Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Deixe Que A Luz Nos Ensine

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa das aulas ouvi-o dizer que quando lemos O Livro do Zohar, um tipo de corrente que nos une aparece. Como entramos nesta corrente, apesar dos vários distúrbios que despertam em nós durante a aula?

Resposta: Isto ocorre gradualmente. Você deve habituar-se a ela, a aplicar um certo montante de esforço, para descobrir como abordar o texto, como conectá-lo a si mesmo, ao estado no grupo, para o mundo; aprender onde fica confuso e onde não.

Deve unificar-se a si e à Torá num só. Então, conforme o seu desejo de se conectar à Torá, a qual fala do seu estado interior, você começa a receber a Luz Interior contida nela, que o influencia, permitindo-lhe ver dentro do sistema que ela descreve.

Isto ocorre no processo de estudo, quando a Luz (o Criador) lhe ensina. Se você tenta mover-se em frente, em direcção ao objectivo, na medida em que consiga usar o grupo e o estudo correctamente, se estiver pronto para desistir das suas aspirações egoístas e planos, nem que seja um pouco, então a Torá ensina-lhe – os estados espirituais subsequentes são-lhe revelados em si.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/5/11, O Zohar

Levante O Seu Olhar

Dr. Michael LaitmanTodo o trabalho começa especialmente neste mundo e na nossa época. Atingimos o estado onde o nosso desejo de desfrutar cresceu, completamente envolvido no nível corpóreo, e agora somos capazes de começar a percebê-lo comparando-o com o desejo de doar. Por outras palavras, acabámos o nosso desenvolvimento nos níveis inanimado, vegetal e animal, e agora temos de começar a nos desenvolver no nível humano, que inclui duas forças: recepção e doação.

Antes, eu tinha uma visão completamente “plana”; via à minha volta apenas aquilo de que podia beneficiar e obter para mim mesmo, aqueles que eu podia usar. Agia apenas no desejo de desfrutar, que é a base da natureza inanimada, vegetal e animal. Assim, não tinha qualquer “divisão” ou dúvida; costumava ir apenas em uma direcção: como ter mais sucesso no meu desejo egoísta.

Isto traduz-se numa vida corpórea simples, sem olhar para a vida pública, que nunca havíamos desenvolvido antes. Nós sempre olhamos para a sociedade como um objecto de uso. Contudo, agora o desejo de doar deperta e manifesta-se em nós. Não conseguimos resistir a este desejo e temos de levá-lo em consideração.

Pela primeira vez na história, a humanidade inteira entra num estado no qual o desejo de receber e o desejo de doar têm de ser equilibrados e controlados por nós. Se nós não estabelecermos o seu equilíbrio, causaremos transtornos e crises.

Assim, a coisa mais importante para nós é criar o ambiente correcto para toda a humanidade. O nosso grupo mundial tornou-se o primeiro a servir como exemplo. Assim, o nosso crescimento “de baixo para cima” começa, enquanto que antes disso, estivemos a nos desenvolver apenas no nível horizontal.

Então, revelaremos a interacção correcta entre o desejo de receber e o desejo de doar (Malchut e Bina) nos nossos desejos quebrados. Para alcançar isto, pedimos a Luz que Corrige. É como se eu revelasse: aqui está o meu egoísmo, e eu gostaria que ele agisse de forma diferente, para conectar-se com outros e participar no trabalho mútuo.

É por isso que peço à Luz para vir e corrigir o meu desejo, para estabelecer algum equilíbrio, reciprocidade no nosso sistema, de forma que nós possamos doar uns aos outros, fazer concessões, e nos conectar. Então, a Luz vem e leva-nos de volta à sua Fonte. Isso é chamado de correção “de baixo para cima” que temos de concretizar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/5/11, Talmud Eser Sefirot

Dissolver-se Nos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós estamos próximos de tais Convenções de Cabalá, o que estamos tentando superar, o domínio do ego? Ou nós estamos tentando sentir o desejo dos nossos amigos, de modo que todos se sintam bem? O que devemos pensar quando estamos lá?

Resposta : Eu pessoalmente recomendo que você tente sentir o estado coletivo, tanto quanto possível. Não mergulhe em si mesmo, não faça o “exame de consciência” (auto-crítica). Você nunca vai encontrar a alma de qualquer maneira, porque você não tem uma e nem ninguém. Sua alma está além de você!

Tente sentir o estado coletivo, o espírito comum deste elevado encontro dos desejos pela união, com a participação de pessoas que colocam enorme esforço e meios nisso, antecipando-se a um evento como esse por muitos meses ou mesmo anos, de modo a revelar nesta união a força superior e essencial da Natureza, a força de amor e doação: o Criador. Você precisa pegar o espírito coletivo. E quando ele começa a trabalhar em você, faça a única ação correta e a mais eficaz: perder-se neste espírito comum, assim como um embrião no útero da mãe.

Então, você começará a sentir como essa qualidade de doação aos poucos age sobre você, formando e construindo em você um novo órgão sensorial para esta nova qualidade (ou dimensão). Este novo órgão sensorial não é destinado a você, o precioso, mas ao desejo de doar, àqueles a quem você ama.

Se você quiser ter sucesso, abandone todos os pensamentos sobre si mesmo e se dissolva no espírito coletivo da Convenção. Aproveite cada minuto que passamos juntos.

Da Lição Virtual 29/05/11, Série “Fundamentos da Cabalá”

Não Revele Os Segredos Do Seu Coração

Dr. Michael LaitmanNa Cabalá, nós não falamos sobre os sentimentos pessoais. Nós falamos do amor dos amigos, mas apenas de forma geral, sem mencionar a nós mesmos ou qualquer nome específico.

É necessário falar sobre a grandeza do professor, do Criador, do grupo, e a importância da meta, pois sem inspirarmos uns aos outros, não avançaremos. Isso nos dá força para trabalhar, e é por isso que precisamos do grupo. Mas ninguém fala disso na primeira pessoa, revelando seus sentimentos e desejos (Kelim).

Na verdade, os outros ainda não estão corrigidos no nível de Bina (Hafetz Hesed), o que significa “não faça aos outros aquilo que você não quer que façam a você” e, portanto, podem prejudicá-lo com seus pensamentos. Por isso, existe essa proibição.

Você fala sobre como a meta espiritual é elevada, mas não sobre como você ou alguém é inspirado pela espiritualidade. Você deve falar sobre a lei que age na criação, a fórmula do sistema de forças, sem apontar ninguém especificamente.

Todo nosso trabalho é interno e humilde. Eu devo ver o grupo não como pessoas e rostos individuais, mas como forças que anseiam pela doação ao Criador, e que se unem para atingir esse objetivo juntos. Esta união dos nossos desejos, este contexto interno, é o que chamamos de grupo.

Portanto, quando eu falo sobre o grupo, eu não menciono os nomes das pessoas. É como se não houvesse pessoas, apenas desejos ligados pela garantia mútua! Se esses desejos atingem o nível de conexão, quando ela se torna realmente para a doação no primeiro nível, eles a revelam juntamente com a Luz de Hassadim que a preenche, o que significa a doação mútua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 2605/1, Escritos do Rabash

Um Ponto Que Contém O Infinito

Dr. Michael LaitmanTudo começa com um ponto negro “criado a partir da ausência”, sobre o qual a Luz superior age e desenvolve a criatura. Todo o desenvolvimento, com exceção desse ponto de “Yesh Mi Ain” (existência a partir da ausência) é feito pela Luz, a força que atua na criatura, na parte que está sendo “guiada”.

Portanto, onde nós conseguimos tais qualidades especiais como indivíduos? Da Luz! O ponto da criação “a partir da ausência” é um mero ponto. Mas o Criador divide Sua relação em bilhões de criaturas e depois as reune e amarra juntas, de todas as formas possíveis, para que cada uma esteja conectada com as outras sete bilhões. Assim, Ele deseja se expressar dentro da matéria da “existência a partir da ausência”.

Ele não seria capaz de expressar isso de outra forma, exceto através de tal número elevado de pequenas criaturas, cada uma delas criada de uma maneira única e especial, diferente de qualquer outra. Toda criatura alcança sua correção individual ao renunciar a parte do “Yesh Mi Ain” (existência a partir da ausência) em si mesma e adquire o desejo de ser formada pelas qualidades de “Yesh Mi Yesh” (existência a partir da existência), que podem ajudá-la a unir-se com as demais. Assim, ela aumenta sua “Yesh Mi Yesh” a partir de um pequeno ponto fornecido pelo Criador até o Infinito, até o estado elevado do Criador.

Como eu, este ponto minúsculo que surgiu do nada, que foi criado com praticamente zero de conexão com o Criador, alcanço a Sua revelação? Eu me uno com todos os outros pontos (desejos), anulando a minha “existência a partir da ausência”, o que permite com que a minha “existência a partir da existência” cresça até o tamanho de toda a criação, a qual eu uno a mim.

Em outras palavras, conectando-se assim, eu crio a partir deste ponto todo o vaso espiritual (“Yesh Mi Yesh“), preenchido com a conexão infinita com o Criador (“Yesh Mi Yesh“) em relação a todos. Isso só pode ser feito multiplicando essas pequenas partes, cada qual unida com o restante, e assim, todas elas se entrelaçam com as demais como várias camadas.

A pessoa se une com outra; então, as duas anteriores, que se tornaram uma, unem-se  a uma terceira e se entrelaçam interiormente, e depois as três se unem com mais uma, e assim por diante. Então, não é apenas a minha conexão com todos os outros, mas sim um sistema multidimensional de conexão. Este é o único meio para o Criador se expressar dentro da criação em geral até a conclusão deste trabalho, no final da correção (Gmar Tikun).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Talmud Eser Sefirot

Decodificando Cada Momento

Pergunta: Está escrito que quando se perde o pensamento da espiritualidade, você deve dar graças ao Criador. Como podemos agradecer-Lo por isso?

Resposta: Sabemos que todo o nosso trabalho está apenas no desejo, exceto para o tipo certo de desejo, não precisamos de mais nada. Para poder evidenciar a propriedade de doação, o Criador, nós só precisamos continuar nos preparando para o próximo momento seguinte. Tudo o que temos a fazer é apenas decodificar corretamente: De quem eu recebi a sensação de viver, e porque ela veio sob a esta forma?

Não sei nada sobre isso. No entanto, se eu recebo da Luz, da força superior que está me levando para o propósito da criação, então a única coisa necessária de mim é minha consciência e da resposta certa. Ou seja, em cada um dos estados que estou passando, eu tenho que ser capaz de vê-Lo e sua atitude amável para mim, apesar do fato de sentir o oposto.

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Que Não Haja Nem Rico Nem Pobre?

A essência do método é despertar-se a avançar o mais rapidamente possível, para ter a força de desenvolvimento em suas mãos e controlá-la. É por isso que eu organizo o ambiente formado por pessoas como eu, para que elas me influenciem e me dêem a energia adicional. Ou seja, tudo depende da minha impressão do meio ambiente – esta é a medida da minha capacidade de avançar.

Mas eu existo em um sistema de forças e temos que saber tirar dela a influência mais eficaz e melhor a fim de não prejudicar a mim e o ambiente. De fato, os danos infligidos ao ambiente voltarão a mim. Neste influência existe uma força chamada de “o olho do mal”, que significa um ser humano com o seu egoísmo não corrigido e não coberto por uma tela que uma pessoa pode colocar em marcha inconscientemente. Ou a pessoa pode mesmo estar ciente dessas ações, mas não pode se ajudar.

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Não Acredite Nos Seus Olhos

Na Cabalá, falamos do trabalho interno da pessoa. É preciso ir mais fundo dentro de si e, lá, construir imagens dos amigos, o grupo, si próprio, seu mundo interior, e a sua impressão da espiritualidade, sem prestar atenção às impressões externas, que podem até mesmo ser opostas.

As impressões que recebemos do ambiente externo podem não ser verdade, porque esses são sentimentos que resultam dos estados (Reshimot, registros informativos), despertados em nós. Não se pode contar com essas impressões. Em vez disso, deve-se contar com as imagens que construímos dentro de nós mesmos, dos amigos, o grupo, o Criador,e a conexão entre nós.

 

Eu não confio muito no que eu sinto e vejo hoje ao meu redor. Afinal, quem vê isso? Eu me vejo e eu estou totalmente em decepção. Então, não faz diferença o que eu vejo agora. Eu tenho que construir dentro de mim um modelo do mundo futuro onde todos nós estamos ligados pelo amor mútuo e pela doação, dentro das quais revelamos o Criador como se estivesse em Divindade (Shechiná).

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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabalá de 26/05/2011, Escritos do Rabash
Material relacionado:
Nascer E Crescer No Grupo
Lendo Um Livro Aberto Com Olhos Fechados
Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Não Provoque Fogo Sobre si Mesmo

Existe uma proibição estrita: você nunca deve falar sobre os estados interiores pelos quais você está. Afinal, muitos dos seus amigos ainda não tem a tela anti-egoísta, e eles podem te prejudicar com sua inveja, ódio e orgulho, mesmo sem querer fazê-lo.

Eles aparentemente não querem prejudicá-lo, mas a falta da correção interna deles os obriga a fazer isso se eles vêem que você está acima deles e tem mais inspiração, se você conseguiu uma maior ligação e chegou mais perto do objetivo. A pessoa que não chegou à correção não pode tolerar isso e vai prejudicá-lo.

Se você começar a compartilhar suas sensações pessoais, você aciona o fogo sobre si mesmo. Está escrito que 99% de todas as falhas acontecem devido ao “olho grande”. Esta não é uma superstição mística que as pessoas acreditam, mas sim a inveja de alguém normal sobre você. [Leia mais →]

A Fórmula Para Voltar À Bondade

Dr. Michael LaitmanA pessoa que abre O Livro do Zohar, abre para revelar o Criador. Por definição, a ciência da Cabalá é o método de revelação do Criador para a criação neste mundo. Caso contrário, por que a Cabalá e toda a Torá seriam dadas para nós? O Criador se revela na pessoa através do desejo de doar e amar. Este desejo é igual ao Criador em qualidades, e o Criador se revela nele de acordo com a lei de equivalência de forma.

Mas como podemos fazer isso se cada um de nós é apenas um pequeno egoísta? Nós lemos O Livro do Zohar, que fala dos nossos estados corrigidos, nos quais estamos ligados por uma boa conexão entre nós, e desejamos que isso se torne realidade dentro de nós. Nesse caso, nós recebemos uma impressão desses bons estados, que já existem no infinito. Essa impressão, a influência das forças de nossos estados corrigidos sobre o nosso estado atual, é chamada de “Luz Circundante” ou “a Luz que nos leva de volta à fonte de bondade”.

Então, de acordo com a fórmula: “Eu criei a inclinação ao mal e eu dei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela leva de volta à fonte”, nós voltamos à fonte – o Bom que faz o Bem. Assim, nós revelamos o Criador, o Bom que faz o Bem, a nossa raiz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar