Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Girando Em Torno Do Ponto Central Durante Toda A Semana

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso “limpar” a mim mesmo de todas as preocupações na minha vida privada e me concentrar no trabalho interno somente para o centro do grupo?

Resposta: Esta é uma pergunta de uma pessoa que separa sua vida privada, ou seja, o seu trabalho, casa e família, do grupo, o que significa separar corporeidade da espiritualidade.

No geral, nós estamos em nosso desejo de receber, onde sentimos toda a realidade. Este desejo é dividido em vários tipos, em quatro fases, onde sentimos toda a realidade dividida nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Nós vivemos somente no desejo e sentimos o que é evocado nele; “parece que esta é a minha vida e o meu mundo”. Nós não conseguimos sentir nada, exceto esse desejo, nem pensar ou entender qualquer outra coisa. Tudo se passa nele.

Se eu entendo isso e me estabeleço desta forma, toda a minha vida torna-se um workshop sem fim, e não apenas uma hora por semana quando venho para uma discussão especial. No workshop, eu faço um esforço para alcançar a realidade mais verdadeira com a ajuda de um ambiente adequado, onde vou sentir a fonte e a raiz da realidade, a força superior, o Criador.

Aqui, tudo depende de quão forte eu posso me conectar com o ambiente certo. No workshop é mais fácil de fazer isso porque eu vejo todos os amigos na minha frente. Mas eu também posso me imaginar nessa situação o tempo todo. Se eu realizar este trabalho durante toda a semana, eu acabarei por se sentir que ainda há uma diferença quando nos reunimos para nos conectar. Eu verei que a conexão que senti durante toda a semana, que foi criada no workshop, é diferente em termos de qualidade, ao nível da união.

Portanto, eu devo sempre me ver dentro do desejo de receber, que retrata a realidade sob a forma deste mundo para mim, e através desta realidade, eu deveria procurar a sua fonte que é alcançada através do centro do grupo.

Da 1a parte da Lição Diária da Cabalá 25/05/12, “Discussão sobre o Workshop”

No Epicentro Da Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a ligação entre o centro do grupo e a disseminação para o mundo inteiro?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que nos esforçar em direção ao centro do grupo para perceber a grande regra da Torá: amai ao próximo. Caso contrário, este não será o centro.

E através desse ponto central, que determina o início e que termina no fim da correção, por meio dessas definições, eu me relaciono com toda a realidade e todo o mundo (99%). Afinal, eu quero ver toda a humanidade neste ponto central, e eu certamente vou vê-la lá!

Na medida em que eu me corrijo no centro do grupo, em relação ao resto do mundo (em relação aos 99%), com todas as qualidades positivas e negativas que descubro nele, com todas as opiniões e percepções já formadas dentro de mim, dessa forma, eu vou ver toda a humanidade no centro do grupo, já corrigida e pronta para a minha realização. Deste modo, eu atuarei a partir da parte interna do mundo exterior.

Através desses meios, eu vou estabelecer a disseminação espiritual. Então, eu verei como efetivamente isso ajuda o mundo, e como o mundo está avançando e mudando. Embora a forma externa permaneça, este mundo também é obrigado a existir até o fim da correção, até que toda essa realidade imaginária desapareça da nossa percepção. É por isso que nós precisamos também nos esforçar na disseminação externa.

No entanto, nós seremos capazes de definir a relação correta em relação ao interno e externo e distribuir a nossa força. Nossas avaliações mudarão.

Assim, o centro do grupo é um ponto ao qual nos dirigimos antes de tudo, como se estivéssemos partindo de todos os mundos de BYA para Malchut do mundo de Atzilut, e depois de Malchut do mundo de Atzilut, querendo juntar em nós mesmos todos os desejos de toda a realidade e elevá-los cada vez mais alto, nós descobrimos qualidades cada vez mais elevadas chamadas Zeir Anpin, YESHSUT, Bina, e assim por diante. Com estas novas qualidades e entendimento, nós corrigimos e construímos a Shechiná, o conjunto de todas as almas.

Isto porque, quando me dirijo a ela com as minhas qualidades corrigidas, é como se eu estivesse construindo-a; eu estou me unindo a ela como uma parte benéfica, ativa. A Shechiná está se regozijando pelo fato de que não precisa mais separar seu órgão de si mesma, mas pode retorná-lo e conectá-lo a si mesma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

O Que é Mais Importante: Acordo comum ou Impressão Comum?

