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A Matéria É Uma Intenção Não Realizada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos formando um desejo coletivo antes de ir para Arava. Como podemos reduzir o caminho de tal desejo para que ele faça a transição do esforço material para a realização espiritual?

Resposta: Na verdade, não existe tal coisa como dois mundos, material e espiritual. Quando nossas ações não têm intenção, parece-nos que agimos dentro da matéria. O mundo à nossa volta é “visível” por causa da deficiência de intenção; é por isso que somos obrigados a trabalhar com “concreto armado”, passando por problemas e fazendo brotar demandas. Eles nada mais são que a materialização dos defeitos da nossa intenção. É disso que se trata o nosso mundo material. Até o momento, não há saída a não ser trabalhar com “barro e tijolos”, como os filhos de Israel fizeram enquanto estavam no exílio do Egito.

Os Cabalistas deram várias recomendações que nos permitem atrair a força superior até nós, a fim de sermos alterados. Eu não sei quem eu sou neste momento, já que sou formado de milhares de parâmetros e não sei como mudá-los. Além disso, eu não possuo qualquer capacidade de autoregulação. Transformações reais são de natureza qualitativa; eu não estou qualificado no momento para visualizar o próximo passo ou forma.

Esta é a razão porque temos este mundo e o grupo, brinquedos com os quais “brincamos”. Tudo bem que eu atue de forma materialista e egoísta; agindo assim, eu aciono a influência da Luz superior sobre mim. Ela é um remédio muito incomum: eu posso me conectar a uma noção chamada “nós” e juntos nós ativamos o mecanismo do grupo com a ajuda da intenção, dos estudos, da disseminação e assim por diante. Assim, nos envolvemos um mecanismo ainda mais superior, GAR do mundo de Atzilut, do qual recebemos a Luz Circundante (Ohr Makif) que nos modifica. Nós tentamos nos conectar uns com os outros, participamos de vários eventos e refeições comuns, estudamos e disseminamos. A coisa importante nestas atividades é a nossa união.

Nós participamos de todos os tipos de atividades com intenção egoísta (Lo Lishma) com o melhor de nossa habilidade, como crianças que não sabem respostas precisas às suas perguntas. Ao agir assim, nós iniciamos um sistema que compreende nossas ações como uma mãe que sente o seu filho mesmo que ele ainda não seja capaz de expressar seus desejos. Ela sabe o que ele quer antes que ele grite.

O sistema maternal está pronto para decifrar o nosso apelo. É Bina que deu à luz a nós e a quem os nossos apelos retornam através de um círculo fechado. Não importa se os nossos esforços são de natureza material, eles vão resultar na “descoberta” espiritual.

Os Cabalistas definiram com precisão o local e detalhes dos esforços humanos: o trabalho em grupo deve ser o mais unificado possível. Ao mesmo tempo, nós devemos nos dirigir ao mundo com a mensagem que o Criador deseja que transmitamos aos outros; se concordarmos, a “descoberta” virá até nós por todos os meios.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/12, “A Paz”

Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanNo grupo, a pessoa não só deve mudar a si mesma em relação ao ambiente, mas também deve ensinar os outros a fazê-lo. Esta é a razão para a quebra. Nenhum de nós tem a força para resistir à intenção egoísta, mas quando a pessoa realmente percebe a necessidade de mudar a sua intenção para uma altruísta, ela adquire a possibilidade de receber a força de seus amigos. De repente, isso se transforma num princípio muito simples: se você deseja se unir com seus amigos, a fim de doar a eles, você pode receber a força para mudar a sua intenção para com eles através dessa unidade.

Basicamente, nós agimos num desejo, numa única linha: se eu quiser conferir ao meu próximo (amigo), eu posso receber a força para fazê-lo através dele. Mas onde é que ele conseguiu essa força? Ele recebe da raiz, que está por trás dele. É por isso que está escrito: “Eu vivo no meu povo”. Em outras palavras, o Criador, a força superior, a raiz, que criou a intenção de doar, vive no grupo. Ele me diz: “Se você tratar direito o seu próximo, a fim de doar a ele, você vai Me encontrar nele, no ponto exato onde a sua doação estiver direcionada. Então, sua intenção mudará, e você realmente será capaz de perceber isso”.

Está escrito em relação a esta ação: “Israel, a Torá e o Criador são Um”. Desta forma, nós começamos a ver toda a realidade. Agora, em vez do mundo corporal diante de mim, eu vejo o ambiente. Eu não me importo com o que está nele. O que importa é que, na minha busca por forças para doar, eu passo por ele e atinjo a raiz, o Criador que existe dentro de meus amigos. Eu quero me unir com os meus amigos a fim de doar a eles: eu encontro o Criador dentro deles, que fornece a força para me conectar com eles. Assim, eu me uno com Ele através deles.

Então, a pessoa começa a trabalhar em duas linhas. Por um lado, ela vê como o Criador a força a usar o seu próximo; ela percebe diferentes pensamentos cruéis que chegam a ela de dentro do grupo sobre como usar os outros, lucrar à custa deles e receber prazer do grupo. Mas, em resposta a este prazer direto, a pessoa restringe a sua intenção e, por outro lado, busca a oportunidade de doar aos seus amigos, permanecendo na mesma linha. Ele quer trabalhar para o bem e benefício de seus amigos e retornar ao Criador através deles, construindo assim as 10 Sefirot da Luz Refletida.

Agora, a pessoa tem os “dois lados da moeda”. Ao compará-los e avaliar o grau em que pode usá-los, ela se torna preparada a aceitar o convite do Criador e desenvolver a atitude correta para com Ele. Duas realidades se abrem diante dela:

  • Quando eu receber o prazer diretamente do Criador através da natureza ou do ambiente, se eu estiver preparada para continuar a receber mais e mais, este tipo de existência é percebido como “este mundo”.
  • Mas se eu dôo o máximo que eu posso e me dedico aos meus amigos e ao Criador, eu revelo outra existência, oposta, na Luz Refletida.

Desta forma, a pessoa adquire dois mundos.

Da Convenção de Arava 23/02/12 Lição # 1

Sua Peça Perdida No Quebra-Cabeça Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a pessoa perde o estímulo no processo, isso significa que ela não se esforça o suficiente pelo amor ao próximo?

Resposta: Se a pessoa é desencorajada em seu desenvolvimento espiritual, isso normalmente decorre do orgulho, de seu posicionamento acima dos outros. Esta é uma doença geral que se encontra em cada um de nós. O orgulho é a base do desejo de receber, que vem até nós diretamente do Criador. O Criador é único. Assim, nós também nos sentimos como sendo únicos.

Eu sou realmente único porque sou uma peça do quebra-cabeça geral que não é encontrada em mais ninguém. Assim, eu justificadamente sinto que sou especial. A questão é apenas como vou usar minha singularidade? Vou tentar complementar os outros da forma que for possível?

O quebra-cabeça espiritual não é o mesmo que o quebra-cabeça corporal, onde cada peça está em contato apenas com alguns vizinhos mais próximos, e longe de todos os outros. No quebra-cabeça espiritual eu estou conectado a todos. Isto é espantoso! Imagine que há 600.000 peças do quebra-cabeça e eu estou conectado a cada uma delas. Além disso, cada uma delas está conectada a todas as outras peças. Esta não é uma conexão simples, mas em cada nível, todos os nossos Keterim (coroas) estão conectados uns aos outros; em todos os níveis de Bina estão conectados uns aos outros, e assim por diante.

Assim, há uma estreita conexão de doação entre nós que ainda precisamos descobrir. No fim da correção, graças à nossa sensibilidade e compreensão desta complicada conexão, esta se torna revelada “620” vezes mais intensa: em vez de Nefesh de Nefesh, NRNHY de NRNHY.

