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O Ponto De União Está Na Machsom

Convention at the Arava DesertPergunta: Qual é o ponto de união que alcançamos na convenção? Você poderia descrevê-lo com mais detalhes? Onde ele está com relação à Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade)? Como ele é sentido? Como é que as pessoas reconhecem sentindo-o? Como elas determinam que se apegaram a ele?

Resposta: Este ponto está localizado na própria Machsom. Este ponto é a união do nosso grupo mundial composto de milhares de pessoas que estão interconectadas, querem estar ligadas, e tentam se conectar umas com as outras de todas as formas possíveis. O objetivo da nossa conexão é chegar à doação mútua chamada “garantia mútua”.

Nós estamos prontos para apoiar e pensar em cada um e cuidar do Kli comum entre nós. Isto é, nós estamos prontos para fortalecer uns aos outros e querer que todos despertem. Não há competição ou rivalidade aqui, como quando eu desejo me tornar mais forte à custa de outros e não pensar neles. Pelo contrário, eu quero que todos nós nos tornemos mais fortes, e que os meus amigos, que neste caso se tornam como filhos para mim, sintam o resultado dos meus esforços em primeiro lugar.

Com relação ao grupo, eu tenho que me sentir nos seguintes três estados:

  1. Eu cuido deles como se eles fossem inferiores, como uma mãe cuida de seus filhos ou o Criador cuida das criaturas.
  2. Eu me relaciono a eles como a superiores, considerando-os maiores da geração. Eu estou pronto para servi-los e fazer tudo por eles, a fim de obter a grandeza da meta e a força deles.
  3. Eu quero ser amigo deles, semelhante a eles, nem superior nem inferior, e que todos nós nos unamos num “abraço”.

Neste “abraço” nós alcançamos a fusão dos nossos desejos. A partir dessas três relações para com o outro, cada um de nós chega a um desejo, um pensamento e quer que o Criador nos preencha.

Mas aqui, nós descobrimos que não estamos conectados o suficiente. Ainda há algo com o qual precisamos nos conectar. Então nós exigimos que a Luz que Corrige nos una e, em seguida, nos preencha. É nisso que se resume o nosso trabalho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/11, O Zohar

Envolto Numa Nuvem De União

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa direcionar todos os nossos pensamentos e desejos na direção do Criador? Como podemos incorporar o Criador em todo este processo?

Resposta: Primeiro, nós temos que fazer tudo que está em nosso poder para nos conectar, a fim de sentirmos a união. Devemos sempre sentir essa união acima de todos os distúrbios que experimentamos em nossos pensamentos e desejos. Não importa o que eu faço, eu faço isso sentindo que o grupo está dentro de mim. Se você puder, tente imaginar que o Criador também nos preenche e está dentro de nós.

Eu os advirto: Nós não seremos capazes de reter por muito mais tempo o estado de união sentido durante a convenção. Obstáculos mais sérios surgirão, e não eu serei capaz de me conectar com os amigos e certamente esquecerei o Criador.

Estes problemas são dados a mim de propósito para que eu tente me anexar ao grupo e peça ajuda ao Criador, exija que Ele realize a nossa conexão. O Criador é o atributo de doação e amor, e eu quero que o atributo de doação habite entre nós.

Se nós não nos vemos como corpos corporais, mas sim fechamos os olhos e sentimos o campo no qual compartilhamos uma sensação comum, então aquele que estabiliza, preenche e sustenta esse sentimento, a força principal que organiza, cria e mantém tudo isso é chamada de “Criador”.

A força de doação existente na criação é o Criador, a Sua parte da frente, e a força de recepção na criação é o seu verso. E eu sou o ponto negro da “existência a partir da ausência (Yesh Mi Ain)”, situado neste campo de força de doação e recepção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/11, Escritos do Rabash

O Zohar: A Narrativa Sobre A União

Dr. Michael LaitmanO trabalho espiritual se concentra na união entre nós e na fusão com a força superior que nos molda. Como eu posso de forma rápida, correta e efetiva, unir os três fatores: eu, o grupo e o Criador? Para conseguir isso, os Cabalistas escreveram seus livros para nós. Na realidade, esses livros são destinados a eles, para que eles possam compartilhar impressões e se unir e uns com os outros.

Quando eu leio um livro escrito por um Cabalista, ele me revela o que descobriu por ele mesmo. Obviamente, ele não escreve sobre o mundo material, mas sobre a sua realização espiritual, sobre os vários estados espirituais, e durante a leitura, eu também os experimento.

Em nosso mundo, ao ler uma ficção, eu me imagino como o herói, vivendo através da situação descrita. No entanto, ao ler um livro de Cabalá, o Cabalista não fantasia, mas experimenta o estado espiritual apropriado, sentindo o mesmo que o autor. Em sua época, o autor revelou uma realidade, e agora eu entrei nela, descrevendo-a dentro de mim mesmo por meio de forças espirituais.

