Textos na Categoria 'Livros'

A Escolha Judaica: Unidade Ou Antissemitismo – Antissemitismo Acima Da Natureza

Dr Michael LaitmanDurante o período do último exílio, o povo de Israel não teve consciência de sua missão espiritual. Não vemos tais sinais nas declarações de filósofos e pensadores judeus. A sabedoria da Cabalá foi grandemente ocultada. Foi um período preparatório: agora com mais luz interior ou circundante, e depois menos e, consequentemente, a humanidade foi atraída para uma direção e depois para a outra.

Era uma época em que tínhamos que descobrir nossa atitude em relação às religiões, verificar a que preço estávamos dispostos a vender o judaísmo comum e corporal e deixar a nossa fé. A alma humana consiste em quatro níveis: inanimado, vegetativo, animado e humano; todos esses níveis também precisam ser examinados.

Portanto, a questão não alcançou a sabedoria da Cabalá e nosso dever para com a humanidade, a revelação de que temos uma missão mais elevada do que o simples cumprimento tradicional dos mandamentos.

Este foi um período de escrutínio que continua hoje. Até recentemente, as pessoas na América pensavam que a moderna emancipação e assimilação dos judeus os ajudariam a se dissolver na sociedade americana. Realmente parecia que era possível fazer isso: quase não havia pressão ou antissemitismo definitivo. Se houve alguma rejeição, foi muito inteligente e oculta.

Muitos judeus na América, como fizeram na Alemanha, pensavam que o antissemitismo poderia ser eliminado por uma assimilação ainda maior na sociedade americana, porque o problema é causado pelo fato de que os judeus não são suficientemente dissolvidos nos americanos. Acontece que 3.500 anos atrás, no tempo de Abraão, a nação de Israel emergiu de todas as nações, da Babilônia Antiga, e hoje, estando na Babilônia moderna, queremos retornar e assimilar entre as nações. Este será o nosso fim.

No entanto, falhamos em entender que a escolha agora está se tornando mais espiritual. Afinal, não há grandes problemas com diferenças corporais: costumes, filosofia do judaísmo e educação. No mundo moderno, tudo está misturado.

Surge a pergunta: por que o antissemitismo moderno está crescendo e aumentando em todos os lugares, em todo o mundo? Isso não se aplica à cultura, educação ou estado; é um fenômeno completamente ilógico, irracional e universal que está acima da natureza.1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/20, “A Escolha Judaica: Unidade ou Antissemitismo”, Capítulo 6

1 Minuto 43:00

A Escolha Judaica: Unidade Ou Antissemitismo – Não É Uma Conexão Simples

laitman_962.5A conexão que a Cabalá oferece como solução para todos os problemas não é tão simples quanto pode parecer à primeira vista. Inicialmente, este tópico pode causar confusão e mal-entendidos. Se olharmos para o nosso caminho histórico, sempre foi benéfico para o povo de Israel se conectar? Por um lado, a conexão é boa. Mas é importante em que nível ela ocorre.

Talvez estejamos nos afastando de todos os outros com essa conexão? Ou estamos egoisticamente nos conectando para escapar dos problemas corporais? Ou estamos conectados para cumprir nossa missão espiritual em relação ao mundo inteiro? O povo de Israel pode se conectar de maneiras diferentes e, portanto, sua conexão deve ser avaliada; caso contrário, ficaremos confusos quando for para o bem e quando for prejudicial. Houve muitos períodos na história em que os judeus se conectaram, mas essa conexão apenas demonstrou o quanto não era para o benefício do processo geral de correção.

Por um lado, existimos no mundo corporal, mas, por outro, devemos alcançar nosso propósito espiritual enquanto ainda estamos neste mundo. O que importa é o propósito pelo qual estamos nos aproximando, e também o propósito pelo qual estamos nos afastando. Ambos podem ser benéficos e prejudiciais. É impossível julgar nossa proximidade ou separação sem ambiguidade, mas apenas em relação ao propósito da criação.1

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 09/01/20, “A Escolha Judaica: Unidade ou Antiassemitismo”, Capítulo 6

1 Minuto 0:20

A Luta Constante Entre Duas Forças: A Favor E Contra A Unidade

Dr. Michael LaitmanHoje, ao lermos o terceiro capítulo do meu novo livro, The Jewish Choice: Unity or Anti-Semitism (A Escolha Judaica: Unidade ou Antissemitismo), que descreve como o povo judeu foi atraído pelo helenismo há 2.000 anos, o que levou a horríveis consequências, a ascensão e queda do Reino Hasmoniano, o domínio da Judéia sob os romanos e a Grande Revolta e o genocídio autoinfligido pelo povo judeu sob o domínio romano, um princípio primordial para o livro ficou claro.

É que o que lemos não são meramente eventos históricos. Embora o livro seja rico em fatos históricos, mostrando como a discórdia social judaica trouxe muita ruína ao povo judeu ao longo da história, professando que a unidade é a salvação dos judeus, mais importante do que a própria história é a atmosfera do livro.

É uma atmosfera que constantemente nos segue. Os personagens das histórias mudam, mas a essência permanece a mesma: se os judeus optarem por se unir, terão sucesso e se deixarem que as forças divisórias os dissolvam, sofrerão terríveis consequências.

O que lemos não são meramente eventos que ocorreram há cerca de 2.000 anos, que desapareceram desde então e que agora aprendemos como uma história distante que é irrelevante para nós hoje.

Pelo contrário, a luta de duas forças – a favor e contra a unidade – é constante.

Até hoje, vivemos em um mundo quebrado e dividido como resultado dessa luta. É impressionante como tudo em nosso mundo tem ocorrido, é e será organizado entre essas duas forças, até o futuro e o estado final corrigido.

Portanto, ao ler A Escolha Judaica: Unidade ou Antissemitismo, mesmo que seja abundante em uma variedade de fontes e exemplos históricos, vale a pena pensar nisso não como uma lição de história, mas como relacionamentos, atitudes e interações que podemos ver se desenrolando diante de nossos olhos no mundo de hoje.

Meu novo livro, The Jewish Choice: Unity or Anti-Semitism está agora disponível na Amazon e na Laitman Kabbalah Publishers (em inglês).

Meu Novo Livro Lançado Agora – A Escolha Judaica: Unidade Ou Antissemitismo

Raramente os Cabalistas veem seus sonhos se realizarem. Ainda mais raramente eles veem a realização dos sonhos de seus grandes professores. Mas hoje é um dia tão festivo: com muita alegria, quero compartilhar com você que meu livro recém-lançado (em inglês), The Jewish Choice: Unity or Anti-Semitism (A Escolha Judaica: Unidade ou Antissemitismo), traz à luz tudo o que meus professores me ensinaram.

The Jewish Choice: Unity or Anti-Semitism, by Kabbalist Dr. Michael Laitman

Eles me ensinaram que o destino do povo judeu depende de sua unidade, que quando eles se unem, eles conseguem, e quando se odeiam, o mundo os odeia.

Agora, finalmente, empacotado em um livro, há uma enorme coleção de evidências de toda a história do povo judeu de que é isso que realmente acontece. É uma prova de que as previsões de nossos sábios estão corretas!

Com a ajuda de dezenas de amigos e estudantes, uma grande quantidade de recursos foi coletada, o que aponta para o fato de que, como disse um autor famoso, “os judeus são frustrados por sua própria desunião”.

De fato, A Escolha Judaica: Unidade ou Antissemitismo é como nenhum outro livro que você já leu sobre judeus, sobre história ou sobre antissemitismo. No final do livro, você saberá o motivo do ódio mais antigo, como ele pode ser dissolvido e como judeus e não judeus se beneficiarão como resultado.

Sou grato aos amigos e estudantes que ajudaram a concluir este projeto. Estou certo de que ele iluminará qualquer um que o leia, assim como me iluminou enquanto trabalhava nele.

Além disso, como parte do lançamento, imprimimos as primeiras 50 cópias em Israel e eu assinei pessoalmente cada uma delas. Aqui está um link para este conjunto inicial de edição limitada: bit.ly/TheJewishChoiceLimitedEdition50Copies Mais…

O Significado Dos Livros Cabalísticos, Parte 8

Laitman_151O Livro do Zohar pode aliviar os infortúnios?

Pergunta: Dizem os sábios que o estudo do Livro do Zohar elimina todos os infortúnios. Como um livro pode salvar todas as pessoas e toda a humanidade dos problemas?

Resposta: O livro em si não nos salva de nada. Não posso comprar este livro e usá-lo, como acreditam os habitantes da cidade, como um talismã ou algum meio milagroso (Segula). Não é assim que funciona.

O Livro do Zohar nos salva se o usarmos corretamente e, estudando-o, tentamos mudar a nós mesmos de acordo com ele. Se o mantivermos em uma prateleira ou até o colocarmos perto do coração, nada mudará.

Pergunta: Mas psicologicamente ele ajudará?

Resposta: Psicologicamente, sim.

Não descarto o fato de que essa assistência psicológica é muito importante para uma pessoa. Para uma pessoa pequena, frágil e fraca em nosso mundo, é muito importante. No entanto, do ponto de vista científico, é inútil.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 18/12/18

O Significado Dos Livros Cabalísticos, Parte 7

laitman_284.05Três Limitações No Estudo Da Cabalá

Comentário: Baal HaSulam escreve que, para começar a estudar seus comentários sobre O Livro do Zohar ou o próprio Livro do Zohar, você deve primeiro se familiarizar com os quatro prefácios escritos por ele: “Introdução à Ciência da Cabalá”, “Prefácio ao Comentário Sulam ”, “Introdução ao Livro do Zohar” e “Prefácio ao Livro do Zohar”.

Resposta: Sim. É impossível abordar a leitura do Livro do Zohar sem um estudo sério desses quatro prefácios.

Pergunta: Além disso, Baal HaSulam escreve que antes de prosseguir com o estudo do Livro do Zohar, três limitações devem ser esclarecidas, que não podem ser violadas. Na realização espiritual, existem quatro categorias que são chamadas: matéria, forma vestida de matéria, forma abstrata e essência. O Livro do Zohar não trata de conceitos como essência e forma abstrata. Qual é essa limitação?

Resposta: É impossível lidar com a essência, pois ela está acima da nossa natureza.

Não podemos lidar com a forma abstrata porque não é uma ciência.

Lidamos apenas com a matéria, que assume alguma forma.

Por exemplo, estudamos o egoísmo, que pode adquirir certas formas altruístas egoístas ou antiegoístas. Podemos colocar essas formas e examiná-las porque nós mesmos somos a matéria que assume essas formas.

É impossível explorar algo fora de si, em particular uma substância como o Criador. Somente se Ele aparecer como pessoa e se manifestar na forma de alguma propriedade: amor, doação.

Pergunta: A segunda limitação – Baal HaSulam diz que O Livro do Zohar considera apenas os mundos de Beria, Yetzira e Assiya, isto é, a ocultação da força superior desde a criação. Por quê?

Resposta: Só podemos investigar o que se manifesta na matéria, e o que está acima dela, formas abstratas, forças abstratas despidas da matéria, não podemos discuti-las porque são totalmente improváveis ​​e irrealistas.

Pergunta: Portanto, existem cinco mundos e Baal HaSulam fala apenas de três mundos?

Resposta: Sim. Ele fala apenas daqueles mundos em que existimos: Beria, Yetzira e Assiya.

Pergunta: A terceira limitação – em cada um dos mundos BYA, existem três categorias: dez Sefirot, as almas das pessoas e o resto da realidade. O Livro do Zohar explica fenômenos associados apenas às pessoas. O que isto significa?

Resposta: Devemos estar interessados ​​apenas no que nos interessa e no que está vestido em nós, e podemos explorar isso a partir de nossa compreensão prática.

