Textos com a Tag 'Mal'

A Defesa Da Dissertação É Cancelada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se meu egoísmo chora porque se sente mal, como eu posso permanecer no pensamento de que este estado é onde reside a verdade?

Resposta: Nós nos concentramos em coisas que não dependem essencialmente de nós. Nós precisamos passar por toda a cadeia de estados espirituais, mas se nos concentramos muito neles, começamos a analisá-los, e “escrevemos uma dissertação” sobre eles, nós não seguimos em frente. Nós não avançamos.

Na verdade, a pessoa deve entender sua condição, a fim de completá-la. Mas, para isso, ela deve passar para o próximo estado e, uma vez lá, tirar uma conclusão sobre o estado anterior. O nosso trabalho é apressar o tempo, e isso depende da influência do ambiente. Quanto mais eu absorver deles, mais rápido eu avançarei. Qualquer atraso traz prejuízos.

Um determinado estado pode ser bom, mas se eu me sento lá e começo a analisar a minha subida parte por parte, o primeiro momento gasto lá se torna uma Klipa (impureza). Isso porque eu parei devido à sensação de conforto, prazer e bem estar.

Resulta que devemos tomar cuidado para não submergir mais profundamente em nós mesmos e constantemente olhar para frente. Isso é muito importante. Às vezes as pessoas se atrasam, incapazes de seguir em frente, transformando a sua condição em uma questão de “investigação científica” pessoal. Isto não é bom.

Eu tenho que permitir apenas por um instante sentir o estado em que me encontrava. Eu o toco de leve, e imediatamente depois, com a ajuda do grupo, eu passo para o próximo estado, não atrasando-o por um segundo. Enquanto você está nisso, não se esqueça que o trabalho é feito pelo Criador, enquanto que o nosso trabalho é preparar MAN para Ele, uma solicitação pela correção. Nós devemos nos preparar para que Ele faça o trabalho necessário em nós.

Semelhante à parte feminina da criação, nós olhamos de baixo para cima, enquanto que o Criador, a parte masculina, se vira para nós e age de cima para baixo. Tudo o que precisamos fazer é apenas ir até Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/11, Escritos do Rabash

O Verdadeiro Propósito Da Internet

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você mencionou que o mal se revela nas relações entre amigos. No entanto, se a pessoa estuda pela Internet e não está envolvida no trabalho mútuo com os outros, como ela pode revelar o mal?

Resposta: Eu vejo que as pessoas entram no Facebook e em várias outras redes sociais, e simplesmente vivem ali. As paixões são ardentes e o amor está em plena floração; as pessoas até se casam – se o casal for de fato um homem e uma mulher.

Embora a rede esteja cheia de mentiras e depravação, devemos respeitá-la. Uma vez, estávamos andando com o Rabash, passando por um estádio, e ele disse: “Temos que respeitar esse lugar, que traz alegria para as pessoas!”. O mesmo acontece com a Internet. Com todo o lixo que existe nela, ela conecta as pessoas. Ela estimula as pessoas, encorajando-as a despertar todo o mal escondido profundamente nelas: inveja, ódio, luxúria, anseio pela fama e mentiras. A internet abriga todo tipo de coisas, mas ela nos ajuda a por em prática muitas Reshimot  (genes informativos).

Toda a humanidade está lá e todo mundo está mentindo sem parar, querendo passar a perna um no outro, discutindo e brigando. Você tem alguma idéia do que ela faz com o ego? Em que outro local você pode fazer com que a pessoas fiquem juntas? Que outro lugar? Em vez disso, com a ajuda da conexão virtual, as pessoas percebem (e processam) suas Reshimot e estão avançando na compreensão de sua natureza egoísta.

Então, por que nós, aqueles que estão tentando revelar o Criador (a qualidade da doação), também não podemos satisfazer corretamente nossas Reshimot espirituais através dessa conexão virtual? Eu tenho certeza que toda a Internet evoluiu só para isso. Nós chegamos ao trecho final do caminho e é hora de acelerarmos nosso progresso. Assim, a fim de satisfazer suas necessidades como sempre, as pessoas avançam com tal conexão.