Imagine que havia este sistema simples de 600.000 peças ligadas em série, uma após a outra, como um rebanho de ovelhas. De repente, elas se conectam em todos os tipos de vínculos, complementando e preenchendo-se mutuamente em todas as situações e atributos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/2/12 , Shamati # 35

Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

Onde Nós Encontramos A Chave Do Portão Das Lágrimas?

Dr. Michael LaitmanNós não devemos ter vergonha da fraqueza, pensando que a fraqueza pode arrefecer o nosso desejo de avançar. Há um “portão das lágrimas” em cada etapa, que só abre após a pessoa compreender sua própria impotência. E como poderíamos até mesmo ter a capacidade? Afinal, o avanço acontece através do poder adicional de doação. Nós não temos isso; é preciso adquiri-lo.

É por isso que eu estou certo em descobrir que não tenho a capacidade de avançar. Eu também estou certo em descobrir que não tenho nenhum desejo de avançar. O que acontece depois? Só uma coisa: realiza-se o apelo direto ao Criador, através do grupo, para Ele corrigir a conexão entre nós. Então, cada vez que isso é feito, uma nova etapa da nossa união torna-se revelada.

A pessoa é incapaz de fazer algo por conta própria. Não importa o quão forte ela às vezes pense que é, não importa o quão certa ela é, que ela atingirá tudo, ela fracassará em tudo. Está escrito: “Não acredite em si mesmo até o dia que você morrer”.

É por isso que ter um grupo que constantemente desperte a pessoa é uma condição necessária. Por esta razão, quando uma pessoa não sabe como avançar e se desespera, o seu orgulho geralmente se culpa. Portanto, ela é incapaz de receber o apoio do grupo.

Não há nada que se envergonhar disso; a pessoa só precisa trabalhar com ele. Mas, basicamente, esta é a única perturbação. Existe uma enorme força no grupo. Como no conto sobre o rabino Yossi Ben Kisma. Ele era um grande Cabalista em sua geração, e seus alunos eram pessoas muito simples. Mas ele recebeu muita força deles, já que sabia como trabalhar com eles. E ele era uma grande pessoa! E este conto fala de pessoas pequenas.

É por isso que quando a pessoa diz que o Criador não a está ajudando, é seu orgulho falando. Como ele se manifesta? Em sua incapacidade de anular-se perante o ambiente para receber dele o valor e a grandeza da espiritualidade e, assim, perceber o poder do Criador que a ajuda e a realização da grandeza da espiritualidade.

É por isso que não há razão para chorar pelos distúrbios. Está escrito: “A minha alma chorará em segredo” em ocultação, na escuridão. Chorar é bom, mas tudo depende do que você está chorando: não chore por não ter ajuda; não há ajuda. Você precisa chorar pelo fato de que seu orgulho não o está deixando a se rebaixar um pouco diante de seus amigos, do Criador, e receber ajuda deles.

Da Lição # 4 da Convenção de Arava, 24/02/12

A Influência Do Grupo Das Mulheres No Grupo Dos Homens

Dr. Michael LaitmanPergunta: O trabalho dos homens na união integral toma 7 a 8 horas por dia. Supõe-se que mulher deva gastar tanto tempo estudando?

Resposta: As mulheres têm muito menos problemas do que os homens, porque seu trabalho começa quando elas se juntam para trabalhar em torno do grupo dos homens.

Antes disso, seu trabalho reside nos estudos teóricos, e não pode haver qualquer ligação lá. Isso inclui discussões, representação e dedicar muito tempo à educação dos filhos desde a perspectiva integral, e assim por diante, mas não nas relações entre mulheres, que elas sentirão como uma violação de sua natureza.

O grupo das mulheres começa a observar os homens e seu trabalho mútuo apenas quando elas estão prontas e o grupo dos homens está suficientemente treinado na teoria e já está passando pela integração prática entre si. Nós gradualmente começamos a ensinar-lhes os fundamentos da ajuda necessária de sua parte para atingir o próximo estado: o estado de união, harmonia e percepção da natureza sobre o próximo nível de “Adão” (“Homem”), que nós podemos alcançar através deste tipo de união.

O grupo dos homens alcança a união com sua própria força, como um homem atinge satisfação e comida.

O grupo das mulheres os ajuda com isso, os inspira, empurra, e serve como ferramenta muito poderosa para os homens, sem a qual eles não podem se unir. As mulheres devem influenciar os homens com muito cuidado, sem perturbar a sua sensação de união. Elas devem dar aos homens a sensação de que elas estão esperando deles, que os valorizam, inspiram e os tratam como uma mãe em relação ao filho.

Cada mulher pode se relacionar com os homens desta maneira, e os homens sentem a influência da mulher. É por isso que o grupo das mulheres assume o papel fundamental de mover o grupo dos homens para a união, influenciando-o com sua inspiração e expectativa, como uma mãe: “O que eu espero do meu filho”. E a criança sente que a mãe espera determinado resultado dela.

Tudo isso precisa ser feito com cuidado e com cuidado para não causar o sentimento de indiferença nos homens ou uma reação negativa. Tudo deve ser feito de forma muito delicada, em certa medida, e sempre mensurada.

Quando os dois grupos olham para si mesmos de forma objetiva, de fora, eles sentem que precisam um do outro. Eu confesso ao grupo das mulheres que eu preciso de seu apoio e influência, da sua inspiração, sua expectativa para comigo. Isto me inspirará, apoiará e me despertará para alcançar um resultado.

Em geral, há uma enorme gama de influências de sensações e expectativas mútuas. Se tudo isso é feito através do contato indireto, à distância, através da “indução” do grupo das mulheres ao grupo dos homens, o resultado da interação mútua adequada é alcançado.

Como resultado, o grupo dos homens alcança a união com a ajuda do grupo de mulheres. Esta união é repassada ao grupo de mulheres.

Mas esses grupos não se fundem, não se misturam; eles continuam existindo como dois “círculos”: o externo – das mulheres, e o interno – dos homens.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 10, 16/12/11

O Poder Do Apoio Das Mulheres

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu jogava basquete quando era jovem e lembro que a nossa equipe tinha melhores resultados quando havia meninas sentadas no banco, apoiando-nos silenciosamente. Mas quando meninos estavam sentados, não havia inspiração. Nos grupos de educação integral, como é que as mulheres observam os homens: por meio de câmeras de vídeo?

Resposta: De vez em quando nós organizamos piqueniques, viagens e reuniões mútuas. Nós nos conhecemos, mas, em princípio, esse conhecimento é inútil. Eu não preciso conhecer o rosto de ninguém.

É simplesmente o peso das mulheres, as quais me mostram que depende de mim e aguardam a manifestação da minha inclinação masculina; isso é suficiente. Elas não interferem em nosso trabalho, mas assim como os jogadores em quadra, devemos sentir essa pressão.

Eu devo sentir nas minhas costas o olhar da parte das mulheres, que evoca todas estas ações, nenhum orgulho ou outros impulsos egoístas, mas a responsabilidade pela expectativa de que vamos introduzir um novo nível. Isto é necessário.

As mulheres não estão nos empurrando para atos individuais de heroísmo, mas especificamente para subir acima de nós mesmos e da união. Ao mesmo tempo, cada um de nós se anula, mas, juntos, atingimos a forma de “Adão”.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 10, 16/12/11

Como Administrar O Mundo Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você imagina um governo mundial que governe a humanidade em todas as esferas de suas atividades, incluindo os processos de fabricação e distribuição de modo a torná-los racionais e precisas, quando até mesmo a nível de país é impossível alcançar a estabilidade e a ordem?

Resposta: Isso é impossível se nós usarmos a abordagem habitual. Eu ouvi que Lenin ficou chocado quando percebeu que tipo de burocracia tinha que lançar mão a fim de controlar os sistemas vitais da sociedade. Não há computador que possa lidar com este tipo de tarefa. Como nós podemos alcançar a integridade, chegar à garantia mútua, assegurar que nenhuma mercadoria extra seja fabricada e que tudo o que está sendo produzido permaneça em completo equilíbrio com a Natureza?

Isso só pode ser alcançado ao se fazer a transição para uma nova fase, obtendo-se a sensação de união (uma mente coletiva, “matriz”). Nossos esforços em nos conectar atrai Ohr Makif (Luz circundante) e, assim, leva-nos à revelação de uma conexão absoluta entre nós (o vaso, Kli, da alma). Ele não representa “Nós”, pois “Nós” é uma soma simples de cada um de nós; “Akolel” é uma Força Superior (o Criador) que se revela através da soma de todos nós.

Uma vez que todos estão incluídos na união, em garantia mútua e inclusão (Arvut), cada um sente imediatamente as mesmas coisas que os outros; portanto, a divisão em “eu” e “outros” desaparece. O que resta é “um todo” (em Gematria é chamado de “Akolel” +1, ou seja, associação).

Graças à nossa sensação desta força, nós teremos a possibilidade de nos comunicar de forma perfeita e ideal, com facilidade, amor, e sem cometer erros. Diz-se: “Aquele que faz a paz nos Céus a trará para nós” (A palavra “Shalom” é derivada das palavras “Shlemut ” – perfeição e “Ashlamah” – além).

Trabalhe Durante A Aula

Dr. Michael LaitmanNós temos que manter a intenção pela união. Isso porque todo o benefício está oculto nesta intenção. O que ouvimos nas aulas não é tão importante. O importante é que durante as lições nós possamos trabalhar continuamente na união de todos os nossos amigos em todo o mundo. Conforme os nossos esforços em unir, nós nos movemos para frente, e é aí que reside todo o nosso benefício.

No entanto, se nós não trabalharmos durante a aula, ela pode nos dar uma espécie de entendimento, nos mover um pouco para frente, mas isso não será o desenvolvimento espiritual.

Esta semana nós estamos vendo as gravações das aulas do congresso de Arava. Uma pergunta surge: Durante este período, nós podemos alcançar uma união ainda mais forte do que aquela que alcançamos lá? Se não, seria melhor retornar para a rotina habitual da aula. A resposta depende de vocês.

A coisa mais importante aqui é trabalhar constantemente na união. Não é sobre o quanto eu entendo (isso é completamente sem importância), mas é sobre o quanto de esforço eu aplico em direção à união. Uma vez que é precisamente na união que seremos capazes de sentir o que está sendo falado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/12, “Perguntas e Respostas”

Nossa Conexão É Mais Importante

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso verificar se fortaleço a minha conexão com os amigos durante a aula?

Resposta: Primeiro de tudo, ela é a coisa mais importante. Nosso ganho espiritual aumenta quando estamos constantemente fortalecendo ainda mais a conexão do que na última convenção de Arava. Você precisa adicionar novos esforços àquilo que você sentiu lá. A Luz que Reforma vem quando ouvimos durante as lições a história sobre o sistema espiritual como um todo e sua estrutura. No entanto, a inspiração emocional é maior durante as ações mútuas de união. É por isso que nós precisamos nos conectar uns com os outros.

De qualquer forma, nós temos que sentir como se estivéssemos juntos na aula. Mesmo se nos odiarmos, como os amigos do grupo do Rabi Shimon, não podemos deixar de sentir o estado de nossa interconexão.

Pergunta: Certa imagem pode surgir em mim, mas como eu faço para transformá-la numa posse e recompensa comum?

Resposta: O grupo, o sistema e minha atitude para com os meus amigos devem se fundir num só, numa única imagem, além da qual nada mais existe. Até você se concentrar nela, o destino não estará em suas miras. No entanto, você deve trabalhar no fortalecimento de sua interconexão, mesmo à custa de compreender o material. Esta é a diferença entre sabedoria e agir com inteligência.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/12, Perguntas e Respostas