Textos na Categoria 'união'

A Confiança É Revelada Na União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos adquirir a confiança (segurança) no nível material, incluindo as esferas médica, social e econômica?

Resposta: Esses problemas só podem ser resolvidos pela doação, com a ajuda da Luz. Se você quiser ser saudável e adquirir imunidade em relação aos problemas iminentes, você deve viver em uma sociedade que tenha o poder da garantia mútua.

Seria mais ou menos assim: O que há de tão especial nesses amigos? O que eles têm? Contas bancárias na Suíça? Suas próprias empresas? Um negócio bem sucedido? Ou talvez sejam todos médicos, advogados, banqueiros e grandes especialistas em geral? O fato é que eles não são nada disso. Mas se eles têm a conexão boa e correta, você não pode vencê-los. Eles têm total confiança. Eles recebem uma “carga” tal do alto que ninguém pode usá-los egoisticamente ou ser mais bem sucedido do que eles. Isso porque eles têm a satisfação, ao contrário dos demais. A confiança é expressa apenas no interior da união.

Nós também vemos isso em nosso mundo: o que uma pessoa é capaz de fazer? Mesmo que você traga o Schwarzenegger, e até mesmo se você tiver duas pessoas, ou três, ou mil, mesmo que você as vista com braços de metal, você confiará nelas? Hoje nós não temos confiança em nada, inclusive em relação à força. Quantas armas nós podemos continuar produzindo? Quanto meios para nos proteger? No final, não importa o quanto nos armamos, isso não nos dá nenhuma confiança. Apenas a população se sente mais calma.

Por exemplo, em Israel, as pessoas recebem periodicamente máscaras de gás, embora eu tenha ouvido que desta vez as pessoas nem querem recebê-las. Todo mundo já está cansado disso. As pessoas precisam de um tipo diferente de confiança.

Para que serve ter bilhões no banco? Hoje isso ainda significa alguma coisa, mas a sociedade do futuro terá que cuidar de si mesma de forma diferente, através da lei da doação. A doação total entre todos os seus membros vai transformar as preocupações materiais sobre o amanhã na convocação das leis espirituais, porque as pessoas não terão qualquer desejo real por isso, interiormente. Preocupações com as necessidades vitais se tornarão obrigatórias para a pessoa, inseridas nela desde o alto, como “observar um mandamento”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/3/11 sobre a Confiança

Uma Exigência Pela Luz

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa sente um desejo de se tornar “Humano” e o usa correctamente, é chamada de “Israel”, que significa “directo ao Criador” (Yashar-El). Ela quer atingir toda a sua actividade e todas as circunstâncias que encontra no seu caminho que a conectem ao Criador. Então, em cada situação e a cada momento na vida ela quer estar sob a influência da Luz que Corrige.

Ao construir estas coisas para si da forma correcta, a pessoa descobre que está à frente da Luz, do Criador, e o seu trabalho inteiro assenta apenas em aspirar para esta exigência que está direccionada a esta força correctora. Afinal de contas, olhando para a imagem toda, apenas ambas existem no mundo inteiro.

Nesse caso, a pessoa também constrói correctamente o seu ambiente. Os amigos são partes da sua alma, pertencendo ao mesmo desejo. Na medida em que os conecta a si mesma, a Luz vem e corrige essa união, substituindo a sua forma de recepção pela forma de doação mútua. Então, todas as criaturas que rodeiam a pessoa tornam-se partes dela e tudo se funde num todo através da Luz.

É assim como chegamos ao estudo, ao uso do método Cabalista, e alcançamos o objectivo da criação. Ao tentar tomar a direcção correcta antes do estudo e noutras ocasiões, a pessoa determina a velocidade do seu avanço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/11, Escritos do Rabash

Por Que Nós Precisamos De Dinheiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o dinheiro se relaciona com a espiritualidade e como ele nos ajuda a avançar?

Resposta: Dinheiro (Kesef, em hebraico) é uma cobertura (Kisui) sobre o meu egoísmo. É uma força que permite-me cobrir o meu egoísmo, preenchê-lo ou usá-lo para a satisfazer os outros. O dinheiro me dá a oportunidade de trabalhar com o meu egoísmo – em seu benefício ou contra.