É por isso que precisamos criar uma rede social entre nós, de modo que cada um de nossos amigos, independentemente dele fazer parte de um grupo físico ou não, sinta-se perto de todos e esteja permanentemente conectado à nossa idéia geral, o propósito de nosso esforço, trabalho, estudo e comunicação conjunta.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 20/1/2011, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 21

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve O Reconhecimento do Mal na Pessoa

Se a pessoa se empenha na Torá e Mitzvot (estudando a Cabalá a fim de revelar o Criador, a única razão pela qual a Torá foi dada), mesmo para o seu próprio prazer (egoísta, de auto-gratificação, e não para alcançar o amor de outros), ainda assim, através da luz nela, ela sentirá a terrível inferioridade e depravação da natureza da recepção para si mesma. Nesse momento, ela se dedicará de coração a retirar este tipo de recepção e se dedicará totalmente a trabalhar apenas para dar o contentamento ao seu Criador. Então, o Criador abrirá seus olhos e lhe mostrará um mundo que é totalmente perfeito.
– Rabash, Os Degraus da Escada , “Existe Alguém Acima Que O Golpeia e Diz: ‘Cresça’, no Trabalho”.

Transformar A Serpente Em Uma Vara

Dr. Michael LaitmanNo impasse entre Moisés e o Faraó nós revelamos a natureza única de nosso trabalho espiritual. Nós trabalhamos com nosso egoísmo, o desejo de receber; não o anulamos, mas sim o cultivamos e desenvolvemos.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero para ela”. A Torá é apenas um tempero para o desejo egoísta: um pouco de pimenta, um pouco de sal em toda esta grande refeição chamada de egoísmo, o desejo de receber prazer. Na verdade, o que nos falta? Nós apenas temos que adicionar um pouco de Torá para transformar todo o enorme egoísmo no mundo do Infinito.

A forma do autêntico trabalho espiritual é transformar a vara em uma cobra e a cobra em uma vara. Tudo depende de como a pessoa emprega todos os seus atributos e predisposições. Ela não destrói nem os bons nem os maus e não renuncia nenhuma das suas capacidades! Ela só deve modificar a maneira como as utiliza.

Se a pessoa lança a vara no grupo, ela se transforma em uma cobra; se ela pega a cobra pela cauda, ela se transforma em uma vara, que a ajuda a se mover adiante. A vara (Mate) vem da palavra hebraica “abaixo” (Máta), ou seja, que a pessoa se rebaixa, e com a ajuda da força considerada “fé acima da razão”, eleva o seu egoísmo, a qualidade de Malchut, até a qualidade de Bina .

Toda vez, nas dez Sefirot impuras (as dez manifestações do Faraó), ela experimenta um egoísmo cada vez maior, que ela pode corrigir por meio das dez pragas do Egito. A pessoa que está no estado do êxodo do Egito está disposta a passar por todas as 10 pragas. Ao utilizar a vara, ela própria causa os golpes que a atingem e a ajudam a elevar-se acima do egoísmo.

Ela percebe esses golpes como um remédio. Da mesma forma, nós estamos dispostos a fazer qualquer tratamento doloroso e desagradável, a fim de ficarmos bem novamente.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 23/12/10

Livre-se De Tudo Do Nível Animado

Pergunta: Revelar o mal interior dificulta que a pessoa adquira amor pelos outros?

Resposta: Mas, isso é exatamente o que você está revelando: o mal em relação ao amor e à unificação com os outros. Todo o outro mal pertence ao nível animado. Por exemplo: existem cães que mordem, e há os cães gentis e fofinhos que são animais de estimação. Animais também têm diferentes personalidades. Porém, não estamos nos referindo a um temperamento bom ou mau, mas ao jeito que a pessoa revela o mal verdadeiro quando ela começa a se unir com outras. A verdadeira inclinação ao mal se revela precisamente na rejeição da meta.

