Textos com a Tag 'Criação'

Nós Vivemos Em Um Mundo Que Não Existe

Dr. Michael LaitmanTodos os mundos superiores, a quebra e a descida de Cima até esse mundo, e depois o desenvolvimento nesse mundo até a nossa época, tudo isso não pode ainda ser chamado de criatura. Somente agora, quando nós finalmente começamos a revelar algo e a suprir o nosso desenvolvimento prévio, pode-se dizer que estamos nos aproximando do começo da existência da criatura. Os graus que agora estamos começando a realizar estão se transformando em certo tipo de realidade verdadeira.

Tudo que aconteceu antes: as quatro fases da Luz Direta, Malchut do mundo Infinito, toda a expansão dos mundos até nosso mundo, o nascimento do nosso universo, a Terra, e a humanidade, toda sua história até hoje, tudo isso é como um grão que contém todo o programa, todo o processo em potencial. Afinal, ninguém ainda realizou sua liberdade de escolha! Ainda não existe criatura! Ninguém fez algo por desejo próprio, por seu livre arbítrio, separado do Criador.

Esse processo especial está começando somente hoje. Até agora tudo vinha do Alto. E mesmo quando nós lemos sobre certas ações, tais como telas, cálculos, tudo isso se refere ao futuro. Além disso, as pessoas que já alcançaram isso de baixo para cima nos contam sobre isso. E somente o programa superior é realizado de Cima para baixo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/09/11, Talmud Eser Sefirot

E O Segredo Será Descoberto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não consigo entender o significado da criação e da existência do nosso mundo. Este é um erro da criatura ou desígnio do Criador? Quem é o culpado por este mal-entendido?

Resposta: Ninguém tem culpa aqui. Nós estamos em um estado onde em vez do mundo do Infinito, imenso e perfeito, nós vemos o nosso mundo e a nós mesmos como imperfeitos. Então, vamos nos esforçar para ver tudo à luz da doação e não à luz da recepção. Então, veremos que, na realidade, estamos completamente corrigidos, em uma ampla e perfeita esfera preenchida com a Luz, o Criador.

Não havia mais nada. Foi apenas um mal-entendido de onde nós existíamos. Agora, nós existimos neste reino bonito, assim como no início. Então, vamos nos esforçar para tornar isto uma realidade.

Da série Lição Virtual aos Domingos 10/07/11

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O Sujeito do Propósito da Criação é o Homem

E a coisa mais importante em toda esta realidade diversa é a sensação dada aos animais: que cada um deles sente a sua própria existência. E a sensação mais importante é a sensação mental, dada somente ao homem, através da qual a pessoa também sente o que há no outro, as dores e confortos. Assim, é certo que se o Criador tem um propósito nesta Criação, seu sujeito é o homem. Diz-se sobre ele: “Todas as obras do Senhor são para ele”.
–
Baal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”

A capacidade de sentir os outros se manifesta apenas no nível “falante”, depois de estudar a Cabalá, quando eles invertem o seu desejo de receber para o desejo de doar, e chegam à equivalência de forma com o Criador. …Por que eles se tornam aptos a receber o propósito do Pensamento da Criação.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 39

A Insuportável Diferença Do Criador

Dr. Michael LaitmanSe o Criador, alinhado com Seu pensamento da Criação, não tivesse a intenção de nos elevar ao mais alto grau da evolução, Ele não teria criado em nós a sensação de sermos diferente d’Ele. A questão não é a diferença entre o Doador e o receptor. Está claro que o Criador está na direção. Ele é o bom que faz o bem. Ele é o Absoluto, e, sendo o Doador, Ele nos criou como receptores “à revelia”. Nós certamente não nos sentiremos envergonhados enquanto recebemos d’Ele. Qual seria o problema em receber d’Aquele que Doa? Afinal, é assim que Ele nos fez.

Porém, a vergonha resulta somente da sensação de ser diferente, que foi determinada pelo Criador, a sensação de separação entre Ele e nós, que nos leva a começar a sentir a recepção como falha. Essa regra também foi projetada em nosso mundo, onde nos sentimos desconfortáveis quando recebemos prazer de alguém com quem temos um relacionamento especial, onde o outro tem um status mais elevado.

Aqui existe um problema adicional. Comparado à espiritualidade, isso toma formas opostas com relação a nós e levanta uma questão: Será que eu posso parar de sentir vergonha? Na espiritualidade, porém, minha questão é como eu posso aumentar a vergonha, porque ela se torna um instrumento para eu me analisar, um veículo para elevar minha consciência do meu mal.

Como sabemos, além da consciência do mal, nós não precisamos de nada mais. Todo o resto é dado pela Luz superior. O que é o mal, afinal? Não é o fato de eu ser um receptor por natureza. Eu compreendo quão mau eu sou quando descubro quão verdadeiramente grandes são as diferenças entre minhas qualidades e as do Criador.

Eu desejo muito aumentar essa sensação, essa consciência, uma vez que é o que me leva a pedir pela correção. Nós consideramos tal oração como “o portão das lágrimas”. Os detalhes necessários da percepção são reunidos em mim até que a consciência do meu mal finalmente me faça gritar, porque eu não posso suportar essa discrepância entre o Criador e eu.

Assim, o mal não é uma mera distinção entre o receptor e o Doador. Evidentemente, o Criador dá, enquanto eu recebo. Tal disposição permanece em todos os níveis espirituais, no final da correção e depois dele. O problema está em se tornar consciente da distinção interna e qualitativa entre minhas as quelidades e as d’Ele. É isso que me faz sentir vergonha.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 26/06/11, “Matan Torah  (A Entrega da Torá)”

Uma Criança Esperta Brincando De Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é apenas o desejo que surge “a partir da ausência” em virtude da Luz e que gradualmente atinge o seu estado. No início, ela simplesmente quer desfrutar, mas depois começa a entender que está completamente sob o domínio do desejo.

É assim que o desejo cresce gradualmente, até que percebe a sua total oposição à Luz. A primeira vez ocorre durante a 4ª fase da expansão da Luz Direta, no estado chamado de Malchut do mundo do Infinito.

A criatura não consegue manter esta condição e se restringe. Isso a força a estabelecer uma nova relação com o Criador. Ela se sente obrigada a ser como Ele e se esforça para fazer isso, até que todas as suas tentativas levam à penetração mútua de um no outro, o que é chamado de “quebra dos desejos”.

Parece-nos que a quebra é algo negativo. Mas, na realidade, é o contrário. Devido a ela, a criatura entende sua total incapacidade de ser como o Criador.

Para se tornar um doador e semelhante ao Criador no estado de quebra, falta-lhe apenas esforços. Mais tarde, ele será capaz de chegar à doação e à ascensão a partir de um estado muito pior. No entanto, em primeiro lugar, ele tem que experimentar a realização do mal, da oração, do trabalho, das boas ações, e até que tenha tudo isso, não será capaz de tornar-se igual ao Criador e ser como Ele.

Até que a criatura tenha obtido o vaso espiritual, ou seja, a compreensão, a sensação do próprio esforço, a realização do desejo, é impossível dizer que ela é semelhante ao Criador. A criança não pode ser uma doadora. Ela pode fazer algo pequeno, brincar com seus brinquedos. Mas se ela realmente quer se tornar como um adulto, deve desenvolver uma variedade de sensações em si mesma.

Assim, depois de todo desenvolvimento histórico e espiritual, que nos foi dado como uma preparação pelo Alto, nós descobrimos que dois desejos co-existem dentro de nós: o nosso próprio e um desejo adicional. O ser humano dentro de nós começa com isso. O próprio desejo natural da pessoa a arrasta para os prazeres que ela vê a sua frente. O desejo adicional a arrasta a tipos especiais e espirituais de prazer; no entanto, ela não pode sentir nada além do prazer.

Nós vemos em uma pessoa do nosso mundo o seu corpo material, físico. Não se trata disso, mas do desejo arrastando-a em duas direções. Um deles é direcionado para o que é revelado à pessoa em seus cinco órgãos sensoriais. O outro é chamado “ponto no coração”, e ainda não está claro para a pessoa para onde esse desejo a arrasta e se vale a pena usá-lo.

A partir do momento em que estes dois desejos se manifestam na pessoa, ela é chamada de ser humano. Devido a estes dois estados, ela pode tornar-se semelhante ao Criador (Edome), ou seja, ser chamada de homem (Adão, da palavra “Domeh“ou similar). A pessoa só precisa saber os meios, para aprender a usar esses dois desejos despertados nela.

