Textos com a Tag 'Mal'

Momentos De Responsabilidade

Dr. Michael LaitmanAs forças do mal não têm livre arbítrio. Parece-nos que algumas pessoas ou nações intencionalmente nos causam sofrimento, tendo cometido crimes na história. Mas tudo isso é uma consequência direta do trabalho do sistema, o qual, além do Criador, tem apenas um elemento capaz de influenciar o sistema: nós, aqueles que têm a oportunidade de trabalho independente, livres ações, pensamentos e intenções.

Portanto, não culpem ninguém. O Criador é bom e faz o bem, e as leis que Ele estabeleceu agem no mundo e não podem ser transgredidas. Acontece que em todo o sistema dos mundos, em todo o universo, apenas só nós temos o poder de mudar alguma coisa na realidade.

Nós estamos no vasto oceano de Luz, razão, sabedoria, e no programa da criação, como numa pequena jangada. E nós podemos influenciar este oceano, de modo que pudéssemos nos sentir confiantes nele, seguros e calmos, mas também podemos causar uma violenta tempestade neste oceano. Tudo depende de nós!

Todas as outras partes da criação, exceto nós, não mudam. A Luz está num estado de repouso absoluto, e o vaso, o desejo, é totalmente dependente da Luz. E só nós, no meio entre eles, temos liberdade de escolha. Portanto, além de nós, ninguém pode mudar nada, porque eles obedecem plenamente ao governo superior. É o sistema pelo qual o Criador nos influencia, a fim de retificar os nossos caminhos e nos aproximar Dele.

Diz-se que “o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador”. Cada sacrifício (Kurban) se aproxima (Karov) Dele, e isso só depende de como usamos o nosso próprio livre arbítrio.

Portanto, não podemos esperar e perder tempo; nós somos obrigados a fazer o nosso trabalho, tanto quanto possível. Na realidade, nada vai mudar, a não ser que mudemos por nossos próprios esforços.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Introdução ao Livro do Zohar

Como Podemos Odiar O Mal?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso fazer para sempre odiar o mal?

Resposta: Para dizer que algo é bom ou ruim, nós temos que medi-lo em comparação com alguma coisa. Portanto, diz-se: “Aqueles que amam o Senhor, odeiam o mal”. Isto significa que eles sempre anseiam em alcançar uma bondade cada vez maior. De acordo com os valores espirituais, bondade é doação e mal é recepção. Na verdade, eles estabelecem um ambiente que constantemente lhes diz que doação é bom, e, assim, avançam. É por isso que eles percebem isso como o ódio do mal.

Nós descobrimos a Luz Superior, o atributo de doação, e o amor escondido de acordo com a equivalência de forma. É por isso que temos que constantemente criar e aumentar o atributo de doação dentro de nós. O puro atributo de doação não existe na criatura. Em vez disso, há o atributo de recepção com a intenção de usá-lo para doar. Se esta é a forma como nós usamos a nossa natureza, a fim de doar, a fim de dar tanto quanto pudermos, isso significa que nós doamos.

É como um bebê que não tem nada para dar a sua mãe exceto a alegria que sente quando recebe dela tudo o que ela quer lhe dar. É por isso que a recepção permanece recepção, mas a intenção “a fim de doar” é adicionada a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/06/13, Shamati # 54 “O Propósito do Trabalho”

O “Mal” Não Parece Bom…

Dr. Michael LaitmanNo trabalho espiritual nada corre tranquilamente. Se você avançar de forma séria, o ego vai crescer e mostrar sua verdadeira natureza o tempo todo. Então, como você pode se sentir bem com isso? Por isso a importância da sociedade e o apoio do coletivo são obrigatórios, pois eles sempre voltam e dizem: “É ótimo que nos sintamos assim e que a nossa terrível natureza seja revelada a nós!”.

E isso não é uma erosão do eu, mas porque você está trabalhando em si mesmo e, portanto, é revelado a você que você pode fazer isso, você pode subir. Por outro lado, você precisa estar feliz com isso.

Pergunta: Quanto tempo durará o mal?

Resposta: Até que esse “mal” pareça bom para você.

É ruim para você agora porque seu ego está muito perto de você, você o ama, e quando sente uma deficiência em si mesmo, então isso é ruim para você. Mas quando você estiver separado dele, o sentimento de deficiência vai parecer como algo bom para você, pois você está passando da característica do mal para a característica de doação e ao se aderir a ela, você vai ficar feliz.

Assim, o sentimento de vazio dentro do ego vai se tornar cada vez maior. E todo o tempo você vai se sentir “Oh, ainda pior!”, enquanto você não se afastar novamente dele na direção de doação. E é assim que balançamos como um pêndulo, esquerda, direita, esquerda, direita.

Agora é ruim para você, porque você se identifica com o seu ego. Então olhe para ele de lado. Assim, ele vai sofrer, mas você, seu “eu”, não se encontra nele.

Você precisa desfrutar e ser feliz, porque a felicidade espiritual aparece quando vazio e problemas são descobertos dentro do ego. Caso contrário, você não iria se separar dele! Se eles lhe dessem algum tipo de prazer dentro do ego, você poderia simplesmente se aderir a ele.

Por que eles estão lhe dando todos esses sentimentos negativos? Apenas para ajudá-lo a se desprender dele. Tire conclusões psicológicas disso: a vida nos atinge de todas as direções, como pequenos animais irritantes, para que possamos gradualmente começar a compreender que devemos deixar nossa natureza egoísta.

Da Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 3

Odiar O Mal Nos Aproxima Da Bondade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, Artigo 52, “Transgressão não Extingue uma Mitzva“: É preciso saber que não é preciso extirpar o mal, pois isso é impossível. Em vez disso, só se deve odiar o mal, como está escrito: “Vocês que amam ao Senhor, odeiam o mal”.

Trata-se da nossa escolha. Há um plano que leva ao propósito da criação que deve ser cumprido. Nós não podemos mudar este plano, porque o contraste entre a Luz e o vaso existe desde o princípio da criação, e deve chegar a um fim, para que no final do processo eles não se oponham, mas se fundam num todo.

Portanto, esse processo deve incluir os seguintes três estados: o estado inicial da criatura, o processo de correção e o estado do fim da correção. A única coisa que podemos fazer é acelerar o tempo, perceber todos os estados corretamente, ou seja, conseguir justificá-los e desejar-lhes com antecedência. Graças a isso, nós adquirimos a compreensão e o sentimento de quem é o Criador, e como podemos nos conectar a Ele e nos tornar semelhante a Ele.

Nós aprendemos sobre a escolha a partir de diferentes exemplos. No entanto, a base da escolha é o seguinte: se eu quiser me aproximar dos estados futuros que são esperados ao longo do caminho, para apressar o meu desenvolvimento, eu devo fugir do passado e me aproximar do futuro de acordo com o cronograma do plano do meu desenvolvimento. Isso significa que eu me afasto do meu desejo egoísta e me aproximo do desejo de doar.

Esta aproximação depende do meu ódio da recepção e da minha atração à doação. Da parte da natureza, o Criador me empurra a ela pela força da Luz, quando revela para mim mais e mais golpes do meu ego de cada vez. Portanto, eu sinto sofrimento, mal, e, assim, odeio meu ego. Em contraste com este sentimento ruim, eu começo a amar os atos de doação, a conexão em que acredito que vou me sentir melhor. Assim, a natureza, o Criador, a força da Luz, me avança.

Este é o lugar onde reside o meu livre arbítrio: até que ponto eu posso aumentar meu reconhecimento do mal que se expressa no meu ódio ao mal. Eu posso fazer isso com a ajuda do ambiente. Se o ambiente começa a me contar mais sobre o mal, que eu alcancei através dos meus golpes pessoais, eu vou me afastar do meu desejo egoísta muito mais rápido e desejar a doação. Portanto, eu tenho que receber inúmeros exemplos de tudo o que me rodeia, o que me prova como o ego é mal e como é boa a doação.

Aqueles em torno de mim têm que me deixar ver e sentir isso, fazer uma lavagem cerebral em mim. Por fim, o ódio ao mal vai queimar em mim, e eu vou avançar muito mais rápido para aquilo que é oposto a ele, para o bem. Portanto, como está escrito: “Vocês que amam o Senhor, odeiam o mal”. Por isso, eu já vou saber o que devo fazer: como posso transformar meus desejos, que não desaparecem, em sua forma oposta, utilizando-os de uma nova maneira.

Eu quero me sentir bem! E se eu tiver que doar para me sentir assim, eu estou pronto para fazer isso. Se eu tiver que tratar os outros de maneira mais agradável, eu não tenho escolha, e concordo em tratá-los de maneira mais agradável para que todos se sintam bem. Assim como em tempos de guerra ou em outros momentos difíceis, quando as pessoas se aproximam, já que sentem que isso vai ser melhor para todos, a pessoa sente que, no final, vai ser melhor.

Assim, de Lo Lishma (não em Seu Nome) chegamos à Lishma (em Seu nome). Primeiro, a pessoa reconhece a vantagem de uma boa atitude egoísta, quando entende que não temos escolha senão nos conectar, para sermos compatíveis com a natureza, e para deixarmos de prejudicar o outro. Por fim, ela começa a sentir que há um poder especial na conexão, um novo estado especial que ela nunca tinha experimentado antes.

Assim como quando duas pessoas se conectam, tentando não prejudicar uma a outra no início e dando prazer uma a outro, de repente elas começam a sentir que há algo mais entre elas, uma sensação que nunca experimentaram antes. Portanto, de Lo Lishma nós chegamos à Lishma. É tudo graças ao nosso ódio crescente pelo desejo egoísta de desfrutar e à separação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/05/13

Hollywood Não Pode Sequer Sonhar Com Isso

Dr. Michael LaitmanTorá, Êxodo, “BeShalach“, 17:14-16: Disse o Senhor a Moisés, inscreva isto [como] um memorial no livro e recita-o nas orelhas de Josué, que eu certamente vou obliterar a lembrança de Amaleque de debaixo dos céus. Então, Moisés construiu um altar, e nomeou-o O Senhor é o meu milagre. E ele disse, pois há uma mão sobre o trono do Eterno, (que deve haver) uma guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.

Em geral, um ser humano não pode conquistar a qualidade de Amaleque. Mas ele tem que criar uma situação, quando ele se coloca entre o Criador e Amaleque, e realmente quer que o Criador elimine a propriedade de Amaleque dentro dele.

Uma pessoa precisa de Amaleque. Caso contrário, ela não terá uma conexão com o Criador. Em outras palavras, o egoísmo (Faraó e assim por diante) deliberadamente nos empurra para o Criador. Sem esta pressão, nós não sentiríamos a necessidade Dele.

No final, as correções são feitas graças a Amaleque. Mas como ele se manifesta de várias formas, eles recebem nomes diferentes.

Comentário: Curiosamente, quando nós lemos a Torá, nós entendemos que todos os cenários dos filmes são extremamente triviais e insignificantes em comparação a ela. Eles não chegam nem perto da altura inacreditável da Torá.

Resposta: Não há nenhuma dúvida disso, já que a Torá descreve o mundo interior. Ela retrata imagens completamente diferentes de conexões internas entre tudo que existe. Nós reconhecemos o sistema que nos une, vemos as propriedades e energias do Universo, e nos tornamos conscientes de tudo o que existe e acontece entre nós. Sem dúvida, é uma grande ação! A pessoa sobe para o nível onde seu corpo já não existe e existe só ela dentro destas grandes forças.

De KabTv “Os Mistérios do Livro Eterno” 11/02/13

Pergunte A Hamã E Faça O Oposto

Dr. Michael LaitmanRabash, “E Ele Deve Considerar em Sua Torá (Ensinamentos)”: Assim, nós lemos na Meguilá, “e depois de tudo isso, o rei elevou Hamã”. Literalmente é difícil de entender. Afinal de contas, depois do que fez Mordechai, que foi bom para o rei, o rei deveria elevar Mordechai e não Hamã, e isso precisa ser explicado…

Quando a pessoa não consegue ver a verdadeira face do seu mal, o que significa a verdadeira forma de Hamã, ela não consegue orar ao Criador, para que Ele a salve do mal. Somente quando a pessoa vê a grandeza de Hamã, que quer matar e destruir todos os judeus, ou seja, que Hamã queria destruir tudo o que pertencia ao judaísmo, que não o deixa fazer tudo o que está relacionado à Santidade, então a pessoa pode elevar uma verdadeira oração. Assim, o verso “o Criador o ajuda” é cumprido.

Só se nós ansiamos pela unidade como Mordechai, que evocou o anseio pela unidade ao descobrir a conspiração contra a unidade e a matando-a (dois dos cortesãos do rei que o traíram), Hamã é evocado. A inclinação ao mal enfrenta a boa inclinação, o desejo de receber de eleva diante do desejo de doar, e uma luta entre os dois começa dentro da pessoa.

Apenas ao elevar e capacitar a força boa é que a força do mal cresce e, então, nós elevamos o bem de novo e o mal também cresce. Este processo continua até chegarmos a um estado em que temos que tomar uma decisão nesta luta. Não podemos pedir a boa inclinação, uma vez que ela não precisa de nada, não quer nada, mas apenas doar sempre que recebe. Portanto, nós sempre perguntamos a inclinação para o mal, e daí fazemos o oposto.

Isso é chamado “trabalhar na fé acima da razão”. Nós sabemos como o nosso desejo de receber sente e segue a fé acima da razão. Caso contrário, não temos como imaginar como o mundo espiritual é, o que significa estar acima de mim mesmo, o que significa doar. Mas nós sabemos que ele é oposto ao nosso desejo de receber egoísta, que nós conhecemos muito bem.

Portanto, quando o desejo de doar cresce, nós temos que elevar o desejo de receber e perguntar-lhe o que ele acha que deve ser feito, e depois fazer o contrário! É assim que funciona.

É porque nós não vemos a imagem do bem; nós não temos uma imagem que possa se assemelhar ao Criador. A única maneira é criá-la como uma imagem oposta do desejo de receber. Por isso, nós recebemos um ambiente que deve nos ajudar a transformar o desejo de receber, ou seja, a intenção de receber numa intenção de doar. Isso é chamado de “arrepender-se”, voltar ao Criador, a subida de Malchut à Bina.

Nós não temos ideia do que é a imagem do bem, mas apenas que é oposta ao mal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/13

Você Não Vai Ser Capaz De Levar Um Mundo Redondo Para Um Pensamento Quadrado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso corrigir minha percepção, se só vejo mal no mundo a minha volta?

Resposta: Somente a Luz que Reforma corrige tudo. Por outro lado, nós somos obrigados a continuar persistentemente, uma vez que, apesar de todas as explicações e esforços que fazemos em nosso coração e mente, não vamos entender nada até chegar à primeira revelação. Então, uma nova mente e sentimentos se abrem para nós.

Hoje, não importa o quanto queremos perceber as explicações, nós estamos desperdiçando grandes esforços ao tentar perceber novos discernimentos espirituais em nossos vasos atuais. Nós estamos constantemente ansiando por isso, mas na verdade, nosso trabalho deve ser totalmente diferente.

É como se nós estivéssemos presos num só lugar queimando o nosso combustível, nossa atenção e tempo. É porque esses esforços não nos ajudam a alcançar o mundo espiritual. É como se estivéssemos tentando empurrar uma bola através de uma abertura quadrada, mas isso não funciona, é um sistema completamente diferente de medição. Quanto mais esforços nós fizermos em doação e conexão, e quanto menos tentarmos obter informações espirituais em nossa atual percepção corpórea, mais vamos conseguir.

Não importa o que, usando nossa mente e sentimentos atuais, nós nunca vamos entender o que dizem os livros ou os estados que estamos passando agora. Nós somos como uma criança que está tentando com a idade de três a entender sua própria psicologia. É claro que ela não pode sequer compreender a si mesma, e certamente nem o pensamento maduro e mais avançado. É simplesmente impossível.

Portanto, nós temos que simplesmente fazer o que os Cabalistas dizem; isso não significa que temos que agir com os olhos fechados e sem sentimento e esclarecimentos, mas não devemos parar tentando entender essas experiências, exceto o que é necessário para o nosso avanço prático para a unidade, o amor e a conexão. É só para esse objetivo que devemos focar nosso estudo e todos os eventos e ações. Caso contrário, isso se chama “sua sabedoria é maior do que suas ações”.

