Textos com a Tag 'Intenção'

Uma Intenção Evasiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer quando tento manter a intenção e, em seguida, o oposto acontece e algo me puxa para o lado?

Resposta: Isso é maravilhoso. No momento em que você tenta manter uma intenção, ela foge de você ou é extinta por algo, de modo que você vai mantê-la mais fortemente. Então, por diferentes interrupções, você será capaz de diferenciar as correções que você faz ao continuar. O Criador mostra-as para você.

Hoje é como se tudo estivesse borrado por problemas diferentes, mas na verdade não é assim, sempre é um tipo de ajuda e ela orienta você mais precisamente para a meta. Você visa à meta, e de repente ela parece borrada, para que você “mire” mais sensivelmente e com mais precisão. E é assim que ocorre o tempo todo.

No final, você será capaz de reconhecer o estado do próximo nível desde seu estado atual. Pela revelação das dez Sefirot você vê a realidade de ponta a ponta e, em seguida, você está autorizado a subir mais alto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/10/12, O Zohar

Um Prato Quebrado Para A Boa Sorte Com Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu não posso causar mal por minhas ações, se não tenho a intenção correta e eu atuo com a intenção errada?

Resposta: A principal coisa é que você está fazendo um esforço para alcançar a intenção correta. Suponha que uma criança pequena quer agradar a sua mãe e lhe serve um prato, mas ele se quebra no caminho. Sua intenção era boa, certo? Isso significa que ela fez uma boa ação mesmo que o quebra tenha se quebrado! Ninguém olha para o prato, todo mundo olha para a sua intenção. Como devemos saber por que ele estava quebrado e o que devemos aprender com isso?

Nós olhamos para os nossos desejos e achamos que o Criador nos julga por eles. Não é assim de forma alguma. Ele nos julga por nossas intenções. Estava determinado que você quebraria o prato. Este não é um problema, porque estava claro desde o início que você não poderia executar essa ação corretamente. A principal coisa é que você trabalhe em sua intenção.

Apenas as intenções passam pelo filtro espiritual, enquanto que as ações em si, o que significa a mudança nos desejos e suas realizações, permanecem do outro lado da Masach (tela). Apenas as intenções contam! Eu fiz tantos esforços, eu realizei mil ações diferentes, mas apenas as minhas intenções passaram pelo filtro. No lado onde eu estou, não importa que eu trabalhe como um louco. Apenas as minhas intenções serão projetadas na Masach.

Portanto, nós não entendemos o que está acontecendo. Nós fizemos tanto, e onde estão os resultados? Mas temos que verificar se essas ações foram acompanhadas pela intenção correta ou não. Você pode não ter tido a intenção, o que significa que você não fez nada.

Isso é o que resta quando a vida de uma pessoa termina. Há sete bilhões de pessoas no mundo, mas quantas intenções corretas passam pelo filtro e são incluídas na conta espiritual? Zero. Por isso se diz, “eu vim e não há ninguém”. Um ser humano chama-se uma “intenção”, e não as ações físicas. O filtro espiritual limpa o que quer que passe por ele e deixa apenas a intenção. Uma bela imagem limpa é formada, como se nada acontecesse neste mundo.

Não importa se você não soube como chegar à intenção correta. A principal coisa é o esforço que você fez, que você tentou manter em condições que não dependiam de você. Pode ter sido pré-determinado que seria um fracasso. Afinal, você não está sozinho, você tem que ser incorporado na rede geral onde as condições são diferentes. Isto significa que os resultados não dependem de você, mas apenas os esforços.

Portanto, quem vê a nossa realidade através da intenção correta começa a ver o mundo de uma maneira totalmente diferente. Ele se aproxima da imagem do mundo espiritual; o mundo se torna apenas intenções. Todos os pedidos se referem às intenções, às ações de acordo com as intenções e a conexão, tudo é feito nas intenções. Tudo é medido apenas pelas intenções, ou seja, o quão forte e pura elas são ou quanta sujeira elas contêm. A intenção é o resultado da ação, desde o seu nível mais baixo ou de seu resultado, e não há nada na ação em si.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/09/12, “Discurso para a Conclusão do Zohar”

Por Que É Tão Difícil Manter A Intenção?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil manter a intenção?

Resposta: Porque na intenção certa, o nosso desejo de desfrutar imediatamente atinge a correção. Se, mesmo por um momento, você pensasse com a intenção certa, então você corrigiria o desejo que ocorreu dentro de você naquele momento, e ele seria substituído por um novo, um desejo não corrigido. Agora, mais uma vez, você precisa imaginar o o grupo unificado, formado por todos os amigos como um todo.

Se você fizer isso e aspirar à Luz que Reforma para revelar um pouco da qualidade de doação dentro deste estado, isso significa que você corrigiu mais uma vez o seu desejo e mudou mais uma vez. Acontece que toda vez que você for desconectado, isso significa que você não está desconectado e ficando mais distante, mas que os desejos estão mudando dentro de você e esta é a forma como você avança!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/12, O Zohar

Um Ato Sem Intenção É Como Um Corpo Sem Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que ação é mais efetiva?

Resposta: Um ato com uma intenção forte. Um ato sem uma intenção em prol dos outros é vazio porque não é o ato físico que doa, mas a intenção que o acompanha: “Porque ele foi realizado?” ou mais precisamente, “a quem beneficia: a mim ou aos outros?”

Assim, se realizarmos todo o tipo de atos e feitos bons, como benfeitores, “as bonitas almas”, mas sem a intenção correta, de modo a levar a humanidade a uma identidade que o Criador (natureza) determinou desde o início na raiz do nosso avanço, então todas as nossas ações falharão por completo, porque elas não terão a força da Luz, a única força que muda tudo. Se realizarmos esforços sem esta força, estamos a realizar apenas movimentos mecânicos.

Assim devemos, antes de realizar qualquer ação, aprender a realizar a intenção correta para que a ação atraia a força de correção e desta forma atinja o resultado desejado, que é a correção trazendo melhoria para a humanidade. Mas se fizermos algo sem uma intenção, então para esse ato não haverá um resultado correto e bom, e é preferível não fazê-lo de todo.

Por exemplo, ações de protesto, embora no começo parecesse que elãs iriam alcançar algo, por exemplo, baixando os preços, etc., mas à medida que o ano continuou, não sobrou um traço da descida dos preços, e as pessoas só ficavam mais e mais desapontadas e não queriam lutar por si mesmas.

Assim precisamos aprender a realizar atos que produzam resultados corretos e desejados. Isto é o que uma educação integral está designada a fazer.

Boas Intenções E A Intenção Correta

Dr. Michael LaitmanPor um lado, os mandamentos “entre uma pessoa e seu amigo” são mais importantes que os mandamentos “entre uma pessoa e o Criador”, já que do amor pelos seres criados chega-se ao amor pelo Criador. Mas, por outro lado, não devemos esquecer o objetivo final: nós temos que construir corretamente as nossas relações mútuas apenas para nos conectar com o Criador.

Caso contrário, nós demonstraríamos simplesmente “idealismo”, tentando superar a crise, melhorar o sistema educacional, nos tornar pessoas melhores e mais felizes… Tudo isto está repleto de mal e leva a um colapso ainda maior. Afinal, através disso desviamos a humanidade da sua parte interna, levando-a para uma estrada lateral. Assim, as pessoas poderiam sentir um sofrimento ainda maior tentando deixar essas tentativas, não importa o quão maravilhosas possam parecer.

Nós queremos parar a fome e tornar todos saudáveis, encher todos de alegria. Mas, se ao mesmo tempo não visarmos à adesão com o Criador, com a meta da criação, se não tivermos a intenção de dar alegria ao Criador e capacitá-Lo a revelar-se, então, em vez de um caminho direto para cima, estamos escolhendo uma estrada lateral, e depois mais sofrimentos serão necessários para voltarmos ao caminho. Assim, através de nossas ações aparentemente boas, podemos somar resultados negativos, como foi dito: “É melhor sentar e não fazer nada”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Segundo As Leis Da Bolha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós não temos a tendência de dar maior ênfase às ações do que às intenções durante o dia?

Resposta: Todo o nosso trabalho se baseia nas intenções. Nós só podemos provocar mudanças reais no mundo por meio das ações? Ao disseminar a nossa mensagem nós queremos mudar a intenção das pessoas. Nós temos que abordá-las de diferentes maneiras, de modo que elas irão absorvê-las e serem inspiradas, e, depois, suas atitudes irão começar a mudar.

Se houvesse uma onda na qual nós pudéssemos transmitir a elas pelo poder da mente o conhecimento sobre o mundo integral, faríamos isso. Mas, por outro lado, um método que se assemelhe à hipnose ou a uma injecção não seria eficaz aqui. As pessoas têm de entender, perceber e analisar internamente o que nós trazemos a elas.

É impossível simplesmente “injetar” outra perspectiva do mundo numa pessoa. Ela precisa conscientemente adquirir este conhecimento, sem mentiras, confusão, ou fraude. Nós temos que criar as condições adequadas para ela, graças às quais ela irá atingir o resultado desejado por si mesma e irá compartilhar o nosso ponto de vista. Assim, mesmo se houvesse uma onda para a transmissão mental das informações, isso seria apenas rebaixar a pessoa ao nível “inanimado”, enquanto nós, ao contrário, teríamos que apoiar o seu desenvolvimento. Este é todo o problema.

Assim, nós devemos oferecer à pessoa “alimento para o pensamento”, com o qual ela vai concordar ou discutir internamente, até que as ferramentas certas sejam criadas nela, as “ferramentas” que lhe permitarão compreender a situação. Hoje por “seguir o fluxo da vida” a pessoa não pode entender e avaliar esse fluxo olhando para ele de fora. Ela não penetra na profundidade da natureza a fim de compreender suas leis, ela não conhece a si mesma e o seu ambiente.

Nós não estamos falando do ambiente artificial que as pessoas criaram para si. Nessa área elas são “peritas” e muitas se sentem como um grande peixe no mar. Mas os sistemas naturais que movem a pessoa, a sociedade e a natureza são desconhecidos para elas. Temos que torná-los acessíveis a elas, de modo que elas começarão a sentir a essência das coisas, terão a permissão de conhecer as leis básicas da natureza externa e a essência da humanidade. Isso é o Criador, embora ainda esteja numa forma corporal adaptada.

Por enquanto, as pessoas não tem ideia disso. Elas estão vivendo suas vidas normais numa rede artificial que teceram para si. É para isso que os processos globais de modernização e urbanização nos trouxeram. Hoje, o mundo inteiro está vivendo de acordo com essas leis, e assim nós estamos diante de um trabalho muito duro: nós temos que estimular nas pessoas a necessidade da elevação, para levá-las ao nível de esclarecimento e de um novo sentimento, e guiá-las à raiz, de modo que sob a orientação dos mecanismos artificiais da civilização, elas verão a nossa conexão mútua natural que penetra todos os níveis da natureza.

Ao trazer a pessoa a esse pensamento, nós a trazemos para dentro, num sistema totalmente diferente sobre o qual ela não sabe e que não levou em conta. Ela encontra um problema: ela se desliga da rede artificial e tem que resolver sozinha questões básicas: “Quem sou eu e o que sou eu? O que é o ambiente, o que é a natureza?”. Aqui outro ambiente é revelado a ela, o sistema da natureza superior.

Esta é a razão pela qual os cientistas hoje estão muito mais perto da nossa mensagem. Em breve estaremos tão perto deles que iremos realmente começar a falar a mesma língua. Por outro lado, não podemos ter uma conversa séria com empresários, industriais, comerciantes, políticos, etc; em seu ambiente existem as leis do mercado.

Nós estamos realmente diante de um difícil problema de disseminação. Temos que compreender a maneira como a pessoa sente o mundo, a imagem que ela vê diante de si, os serviços sociais que ela usa, seus interesses, etc. Ela está vivendo numa “bolha” artificial e não entende o que estamos falando.

Por outro lado, nós falamos do fato de que o homem é parte da natureza, onde há leis claras e definidas. Eles se ressentem dessa idéia, “De que leis você está falando, todas as leis estão escritas na constituição”. Assim, todos os problemas são “resolvidos” pela legislação, adicionando mais alguns itens a certas leis. É assim que cresce o sistema artificial pelo qual as pessoas esperam mudar algo.

Finalmente, nós chegamos a uma crise global: dois sistemas, um artificial e outro natural, estão agora um oposto ao outro. O problema é que o sistema artificial está começando a quebrar como um todo, ao passo que queremos levar as pessoas para o sistema natural, e este é um grande problema. Nós também estamos passando gradualmente por este processo. Assim, o que podemos dizer sobre a humanidade?

Portanto, eu não espero que as intenções sejam suficientes. Primeiro, nós temos que entrar na bolha e estabelecer uma conexão com a pessoa. Nós descemos ao seu nível, ao seu estado, nos tornamos parte dela, e a partir daí começamos a explicar gradualmente que todos nós dependemos do segundo sistema natural, do equilíbrio e das corretas relações mútuas com ele. Além disso, temos que agir com cuidado, caso contrário, as pessoas não vão aceitar a nossa mensagem, porque elas só sentem a sua bolha.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Escritos do Rabash

Além Das Palavras Certas Deve Haver Intenções Certas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje, a questão do cancelamento dos graus tornou-se relevante e há muita conversa sobre isso, porque as pessoas entendem que os graus causam danos e tornam nossos filhos tecnocratas.

Resposta: Como em qualquer crise, o dano é evidente, mas ninguém sabe como corrigir a situação. No final, um dano, será ocultado por outro: os graus serão cancelados, mas novas estruturas serão construídas e, então, nem teremos o que tínhamos antes. Atualmente, se considerarmos a falta de compreensão das verdadeiras razões do que está acontecendo, mais não é necessariamente melhor. Todas essas adições não estão adaptadas à natureza. Se acabarmos de dar mais liberdade às crianças, isso não vai acrescentar nada. Sem a aprendizagem integral, que está adaptada à natureza, nada de bom sairá dessas mudanças.

