ficar confusos?

Resposta: Na Cabalá, existem definições muito claras de quem é um professor Cabalístico, o que um aluno deve ser e o que ele deseja aprender de um professor.

No entanto, isso não é muito adequado para a juventude moderna e para as pessoas modernas. Quem quiser, virá, perguntará e descobrirá. E o resto deles ainda não estará interessado.

Basta uma pessoa ter um desejo forte de encontrar e esse desejo a levará ao professor. Isso não vai permitir que ela fique inativa, vai definitivamente empurrá-la a atingir a meta.

Pergunta: Como posso aumentar meu desejo?

Resposta: Com a ajuda de uma sociedade correta. Se uma pessoa encontra essa sociedade, ela tem a oportunidade de realizar seu desejo.

De KabTV, “Expresso de Cabalá”, 13/06/21

Vida Na Busca

294.2A Questão Do Sentido Da Vida

Pergunta: Quando você teve pela primeira vez uma pergunta sobre o sentido da vida?

Resposta: Eu nasci com ele. Ele me perseguiu literalmente desde a infância. Procurei o tempo todo, mas não sabia onde encontrar a resposta. Eu pensei que iria encontrar na ciência ou algo assim, mas rapidamente descobri que assim que você tenta, você vê que não é para você.

Houve anos em que não sabia exatamente o que estava procurando. Eu apenas me sentia vazio, entediado. Pelo que? Qual pode ser o objetivo da vida?

Pergunta: Como você tentou preencher esse vazio?

Resposta: Primeiro, tentei escolher uma profissão. Na época, não havia muitas oportunidades na Rússia. Meus pais me forçaram a ir para a faculdade de medicina. Eu me matriculei, mas desisti imediatamente. Literalmente, em poucos meses, percebi que isso não era para mim porque não fornecia uma solução para um problema doloroso.

Mas se eu tivesse me formado nesta escola, teria me tornado um cirurgião, porque você vê um resultado claro de seu trabalho. O paciente está em estado grave e só pode ser ajudado por uma intervenção dura, você intervém e vê o resultado. No entanto, ainda não era o que eu procurava.

Eu me matriculei na Faculdade de Automação e Engenharia da Computação do Instituto Ulyanov-Lenin em Leningrado. Em seguida, transferi-me para o Instituto Politécnico no departamento do Professor Akhutin, de cibernética médica biológica. Eu estava constantemente procurando e procurando. Ao mesmo tempo, nos meus últimos anos na Rússia, trabalhei um pouco no Instituto de Transfusão de Sangue, na Academia Médica Militar, e até no SKB, onde faziam cinturões alfa para astronautas. Mas eu não vi sucesso nisso.

Ser um cientista? Bem, você será um professor assistente. Então, o que vem a seguir? De alguma forma, me decepcionou muito rapidamente.

Pergunta: Existe algum tipo de limite. Você o alcança e não há mais desenvolvimento. E isso inicialmente o impediu?

Resposta: Sim. Isso me assombrou o tempo todo. De certa forma, eu estava infeliz. Mas o infortúnio, como dizem, ajudou e me levou à Cabalá depois de muitos anos. Percebi que não tinha nada a fazer na ciência, totalmente nada a fazer na Rússia. Naquela época, começou a repatriação. Durante vários anos, cobri meus rastros até que através da minha terra natal, Vitebsk, através da Lituânia, através da pequena cidade de Pobrade, após dois anos de recusas, recebi uma licença e fui embora. Em 1974 cheguei a Israel.

Busca Em Israel

Depois de chegar a Israel, continuei procurando uma resposta para a pergunta sobre o sentido da vida. Eu me instalei especificamente ao lado do Instituto Weizmann. Achei que talvez encontrasse algo lá. Nada de novo. Tive oportunidade de me envolver no desenvolvimento de equipamentos médicos, o que mais se aproximava da minha área de atuação. Mas isso também não me interessou. Eu não queria dar minha vida inteira. É melhor ir para algum tipo de trabalho autônomo e ser livre de coração e alma.

Portanto, fui trabalhar no exército na manutenção de aeronaves. E nas minhas horas vagas do trabalho, continuei a buscar. Como descobrir por que vale a pena viver? Essa questão, essa paixão, esse desejo, o vazio, me moviam, embora nessa época eu já tivesse uma esposa e um filho e fosse feliz em minha vida familiar. Sou feliz até hoje por ter vivido com essa mulher por tantos anos.

Mesmo assim, algo me incomodava. Ofereceram-me para buscar na religião. Comecei a frequentar alguns cursos e ia a Yarkhei Kala nos fins de semana. Eles pareciam estar dizendo algo, mas não havia sentido nisso. E o tempo todo eu tentava entender: “Bem, então o quê?” E eles próprios não tinham perguntas.

Tentei me tornar como eles. Gostei do que dizem sobre a eternidade, sobre o Criador, sobre a alma, sobre a conexão com o eterno. Mas onde está essa conexão? Eles responderam: “Lemos e ensinamos, e essa é a conexão”. E onde está realmente essa conexão? Onde está o conector com o qual você se conecta a essa conexão? Onde você sente isso claramente? Vocês estão envolvidos nisso? “Não, está escrito nos livros”. Isso era o suficiente para eles.

Mas eu ainda procurei até que o rabino Fischer da Holanda disse aos meus curadores que queriam fazer de mim um simples judeu religioso: “Ele provavelmente precisa ser apresentado aos Cabalistas, àqueles que estão mais profundamente envolvidos nisso. Há pessoas que precisam disso”.

E eles me apresentaram ao Rabino Zilberman. Por meio dele, percebi que existe a Cabalá, existem livros que realmente falam sobre isso. Ele começou a estudar comigo em aramaico às escondidas. Afinal, a Cabalá nas fontes primárias é apresentada em aramaico. Origina-se da Babilônia, onde o aramaico era a língua falada.

Mas também não fiquei satisfeito com sua abordagem. Os crentes apenas estudam livros, e ele estudava a Cabalá da mesma maneira. E onde está o contato, onde está a conexão? Também não estavam lá. Ele acreditava que bastava ler para aprender mais.

O que “aprender” tem a ver com isso? Eu quero estar nisso! O que devo fazer para descobrir a própria essência da vida, tudo o que acontece ao redor, ver a criação do início ao fim? Por que, como, por quê? Qual é o objetivo final?

A isso, Rav Zilberman disse: “A pergunta, claro, é boa. Isso é entendido aqui e ali na Cabalá. Tanto quanto entendemos os Cabalistas, isso nós entendemos”. E eu o deixei.

Berg

Certa vez, em busca de um professor de Cabalá, fui a uma das palestras do Berg Institute, mas vi que tudo isso, é claro, não era sério. Então, pedi para ser apresentado a Berg e disse-lhe sem rodeios: “Estou pronto para pagar o que você quiser, só preciso de aulas particulares”. Do ponto de vista financeiro, eu era uma pessoa rica e doava muito para ele, mas exigia aulas particulares.

Então, comecei a ir à casa dele quase todos os dias às cinco da manhã. Depois de algumas semanas, percebi que não tinha mais nada a ver com ele.

No entanto, aprendi um pouco mais com ele do que com os outros, porque certa vez ele estudou com o Rabino Brandwein, um estudante do Baal HaSulam. Berg me contou um pouco sobre o Baal HaSulam, sobre o Rabino Brandwein, como ele estudou com ele quando ainda era muito jovem. Ele disse que ainda existiam outros livros, os livros do Baal HaSulam, e eles podiam ser usados. Basicamente, aprendi isso com ele.

Mas depois de duas ou três semanas, vendo que não tinha mais nada a aprender com ele, parei de estudar. E para onde olhar a seguir? Quem devo procurar? Eu não sabia.

Aqui Ele É Um Verdadeiro Professor!

De alguma forma, literalmente por acaso, ao chegar a Bnei Brak, decidi procurar um professor. Era inverno, era difícil viajar para Jerusalém nesta época do ano e pensei, por que não procurar em Bnei Brak. Em uma das encruzilhadas, inclinando-me para fora do carro, perguntei: “Onde as pessoas estudam Cabalá aqui?” Um homem religioso que estava ali respondeu: “Vire à esquerda, vá para o bosque, lá você encontrará um lugar onde eles estudam Cabalá”. Como um anjo do céu.

Quando cheguei lá, vi pessoas idosas estudando Cabalá. Eu me virei para eles e eles me mostraram um professor. Então comecei a estudar lá. Descobriu-se que seu líder era o filho mais velho de Baal HaSulam. Anteriormente, ninguém me falou sobre isso.

Assim, acabei com a pessoa mais importante, diria o único Cabalista na época. Além disso, ele era o filho mais velho de Baal HaSulam e recebeu tudo dele. De fato, quando ele começou a estudar comigo, percebi que uma ou duas semanas não seriam suficientes aqui.

Eu senti isso pela maneira como minhas perguntas não voaram para algum lugar no vazio, mas imediatamente caíram no chão certo. Eu estava recebendo respostas direto na cabeça. Além disso, respostas não elusivas, como contentar-se com a fé e alguns mandamentos, ou vamos esperar para ver mais tarde. Foram respostas totalmente claras, sérias e calmas. Além disso, vinham acompanhados de fórmulas, de gráficos, de explicações lógicas, sem concessões.

É Assim Que Fui Feito

Pergunta: Seus pais sabiam de sua busca pelo sentido da vida?

Resposta: Eles sempre souberam o que eu estava procurando. Tudo aconteceu diante de seus olhos ao longo dos anos. Naturalmente, eles entenderam que eu não desistiria de forma alguma e em nada porque não poderia viver sem isso; não valia a pena viver. Portanto, eles não me pararam.

Ao mesmo tempo, eu era uma pessoa séria, sensata e muito realista; não estava nas nuvens. Eu desprezo o misticismo e estou muito longe da religião, da fé. Sou muito realista, sei que preciso sustentar minha família, meus filhos, fico firme com os dois pés no chão, não sucumbi a nenhuma má influência. Eles sabiam de tudo isso muito bem. Eles viram que eu tinha um objetivo muito sério, que fui criado assim e que vou em frente.

De KabTV, “Close-up. Geração”