Pergunta: Será que é preciso especificamente preparar as pessoas para que mantenhamr a ordem durante as oficinas?

Resposta: Qualquer amigo que já participou de seminários, sente e compreende sua essência e significado disso.  O grupo pode selecionar um tópico para discussão desde antes, e a pessoa responsável pela ordem pode sentar-se fora do grupo e observa-la durante a discussão.

A principal coisa para nós é chegar a uma impressão comum ao final da discussão, não a um acordo comum: Nós não temos que compartilhar uma opinião. Todos nós, juntos com as nossas opiniões, queremos alcançar a unidade acima dessas opiniões, o que pode ser absolutamente diferente, nós podemos até não sermos capaz de entender um ao outro, mas cada um de nós assume que, especificamente, isso vai ajudar a nos unir e o que é isso: Isto é o suficiente!

Nunca devemos tentar convencer um ao outro.  Poderíamos estar falando sobre um determinado problema, todo mundo vai expressar seu ponto de vista, que será completamente diferente e desligado, mas no final nós queremos que o nosso “eu” comum fique junto, para que possamos alcançar isto.

Pergunta: Nós examinamos muitas nuancias, mas tudo isso desaparece durante um seminário. Onde podemos ler e ver uma lista dessas regras e perguntas antes de um seminário?

Resposta: Em seu coração. Isso não existe em qualquer lugar, você não pode listá-la. E se você começar a listá-la, outras mil perguntas vão surgir, e isso vai continuar sem fim.

Perguntas devem aparecer no coração, e a resposta deve ser recebido lá sem uma discussão.

[78785]
A partir da aula virtual de 20/05/12,”Fundamentos da Cabalá”

Material Relacionado:
Meu Amigo É Um Representante Do Criador!
A Conexão Da Garantia Mútua

Meu Amigo É Um Representante Do Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós trabalhamos durante o workshop, como podemos ouvir um ao outro?

Resposta: Um amigo pode dizer coisas que eu posso ou não entender. Ele pode dizer coisas que eu acho que são grandes ou talvez algo tolo. De qualquer forma, agora eu o percebo como uma manifestação de um representante do Criador: o Criador está me influenciando através dele.

Se eu sou repelido pela aparência ou expressão do meu amigo, pelo real significado de suas palavras ou qualquer outra coisa, eu não posso percebê-lo ou querê-lo. E este é um exercício maravilhoso! Eu preciso superar isso! Se ele é um representante do Criador, uma vez que “Não há ninguém além Dele”, especialmente num evento como este que estamos participando, então eu preciso elevar o meu amigo e tentar penetrar a essência espiritual através dele, que está apresentando tudo isso a mim e também se apresenta desta forma. Eu devo me elevar acima de mim mesmo a um estado onde vou perceber tudo como bondade absoluta, doação absoluta, uma qualidade espiritual absoluta – a despeito do que estou sentindo internamente, apesar do fato de que eu não tenho isso.

E é uma coisa muito boa que essas duas qualidades estejam se manifestando em mim: a minha atitude egoísta para com meu amigo, quando tudo que eu vejo nele não recebe qualquer crítica, e por outro lado, quando eu o trato mediante a fé acima da razão, como representante do Criador, porque nada deve vir de alguém no mundo que possa ser mau ou imperfeito. E se isso existe em mim, então é meu; eu estou olhando para ele com meus próprios olhos.

É por isso que, se eu sou capaz de observar esses dois estados em mim, então eu já fiz certo trabalho espiritual. Nós devemos unir todos os maiores e menores estados críticos com relação uns aos outros, e teremos um vaso comum (Malchut, que está no fundo e consiste apenas de coisas desagradáveis), e ele vai ficando mais brilhante e pior em nós, e seremos capazes de continuar subindo em direção à Keter sobre ele. Então, vamos chegar a essa distância entre eles, tal tensão, que será igual ao estado em que a Luz Circundante for se transformar em Luz Interna e brilhar lá. Então, nós iremos adquirir o primeiro grau espiritual.

O que isso faz? Nós elevamos MAN à Malchut do mundo de Atzilut, que nos conecta juntos, e lá nós estabelecemos a nós mesmos pela primeira vez como recém-nascidos. E uma pessoa não pode nascer sozinha, mas apenas um mínimo de dez pessoas.