Os Cabalistas poderiam se limitar à linguagem técnica dos símbolos, como os programadores que escrevem códigos na “linguagem de computador”. Às vezes, nós vemos aqueles “hieróglifos” na tela e não podemos compreendê-los. Na verdade, nada mais é necessário. Afinal, eu só preciso saber como combinar os meus desejos: em qual forma de doação, em relação a quem e para quê. Assim, eu descrevo um estado particular. Eu percebo uma imagem da realidade dentro de mim, em meus desejos e pensamentos, e ela pode ser descrita de uma forma simples.

O Livro do Zohar é diferente. Ele é escrito numa linguagem poética e fala de nossos sentimentos, utilizando os conceitos de nosso mundo e sua psicologia. Nós não devemos esquecer que realmente falamos do mundo espiritual, da nossa realidade interior, como estamos unidos uns com os outros. Qualquer estado descrito no Livro do Zohar mostra-me como eu, o grupo e o Criador nos unimos novamente. Esta é a única coisa que se deve pensar ao ler O Zohar. Assim, o livro certamente nos ajudará a revelar as relações nos níveis mais elevados.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/11, O Zohar

Quebrando A Casca da Alienação

Pergunta: Como faço para quebrar a casca que não me deixa sentir a unidade com os meus amigos?

Resposta: A casca pode ser quebrada apenas se batê-la repetidamente. Eu sei da minha própria experiência que só era possível para alcançar a unidade pela persistência, teimosia e trabalho diário contínuo ao longo de alguns anos. No nosso tempo, este período de tempo está se tornando muito mais curto porque o mundo é diferente, o ritmo é diferente. Em qualquer caso, há inúmeras ações para quebrar essa casca.

Você deve simplesmente esquecer de si mesmo e entrar no grupo. Estando nele, você se sente distúrbios, um desejo de se distanciar dos amigos, você está em um tipo de tempestade interna, você se sente doente. Isso não é importante. Fique dentro ao máximo, independentemente de tudo! Acostume-se com seus sentimentos e permaneça no grupo.

Faça todo o possível a fim de chegar sob a influência dos outros ao máximo. Não é importante que você tenha todos os tipos de sentimentos negativos, pensamentos e qualidades em relação a eles. Os sentimentos, pensamentos e qualidades que surgem em você vem do Alto de propósito, e isso é uma coisa. É totalmente outra coisa, quando, independentemente deles, você continua juntamente com todos. Isto é muito duro, muito difícil.

Mais tarde, você vai ver que todos os seus pensamentos e qualidades pessoais são aqueles que você precisava para se livrar de toda a sabedoria e que a sua compreensão e realização pessoal são inúteis. Você simplesmente precisa apagá-las, a fim de entrar no grupo como um embrião no ventre de sua mãe. Então você vai começar a desenvolver espiritualmente. É por isso que você deve continuar tentando com todas as suas forças para romper esta concha.

Está cedendo, rachando agora. Ela vai rachar ainda mais quando estivermos juntos, milhões de pessoas de todo o planeta, fisicamente separadas mas unidas pelo coração. Nós realmente vamos ter um grande poder, a fim de romper a Machsom (a barreira). Tudo está se movendo em direção a esse objetivo.

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Da Lição Virtual do Domingo de 20/11/2011.

Retornando À Unidade Que Já Existe

Dr. Michael LaitmanNós precisamos da influência da Luz que Corrige para fazer de nós um único desejo, um vaso. Como podemos atrair esta Luz de modo que ela brilhe sobre nós? Para isso, os Cabalistas têm descrito suas ações. Não faz diferença se essas ações estão diretamente conectadas a nós. O que importa é que despertamos a Luz. Por nossas intenções, nós despertamos o “Um, Único e Unificado” que existe.

Quando eu leio O Livro do Zohar, eu não sinto nada. O que é descrito lá está oculto de mim. Imaginar diferentes imagens é criar ídolos. Eu só sei uma coisa: O “Um”, o conceito que eu anseio, corrige os vasos quebrados, ou seja, os desejos que estão separados pelo egoísmo. Eu quero que ele corrija a separação. É sobre isso que eu penso, anseio e exijo.

Eu não me preocupo em compreender O Zohar, porque, como está escrito, “não é o sábio que aprende”. Isto é chamado de “estudo da Torá”. Afinal, a Torá, o método da correção (como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero”), não é atingida pela mente. Eu corrijo o meu egoísmo e me conecto com os outros pelo poder do “Um”. Nesta coleção de desejos, eu descubro a nova realidade integral, o mundo superior.

Nós sabemos isso da experiência que cada um de nós tem após anos estudando a sabedoria da Cabalá. A mente não ajuda de forma alguma. Ocorre alguma mudança interna e eu começo a entender, sentir e conectar melhor as diferentes noções.

Assim, a fim de atrair a influência Daquele que irá me unir com toda a realidade, eu simplesmente tenho que ler sobre Suas ações. No entanto, eu me dirijo ao resultado da leitura, a influência da Luz que Corrige: ela me traz de volta ao estado do Um, de onde ela veio. Isto é o que importa.