Um desejo é antigo e é chamado de “rei velho e insensato”; o outro é novo e crescente como uma “criança esperta (inteligente)” Se a pessoa quiser tratá-los corretamente, isto só é possível com a ajuda da força superior. Assim, ela não pode avançar por conta própria e precisa de um mentor.

Tudo é dada pelo Alto: as pessoas são levadas ao lugar certo para estudar; todas as condições necessárias são criadas para elas, de modo que possam aceitar esta orientação e usá-la. Tudo é dada pelo Alto, exceto o esforço que devemos adicionar a nós mesmos! Estes esforços constroem o ser humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/06/11, Shamati # 161

O Mestre E Sua Criação Divina

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, Item 1: Rabi Hanania Filho de Akashia diz: “O Criador quis limpar Israel; portanto, Ele lhes deu abundante Torá e Mitzvot (mandamentos), … É como os nossos sábios disseram: “As Mitzvot só foram dadas para a purificação de Israel”. (Bereshit Rabba, Parasha 44). Devemos entender esta limpeza, que alcançamos através da Torá e Mitzvot, e o que é a Aviut (espessura/ grossura/desejo de receber) dentro de nós, que devemos limpar com a Torá e Mitzvot.

Nós sabemos que só uma força age no mundo além da qual não há mais nada. Mas, nesse caso, ela parece estar fazendo algumas coisas realmente “tolas”. Por que ela nos faz egoístas, grosseiros, escuros, insensíveis, e, basicamente, ruins?

É realmente uma boa criação? Se o Criador é perfeitamente bom, como podemos obter algo de ruim Dele? Se a criatura é má, devemos culpar o Criador que a criou. De onde mais pode vir a falha, se não de sua raiz? Além disso, se o Criador criou tal vício e, intencionalmente, nos criou imperfeitos e egoístas, por que Ele mais tarde nos deu um remédio chamado Torá e Mitzvot (mandamentos) e nos força a corrigir o que Ele corrompeu e tornou mal em nós?

Estas questões são profundas. Na verdade, nós só começamos a compreendê-las quando começamos a subir os degraus espirituais. É aí que chegamos a perceber que a vantagem da Luz só pode ser aprendido na escuridão. Se não tivéssemos esta escuridão, em primeiro lugar, não seríamos capazes de alcançar a Luz. Ela não pode ser encontrada de outra forma.

Não pense que ela é um pagamento pelo seu trabalho e que alguém precisa de você para fazer o seu trabalho primeiro e ser recompensado por isso depois. É só você que precisa dela, porque se não fosse por essa escuridão que você se dirige à Luz, você não teria nenhuma chance de sentir o que é a Luz!

Nós começamos a percebê-la apenas quando entramos no mundo espiritual e começamos a executar os atos de correção, transformando a escuridão na Luz com a ajuda da Torá e Mitzvot, uma seqüência específica de atos espirituais que precisamos executar com precisão perfeita.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Um Ponto Que Contém O Infinito

Dr. Michael LaitmanTudo começa com um ponto negro “criado a partir da ausência”, sobre o qual a Luz superior age e desenvolve a criatura. Todo o desenvolvimento, com exceção desse ponto de “Yesh Mi Ain” (existência a partir da ausência) é feito pela Luz, a força que atua na criatura, na parte que está sendo “guiada”.

Portanto, onde nós conseguimos tais qualidades especiais como indivíduos? Da Luz! O ponto da criação “a partir da ausência” é um mero ponto. Mas o Criador divide Sua relação em bilhões de criaturas e depois as reune e amarra juntas, de todas as formas possíveis, para que cada uma esteja conectada com as outras sete bilhões. Assim, Ele deseja se expressar dentro da matéria da “existência a partir da ausência”.

Ele não seria capaz de expressar isso de outra forma, exceto através de tal número elevado de pequenas criaturas, cada uma delas criada de uma maneira única e especial, diferente de qualquer outra. Toda criatura alcança sua correção individual ao renunciar a parte do “Yesh Mi Ain” (existência a partir da ausência) em si mesma e adquire o desejo de ser formada pelas qualidades de “Yesh Mi Yesh” (existência a partir da existência), que podem ajudá-la a unir-se com as demais. Assim, ela aumenta sua “Yesh Mi Yesh” a partir de um pequeno ponto fornecido pelo Criador até o Infinito, até o estado elevado do Criador.

Como eu, este ponto minúsculo que surgiu do nada, que foi criado com praticamente zero de conexão com o Criador, alcanço a Sua revelação? Eu me uno com todos os outros pontos (desejos), anulando a minha “existência a partir da ausência”, o que permite com que a minha “existência a partir da existência” cresça até o tamanho de toda a criação, a qual eu uno a mim.

Em outras palavras, conectando-se assim, eu crio a partir deste ponto todo o vaso espiritual (“Yesh Mi Yesh“), preenchido com a conexão infinita com o Criador (“Yesh Mi Yesh“) em relação a todos. Isso só pode ser feito multiplicando essas pequenas partes, cada qual unida com o restante, e assim, todas elas se entrelaçam com as demais como várias camadas.

A pessoa se une com outra; então, as duas anteriores, que se tornaram uma, unem-se  a uma terceira e se entrelaçam interiormente, e depois as três se unem com mais uma, e assim por diante. Então, não é apenas a minha conexão com todos os outros, mas sim um sistema multidimensional de conexão. Este é o único meio para o Criador se expressar dentro da criação em geral até a conclusão deste trabalho, no final da correção (Gmar Tikun).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Talmud Eser Sefirot

Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o Pensamento da Criação e o Criador?

Resposta: Tudo o que dizemos é em referência (relação) a nós. Nós não sabemos nada, exceto as coisas que acontecem dentro do nosso desejo. E mesmo quando revelamos a existência da Luz (“a existência a partir da existência”), que criou o desejo (“a existência a partir da ausência”), também baseamos isso no desejo que nos revela o que supostamente aconteceu diante de nós desta maneira. Todas as nossas conquistas vêm da sensação da matéria em nosso desejo.

Por esta razão, quando falamos de percepção, uma sensação dentro do desejo, dividimos toda a nossa percepção em três componentes:

  • aquele que percebe (eu sou o sujeito que percebe),
  • o que está sendo percebido ( o que eu percebo do Criador),
  • de quem isso está sendo percebido (a origem da sensação, o Criador).

À medida que eu descubro a minha capacidade de mudar a percepção do Criador, a quem eu sinto em termos daquilo que Ele quer com base em uma conexão comigo, eu começo a ter um vínculo com Ele e mudo o nosso relacionamento. Como sei que estou mudando? Isso vem das minhas sensações. Como eu sei o que Ele sente e como Ele reage ao mesmo tempo? Isso também vem das minhas sensações. Tudo é baseado apenas em minhas sensações; eu não tenho nenhuma outra qualidade de percepção. Tudo existe apenas dentro do desejo.

É por isso que dizemos que HaVaYaH (o nome de quatro letras do Criador , “Yod-Key-Vav-Key“) são os quatro estágios do desenvolvimento do desejo. A revelação do Criador no homem (Criador ou ” Bo-Reh” refere-se a “venha e veja”) ocorre apenas depois disso.

Os mundos também existem apenas em nossa percepção, sob a forma de revelações e ocultações (“mundo” ou ” Olam” vem da palavra “Alama” ou “ocultação”). A escada de níveis espirituais também existe dentro do homem. O grupo, a humanidade, toda a realidade, o mundo do Infinito, tudo está dentro de nós.

Mas o que eu alcanço através de todos os meus esforços em querer saber quem sou e o que sou, quem é o Criador, o que Ele quer de mim, e qual é a minha conexão com Ele? Como resultado de todos estes esforços e de uma longa jornada, quando nos damos conta de todas as possibilidades que recebemos, nós alcançamos uma percepção única, um entendimento único, uma sensação única, chamada de “o Pensamento da Criação é dar alegria às criaturas”. Este plano inclui tudo: Quem é Aquele que agrada as criaturas, que tipo de prazer é esse, quem são estas criaturas, tudo.

O estado em que atingimos o Pensamento da Criação é chamado “o ponto de adesão” ou “uma gota de adesão”, porque em nossa percepção tudo se concentra em um ponto do Pensamento da Criação. Nós o alcançamos através de nossos esforços, à medida que desejamos unir-nos com o Criador, e é por isso que chamammos de “uma gota de adesão”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Talmud Eser Sefirot

Precursores Da Crise Moderna: Um Breve Estudo Desde O Início Da Criação

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá falá-nos sobre a realidade inteira. Começando no início do desenvolvimento, leva-nos através de todas as suas etapas até a conclusão.

O ponto inicial é a força superior chamada “natureza” ou “o Criador”. Não tendo nenhuma idéia sobre o que a precedeu, passamos a conhecê-la como uma mãe. Não havia nada antes delea. Nossa história começa a partir do momento em que a força superior começou a criar os níveis de matéria:inanimada, vegetal, animal e falante.

Em primeiro lugar, ela usou sua própria força para formar a forças de suporte que a compõem e criam. Estas forças imediatamente dividiram-se em duas: a matéria da criação e a força do Criador, em outras palavras, mais e menos, luz e escuridão que afectam a matéria para a desenvolver. Sob a influência dessas duas forças, a matéria começou a reagir, responder, experimentar sensações, e assim evoluir.

Uma dessas duas forças, chamada “linha direita”, é preenchida com a natureza do Criador (amor e doação)e, como resultado, é capaz de dar vida à matéria. A outra força é a força do egoísmo, oposta ao Criador e agindo de tal forma, a despeito Dele. No entanto, na realidade, ambas as forças operam de acordo com o programa superior.

O Criador age de cima com a sua única força que está dividida em duas: as forças de doação e recepção. Nossa matéria está entre elas. Assim, estas duas forças colocam-nos em movimento. Elas afetam a matéria e estimulam o seu desenvolvimento nos niveis inanimado, vegetal, animal e falante.

No início, este desenvolvimento afeta apenas as forças que gradualmente formam a matéria, até que a matéria não atinja a fase final. Então, a matéria explode. Graças a esta explosão, um único evento ocorre. As duas forças, pólos positivo e negativo, misturam-se. Anteriormente, elas trabalhavam na matéria de ambos os lados, e agora alcançam a quebra, tornam-se incluídas uma na outra e coexistem na matéria, misturadas de tal forma que é impossível distingui-las, como numa grande confusão.

Até agora, o processo ocorreu apenas no nível das forças, do pensamento e do programa. No entanto, agora a força transforma-se na matéria deste mundo. Primeiramente, o lugar para o nosso espaço surgiu como resultado do Big Bang. Anteriormente, não havia espaço para o nosso universo. Depois, a matéria começou a desenvolver-se a partir da centelha de energia espiritual, a partir de um pequeno ponto de Luz. Essa minúscula partícula de Luz espiritual foi suficiente para criar a matéria para todo o universo.

Além disso, durante o seu desenvolvimento, a matéria criou as galáxias, o Sistema Solar, e a Terra, onde estamos crescendo no mesmo sentido, nos niveis inanimado,vegetal, animal, e falante, paralelamente ao desenvolvimento espiritual.

Como resultado, no quarto nível de desenvolvimento, a força do Criador e a sua força oposta finalmente misturam-se, e encontramo-nos na situação atual.

A preparação está concluida. A partir de agora, temos que verificar o que fazer a seguir. Temos duas forças misturadas uma com a outra. Elas completaram o seu desenvolvimento e chocam-se entre si dentro de nós, tanto que não sabemos o que fazer. Sentimo-nos mal.

Aqui, encontramos a sabedoria da Cabalá, o método que nos permite equilibrar e unir estas duas forças, que estabelece o equilíbrio e a harmonia entre elas.

Da 2ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

Movimento Perpétuo Da Criação

Dr. Michael LaitmanO nosso desejo de desfrutar está constantemente mudando e crescendo. Há um motor interno nele que continua girando e, assim, revelando o nosso desejo de desfrutar, uma camada após a outra.

Se eu não estou em sintonia com este motor e não corrijo meu desejo de receber, para que ele seja preenchido com a Luz, esse desejo revela a escuridão para mim, e eu me sinto pior. Entretanto, o motor continua girano, enquanto eu, não tendo corrigido o meu desejo anterior, estou atrasado e tampouco posso corrigir o meu estado atual. Isso torna a minha vida muito mais difícil e decepcionante. Dia a dia estou me sentindo mais infeliz.

Portanto, se a pessoa entende que nada há de vir do Criador, e que é a criatura quem deve fornecer tudo, se ela percebe que a natureza foi concebida de modo a revelar-nos todo o nosso desejo de receber e tudo que devemos fazer é alcançar a correção, somente então ela percebe a realidade da maneira correta. Tudo depende de nós. A bola está conosco.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, “Introdução ao Prefácio à Sabedoria da Cabalá”