Uma Vida E Uma Oração Comum Para Todos

Dr. Michael LaitmanO centro do grupo é o ponto em que nos tornamos livres de todos os fragmentos da quebra e queremos nos concentrar apenas em nossas centelhas, unindo-as. E quanto mais buscamos unir estas centelhas, mais alto subimos na escada espiritual.

Devido a estes esforços, nós revelamos uma nova profundidade do desejo em nós, e uma Luz maior é revelada na união das centelhas. A conexão das centelhas é a “Reshimo de Hitlabshut“, e a profundidade do desejo, acima do qual queremos nos conectar, é a “Reshimo de Aviut “. Assim, nós começamos a nos conectar em nosso primeiro Partzuf espiritual comum, no qual sentiremos uma só alma.

A primeira vez nós sentiremos a nós mesmos na realidade integral, onde estamos todos conectados, e dentro dela sentiremos a vida espiritual: um por todos. Como se diz: “Não há nenhum outro além do Criador”, um por todos: um pensamento, uma Luz, um sistema unificado. Nós sentiremos a nós mesmos vivos dentro de uma força superior.

Então, nós começaremos a reconhecê-la cada vez mais, distinguindo mais recursos nela, atitudes diferentes em relação a nós, relativo ao tamanho do Partzuf. Mas o primeiro ponto, a partir do qual temos que começar, é o ponto da nossa união, chamado de centro do grupo. Ele é composto de dois elementos: o primeiro é a superação do nosso egoísmo, a Reshimo de Aviut, e o segundo é o nosso desejo de se unir por meio de nossas centelhas, o que determina a Reshimo de Hitlabshut.

Se eu acomodá-los corretamente, um em relação ao outro, isso é chamado de fé acima da razão. Tudo se resume a uma realidade, um único estado. A fé é a centelha de conexão, e o conhecimento é a força do desejo egoísta, acima do qual queremos construir nossa conexão.

Não importa se falhamos em alcançar o desejado e em nos conectar no centro do grupo. O principal é o quanto de esforço nós investimos. A quantidade de esforços determina o sucesso.

Nós nunca alcançaremos o sucesso diretamente através de nossas ações, mas só atrairemos a Luz até nós, de modo que o Criador termina este trabalho para nós! Afinal, “um prisioneiro não pode libertar-se da prisão”; tudo acontece devido a ajuda do Alto, através da oração e da resposta a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/12, “Discussão Sobre o Workshop”

De Um Ponto Até O Criador

Dr. Michael LaitmanO Zohar nos fala das maneiras como nos conectamos, as quais criam o vaso de percepção. Através da nossa conexão de diferentes maneiras, nós descobrimos o Criador. O Criador não tem forma nem imagem. Sua forma é a extensão e o modo de nossa conexão. Se nos conectamos, adquirimos o atributo do Criador, a Sua forma.

A princípio, o Criador foi revelado no ponto inicial da criação: Malchut de Ein Sof (Infinito). Não havia conexão lá, mas apenas um ponto, um desejo. Então, esse desejo se desenvolveu sob a influência da Luz e recebeu todos os seus atributos. Mas ele ainda era um, até que a oposição da Luz em todos os seus atributos opostos surgir nele.

Ao nos conectar, nós descobrimos as formas da Luz, as formas do Criador. Portanto, estar conectado também significa que estar aderido ao Criador com o atributo de amor e doação.

A forma como nos relacionamos é a forma do Criador que descobrimos. A intensidade da nossa conexão é o nível em que descobrimos o Criador. O Criador se revela na conexão entre nós.

O desejo permanece o mesmo desejo que foi criado no início, como um desejo específico. A luz quebrou-o em muitos desejos separados. Ao conectá-los nós descobrimos a Luz 620 vezes mais forte em qualidade do que antes: nós descobrimos o pensamento, a mente, o pensamento da criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/12, O Zohar

O Segredo Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nós não devemos esquecer que ele está falando apenas da conexão entre nós nas suas diferentes formas. O Zohar nos explica como podemos subir através desta conexão aos níveis mais altos a cada vez, como podemos fortalecê-la através das “três linhas”, das novas Reshimot (genes informacionais), despertares, iluminações nos níveis de Ibur (concepção), Yenika (nutrição) e Mochin (maturação), e assim por diante.