Eu adiciono o grupo a isto. Eu adiciono a mim mesmo, o mundo inteiro e tudo o que eu percebo em minha realidade. Tudo tem que se conectar a noção do “Um, Único e Unificado”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/11, O Zohar

Fome De União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o maneira certa de se entrar na Convenção e qual deveria ser seu resultado?

Resposta: Para que a Convenção produza bons resultados, todo mundo tem que estar “ardendo” em expectativa e inspiração. Todo mundo tem que sentir a “fome” mais forte de união, onde a força superior que reina entre nós será revelada. Está escrito: “eu habito dentro da minha nação”. Esta é a preparação para a Convenção.

Como resultado disso, nós devemos realmente revelar a força da nossa união, revelar a Luz superior na prática, a energia da interconexão entre nós, não em emoção, mas na verdadeira sensação. Esta será a verdadeira Luz , com um nível especifico de Aviut, com um mecanismo específico de conexão entre nós.

Ao sentir essas qualidades, nós começamos a revelar algo além de nossos corpos, em novos vasos, numa nova percepção. Portanto, vamos nos desapegar do corpo e entrar numa realidade que existe fora da carne. É assim que nós entraremos na dimensão humana.

Esperemos que isso aconteça! Mãos a obra!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/11/11, “Ao Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

A União Como Método Para Resolver A Crise, Parte 6

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Pascal Lamy, Director Geral da Organização Mundial do Comércio, conselheiro político francês): “‘O verdadeiro desafio hoje é mudar a nossa forma de pensar – não apenas nossos sistemas, instituições ou políticas. Precisamos da imaginação para perceber a imensa promessa – e o desafio – do mundo interligado que criámos. O futuro reside em mais globalização, e não menos – mais cooperação, mais interacção entre pessoas e culturas, uma partilha ainda maior de responsabilidades e interesses. É a “união em nossa diversidade global’”.

Meu Comentário: É isso mesmo, a “união em nossa diversidade global”, isto é, a ascensão acima de tudo o que nos divide, e a unificação acima das nossas diferenças, não as anulando, mas acima delas. Por outras palavras, o egoísmo não é destruído; a reciprocidade, até mesmo o amor, é construída acima dele. A alegoria é a subida ao Monte Sinai – acima do ódio, como é dito: “O amor cobrirá todos os pecados”.

A União Como Método Para Resolver A Crise, Parte 5

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Ex-primeiro-ministro britânico James Gordon Brown): “‘Não haverá acordo sobre as alterações climáticas, apesar das preocupações nucleares estarem aumentando e os investimentos que implicam baixos teores de carbono se tornarem mais evidentes a cada dia. Nem haverá apoio global suficiente para os desempregados do Oriente Médio, Norte da África e África Subsaariana (que, juntos, constituem 30 por cento dos jovens do mundo), com todos os problemas de imigração e insegurança que tal negligência desencadeará. O crescimento global será muito inferior ao que deve ser, a menos que o mundo comece a entender que não há solução para a instabilidade financeira, a diminuição do comércio e o desemprego em massa, sem um acordo global por emprego e justiça.

“Este é um desafio que a cúpula do G20 pode e deve tomar para si para pôr em prática”.

Meu comentário: Isso só é possível através da influência ampla e maciça dos meios de comunicação sobre as massas e do processo de educação continuada baseado no espírito da “garantia mútua”. Enquanto isso, o G20 está surdo às ações deste tipo, e não podemos culpar seus membros por isso; isso é o que eles são.

O Adaptador Entre Eu e o Novo Mundo

Nós já entendemos que estamos todos conectados por um vínculo estreito mútuo e que esta ligação funciona no mundo de forma diferente do que no passado. A nova condição, um novo coeficiente, foi adicionado as nossas inter-relações, que ainda não podemos ter em conta por causa da nossa natureza. Nós não estamos familiarizados com o sistema ao qual fomos lançados, e por isso não podemos fazer nada sobre isso.

Portanto os Cabalistas dizem: Nós devemos primeiro aprender o que é o sistema e entender a situação.

Então saberemos como organizar nossa vida. [Leia mais →]

A União Como Método Para Resolver A Crise, Parte 2

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Ludger Kühnhardt, Professor de Ciência Política, Diretor do Centro de Estudos de Integração Européia, Universidade de Bonn): “O século XXI, ao contrário do período após o Congresso de Viena, não é mais um jogo de perde e ganha entre vencedores e perdedores. Pelo contrário, é um século de vários nós interligados.

“Quanto melhor esses nós estiverem conectados entre si, mais eles vão entrar em ressonância com os melhores ideais e princípios que a Europa e os Estados Unidos representam. Esta lição da história ainda está para ser descoberta por aqueles que tentam revigorar um estado de espírito transatlântico comum. Esse esforço vai muito além do plano dos debates sobre o ‘declínio’ do Ocidente e o ‘excepcionalismo’ dos EUA.

Meu comentário: Ah! Se os políticos só entendessem o mundo como cientistas, ou se os cientistas tivessem a oportunidade de agir como políticos! Como nós podemos “cruzá-los” a fim de produzir um novo tipo de homem que entenda e execute?