Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Uma Passagem De Ida

Dr. Michael LaitmanÀ medida que eu parto para a Convenção, deixo em casa tudo o que tenho neste mundo, a fim de chegar a um lugar de união, para renascer lá em uma nova vida. Não há para onde fugir, os caminhos de volta foram removidos, não há conexão com o mundo. O mundo não existe.

Nós precisamos nos preparar para tal estado. Eu pretendo passar estes dias apenas e exatamente desta forma. Eu não penso em outra coisa senão nisso.

Em casa, no trabalho, no banco, e na loja, eu preparo tudo para que eu não tenha que pensar em nada durante estes três dias, como se viajasse à Marte com uma passagem só de ida. Nada mais me prende aqui; as pontes foram queimadas.

 Palestra sobre a Arvut 29/10/10

Três Pontos De Referência Antes Da Convenção

Dr. Michael LaitmanAntes da Convenção, nós devemos nos concentrar em três coisas:

1. Estamos confiantes com o fato de que existimos em um ambiente bom, poderoso e corrigido, e que estamos revelando o caminho para a união e a doação mútua.

2. Nós concentramos nossa força do pensamento ao procurar a conexão entre nós.

3. Nós estamos felizes com nossa exclusividade, felizes por esse estado especial e pelo estado que alcançamos.

Tais convenções ainda não ocorreram. Todos nós sentimos isso, a intensidade, a pressão e a ansiedade agradável que permeiam cada um de nós. E tudo isso vem do Alto. Esta é uma grande ajuda do Alto, mostrando-nos que devemos tentar acrescentar algo que ainda nos falta, a saber:

a. A alegria e a realização de uma ascensão espiritual,
b. A confiança em alcançar a meta, e
c. O esforço interior.

Eu preciso unir-me com os amigos em uma rede única, a fim de revelar entre nós a força mútua chamada “Criador”. O nosso trabalho conjunto, todas as análises sérias, é realizado dentro de cada pessoa, enquanto que exteriormente, nós devemos irradiar alegria, tranqüilidade e confiança. Exteriormente, deve haver risos, e interiormente, uma chama ardente.

Paletstra sobre a Arvut 29/10/10

Todos Estão Pensando Em Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso pensar nos amigos durante todo o dia, se eu não sinto que eles estão pensando em mim?

Resposta: Independentemente deles, você precisa se conectar com o grupo e aceitar como verdadeira a noção de que todos estão pensando em você. Assim, você descobrirá que isso é realmente assim. Os amigos serão revelados a você em um grau mais elevado. Eles podem ser pessoas comuns, mas você perceberá que, interiormente, estão todos unidos.

Tudo depende de você, de como você percebe os amigos, e não de sua auto-consciência.

Palestra sobre a Arvut 29/10/10

Os Benefícios De Estar No Grupo

Quando uma pessoa é digna do avanço espiritual para o benefício do sistema comum das almas, a Luz a guia em direção à auto realização. Dessa forma, a pessoa é trazida ao grupo, e tem que acreditar que o grupo lhe foi dado do Alto.

Desse momento em diante, a pessoa tem a liberdade de escolha para se estabelecer entre os amigos. Estabelecer-se no grupo causa vários pontos positivos:

1 – A pessoa abandona o egoísmo. A Luz desenvolve a pessoa, a eleva sobre o egoísmo, e a faz retornar à Origem para que ela possa ser incorporada na rede comum e lá revelar o Criador.

Nós precisamos entender que agora nós também estamos interconectados e uma única rede. Porém, não somos capazes de senti-la uma vez que somos excessivamente conectados com a terra. Nós carecemos de pureza e sensibilidade para sermos capazes de ver o sistema onde nós também existimos nesse momento.

De acordo com o Zohar, nossos olhos são diretamente voltados para si mesmos, e nós não vemos a verdadeira realidade e não entendemos onde estamos. E, além disso, nós mesmo depreciamos essa sensibilidade fina. Nos a rejeitamos e não nos permitimos nos tornar só um pouquinho mais sensíveis da conexão entre nós. Porém, a conexão está presente dentro de nós. Nós somente precisamos estar atentos e olhar, e iremos revelá-la. Então, devido a essa revelação, começaremos a receber a Luz que Reforma. [Leia mais →]

A Mudança De Paradigma

Eu descubro a união agindo diretamente e indiretamente. Agindo diretamente, eu me preocupo com os amigos, dou-lhes assistência, faço café e chá para eles, os sirvo. Em outras palavras, eu me uno a eles. Isso é costume no mundo corporal: nós nos tornamos próximos das pessoas lhes dando presentes.

Quanto às ações espirituais, eu preciso ver meus amigos como as maiores pessoas da nossa geração. Eles estão unidos como um, mas eu estou de fora da sua união e inclino minha cabeça para me tornar um único todos com eles. Eu especialmente anseio por essa correção enquanto estudo.

Como resultado dos meus esforços – internos e externos, em ato e intenção – a iluminação do grau Superior que eu vejo como corrigido vem até mim. Eu visualizo que naquele nível todos nós estamos e, juntos, descobrimos a Luz entre nós, de acordo com a equivalência de forma.

Meu trabalho é agora renunciar a mim mesmo e evocar a influência do Superior. A chave é não interferir, mas somente conectar. Esse período é chamado “três dias de aderência do sêmen ao útero”. Tudo que preciso é ser absorvido dentro dele, mais e mais profundamente, constantemente me anulando sobre o egoísmo para não me tornar um objeto estranho dentro do Superior. De outra forma, um envenenamento irá ocorrer.

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A Convenção Reviverá Nossa Alma Coletiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que consiste o trabalho das pessoas que estarão reunidos na próxima Convenção? Qual é o nosso papel na unificação do mundo global, de modo que possamos nos tornar o povo através do qual a sabedoria será derramada sobre as nações do mundo?

Resposta:  Este trabalho é exemplificado pela lei que rege a existência de qualquer organismo vivo. Digamos que os receptores do sistema nervoso são colocados ao longo do corpo. Da mesma forma, os sistemas linfático, vascular, e outros se disseminam por todo o organismo. Do mesmo modo, pessoas de todo o mundo estão chegando à Convenção. Por um lado, todas elas pertencem a um sistema, o sistema de Israel. Por outro lado, todas vivem em países diferentes, localizados em vários cantos do globo e que parecem pertencer a nações diversas e estrangeiras.

Cada lugar onde elas residem é afetado por forças espirituais diversas. O mundo inteiro e cada uma de suas partes são afetados por certa Força Superior “responsável” pelo continente, país ou nação. Portanto, uma pessoa que pertença ao sistema de Israel e está chegando de algum outro país ou lugar do mundo é, de certa forma, nosso representante no sistema coletivo.

Por exemplo, tomemos o sistema nervoso, cujos receptores existem nas áreas da perna, peito, braço, e barriga. Agora, essas partes do nosso sistema (por assim dizer) que estão localizadas em diferentes países estão chegando, e nós vamos nos unir. Acontece que, juntos, nós despertamos o nosso sistema coletivo, por exemplo, o sistema nervoso da alma coletiva chamada de Adão. Então, através dos nossos amigos que vivem em vários lugares do mundo, nós, juntos, despertamos o mundo todo.

Nós percebemos que depois de nossas convenções, ocorrem despertamentos em lugares nunca vistos, e pessoas que nunca ouviram falar começam a se juntar a nós. Cada uma delas é uma força capaz de despertar bilhões de pessoas. Afinal, na espiritualidade, se o contato for feito, a Luz atinge imediatamente o órgão em que esta alma pertence.

Assim, nós observamos que a nossa alma coletiva se expande por todo o mundo e existe em toda a humanidade. E a resposta dessa alma coletiva revestida de toda a humanidade é surpreendente. Nós começamos a sentir que esta é, de fato, a humanidade global e integral, começando a compreender pela primeira vez que todos nós dependemos uns dos outros.

Assim, por meio desses encontros, quando nos unimos com nossos amigos (o sistema integrado de Israel em todo o mundo), revivemos assim todo o sistema de almas individuais que estão mutuamente conectadas não pelo princípio egoísta, mas pelo princípio de Isra-El (aspirar diretamente ao Criador).

Isto é o que se chama de disseminação interna e correta da sabedoria da Cabala em todo o mundo. Unindo-nos, nós cumprimos nosso papel de Israel em relação a todas as nações do mundo. Graças a isso, nós seremos finalmente agraciados com a união e o Criador residirá na união das nossas almas.

De Cabala para a Nação – Série de Palestras Introdutórias – “Israel e as Nações do Mundo” 26/10/10

Esteja Preparado Para Fugir

Dr. Michael LaitmanNós estamos fora do mundo espiritual, na mesma escravidão do Egito descrita na Hagadá da Páscoa. Portanto, nós precisamos fazer uma auto-análise e perceber o quanto estamos preparados para a oportunidade de escapar, a qual pode ser apresentado a nós a qualquer momento. Será que nós seremos capazes de fugir?

Por enquanto, os trabalho espiritual nos parece seco e insípido como Matzot (pão ázimo). Além disso, o amor dos amigos tem gosto amargo, e nós não queremos isso. Tudo isso significa que estamos no exílio da espiritualidade. Nós sentimos que o mundo espiritual é muito mais exaltado, mas eu estou exilado, porque sou incapaz de apreciar e compreender o quão bom ele é. Em meus órgãos sensoriais, eu o experimento como ruim, o que significa que estou no escuro.

Não é o Egito em si que é escuro; o Egito, como tal, é um império enorme e rico, fascinante e abundante. A escuridão resultada da minha busca espiritual enquanto eu estou no Egito. Eu me sinto exilado em relação à espiritualidade, e para mim ela é o “pão da aflição”.

Eu só experimento esse estado se desejo sair do Egito, e devo concordar em comer tal pão simples, a fim de preparar-me para fugir. Eu concordarei em fugir se sentir que o Egito ameaça-me com suas pragas, e que não posso suportar tal estado por mais tempo. Eu sinto que realmente desejo unir-me com os outros, mas o Faraó não vai me deixar.

Eu quero avançar ao menos um pouco e a partir dessa escravidão egoísta alcançar algum tipo de doação. Eu sinto que só existe vida na doação, mas por enquanto, eu estou em Lo Lishma (não em Seu Nome), no egoísmo, e gostaria de usá-la para vencer, para escapar do Faraó, que me traz desgraças.

Tal atitude deve ser criada no grupo de modo que possamos começar a clamar com tal trabalho duro, Moshe (Moisés) nos empurrar adiante, e o Faraó mostrar-se com plenitude, deixando-me saber que o uso do egoísmo não nos promete mais nada de bom no futuro. Afinal, o ponto no coração alcançou tal oposição em relação ao egoísmo que não podemos mais suportar isso.

Nós nos conectamos uns aos outros e elevamos a importância da meta espiritual a uma altura tal que não conseguimos permanecer no nosso ego. Nós queremos romper com isso. No futuro, deixe-me comer o pão da aflição; isso não importa. Eu devo estar em doação. Todas as satisfações que o Egito me concede estão no nível animal, mas eu não quero viver apenas para o meu estômago e alimentar a minha parte animal. Eu quero viver uma vida humana para a parte Humana em mim.

Todos esses cálculos levam-me a fugir, mas a fuga em si é um milagre do Alto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Sua Própria Hagadá Da Páscoa

Dr. Michael LaitmanSair do exílio é sair do nosso desejo egoísta, ascender dele por meio da fé acima da razão, de Lo Lishma (para si mesmo) à Lishma (para o Criador), do amor próprio ao amor pelos outros. O que nós passamos durante a preparação para esse êxodo e a fuga do nosso “desejo de receber” para o “desejo de doar?”. Para nós é essencial sabermos isso, já que agora estamos nos aproximando deste estado.

“Aqui está o pão da aflição comido pelos nossos antepassados na terra do Egito” (Hagadá da Páscoa). Quando nós vivemos em nosso ego, comemos o “pão da aflição do pobre “, porque somos mendigos em relação à espiritualidade e recebemos apenas um pouquinho de Luz, uma mínima centelha de vida (Kista de Hayuta) ou também chamada de ” iluminação tênue” (Ner Dakik), que traz à vida todos do nosso mundo.

Este não é o “pão” comido no Egito. No Egito, há muita comida. O nosso ego nos dá tudo: por favor, divirta-se! No entanto, logo que começamos a desejar o mundo espiritual, muito antes de sairmos do “Egito” egoísta, começamos a provar o “pão da aflição”, já que não entendemos como alguém pode chegar à doação e o que há de bom nela.

Eu não sinto nenhum gosto nele. Tudo é seco e sem graça, como este simples biscoito feito de farinha e água. É assim como o mundo espiritual que estou buscando me parece. Será que eu tenho que fugir do Egito próspero, de todos os prazeres (panelas cheias de peixe e carne, ricas e deliciosas), a fim de viver com o pão da aflição no deserto? É isso que eu anseio?

No entanto, é realmente assim. É por isso que está escrito que “o mandamento de comer o pão ázimo (Matzot, o pão da aflição) foi dado aos filhos de Israel muito antes do seu êxodo do Egito, como um símbolo de libertação, que acontecerá às pressas”.

“Às pressas” significa que de outra forma é impossível sair do egoísmo. A espiritualidade desestimulante e repulsiva, que sair dela deve ser rápido, devido à agressiva força de atração externa proveniente do egoísmo. Eu, pessoalmente, sou incapaz de sair deste mundo maravilhoso como parece-me no meu desejo egoísta.

Quanto ao mundo espiritual, ele parece uma escuridão para o meu ego. Não há nada de atrativo lá para o meu egoísmo, e eu não quero vê-lo. Portanto, a fuga só pode ser feita “às pressas”; eu sou jogado para fora de lá abruptamente. Esperamos que o mesmo seja feito conosco.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Um Mini-Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu recebo do Criador conforme a minha equivalência com Ele?

Resposta: No nível da minha semelhança com o Criador, eu recebo Sua mente e sensação. Eu conecto-me  com Ele através da mente e do sentimento e obtenho a mesma sensação de unidade, plenitude e eternidade que existe Nele. No meu vaso em forma de “linha” eu recebo vasos em forma de “círculos”.

O Sistema  Superior foi construído de modo que de cada “círculo” expandisse uma “linha” (desejo restringido pela tela), seguido por um “círculo” e uma “linha” novamente. Conforme o meu esforço “de baixo para cima”, eu me esforço e subo ao primeiro círculo, que é considerado como a primeira revelação do Criador e o primeiro nível de equivalência com Ele. Eu me esforço novamente e O revelo mais no próximo círculo.

A cada novo nível, eu trabalho com ZAT de Bina (sete Sefirot inferiores de Bina), e o nível superior para mim é GAR de Bina (as três primeiras Sefirot de Bina) com o qual não posso trabalhar e que recebo do Alto como resultado da adesão. Dessa forma, eu subos os 125 níveis da escada espiritual.

“Na linha reta”, eu me esforço, anulo-me, trabalho com as telas anti-egoístas, e conecto-me com outras pessoas. Conforme eu tiver concluído esse trabalho, eu alcanço a revelação do Criador, o estado de “círculo”, a perfeição, um mini-mundo do Infinito.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”

O Construtor De Sua Alma: “Faça Você Mesmo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pensar sobre a união durante a leitura do Zohar , a fim de ter todo o grupo atravessando o “Mar Vermelho” e entrando no mundo espiritual?

Resposta: O Zohar revela o que acontece a partir da perspectiva dos vasos espirituais (desejos), ou seja, dos diferentes tipos de conexão. Ele não descreve a imagem a partir da perspectiva da Luz. Existem livros Cabalísticos que contêm descrições da perspectiva da Luz: de que modo diferentes Luzes chegam e como elas se espalham. É como nós estivéssemos sendo informados do que está representado em uma determinada imagem.

No entanto, fornecer uma descrição a partir da perspectiva dos desejos, é explicar como a imagem foi elaborada, não o que realmente está desenhado. É como dizer que cores a pessoa precisa, como elas são misturadas, como aplicá-las na tela, ou o que técnica e pincel usar.

Acontece que uma imagem espiritual não é feita simplesmente desenhando-se livremente o que eu quiser, como da perspectiva da Luz. Não. Num primeiro momento, tudo precisa ser organizado como se você estivesse usando uma régua e outras “ferramentas” (Kelim, vasos) gráficas; tudo precisa ser calculado. Isso porque isso vem do lado dos desejos, os vasos espirituais, e eles precisam estar bem preparados, em primeiro lugar.

Este é o estilo de narrativa do Zohar e de toda a “Cabala” prática que surge do lado dos seres criados: a profundidade (Aviut, aspereza) do desejo que é necessário, as telas, as diferentes ações incluindo as telas, e aquilo que será, por conseguinte, revelado. Nós precisamos usar essa descrição e desenhar a imagem de nós mesmos, ao invés de simplesmente aproveitá-la.

Se nós já estivéssemos nesses estados, seríamos capazes de apreciar a imagem de uma maneira diferente. Nós leríamos e receberíamos as explicações da imagem que já estivéssemos vendo. No entanto, até agora, não somos capazes de ser impressionados pela imagem. Nós chegamos pelo lado dos desejos e aprendemos a desenhar a imagem. O Zohar nos diz passo a passo onde precisamos chegar e nos alcança os instrumentos que precisamos para criar esta “tela”.

Nós criamos essa imagem no grupo, na união entre nós, e todos os nomes, linhas e objetos apenas representam diferentes tipos de interconexões dos desejos. Uma vez que você os conecta e cria até mesmo uma mínima conexão inicial, você atingirá o primeiro nível espiritual, e a imagem será revelada.

É essencial compreendermos a forma como tudo funciona, a maneira como tudo precisa estar conectado para que o sistema funcione. É como construir um veículo, conectando todas as partes e o fornecimento de energia, colocar combustível, óleo, todos os fluidos necessários, concluir a construção, ligar a ignição e, voilà, o carro arranca! Este é o resultado que precisamos alcançar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 27/10/10, O Zohar