Textos na Categoria 'união'

Não Adie A Correção Para Amanhã

Em nosso desejo de subir acima do nosso ego, para corresponder à natureza, aos seus atributos de doação e amor, nós precisamos ter cuidado para não adiar a nossa correção para “mais tarde”. Isto é o que o nosso ego no empurra em sua resistência em ser diminuído. Quem adia sua correção de “hoje” para “amanhã” (“Aquilo que muda de hoje para amanhã pra você“), só vai descobrir o seu erro depois de muitos anos de falta de avanço, “E aquele que pode esperar até amanhã vai se perder depois de anos, Deus me livre”.

A razão para essa perda é a negligência em relação aos esforços em amar seus amigos, em relação aos métodos necessários e suficientes para a correção de todo o nosso ego.

Nós devemos entender que uma força enorme se esconde na unidade do grupo e em cada um dos amigos. Afinal, não estamos lidando com os amigos ou um grupo, mas com a grande força da natureza. Cada um de nós está em unidade com ela, apenas que a ilusão deste mundo ao nosso redor e todas as suas partes nos confunde e esconde de nós as grandes forças e atributos da natureza, de seu sistema de governança sobre nós, para que cada um de nós alcance os atributos de doação e amor.

Se conectarmos nossas forças a cada um dos representantes da natureza, então, na reunião dos amigos, em amor e amizade, vamos descobrir as forças que nos transformam para sermos semelhantes e nos tornarmos equivalentes à força superior da natureza.

Do Baal HaSulam , Pri Hacham ( Fruto do Sábio), Carta 13, 1925

Preparando-se Para O Amanhecer À Noite

Dr. Michael Laitman

Nós precisamos tentar transformar cada lição num workshop. No começo nós descrevemos o ponto central da nossa conexão, de todo o grupo mundial, e de dentro do sentimento deste centro, desta conexão, nós escutamos a lição, e esclarecemos todas as perguntas. Nós existimos dentro desta união. De dentro dela, nós elevamos juntos a oração de MAN, e todos juntos alcançam a resposta de MAD, a Luz. Isso se une e nos leva ao estado da revelação.

Tudo depende da preparação, da busca do ponto comum a todos nós, a Shechiná (Divindade). Assim, a preparação para a lição é a coisa mais importante.

De acordo com a ordem do trabalho espiritual, o dia começa à noite. A pessoa completa o “dia” que ela atravessou, sai de seu trabalho, e entra na doação do superior que começa a mudar seus Kelim (desejos), Reshimot (genes informacionais). A pessoa precisa se ​​preparar para isso, conectar-se à qualidade de Bina (doação), deixando o mínimo possível de seus sentimentos e mente, agindo como se estivesse meio adormecida.

Assim, ela se prepara para as mudanças que ocorrem dentro de seus desejos (Kelim), que são revelados especificamente na escuridão. À noite, tudo se torna misturado: bem e o mal, luz e a escuridão, doação e recepção. Tudo se torna igualmente cinza e indiferenciado. Mas a pessoa se entrega nas mãos do superior e “vai dormir”. Isso significa que agora ela entende que precisa se anular completamente, como um feto no ventre de sua mãe, o qual é chamado de “secretamente senta-se no superior”.

Então, apesar de tudo, ela pode continuar e despertar a “meia-noite”, já que recebeu novos Kelim (desejos). Desde o início da noite, ela realiza as correções, e após a conclusão do estágio onde ela não governa, ela recebe novos desejos e começa a despertar para a vinda do “amanhecer”. Então, vem a nova conexão, que é chamada de oração da manhã (Schema Kriyat), que produz Luz. Desta forma, ela começa seu novo dia, uma nova revelação, um novo avanço com novas forças.

É exatamente assim que nós precisamos nos preparar para a lição matinal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/05/12

A Reação Do Egoísmo Saudável

Dr. Michael Laitman

Pergunta: As Convenções, onde nós usamos ativamente os workshops como uma forma de união, produziram resultados surpreendentes.

Alguns amigos que no passado não conseguiam encontrar a linguagem comum, de repente, elevando-se acima das diferenças pessoais, foram capazes de se unir. No entanto, ao mesmo tempo, houve pessoas que não puderam entrar neste processo, não puderam forçar a si mesmas a sentar no círculo.

Resposta: A reação de rejeição está ocorrendo. Essas pessoas têm um egoísmo bom e saudável. Elas também avançarão, mas nós temos que ter mais um pouco paciência e não forçá-las! Gradualmente, isso vai acontecer nelas como resultado da influência do campo comum. Eu conheço estes problemas, muitos dos quais eu mesmo experimentei de diferentes maneiras. Em geral, isso é tudo legítimo.

Em qualquer condição, em qualquer combinação, de qualquer forma possível, estes amigos devem participar dos eventos comuns; eles podem fazer isso de forma puramente mecânica, podem ajudar a fazer algum trabalho, sentar-se nos computadores, ajudar com a ligação conxeão geral entre os grupos durante esse tempo. Não importa o que eles fazem. Aos poucos, isso virá.

Existem tais tipos de egoísmo, que têm grande dificuldade em estabelecer contato. Mesmo sentados num círculo e falando sobre algo somente na forma mecânica, isso não é tão fácil. A este respeito, nós sempre temos que colocar uma outra pessoa e tentar justificá-la.

Da Lição Virtual 20/05/12, “Fundamentos da Cabalá”

Eu Me Conduzo Com A Ajuda De Duas Rédeas

Dr. Michael LaitmanA pessoa precisa se ver como um ponto que recebe tudo de fora. Os amigos e o mundo em geral, e até mesmo o inanimado, vegetal e animal, são todos partes da minha alma. Tudo isso é uma Malchut (reino), um Kli (desejo/vaso), um homem que fica diante do Criador.

Portanto, na medida em que tento conectar o entusiasmo e as impressões que chegam agora até mim a partir dos amigos, não anulá-los, nessa medida eles se tornam reais, pois eu junto partes de minha alma a mim. Então, eu adquiro um novo intelecto e emoções, como resultado da conexão do Kli quebrado.

É proibido extinguir qualquer estado. Nós precisamos nos elevar acima e examiná-lo de um nível superior; esta é a abordagem correta. Portanto, não importa como eu me sinto durante o workshop: bem ou mal, pois de qualquer forma devo me elevar acima de tudo, e esclarecer de onde os sentimentos vêm e porque, e em seguida continuar. Nós precisamos reunir e acumular as impressões mais positivas e negativas, a fim de avançar acima deles.

Eu devo, de antemão, concordar com todos os estados que chegam, já que a minha autoanulação será construída acima de todos esses estados. Tudo o que eu atravesso é necessário para me ensinar a assumir o controle de todos os meus estados, e acima deles para me conectar com os amigos, apesar da minha rejeição. A coisa mais importante para mim deve ser a conexão que vou conduzir aparentemente através de duas rédeas, e todos os meus sentimentos e experiências estarão em segundo plano. O final de um ato está no pensamento inicial. Se a pessoa se comporta desta maneira, ela utiliza corretamente todos os seus discernimentos.

É proibido dexiar que o seu cavalo fuja, seja para a esquerda ou direita. Há um objetivo na frente de você e você precisa constantemente examinar a si mesmo de acordo com ele: se você se desviar para a esquerda, você precisa adicionar da linha certa, e se você se desviar para a direita, você precisa adicionar da esquerda linha. Tudo é determinado apenas pela direção do objetivo, e o objetivo é a unidade. Nós não vemos nenhum outro objetivo na espiritualidade que não seja o ponto de unidade, Arvut (garantia mútua).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Crescer Dentro E Para Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o elevador pelo qual avançamos ao centro do grupo?

Resposta: Eu subo ao absorver os desejos e aspirações de todos os amigos. Eu me subjugo e elevo os outros, vendo-os como mais importante do que eu, e graças a isso, eu recebo o poder deles.

Este poder me empurra e me permite aderir ao centro do grupo corretamente. Primeiro, ele me ajuda a imaginar este centro, pois estou sempre confuso e continuo perdendo esse conceito. Eu tenho que segurá-lo como a uma mira e constantemente me corrigir.

Nós começamos a partir deste ponto central porque vamos lidar com isso o tempo todo. Nós crescemos apenas na sua base, a partir deste ponto e subindo cada vez mais. O crescimento não representa simplesmente uma altura física, mas uma concentração cada vez maior da conexão interna.

Portanto, nos futuros workshops nós temos que esclarecer o que significa um desejo, um sentimento e uma realização, como eles estão conectados e de que forma, para que possamos atingir nossa raiz neles, o Criador.

Este é um trabalho prático que temos que executar toda a nossa vida e não somente nos workshops. Eu estou constantemente num workshop comigo mesmo: antes da aula, depois da aula, 24 horas por dia, a fim de conectar “Israel, a Torá e o Criador”. Eu tenho que ouvir os amigos, e não apenas quando eles dizem certas palavras, e ouvir o que seu coração diz. Eu recebo todas estas impressões através do centro do grupo, através de todos.

O Criador nos trata como um sistema corrigido, mas eu não posso vê-lo desta forma. Em vez disso eu o julgo de acordo com as minhas deficiências. Se eu corrigir um pouco o meu defeito egoísta, vou me unir ao conceito corrigido do grupo, como o Criador o vê. A fim de fazer isso não há necessidade de esperar o momento específico do workshop: toda a nossa vida é um workshop chamado trabalho interno, a obra do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

O Que Nasce No Centro Do Grupo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós queremos gerar juntos no centro comum do grupo?

Resposta: Cada vez no centro do grupo, nós geramos a força da conexão, união, garantia, doação, amor e acima do nosso egoísmo, na sua fundação, mas elevando-nos acima dela. Assim, nós criamos a condição para a revelação da Luz superior, um lugar para a revelação do Criador. Ela é chamada de Shechiná, porque Shochen, o Criador, sobe ao trono nela.

O centro do grupo, da perspectiva dos desejos, é a sensação do grau em que queremos conectar todos estes desejos juntos. O homem percebe que todo o mundo depende dele, e por outro lado, ele vê o quanto depende do mundo inteiro. É um sentimento duplo. Num momento, eu me sinto diante de um sistema perfeito; no momento seguinte, eu vejo que o sistema está todo quebrado por causa da falta da minha participação nele.

Nós sempre revelamos duas qualidades opostas. Mas, reconciliando-as através da compensação com a Luz superior, nós chegamos à linha média. Esta linha média inclui em si uma multidão de componentes; não é necessariamente um caminho direto, mas algo no meio entre a linha direita e a linha esquerda. Não é simplesmente a sua média, mas a sua compensação mútua para 100%. Um ladrão 100% e um altruísta filantropo 100% se conectam no ponto médio e usam ambas as qualidades em toda a sua força, não pela metade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão Sobre o Workshop “

No Epicentro Da Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a ligação entre o centro do grupo e a disseminação para o mundo inteiro?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que nos esforçar em direção ao centro do grupo para perceber a grande regra da Torá: amai ao próximo. Caso contrário, este não será o centro.

E através desse ponto central, que determina o início e que termina no fim da correção, por meio dessas definições, eu me relaciono com toda a realidade e todo o mundo (99%). Afinal, eu quero ver toda a humanidade neste ponto central, e eu certamente vou vê-la lá!

Na medida em que eu me corrijo no centro do grupo, em relação ao resto do mundo (em relação aos 99%), com todas as qualidades positivas e negativas que descubro nele, com todas as opiniões e percepções já formadas dentro de mim, dessa forma, eu vou ver toda a humanidade no centro do grupo, já corrigida e pronta para a minha realização. Deste modo, eu atuarei a partir da parte interna do mundo exterior.

Através desses meios, eu vou estabelecer a disseminação espiritual. Então, eu verei como efetivamente isso ajuda o mundo, e como o mundo está avançando e mudando. Embora a forma externa permaneça, este mundo também é obrigado a existir até o fim da correção, até que toda essa realidade imaginária desapareça da nossa percepção. É por isso que nós precisamos também nos esforçar na disseminação externa.

No entanto, nós seremos capazes de definir a relação correta em relação ao interno e externo e distribuir a nossa força. Nossas avaliações mudarão.

Assim, o centro do grupo é um ponto ao qual nos dirigimos antes de tudo, como se estivéssemos partindo de todos os mundos de BYA para Malchut do mundo de Atzilut, e depois de Malchut do mundo de Atzilut, querendo juntar em nós mesmos todos os desejos de toda a realidade e elevá-los cada vez mais alto, nós descobrimos qualidades cada vez mais elevadas chamadas Zeir Anpin, YESHSUT, Bina, e assim por diante. Com estas novas qualidades e entendimento, nós corrigimos e construímos a Shechiná, o conjunto de todas as almas.

Isto porque, quando me dirijo a ela com as minhas qualidades corrigidas, é como se eu estivesse construindo-a; eu estou me unindo a ela como uma parte benéfica, ativa. A Shechiná está se regozijando pelo fato de que não precisa mais separar seu órgão de si mesma, mas pode retorná-lo e conectá-lo a si mesma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

Uma Vida E Uma Oração Comum Para Todos

Dr. Michael LaitmanO centro do grupo é o ponto em que nos tornamos livres de todos os fragmentos da quebra e queremos nos concentrar apenas em nossas centelhas, unindo-as. E quanto mais buscamos unir estas centelhas, mais alto subimos na escada espiritual.

Devido a estes esforços, nós revelamos uma nova profundidade do desejo em nós, e uma Luz maior é revelada na união das centelhas. A conexão das centelhas é a “Reshimo de Hitlabshut“, e a profundidade do desejo, acima do qual queremos nos conectar, é a “Reshimo de Aviut “. Assim, nós começamos a nos conectar em nosso primeiro Partzuf espiritual comum, no qual sentiremos uma só alma.

A primeira vez nós sentiremos a nós mesmos na realidade integral, onde estamos todos conectados, e dentro dela sentiremos a vida espiritual: um por todos. Como se diz: “Não há nenhum outro além do Criador”, um por todos: um pensamento, uma Luz, um sistema unificado. Nós sentiremos a nós mesmos vivos dentro de uma força superior.

Então, nós começaremos a reconhecê-la cada vez mais, distinguindo mais recursos nela, atitudes diferentes em relação a nós, relativo ao tamanho do Partzuf. Mas o primeiro ponto, a partir do qual temos que começar, é o ponto da nossa união, chamado de centro do grupo. Ele é composto de dois elementos: o primeiro é a superação do nosso egoísmo, a Reshimo de Aviut, e o segundo é o nosso desejo de se unir por meio de nossas centelhas, o que determina a Reshimo de Hitlabshut.

Se eu acomodá-los corretamente, um em relação ao outro, isso é chamado de fé acima da razão. Tudo se resume a uma realidade, um único estado. A fé é a centelha de conexão, e o conhecimento é a força do desejo egoísta, acima do qual queremos construir nossa conexão.

Não importa se falhamos em alcançar o desejado e em nos conectar no centro do grupo. O principal é o quanto de esforço nós investimos. A quantidade de esforços determina o sucesso.

Nós nunca alcançaremos o sucesso diretamente através de nossas ações, mas só atrairemos a Luz até nós, de modo que o Criador termina este trabalho para nós! Afinal, “um prisioneiro não pode libertar-se da prisão”; tudo acontece devido a ajuda do Alto, através da oração e da resposta a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

De Um Ponto Até O Criador

Dr. Michael LaitmanO Zohar nos fala das maneiras como nos conectamos, as quais criam o vaso de percepção. Através da nossa conexão de diferentes maneiras, nós descobrimos o Criador. O Criador não tem forma nem imagem. Sua forma é a extensão e o modo de nossa conexão. Se nos conectamos, adquirimos o atributo do Criador, a Sua forma.

A princípio, o Criador foi revelado no ponto inicial da criação: Malchut de Ein Sof (Infinito). Não havia conexão lá, mas apenas um ponto, um desejo. Então, esse desejo se desenvolveu sob a influência da Luz e recebeu todos os seus atributos. Mas ele ainda era um, até que a oposição da Luz em todos os seus atributos opostos surgir nele.

Ao nos conectar, nós descobrimos as formas da Luz, as formas do Criador. Portanto, estar conectado também significa que estar aderido ao Criador com o atributo de amor e doação.

A forma como nos relacionamos é a forma do Criador que descobrimos. A intensidade da nossa conexão é o nível em que descobrimos o Criador. O Criador se revela na conexão entre nós.

O desejo permanece o mesmo desejo que foi criado no início, como um desejo específico. A luz quebrou-o em muitos desejos separados. Ao conectá-los nós descobrimos a Luz 620 vezes mais forte em qualidade do que antes: nós descobrimos o pensamento, a mente, o pensamento da criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/12, O Zohar

Muitas Estradas Levam Ao Criador

Dr. Michael LaitmanO homem sente os desejos que surgem nele, e com base apenas neles percebe a realidade, sente e vive nela. A percepção do mundo depende dos dados informativos (Reshimot) revelados na pessoa e é por isso que as pessoas não se entendem. Na verdade, cada um vê, sente, percebe e interpreta o que está acontecendo de acordo com suas próprias necessidades.

Além disso, não há dois momentos semelhantes, uma vez que novos desejos surgem em nós o tempo todo e, de acordo com eles, também os pensamentos. Isto é, a percepção da realidade muda constantemente: a pessoa nunca permanece a mesma pessoa. A partir disso, ela precisa entender que não temos possibilidade de julgar a nós mesmos em nossos próprios estados, ou até mais julgar os outros.

Isso ocorre porque cada um é controlado por esse aflorar do desejo que desperta nele naquele momento. A decisão reside apenas em aprender a ter por objetivo a comunhão e união, acima de todos estes desejos. Se todos nós estamos igualmente conectados um no outro, então podemos alcançar o “denominador comum”, que é chamado de centro do grupo, união, ponto de conexão, Malchut, o conjunto de todas as almas, desejando o Criador (Knesset Israel).

É impossível julgar qualidades particulares e as percepções de cada um num determinado momento, uma vez que isso é predeterminado desde Cima. Há pessoas que vêm estudar porque querem receber o conhecimento e automaticamente memorizam o que está escrito. Há aqueles que estão à procura de novas percepções, de possibilidade de descobrir a Luz superior, anjos e espíritos.

Há pessoas que, por natureza estão mais próximas deste método e, instintivamente, anseiam pela união, enquanto que outras, tendo estudado perfeitamente todos os artigos sobre o grupo, não conseguem compreender que isso se relaciona com elas e que elas precisam perceber isso em si. Por outro lado, elas concordam em realizá-lo, mas apenas externamente, como ritos religiosos, em vez de investir o seu coração nisso.

Todas as pessoas são diferentes, e com base nisso, não podemos julgar uma pessoa. Seu comportamento é derivado da raiz da sua alma e há muitas estradas que levam ao Criador. É por isso que apenas o desejo é necessário para cada pessoa estar sob a influência máxima do ambiente correto, que irá ajudá-la a se mover em seu próprio caminho, no seu próprio ritmo, e o que for, será.

Nós precisamos ser mais pacientes e tolerantes com os outros em relação às coisas que têm a ver com o desenvolvimento espiritual. Pois aqui, a pessoa só possui livre arbítrio na escolha do ambiente correto. Isso depende do tipo de Reshimot que serão reveladas em si e que tipo de Luz a estará influenciando. E o ritmo e a ordem do avanço em direção à participação no grupo são muito diferentes de pessoa para pessoa.

Existem pessoas que compreendem estes princípios muito rapidamente e estão prontas para a união. No entanto, isso pode ser porque elas têm um desejo fraco, o qual não encobre o valor da união delas. Enquanto em outras, pode haver um desejo egoísta muito grande e rígido, e é por isso que é tão difícil para elas aceitar que todo o objetivo espiritual é revelado dentro da união com os outros.

Elas não são capazes de atribuir importância à comunhão e é por isso que avançam de outra maneira, a maior parte dele na escuridão, em segredo, com muito sofrimento. No entanto, num momento posterior, de repente, um salto acontece.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/05/12