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Acendendo A Centelha De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Aqui diante de nós está uma lei clara, que em todas as 612 Mitzvot (mandamentos) e em todos os escritos na Torá não há nenhum que tenha preferência ao mandamento “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Isso é porque eles somente têm como objetivo interpretar e permitir-nos manter o mandamento de amar o próximo apropriadamente, uma vez que ele especificamente diz: “O resto é seu comentário; vá estudar”. Isso significa que o resto da Torá é interpretação desse mandamento único, que o mandamento de ama teu próximo como a ti mesmo não poderia ser completado se não fosse por eles.

“A Torá” é a Luz que corrige nossos desejos. Temos que corrigir todos os nossos 613 desejos e transformá-los em doação. Pode ser doar para doar (“não importa o que seja detestável para você, não faça ao outro”), no estado de Hafetz Hesed, quando nós não prejudicamos o outro. Além disso, nós podemos amar os outros como a nós mesmos, isto é, receber para doar. Desse jeito, temos que avançar.

Somente o homem existe nesse mundo, e se ele quer corrigir seu relacionamento com o próximo, então ele revela nele mesmo 613 tipos de relacionamentos, que representam 612 desejos corruptos. Então, ele começa a corrigi-los através da Luz que Corrige, estudando o sistema correto. A Torá fala somente dos estados corrigidos, do cumprimento dos “mandamentos”, isto é, sobre as correções que temos que passar.

A “Introdução ao Livro do Zohar” explica que a Torá está dividida em 613 conselhos e 613 depósitos. São cerca de 613 Luzes que corrigem em nós 613 desejos egoístas dirigidos ao próximo.

Não estamos falando nem de nós mesmos nem desse mundo, mas do relacionamento com o próximo. Ao desejar me aproximar dele, alcançá-lo, eu revelo 613 desejos corruptos. Essa é a realização do mal. Então, eu desejo corrigi-los; em resposta a cada desejo uma Luz correspondente vem e faz a correção. Como exatamente ela faz isso, eu não sei, e isso não é da minha conta. Eu só desejo revelar o mal e corrigi-lo, mas eu deixo os “detalhes técnicos” para a Luz.

Como resultado, meus desejos se corrigem (conquistam a intenção de doar ao invés da intenção inicial de receber) e se preenchem com essa intenção altruísta. Isso significa que a Luz está presente neles.

Na realidade, com que o desejo corrigido pode ser preenchido? Ele só pode ser preenchido com o seguinte: eu quero e, na verdade, posso doar ao próximo. Essa é a satisfação que nós chamamos NRNHY. Inicialmente, da parte do Criador que criou o desejo de receber, somente uma pequena Luz de Nefesh foi dada, uma centelha, Luz fina, agindo na realidade.

Existe somente a centelha e o ponto do desejo criado como “existência a partir da ausência”. Tudo mais, sem exceção, vem somente do relacionamento entre o Criador e a criatura, que desejam acender a chama de amor entre eles. De acordo com a lei do amor, é suficiente dar pelo menos uma fração a quem me ama; assim, a minha atitude ligada a esse presente torna-o infinito.

Nós deveríamos entender que ao identificar nossos 613 desejos, que são revelados em relação ao próximo, e corrigi-los de recepção para doação, nós obtemos um amplo vaso de doação. Ele está baseado no mesmo ponto da “existência a partir da ausência” que sente somente seu desejo por prazer. Nós temos esse ponto, e sobre ele, nós construímos um vaso enorme que é toda atitude, doação, e amor.

Sua essência é esse mesmo ponto. Expandindo-se, sendo impregnado com sensações, o desejo permanece o mesmo. Tudo que ele tem é a sensação do que, como, e de quem ele recebe. Em outras palavras, é a percepção da atitude do Criador para com ele.

Em todas as quatro fases da Luz Direta existe somente o desejo e a Luz da primeira fase. Tudo o mais vem da reação, da resposta da criatura, de como ela percebe o Doador em vez de como se satisfaz. Uma vez que a primeira fase (o ponto de desejo com a diminuta centelha de Luz de Nefesh) começa a se sentir pelo menos um pouco, ela imediatamente começa a se desenvolver em relação ao Doador.

Assim, nós precisamos entender que todo o vaso espiritual, todo o mundo espiritual, baseia-se no relacionamento entre a criatura e o Criador. Anulando esse relacionamento, mesmo através de nossa própria falta ou não, nós permanecemos no nosso pequeno e escuro desejo, que é nossa realidade.

Da 5a parte da Lição Diparia de Cabalá 21/06/11, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

Hitler, Stalin, Ahmadinejad…

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o grupo? É tipo uma ideia, pessoas ou outra coisa? Por que é que é tão difícil unir-me a pessoas que não são como eu?

Resposta: Cada pessoa no mundo está conectada através da sua alma às outras almas. Você precisa entrar neste sistema interno de interconexão de almas, como se estivesse a mergulhar até ao fundo do oceano. E lá você descobrirá a rede de conexões que liga todas as pessoas.

Todos estão incluídos nesta rede: Hitler, Stalin, Ahmadinejad, Moisés, Abraão, e você. Todas as pessoas que você conhece apenas por sua forma externa, assim como aqueles que você conhece a um nível mais profundo, estão todos interconectados da melhor forma possível.

No mundo exterior, cada um deles ocupa um papel preciso, de forma a despertar os outros para se aproximarem desta rede, mergulhar nela, e encontrar-se lá, conectados com todos em coração e alma. Você precisa de encontrar o contacto interior com eles. O grupo é a unificação interior das almas. E você deve incluir-se a si próprio junto com o resto.

Claro, falando do grupo eu refiro-me principalmente àqueles que estudam conosco. Mas se você entra nesta conexão, você verá que esta rede une a todos, mesmo os nossos maiores inimigos.

Devemos perceber que a casca exterior na qual existimos no nosso mundo é-nos dada de forma a que possamos obrigar-nos uns aos outros a fazer o trabalho interior. Todo este jogo é necessário a você para que o Criador, a força que nos conecta internamente, seja também revelado na sua manifestação externa.

Internamente esta conexão é mantida por Ele, mas externamente depende de você realizá-la! E se você conseguir erradicar o abismo entre a sua interioridade e a externalidade, isto constituirá a sua correcção completa.

Da Lição Diária de Cabalá 25/3/11, Escritos do Rabash

Você Não O Saberá Enquanto Não O Provar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Rabash escreve que uma pessoa deve ter fé. O que é que ele quer dizer com “fé”?

Resposta: Nós apreendemos automaticamente as palavras que lemos nos textos Cabalistas no sentido tradicional a que estamos habituados. Por um lado, confunde-nos sem parar, enquanto que, por outro lado, temos de perceber que não é acidental: nós precisamos simplesmente de clarificar o significado espiritual destas palavras.

A inconsistência e confusão entre a interpretação tradicional da palavra “fé” geralmente aceita neste mundo e o seu significado espiritual é causado pelo facto de que ainda nos falta a percepção interior. Assim que comecemos a experienciar a espiritualidade, esta palavra não nos confundirá mais.

Por exemplo, posso ter ouvido a palavra “salgado” um milhar de vezes, mas até prová-la, não saberei o que significa. O meu conhecimento vem da sensação. O desejo de receber prazer tem de sentir o sabor da satisfação, e até lá continuará a não experimentar nada senão confusão.

Pergunta: Por que é que há pessoas que conseguem logo acreditar naquilo que lhes dizem?

Resposta: Esse é o nível de desenvolvimento de uma pessoa no grau inanimado, vegetal, ou animal. Quando ela atinge o nível “falante” (humano), daí para a frente tem de evoluir independentemente.

Todo o estado anterior da pessoa fica anulado. Se no passado ela acreditava em todo o tipo de lendas, crenças, e religiões, hoje sente-se vazia. E quando ela encontra um professor, não acredita nem mesmo nele. Nem acredita no grupo nem nos livros. Dizem-lhe que os livros foram escritos por sábios, e daí?

A pessoa não mais aceita nada cegamente. O que é que ela faz então? Ela tem de avançar pela fé nos sábios – acima da razão. Isto significa que ela não toma nada “por fé”, mas deve verificar o que a Cabalá descreveu.

De forma a fazer tal, contudo, ela tem de preencher algumas condições: abrir os livros, juntar-se ao grupo, examinar os seus princípios, e esclarecer quão realistas e plausíveis eles são sobre as forças, propriedades, e leis da Natureza. A pessoa precisa de executar esta análise para poder adquirir uma segunda natureza que no momento lhe está oculta.

Pergunta: Mas neste caso, ela está a avançar pela via do conhecimento. Onde é que nela está a “fé acima da razão”?

Resposta: Verdade. Acima da razão é quando a pessoa aceita estas condições e as implementa dentro. Por outras palavras, ela vê todas as dúvidas, confusões e obstáculos como um veículo, uma plataforma para o seu crescimento espiritual.

Todo o trabalho espiritual da pessoa reside acima da razão, mas a cada novo degrau, ela esclarece estas condições pela via da razão. Senão, como poderíamos saber que avançamos?

Da Lição Diária de Cabalá 25/3/11, Escritos do Rabash

Deixe O Livro Do Zohar Falar De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, todo o nosso trabalho consiste em corrigir a conexão entre uma pessoa e outra. Por outro lado, a correção é feita através do Livro do Zohar. Como eu posso unir tudo isso?

Resposta: A correção resulta da Luz oculta nos textos escritos pelos Cabalistas. No entanto, isso acontece com a condição de que nós desejemos perceber e compreender a realidade que eles descrevem, de forma que tudo o que está escrito nestes textos se vestiria em nós e nós estaríamos no mesmo sistema de relações entre nós.

Isso implica na conexão entre todas as almas, de tal forma que nós alcancemos a união, tornando-nos um sistema unificado: Malchut do Infinito. Se eu me esforço para alcançar a união como no “ama ao próximo como a si mesmo”, se eu desejo isso, então O Livro do Zohar começa falando de mim.

Como resultado, eu recebo a força de correção do Livro do Zohar e avanço gradualmente ao lê-lo. Na verdade, o livro em si não contém nada, mas lendo-o e desejando estar neste sistema, eu atrio o poder do campo de força que reside em Malchut do Infinito e, assim, alcanço este sistema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11 , O Zohar

O Trabalho Diário

Dr. Michael LaitmanPergunta: As últimas três Convenções, na Itália, Espanha, e Moscou, foram especiais. O que o grupo deve fazer agora?

Resposta: O fim da convenção significa que agora você tem que subir ao nível desta Convenção em seu estado “diário”. Parecia que tínhamos superado o obstáculo, e agora temos que ficar de pé sobre ele.

Em outras palavras, nós colocamos uma escada para o próximo nível e subimos até o topo. Aqui está o meu estado atual:

Nós nos esforçamos durante a Convenção e recém tivemos êxito lá. Agora, temos que nos levantar neste nível – todos juntos.

Este é o nosso trabalho diário até a próxima Convenção. Assim que ficarmos de pé, assim que dominarmos esta etapa, nós estaremos prontos para ela.

Não devemos manter isso automaticamente, simplesmente colocando uma marca em determinada data do mês. Talvez isso amadureça em uma ou duas semanas, ou, pelo contrário, em meio ano; tudo depende da rapidez com que nos damos conta, dominamos o potencial para a nossa ascensão ao topo. Todo mundo tem que dominar isso dentro de si.

Quando eu estava na Convenção, toda subida foi incorporada por mim em nosso grupo mundial. Eu me uni com os amigos e, através desta união subi mais alto.

No entanto, isso aconteceu sob influência da comunicação, da sociedade, do ambiente externo. Eu me senti pronto para me misturar a eles, para estar junto com eles. Pelo menos, havia minutos como estes e talvez até mesmo horas.

Agora, não estando sob a influência dos amigos, devo fazer isso dentro de mim: subir de joelhos e ficar em pé. Este é um trabalho sério e meticuloso, quando eu sinto que a carga que recebi dos amigos vive em mim, me ajuda com meu grupo e o grupo mundial, na disseminação, nos estudos, e todo o tempo me dá energia para eu agir em conjunto com eles.

A união que ocorre ali, na convenção, sob a influência externa, deve ser espelhada na minha realização.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 16/06/11, Escritos do Rabash

A Matriz Global: Não Há Tempo Para Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanA crise está se abatendo sobre o mundo, e as pessoas sentem isso, sentem que as coisas estão ficando pior para elas. De fato, não vai ficar melhor, a menos que comecemos a corrigi-lo através da harmonia com o Criador ou a Natureza circundante, que é a mesma coisa

É por isso que nós precisamos procurar as pessoas que responderão ao nosso chamado; nós precisamos disseminar, “lançar a informação”, utilizar melhor a Internet como um meio. A Internet é praticamente a nossa única oportunidade de estar em todo lugar de graça. Primeiro, precisamos nos organizar, mas por outro lado, quando você começa a organizar os outros, você também se organiza.

A primeira coisa que precisamos para o nosso trabalho é a união interna, e, claro, o aspecto mais importante do nosso trabalho é a disseminação. A crise nos mostra claramente que precisamos cuidar mais dos outros do que de nós mesmos. Nós alcançaremos a meta mais rápido, descendo a avenida mais confiável, se disseminarmos a Cabalá. Através da crise iminente, o Criador está nos mostrando que não temos tempo para nós mesmos. Nós só temos tempo para o mundo: ao organizá-lo, vamos organizar e corrigir a nós mesmos

A crise global tornou-se evidente apenas alguns anos atrás. Ecologistas têm gritado que estamos em apuros há um longo tempo, mas foi especificamente a crise econômica que nos deixou em pânico. Por que econômica? Porque ela reflete as conexões entre as pessoas egoístas: auando essas conexões se tornam globais e integradas, tornam-se um problema.

O que é a economia? É uma representação, uma expressão de nossa conexão egoísta: a quantia que cada um de nós quer mas é incapaz de obter e só conforme permitem as relações e uniões egoístas e econômicas, de acordo com o princípio “Eu por você e você por mim”. A economia é o egoísmo puro em sua forma clara, dura e real. E quando de repente ele entra em um estado global e integrado, descobrimos que este estado é completamente oposta a ele.

Podemos negociar qualquer coisa, mesmo armas atômicas, como resultado do medo. Mas nós somos basicamente incapazes de negociar economia: todo mundo está puxando o cobertor para o seu lado. De que outra forma pode ser?

Este é o nosso problema principal . A economia já está se manifestando no mundo como um sistema global, integrado e interligado, mutuamente inclusivo, e as pessoas ainda não estão prontas para isso.

Esta é a maior discórdia que pode existir em nosso mundo, a maior manifestação aguda da nossa inconformidade com o sistema que agora está se manifestando diante de nós. Nós fomos pegos em uma rede, uma matriz analógica, onde todas as partes dependem umas das outras. Estamos nela incorporados contra a nossa vontade; somos ligados dentro dela pelos antigos laços da economia egoísta de antes, e não temos como escapar. Esta é a natureza desafiando-nos e nos mostrando claramente: “Pessoal, o tempo acabou”.

Nós precisamos avançar por nós mesmos e aliviar este estado, levar a humanidade ao pleno acordo com esta matriz através de explicações, da educação e assim por diante. Se nós não avançamos nesse sentido, mesmo da menor forma, conforme nossas capacidades, então a crise se aproxima.

A matriz tem seu próprio programa de aproximação em relação a nós, e como resultado, até mesmo contradições maiores ocorrem no mundo, como revoluções, guerras, diferentes cataclismos, e assim por diante. O despertar de um vulcão provoca graves consequências em escala global. E se 20-30 vulcões despertassem? Estamos reféns do desconhecido, estamos sentados sobre um barril de pólvora: a nossa Terra com as forças titânicas borbulhando dentro. Nós temos que entender isso e não provocar a dura atitude da natureza para conosco. No entanto, ao contrário, nós perturbamos o seu equilíbrio, e não apenas no sentido ecológico.

É por isso que todos os nossos grupos, todos devem estudar conosco e disseminar. A própria natureza nos obriga. Esta é a única forma de nós avançarmos e abordarmos a matriz global.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

Não Faça Psicanálise Em Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanCabalistas de todos os tempos têm estudado os problemas da humanidade e analisado o que nos separa da imagem global, harmoniosa, fechada e cósmica: “O que torna a natureza humana tão singular? Que qualidades específicas ela tem? Como podem estas qualidades ser corrigidas? O que motiva essa transformação?”.

A Cabalá explica como devemos passar por estas mudanças cíclicas internamente, ajudando uns aos outros de acordo com certo princípio, um algoritmo específico, de forma a gradualmente chegar a uma maior equivalência com a natureza, mergulhando profundamente para discernir as qualidades que se opõem a ela, e corrigi-las seguindo uma seqüência específica.

Além disso, a pessoa não precisa fazer correções em si mesma. Nós precisamos corrigir a conexão entre nós, e só então alcançaremos a harmonia.

Neste ponto, surge outro detalhe peculiar: basicamente, eu preciso me aceitar exatamente do jeito que sou. Um grande número de pessoas gasta tempo fazendo psicoanálise em si mesmas: “Eu não sirvo para nada, sou preguiçoso, ganancioso, invejoso”, e assim por diante. Deixe seus pormenores sozinhos; isso não nos incomoda. Tudo isso vai cair claro se você começar a visar uma boa conexão com os outros: inter-relações, compreensão mútua e interdependência.

Se eu começar a analisar, experimentar e construir nossas relações corretamente, de repente vou descobrir (o que é verdadeiramente notável) que todas as qualidades existem dentro de mim: a mais repugnante e assustadora, de modo que eu tenho vergonha de admitir até mesmo para mim. De repente, eu vejo que preciso delas, exijo-as a fim de receber e dar aos outros e ser parte integrante deste organismo enorme e fechado.

Acontece que todos os nossos desejos, como roubar, enganar, ter inveja, ódio, rejeição e tirar vantagem dos outros, todos esses impulsos internos com os quais nascemos são totalmente necessários para nós. Portanto, nem pense em realizar tal auto-correção! É um grande erro eu ver o nosso grupo mundial fazer mais frequentemente do que não.

Tudo que você precisa trabalhar é na nossa interconexão. Não critique as falhas de uma pessoa: ela não tem nenhuma! A falha reside exclusivamente na conexão entre nós e em nenhum outro lugar!

Isso é o que chamamos de “garantia”, uma qualidade na qual a sabedoria da Cabalá se concentra tanto. Quando nós começamos a estudar, começamos a estabelecer uma conexão entre nós, e essa intenção tem que preceder todos os esforços: o contato mútuo, a responsabilidade mútua de estarmos conectados uns com os outros, e a necessidade de descobrir essa conexão interna entre nós.

Paralelo a isso, nós estudamos os textos Cabalísticos. Nós não sabemos o que está acontecendo conosco enquanto estamos estudando os textos, nem sabemos o que eles descrevem. Nós simplesmente lemos sobre os nossos futuros estados corrigidos descritos pelos Cabalistas. Da mesma forma, uma criança instintivamente pega um brinquedo, porque a natureza a empurra a brincar e crescer. Então, vamos brincar uns com os outros no grupo, como se estivéssemos construindo um modelo corrigido.

Mas, como resultado, enquanto estamos lendo sobre isso, nós como que atraímos o estado mais elevado sobre nós, como uma criança que está brincando com um carrinho de brinquedo, um jogo de montar, ou um quebra-cabeça. Nós intencionalmente damos a ela todos os tipos de tarefas na forma de um jogo, enquanto ela se esforça sinceramente para resolvê-los como sua natureza lhe diz.

Portanto, nós devemos nos motivar e nos inspirar, com um sendo exemplo do outro e falando sobre como isso é importante. No final, todos devem ser estimulados pelos outros, pelo seu entusiasmo, a sua intenção de se aproximar, unir, e estar em harmonia interna e bem coordenada.

Da 5ª Lição na Convenção de Moscou, 11/06/11

A Oferta Que Não Devemos Recusar

Dr. Michael LaitmanA Natureza, de forma instintiva, firme e automática, suporta o sistema de reciprocidade, interconexão, harmonia, assistência, globalização e integração, sustentando assim a vida. Portanto, nós dizemos que a força superior é a força do amor. No entanto, os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza têm um “pequeno” elemento adicional: o homem, a sociedade humana que não deseja seguir esta lei. Ela é criada intencionalmente de modo a evoluir de forma aleatória, empurrado por seu egoísmo.

Imagine um gigantesco sistema onde uma parte, que é a mais avançada, eficiente e frágil, não funciona em sincronia, em harmonia com o resto. Portanto, todo este sistema aos poucos atinge um estado de completo desequilíbrio. É isso que nós estamos começando a finalmente perceber. A humanidade tornou-se um tumor canceroso consumindo tudo fora de si, quebrando o equilíbrio, e, naturalmente, causando uma reação correspondente.

Como então alcançamos a harmonia? Afinal de contas, caso contrário, destruiremos todo o organismo. Isso está se tornando óbvio. Não é preciso ser um profeta para ver para onde as coisas estão indo.

É exatamente isso que a sabedoria da Cabalá descreve: como precisamos nos corrigir através do estudo das leis da natureza integral. Não entre em misticismos e comece a estudar fenômenos astrais; tudo o que temos a fazer é aprender as leis dos sistemas integrais, fechados e globais, que são também chamados de redes analógicas, conhecidas por nós da engenharia. Há uma quantidade enorme de material científico matematicamente preciso que nos informa como sistemas fechados apoiam o seu equilíbrio interno.

Nós temos que estudar a nós mesmos como os elementos inadequados para esse sistema em nossas ações, desejos e pensamentos. E se nós sinceramente desejamos alcançar algum tipo de existência normal, mesmo ao nível do mundo material (sem mencionar o que mais podemos revelar, quando entramos em homeostase com a natureza), então nós alcançamos a harmonia geral.

Hoje, isso pode parecer um pouco desnecessário e desagradável, mas, no entanto, a natureza já está empurrando, forçando, e exigindo de nós os esforços internos e as ações destinadas a transformar a nós mesmos. Afinal, estar alinhado com a natureza circundante significa considerá-la, e não simplesmente consumir e exaurí-la. Como e em que sentido podemos mudar a nós mesmos?A parte onde a Cabalá discute isso chama-se a “Garantia Mútua”.

Garantia é o nosso acordo mútuo (não só referente a nós mesmos, mas a toda a natureza) para alcançar a compreensão e o equilíbrio total. Em termos de Cabalá, é Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, uma qualidade comum e mútua de amor e doação.

Obter a “qualidade do amor” significa levar em consideração as necessidades do outro como minhas. É exatamente assim que todas as partes do nosso organismo interagem no nível biológico. E a natureza nos empurra para alcançar o mesmo grau em nossa interação social por meio da unificação social com o outro. Ela pode nos forçar a fazê-lo, causando sofrimento. Se, no entanto, começamos a avançar nessa direção, seremos transformados de forma rápida, confortável e fácil. É isso que a sabedoria da Cabalá nos oferece para aprender.

Da 5ª Lição na Convenção de Moscou, 11/06/11

O Amor É Uma Rua De Mão Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas que o amor é necessário?

Resposta: Você pode amar comer peixe no almoço, você pode amar o seu filho pequeno, ou pode amar o próximo ou o Criador. As mesmas palavras designam noções completamente diferentes.

Vale a pena enaltecer o amor ao próximo a uma pessoa que ama peixe? Como você pode descrever-lhe o prazer de doar? O que ela vai entender? Que ela tem que dar o peixe para outra pessoa? Isso é amor?

O que significa amar o próximo? Ele tem um significado completamente diferente. Amar o próximo significa anexar o desejo dele ao seu e trabalhar com o seu desejo a fim de satisfazer o desejo dele. Então, nós dois nos fundimos num todo, onde eu o satisfaço e ele me satisfaz.  No que ele se satisfaz? Em seu desejo. Seu desejo em relação ao meu é como Malchut em relação a Zeir Anpin. Eu sou como o Criador, e ele a criação. Este é o meu trabalho.

Assim, o “amor” é a relação entre o Criador e a criação. Somente isso é o amor – a atitude da criação para com o Criador. Se eu posso construir este tipo de atitude para com os outros, ou em outras palavras, se eu adquiro a qualidade do Criador (a qualidade de doação), e por meio dela eu me relaciono com o desejo do próximo como faz o Criador, verifica-se que o Criador está dentro de mim, e eu realizo as ações necessárias em relação ao próximo. Isso significa que eu amo o próximo.

Nós não temos o direito de usar a palavra “amor” em qualquer outro sentido, contexto, ou caso. Caso contrário, nós vamos confundi-la com o nosso “amor por peixe”.

Nós estamos falando sobre como o Criador, a qualidade de doação, se veste em mim. Antes de tudo, nós temos que realizar o princípio: “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. É assim que eu me torno neutro. Depois disso eu tenho que adquirir o desejo dele em vez do meu. O desejo de outra pessoa se torna mais importante para mim e, portanto, ela se torna maior do que eu. Eu estou pronto para fazer tudo por ela, assim como faria para um filho doente em nosso mundo. Eu estou totalmente em “curto-circuito” no seu desejo; isso é o que me faz agir.

É exatamente por isso que eu sou semelhante ao Criador, como Zeir Anpin que recebe um pedido de Malchut. Quanto mais o desejo de outra pessoa é capaz de me fazer doar, maior eu sou do que ela. Este é o amor. Você vê como isso é diferente de nossas noções atuais?

Quanto mais eu posso doar a outra pessoa, mais eu forneço-lhe a Luz da correção. Afinal, há a garantia mútua entre nós. Eu não satisfaço seu desejo egoísta, mas revelo dentro dela o desejo de estar em um sistema comigo, de modo que a Shechina reine entre nós. Então, o que devo dar-lhe? Eu lhe dou o meu apoio da garantia mútua, que ela também fornece a mim, ao revelá-lo em seu desejo. Este é o amor.

Ninguém está satisfazendo o egoísmo do outro. Eu não revelo o desejo egoísta na outra pessoa, mas o desejo do apoio mútuo, a fim de revelar o Criador no relacionamento entre nós. O Criador não pode ser revelado em qualquer indivíduo ou apenas na minha atitude para com outra pessoa, a menos que seja fortalecida pela mesma atitude dela. O amor não funciona em uma direção. Ele é uma rua de mão dupla. Ele exige uma rede de conexão por onde os impulsos da doação fluem, uma rede permeada por sentimentos de amor, relações de garantia mútua e reciprocidade que nos fortalecem mutuamente.

Nesse meio tempo, o egoísmo permanece abaixo, sem fazer quaisquer cálculos para satisfazê-lo. Afinal, nós nos elevamos acima dele, conectados por nossa intenção mútua em prol da doação. E quando ele atinge um determinado nível de unidade, criando uma rede acima de nós, nós revelamos o Criador, a qualidade mútua de doação e amor entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Papel Dos Grupos De Mulheres

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós precisamos de um grupo de mulheres? Qual é o papel dos grupos de mulheres?

Resposta: Em princípio, não há tal conexão entre as mulheres como há entre os homens. Um homem deve estar unido em um único vetor com seus amigos, até o ponto em que não exista diferença entre eles. Ou seja, no nível material, eles devem tentar alcançar uma fusão absoluta um com o outro em seus sentimentos e pensamentos.

Esta qualidade, esta capacidade de se conectar é inerente aos homens; eles simplesmente têm que trabalhar nisso.Só o egoísmo os separa e eles devem se unir acima dele. Se houver dois amigos, e entre eles há um egoísmo mútuo que os afasta, eles ainda devem fazer contato.

Este é o dever dos homens. As mulheres não podem fazer isso.

A parte dos homens inclui os objetos que carregam em si a qualidade potencial de serem capazes de se conectar entre si. O potencial! Eles devem criar esta rede de conexão entre si. Eles podem fazer isso. Esta é a sua correção.

A parte das mulheres é criada de tal maneira que cada mulher existe por conta própria como uma rainha. Ela não pode estar conectada com outras mulheres por laços, como os homens são entre si. No entanto, juntamente com outras mulheres, ela pode criar um desejo comum de alcançar a meta.

Esta é a tarefa das mulheres. Este desejo deve ser dirigido, como se passasse pela parte dos homens e, através deles, ao Criador.

Da 2ª Lição na  Convenção de Moscou 10/06/11