Eu estou dizendo isso a vocês porque eu costumava cometer o mesmo erro no passado. Por um longo tempo eu não conseguia me convencer que o mundo espiritual é alcançado apenas por auto-anulação, auto-submissão, por devoção, e não pela mente racional, a compreensão sensível e os sentimentos.

É importante lembrar que “não é o sábio que aprende” e manter a atitude certa para o estudo, a atitude correta entre o que é essencial para o nosso avanço e o que pode interferir nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

O Que Nos Impede?

Dr. Michael LaitmanEu não posso corrigir o mal que se revela em mim sem um grupo. Suponha que eu odeie certo amigo, e embora entenda que ele é ruim, não posso fazer nada sobre isso por mim mesmo. Somente o Criador pode me ajudar, e até então, apesar de todos os meus esforços, eu continuo a odiá-lo.

Eu me incomodo com isso de manhã até a noite. Eu entendo que ele está parando meu avanço espiritual, e o que é mais importante, que ele não me permite dar alegria ao Criador. Acontece que se eu odeio um amigo, na mesma medida eu odeio o Criador. Então, o que eu posso fazer?

Então eu me lembro que posso mudar a mim mesmo através do ambiente.

Pergunta: E se isso não funciona?

Resposta: Isso vai funcionar 100%, se eu quiser. Na verdade, é tudo muito simples e tudo está no grupo, incluindo o mundo de Ein Sof (Infinito).

Pergunta: Portanto, o que está impedindo a pessoa, se este é o objetivo da sua vida?

Resposta: Desrespeito e preguiça é que estão parando. Ela tem tudo, até o último detalhe: o apoio, a crise, amigos, livros, disseminação, há todas as condições e a força superior preparada. Nós somos os únicos que estamos impedindo a nós mesmos.

Nós temos que nos conectar, estabilizar e criar a força da garantia mútua, a fim de usá-la para atingir a influência do Criador. Pode ser que estejamos esquecendo esta parte do trabalho. Embora artificial no momento, ela é muito influente sobre a primeira parte do trabalho em grupo.

Nós não estamos fazendo isso, não estamos nos esforçando o suficiente, como na hora do sofrimento. Onde estão os nossos esforços? Onde está a demanda?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Meu Mal Sob Um Microscópio Que Aumenta 620 Vezes

Dr. Michael LaitmanTodos os eventos são revelados a uma pessoa por causa de sua percepção incompleta, por causa de suas sensações não corrigidas. O mundo é descrito como incompleto de acordo com a percepção e compreensão de uma pessoa. Mas nós devemos entender que essa imperfeição não está no mundo externo, mas em nós mesmos.

A atual crise global não se desenvolve em torno de nós, mas apenas em nossa percepção. Mas no momento em nos corrigirmos, todos os problemas externos desaparecerão. Isso porque o mundo não existe em si, mas apenas em nossos sentimentos; ele está dentro de nós. Assim que corrigirmos os nossos atributos, todos os desastres e problemas, tempestades e crises desaparecem imediatamente. Nada disso existe; a Luz superior simplesmente preenche toda a realidade…

A diferença entre verdade e mentira existe apenas dentro da pessoa. Primeiro, ao esclarecer todos os golpes que a atingiram, ela deve entender que há um propósito e uma razão para eles, como se diz: “Eu sou o primeiro”, o que significa a razão, e “eu sou o último”, que significa o propósito. Esses golpes vêm para que a pessoa possa se corrigir e perceber que a sua percepção da realidade é falsa.

Ela funciona como uma “companheira”. Se esse mal se mantivesse na pessoa, ela nunca o revelaria. Mas visto que o mal é revelado do lado de fora, é como se fosse contra ela, e assim a pessoa pode discerni-lo. O nosso ego engrandece este mal muitas vezes, permitindo-nos vê-lo nos outros em sua forma mais proeminente.

Nós olhamos para o nosso mal como que através de uma lupa e o vemos 620 vezes maior. Isso nos ajuda a revelá-lo e ele é chamado de “companheira”.

Eu revelo este mal nos outros, mas entendo que é o oposto e que ele está dentro de mim, e assim eu posso me corrigir. A pessoa tem que verificar constantemente a si mesma, se ela tem a percepção correta: ela deve imediatamente transformar todo o mal que vê do lado de fora, vê-lo em si mesma, e corrigi-lo.

