Textos na Categoria 'História'

Hoje, Todos Os Caminhos Levam A Nova Jersey

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe diferença entre assistir a Convenção em casa, no monitor do computador, ou ir até lá pessoalmente? Será que uma pessoa consegue alguma coisa adicional estando lá pessoalmente?

Resposta: Você provavelmente sabe que no século XVIII era popular entre a classe rica comprar a sua própria cadeira ou reservado na ópera ou teatro. Se uma pessoa queria ouvir sua ária favorita numa ópera, podia ir apenas naqueles 15 minutos, apreciá-los, e depois voltar para casa. Naquela época não havia gravadores ou gravações de modo que as pessoas tinham que ir lá pessoalmente para ouvir uma sinfonia ou ópera.

Mais tarde, gravadores e televisores foram inventados. Portanto, porque os teatros não foram fechados até hoje? Por exemplo, um bilhete para uma ópera italiana de um cantor famoso custa muito dinheiro. Uma vez eu fui a uma ópera em Londres e o assento mais barato no topo da galeria custava 40 libras. Mas as pessoas ainda vão lá, porque é impossível transferir uma impressão através da tela.

Para obter uma impressão completa, você tem que estar naquele lugar pessoalmente. “Um lugar” é uma noção espiritual, que também existe em nosso mundo.

E isto é ainda mais verdadeiro em se tratando de uma Convenção Cabalística, porque nela nós nos reunimos para unir! Para isso não basta vê-la na tela ou ouvi-la através do microfone. Se até mesmo uma ópera gravada não lhe dá a mesma impressão que uma apresentação ao vivo, isso é ainda mais verdadeiro com o sentimento de união.

O propósito de toda a Convenção é a união. Todos os eventos, seminários e discussões são dedicados a isso. Este é um processo único e vivificante que não pode ser transmitido de forma alguma. Por isso eu estou disposto a viajar para qualquer grupo, para qualquer ponto do mundo, mesmo que isso seja muito pesado para mim. Mas não há escolha, eu não posso realizar a minha missão de outra forma e você não pode alcançar a meta de outra forma.

Somente se alguém vive num local muito remoto e não tem oportunidade de assistir, e realmente não pode (e ele terá de provar isso ao Criador, não para nós), então, aparentemente, existe um cálculo pessoal, especial consigo. Mas eu não deixaria a oportunidade de participar de uma Convenção passar por mim por nada.

Há um famoso exemplo de uma pessoa que viveu há milhares de anos no deserto de Negev, que trabalhava na agricultura, e que uma vez por ano viajava a pé para estudar em Jerusalém. Ela só era capaz de ficar e estudar lá por um dia, porque o caminho era tão longo que ela tinha que voltar para retornar a tempo de começar a trabalhar no campo. Até hoje, dedica-se um dia especial a sua honra (“um aluno por um dia”), quando todos se sentam e estudam.

É impossível passar a energia de uma pessoa para outra sem contato pessoal, físico, quando estamos todos juntos. É por isso que vivemos neste mundo! Este mundo é especial porque todos nós somos egoístas e, portanto, capazes de começar a nossa conexão apenas desta forma.

Afinal, nós ainda não estamos conectados a uma conexão espiritual. Portanto, outro nível inferior nos foi dado, chamado de “este mundo” – uma realidade imaginária onde a nossa conexão nasce. Depois disso ela já começa a se desenvolver na espiritualidade.

É como uma flor que não cresce até que o grão apodreça na terra e um broto cresça a partir dele, o qual depois cresce para se tornar uma flor. É assim que devemos plantar o início de nossa conexão. Apesar de estarmos no mundo egoísta, nosso grão deve apodrecer neste solo egoísta e um novo broto vai surgir dele.

No entanto, esta fase preliminar, esta conexão física entre nós é necessária, e é por isso que todo este mundo existe.

Eu acho que depois destas palavras, uma explosão deve ocorrer e todos que não se inscreveram vão correr para se inscrever para a Convenção. Se eu morasse vive nos EUA, eu não ficaria em casa…

Você pode colocar uma televisão com a maior tela na frente de você e definir as condições ideais, mais confortáveis, tirar férias do trabalho para que ninguém o impeça de assistir, mas isso ainda não vai lhe dar o contato real. Você vai perder a coisa mais importante: a sensação interior, e vai ver apenas a imagem externa.

Da Lição nos EUA de 08/05/12, Shamati

A Época Da Livre Escolha

Dr. Michael LaitmanÉ difícil falar sobre o Holocausto porque este tema está intimamente ligado aos sentimentos das pessoas. É mais fácil discutir as guerras que ocorreram milhares de anos atrás, apesar de terem sido muitas vezes travadas entre os nossos povos, por exemplo, entre os judeus helenistas e aqueles que aderiram aos princípios fundamentais. No geral, o povo de Israel certamente comnadou muitas guerras com os inimigos externos: os romanos e outros.

Nós sabemos que todas as guerras passadas foram resultado de Israel não cumprir o seu objetivo. Sabemos da Tanach e Gemara que se o povo de Israel agisse corretamente, nenhuma nação reinaria sobre nós. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “Arvut (Garantia Mútua)”. Mesmo antes, o Ari tinha dito que se tivéssemos permanecido como fiadores uns dos outros, como no período do Primeiro Templo, e se não tivéssemos caído dele, as forças impuras não teriam ganhado poder sobre nós.

No entanto, a nossa queda estava prevista no programa da criação, de modo que neste mundo, como analogia do mundo espiritual, passaríamos pela quebra dos reis de DaHGaT (a destruição do Primeiro Templo) e a quebra dos reis de TaNHYM (a destruição do Segundo Templo). Em nosso mundo material nós também tínhamos que passar por essas duas quebras, e é por isso que caímos do nível espiritual até o fundo.

Na época, o rabino Akiva riu quando viu o terreno baldio no lugar do Templo. “Eu nunca acreditei que isso iria acontecer”, disse ele, “e desde que o Segundo Templo foi destruído, agora não há dúvida de que o terceiro se levantará e que a redenção completa virá”. Portanto, essas duas destruições e o longo exílio foram necessários. Pode-se dizer que ainda não havia liberdade de escolha: todos os estados eram determinados pela interação da Luz com o vaso no caminho.

E hoje, quando chegamos ao nível mais inferior e atingimos o maior egoísmo, um novo mundo está começando a emergir. Ele já está “arredondando”, já manifesta a quebra, e como o Baal HaSulam diz, nós estamos no limiar da redenção.

Como conseqüência, novas leis estão agora agindo em nós, não os princípios “mecânicos” que anteriormente nos impulsionavam juntamente com toda a humanidade. Em paralelo com o seu desenvolvimento, nós passamos por vários estados de subidas e descidas por todo o caminho até o presente momento, mas deste ponto em diante, uma nova época está começando, a era da livre escolha.

Após a quebra, após a queda e a inclusão mútua com o mundo, hoje tudo está pronto para a correção. Nós somos os únicos que percebem essa correção através das boas ações e do pedido que vem das almas quebradas. No entanto, essas almas perdidas não são capazes de pedir e realizar boas ações. O que podemos fazer?

Nós estamos tentando nos unir num todo, como antes da quebra, antes da destruição do Templo. Mesmo se não possamos realizar isso, os nossos esforços é que são as “boas ações”. Eu continuo tentando até o momento em que imploro por ajuda, até eu clamar: “Salva-me”. Dessa forma eu elevo MAN, o pedido de correção e, em resposta, a ajuda vem do Alto, chamada MAD.

E nisso nós temos livre-arbítrio: podemos acelerar nossa história, o processo que temos de percorrer. Se não realizarmos a cada segundo tudo que somos capazes, através de nossa livre escolha, então o estado em falta e não realizado não chega como um amanhecer muito aguardado na propriedade da misericórdia (Hassadim), mas transforma-se nas propriedades de superação (Gevurot). Como conseqüência, no lugar de “águas paradas” surge “águas turbulentas”, em vez das águas de Bina surgem as águas do dilúvio, e assim por diante. Em vez de avançar no caminho da Torá e da Luz, no amai ao próximo como a si mesmo, nós vagamos, impulsionados por problemas que não nos fazem avançar, mas simplesmente nos obrigam a realizar as ações que perdemos. Afinal de contas, de uma forma ou de outra, somos obrigados a completá-las.

Isso levanta uma pergunta. No começo, eu era capaz de produzir determinada ação, auxiliado pela unificação dentro do grupo, através da compreensão e do sentimento, da inclusão mútua com os amigos, apoio mútuo, e assim por diante. Eu conseguia alcançar isso sem uma necessidade premente, mesmo que isso significasse aumentar artificialmente a importância desta ação aos meus olhos. Mas agora, quando estou sendo estimulado por catástrofes e pela necessidade, será que estou realmente realizando o meu livre arbítrio? Não. Será que eu estou indo em direção ao fim da correção como um animal que foge dos golpes de um chicote? E este é o desenvolvimento espiritual? Onde está o livre arbítrio nisso?

A única coisa é que as desgraças vão nos levar a pensar e refletir, e através de sua ajuda, vamos começar a tatear e reconhecer o mal. No entanto, para isso, teremos que pagar, e neste caso a nossa livre escolha será muito mais complexa e multifacetada. Afinal, não existem concessões aqui; a pessoa ainda tem de ir pelo seu livre arbítrio através de cada degrau dos 125 degraus da subida, desde o ponto mais baixo até o fim da correção. Caso contrário ela não será um “ser humano”.

Assim, nós elevamos um pedido de correção (MAN) e receber uma resposta (MAD) de Bina. Se isso não acontecer, nós fazemos a transição para as propriedades da superação, Gevurot. Isso significa miséria e desastres, tanto pessoais quanto coletivas, incluindo o Holocausto. Em geral, este processo assola toda a humanidade, mas o povo de Israel é afetado várias vezes mais, uma vez que não está cumprindo sua função.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam escreve sobre o fato de que o mundo está dividido em duas partes: interna e externa, “Israel” e as “nações do mundo”. “Israel” também é dividido em duas partes: a interina inclui aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá para se corrigir, e a externa inclui aqueles que não se preocupam com a correção. Por sua vez, a parte interna das “nações do mundo” é seus “justos”, e a parte externa é seus “ímpios”, “aqueles que causam danos”.

Um mecanismo de conexão age dentro deste sistema: a maneira como as duas partes se relacionam dentro de “Israel” é a mesma como elas se relacionam dentro das “nações do mundo”. Portanto, quando aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá se elevam, correspondentemente, dentro das “nações” as pessoas que anseiam por união e boa convivência também ganham força.

Inversamente, se “Israel” ignora a Torá, a sabedoria da Cabalá, em outras palavras, se desconsidera o seu propósito, então, dentro da “nações” a pirâmide também se inverte: os externos se elevam e tomam o poder sobre todo o mundo . Claro, esses eventos são de longo alcance e têm um impacto negativo sobre “Israel”, cuja mensagem e propósito descem, dando lugar no topo aos ímpios e lançando ao fundo aqueles que estudam a Cabalá e que estão perto de espiritualidade. Assim é como a “hierarquia do poder” é colocada.

Isto é o que aconteceu conosco nos tempos de Hitler. Israel agiu em contrariedade com o seu papel, preferindo a materialidade à espiritualidade e, com isso, dentro das nações do mundo a parte destrutiva elevou-se acima do bem, até que a pirâmide inverteu-se. Nesse ponto, “aquele que traz dano” surgiu e fez o seu trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/2, Dia em Memória ao Holocausto

Por Que Estudar O Passado?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O curso da evolução do egoísmo humano pode ser estudado através do exemplo das quatro fases do desenvolvimento da natureza. Será que nós devemos estudar outros assuntos neste contexto evolutivo?

Resposta: Não, do ponto de vista do desenvolvimento do egoísmo, a evolução e a história são formas históricas que se acumulam gradualmente e mudam graças ao egoísmo, e o fazem de repente, por um salto. Qualquer tipo de atividade social, inter-relações, engenharia ou tecnologia, é substituído dentro de alguns anos ou décadas por outro tipo, desde que um force o outro.

As relações sociais mudam e, assim, o correio, telégrafo, telefone, notários, a interação parlamentar, etc., emergem. Isto é, tudo muda em todos os níveis, em toda a dimensão das inter-relações humanas.

Nós não estamos simplesmente estudando história, mas o desenvolvimento social, político, econômico, público e tecnológico, bem como instrumentos de trabalho e produção, e agricultura. Isso porque a agricultura determina a migração, que determina a demografia, que determina outra coisa. Tudo está em tudo, tudo está tão interconectado!

Também está conectada a isso a idade glacial, a idade glacial menor, o período de vegetação, e assim por diante. Nós conectamos a ecologia com isso, incluindo o clima. Nós vemos que tudo isso é um sistema completo.

Pergunta: Por que precisamos sentir essas fases?

Resposta: Se a pessoa não souber o que aconteceu ontem, amanhã ela não conseguirá pensar corretamente. Ela precisa ver todo o enorme sistema que sempre se moveu e que nos trouxe até o nosso estado atual. Apesar de continuar movendo os nossos estados inanimados, vegetais e animais, ele nos deixa o quarto nível de desenvolvimento como o livre-arbítrio, porque devemos concluí-lo nós mesmos.

Acontece que a pessoa já consegue fazer algumas aproximações e ver que estaremos avançando. No entanto, se ela não acrescentar a sua participação pessoal, exercendo seu livre arbítrio, interagindo com os outros corretamente, e se reestruturar voluntariamente e com a sociedade com antecedência, antes de receber golpes por trás, seus componentes inanimado, vegetal e animal a empurram para frente com rigor e provocam ações correspondentes dentro dela. Estas podem ser terríveis doenças, terremotos, agitações de revoluções, e assim por diante.

Nós não temos uma visão clara deste processo, à medida que o material empírico necessário ainda não se acumulou. No entanto, nós podemos fazer uma aproximação em relação a que tipos de golpes nós passaremos que nos empurrarão por trás, “em direção à felicidade pela vara”, por assim dizer, se nós não a impedirmos através da nossa unificação, com a participação mútua e aspiração à harmonia e união.

É por isso que é muito importante estudar o passado.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

A Missão De Israel

Dr. Michael LaitmanA missão da nação de Israel se divide em várias etapas. Primeiro, nós subimos ao grau do fim da correção sozinhos. É por isso que nós saímos do estado da Babilônia e, em seguida, caímos no estado do Egito, e 400 anos mais tarde recebemos o método da correção permanecendo “sob o monte Sinai”. Em seguida, nós subimos ao nível do Primeiro Templo, que é basicamente o fim específico da correção para este grupo.

No entanto, este ainda não é o fim do desenvolvimento do mundo, razão pela qual nós descemos para o exílio e depois subimos ao nível do Segundo Templo e, finalmente, entramos no último exílio, no nível das nações do mundo. Ao todo, considerando as fases intermediárias, este foi o nosso quarto exílio.

Todas as fases deste caminho permaneceram em nossas Reshimot. Assim, hoje nós devemos finalmente nos corrigir. Deste modo, nós subiremos a um nível mais elevado do que antes, já que nos misturamos com as nações do mundo, que se juntarão a nós no processo desta última ascensão. É assim que nós subiremos ao nível da correção de Israel e ao nível da correção geral.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Vamos Atacar O Faraó Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Convenção, é possível dar um grande salto nos mundos internos?

Resposta: Nós não damos um salto na Convenção, mas vamos do nosso estado mais baixo, que nem sequer tem um nome e não pertence à escada espiritual, até o primeiro nível sobre ele. Isso não é um salto.

Nós temos que entender a diferença entre o nosso trabalho preliminar, que ocorre antes de pisarmos na escada dos níveis espirituais, e o trabalho nestes níveis. O trabalho preliminar é muito direcionado ao grupo. Eu me incluo nos outros, eles me influenciam e eu os influencio. Eu ainda não tenho a minha própria individualidade espiritual. Eu ainda não existo como um indivíduo espiritual.

Portanto, se eu me incluo em milhares de pessoas que estão ao meu redor, eu recebo suas opiniões, desejos e forças, e, como no nosso mundo, eu uso os recursos que essa sociedade tem, que me permitem reduzir bastante o meu caminho. É semelhante a tirar uma pessoa sem instrução da selva e ensinar-lhe a ser príncipe, semelhante ao filme My Fair Lady.

Todos nós podemos receber o apoio do cérebro e do coração comum, de nossa inclusão mútua. Quando eu me incluo no campo geral que os outros criam e no qual todos os Cabalistas das gerações passadas participam, todas as almas, toda alma comum, eu recebo as forças que me permitem dar o salto.

Acontece que os outros trabalharam por 20 anos para atingir o nível espiritual, enquanto eu cheguei há apenas um par de anos (ou talvez 3 ou 4 anos, uma vez que cada pessoa necessita de um período de tempo mínimo), mas tudo depende do meu desejo. Eu posso ser incluído nesta união comum e ascender junto com todos.

Há um ditado que diz: “Peça-Me e eu entregarei”, o que significa que nós podemos receber o estado espiritual com antecedência e pagar por ele depois. Isso é possível.

Mas quando a pessoa já começa a subir os níveis espirituais, ocorre um desenvolvimento mais individual lá. Mesmo que isso também pressuponha a inclusão mútua com os outros, lá a pessoa começa a trabalhar conscientemente com a Luz e a discernir os desejos.

Portanto, aqueles que não têm a realização espiritual ainda podem aderir à sociedade como uma criança pequena a um adulto. Tudo depende dos esforços da pessoa: ela tem a oportunidade de participar da Convenção e entrar na espiritualidade, em virtude de todo o sistema.

Da mesma forma, nós também não repetimos as correções que os grandes das gerações passadas concluíram. Nós somos como crianças que levantam seus braços, o que nos permite subir ainda mais. Nós estamos de pé sobre a plataforma que eles criaram.

A mesma coisa acontecerá com os novatos que se juntarem a nós na convenção: eles vão receber o mesmo tipo de apoio de nós, de suas “gerações anteriores”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/11, Talmud Eser Sefirot

À Memória Do Meu Professor

Dr. Michael LaitmanHoje marca 20 anos desde o dia do falecimento do meu Professor. Baruch Shalom Halevi Ashlag foi o último Cabalista na linhagem de sábios desde Adão até os nossos dias: Adão – Abraão – Moisés – Rashbi – Ari – Baal HaSulam – Rabash, e muitos milhares entre eles.

O Rabash mostrou grande bravura ao transmitir o método Cabalístico para nós, de modo que nesta geração nós fôssemos capazes de levá-lo para todo o mundo. Sem o seu trabalho, não teríamos essa oportunidade. Eu vi como ele observou firmemente este princípio: a revelação da ciência da Cabalá para o mundo está acima de todos os outros cálculos.

Durante a madrugada nós subimos a Jerusalém e visitamos seu túmulo. Obviamente, este lugar para nós não é mais que um símbolo ou um costume, porque a nossa conexão com nosso Professor está viva e constante. Todos nós esperamos nos tornar seus filhos dignos, razão pela qual denominamos nosso grupo “Bnei Baruch” – os filhos do Baruch Ashlag.

Do Programa de TV “Conversas”, O Dia em Memória ao Rabash

O Sonho Americano Saindo Pela Culatra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a disseminação da ciência Cabalística nos EUA deve diferir da disseminação em outros países devido à influência do “sonho americano”, que supostamente somos capazes de atingir aqui – o sonho de muito dinheiro, uma boa vida, mulheres bonitas …? Como podemos combater esse estereótipo?

Resposta: Eu acho que os outros países ainda têm fantasias de que seja possível atingir esse “sonho” nos EUA. No entanto, eu creio que tudo isso está se tornando coisa do passado. As pessoas devem acordar do sonho. Eu não acho que esse “sonho” durará muito, tanto para aqueles que vivem nos EUA quanto para aqueles que vivem no exterior.

Olhe como os norte-americanos estão perdendo o respeito em todo o mundo, como as pessoas já não estão mostrando uma boa atitude para com eles e estão, na verdade, começando a desprezá-los. Logo, isso se transformará em ódio. Isso está acontecendo principalmente porque as pessoas não querem tolerar a atitude dos EUA em relação a elas, a atitude de um país que se permite a liberdade de fazer qualquer coisa que desejar.

Portanto, eu não acho que esse “sonho americano” tenha qualquer poder. À medida que a crise se agrava, mais e mais pessoas no mundo revelarão que o “sonho americano”, que já derreteu, foi construído à custa delas, porque os EUA astutamente exploraram o mundo inteiro. E isso vai voltar a eles como um bumerangue muito poderoso.

Conforme nós disseminarmos o método de correção, que reside na união, igualdade, garantia mútua, salvaremos a nós mesmos da culpa e dos golpes, como está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. Não tentaremos acertar as contas do passado, mas criaremos novos tipos de relacionamentos. O que passou, passou. Não vale a pena sondar o passado.

Se começarmos a acertar as contas do passado, o mundo inteiro se voltará aos EUA com reclamações, porque é assim que o seu sistema econômico foi construído: à custa das outras nações. Somente o método que nos é oferecido pela ciência da Cabalá limpará todas as dívidas até hoje, e daqui para frente começaremos a construir algo novo, sem lembrar de nada do que aconteceu ontem.

Da  Palestra # 2 em Nova Iorque, 12/09/11

Não Há Amor Sem Ódio

Dr. Michael LaitmanQuando nós estamos falando de conceitos espirituais, se não houver o ódio no início, não haverá amor mais tarde. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero, porque a Luz nela leva a pessoa de volta à fonte”.

A fonte boa é o amor. Mas ele não pode ser revelado a menos que o mal, o ódio e a rejeição sejam revelados primeiro. Nós devemos nos acostumar com o fato de que o amor e o ódio são sempre revelados e trabalham juntos.

É por isso que nós descobrimos tanto o ódio quanto o amor na nossa sociedade, e devemos entender que um é impossível sem o outro. Nós não somos anjos perfeitos, mantidos no nível inanimado, mas pessoas com todo o nosso egoísmo cruel.

Na medida em que você anseia sentir amor, você descobrirá apenas um ódio maior. Essa é a única forma de você se tornar digno da “saída do Egito” e chegar ao “Monte Sinai”. A montanha de ódio (“Monte Sinai”) é o resultado do nosso trabalho anterior.

A Torre de Babel é apenas o começo; nada foi revelado lá. Portanto, vinte gerações de Adam HaRishon (Adão) até Abraão, sendo as primeiras gerações de Cabalistas, são chamadas de antepassados. Esta é apenas a preparação inicial, porque um forte desejo não foi revelado lá ainda.

A primeira vez que o desejo foi revelado foi na Babilônia, que é onde a ciência da Cabalá se originou. Já havia uma pequena montanha de ódio lá – “A Torre de Babel”, acima da qual era possível subir. A ciência da Cabalá, a ciência da conexão, nasceu lá, e as pessoas que foram capazes de se conectar também surgiram lá. Portanto, ela é sempre revelada acima ódio.

Portanto, não há necessidade de ter medo do fato de que o mundo hoje está revelando ódio. Nós apenas temos que deixá-lo ser revelado de forma natural e preceder o golpe com um remédio, de modo que o ódio seja revelado com entendimento, de forma consciente. E nós temos que estar confiante no fato de que nós temos as instruções precisas de como usá-lo corretamente.

Da lição de 15/08/11, passagens selecionadas no Dia do Amor

Dê o poder à Ciência

Se olharmos para livros de história de uma forma diferente, vamos ver como suas descrições são diferentes. Parece que a humanidade passou por uma mesma história, incluindo todos os seus problemas, guerras, e sucessos, mas todas as nações as descrevem do seu ponto de vista. Como resultado, os livros didáticos que devem refletir a verdade final se contradizem um do outro.

Às vezes eu falo com líderes de diferentes movimentos em outros países. Cada um deles é absolutamente certo de que seu movimento tem que liderar o mundo todo. Isso inclui movimentos religiosos e seculares, as organizações ligadas à ecologia, a proteção da vida selvagem, e muitos outros. Enquanto estou no meio deles, como eu sou diferente deles?

Sem tentar responder a essa pergunta, nós trazemos a mensagem cabalística para as pessoas de uma forma diferente. Nós não tentamos provar quem está certo e quem está errado, e nós não dissecamos opiniões diferentes. Nós não tentamos examinar as coisas do ponto de vista da história ou uma direção religiosa porque, em cada uma dessas áreas, cada pessoa pode apresentar a sua própria razão para justificar a sua opinião. [Leia mais →]

Vamos Tomar o Bom Caminho para a Unidade

Pergunta: O que você acha sobre os acontecimentos atuais e da tendência atual, e , em particular, como você se sente sobre os eventos que foram desvendados nos últimos dias na Inglaterra e no Chile?

Infelizmente, o mundo inteiro em breve estará envolvido em um incêndio de caos, porque não há remédio para o que está acontecendo, e ninguém vai encontrá-lo também. Por que você espera até que as pessoas vejam que nada ajuda, e então concordem em ouvir a sua opinião?

Muitos anos atrás, durante seu cargo de PM da Grã-Bretanha, o historiador britânico, Gordon Brown, juntamente com muitas outras pessoas influentes, disseram que o mundo é um. Eles entenderam que só a unificação de todas as pessoas vão dar a este mundo a solução para todas as suas dúvidas e crises. Por que, então, que eles não resolvem essas questões por meio da unificação, através da introdução de um novo tipo de educação e promulgação da garantia mútua, como você está fazendo?

Resposta: Ao longo de toda a história, a humanidade foi empurrada para frente pelo egoísmo que se desenvolveu individualmente dentro cada um de nós. Queríamos perceber e preenchê-lo. Toda existência totalizaou isso. Mas, no nosso tempo a natureza não está nos guiando para desenvolver ainda mais o nosso egoísmo, porque já desenvolveu ao máximo e foi nos mostrando seu vazio em 50 anos. [Leia mais →]