Eu me uno com outros para alcançar a meta, o Criador. Nós revelamos o mal somente quando aspiramos à meta. O mal não se revela sem a conexão com a meta. Eu posso ter um temperamento mau, eu posso ter falta de paciência e ser irritável; porém, isso não é chamado “mal” nem pertence à espiritualidade. Mas, quando eu tento alcançar o amor pelos amigos para adquirir o amor pelo Criador e eu descubro o quanto isso me causa desgosto, então o mal é o grau de ressentimento e rejeição. O mal é a aversão à união.

Filtre todas as propriedades humanas e saia do nível animado. Existem “cães”, “coelhos”, e “burros” sentados conosco. Deixe-os todos; não os leve em consideração. Os profetas escreveram em referência a isso: “Eu vim, e não havia homem”. Mal é somente associado com união e aspiração pelo Criador.

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Da 1ª parte da Lição Diaria de Cabala, 11/1/11, “O que é o Pão do Olho mau no trabalho”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

A Torá e Mitzvot (correção de si mesmo através do estudo da Cabalá) foram dadas apenas para purificar Israel (para se unir em um único desejo), para desenvolver em nós o sentimento de reconhecimento do mal (egoísmo), impresso em nós ao nascer, que é geralmente definido como nosso amor-próprio, e para alcançar o bom puro definido como o “amor ao próximo”, que é a única transição ao amor a Deus.
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Baal HaSulam, “A Liberdade”

Quando a pessoa se empenha na Torá (método de correção do próprio egoísmo inato, e se a pessoa realmente estuda a verdadeira Torá) , ela percebe a verdade, ou seja, a medida do seu afastamento da espiritualidade, e vê que é como uma criatura inferior, que não existe uma pessoa pior na terra do que ela.
–
Baal HaSulam, Shamati # 56, “A Torá é Chamada de Indicação”

Nem Um Momento De Descanso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem tem que vencer o mal: eu ou o Criador?

Resposta: Não importa o que os outros me falam sobre o Criador, eu tenho que trabalhar por minha própria conta do início até o fim. Então, de acordo com as coisas que se revelam, eu serei capaz de dizer exatamente como isso acontece: por si só, por força dos meus esforços, ou com a ajuda de determinada Força Superior.

Nós não devemos esperar nada do Alto. Nada virá. Com minhas forças e esforços eu tenho que revelar uma imagem que já existe.

Tudo depende do quanto eu anseio por isso. Eu sou como uma criança que cresce apenas na medida em que quer crescer. E eu mesmo tenho que adicionar esse desejo. Agora imaginem como seria a vida daquela criança.

Em nosso mundo as crianças se desenvolvem naturalmente e nós mal podemos acompanhá-las. Uma criança corre por toda parte e sempre quer alguma coisa. É assim que devemos fazer o nosso trabalho espiritual. Caso contrário, não iremos nos desenvolver e crescer. No entanto, nós fazemos o contrário: fazemos “intervalos” o tempo todo e descansamos para parar e pensar sobre isso.

Será que uma criança alguma vez descansa? Não, ela não experimenta um único momento de descanso. Ela tem que conquistar o mundo a cada momento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/11 , Escritos do Rabash

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Quando alguém se engaja na Torá (atrai sobre si a Luz que corrige o egoísmo], sente o seu  distanciamento (da espiritualidade) na medida do próprio esforço.

– Baal HaSulam, Shamati, Artigo # 56, “A Torá É Chamada Indicação”

Pois se engajar nas Mitzvot (trabalhar no seu egoísmo, que consiste de 613 desejos egoístas) e trabalhar em dar alegria ao nosso Criador, desenvolve rapidamente esse sentido de reconhecimento do mal (revela o egoísmo oculto em nossos 613 desejos).
– Baal HaSulam, “A Essência Da Religião E Seu Objetivo”

O Mal Nos Mostra A Forma Do Bem

Dr. Michael LaitmanO mal que revelamos dentro de nós, ao estudar Cabalá, ajuda-nos a construir o bem sobre ele. No entanto, nós não planejamos corrigir o verdadeiro mal.

