Textos na Categoria 'Crise'

Como Parar O “Feitiço Do Tempo”

204Pergunta: Houve um filme, Groundhog Day (O Feitiço do Tempo), onde uma pessoa acorda e vive no mesmo dia, acorda e vive no mesmo dia, indefinidamente.

Um espectador escreve: “Como podemos lidar com as decepções da vida? Tudo é sem graça; este não era o caso antes do coronavírus. Tudo é o mesmo, as mesmas emoções, os mesmos medos, como o Groundhog Day (O Feitiço do Tempo) todos os dias. Nada é novo, nada muda. Só quero ir para a cama o mais rápido possível. Dormir, dormir e sonhar. O que posso fazer?”

Resposta: Eu o entendo. Se, por exemplo, estabelecêssemos uma quarentena de seis meses, seria bom tomar um comprimido e acordar em seis meses. Mas não podemos fazer isso!

Comentário: Uma pessoa se levanta e é o mesmo dia para ela.

Minha Resposta: Sim. E ela deve entender que é o mesmo dia e que ela não pode mudar nada. E o que deve ser feito para mudar isso? Como faço para sair desse carrossel?

Para fazer isso, ela deve mudar a si mesma. E se ela começar a mudar, o mundo vai começar a mudar e não haverá o Groundhog Day (O Feitiço do Tempo).

E os ciclos de vida pelos quais passamos são todos iguais! Parece-nos que cada dia é algo novo, que cada segundo é novo. Não há nada novo.

Pergunta: Então, se seu objetivo é apenas viver uma vida comum, ter desejos comuns, o Groundhog Day (O Feitiço do Tempo) acontecerá com mais frequência?

Resposta: Sim. Isso é o que nos foi mostrado. Estamos nos tornando mais desenvolvidos, mas, como se diz: “Quem acrescenta conhecimento, agrega dor”.

Pergunta: Então, vivemos por esse conhecimento que acumulamos e agora até isso é insípido? Não precisamos mais disso?

Resposta: Nosso conhecimento apenas nos leva a um beco sem saída. Ele nos mostra como somos impotentes contra o mais importante: mudar algo em nossas vidas.

Agora vemos que o mundo está entrando nesse ciclo novamente. Houve um pouco de democracia, algumas liberdades, e agora estamos novamente entrando em uma corda que vai nos esmagar e apertar ameaçadoramente em torno de nossas gargantas.

Pergunta: Dê-nos alguns conselhos práticos: Como uma pessoa deve se levantar de manhã? O que deve dizer a si mesma, que passos deve dar?

Resposta: Esperamos que mudanças positivas ocorram do lado de fora. Não haverá nenhuma! Devemos perceber que só pode haver mudanças para melhor se mudarmos de dentro para fora. É quando começaremos a representar o nosso mundo da maneira que queremos que seja! Isso é o que precisamos fazer!

Pergunta: Nesse ínterim, o mundo é representado por nossa natureza, nosso egoísmo?

Resposta: Sim. Nosso ego terminou seu desenvolvimento. Ele mostra o mundo inteiro em que você existe. Isso é o que ele pode lhe dar. Como resultado, ele agora vai pressioná-lo, pressioná-lo tanto que você não será capaz de existir neste mundo. Então você se sentirá mal, doente, com medo, áspero, desconfortável; em geral, tudo é possível.

E isso é apenas para que você entenda que não há mais mudanças externas. Passamos por todos os estágios de nosso desenvolvimento egoísta, chegamos a um estado em que o que pode acontecer a seguir é apenas matar um ao outro. Isso é tudo, nada mais.

Nós nos dirigimos a um beco sem saída com nosso imenso egoísmo anterior. Agora não queremos nada. A nova geração não quer nada. Pensamos que eles seriam mais desenvolvidos, mais motivados, mas eles, ao contrário, não querem nada. E isso é verdade.

E seríamos iguais no lugar deles. De certa forma, nós os entendemos.

Está tudo bem. De que adianta exigir, espremer algo deste mundo repetidas vezes. Ele não pode lhe dar nada mais; não há nada mais nele.

Pergunta: O que devo dizer ao meu egoísmo se já percebi que foi o meu egoísmo que pintou todo o quadro para mim?