Portanto, quando eu me identifico com o que está fora de mim, eu vejo este atributo como bom para mim. Eu o aceito e estou nele ao me corrigir. Graças a ele, eu posso verificar a mim mesmo no que diz respeito ao grupo, no que diz respeito aos outros, no que diz respeito ao Criador.

Acontece que a percepção da realidade externa me ajuda a encontrar o mal em mim na minha reflexão interna, e a entender que não é o mundo que está em ruínas, mas sou eu que estou em ruínas, já que é assim o meu o mal é revelado. Corrigindo a mim mesmo eu corrijo o mundo inteiro. Isso é chamado de “julgar a mim mesmo e ao mundo inteiro a uma escala (balança) de mérito”.

Vamos esperar que sejamos capazes de entender e digerir isso, para perceber esse quadro e transmitir esta abordagem correta e saudável ao mundo inteiro, a todas as pessoas. Então, pela correção do homem, podemos curar todos os problemas. A primeira dificuldade é mudar a minha abordagem e, ao invés de corrigir o mundo, devemos compreender que devemos corrigir a nós mesmos.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o mundo inteiro que vemos ao nosso redor é um reflexo dos nossos atributos internos, assim como um espelho. Mas, para resumir, devemos explicar que a pessoa deve primeiro se corrigir para que possa mais tarde corrigir o mundo. Isso ocorre porque uma pessoa corrupta constrói um mundo corrupto e uma pessoa corrigida pode construir um mundo corrigido.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/08/12, Escritos do Baal HaSulam

 

A Correção Do Mal: Ir Até o Fim

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve descobrir todo o vaso corrompido do desejo. Mas ela só descobre isso se ela quiser chegar à bondade e doação. Portanto, se a pessoa ainda não começou seu trabalho espiritual e não se conecta com o grupo na esperança de chegar à doação ao Criador, ela não se aproxima da inclinação ao mal.

Portanto, a inclinação ao mal que os Cabalistas falam não existe em nosso mundo. Nossos desejos corporais visam comida, sexo, família e os desejos humanos visam dinheiro, respeito e conhecimento. No seu conjunto isso é chamado de nível “animal”.

Quanto à inclinação ao mal, ela começa num nível mais elevado, se a pessoa está inclinada ao amor, a conexão e a garantia mútua. Se ela age nesse sentido, ela descobre cada vez mais o tamanho da inclinação ao mal. Ao mesmo tempo, a Luz é revelada a ela, que evoca nela o desejo de se corrigir. No final, a pessoa chega a um estado onde não pode suportar o mal e a partir desse ponto ela começa a transformá-lo numa inclinação ao bem.

Há dois níveis aqui: Bina, que significa “doar a fim de doar” (a correção dos 248 desejos) e Keter, que significa “receber a fim de doar” (a correção dos 365 desejos). No final, a pessoa corrige toda inclinação ao mal.

Mas o mal é revelado pela primeira vez quando a pessoa faz as primeiras tentativas de doar. Assim, a inclinação ao mal não é revelada em nosso mundo, ou seja, não na pessoa que não atrai a Luz que Reforma a fim de se corrigir. Todos os discernimentos que são revelados em pessoas comuns não precisam de correção, já que é sua natureza. Seus desejos e atributos não ficam no caminho da verdadeira conexão.

A verdade só está sendo revelada nestes dias. No centro da humanidade há os Cabalistas (os antepassados), e nós, o Bnei Baruch, estamos em torno deles. Todos os outros não anseiam por doação, mas eles vão receber uma “iluminação” de nós e, depois, eles vão entender que há apenas uma forma: a conexão.

A pessoa que tenta formar um sistema de conexão mútua é aquela que descobre a inclinação ao mal, a força de resistência, sua relutância, e o dissabor dessa ideia. Portanto, se a pessoa não descobre a sua conexão com o ambiente, com o grupo, ela não descobre a inclinação ao mal, já que ela só é descoberta naquilo que é contra a quebra entre nós. Assim, é uma grande coisa descobrir toda a matéria da criação, a inclinação ao mal, e só quem avança cada vez mais até o Gmar Tikkun (o fim da correção) pode fazer isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar“