Textos na Categoria 'Evolução'

Conseqüênciasde uma explosão Mil Anos

Nós todos somos as conseqüências da quebra do desejo enorme do primeiro homem (Adam Ha Rishon). Adam Ha Rishon  permaneceu no estado de perfeição total, embora fosse composto de inúmeros desejos e cada um deles queria para si. Desejos sempre “pensam” de si mesmos, e, ainda, o fato de que a força máxima permitida dominavam sobre eles toda a estrutura para permanecer dentro de uma condição que é chamada de o mundo do Infinito. É mantido com adesão total e ficou sob a autoridade absoluta do poder de doação e amor.

É semelhante à sensação que muitas vezes sentimos quando estamos sentados e cantando com os nossos amigos com ótimo humor, e esperando que esta sensação de calor e amor mútuo dure para sempre.

Claro, isso está longe de ser uma sensação espiritual, mas nos dá uma idéia de como a alma comum era antes de ter sido abalada. Então, alguma força externa quebrou e destruiu essa sensação.

De onde é que esta força vem em primeiro lugar? Foi revelada dentro de nós, nós nunca sentimos isso antes e nem sequer suspeitamos que ela existisse. De repente, sentimos ódio! Foi sempre se escondendo dentro de nós e, de repente, se mostrou contra a nossa vontade.

A força do ódio que nos atingiu foi tão grande que cada um de nós simplesmente fugiu do conjunto bonito e assim arruinou as conexões entre nós. Nós todos começamos a vê-la como algo sujo e nojento. Não podiamos tolerar estar dentro dela por mais tempo. É assim que aconteceu que acabamos neste mundo e continuamos a viver no agora.

Desde então, este mundo continua a desenvolver sob a orientação da força do ódio. Ao longo da história, e até hoje, temos vindo a utilizar o poder mais devastador e mais uma vez. Mas só hoje estamos começando a perceber que já atingimos a implementação final do ódio em nossas vidas e que não leva a lugar nenhum mais. A nossa esperança de alcançar a boa vida com a sua ajuda desapareceu.

O tempo de correção veio, uma vez que já entendemos que usando o poder do ódio e separação só pode arruinar as nossas vidas. Assim, é nosso dever fazer algo sobre isso.

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Da 2 ª parte da Lição Diáira de Cabalá de 13/1/12, O Zohar.

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Não Se Torture

Dr. Michael LaitmanVocê não deve se torturar por causa de suas qualidades ou coisas ruins que você fez ou faz. Afinal de contas, é o Criador que “engana” você e organiza todos os diferentes estados para você. É assim que Ele traz você ao reconhecimento do mal e, na verdade, faz todo o trabalho. E você, em vez de revelar a verdade, repreende a si mesmo por suas ações.

Pergunta: Mas se você não prestar atenção a estas coisas, não é como fugir da luta?

Resposta: Não é uma luta de todo. Você é como um burro diante do qual um obstáculo foi colocado: ele não entende como o obstáculo pode ser contornado, e tenta avançar através dele. Não há nenhum fim nisso.

Nós devemos nos elevar acima de todas as ações e sentimentos, acima de todos os cálculos imaginários, e através do grupo, nos conectar com o Criador. É a única maneira de chegarmos à decisão certa. Todo o resto é um jogo, o show da vida. Isso nos custa uma grande dor e sofrimento, mas esta é a nossa evolução: é impossível evitar os erros aqui antes de descobrirmos a oportunidade de subir. Um dia isso vai acontecer.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Morte: A Taxa Para O Desenvolvimento Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim permite-se mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.

Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o níveil inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.

A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar

É Difícil Ser Humano…

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Capítulo Bereshit“, Item 119: As luzes de Malchut de Davi retratam a representação dos graus do Chazeh de Malchut para abaixo, onde não há nenhuma face de homem. Ou seja, os graus de Chazeh para abaixo sobem e se tornam incluídos na Malchut de Davi, que é a face do homem do Chazeh para cima.

A representação significa o nível de algum grau. Representar é como acasalar, porque num Zivug os graus saem na representação adequada de acordo com a qualidade desse Zivug, para corrigir a representação de todos aqueles que estão incluídos na face do homem, numa representação interna.

Dentro da criação, há quatro tipos de desejo: inanimado, vegetal, animal e humano. Eles se desenvolvem passo a passo, porque a intenção do Criador é trazer essa criatura, através dos níveis inanimado, vegetal e animal, a tal grau de desenvolvimento, que ela deseja se tornar humana. Afinal de contas, a criatura não se torna humana naturalmente, como se a Natureza ou o Criador fizessem isso acontecer. Não, a representação humana é revelada nesta criatura somente como resultado do entendimento, compreensão, desejo, esforços e apelos preliminares – tudo que nasce de si mesma. Essa é a única maneira disso acontecer!

É por isso que este desenvolvimento é gradual. Pouco a pouco, ao longo de dezenas de milhares de anos do nosso desenvolvimento ao longo da história, em todos os nossos graus anteriores e distantes, nós basicamente “semeamos” dentro as qualidades internas de percepção, de modo que hoje, em nossa geração, elas despertassem e nos ajudassem a perceber o nosso propósito. De fato, no nível humano, nós devemos resolver por nós mesmos a forma e o modo com que temos de crescer, porque deve ser desse jeito e não de outro – para realmente moldarmos “a partir de um pedaço de mármore” algo que não existia antes, algo que nunca foi mencionado em nenhum lugar e não tem qualquer tipo de exemplo.

Eu preciso chegar a conhecer o Criador, e depois criar de mim, deste “pedaço de mármore”, a mesma forma em conformidade. E o Criador não se revela neste processo, pois se Ele se revelasse, eu só tiraria Dele algo superficial. Considerando que eu preciso estudá-Lo, cavar para revelar a essência interior, dos meus desejos mais íntimos e através das profundidades de todos os meus graus: inanimado, vegetal, animal e humano. Então, eu devo decidir se deve ou não me tornar semelhante ao Criador, pois isso é completamente oposto ao que eu desejo inicialmente. A construção do ser humano é um trabalho muito difícil e meticuloso que exige uma enorme atenção em cada detalhe. Este é exatamente o trabalho que nós estudamos no Livro do Zohar, no capítulo “Dois Grandes Luminares”.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/12, O Zohar

O Começo Da Iluminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sei por experiência que a pessoa está preparada para estudar se você explicar a ela porque isso necessário. Então, por que ela precisa de um curso sobre a evolução do egoísmo?

Resposta: A partir deste curso ela vai aprender não só o começo, mas também o fim de toda esta cadeia. Ela vai se sentir existindo dentro dela. Ela vai ver para onde tudo isso está se dirigindo. Com base nisso, ela poderia tomar decisões corretas em relação a todos os seus estados pessoais.

Comentário: Digamos que eu aprenda como os planetas se formaram. Como isso tem relação com a minha vida?

Resposta: Essa é uma parte da visão global do mundo, que eleva um pouco a pessoa acima de sua parte animal. Quando ela olha para trás alguns bilhões de anos, e quando ela olha para a frente para dezenas ou talvez centenas de anos à frente, ela começa a ver este eixo de tempo praticamente infinito dentro do qual ela existe neste momento – um elemento pequeno, fraco e dependente. Daqui, surge a pergunta nela: “Quem sou eu?”.

Quando ela perceber sua condição lamentável sobre este eixo, será possível começar a elevá-la acima, num novo estado onde ela vai sentir: “Tudo isto está abaixo de mim, eu posso estar no controle de tudo, estou realmente num nível superior e posso sair dos limites do tempo, espaço e história”. Este é o início dessa iluminação que irá surgir dentro dela.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Por Trás Dos Caprichos Da Natureza

Dr. Michael LaitmanNo final das contas, o que cada pessoa quer? Ela quer saber exatamente o que a influencia. É uma força, ou talvez sejam duas? Talvez existam milhares delas de cada lado? “Não importa. A principal coisa é se manter conectado a essas forças e torná-las boas para nós. Então, nós vamos ficar bem”.

Isto é o que exige o nosso egoísmo. Como o nosso ego evoluiu, nossa atitude para com o destino também mudou. As pessoas começaram a acreditar que suas vidas dependem de vários fatores externos. É nesta base que muitos credos e religiões foram criados.

A separação em “bom e mau” é subjetiva. Nós “entramos” numa imagem exterior dentro de nós mesmos e marcamos as coisas com “positivo” e “negativo”. Se não fizéssemos isso, não consideraríamos que tudo nos acontece “para o melhor”. Porém, percebemos qualquer fenômeno natural somente através do prisma de nós mesmos, e é por isso que somos incapazes de distinguir entre eles.

