A Doçura Pecaminosa do Ego

A primeira restrição (TzimtzumAleph) trouxe a ruptura dos mundos. Sem a proibição, não teria nada para quebrar e nem o pecado. Quando há uma abertura, todos podem vir e tomar o que eles quiserem. Mas se eu instalar uma porta e dizer que o lugar pertence a alguém, a partir de agora, você precisa de permissão para entrar lá.

Você precisa seguir algumas regras de acordo com o que você pode receber daquele lugar. Pague e você vai conseguir alguma coisa. Se você tem uma tela, a Luz Refletida, e a equivalência da forma, você pode ir em frente e receber.

Então, até que a Luz chegue a fase quatro em cada Sefira do mundo de Nekudim nada está quebrado. Somente quando a fase quatro começa a receber da Luz superior ela traz a ruptura. E agora o problema é que esses vasos são corruptos e distorcidos. Eles distorceram o objetivo, e, a partir de agora, já não sentem que o altruísmo é uma propriedade grande exaltada. Eles não vêem qualquer ponto em doação. Pelo contrário, todas as suas aspirações, sua busca por prazer, e os genes internos destinam-se a receber para seu próprio bem.

Se os genes, não fossem corrompidos pela quebra, estariam ativos em nós e as coisas seriam totalmente diferentes! Então nós ansiaríamos por doação não tendo outra escolha, como animais! Todos os nossos genes internos, todos os nossos desejos, tudo decorre da quebra.

Eu “carrego” todo o mundo do Infinito que tentou receber egoisticamente depois de mim. Você pode imaginar o “saco” de ego que eu estou carregando. Novos desejos egoístas continuam surgindo a partir deste “saco”, revelando o meu grade ego em certa medida.

Isso tudo é um problema que foi criado após a ruptura, quando senti um gosto em receber para mim, e como esse gosto me atrai e me seduz. Eu sei que é a “poção da morte”, mas isso não pode me parar também. Estou pronto para morrer, apenas para desfrutar! Isto é o que acontece em nossa vida, e sentimos isso muito claramente.

Rabash diz em um de seus artigos que uma pessoa pode chegar a tal amor pelos amigos e que ela está pronto para morrer por esse amor, dar a sua vida para a sociedade. Não é uma vontade acidental, mas um cálculo sóbrio, porque a Luz superior opera de uma maneira que uma pessoa começa a apreciar mais doação do que ela. Mas, no nosso estado egoísta tudo é o oposto: eu aprecio o prazer que eu recebo mais do que eu aprecio minha vida..

Isto é, vemos a partir desses dois exemplos de que o prazer é o fundamento de toda a criação. O homem não tem medo de morrer, se ele experimenta o prazer antes disso.

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Da 3 ª parte da Lição Diária da Cabala2012/03/11, TES

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