Textos com a Tag 'Egito'

O Que Está Faltando Para Avançar

Dr. Michael LaitmanUma vez, quando eu estudava com o Rabash, o grupo estava num estado de inspiração especial, e eu perguntei ao Rabash: “O que nos falta para avançar?”. Ele respondeu: “Está faltando um ataque”.

Foi um ano em que investimos grandes esforços nos preparativos para o feriado de Sucot. Nós construímos uma nova Sucá de acordo com regras rigorosas que o Rabash queria defender. Ela foi feita totalmente de madeira, sem um único prego de metal, e com a cobertura tão densa que a luz não poderia passar por ela.

Nós investimos muito nela, trabalhando juntos, e talvez por isso uma atmosfera muito especial e calorosa tenha sido criada. O Rabash deu explicações especiais em suas aulas, ou ele só nos parecia assim, porque conseguíamos entender mais. Então, eu perguntei: “O que mais nos falta? Durante uma semana, nós estamos juntos diariamente numa Sucá, aprendendo, conversando. Por que não aconteceu?”.

Então, ele disse que isso ainda não era suficiente. A fim de atingir uma conexão, era necessário um ataque. É assim que ocorreu durante a saída do Egito. As pessoas se uniram e escaparam. Não é possível sair sem uma conexão. Também foi assim antes, quando o povo de Israel suspirou pelo trabalho duro nas cidades de tendas de Pitom e Ramsés e chorou junto ao Criador, sentindo que não teria sucesso.

Também foi assim na abertura do Mar Vermelho quando o povo de Israel sentiu as tropas do Faraó o alcançando por trás, e a frente o Mar Vermelho estava bloqueando o caminho. E quando ele ficou ao pé do Monte Sinai, de um lado as mulheres empurravam (e está escrito que o povo saiu do Egito graças às mulheres justas que pressionaram os homens), e do outro lado o Criador colocou uma condição: ou vocês se conectam ou este será o lugar de seu sepultamento.

Nós vemos que as condições que são reveladas aqui não são de modo algum simples. Elas são como as dores de parto. Somente se aceitarmos estas condições é que realmente nasceremos num novo mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/11, Escritos do Rabash

Uma Aplicação Para Uso Interno

Ao longo de toda a nossa história de desenvolvimento, além do período do Êxodo do Egito até a destruição do Templo quando Israel existia como uma nação espiritual, durante os últimos dois mil anos, os Cabalistas tinham o costume de estabelecer pequenos grupos entre si e isso era o suficiente.

Mas agora, temos que construir o novo sistema de guarantia mútua de uma forma absolutamente tangível, como todas as conexões e sistemas operacionais neste mundo. Ou seja, devemos construí-la não apenas nas relações internas entre nós, como os grupos de cabalistas que revelam a qualidade de doação entre si, mas sim, hoje a qualidade de doação tem que se percebida na matéria deste mundo! [Leia mais →]

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Cruzar A Fronteira Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que posso fazer se tenho um grande desejo de união com os amigos, mas não importa o quanto me esforço para fazer isso, sou incapaz de ficar assim por mais de cinco minutos e sou levado por toda sorte de pensamentos irrelevantes?

Resposta: Você precisa se transferir de um pensamento para outro, repetidamente. O que você pode fazer se nosso trabalho é feito em pequenos passos, como crianças que crescem pouco a pouco a cada dia. Mas, a criança não trabalha o dia inteiro para avançar. Ela constantemente testa o ambiente e a si mesma: o quanto ela pode se adequar a ele e empregá-lo, como desenvolver-se, para tirar o maior proveito do ambiente.

Mas, nós não fazemos o mesmo. A cada segundo nós não examinamos como devemos usar nosso ambiente, qual o melhor jeito de nos conectar com ele. Nós não desejamos nos unir e nos testar: Doamos ao ambiente? Você pode realmente fazer isso a cada momento, como uma criança faz? É aí que estão os nossos problemas; essa é a razão do nosso progresso ser tão lento.

Nada está nos detendo. Nós recebemos todos os instrumentos; tudo está escrito para nós; tudo está explicado; e tudo que precisamos é pular nisso juntos e fazer só isso! Então, toda e qualquer pessoa, mesmo que esteja no canto mais distante da Terra, também irá sentir que não pode fazer isso de outra maneira.

O Egito não é tão necessário se nós estamos atravessando-o juntos. O Criador organizou tudo para que possamos tolerar essa confusão que é considerada como a “dor de amor”, quando eu sonho em me encontrar com alguém que eu amo e anseio por Ele, por essa antecipação do encontro que está adiante.

Eu naturalmente sofro, já vez que ainda não cheguei a esse encontro e nós não nos reunimos, mas eu já estou ansioso por ele, na antecipação iluminada do futuro. A única dificuldade nesse caminho é a falta de união entre nós. Além disso, não há nada mais.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Vamos Mostrar Nosso Desejo De Sair Do Nosso Egito!

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá sobre a Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda”) É por isso que gostamos de nos lembrar da ingestão de Matza, no Egito [primeiro grupo cabalístico] ainda hoje [durante o jantar da Páscoa] já que [hoje], também, somos como quando fomos escravizados no exterior [a terra de Israel é”Eretz Israel” em hebraico , que significa “desejos destinados diretamente para o Criador”]. Também, com este Mitzva, pretendemos estender a redenção [do Faraó, o egoísmo] que vai acontecer em breve nos nossos dias, amém, assim como os nossos pais [espiritual] comeram no Egito.

Esta passagem fala sobre um grupo de cabalistas que existiu e funcionava sob a orientação de Abraão que saiu da Babilônia em torno de 3700 anos atrás, a fim de conectar os laços de amor entre eles, que está descrito como ” ame aos outros como você ama a si mesmo.” E eles aprenderam da sua própria experiência como corações endurecem e quanto mais forte o poder do Faraó (ego) que nos governa se torna. [Leia mais →]

Missão Possível

Celebração da Pessach (Páscoa) é um momento especial. É como se estivéssamos envoltos em uma névoa sútil provocada pelo cansaço que vem do nosso estado usual. É um momento especial em todo o mundo, quando as Luzes Circundantes estão fazendo o trabalho de acordo com a ordem proveniente das leis de ramos e raízes.

Além disso, estamos entrando um feriado que se refere diretamente a nós. Não há raiz espiritual mais e mais vital para nós do que a da Páscoa. É tudo que queremos. Tendo saído do egoísmo, repetidamente nos lembramos do êxodo do Egito e só corrigimos várias vezes no restante do caminho todo, até o final da correção. Afinal, devemos conter-nos completamente do Egito, de tal forma a transformá-lo em seu oposto: Doação. [Leia mais →]

Fim Da Escravidão Egípcia

Dr. Michael LaitmanNão é fácil responder à pergunta: em que momento a pessoa consegue determinar se ela receberá prazer do egoísmo ou da doação? Será que a pessoa quer ser escrava do Faraó ou do Criador?

Nossa principal tarefa é chegar ao ponto onde pedimos para mudar nosso governante, de modo que a força da doação nos governe, em vez da recepção. Nós estudamos Cabalá e realizamos todas as recomendações dos Cabalistas, a fim de sermos capazes de fazer esta escolha.

Podemos chegar a esta escolha, quer pelo caminho do sofrimento, através da progressão natural do tempo (Beito), ou pelo caminho da Luz (Achishena). No caminho da evolução natural, somente os golpes nos esperam. É quando o Criador tira todos os prazeres possíveis do Faraó, o nosso egoísmo, ou o desejo de receber para si mesmo e, portanto, nós experimentamos o sofrimento. É por isso que nós estamos prontos para sair do domínio do Faraó e nos distanciar dele. Afinal, a própria natureza está nos obrigando a evitar o que nos faz sofrer.

Depois há o caminho da Luz, “acelerar o tempo” (Achishena). É quando nosso desejo egoísta ainda permite que recebamos prazer, mas nós realizamos várias ações, a fim de construir uma nova atitude para com o desejo de doar. E mesmo que eu receba prazer egoísta e esteja sob o domínio do Faraó, eu não sinto que isso é algo negativo: estou curtindo a vida. No entanto, eu começo a procurar uma maneira de me elevar acima dele e deixo de depender dele, para começar a valorizar a qualidade de doação.

Isso significa que eu tento trilhar o caminho da Luz de modo que a qualidade de doação me afete e me dê o entendimento de que o Faraó é um governante do mal. Seu mal não é o prazer que ele dá, mas em eu receber estes prazeres para o meu próprio benefício. Este critério inteiramente novo não se baseia em prazeres, mas na sua direção, em quem recebe: eu ou os outros (ou o Criador, juntamente com outros).

Então, em vez de julgar o caminho através das sensações, de acordo com o prazer ou o sofrimento, eu mudo para um cálculo lógico do que é bom e mau, do verdadeiro versus falso. Eu percebo que a verdade é a doação, a força superior, o Criador, e eu quero essa verdade! E mesmo que eu me sinta bem sob o domínio do Faraó, eu ainda quero me aderir à doação.

Se a pessoa chega a tal percepção, ela se eleva acima da avaliação natural ou animal (Beito) e toma decisões no nível de “Achishena “, esforçando-se em sair do governo do Faraó. Então, ela não precisa passar pelo sofrimento físico e receber golpes no desejo de receber, através de várias crises que sentimos no mundo de hoje e que só irão aumentar no futuro se continuarmos progredindo no fluxo natural dos acontecimentos (Beito).

O sofrimento da pessoa torna-se o sofrimento no caminho de “Achishena“, o sofrimento do amor. Afinal, ela aspira a doação, algo oposto ao amor próprio. Ela pede ao Criador, ou à Luz superior, para mudar o seu prazer egoísta pelo prazer da doação. É assim que a pessoa avança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/11, Escritos do Rabash

Entrando Em Uma Nova Terra

Pergunta: Quais são os principais sinais que mostram que uma pessoa está proxima de sair do Egito?

Resposta: Um grande desejo de se unir com os outros é um sinal de estar perto de escapar do Egito, porque uma pessoa entende que somente através da união com os outros ela pode ser salva. Ao mesmo tempo, ela vê que é incapaz de fazê-lo porque não existem faíscas de doação dentro dela.

Ela também detecta a existência da força superior “é que não há outro além Dele”. Essa força dá-lhe os dois estados mencionados e ela está pronto para crescer com essa força fora do seu estado para chegar à conexão.

Minha conexão com os outros é chamada de “êxodo do Egito.” Significa que eu estou fugindo do meu antagonismo com os outros e do meu próprio mal para liberdade e bondade. Esta é a liberdade do anjo, a separação da morte, que percebo como a morte. E eu obtenho uma conexão com os outros, que para mim representa a vida.

Quando eu entrar em sintonia com a rede, onde todos estão conectados, isso é chamado de “entrar numa nova terra”, um novo desejo governado pelo Criador, a força da doação.

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Da 1a Parte da Lição Diária de Cabala, 21/04/2011, Shamati #90

Enchendo o Copo

Pergunta: Se o êxodo do Egito ocorre com pressa, então por que é necessária a preparação?

Resposta: Um coisa não tem nada a ver com a outra. A preparação é necessária para que eu seja capaz de chegar a sua realização Eu preciso experimentar uma falta para isso. Afinal, nós saímos do Egito com os nossos desejos e não com os nossos pés, de um desejo para outro.

Se eu não tenho necessidade de um novo estado, isso significa que eu não tenho me preparado para sair do Egito. Preciso desejar alcançar doação, de tal forma que eu só vejo isso na minha frente. Deixe a força de doação nos unir como um todo: Isto é o que eu desejo.

Vamos todos nos dissolver e nos fundir num só, sem diferenças. Ninguém existe individualmente, e só há uma força comum de doação. E então a Luz Superior vai nos preencher.

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Aliados na Guerra Com o Faraó

Os cabalistas nos aconselham a não filosofar (já que nossa mente é egoísta e só pode nos deter), mas sim realizar mais esforços práticos. Claramente, os meus pensamentos e desejos só irão manter-me no meu egoísmo, mas com minhas ações eu posso doar. E está tudo bem que eu possa doar porque tenho a intenção de receber algo para mim, porque de outra forma, eu não daria qualquer coisa.

Mas se eu executar as ações recomendadas para mim pelos Cabalistas, já há um elemento espiritual nela. Neste ponto, não é só sobre o meu benefício pessoal, mas pode me dar algum resultado espiritual que eu não posso pensar de forma direta. Elas trabalham de uma forma circular.

Em outras palavras, avançamos de forma indireta. E com cada ação que realizamos, construímos cidades maravilhosas para o nosso egoísmo, que se transformam em cidades pobres de Israel (“YasharKel”, aqueles que aspiram “direto para o Criador.”)

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