Milhares de detalhes de naturezas positivas e negativas surgem em nossa imaginação. Na medida em que nossos desejos egoístas crescem, nós sentimos a necessidade de detectar os fatores que influenciam cada um dos seus novos aspectos. Nós atribuimos algum significado superior a eles, uma vez que dependemos deles, para o melhor ou para o pior.

É assim que a nossa atitude é desenvolvida, através da mudança da nossa mentalidade para com o destino e para quem ou o quê nos dá nascimento, e depois nos envia para a morte nos levando sabe-se lá para onde. Finalmente, aos nossos olhos toda a natureza se divide em vários elementos e forças separados.

Se pararmos de associar desejos, sentimentos e poderes a essas forças, veremos que estamos simplesmente falando da natureza. Nesse caso, vários fatores não estão vestidos em trajes humanos e não têm desejos. Eles são apenas a “natureza cega”, nada mais do que isso. A natureza deixa de ser caprichosa, manifestando-se como “positiva ou negativa”, mas age de acordo com leis rígidas.

Como nós não aprendemos as leis da natureza e não temos controle do quadro geral que está sendo delineado por elas, estamos constantemente lidando com situações inesperadas. A questão é que nós simplesmente não temos conhecimento das leis objetivas da natureza, que não dependem de nada, exceto delas mesmas. 

O problema é que não vemos as causas dos eventos. Digamos que tudo desce até nós desde o nível mais elevado que desconhecemos, enquanto coisas óbvias se originam das leis da natureza cega. No entanto, a pessoa é incapaz de exercer tal abordagem porque esta depende de múltiplos fatores, que aos seus olhos são independentes. Então, ela começa a associá-los com os caprichos da natureza.

A pessoa não rastreia suas raízes e não vê a origem de suas ações, julgamentos e sensações; ela nem sequer suspeita que age de acordo com um programa especial instalado nela. Ela só vê a parte observável; é por isso que ela considera que ela mesma e os outros são independentes e arbitrários. Como resultado, ela atribui o mesmo conceito à natureza e começa a acreditar erroneamente que a natureza tem certa força de vontade própria que pode ser alterada dependendo das circunstâncias.

A pessoa confia que deve tratar a natureza positivamente, bajulando-a, satisfazendo-a, e pagando àqueles que possivelmente estão perto da natureza e podem proteger a pessoa. Nesta fase, a pessoa para de despersonalizar a natureza, mas atribui seus próprios desejos, pensamentos, e propriedades a ela. Esta é a raiz das crenças e das religiões.

Hoje em dia, vemos que os nossos desejos egoístas, que vêm crescendo ao longo dos séculos, nos levaram através dessas teorias e várias atitudes para com a divindade. No final, todas elas entraram em colapso. Algumas se inclinam a se segurar fanaticamente a certa teoria separando-se artificialmente do resto do mundo por causa de uma alegada estabilidade, mesmo que isso as impeça de crescer mais. Essa atitude pode ser rastreada no fanatismo religioso e no fascismo, isto é, nos tipos egoístas tacanhos de união que a princípio trazem estabilidade para a sociedade, mas no final se rompem, uma vez que tornam o avanço impossível.

Na medida em que o egoísmo das pessoas cresce, os seres humanos permanecem “nus”, uma vez que perdem a oportunidade de se conectar com a natureza. Eles sentem que estão sendo cativados pelo poder absoluto que abarca todas as esferas da vida, que eles dependem do acaso e do destino, e que simplesmente não podem formar qualquer tipo de atitude subjetiva em relação a esses conceitos. Isso se torna um ponto de virada que, no final, irá remeter a humanidade à sabedoria da Cabalá. 

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/11, “A Paz”

Do Naturalismo Ao Politeísmo

Dr. Michael LaitmanA pessoa não conhece o mundo onde vive. Na verdade, ela pertence à natureza, que a joga de um estado a outro. Durante as várias décadas de sua curta vida ela não tem tempo para perceber o que está acontecendo. Curiosamente, cerca de 150 anos atrás, a expectativa de vida do homem não era 70 anos, mas 40 anos.

Independentemente da quase duplicação da nossa expectativa de vida, nós ainda não compreendemos a essência da vida. A humanidade ainda não sabe o que procurar e onde encontrar. O sentido da vida permanece ambíguo. Quando a vida começa, e aonde ela nos leva? Existe um propósito para ela? O que está acontecendo conosco? As respostas são vagas.

As pessoas estão sujeitas ao poder da natureza. Ninguém recebe um livro com as revelações de Cima. Todos nós revelamos tudo que está dentro do nosso mundo. As revelações que fazemos constroem nossa compreensão e consciência da realidade.

Exceto pela substância da qual somos feitos e nossos cinco sentidos, o ser humano possui uma capacidade inerente de descobrir algo maior. No entanto, tudo está em potencial, e, na realidade, nós construímos nossa atitude perante a vida e a natureza com base no que vemos. É assim que as teorias simples da criação foram feitas. Elas são condicionadas pela nossa vida nesse mundo.

Primeiro, o homem percebeu o mundo como natureza. Ele observou a natureza como um todo, como uma imagem completa, onde todas as peças estão interligadas. Depois, ele se sentiu próximo à natureza. É uma abordagem antiga que era totalmente clara, já que tudo era aparente e revelado.

Mais tarde, as pessoas começaram a classificar os fenômenos naturais em “bom” e “mau”. O homem se tornou egoísta e parou de se sentir como parte integrante da natureza. Ele descobriu que a natureza tinha várias limitações que pareciam positivas ou negativas. Ele separou os elementos que o influenciavam em “benéficos” e “prejudiciais” e, assim, criou a noção de forças do bem e do mal.

No início, era uma oposição geral do bem e do mal, que mais tarde começou a se dividir em várias forças independentes, até que comunidades e panteões de deidades foram criados. Assim, o nosso ego nos distanciou ainda mais da natureza unificada.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/11, “A Paz”

Quando O Mundo Inteiro Exige

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com as profecias dos Cabalistas, quando é que a maioria da nação de Israel começará a estudar a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Isso acontecerá quando o mundo inteiro exigir. Israel não pode despertar se o mundo não exigir isso, porque Israel não tem qualquer necessidade de despertar a menos que esteja trabalhando para o mundo inteiro.

É por isso que nós, os guardiões do método e que temos consciência do que está acontecendo, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá o mais rápido possível em todo o mundo, de todas as formas possíveis, mencionando ou não a palavra “Cabalá”.

Nós devemos explicar nossos estados, a correção e o que podemos alcançar através das correções. Isso despertará as pessoas e lhes dará a compreensão de como corrigir a crise. Como resultado disso, como é dito nos Profetas, “As nações virão e carregarão Israel em suas mãos para construir o Templo”.

Sem essa pressão não haverá um avanço – a nação de Israel não vai sentir a necessidade disso. Antes das dez pragas do Egito, a pessoa não foge do Egito. Mas nós temos a oportunidade de converter essa pressão do sofrimento comum no sofrimento do Amor, quando você mesmo anseia por algo que não tem.

Mas, de qualquer modo, a pressão tem que estar lá. A guerra do Gog e Magog tem que acontecer para que nós nasçamos no nível seguinte. Mas nós podemos provocar as dores do parto e o nascimento graças ao nosso desejo de sair deste mundo, em vez de ser graças às verdadeiras dores do parto – guerras e sofrimentos por todo o mundo.

Os Profetas nos falam sobre golpes que estão reservados para nós por parte da natureza. Mas, ao mesmo tempo, nós temos a sabedoria da Cabalá, a fim de aceitarmos esses golpes como intencionais e ajudarmos o nascimento.

No momento em que eu me conecto à meta, os golpes se tornam um remédio. Eu não os sinto mais como golpes. Mas eu tenho que passar por todas as forças e todos os estados. No entanto, se eu mudar minha percepção e atitude em relação a eles, eu passo por eles com alegria.

Eu passo por isso de forma consciente, eu vejo a meta e desejo esses golpes; é como se eu estivesse dando a luz a mim mesmo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/12/11, O Estudo das Dez Sefirot

O Poder Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanO amor que a ciência da Cabalá nos revela é um princípio da natureza. Temos de vê-lo como a força fundamental, sem a qual nenhuma forma de vida teria alguma vez emergido.

Dois objectos podem existir apenas em virtude da doação mútua, da compaixão mútua, do equilíbrio entre eles conforme a equivalência de forma, a atracção mútua. Mesmo no nível inanimado da natureza, partes opostas – prótons e elétrons – existem juntas num sistema denominado átomo, molécula e por aí fora.

Quando se juntam mais, elas começam a trabalhar juntas no nível vegetal, com a fotossíntese e outros mecanismos inerentes a ela. Existe uma troca de substâncias e sistemas acompanhando-a, e entre elas – consideração mútua dos interesses de cada um. Afinal de contas, elas tampouco podem existir sem duas forças: atracção e repulsão, recepção e doação.

A seguir, no nível animal, estes sistemas de recepção e doação não existem mais dentro de um objecto, mas entre corpos diferentes, que têm de unir-se para produzir descendência. Eles dependem um do outro, ajudam-se e, em virtude disso, a vida continua.

Mesmo que isso ocorra instintivamente, através de ordens da natureza por ora, nós já vemos como duas forças opostas interagem em equilíbrio uma com a outra. Como um todo, o complexo inteiro dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza está inteiramente equilibrado, e todas as suas partes dependem umas das outras.

Contudo, o homem difere enormemente destes sistemas: a força de atracção, de recepção destaca-se nele drasticamente, sendo uma força má que ele não equilibra com a força boa. Isto separa o homem do mundo animal. Nós ficamos fora dele precisamente através da força má inculcada em nós, que deseja consumir mais e mais, para adquirir e governar. Como resultado, tornamo-nos mais fortes que a natureza, muito embora na realidade isto seja uma pequena vantagem.

Afinal de contas, a natureza é sábia e duas forças opostas estão equilibradas nela. Para causar progresso geral, ela activa estas forças uma após a outra para desenvolvê-las enquanto preserva o equilíbrio geral. Por outro lado, o homem, com o seu egoísmo único e excessivo, eleva-se acima do seu nível animal, acima do equilíbrio, como uma torre, elevando-se exponencialmente mais e mais alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/11, Escritos do Rabash

Como Nós Nos Protegemos Da Natureza?

Dr. Michael LaitmanNós temos algo a dizer para as pessoas que querem ouvir explicações. Vamos jogar nossas cartas na mesa e avaliar de forma realista a situação. Em primeiro lugar, nós somos movidos pela natureza e existimos em seu sistema. Vocês podem ver por si mesmos que, apesar de todas as nossas tentativas vãs, nós não controlamos o mundo. Ele é dirigido por um determinado programa que age conforme certas forças. No final, nós estamos sob seu controle.

Em segundo lugar, ao nos mover desta forma, não sabemos onde vamos acabar. Portanto, como nós deciframos o programa do nosso desenvolvimento? Como podemos controlá-lo? Talvez o suavizando um pouco? Por exemplo, hoje os líderes europeus não são capazes de adoçar a pílula amarga prescrita para a zona do Euro. Eles já estão inclinados a considerar todo este mercado comum como um erro. No entanto, de que erro nós podemos falar se ele faz parte do programa? O que aconteceu, aconteceu, e nada pode ser feito sobre isso. É tolice lamentar o passado.

O homem é criado de tal forma que antes que ele possa realmente participar de uma força operacional, ele é incapaz de compreender que, em vez de representar a função, ele representa o resultado, a ação. Assim, a humanidade está descobrindo a sua impotência devido a problemas reais. Mas o verdadeiro colapso ainda não começou. A crise tem várias camadas, e sua principal característica não é nem a dívida irrecuperável ​​nem o desemprego.

Num futuro próximo (talvez em um ou dois anos a partir de agora, se o processo se acelerar), nós veremos que o mundo não poderá continuar a existir. Catástrofes climáticas, problemas econômicos e industriais vão nos colocar à beira de um precipício. Nações não conseguirão controlar o grande número de desempregados. Nós simplesmente não temos um sistema capaz de suportar algo do tipo. Depois, os desastres forçarão as pessoas a nos ouvir.

Em terceiro lugar, nós devemos nos perguntar por que a evolução nos sujeitou a tais choques poderosos? Em nossas condições atuais, diferentes tipos de nível vegetal e animal da natureza estão simplesmente se extinguindo, como os dinossauros. Talvez por isso nós também vamos desaparecer da face da terra sob a lâmina da guilhotina?

Neste caso, não temos outra solução, exceto encontrar uma terceira força que trabalhará contra a natureza, em outras palavras, contra o Criador. Não importa como nós a chamemos. Os filmes de Hollywood também estão representando ameaças globais, mas na forma de um asteróide voando em direção à Terra, pronto para nos destruir em questão de segundos.

Como regra geral, os protagonistas dos filmes conseguem salvar a humanidade. Nós também precisamos nos voltar para a humanidade com um pedido de proteção. Nós temos que encontrar a força protetora para resistir à natureza, que está nos levando à morte. Nós fazemos parte do seu programa, e se a “natureza cega” planejou acabar conosco através de uma série de cataclismos, como é que nós encontraremos uma força alternativa para o desenvolvimento? Como podemos mudar o programa?

Primeiro, nós precisamos nos elevar a um novo nível, adquirir sabedoria e entender o que implica o programa comum. Isso nos leva à quarta etapa, quando finalmente devemos perceber que a nossa essência, o desejo egoísta, é a fonte de todos os desastres. Se não fosse o ego, não estaríamos destruindo a sociedade humana, a instituição familiar, o sistema educativo, as relações entre pessoas, países e religiões; não estaríamos criando barreiras artificiais que nos separam e no final só levam à destruição mútua.

Quando nós percebermos o mal, pensaremos sobre o que chamamos de bem. Então, nós aprenderemos com a natureza, onde o mecanismo integrado de união e reciprocidade opera. Nós somos capazes de imaginar isso e observar com nossos próprios olhos. Então, o que nos falta? Apenas a capacidade de subir acima da nossa essência.

Será que nós seremos capazes de mudar o curso do nosso desenvolvimento se subirmos acima de nós mesmos, ou a natureza ainda é mais forte do que nós? Não, ela não é mais forte. Por que não? Porque a natureza nos controla através do nosso egoísmo, mas se nos apoiarmos e fortalecermos mutuamente, se construirmos um sistema comum e quisermos unir, não importa o quê, as forças da natureza nos desenvolverão no bom caminho.

Na verdade, o nosso egoísmo não quer mais continuar a crescer, porque o crescimento só lhe causa mais problemas. Finalmente, nós podemos adquirir a oportunidade de controlá-lo e, além disso, usá-lo para avançar no bom caminho, mas somente se aprendermos a usá-lo para a união. A essência de todo o mal é que nós nos desenvolvemos ferindo um ao outro, enquanto a essência da bondade é desenvolver-se, unindo-se com os outros.

Impulsionada pela necessidade, a humanidade tem que mudar completamente a sua atitude perante a vida, o ambiente, a sociedade, a criação dos filhos e a educação. Nós precisamos construir tudo a nossa volta de uma maneira que nos permita estar rodeado de ternura, como as crianças. Nós tentamos colocar as crianças numa sociedade exemplar, para que elas aprendam a se comportar bem, a se importar consigo mesmas e os outros, e assim por diante. Eu gostaria de colocar meu filho na melhor creche, deixá-lo aprender reciprocidade, línguas, e que ele fosse uma boa criança.

A própria evolução implantou a atitude dos pais em nós, que nos permite compreender como tratar os outros. Não é por acaso que fomos divididos em gêneros masculino e feminino, que juntos criam a posteridade, o grau seguinte. Isso nos permite ver como construir um ambiente adequado para nós mesmos. Nosso cuidado natural pelos filhos e netos nos empurra para a mesma coisa. É por isso que hoje temos que criar uma creche universal para todos. Quem quer ser um professor é bem-vindo.

De modo geral, o único problema da humanidade é educação. Para ser mais preciso, o problema é entender que este é o principal problema. É por isso que nós explicaremos ao mundo que o poder que precisa ser despertado já está dentro de nós, está na união entre nós.

A ciência confirma que, quando as pessoas se reúnem e se unem, elas geram um novo poder, especial integrado que existe por conta própria. Por exemplo, esse poder une uma nação através da manutenção de uma abordagem, caráter e potencial comum nas pessoas. O poder de união que aparece através de anos de vida e interação mútua não vem do Alto, mas existe entre elas de acordo com a forma específica de sua união.

Da mesma forma, quando nos unirmos hoje, nós geraremos este novo poder integrado da união do mundo, que se tornará a nossa proteção, mais poderoso do que a natureza, o clima, a ecologia, ou qualquer outra coisa. Afinal, esse poder é muito maior; ele pertence ao nível humano, e o homem sobrepõe-se aos outros níveis da natureza. Por esta razão, este poder certamente nos ajudará a adoçar o nosso desenvolvimento, em vez de tremermos como coelhos que estão sendo levados para algum lugar desconhecido. Nós controlaremos o processo em ação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”