Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Único Desejo Que Atinge A Meta

Dr. Michael LaitmanO Zohar, “Introdução ao Zohar“, “BeLaila De Kala (A Noite da Noiva)”, item 128: …Zeir Anpin une-se com Malchut, e ela vê seu marido… Pois ela não será capaz de ver o marido até que todos eles se reúnam. E ambos dependem um do outro.

Malchut incorpora todas as almas. Sem elas, ela é apenas um ponto no Mundo de Atzilut, um ponto de Keter que nada tem de si mesmo.

As almas quebradas, em outras palavras, eu e o grupo, encontram-se abaixo, nos Mundos de BYA. Eu quero unir-me com meus amigos e o meu desejo se eleva em direção à Malchut. De lá, ele sobe a Zeir Anpin, e de lá ainda mais alto, em direção ao Infinito (Ein Sof). Então, como resposta , eu recebo a força para subir. Desta forma, a única coisa que vai até Malchut é o meu desejo de participar do grupo, quando eu me obrigo a ele.

Eu o quero ainda mais forte, e só este tipo de pressão se eleva para ser incorporada em Malchut de Atzilut. Somente ela constitui MAN, o verdadeiro pedido pela correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, “Hakdama, Laila de Kala (A Noite da Noiva)”

Rumo À Espiritualidade Através Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanZohar, Capítulo “BeShalach (O Faraó Enviou)”, item 470: … como está escrito: “Porque eu certamente apagarei a memória de Amaleque”. “Apagar” é acima, “Eu apagarei”, abaixo. “Memória” significa a memória acima e abaixo.

“Acima” e “abaixo” não diz respeito ao nosso mundo, pois ele não está sujeito à correção; não há nada a ser corrigido nele. Este mundo em que vivemos enquanto permanecemos em nossos corpos (assim como outras pessoas), antes que o ponto no coração desperte em nós e que encontremos um grupo através do qual nos relacionamos com a espiritualidade, não tem nada a ver com a correção e/ou com a espiritualidade .

Nós estamos falando sobre o desejo que se origina no ponto no coração e, posteriormente, é incorporado no grupo (ou seja, no conjunto de outros pontos no coração, que temos que reconectar juntos). O Zohar fala apenas sobre esse processo. O restante da realidade que observamos à nossa volta não tem relação com a correção ou a espiritualidade.

Nós vemos um enorme mundo material à nossa volta, mas que não existe na espiritualidade. Ele nos é dado apenas para servir como base, a partir da qual começamos a nossa vida espiritual. Em relação ao mundo espiritual, o nosso mundo não existe. Ele é uma realidade imaginária, a partir do qual podemos entrar na espiritualidade de forma independente, por nós mesmos.

O Criador nos dá um ponto no coração que nos permite avançar. Se colocássemos o nosso estado interior em um filtro que realmente separasse o mundo espiritual (autêntico) do “irreal”, apenas os pontos no coração passariam por esse filtro. O restante deste reino seria detido pelo filtro e desapareceria, uma vez que simplesmente não existe.

Em outras palavras, a nossa realidade imaginária tem apenas um propósito: permitir que os pontos em nossos corações entrem na espiritualidade. Nós temos que continuar vivendo nesta realidade até conseguirmos conectar todos os pontos no coração em um reino espiritual e, assim, alcançar a correção completa (Gmar Tikun). Posteriormente, esta imagem imaginária desaparecerá.

Até então, o nosso mundo não desaparecerá. Em cada ato de correção (do primeiro ao último) nós devemos ficar dentro da imagem “irreal” do nosso mundo material, porque é onde começamos uma nova rodada de correção, a cada vez.

Está escrito sobre o Rabi Shimon (o autor do Livro do Zohar), que antes da sua última correção ele se identificou como “Shimon do mercado”, isto é, que caiu neste mundo e só percebia essa dimensão da vida. A partir deste mundo ele conseguiu atingir o nível máximo de correção.

Esta é a razão pela qual a realidade imaginária que chamamos de “nosso mundo” é tão importante: ela nos dá um sentimento de separação da espiritualidade. Como nós sentimos uma separação, nós conseguimos corrigir cada parte de nossos desejos não corrigidos. Nós fazemos isso enquanto permanecemos neste mundo que está totalmente ausente do mundo espiritual, “a partir da ausência”.

É por isso que este mundo é tão importante. Todo mundo deve levar uma vida normal: ter um bom emprego e família, estudar e cumprir com tudo o que este mundo exige de nós. Sem esse mundo nós não nos tornaremos semelhantes ao mundo espiritual; não nos corrigiremos ou entraremos na espiritualidade.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, O Zohar

Escolhendo O Doce- Amargo Da Verdade

Os bons e os maus estados não são definidos de acordo com o prazer que sentimos vindo deles. Estados podem ser bons ou maus também de acordo a sensações ou desde a perspectiva da verdade e da mentira. Cada pessoa que começa a desenvolver seu gene espiritual (a chispa, Reshimo) percebe cada estado das duas maneiras.

De acordo com seu desejo, a pessoa percebe o estado como “doce” ou “amargo” porque o desejo é  “animal”, uma simples matéria. Porém, de acordo com a chispa espiritual, ela percebe esse estado como verdadeiro ou falso.

Além disso, tudo depende em quão importante para nós é a verdade ou a amargura; é mais importante para uma pessoa, menos importante para outra. Nosso avanço depende da nossa habilidade de tolerar a amargura pelo o bem da verdade.

Digamos que hoje eu pego 100 gramas de amargura, e ainda eu irei me agarrar à verdade. Isso significa que eu estou pronto para seguir adiante. Amanhã, eu estarei pronto para pegar 150 gramas de amargura. Amargura significa que isso é contra minha natureza, o desejo de receber prazer, como aconteceu durante a última convenção onde nós tentamos nos conectar e ficamos com medo, “Tudo menos isso!”

Porém, quando sabemos que a verdade está nessa conexão e queremos nos elevar acima da nossa amargura, então seremos capazes de fazer isso da próxima vez. Seremos capazes de fazer um cálculo de acordo com verdade e mentira.

Mesmo que eu não esteja pronto para me conectar, e que quebrar meu ego e subir acima dele me machuque e assuste, eu ainda vejo que isso é falso, e eu odeio isso. Eu não posso mais permanecer assim.

Até agora não sentimos esse ódio, mas ele irá aparecer. Então, nós quebraremos a casca impura, Klipa, e seguiremos. Nós só precisamos de tempo para fazer isso.

Todas As Respostas Estão No Grupo

Pergunta: Se eu me engajar no trabalho interior e pedir ajuda, como eu reconheço a resposta?

Resposta: Para nos dar respostas claras e, em geral, para falar conosco e manter uma comunicação constante que pode ser verificada, identificada, e sentida, o Criador nos deu o grupo e reside nele. Se você se unir com o grupo, você o encontrará lá. Quando você o encontrar um dia, você verá que Ele pode ser encontrado somente no coração da conexão com o grupo.

O Criador está oculto por trás de todos eles e parece estar dizendo a você: “Tudo bem, agora você tem que se unir com todos, e isso significa que você tem que unir Comigo”. Ele quebrou o Kli (vasilha) para assim ao reunir os pedaços nós O encontremos. Ao juntar a vasilha quebrada, nós construímos, compomos a imagem do Criador ante nós.

Querer Não É Suficiente

Pergunta: O que significa pedir correção à Luz, dirigir-se a ela?

Resposta: Nós precisamos entender que a verdadeira correção não depende de nós. Nós somos o desejo de prazer, e se somos capazes de fazer qualquer coisa, é somente evocar a ação desde o Alto.

Todo nosso trabalho é elevar MAN, o pedido por correção, mas o Criador faz todo o trabalho. Por isso nosso caminho é chamado “o trabalho do Criador”. Nós nos esforçamos no grupo e estudamos somente para convencer a cada um da necessidade de desenvolver uma única aspiração descrita como: “Israel, a Tora, e o Criador são um”.

Não devemos nos esquecer, mesmo por um segundo, que precisamos pedir pela correção. Tudo é somente dado através da prece, um apelo, a revelação da necessidade. Eu não só quero algo abstrato, eu quero corrigir os Kelim (vasilhas), eu quero ser como Você, eu quero ser grande. [Leia mais →]

Cabalá: Sabedoria Ou Conhecimento?

Quando nos dirigimos nossa atenção às palavras dos Cabalistas, nós podemos também estudar a ciência ou a Torah (método de correção). “Ciência” indica ciências regulares tais como física, química, história, geografia, etc.. Isso é o que os acadêmicos pensam da Cabalá. De acordo com eles, O Zohar foi escrito na Espanha na Idade Média, e não 2000 anos atrás em Israel.

Os cientistas estão tentando atrair conhecimento e informação das fontes Cabalistas. Eles discutem o estilo, analisam textos, e tentam extrair uma correlação entre o texto e os eventos históricos.

Essa abordagem racional não tem nada que ver com o “estudo da Tora”. Porque a Tora é um método para a correção da nossa natureza e para nos tornar semelhantes ao Criador em nossas propriedades. O Criador se revela dentro de nós na medida dessa semelhança. [Leia mais →]

Uma Balança Para Recompensa E Castigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existe recompensa e castigo nesse mundo, onde eles existem?

Resposta: Existe recompensa e castigo em nosso mundo, gente boa e má, e tudo o mais que você vê e entende. Está escrito: “O mundo se comporta de acordo com leis fixas”. Dentro do âmbito do nosso mundo, cada sociedade, país, e civilização têm suas próprias leis.

Se você vai a um jardim de infância, a uma escola, ou a alguma instituição para adultos, em cada lugar você irá encontrar leis específicas de comunicação, e recompensa e castigo para sua observância. Para onde quer que você vá, irá existir um estatuto de leis para um grupo de pessoas, seja uma sociedade ou uma nação.

Mas, com respeito a ganhos e perdas relativas ao mundo espiritual, suas ações corporais não têm influencia no nível espiritual. Elas afetam as futuras reencarnações da alma, mas não na revelação do Criador às criaturas, a revelação do mundo espiritual, que é descrita como “veja seu mundo nessa vida”. E, como explica a Torá, a pessoa que só executou ações corporais é considerada como não tendo feito nada.

Nós estudamos que a sua única ação livre nesse mundo é o esforço em unir-se ao grupo; todas as suas outras ações não são suas. Nós somos avaliados somente com respeito à escolha do melhor ambiente a cada momento, de modo a alcançar o propósito da criação.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Eu Quero Cruzar A Machsom!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós atravessamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), nós fazemos isso juntos ou cada um a seu tempo?

Resposta: A Machsom é uma fronteira potencial. Se eu aspiro à união com os amigos, e da separação entre nós desejo alcançar uma maior proximidade, se tento aniquilar essa distância o máximo possível, mas sou incapaz de fazê-lo, então eu apelo ao Criador, a Luz, e atravesso a Machsom. Em outras palavras, o meu ego permanece, mas eu desejo subir acima dele, apesar do fato de que em estágios anteriores eu não desejei especialmente isso e aceitava sua presença em mim.

Assim era antes da Machsom. Porém, acima dela, existem duas formas de conexão; “doar para doar”, o nível de Bina, e “receber para doar”, o nível de Hochma e Keter.

Portanto, onde eu percebo a Machsom? Na conexão entre nós. Nela, eu não estou sujeito às nossas ações externas com respeito um ao outro e às expressões de gostos pessoais. Aqui, eu preciso trabalhar somente dentro de mim.

Eu tenho que sentir uma capacidade interna de me conectar com eles dentro de mim, em nossos desejos, para que assim todas as nossas centelhas de doação se conectem. Tão logo eu comece a desejar isso, eu cruzo a Machsom. Mesmo assim, todos os nossos atributos egoístas permanecem.  Afinal, nós não corrigimos o nosso ego, mas subimos acima dele, ávidos em unir nosso desejo apaixonado pela espiritualidade, a qualidade de doação.

Se as nossas centelhas de doação se unem, elas formam o vaso para a Luz de Hassadim (Misericórdia), porque tal vaso já tem o atributo de Hafetz Hesed (agir acima do egoísmo). É quando a pessoa começa a perceber a Luz Superior governando tudo que existe.

Abaixo da Machsom, a mesma Luz Superior preenche toda a realidade, mas nós não a percebemos. Tão logo nossos pontos nos corações começam a se conectar, numa união, densidade e compressão entre eles, eu subitamente começo a sentir a Luz que permeia tudo. Porém, as centelhas já “encontraram” a Luz e se tornaram seu “medidor”.

Agora, nós estamos na mesma condição, e não precisamos voar para outra dimensão ou  galáxia. A Luz reside entre nós, e só nos falta a sensibilidade a ela, um órgão de percepção. Quanto mais perto os nossos corações chegam, mais descobrimos a Luz que habita entre nós. Nós chegamos a isso na doação mútua e desejamos que isso aconteça.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Existe Alguém Mais Lá Fora?

Pergunta: Se não há ninguém além de mim, então por que eu tenho que vir à Convenção, unir-se com todos, e amá-los?

Resposta: Você tem que começar a perceber a verdadeira realidade em suas sensações. Portanto, você tem que vir e ver que todos nós existimos, e você tem que executar todas as ações para que pudéssemos “deixar de existir.”

Pergunta.: Mas você disse que não há mais ninguém aqui?

Resposta: Mas sou eu quem disse isso! E você tem que alcançar tal realização por conta própria. Você tem que provar para si mesmo que não há ninguém aqui, exceto Malchut do Mundo do Infinito.
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Da Lição da Convenção Mundial de Cabala de 10/11/10

A Primeira Peste do Egito

Pergunta: Qual é o maior mal que devemos revelar dentro de nós para que a Luz nos ilumine?

Resposta: Temos a convicção de que nossa natureza inata, é o Faraó (ego) que não nos permite superar a nós mesmos. Devemos odiá-lo, mas nós ainda o amamos; continuamos gostando de viver nele. Quando, semelhante à nossa situação atual, nós começamos a receber golpes, ficamos desapontados com a nossa natureza e entendemos que não podemos alcançar a espiritualidade.

Então, pela primeira vez, conseguimos ver a nossa natureza, como a inclinação ao mal, como o nosso rival, que é o oposto ao Criador, à espiritualidade. Esta é considerada a primeira praga do nosso Faraó.

Quanto as outras nove pragas, eu não acho que vamos precisar de mais nove convenções. Nós vamos ser capazes de nos submeter à nossa conexão mútua diariamente durante nossas aulas. Nós vamos passar por elas rapidamente, porque a chave em cada etapa espiritual é o seu primeiro grau.

Mais tarde, tudo vai ser apenas uma rotina até que uma determinada fase esteja concluída. Por exemplo, agora, estamos tomando consciência do nosso próprio mal, e nós começamos este processo. Da próxima vez, iremos escapar do Faraó, o êxodo do Egito, e é isso que é chamado de nascimento espiritual.
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Da lição sobre a Parte Semanal da Torá de 12/11/10