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Na União Dos Opostos, Nós Revelaremos o Criador


Uma pergunta que eu recebi: Existe uma coisa como o Criador ser percebido coletivamente por um grupo?

Minha Resposta: Não, é a realização pessoal, individual, e não há a realização do grupo. Atualmente estamos na fase de realização pessoal, tentando passar para o nível de habilitações de grupo. É aí que reside o futuro do mundo, começando com a nossa geração e sobre. A ciência da Cabala está sendo revelada hoje, especificamente para este grupo de realização de todo o mundo.

É por isso que nós estamos começando a estudar o Livro de Zohar, o que foi escrito por um grupo e só pode ser revelado em um grupo. Você precisa da conexão entre as pessoas, que é a mesma ligação que existia no grupo Rabi Shimon que escreveu esse livro.

O mundo está no limiar de uma nova era, uma era em que a revelação deve tornar-se coletiva. Afinal, todo o mundo é essencialmente um grupo. A mesma coisa aconteceu após o êxodo do Egito no Monte Sinai. Houve grande ódio (Sina em hebraico) entre as pessoas, mas eles disseram: “Se você não exigir o direito Criador agora, então esse ódio entre vós será o local de seu sepultamento.” Apesar de esse ódio, foi dada uma condição a eles – a se unir como um homem com um coração. Mas isso é impossível! Nós odiamos todos os outros, tanto que nós não podemos mesmo ter de olhar para eles, mesmo sob a ameaça de morte!

É nessa circunstância que a Força Superior (o Criador) é revelada, trazendo estes dois opostos de acordo – a profundidade do desejo egoísta de baixo, a tela de cima, e a Luz Superior que reside nelas. Esse é o receptor espiritual, o Kli.

Temos de chegar a um estado, quando, por um lado, nós odiamos uns aos outros, e em Por outro lado, nós amamos uns aos outros, e, além disso, exigimos que a força da outorga seja revelada entre nós. Isto é o que está na loja para a nossa geração. De agora em diante, o processo avança para a unificação mundial, razão pela qual iniciou o estudo de O Livro de Zohar.

Sem dúvida, estamos prontos para isso. Quanto ao resto do mundo – nós esperamos que eles reconheçam a oportunidade de consegui-lo através de um caminho pacífico.

Qualquer Coisa Nova Tem que Começar do Zero


Para ir de uma forma a outra, qualquer pessoa precisa primeiramente parar de usar seus desejos anteriores. E somente depois disso, alguém decide como usá-los de uma forma nova. Rabash nos dá o exemplo de um alcoólatra que precisa primeiro parar de beber completamente, e só depois será capaz arrumar uma nova forma para si mesmo.

Na espiritualidade, cada novo nível é construído de novo, do zero. Rabbi Shimon, o autor do Livro do Zohar, caiu ao estado de “Shimon, o comerciante do mercado” antes de ascender ao mais alto nível do último, o estado corrigido. Existe uma lei que estabelece: “A altura da ascensão de alguém é igual à profundidade de sua descida”. E nunca alcançaremos sucesso a menos que adotemos essa atitude em relação à espiritualidade.

Então, alguém não pode arrastar consigo toda a bagagem do passado. Nós precisamos sempre apagar tudo completamente, e então construir uma nova atitude do zero. Se retivermos alguma coisa do passado, então isso não será novo e não teremos sucesso.

No nosso mundo isso não é óbvio e por isso parece ser possível construir algo novo sobre uma velha fundação. No entanto, a mesma lei também opera na nossa matéria física, e nós ainda acabamos falhando, mas não sabemos por quê. É porque tudo tem que começar do nível zero, para uma nova atitude. Precisa existir uma quebra total com relação a tudo o que veio antes. Se não internalizarmos esse princípio em espiritualidade, então o tempo escorrerá sem nenhum propósito.

Como Alcançar a Revelação do Livro do Zohar


O Zohar é a revelação do nosso verdadeiro estado. Esta revelação ocorre na medida em que somos semelhantes ao que está oculto, na medida em que adquirimos a qualidade equivalente ao mundo espiritual oculto. O Livro do Zohar se revela para nós na medida em que adquirimos a intenção de doar; se nós não a adquirimos, o livro permanecerá sempre um mistério.

A Cabalá nos aconselha a verificar: Será que nós desejamos doar? Nós devemos verificar se possuímos a aspiração de unir todos os desejos por doação de todos os nossos amigos. O desejo unificado deles será a revelação do Nível Superior – o Criador.

Cada um de nós, independente de onde esteja, deve excluir o resto das coisas e desejar somente se elevar acima do nosso mundo, se unir e sentir que somos todos “um homem com um coração”. Esta é a única maneira de nós conseguirmos a união e a garantia mútua, e assim, revelarmos o Mundo Superior dentro desta qualidade.

Não Sejamos Banidos Das Portas do Mundo Superior

laitman2O Zohar: Toda pessoa que anda por esse mundo sem ter alcançado os segredos da Torá, mesmo devido às boas ações, é banida das portas do Mundo Superior.

“Este mundo” é o que eu sinto agora, e “o mundo vindouro” (Olam Haba) é o meu próximo estado. Tudo se revela de acordo com os desejos da pessoa. Um desejo pode ser alterado de forma natural, por meio das Reshimot que o tornam mais egoísta, ou através do trabalho em grupo e da Luz Circundante.

Se eu não me corrijo, todas os portas para a sensação espiritual permanecerão fechadas para mim. Eu não posso sentir o mundo espiritual sem preparar os meus desejos e Kelim para isso, sem corrigir o egoísmo por doação. É assim que eu posso abrir os portões!

Toda pessoa que anda por esse mundo sem ter alcançado os segredos da Torá (o que só é possível com o estudo da Cabalá, a fim de receber a Luz em seus desejos corrigidos), mesmo devido às boas ações (a forma como as pessoas pensam neste mundo), é banida das portas do Mundo Superior (ou seja, essa pessoa não tem oportunidade de sentir e entrar no mundo eterno).

Na caminhada espiritual, isso acontece em cada passo dado, quando nós passamos de um estado ao outro. Você só consegue avançar revelando segredos – aquilo que está oculto de você agora. Tudo acontece dentro do seu desejo. O seu desejo ou sua sensação atuais são chamados de “este mundo”, e um desejo ou sensação mais corrigido são chamados de “o mundo vindouro”.

O Livro do Zohar Só Pode Ser Compreendido Através da União

laitman4Quando nós estudamos O Livro do Zohar, devemos lembrar que ele foi escrito por um grupo de Cabalistas e, portanto, só pode ser entendido também dentro de um grupo. Para entender este livro, nós primeiro temos que nos unir, encontrar as conexões entre nós e tentar revelar as conexões com a ajuda deste livro. Nós seremos capazes de revelar este livro apenas dentro da conexão entre nós.

Tudo o que O Livro do Zohar fala é entre almas, entre nós. Se nós desejarmos doar uns aos outros, esses desejos se tornarão nossas almas, e dentro deles, dentro da conexão entre as almas, revelaremos o Criador, a Luz que nos conecta.

O Livro do Zohar fala sobre como nós podemos revelar a Luz Superior: ela é revelada dentro da intenção de doação e amor. É por isso que a preparação para o estudo e o empenho no O Livro do Zohar é como se preparar para adquirir a qualidade de doação e amor, o pensamento de unidade, de garantia mútua, e o “amar ao próximo como a ti mesmo”. Nós estamos nos preparando para alcançar este estado, a fim de revelar a Luz de doação e amor. É isso que O Zohar nos ajudará a alcançar.

É exatamente essa a razão pela qual a Cabalá está sendo revelada na nossa época: a fim de ajudar a humanidade a atingir esta qualidade. Mas isso só acontecerá na medida em que percebermos que é necessário.

“E Eles Construíram uma Torre que Alcança os Céus”

laitman5O Zohar: E o Criador disse: “Agora o mundo todo tinha uma língua e uma fala comum”. E eles vieram do Oriente, desde os primórdios do mundo.

E eles descobriram como usar a sabedoria secreta das primeiras pessoas, da geração do dilúvio; assim eles não teriam que se submeter ao Criador. E eles construíram uma cidade e uma torre.

“Vinde, edifiquemos uma cidade, com uma torre que alcance os céus”. Eles decidiram agir de acordo com seu ego, para dominar todo o caminho até os céus. Isto é completamente oposto a elevar-se acima do ego para revelar o Criador e a vida no Mundo Superior.

Agora o mundo todo tinha uma língua e uma fala comum. Esta era a situação na Babilônia: Mesmo que eles fossem egoístas, o seu ego era tão pequeno e subdesenvolvido que eles viviam como um só povo, em completo entendimento, como se falassem uma só língua.

Como todos tinham um só coração e desejo, e falavam a língua sagrada (a língua da doação e do amor), eles eram capazes de realizar qualquer coisa que colocavam em sua mente. E não havia ninguém que pudesse detê-los.

Essas pessoas são opostas ao Criador e não querem nada com Ele. Porém, como elas estão ligadas por laços de amor, elas são invencíveis. Elas são como um bando de criminosos que são amigos leais que se preocupam um com o outro até o triste final. Sua conexão é leal e verdadeira, mas o seu objetivo é egoísta – construir uma cidade com uma torre.

Elas não usam a sua conexão para se tornarem semelhante ao Criador, ainda que a tenham criado sobre a qualidade de doação, o que a torna indestrutível! É em relação à isso que o Criador expressa desgosto.

Esta conexão é semelhante e oposta a Ele, e é exatamente por isso que as pessoas deviam atingí-la. É para rasgá-la em pedaços e depois recriá-la novamente, mas desta vez à Sua semelhança.

É muito parecida com a situação do mundo atual. É como se nós decidíssemos agora acabar com a crise e rejeitar todos os nossos interesses egoístas, estabelecendo uma conexão entre todas as nações, mas faríamos isso sem pensar no Criador ou no objetivo da criação. Assim, nós retornaríamos ao estado da Antiga Babilônia. Hoje, nós estamos descobrindo que o mundo é global, que todos estão interligados, e que devemos tratar bem uns aos outros, para que não nos destruamos. No entanto, se começarmos a estabelecer boas relações entre nós, sem pensar em como nos conectarmos com a Força Superior e sem o objetivo de alcançarmos a meta da criação (revelar o Criador), isso nos levaria à auto-destruição, assim como aconteceu na Antiga Babilônia.

O Criador nos destruiria, como fez na Babilônia, quando misturou as línguas (ou seja, quando o egoísmo surgiu entre as pessoas) e as pessoas deixaram de se entender umas com as outras. Isso aconteceria para nos fazer entender que nossas conexões requerem um outro componente – o Criador. Só Ele pode nos unir com uma conexão verdadeira, e permitir que sintamos a vida no Nível Superior: uma vida perfeita e eterna.

(Da Lição sobre O Livro do Zohar, Capítulo “Noah”)

O Livro do Zohar nos Mostra o Caminho para o Poço de Água Viva


Ao lermos O Livro do Zohar, nós devemos entender que ele só fala sobre a conexão entre as nossas almas e o sistema geral do qual fazemos parte. O Zohar fala sobre os diferentes níveis de conexão e as ações que nos unem. É exatamente com essa intenção que ele usa nomes de pessoas e objetos deste mundo, bem como nomes de anjos, Sefirot, Partzufim e outros objetos espirituais. O único foco em tudo isto é a correlação dos desejos, e o leitor deve se imaginar dentro dessa rede de conexões. Então, O Livro do Zohar começa a influenciá-lo.

Tente sentir que você está dentro de um mundo de forças e desejos, num campo que nos conecta todos juntos. Não há qualquer menção sobre o nosso mundo, mas tudo fala apenas da conexão interna entre as pessoas. Basta imaginar que tudo que ele descreve é sobre você – é você quem sobe e desce ao longo dos níveis espirituais, relativos às diferentes partes de Zeir Anpin, chamados de Jacó, Noé, Davi, Abraão, Isaac, e assim por diante. Tudo isso é você! Como resultado, você perceberá todo este quadro diante de você.

O esforço que nós exercemos para entrar neste quadro é o que criárá isso dentro de nós, porque é isso que atrai a Luz Superior sobre nós. Por exemplo, pegue o seguinte trecho:

Existem duas águas no seu buraco, e elas estão infiltrando a partir do seu poço. O buraco é um espaço vazio que não solta água, e o poço é a água se derramando rapidamente para fora. Porém, ambos estão juntos num único lugar, representando Nukva (criação, Malchut, o coração, ou o desejo). Até que ela se une com seu marido, o Criador, ela permanece ali como um buraco vazio, como um indigente que depende de todos. Mas quando ela se une a Ele, ela se torna um poço cheio de água. O poço fica cheio de água a partir do alto – a partir de Zeir Anpin, o Criador, e sua água se derrama para baixo, para as almas dos justos.

Cada pessoa deve imaginar que isso está escrito sobre ela e seu estado. Ou ela é um buraco vazio ou um poço cheio d’água; isso depende da sua capacidade em se conectar com as outras almas ou pontos no coração. No entanto, todo o sistema existe dentro do desejo da pessoa.

Se a pessoa se sente como um miserável que não tem nada (é assim que a pessoa se sente quando ele chga à Cabalá), então este desejo a faz sentir como Nukva (um desejo a ser realizado) diante do Criador. A pessoa deve perceber que ela só pode receber a satisfação na medida em que corrige seu desejo. Ou seja, quando o buraco vazio se tornar um poço cheio d’água, desejando satisfazer os outros e o Criador. É assim que a pessoa se torna uma fonte eterna, da qual jorra água viva.

O Criador é a Nossa Realização mais Íntima


O criador é a tua qualidade corrigida. Ele é revelado dentro do ser criado, e é por isso que em Hebraico é chamado de “Bo-re” (“Venha e veja”) Tu tem que chegar ao teu estado corrigido, teu “eu” corrigido, e tu verá tuas qualidades ajustadas e as chamará de “O Criador”. Tu revela o criador somente internamente, dentro dos teus klis (receptores) de percepção. Tu não sente nada fora de si.

Nós percebemos o todo da realidade, tudo que existe, dentro de nós, nas nossas sensações. É por isso que o livro do Zohar declara que todos os mundos e tudo que os preenche, incluindo o Criador, existe numa pessoa.  É que tudo isso é sentido por ela, internamente. Tudo parece existir no outro lado, fora de nós. Essa ilusão nos foi dada para propositalemente, então através do contraste da percepeção do “interior” e do “exterior”, nós vamos adquirir uma capacidade de ver o mundo, nós mesmos e o criador; externamente bem como internamente.  Poderemos então sentir a criação como ele sente: antes foi criado, no processo de sercriado, e nos futuros “estados elevados”.

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