Isto tudo é para estreitar a nossa conexão, ou seja, conectar o nosso vaso cada vez mais, corrigindo a quebra, e de acordo com a intensidade da conexão descobrir o atributo de doação mútua que reside entre as partes que foram separadas e que agora estão se conectando entre si acima do nosso ego. Isso é chamado de Luz superior que é revelada entre nós.

Se as partes se anulam apenas para se conectar, isso é chamado de Luz de Hassadim, mas se elas também trabalham com o seu ego, a fim de conectar, isso é chamado de Luz de Hochma. Esta é a conexão, e não há nada além disso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 5/21/12, O Zohar

Avanço Através Do Centro Comum Do Círculo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre uma lição e um workshop (seminário, workshop)?

Resposta: O workshop serve como preparação para a lição. Portanto, cada lição também deve ser semelhante a um workshop, uma vez que deve preparar a intenção comum, o desejo de se tornar um, que corresponde ao desejo unificado de uma força. Sem qualquer preparação prévia como esta, não seria o estudo da Torá, mas o estudo de uma sabedoria.

O estudo da Torá simboliza a revelação da inclinação ao mal que precisa ser corrigida. A correção da inclinação ao mal é a conexão com os outros e a realização do amor, a correção da quebra. Assim, cada lição deve se tornar um complemento ao workshop e levar-nos a um nível superior.

Nos workshops, nós aprendemos a nos preparar rapidamente para cada lição. Então, todas as nossas vidas vão se transformar num contínuo workshop. Isso é para que nunca percamos o sentimento de união e constantemente nos conectemos cada vez mais.

Desta forma, vamos examinar todos os detalhes do Kli comum e resolver todos os problemas da vida como um todo, tanto corporais quanto espirituais. Através da nossa atuação desde o centro do grupo, de dentro do nosso sentimento comum, podemos realizar verdadeiros milagres.

O workshop é um esclarecimento da nossa intenção, a conexão, a nossa necessidade de conexão e garantia mútua, a responsabilidade, o compromisso de cada um para com o outro no grupo geral, e a obrigação em relação aos nossos professores, às fontes e o mundo inteiro. Tudo junto determina a nossa responsabilidade e única a obrigação ao Criador.

Através da nossa união num círculo, nós criamos um lugar neste ponto central, através do qual é possível sair das fronteiras materiais. Tudo está nas mãos do grupo.

Assim, o tema em discussão não é tão importante. O principal é como tentamos nos conectar através do assunto. Isso significa que ele é apenas um meio de busca após uma conexão maior.

Todos os mundos, Partzufim, Sefirot e Reshimot são esclarecidos apenas no centro do grupo, onde os degraus da escada espiritual são revelados. No entanto, só agora estamos começando o trabalho desde o início.

Todos esses workshops vão para o nosso arquivo (www.kabbalahmedia.info), de modo que cada pessoa no mundo pode usá-los para participar emocionalmente deste trabalho e avançar. No final, o mundo inteiro vai se tornar um grupo em torno de uma mesa redonda, uma família.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 5/20/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Em Direção Ao Centro Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso verificar que voltei ao centro do grupo durante o workshop?

Resposta: O centro do grupo é o nosso único ponto superior, o desejo superior, o lugar, onde todos os nossos desejos se unem e onde quer que olhemos, vemos a Divindade, a revelação do Criador.

No futuro, nós vamos aprender a verificar isso de uma maneira mais “profissional”, de acordo com as três partes da existência da realidade “mundo-ano-alma”, de acordo com as três linhas. Mas, enquanto não conseguimos manter todos estes discernimentos espirituais, eu verifico que atingi o centro do grupo quando começo a descobrir que há algo fora do meu “eu”.

É como se eu estivesse sob a influência da força que está acima de mim, que me controla, mas apenas de acordo com meu desejo, só se eu a deixar me controlar! Ela não me escraviza como muitas vezes acontece em outros métodos, quando a pessoa é hipnotizada como um “zumbi” sob sua influência e não consegue escapar.

Aqui eu estou constantemente consciente e compreendo plenamente: eu entendo que posso me desconectar desta influência. No entanto, eu sempre escolho ficar sob seu controle. Toda vez que eu escolho uma conexão maior, acrescento discernimentos mais finos a este estado, tanto em sentimento quanto na mente. Isso significa que estou no ponto mais central.

Este ponto central começa a crescer em relação a mim e a esclarecer diferentes discernimentos que estão nele: a minha atitude para com os amigos, para comigo, para com o estudo, para com o professor e para com o mundo inteiro. Eu sinto que todos os meus relacionamentos e minhas conexões com todos estão centrados neste único ponto. Isso significa que eu começo a trabalhar nele em todas as situações da minha vida.

A fim de não me separar deste centro, eu tenho que investir esforços mentais e emocionais na mente e no coração. De acordo com esses esforços, eu vou descobrir o significa a verdadeira mente e coração, porque estes não são comuns atributos corporais, mas sim atributos espirituais especiais.

Todo o meu trabalho é esclarecer até que ponto eu posso aderir ao centro, ao superior, em qualquer situação. Eu sou como um órgão que é devolvido ao seu lugar, que sente que não está simplesmente costurado ao corpo, mas começa a viver nele, a usar seus poderes, e a dar alguma coisa de mim ao participar das ações coletivas. Este já é o sentimento de vida!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão sobre o Workshop”

A Conexão Da Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanPor nossos esforços em ser incluídos no centro do grupo, vamos aprender o que é garantia mútua. Este não é um conceito teórico ou algum estado estático; é um método, um plano, da conexão entre nós. Ele determina absolutamente como nós nos “grudamos” uns nos outros, como engrenagens.

Mas nós devemos sempre permanecer tanto perto quanto separados uns dos outros, porque é este estado que nos permite manter a singularidade de todos e encontrar o que a parte de cada um é na vida em geral. Todos acrescentam e enriquecem os outros por querer aderir-se a todos, apesar do sentimento de separação.

É como um organismo vivo em que cada órgão mantém a sua singularidade e não se anula frente aos outros órgãos, esquecendo o trabalho especial que lhe foi confiado. Pelo contrário, ele executa o seu trabalho fielmente, usando todos os seus atributos especiais e discernimentos, e por eles expressando sua singularidade com os  outros.

Um é verde, outro é amarelo e um terceiro é azul, todo mundo mantém a sua cor, mas todos nós contribuímos com as nossas cores para uma imagem maravilhosa. Portanto, a garantia mútua e o conceito de conexão em si são revelados apenas no centro, onde se aprende a combinar as duas extremidades: liberdade pessoal e nossa dependência coletiva.

Nós começamos a respeitar a nossa separação e entender por que o Criador nos criou com uma inclinação ao mal. Nós vemos como Ele nos ajuda permanecendo no caminho de nossa conexão. O ego não é menos importante do que a força da conexão, permanecendo também diante dela. Somente pela diferença entre os dois, por um lado o sentimento da minha oposição, e por outro lado a igualdade, eu posso adquirir a compreensão, o reconhecimento e a mente.

Eu permaneço separado e ainda aderido ao centro. Graças a isso, todo o espaço infinito entre a separação e a adesão, toda a distância entre o ponto deste mundo e o mundo de Ein Sof, se torna o lugar para a revelação da essência do Criador. Caso contrário, eu nunca seria capaz de alcançá-Lo. Eu permaneceria como um ponto que se perdeu e se misturou à Luz.

Portanto, nosso principal trabalho contínuo é esclarecer o centro do grupo, a fim de encontrar o nosso lugar e descobrir de forma mais clara este conceito, até chegar ao Gmar Tikkun (fim da correção). No caminho nós atingimos os mundos, Partzufim e Sefirot superiores, porque todos eles simbolizam o nosso relacionamento.

Tudo o que a sabedoria da Cabalá fala, todo o caminho, desde o ponto de união que existe graças à força superior até o ponto de união que foi criado pelos nossos esforços, é a revelação de diferentes formas de conexão entre nós, chamado de mundos, Partzufim e Sefirot.

Mas quando nós esclarecemos os sistemas de conexões entre nós, descobrimos que eles realmente determinam as condições para se assemelhar à Luz superior. Portanto, a nossa conexão é cada vez mais adaptada à Luz superior e, consequentemente, a Luz se revela nessa conexão como a força da vitalidade, a força da realização e compreensão. Este sentimento de vida se torna mais forte até que todas as conexões entre nós sejam corrigidas e, em seguida, a Luz, a força da vida, se revela em sua plenitude.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/12, “Discussão sobre o Workshop”