Pergunta: Mas os especialistas estão certos, eles dizem que nós mudamos e que o mundo agora está mutuamente conectado, que devemos trabalhar em grupo, cooperar, desenvolver a criatividade das crianças, seu pensamento criativo, a sua capacidade de estudar e investigar as coisas e desenvolver o ser humano nelas; como isso é diferente?

Resposta: Em termos Cabalísticos isso é chamado de “casca”. Isso significa que é impureza. Os especialistas estão sugerindo que nós usemos o potencial de nos tornarmos igual ao Criador a fim de ganhar pessoalmente. No momento em que eles se aproximarem disso, eles vão encontrar muitas crises que serão piores do que a situação anterior. Tais tendências podem ser comparadas à “conexão do mal” que é ruim para eles e para o mundo.

Se o objectivo não for a união com o Criador, o resultado será o mesmo que na Rússia, onde as tentativas em atingir a união conduziu a resultados opostos. No final, isso também vai nos trazer a solução desejada, mas será um caminho longo e difícil. Eles podem tentar novas maneiras, cancelar os exames e ter crianças sentadas em círculo, mas de uma forma ou de outra, se eles não receberem um kit de ensino de nós, mas agirem de acordo com seu entendimento egoísta sem conexão com o Criador, os resultados serão negativos. No final, tais criminosos vão sair das escolas que, em comparação a eles, os diplomados de hoje vão parecer anjos.

A idéia toda é usar o princípio Divino, o princípio espiritual para o benefício pessoal. Se nós levamos ao mundo o nosso método, será totalmente diferente. Então, o princípio do Rambam, de acordo com o qual devemos desenvolver as “mulheres e crianças” gradualmente até que elas adquiram conhecimentos, será promulgado porque o método certo os fará avançar. Mas, se elas decidirem usar suas próprias forças, espera-se que falhem depois de um tempo.

É verdade que os especialistas começaram a penetrar na essência do problema recentemente e a expressar idéias maravilhosas. Mas não há escolha: se as pessoas não têm a intenção correta, elas estão todas condenadas.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/12, O Estudo das Dez Sefirot

O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2

Colocar As Cartas Na Mesa

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma deve ser a nossa intenção na convenção de Arava diferente do que tínhamos antes? Pra que nós devemos nos preparar?

Resposta: A nossa intenção durante esta convenção é adicionar um grande temor, uma grande ansiedade: E se eu não suportar corretamente o esforço geral?

Assim como em um jogo de pôquer, eu coloco todas as cartas na mesa, uso todos os meus recursos. Eu estou pronto para dar tudo de mim para alcançar a Luz que Reforma. Estou pronto para dar a minha parte e empurrar todos para a meta. Ao mesmo tempo, na unificação com todos os amigos, eu gostaria de receber através deles a força que irá me conectar não com eles, mas com Aquele acima deles. Nós devemos dar o nosso melhor para que o amor cubra todos os pecados. Nós devemos ansiar pela garantia mútua e a união.

A diferença é que desta vez nós vamos agir por conta própria, sem os círculos externos, num único pensamento, desejo e intenção. Nós não abandonamos isso, estamos constantemente dentro. Nós atacamos, não somente e nem tanto mentalmente quanto em desejo e intenção.
Isto é o que nós preparamos, e o resto depende dos participantes. Eles constroem este estado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

A Quantização Da Luz E Da Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós podemos realizar agora qualquer ação a fim de doar?

Resposta: Ela pode ser feita a qualquer momento se você se eleva à altura dessa ação. Mas nós avançamos em direção a ela gradualmente; primeiro, eu estou pronto para 1% doar aos outros, depois 2% , e depois 3% e assim por diante até chegar a 100%.

Quando eu estou pronto para doar-lhes 1%, isso significa que eu quero 99% para mim! E se eu quiser doar-lhes 2%, isso significa que eu quero 98% para mim! Assim, eu subo gradualmente para doação, para Lishma (em prol Dele).

Isso é chamado de tempo de preparação, que dura até a minha intenção se tornar 100% para doação. Até agora, este 100% de intenção estende-se a um grama de prazer, uma porção de Luz, um quantum de luz. Então, eu intensifico a minha intenção de modo que ela será o suficiente para duas porções de Luz e, em seguida, três porções, até que eu possa me restringir em receber toda a Luz que entra, o que significa que eu estou construindo para mim uma Masach (tela) de Bina, doar em prol de doação. Após atingir este nível eu posso até receber a fim de dar, depois de ter desenvolvido a Masach correta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/12, Escritos do Rabash