Resposta: Que ele está certo, que fez seu trabalho, que o levou a um estado em que você deve compreender, enquanto está completamente desapontado, que não pode mais existir em tal paradigma. Você não pode!

O que fazer? Corrija-se e o mundo será corrigido. Essa é uma técnica completamente diferente: corrigir o mundo mudando a si mesmo.

Não é fácil, mas este é um bom momento da história em que realmente precisamos mudar a fonte do nosso desenvolvimento, o sistema, a metodologia do nosso desenvolvimento. Quando nosso desenvolvimento depende não de como quebramos a natureza circundante, mas de como mudamos a nós mesmos. Como resultado, o mundo mudará.

Mudar a mim mesmo significa mudar minha atitude má em relação a tudo ao meu redor, minha atitude consumista e egoísta para uma atitude gentil e altruísta. Então começarei a ver o mundo de forma diferente. Vou começar a ver outro sistema de controle através dele.

Vou me fundir com esse mundo, vou compreender sua eternidade, infinidade e perfeição, que é algo que não vejo agora porque olho com meus olhos egoístas limitados.

Isso é o que devemos fazer.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 11/02/21

O Segredo Da Igualdade Universal

600.02Pergunta: O que é igualdade entre as pessoas?

Resposta: Se construirmos uma sociedade de tal forma que uma pessoa tenha satisfação dela: “Eu fiz, e todo mundo vê, todo mundo sabe, todo mundo me entende e me agradece”, então não há maior prazer para essa pessoa. Ela estará pronta para trabalhar de manhã à noite. Só é necessário construir adequadamente uma rede de relações públicas.

Não haverá igualdade nunca e não há necessidade. Não é programado por natureza. Também não existe na matilha de animais. Que igualdade existe aí? Há um líder, seguido por um par de machos ajudando-o, e todos os outros o seguem. A igualdade não é programada por natureza. A igualdade é niveladora, é a morte.

Comentário: Mas você diz que a última geração deve ser construída sobre os princípios da igualdade.

Minha Resposta: Igualdade significa que todos têm o mesmo direito de se realizar de acordo com suas habilidades e capacidades naturais. Todos devem ter igualdade na realização, na oportunidade de se expressar.

Digamos que nasci em uma família de pessoas ricas e fortes, e alguém nasceu em uma família de pessoas fracas e pobres. Isso não importa. Deve haver igualdade na oportunidade de avançar e não no fato de que todos foram aparados do mesmo tamanho.

A próxima etapa será realmente assim. Quando uma pessoa começar a receber apenas recompensa espiritual e isso será suficiente para ela, quando ela perceber que para uma existência normal ela não precisa mais do que o que seu corpo animal exige e tudo o mais será revelado a ela como uma recompensa espiritual, uma conexão com um poder superior, com a eternidade, harmonia e perfeição, então as próprias pessoas irão conscientemente deixar de se interessar por algum tipo de recompensa terrena.

Elas não precisarão de nenhuma medalha, nenhum dinheiro extra, nada, e todas as recompensas serão espirituais porque a conexão com o Criador será aberta diante delas.

De KabTV, “Close-Up”

De Formação À Formação

962.1Comentário: Ao longo de todo o desenvolvimento da humanidade, dois grupos de pessoas, os bem-sucedidos e os mais fracos, têm tentado se reconciliar, mas não deu em nada. O forte, é claro, sempre tem sucesso e o fraco não. Consequentemente, os fortes chegam ao poder e usam os fracos. A legislação de todos os países trabalha para os fortes sem proteger os interesses dos fracos.

Minha Resposta: Isso leva a todos os tipos de revoluções e, como resultado, os fortes cedem aos fracos. Então os fortes são forçados a alimentar os fracos e ajudá-los, porque se os fracos se levantarem, começarão a destruir os fortes. Portanto, tudo isso é uma espada de dois gumes.

Assim, a sociedade chega a um estado relativamente equilibrado. Naturalmente, se nasci em uma família rica e poderosa, tenho um destino diferente de quem nasceu, talvez com tendências melhores, na família de um trabalhador rural. Ainda há muita coisa que depende de diferentes condições sociais. Porém, em princípio, uma pessoa se realiza, nada podemos fazer a respeito.

Portanto, em nosso mundo, neste plano, é inútil buscar a justiça. Nunca teremos isso aqui. Podemos inventar todo tipo de lei, mas não mudaremos nada.

Veja as leis injustas que temos: todo mundo tem que trabalhar oito horas por dia. Mas é impossível exigir as mesmas horas de trabalho de cada pessoa.

Se eu for criado pela natureza como ágil, forte e rápido, farei um milhão de coisas em oito horas e ganharei muito. E o outro que é preguiçoso e não muito esperto mal se move e não ganhará o pão de cada dia nem em dez horas.

Devemos entender que a natureza nos criou diferentes para algum propósito específico e não para a exploração dos fracos pelos fortes.

Obviamente, é na combinação certa que chegamos a algum denominador comum, uma perfeição comum. Além disso, a maioria das pessoas não se distingue por uma grande mente, qualidades especiais ou sua agudeza.

Pergunta: Por que existe esse desequilíbrio na razão percentual?

Resposta: De acordo com a pirâmide da sociedade humana. No fundo, há uma massa mais ou menos geral, que por natureza tem pequenos desejos e necessidades e, consequentemente, impulso e tudo mais. Com isso, não me refiro à origem de uma pessoa, porque um retardado estúpido e preguiçoso pode nascer em uma família bem-sucedida.

Estou falando do poder do desejo, de habilidades. Nascem muito poucas pessoas que estão no topo da pirâmide. Quando essa pequena parte começa a explorar uma grande massa, verifica-se que, por um lado, elas são mais fortes, mas, por outro lado, há menos delas.

É aqui que surgem a dependência mútua e o desequilíbrio mútuo. Como equilibrar tudo isso? Todas as teorias sociais são baseadas nisso. Desta forma, dependendo da quantidade de egoísmo que é despertado nas partes superior e inferior da pirâmide, a humanidade passa de formação em formação.

De KabTV, “Close-Up”

É Proibido Condenar Uma Pessoa À Morte

961.2Pergunta: Não existe o conceito de prisão na Cabalá, mas existe o conceito de pena de morte. Uma pessoa deve ter um motivo para ter medo de prejudicar outros membros da sociedade?

Resposta: Não. A pena de morte é meramente um conceito teórico e, de fato, praticamente ninguém foi executado na nação de Israel.

Durante toda a sua existência, o Sinédrio (a Suprema Corte) sentenciou alguém à morte apenas uma vez e, pelo que eu sei, isso foi posteriormente cancelado. Foi considerado que eles podem condenar uma pessoa à morte apenas uma vez a cada 70 anos! A pena de morte foi considerada algo desumano e terrível.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/07/19

“Podemos Dizer ‘Nunca Mais’ Para O 11 De Setembro?” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Podemos Dizer ‘Nunca Mais’ Para O 11 De Setembro?

Lembro-me vividamente, há vinte anos, quando assisti aos ataques terroristas de 11 de setembro ao vivo na TV. Minha filha então adolescente e eu estávamos folheando um livro colorido recém-lançado quando ela de repente saiu das páginas e olhou para a tela da TV e me disse: “Olha o que está acontecendo!” Eu disse inicialmente: “Não, é um filme”, mas logo percebi que era real. A América estava sob cerco e o mundo entraria em uma nova era de ameaças terroristas em grande escala.

Senti imediatamente que havíamos testemunhado apenas o início de uma máquina terrorista bem lubrificada, uma ação meticulosamente coordenada perpetrada por indivíduos dispostos a morrer por um ideal, e nada poderia detê-los.

A série de voos sequestrados como armas contra o World Trade Center, o Pentágono e o acidente de avião na Pensilvânia custou a vida de quase 3.000 pessoas. Infelizmente, não vejo que, após duas décadas do mais mortal ataque terrorista em solo americano, o mundo tenha realmente mudado.

O mundo não sente esse golpe como um sinal da necessidade de conexão. Pelo contrário, cada nação age de forma egoisticamente privada. Os países gastam bilhões tentando negociar ou eliminar organizações terroristas, mas não conseguem nada porque não fazem isso como um esforço coordenado. Por outro lado, os terroristas estão de fato em contato uns com os outros, têm poder, dinheiro e armas substanciais, inteligência eficiente e muito bom conhecimento do que fazer, como e quando operar. É por isso que nossos esforços para erradicar o terrorismo não tiveram sucesso.

Os fundamentalistas islâmicos têm uma ideologia radical e profundamente enraizada, então nada os quebra. Hoje em dia, o terrorismo é uma profissão. Um terrorista pode ocupar o poder, liderar um país e ser aceito e respeitado em organizações internacionais como as Nações Unidas, como vimos em Assembleias Gerais anteriores com o falecido Yasser Arafat e outros.

Visto que a humanidade não aprendeu nada, podemos esperar mais e maiores ataques em qualquer parte do mundo. Somos como crianças que se recusam a admitir nossas falhas para formar uma força unida para enfrentar um inimigo comum.

Por enquanto, os terroristas estão adormecidos, esperando por uma oportunidade de causar danos, e se reforçam enquanto governos de ambas as extremidades do espectro político deliberam sobre como enfrentar as ameaças. O próximo evento poderia se desdobrar facilmente como uma explosão atômica em um lugar sensível do mundo. O Canal de Suez no Egito e outros lugares emblemáticos podem ser alvos potenciais. Hoje o mundo é redondo e se um lugar é explodido, ele se espalha fortemente pelo globo.

As organizações terroristas têm uma base, sua doutrina acredita em um poder supremo que deve governar o mundo; essa é uma forte força motriz para realizar atos radicais contra aqueles que pensam de forma diferente. Por outro lado, o negócio do terrorismo é lucrativo. Os terroristas suicidas em Gaza precisam trabalhar? Claro que não. Junto com suas famílias, eles recebem ajuda financeira generosa de regimes ricos.

O vigésimo aniversário do 11 de setembro também coincide com a retirada dos EUA do Afeganistão. Como resultado de uma operação tão longa e cara e mesmo depois que Osama Bin Laden foi embora, o mundo ainda não é um lugar mais seguro. Pelo contrário. Fronteiras e medidas de segurança foram reforçadas; as indagações sobre cada pessoa se intensificaram, mas não mais do que isso. Além das ações para provar o orgulho dos EUA, Rússia e aliados de combater o terrorismo no mundo, não vejo nada seriamente feito para eliminar essa praga.

O objetivo do fundamentalismo islâmico é simples. Eles querem hastear a bandeira do Islã acima de toda a Terra. Por enquanto, existem conflitos entre suas diferentes facções, que existem há centenas ou milhares de anos, mas acho que essas divisões vão cessar no futuro. Eles acabarão por chegar a um acordo e veremos todas essas organizações se unirem sob o mesmo guarda-chuva como uma organização com a intenção de que todos os outros países se submetam à sua vontade.

Essa é sua Torá, sua religião, o ideal pelo qual eles querem viver e morrer. Eles são fundamentalistas, não terroristas, para aqueles que olham para seu objetivo inabalável na vida. Portanto, é um caso perdido para o Ocidente começar a explicar a eles o que é necessário e sua versão dos princípios sobre os quais o mundo precisa ser construído. Ninguém no mundo pode mudar suas crenças. Portanto, sob tais circunstâncias, os EUA e o Ocidente acabarão antes que grupos extremistas como o Talibã e outros com uma base forte, antiga e sólida, que estão dispostos a morrer por sua causa desapareçam, enquanto os Estados Unidos estão enredados em nome da democracia.

Goste ou não, uma solução militar será apenas uma ação paliativa para combater o terror. Uma abordagem mais abrangente deve incluir uma solução em um nível mais alto do que nossos cálculos de passagem terrena.

Unidade é o único ingrediente de que o mundo precisa, mas não tem ideia de como alcançá-la. O papel do povo de Israel é se tornar um exemplo de conexão para pavimentar o caminho para o resto do mundo. Se quisermos paz e coexistência, esse é o caminho a seguir.

Um fundamento ainda mais antigo, forte e sólido deve ser explorado, o fundamento da nação israelense, o método de conexão de Abraão, o Patriarca.

Como o mais importante cabalista Rav Yehuda Ashlag escreveu, a nação israelense foi construída como um portal [para] toda a humanidade em todo o mundo, até que esta se desenvolva a tal ponto que possa compreender a alegria e tranquilidade no amor aos outros. Então, a imagem da realidade será agradável e segura.

Um Déficit De Bondade

294.2Se nos esforçarmos para retornar ao estado que havia antes da quebra trazida pelo Criador, revelaremos um poder superior dentro de nossa unidade. Portanto, a ciência prática da Cabalá é totalmente baseada na conexão. É sob esse ponto de vista que devemos considerar toda a nossa vida e principalmente o que está acontecendo conosco agora.

Em nossa chamada última geração, todas as forças da natureza começam a agir contra nós em todos os níveis do mundo moderno. E isso tem a intenção de nos revelar a futilidade de todas as nossas tentativas de corrigir nossa vida nos níveis inanimado, vegetal e animal em que ainda existimos. A correção deve ocorrer precisamente no nível humano para que o amor possa cobrir todas as transgressões.

Só então seremos capazes de alcançar a existência espiritual, apenas se a corrigirmos e a estabelecermos conectando todas as nossas partes separadas e opostas. O mundo espiritual começa a se abrir entre nós e toda a natureza nos empurra nessa direção. Se não concordarmos em viver como animais que vivem apenas hoje para morrer amanhã, mas quisermos alcançar a imortalidade e a perfeição, isso existe apenas no nível espiritual e não nos níveis inanimado, vegetal ou animal.

O nível espiritual pode ser revelado apenas dentro de nossa conexão, isto é, quando nos elevamos acima de nossa natureza inanimada, vegetal e animal para pegar os desejos do nível humano, quebrado e dividido pelo ódio e rejeição mútua, e fazemos esforços para trazê-los para a unidade.

Então, com base nessa diferença de potenciais entre a rejeição devido à divisão no nível humano e a conexão que seremos capazes de alcançar nele – dentro da tensão que surge entre esses dois níveis – o resultado de nossos esforços se manifestará como a vantagem da luz sobre a escuridão, isto é, a vantagem da conexão sobre a rejeição.

E seremos capazes de compreender o mundo espiritual, a força espiritual, isto é, o Criador, revelado a nós de acordo com a medida de nossa união e amor acima de todas as rejeições e guerras.

Portanto, à medida que a humanidade se desenvolve, mais e mais forças de separação e estados de reconhecimento do mal são revelados. A civilização moderna não é deficiente em nada, exceto em uma coisa: relações corretas e boas entre nós. Assim, seríamos facilmente capazes de ajustar nossa vida corporal e espiritual da melhor maneira.

Este é o objetivo final de nossa existência. E todos os problemas e dificuldades, pessoais e gerais, que estão crescendo dia a dia, são projetados para nos mostrar a necessidade de reconhecer o mal. Ficará claro que toda a nossa felicidade e infelicidade depende apenas de nossa conexão ou distanciamento, que determina tudo o que acontece na natureza.

Portanto, a extinção de incêndios, o plantio de árvores e todas as outras medidas não nos ajudarão. Somente por meio de nossa conexão uns com os outros podemos afetar favoravelmente toda a natureza. E ao nos afastarmos uns dos outros, destruímos todo o meio ambiente. Portanto, do nível humano, influenciamos o mundo inanimado, as plantas e os animais.

A humanidade terá que aprender com a nova ciência – a sabedoria da Cabalá – que, ao nos conectarmos ou distanciarmos, influenciamos todo o universo, tudo o que acontece na Terra: tufões, calor e frio extremos, planetas e estrelas. No final das contas, tudo depende apenas do grau de conexão ou distância entre as pessoas.

Ainda temos que entender essa nova ciência, até que ponto podemos com nossas propriedades internas fazer com que todo o universo seja um mundo bom e harmonioso. Essa é a ciência da geração do Messias, o fim da correção; na medida em que pudermos nos corrigir, veremos tais fenômenos no mundo ao nosso redor.

É necessário entender que absolutamente nada na natureza ao nosso redor no macrocosmo e microcosmo pode mudar, exceto como resultado da conexão ou distância entre as pessoas. É muito importante direcionar corretamente seus pensamentos e desejos e perceber que tudo depende disso.

No início, não temos sensibilidade para revelar isso. Mas se começarmos a pensar mais e mais nisso, então, como em qualquer profissão, alcançaremos a perfeição, a sutileza de percepção que nos permitirá sentir como tudo realmente funciona.

O nível humano está acima dos níveis inanimado, vegetal e animal e, portanto, somente por nossa unidade podemos trazer o universo inteiro e especialmente o planeta Terra e seus arredores ao completo  equilíbrio em todos os níveis.

A força da nossa unidade é o motor que nos leva para o mundo do bem absoluto, unidos por conexões positivas.

Da Lição Diária de Cabalá, 04/09/21, “O Criador é Revelado na Conexão Entre Nós”

“A Mina De Ouro Do Terrorismo Internacional” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “A Mina De Ouro Do Terrorismo Internacional

Vinte anos após os ataques de 11 de setembro, o exército dos EUA retirou-se do Afeganistão, que conquistou após o ataque para evitar a criação de um Estado terrorista. Vinte anos, quase 2.400 vítimas e 2,3 trilhões de dólares depois, os Estados Unidos deixaram o Afeganistão tendo alcançado exatamente o oposto de sua intenção original. Equipado com armamento americano e protegido com financiamento americano e internacional, o Taleban está a caminho de criar a principal mina de ouro de Estados terroristas. Por meio de seu desejo de destruí-lo, a América reforçou o próprio monstro que pretendia destruir.

Verdade seja dita, não acho que poderia ter sido de outra maneira. Mesmo que lutasse contra o Taleban vinte e quatro horas por dia durante todos os vinte anos, a América não teria sucesso. Era uma guerra de guerrilha e o Talibã lutava por sua fé e por seu estilo de vida. Em tais guerras, um exército invasor, por mais forte que seja, nunca vence.

Do nosso ponto de vista, eles são terroristas. Do ponto de vista deles, o Taleban é fundamentalista e é por isso que continuará. Sendo fundamentalistas, eles farão no Afeganistão tudo o que for preciso para alcançar seu objetivo, e ninguém os impedirá. Aos olhos dos islâmicos radicais, a humanidade tem três opções: junte-se a eles, sirva-os ou morra.

Agora que eles têm seu Estado islâmico, podem continuar com seu plano: agitar a bandeira verde do Islã em todo o mundo. Por enquanto, há conflitos entre grupos islâmicos radicais. No entanto, acho que, no final das contas, eles se unirão sob uma bandeira, uma organização, e farão com que todos os países se curvem diante deles, incluindo as superpotências de hoje.

Já está claro que os países dominantes do século passado estão em vários estágios de desintegração. Eles não vão durar muito. A única superpotência que permanecerá é a recém-chegada nesta arena: a China.

Reconhecidamente, a China é uma espécie de enigma. Não quer controlar ou dominar no antigo sentido da palavra, pelo menos não da forma como os Estados Unidos e a Rússia fizeram. Ela está ampliando seus braços com a compra de instalações economicamente estratégicas, mas os benefícios dessa estratégia ainda não são claros. A China produz a maior parte dos bens do mundo, mas a produção não é uma ideologia, então não está claro o que ela deseja. Admito que a China me deixa perplexo.

Seja como for, o controle do comércio e das finanças internacionais não dura. É uma aventura especialmente precária quando o mundo está passando por tais mudanças tectônicas. Parece-me que a tentativa da China de tornar o mundo dependente de seu poder de produção está apenas tornando-a dependente do mundo. Agora que a economia global está desacelerando, os produtores mundiais, e principalmente a China, serão os mais atingidos.

Mas no final, é claro, tudo se concentrará em torno de Israel. Quando todas as ideologias e lutas pelo poder deixarem o mundo desiludido e exausto, Israel permanecerá como a última esperança da humanidade, desde que opere como deveria. Esse será o momento em que o próprio Israel terá que se unir acima de todas as suas fissuras e divisões internas e dar um exemplo de unidade.

O mundo, dilacerado pelo ódio e pela violência, buscará respostas em Israel, como sempre faz em tempos de crise. Nesse momento, se Israel aceitar o desafio e se unir, o mundo seguirá o exemplo, a unidade prevalecerá e a gratidão do mundo será dada a Israel. Se, no entanto, Israel permanecer como é hoje – fragmentado e cheio de ódio interno – o mundo se unirá contra Israel e desencadeará sua ira contra ele. Na verdade, mudanças tectônicas estão chegando.

“Foi Um Ano De Aprendizado” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Foi Um Ano De Aprendizado

De acordo com o calendário judaico, a noite de segunda-feira marca o fim do ano anterior e o início de um novo. Se eu tivesse que descrever o ano passado em algumas frases, diria que foi um ano muito bom e produtivo, que a natureza começou a nos ensinar de uma forma que nunca fez antes. Ela nos ensinou que uma força atua em toda a humanidade e que somos todos seus subordinados. Essa constatação é uma mudança muito positiva que nos dá alguma confiança para o futuro.

O ano passado nos ensinou que estamos todos na mesma panela, “cozidos” pelos golpes da natureza. Isso está afetando a todos e todos nós precisamos refletir sobre o que está acontecendo conosco. O que me dá maior esperança é que vejamos o quanto somos dependentes uns dos outros. Fico esperançoso de que compreenderemos que somos todos responsáveis ​​uns pelos outros. Isso também nos aproxima de compreender como devemos nos relacionar com a natureza como um todo.

Embora tenhamos muito mais a aprender com as convulsões que estamos passando, os golpes têm sido boas lições. Haverá vários golpes mais, mas vamos passar por eles e aprender. Ainda assim, quanto mais cedo percebermos que estamos todos enfiados em um único tecido e aceitarmos que, além de nossos próprios desejos, devemos levar o tecido em consideração no que fazemos, melhor seremos para todos.

Os golpes que sofremos no ano passado não foram castigos, mas lições. Se tivéssemos aprendido as lições, elas teriam desaparecido. Eles não são a resposta da natureza ao nosso passado “pecaminoso”; são suas direções para nosso bom futuro. Assim como a admoestação dos pais visa direcionar a criança em direção a um futuro melhor para a criança, a ira da natureza desvia a humanidade do caminho errado para o caminho certo. Quanto mais cedo redirecionarmos, mais cedo o “tom” da natureza em relação a nós mudará para melhor.

Não devemos lamentar nada do que aconteceu no ano passado. A natureza é boa e tudo o que ela fez, fez para nos ajudar. Se insistirmos no passado em vez de corrigir o futuro, certamente repetiremos os erros do passado e forçaremos a natureza a nos repreender mais uma vez.

Portanto, nosso olhar deve estar sempre voltado para a frente; devemos apenas nos concentrar em melhorar nossas conexões uns com os outros. Se estabelecermos boas conexões, nos tornaremos semelhantes ao resto da natureza – entrelaçados como o tecido da realidade, mas por nossa própria vontade. Se nos tornarmos como a natureza, sentiremos que a natureza é gentil conosco e nossas vidas serão fáceis, calmas e boas.

Procurando Um Ponto De Referência

592.04Comentário: Um político forte dirá que sempre defende os fracos, os menos afortunados. Todas as campanhas eleitorais são baseadas nisso. E quando ele chega ao poder, ele rapidamente se esquece disso.

Minha Resposta: Isso é natural. Onde você viu políticos que se preocupam com as massas? Um político também é um egoísta, só que maior. Até chegar ao topo da pirâmide do poder, ele deve destruir e pisotear centenas de pessoas, e só então se torna presidente ou chefe de governo.

Portanto, é impossível exigir deles algum tipo de piedade para com as massas. Eles não têm um único pensamento sobre isso. Eles pensam apenas em termos de força, poder e dinheiro do governo. É assim que eles são; caso contrário, eles não estariam no topo. É ingênuo esperar qualquer benefício deles.

Claro, eles farão algo pelas massas, mas como um método populista, nada mais. Eles usam essas técnicas para melhorar suas classificações. Os políticos abrirão mão de tudo pelo poder. Nem gastar dinheiro nem perder o bom nome vai impedi-los, nada. O principal é atingir o poder. Alguém quer fazer algumas descobertas científicas e só isso é importante para ele. Para outra pessoa, nem política nem uma boa opinião sobre si mesma são importantes, apenas dinheiro. Todo mundo tem seu próprio objetivo. E cada um consegue o que quer, tanto quanto possível.

Mas o fato é que nosso egoísmo em constante desenvolvimento nos leva a um estado em que não recebemos a satisfação de nossos desejos e realizações. Eu me esforço por dinheiro. Por quê? Para me sentir confiante, realizado. Isso não acontece! Eu me esforço pelo conhecimento. E para que eu preciso disso? Eu o adquiro e fico vazio. Eu alcanço o poder e de repente descubro que ele não me dá nada além do vazio.

É óbvio hoje que não importa quais desejos eu realize, eu permaneço vazio. O que podemos fazer?

E aqui está o problema da pirâmide social: o topo desaparece. As pessoas costumavam se empenhar por esse topo, mas agora esse esforço desapareceu. Hoje, a elite sente que não tem nada. Hoje, você não vê governantes que possam dizer: “Eu sei como guiar o futuro e devo mostrar a vocês, eu devo”. Não existe tal coisa. Não há pessoas ou partidos que digam: “Tal partido existe! Vamos lá!”

Algum ponto-chave está perdido. Anteriormente, o egoísmo se desenvolveu de pequeno a grande, de grande a ainda maior e maior, e isso construiu uma espécie de linha, um ponto de referência. E hoje, o egoísmo chegou a um beco sem saída; não nos mostra nada. Pelo contrário, descobrimos que não há para onde ir. E não encontramos desejos maiores do que os que temos hoje. Desejo de quê? De consumir alguma coisa? E o que vou consumir, o mundo inteiro?

Uma pessoa descobre a limitação de seu egoísmo e começa a protestar: “O que fazer a seguir?” Ela não tem mais nada além de antidepressivos e drogas.

Nesse último estágio, nesse sentimento de vazio, surge um desejo pelo próximo nível de desenvolvimento, um superior, o reino em que ainda não existimos. Devemos alcançar o próximo nível de desenvolvimento. E esse é um novo desejo, não nosso passado egoísta, mas uma nova propriedade com a qual viveremos em uma dimensão acima do egoísmo.

Isso agora está começando a se manifestar nas pessoas, e elas chegam à ciência da Cabalá que as ajuda a revelar aquela parte do mundo que existe ao nosso redor, mas está oculta.

Pergunta: Então, sofrer é bom?

Resposta: Não é que o sofrimento seja bom, mas nos dá a oportunidade de nos elevarmos acima do egoísmo como causa do sofrimento. Ele nos permite sair de problemas. Se vejo que algo está me causando sofrimento, começo a odiar e tento me afastar disso.

Hoje estamos em um estágio de desenvolvimento em que começaremos gradualmente a perceber nosso egoísmo como mau. Outro estado chegará quando as pessoas perceberão: “Se não nos unirmos, destruiremos uns aos outros”.

De KabTV, “Close-Up. Esperança de Paz”

Afirmação Do “Eu” Pessoal

271Pergunta: Como podemos nos unir? Para uma pessoa ambiciosa e naturalmente forte, não há nada mais odioso do que a igualdade social.

Resposta: Ela pode permanecer como está. Ninguém tira nada dela. Quem a proíbe de ser rica? Quem a proíbe de se realizar na política, na arte, na ciência, em qualquer coisa? Por que ela deveria afundar na classe média? Ela não tem que fazer isso.

Estamos falando de igualdade social. Mas não é que todos serão iguais. Também não somos criados iguais por natureza. Somos iguais no sentido de que todos devem entender seu lugar no sistema integral e interagir com os demais.

Existem aqueles entre nós que pertencem à cabeça, às mãos, ao corpo ou às pernas do corpo comum de nossa sociedade. Cada um de nós é diferente. Essa diferença continuará a se aplicar no futuro. Um cozinheiro (uma pessoa não qualificada) não dirigirá o Estado. Ele não será capaz de fazer isso e não há necessidade de forçá-lo a fazer isso.

E as pessoas que podem liderar liderarão. E elas vão se orgulhar disso! O fato é que aquele que está no topo e quer governar recebe prazer ou realização disso.

Dê a ele essa oportunidade, apenas ensine-o a administrar corretamente. Então, além disso, ele receberá a satisfação de todos os outros.

Uma pessoa precisa de satisfação interior. Até os seus milhões no banco dão-lhe a sensação de que está satisfeita, um sentimento, nada mais! Dê a ela esse sentimento de seu trabalho, de sua criatividade.

Os políticos adoram criar porque a política é a mesma arte. No entanto, como ciência, finanças e tudo mais, as pessoas fazem isso para se sentirem criadoras nessa vida.

Isso as interessa. E zeros no banco ou nos diplomas de pós-graduação simplesmente falam do que elas fizeram na vida. Essa é uma afirmação de seu “eu”.

De KabTV, “Close-up. Esperança de Paz”