Eu revelo dentro de mim seus picos mais altos e seus vales mais baixos, às vezes mais alto e às vezes mais baixo. É assim que eu defino as fronteiras do mal dentro de mim. Então, o que eu faço agora com esse mal?

Eu não deveria fazer nada com ele! Apenas complementá-lo com o bem, junto com a mesma, porém oposta, trajetória, como está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”!

Eu não anulo o mal, porque senão eu não terei nada sobre o qual construir o bem. Portanto, eu não elimino o mal, mas contruo o bem acima dele, exatamente da mesma forma.

Para fazer isso, eu tenho que atingir o meu mal em toda a sua profundidade e manifestações. A Luz que vem a mim ilumina as camadas mais profundas do egoísmo, mostrando-me quem eu sou e levando-me para o fundo.

No entanto, a partir do local onde me encontro, eu devo aspirar sempre a crescer: ser grato pela revelação do mal dentro de mim, e usar todas as suas formas para construir o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 2/01/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

O Criador, O Faraó, E Eu Entre Eles

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre a realização do mal que os Cabalistas descrevem, isto é, a falta de vontade de se unir com os outros, e o mal que uma pessoa normal sente neste mundo?

Resposta: Para alcançar a sensação espiritual do mal, você tem que trabalhar muito, porque o mal espiritual só é revelado após a Machsom (barreira). Abaixo dela não há inclinação ao mal. Neste momento não há nenhum ego em você, assim como em uma pequena barata!

A inclinação ao mal é a força que se opõe abertamente ao Criador: é o Faraó ! Ela se revela quando você quer se unir ao Criador e a outras almas com toda sua força, mas descobre que. na realidade, você odeia e rechaça isso. O Faraó se posiciona diante do Criador; a inclinação ao mal diante do bem.

Ambos estão dentro de você e são revelados apenas um diante do outro! Não pode haver um sem o outro.

Por outro lado, o fato de que agora você está experimentando sensações ruins enquanto deseja progredir espiritualmente, isso não é a percepção espiritual do mal. Há muitas pessoas no mundo que se sentem ainda pior. Talvez lhe pareça que esta seja uma preocupação espiritual, porque você não sente o mundo espiritual e não o compreende, mas, na verdade, tudo isso ainda está acontecendo dentro do egoísmo.

Claro que esse já não é o egoísmo normal do indivíduo, mas o sofrimento devido à sua incapacidade em se unir com os outros, a repulsa e a falta de vontade de sequer pensar nisso, a falta de vontade de se corrigir. Por enquanto, a espiritualidade lhe parece como algo atrativo ao seu egoísmo. Esse já é o “tempo da preparação” para entrar no mundo espiritual, mas, por enquanto, você não tem as noções espirituais corretas. Nada disto é a espiritualidade. A espiritualidade só pode ser “a favor” ou “contra” o Criador, para o Seu bem ou para o meu próprio. Mas eu tenho que estar diante Dele!

A espiritualidade é o Faraó ou o Criador. Eu estou no meio deles, na Klipat Noga, onde escolho: bem ou mal, “a favor” ou “contra” o Criador.

Não há nada além disso! O mundo que vemos agora ao nosso redor não existe na espiritualidade. Esta realidade é irreal; nós vivemos em um mundo imaginário. Na verdade, os níveis inanimado, vegetal, animal e humano deste mundo só existem dentro do nosso desejo egoísta.

Por que este mundo é imaginário? Porque ele não tem qualquer conexão com o Criador! Ele vive de acordo com uma pequena centelha de Luz que, de alguma forma, lhe dá vida. É por isso que não há bem ou mal aqui.

A sensação de mal que você sente é apenas devido à falta de satisfação animal e egoísta. Todos os seus elevados pensamentos, desejos, fantasias e sonhos são caprichos do seu ego desenvolvido e excessivamente grande, que exige o que quer e obriga-o a sofrer.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/10, “Paz no Mundo”