Portanto, no mundo todo o dinheiro tem de ser usado apenas em prol da conexão entre as pessoas. A pessoa deve deixar para si apenas o necessário para a vida e dar todo o excesso para a correção do mundo.

Na futura geração, no mundo corrigido, o dinheiro irá desaparecer. Eu vou receber tudo que preciso da sociedade; então, por que eu precisaria de dinheiro? Se o mundo inteiro for corrigido e as necessidades de cada pessoa forem fornecidas, e se ninguém precisar de satisfação excessiva, então para que o dinheiro? Não haverá nenhuma necessidade dele.

Ele será necessário para de alguma forma regular os processos de intercâmbio e transferência de uma empresa para outra e entre as fábricas, a fim de fornecer a todo o mundo e para atingir a forma corrigida e perfeita, mas isso não vai acontecer por meio de papel-moeda por muito tempo. Vamos ter de alguma forma que medir a conexão entre nós. Nós, de fato, avaliaremos isso pelo “dinheiro”, mas não será o mesmo dinheiro que está em circulação hoje, mas o grau de doação de uma pessoa a outra.

Se nós mudamos para doação, nós também precisamos de “dinheiro”. No entanto, ele adquire a forma de uma tela que é medida pela união que ela conduz.

“Quanto você pagou?”. A resposta é: conforme a união que surgiu! Entretanto, hoje o preço que eu pago é determinado por quanto eu receberei para mim mesmo ao separar-me dos outros, criando assim a separação entre nós.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/11,Lição sobre Dinheiro

Eu Habito Dentro Da Minha Nação

Dr. Michael LaitmanAo se preparar para a aula, eu tenho que imaginar que estou indo para um encontro com o Criador, a fim de aproximar-se Dele, e entrar no Seu campo de visão. Isso é porque eu vim para o grupo, o lugar onde o Criador se revela . Ele não será revelado fora do grupo.

Está escrito sobre isso nas Escrituras: “Eu habito no meio do Meu povo”. Conforme a altura e a força do grupo, ou seja, a quantidade e a qualidade dos seus esforços, eu serei capaz de desfrutar a Luz que recebo através dele.

O grupo é a Shechiná, Malchut do mundo do Infinito. O grupo é a minha arca, meu útero materno, e a minha alma no verdadeiro sentido. Isso porque ele é a coleção de todos os desejos que me faltam, a fim de corrigi-los e atingir a correção.

Por isso, eu tenho que imaginar que Israel, a Torá e o Criador são um, que eu sou um todo, um Kli junto com o grupo, como um homem com um coração, no qual reina a garantia mútua. Este Kli alcança a Luz simples.

Se há uma única Luz ou várias Luzes depende do quão unidos estamos. Se estamos unidos, a Luz nos influencia, e o seu poder aumenta em conformidade com a nossa união, que também se torna mais forte. Então chegamos à correção.

A que corresponde a correção? Corresponde a união em si. Assim que alcançamos a união, a Luz vem, corrigindo e nos preenchendo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/11, Escritos de Rabash

O Segredo Do Nascimento Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a conexão entre a raiz da alma de uma pessoa e sua capacidade ou incapacidade de se conectar com outras almas, o grau do seu desejo de união?

Resposta: Cada pessoa no mundo tem uma raiz da alma – uma centelha espiritual, um ponto no coração. Este ponto pode se desenvolver de tal forma que a pessoa vai se sentir atraída por algo mais elevado, para além deste mundo. Então ela chega à ciência da Cabalá e entra no grupo.

Também existem pessoas cujo ponto no coração ainda não se desenvolveu e cada uma delas vive a sua vida privada, material. Mas, mesmo que este ponto “arda” forte na pessoa e ela deseje apaixonadamente alcançar a espiritualidade, o Criador, o objetivo da sua vida e seu significado, este é apenas um ponto e nada mais.

O que ela deve fazer a seguir? Ela deve entender que a alma da pessoa é formada de centelhas espirituais que ela agrega ao seu ponto da alma – de cada pessoa, do total de sete bilhões de pessoas. A alma de cada pessoa agrega a união de todos esses pontos. Portanto, se agora eu me uno com todos que estão aqui nesta Convenção, se eu conecto essas 600 centelhas espirituais a mim, então eu atinjo o poder da união de todos estes 600 pontos juntos.

Como isso é possível? Como posso me unir com os desejos deles para alcançar a espiritualidade? Eu só posso fazê-lo com a ajuda do “ame ao próximo como a si mesmo”, a fim de tornar-me “como um homem com um só coração”, como está escrito no artigo “Matan Torah“.

Se eu me conecto com eles desta maneira, eu adquiro um campo de unificação: um desejo que consiste de muitas centelhas. É como se nós nos tornássemos “como um homem” e dentro deste desejo eu pudesse revelar a espiritualidade.

Esse desejo é chamado de vaso ou Kli da minha alma, porque eu conectei todos estes pontos em mim. Se alguém, um desses pontos que eu conectei a mim, também conecta alguém nele, esta será chamada de sua alma. Quer dizer, seu ponto é o ponto inicial e ele conecta outros pontos nele. Esta é a sua alma.

Cada pessoa conecta todos os pontos fora de si em si, e é assim que a sua alma é formada. Mas se ela não os conectou, ela não tem alma. Ela só tem um ponto, a raiz de sua alma.

De acordo com a força de unificação destes pontos dentro de mim, sua quantidade e a força de união entre eles, dentro deles eu revelo a Luz, a vida e a existência. À medida que eles se conectam entre si, eles começam a se unir e ser revelados sob a forma de um sistema único, semelhante a um corpo vivo, através do qual circulam sangue e líquido linfático, passam impulsos nervosos, e ocorrem muitas ações diferentes. Eu começo a sentir a vida.

Gradualmente, eu conecto os pontos a mim. Ao me conectar a eles, eu começo a sentir como se forma um minúsculo dispositivo dentro de mim: um embrião. Em seguida, ele cresce, desenvolvendo-se ao longo de nove meses. Eu sinto como eu conecto mais e mais pontos a ele, e é assim que ele cresce constantemente.

Várias ações internas já ocorrem dentro dele. Algum tipo de vida emerge. Eu começo a reconhecer vários processos nele, até que, finalmente, ele nasce. Isso significa que ele começa a viver sua própria vida. Em seguida, ele se desliga da força superior e vive por si só. Esta é a alma. Assim é como cada um de nós constrói a sua alma.

Da 1ª aula da Convenção no Mar Morto, 24/2/11

Não Coloque Muito Tempero!

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, devemos sempre pensar sobre a conexão entre nós, e com base neste pensamento constante e poderoso, devemos apenas ouvir um pouco o texto, tanto quanto seja possível, como um complemento, um tempero. O pensamento sobre a união tem de ser poderoso e incessante. Somente conforme somos capazes de fazer isso é que devemos adicionar o texto a ele, ou seja, o pensamento sobre isso e a sensação dele. Isso tem que ser feito apenas com a condição de que esta base, o pensamento constante sobre a união, não desapareça ou se torne mais fraca.

Nós podemos facilmente estar na intenção correta se soubermos que O Zohar, assim como toda Torá, fala somente dos tipos de conexão entre nós. Portanto, tudo o que estudamos e tudo o que agora queremos ver como resultado do nosso trabalho – a união entre nós, nossos tipos de conexão, suas características especiais, tudo que está acontecendo entre nós -, é disso que O Livro do Zohar nos fala.

Portanto, nós estamos falando da mesma questão – o ponto de união entre eu e os outros. Este ponto contém todos os tipos possíveis de conexões entre eu e todos. É disso que a Torá fala.

Portanto, se eu me dirigir corretamente, eu compreendo que ela só fala disso: que relações existem entre nós? Como posso me conectar? Como posso conseguir isso?

Nesse caso, nós queremos alcançar o que nós estudamos, embora não o conheçamos. Como resultado da aspiração de alcançá-lo, para nos unir em um desejo integral ou Kli, e discernir todos os tipos de conexão que a Torá nos fala, a Luz que Corrige vem e cria essa conexão, trazendo-a à luz. Então, nós a revelamos realmente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar

Soldar Com A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanÉ preciso lembrar constantemente que estamos lendo O Zohar somente para que os nossos desejos de união conectem-se sob a influência da Luz. Tudo o que eu posso fazer é aspirar pela união, esperando que ao ler O Zohar e o Talmud Eser Sefirot, a Luz nos conecte. Eu tenho que imaginar que além de mim, todo mundo é um só. E eu sou o único que tem que ser incluído em todos.

Eu sou incapaz de fazer isso sozinho. Este “clique”, conectando-me com todos, só pode acontecer como resultado do estudo. É como quando soldamos dois fios e os colocamos juntos e influenciamos o local de contato com alta temperatura, fundindo-os com uma liga de solda que os conecta.

É por isso que eu entro em contato com o grupo e imagino que me conecto com eles. Eu espero que o estudo nos solde no nosso ponto de conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar

O Futuro Depende Do Grupo Virtual

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível alcançar a realização do mal nas nossas relações através do grupo virtual e da tela do computador?

Resposta: Claro que é. Nós estamos em um desejo comum. Por isso, não faz diferença se estamos sentados ao lado uns dos outros. Eu poderia estar sentado ao seu lado sem saber qual o seu nome ou olhar para o seu rosto. Não importa se estamos em um edifício ou em lugares diferentes.

A união acontece através do sentimento e não requer contato físico. O nosso mundo está se tornando totalmente conectado através de conexões virtuais. É exatamente assim que será o nosso desejo.

Eu não tenho que sentar junto com todos em uma sala. A sensação de união não está ligada à distância física, e alguém próximo não é alguém que está perto fisicamente, mas sim espiritualmente. A distância física não afeta os desejos e as sensações. Isto é verdadeiro mesmo em nosso mundo, nas relações entre as pessoas, e mais ainda na conexão espiritual. Isso não tem relação com a distância física.

Tente trabalhar em um grupo virtual e você verá que não faz diferença se você está sentado em torno de uma mesa ou em suas telas de computador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/11, Escritos do Rabash

A Luz Procura Um Coração Unido

Dr. Michael LaitmanA Cabalá, o método de alcançar o mundo superior, inclui duas partes:

1. A primeira parte fala sobre como unir-se mutuamente, ou a forma de tentar se conectar e unir;
2. A segunda parte fala sobre como atrair a influência ou o efeito da Luz superior sobre nós.

Antes de começar a estudar, nós devemos ser transpassados pela aspiração de unir nossos desejos. Assim, cada pessoa terá um desejo muito maior que o seu. Ela começará a ser permeada por pensamentos, qualidades e desejos das outras pessoas, que também desejam o mesmo resultado e o mesmo objetivo que ela. Esta deve ser a nossa principal intenção antes do estudo.

A pessoa que não se preparou para o estudo desta forma perde praticamente tudo, porque a influência da Luz superior não vem sobre o desejo de cada pessoa individualmente, mas sobre a aspiração que cada um de nós tem para com os outros, ou seja, sobre nossas aspirações mútuas de unir-nos mutuamente, com todos juntos, em um desejo comum.

Se eu imagino este desejo comum e quero ser incluído nele “como um só homem”, como antes da quebra de Adão em almas separadas, então a minha aspiração recebe a influência da Luz superior. Desta forma, eu realmente ganho a realização espiritual como resultado desses esforços.

No entanto, se eu chegar lá e ouvir sem esses esforços, sem fazer tentativas de ser incluído no desejo comum, a Luz superior não tem nada que possa influenciar dentro de mim. Eu não forneço uma base onde ela possa influenciar e, portanto, todas as minhas ações só provocarão o conhecimento puramente formal, ou seja, eu ouvirei e memorizarei o que está escrito no livro, e nada mais.

Portanto, deve ficar bem claro para nós que a Luz superior vem apenas conforme nossos esforços mútuos. Eles têm que ser mútuos! Portanto, a condição para atrair a Luz sobre nós é a mesma condição que foi exigida durante a recepção da Torá: “Ser como um homem com um coração”. Somente neste caso é que a Luz vem.

Por isso, vamos tentar pensar dessa maneira.

Da 3ª Lição da Convenção em Berlim em 28/01/11

Rússia E Europa: No Caminho Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanA fim de estar em equilíbrio com a natureza, é necessário consumir de forma inteligente, o que significa consumir apenas o que for necessário, dependendo das necessidades de cada pessoa. O Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “Paz no Mundo” e em outros artigos.

No entanto, esta prática não pode ser imposta através do terror. Isso só pode acontecer através da educação!  No entanto, em sua época, revolucionários russos tomaram um caminho diferente, abandonando o princípio da educação.

Além disso, isto estava ocorrendo em um país subdesenvolvido, com a maioria da população acostumada a viver em condições praticamente feudais até o dia de hoje. Hoje, o povo da Rússia, que é gentil e de bom coração, ainda concorda com as condições feudais que existem atualmente na Rússia. Este não é um país capitalista, mas um país feudal, com os mesmos costumes, estrutura, corrupção, e todas as suas relações sociais. É o feudalismo.

Pode nos causar estranheza: “Mas como isso pode acontecer? Em uma sociedade moderna? Isto já não é coisa do passado? No Ocidente, o feudalismo já não existe há mais de 300 anos”. Correto, no Ocidente ele já não existe há 300 anos, mas na Rússia, ainda existe. Ou seja, cada pessoa ainda concorda com isso. As pessoas ainda não evoluíram acima desse nível.

Apenas uma pequena parcela da população, cerca de 10-20%, não tolera estas condições, enquanto todos os demais concordam em viver com elas. Eles não se importam em ter um patrão, em se submeter a ele, sem lei e ordem, onde tudo pode ser comprado e vendido, e onde os ricos são poderosos e têm regalias. As pessoas concordam com isto! É por isso que ainda é considerado um nível feudal do desenvolvimento social.

Sem dúvida, Marx não acreditava que este tipo de país tentaria implementar a sua idéia. Ele praticamente apresentou a Cabalá sob a forma de leis econômicas. Mas o egoísmo do império pós-União Soviética é completamente diferente. Esse egoísmo é feudal e ainda não está pronto para um desenvolvimento sério.

No entanto, quando trabalhamos com cada pessoa individualmente ou com os nossos grupos na Rússia, vemos um resultado surpreendente, porque as pessoas têm pontos no coração. Elas são muito receptivas e com metas específicas.

A pergunta é: será a sociedade capaz de entender que tem que se unir, mas não através das leis criadas pelo regime soviético? A união tem que acontecer através de leis, onde todos são iguais, conscientes, e se unem conscientemente. O povo da Rússia não se une conscientemente. Será que eles chegarão a isso, serão capazes de fazê-lo? Na verdade, isso é uma pergunta.

Portanto, nossos grupos na Rússia são muito queridos por nós. Eu pessoalmente conheço esta nação muito bem, porque que cresci lá e minha língua nativa é o russo. Mas será que podemos olhar para a Rússia como um país que tem a capacidade de concretizar facilmente os princípios Cabalísticos? Isso é algo que eu não sei.

Por outro lado, na Europa, apesar do fato das pessoas serem muito diferentes da imagem Russa, tudo o que elas têm que fazer é superar certa oposição externa, certa casca ou invólucro. Depois disso, tão logo esta idéia penetre no pensamento delas, elas perceberão que isso é verdade e serão capazes de realizá-lo dentro de si através do seu desenvolvimento.

Na Rússia, é fácil aproximar-se de alguém. Mas na Europa é muito mais difícil! Entretanto, eu acho que se penetrarmos dentro dos indivíduos na Europa, eles encontrarão as forças e habilidades dentro de si para se unir. Seu coletivismo consciente surgirá.

Por outro lado, na Rússia o coletivismo não surgirá, apesar disso. Lá a sociedade não está desenvolvida coletivamente. Acho que ainda não é capaz de fazer isso.

No entanto, apesar de todas estas suposições, nós temos que desenvolver a Cabalá e divulgá-la em toda parte. Naturalmente, há um grande limite nos países que outrora eram socialistas. Mas isso não deve nos deter. Não devemos nos deter nem um momento pensando onde é mais fácil e onde é mais difícil, por que e como. Devemos trabalhar, e isso é tudo. Eu nunca faço nenhuma estimativa. Nós não sabemos o que é melhor e o que é pior, e como tudo irá ocorrer.

A partir da terceira aula na Convenção de Berlim em 28/01/11