Devemos ver as limitações com muita clareza. Um passo para a esquerda, um passo para a direita além dos limites do nosso desejo, que assume várias formas, nos transforma em filósofos e psicólogos, mas não cientistas. A Cabalá é uma ciência puramente prática.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 18/12/18

O Significado Dos Livros Cabalísticos, Parte 6

laitman_250Razões Para A Aparição Do Livro Do Zohar

Pergunta: O Livro do Zohar é um comentário sobre a Torá. Por que ele teve que ser escrito?

Resposta: As circunstâncias mudaram.

Houve estágios em que grupos de Cabalistas que estavam em um estado de realização, ou seja, um aumento gradual desde o início da criação do egoísmo até seu desenvolvimento relativamente completo, como durante o Segundo Templo, caíram. O Livro do Zohar foi escrito no século II d.C. em um estado em que uma queda já havia ocorrido. Não havia grupos, nem nações; não havia nada chamado santidade, ou seja, um sentimento de pelo menos unidade relativa. Tudo foi destruído, esmagado, dividido. Portanto, era necessária uma técnica para coroar esse período sombrio de sofrimento, chamado exílio, que deveria terminar em correção.

O Livro do Zohar destina-se ao período separado da sua escrita até os nossos dias por um exílio de dois mil anos, para que, da nossa época em diante, comecemos a implementar o que está escrito nele, o que significa corrigir a nós mesmos.

Em nossa geração, recebemos o Comentário Sulam sobre o Livro do Zohar. Portanto, podemos revelar a Cabalá e começar a entender o que o grande Cabalista Rav Shimon e seus alunos disseram há dois mil anos.

Pergunta: Você está dizendo que sem o comentário escrito pelo último Cabalista do século XX, Baal HaSulam (Yehuda Ashlag), é impossível entender O Zohar?

Resposta: Impossível. Portanto, apareceu.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 18/12/18

O Significado Dos Livros Cabalísticos, Parte 1

laitman_531.01As Muitas Faces da Torá

Pergunta: Quando abrimos a Torá, encontramos uma coleção de contos históricos com muitos personagens. Como devemos nos relacionar corretamente com eles?

Resposta: Se a Torá não veio de uma fonte especial, mas foi um livro comum escrito, digamos por uma pessoa na Idade Média, então seria apenas um romance histórico interessante.

A Torá em si é apresentada em uma linguagem muito interessante e, quando você começa a lê-la, não consegue parar, porque ela cativa você. Há algo nela que faz você nunca se cansar de ler.

Eu falo disso como um leitor comum que nada tem a ver com a origem deste livro, religião, história, geografia ou qualquer outra coisa. É apenas escrita em um estilo interessante.

Alguns percebem a Torá como um documento histórico, outros como ficção, ou, talvez, como uma coleção de instruções ou documentos legais. Ele contém muitas informações sobre a interação de pessoas e nações nos tempos antigos, sobre sua visão do mundo.

Em geral, a Torá é um livro muito interessante. Vemos algo semelhante em Flávio Josefo ​​se é possível comparar a Torá e suas obras. Até certo ponto, ele reconta a Torá e a descreve como historiador.

Josefo é um historiador verdadeiramente impressionante, com uma visão ampla e um profundo conhecimento de fatos históricos. Ele escreveu suas obras enquanto estava no exílio em Roma, onde um enorme instituto foi criado especialmente para ele, onde centenas de pessoas trabalhavam para ele.

Mas, mesmo assim, o que ele escreveu não pode ser comparado com a própria Torá.

De KabTV “Fundamentos de Cabalá” 18/12/18

O Fenômeno Bitcoin

Chegará o dia em que, em virtude de uma nova qualidade de interconexão entre nós, surgirá uma nova “moeda”.

Abaixo está um gráfico de sete anos que mostra a taxa de câmbio Bitcoin-USD, com um aumento sem precedentes em 2017 (Buy Bitcoin Worldwide).

Impressionante, não é?

Obviamente, não sou analista de mercado ou especialista em criptografia. No entanto, a Bitcoin certamente não é apenas um fenômeno financeiro. Baseia-se na tentativa de criar um tipo completamente novo de valor universal.

Parece que não há nada que respalde a “moeda virtual” exceto algoritmos criptográficos. No entanto, não é motivo de risada. Afinal, a criptografia destina-se a fornecer confiabilidade e confiança, o que já é valioso em si mesmo. É como se os criadores da nova moeda declarassem: a natureza humana com sua “bagagem” não tem acesso ao nosso território.

O sistema financeiro moderno não pode se vangloriar de ter esse recurso; o dinheiro é produzido pelos bancos e é um fator das influências políticas e econômicas de países e organizações específicos. Em outras palavras, o “antigo” dinheiro serve a interesses muito específicos.

Por outro lado, bem diante dos nossos olhos, uma nova moeda, extra-governamental, extra-histórica, está nascendo, afirmando tornar-se um equivalente universal e absoluto, e até mesmo expulsando o ouro da sua posição imutável.

Ela está nascendo porque a necessidade dela está madura. Afinal, a globalização, que muitas pessoas criticam, é realmente um fenômeno natural. Ela reflete o estado atual da humanidade, que já se reuniu em um todo tecnologicamente, mas ainda não aceitou esse fato psicologicamente.

É por isso que ainda não entendemos como usar a criptomoeda, como integrá-la ao sistema e como ela mais tarde nos influenciará, aqueles que a criaram. No entanto, isso não altera sua essência: o mundo global está exigindo um equivalente monetário global que não depende de “circunstâncias” e interesses locais, subjetivos.

Por outro lado, se tratarmos essa novidade como nos velhos tempos, com os meios tradicionais, ela perderá seu “charme” – seu valor objetivo como visto pelo público. Sim, no início da estrada, a Bitcoin tornou-se um meio conveniente para negócios no mercado negro, que encontrou um caminho aqui, mas a “máfia financeira” completamente legal vai acabar com ela e vai encontrar uma maneira de assegurar um controle sobre a nova moeda.

Será que os jogadores ilegais poderão preservar a liberdade da criptografia? De um jeito ou de outro, seu futuro depende disso. Há chances de que isso aconteça, já que os governos e os bancos também estão conectados à “máfia financeira”.

No entanto, se nos elevarmos acima do barulho atual em torno da Bitcoin, veremos como o egoísmo em uma escala global está gradualmente construindo os respectivos sistemas globais para si mesmo, e de uma maneira que não lhes atribua ideais e ideologias artificiais.

Não há “bem” ou “mal” aqui, mas apenas negócios na forma pura. E que diferença faz se a confiança recíproca das partes é provida por cálculos de computadores virtuais? Pelo contrário, isso a torna ainda melhor; haverá menos erros nos cálculos.

Acontece que estamos falando de tendências globais e, na maioria das vezes, não faz sentido resistir a elas.

Além disso, no futuro, nós desenvolveremos parâmetros universais adicionais, mas de natureza social. Chegará o dia em que, em virtude de uma nova qualidade de interconexão entre nós, surgirá uma nova “moeda”: a avaliação social, expressada por um equivalente claro que qualquer um pode entender.

As pessoas também poderão acumulá-la, mas não vendê-la ou comprá-la. É mais provável que tenha uma natureza comparativa do que um valor completamente real.

Afinal, a sociedade, especialmente uma que seja global, não pode ser baseada apenas no egoísmo nu. Claro, ela é racional à sua maneira, mas, quando deixada com seus próprios dispositivos, isso leva a um ponto morto. O aspecto social no homem e na sociedade deve dominar o foco pessoal, de modo que o todo não se desintegre em pedaços.

Estes são os paradigmas de um novo tempo, cuja essência não é uma moeda única, mas novas relações entre pessoas em um mundo unido e moderno.

Ynet: “Desculpe-me, Do Que Somos Culpados?”

Da minha coluna no Ynet: “Desculpe-me, Do Que Somos Culpados?

Elul é o último mês no calendário hebraico, por isso é considerado um mês de reflexão sobre o ano passado e uma preparação para o novo ano. Para quê e por quê devemos pedir perdão, e como devemos agir quando a razão é descoberta? Rav Michael Laitman ensina como realmente perdoar.

Quatorze bilhões de anos atrás, o Big Bang ocorreu e o universo foi criado. Uma enorme quantidade de energia que estava concentrada em um pequeno ponto explodiu em todas as direções e o universo começou a se expandir a uma velocidade tremenda. As muitas partículas que foram criadas se juntaram em átomos, e os átomos em estrelas e galáxias. Bilhões de anos depois, o planeta inanimado Terra foi formado, e as plantas e animais se desenvolveram nele até o nascimento da humanidade.

O homem viveu pacífica e calmamente, em equilíbrio com o resto da humanidade e com as forças da natureza, até que, de repente, uma outra explosão ocorreu. “O Big Bang da humanidade” quebrou a unidade pastoral na sociedade humana, e começou a distanciar as pessoas umas das outras, similar à forma como as estrelas no universo continuam a se afastar.

A força negativa, egoísta e inconsciente da separação que operava para nos distanciar foi identificada pela primeira vez por um ser humano chamado Adão. Ele entendeu que deveria curar o abismo entre seus contemporâneos. Visto que ele foi o primeiro a trazer uma mudança substancial no sistema de relações quebradas entre as pessoas, temos o costume de celebrar a sua descoberta em Rosh Hashaná.

Quatorze Bilhões de Anos Atrás, o Big Bang Aconteceu, e o Universo Foi Criado

Desde então, 5.777 anos se passaram. Nós os contamos de acordo com o calendário hebraico, e a cada ano estamos acostumados a reexaminar a essência de nossas vidas e o nosso papel neste mundo. Uma das perguntas que pode nos ajudar a definir a nossa situação é a seguinte: será que nos tornamos mais próximos entre nós este ano acima da nossa tendência natural que nos separa, ou não? Este exame de consciência é chamado de Slichot (pedir perdão) e para interiorizar o seu significado, nós devemos realizar uma curta viagem através do tempo.

Apresentando a Escolha de Israel

Vinte gerações se passaram desde que o ser humano desenvolveu suas observações e foi chamado de Adam HaRishon (O Primeiro Homem), até que a maioria da humanidade se estabeleceu no centro do mundo antigo, a antiga Babilônia.

Neste período, duas forças opostas naturais estavam trabalhando sobre a humanidade: a força da conexão, a força positiva que se esforça para desenvolver a sociedade através da manutenção de conexões de responsabilidade mútua, e oposta a ela, a força da separação, a força negativa que é controlada pela natureza egoísta. A força negativa é o que distanciou e separou os moradores de Babilônia a um nível previamente desconhecido até que, finalmente, pararam de se falar e se tornaram inimigos. Essas forças opostas da natureza que entraram em confronto uma com a outra causaram uma crise difícil, mas tal como uma planta brota de uma semente no solo que as rachaduras abrem, a partir da crise entre as pessoas, uma nova humanidade nasceu.

A fratura social continuou a se desenvolver, e a humanidade foi espalhada sobre a face da Terra. Apenas um pequeno grupo de pessoas decidiu desafiar as forças da natureza e, na verdade, se opôs ao processo de separação. Queimando dentro dessas pessoas estava uma unidade interior que as obrigava a se conectar.

Este grupo escolhido, chamava-se “Israel”, porque o seu desejo é ser Yashar – El (direto a Deus), como a característica da força eterna e completa da natureza. Em outros lugares, eles foram chamados de “hebreus” (Ivrim) porque já haviam se mudado (Avar) para agir de acordo com as leis da natureza, ou “judeus” (Yehudim) porque estavam agindo para se unir (Yichud) e se harmonizar com a natureza.

À frente deste grupo estava Abraão, um pesquisador intransigente que estava procurando o sentido da vida. Ele foi o primeiro a identificar a razão para a crise: o desenvolvimento do egoísmo que separa e distancia as pessoas. Abraão pediu aos seus alunos para serem fortes, para se levantar e fortalecer o espírito de unidade com todas as suas forças acima da terrível cisma. Seus esforços em se conectar despertou uma força positiva inerente à natureza. Esta força equilibrou a tendência negativa e os conectou em uma ligação forte que foi chamada de “um homem em um só coração”. A partir desses esforços, Abraão desenvolveu um método para a conexão que ele ensinou a todos os que vieram a ele. Esse método possibilitou que os membros do grupo começassem a desenvolver um sistema de relações entre eles com base em doação, amor e responsabilidade mútua que eles chamaram de Beit HaMikdash (Templo).

O Ponto de Viragem na História da Humanidade

Uma vez que os filhos de Israel atingiram um nível máximo de conexão entre eles, a situação deteriorou-se, e as conexões se enfraqueceram. Eles entenderam que, a fim de fortalecer as conexões entre eles, eles precisavam estar conectados a seus irmãos Babilônicos que tinham se dispersado e se tornado as setenta nações do mundo. O amor fraternal foi substituído pelo ódio infundado, levando não só à destruição do sistema de relações do “Templo”, mas também à destruição do Templo físico e continuou com a queda do reino unido de Israel. A força do ego continuou a dividir os Babilônios e semeou o ódio em todas as direções.

Um Ano Bom e Doce.

Por 2.000 anos, os judeus foram assimilados entre as nações do mundo. Por um lado, a centelha que Abraão semeou no povo de Israel começou a florescer no coração da humanidade, e, por outro lado, os Judeus absorveram novos desejos e opiniões egoístas. A conclusão da fusão mundial marca o ponto de partida para um processo real que está levando a um ponto de viragem na história da humanidade.

Slichah, O Erro Entre a Realidade e o Desejo

No mundo global e conectado dos nossos dias, o povo de Israel e as setenta nações do mundo estão imersos juntos em um problema comum, um pouco como Adam HaRishon 5.777 anos atrás, ou Abraão 3.500 anos atrás. A crise dramática que nos visitou, hoje, é resultado do mesmo desequilíbrio entre as forças opostas da natureza. O ego cria conflito e divisão, e nos leva a nos distanciar uns dos outros. Em contraste, o poder da conexão desenvolve as pessoas, consertando as peças quebradas em um sistema completo e harmonioso.

Nas primeiras gerações, não compreendíamos como as forças da natureza operavam porque não tínhamos as ferramentas em nossas mãos para fazer isso, mas uma vez que um ponto de conexão foi criado pela primeira vez na Babilônia, fomos obrigados a reforçar e a desenvolver quando confrontados com todos os estados de separação. Abraão nos deixou um método e uma missão: fornecer ao mundo o poder da conexão até que ele atinja um estado harmonioso e equilibrado.

A fim de não cometer um erro no caminho para o destino que a natureza colocou diante de nós, precisamos realizar uma limpeza diária na casa e analisar em profundidade o quanto temos avançado em direção à conexão entre nós e se ainda estamos a caminho para a mesma rede da completa conexão que Adam HaRishon descobriu.

Este esclarecimento essencial é chamado de Slichot, a descoberta da diferença entre as forças da natureza que aspiram à unidade e nossa falta de vontade em se unir. É simbolicamente habitual para nós, antes de Rosh Hashaná, esclarecermos juntos o quanto estamos agindo de acordo com as leis da natureza de todo o sistema. A esse respeito, nós confessamos que, “Nós somos culpados, traímos, roubamos …” e lamentamos a oportunidade que estava em nossas mãos de realizar a conexão entre nós e não o fizemos. Agora é o momento certo para considerar um novo caminho para a conexão.

Eu espero, desejo e oro por um ano de mudança, um ano da construção de um sistema de relações corretas entre nós.

Feliz ano novo a todos os filhos de Israel!

Do Ynet 02/06/16