Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Como Podemos Unir As Orações De Todas As Dezenas?

947Pergunta: Nosso desafio diário é construir uma oração nas dezenas. Como podemos esclarecer corretamente a oração em conjunto? Outro desafio é uni-la às orações de todas as dezenas.

Resposta: Isso é realmente um desafio. Mas a questão é que precisamos tentar nos sentir mais, perceber o quanto somos incapazes de nos unir.

Somente na unidade dos corações sentiremos imediatamente o Criador entre nós. A força que nos unirá é o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 07/08/25, “Subjugando o Coração”

Aproxime Os Amigos Do Criador

938.04Pergunta: Às vezes, sinto o desejo de um amigo com mais intensidade do que o meu, e isso me causa sentimentos desagradáveis. Provavelmente, isso me impede de me conectar com o desejo do Criador. Como posso direcionar isso a Ele?

Resposta: Você deve se importar com seus amigos, estar neles e uni-los em um desejo voltado ao Criador, para se elevar em prol do Criador.

É assim que você pode afetar seus amigos e aproximá-los do Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/25, “Correção do Coração”

A Cadeia Que Leva Ao Criador

938.02Não podemos realizar nenhuma ação diretamente relacionada ao Criador. Todas elas devem passar apenas pelo grupo, no centro do qual revelaremos esta essência chamada Criador.

O Criador não existe separadamente, por Si mesmo. Somente se eu reunir o grupo, desejando uni-lo, e ele se transformar em um todo único — ali, dentro dessa unidade, começo a descobrir o Criador por mim mesmo. Não posso encontrá-Lo de outra forma.

Há uma cadeia muito clara que leva ao Criador: amor pelos amigos → admiração → fé → amor pelo Criador. Só assim podemos alcançá-Lo, caso contrário, erraremos.

O conceito de “Criador” é uma força única, unificada e atingível dentro da unidade do grupo. Se eu puder direcionar todos os meus desejos e intenções para a unificação, serei capaz de imaginar este conceito único, que é o Criador.

Antes que eu possa imaginar, o Criador não existe. Não há Criador sem criação. Todo o trabalho realizado no grupo visa esclarecer o conceito do Criador. Isso não significa que praticamos aqui, mas revelamos o Criador em outro lugar.

É no nosso trabalho em grupo, ao concentrar todos os nossos esforços no conceito de unidade, na união do grupo, de todos os amigos, de todos os desejos e intenções, de todas as inclinações boas e más em um único todo, no topo da linha média, que revelamos o Criador.

Quando me incluo em um amigo, fico imbuído de suas propriedades, desejos e objetivos. Mas não consigo fazer isso sozinho; apenas me esforço, e a luz superior nos liga a um sistema de dez Sefirot, a um Partzuf espiritual, a um vaso da alma. Nesse vaso (Kli), começamos a sentir todos os tipos de fenômenos. Sob a influência da luz, criamos uma restrição, uma tela, luz refletida e acoplamento de golpe (Zivug de Hakaa) com a luz.

Mesmo que não queiramos nos conectar e agir pela força, já estamos despertando a luz. O principal é que essa luz não venha de cima sem ser convidada, empurrando-nos uns para os outros com uma força negativa, mas que nós mesmos peçamos por seu despertar, buscando o centro do grupo.

Com nossos esforços para nos unirmos, despertamos a luz que retorna à fonte, que, agindo através do centro do grupo, nos atrai para o centro com sua força centrípeta. Devemos deixar nosso ego para trás, onde ele está agora, e lutar com nossos corações em direção ao centro do grupo.

Da Lição Diária de Cabalá de 17/01/19, Escritos do Rabash, “Amor de Amigos – 2”

Um Lar Para O Recém-nascido

530Se você observar todos os desejos criados, uma pessoa é apenas um ponto único. Tudo depende de quanto ela consegue se conectar com os outros, seja com desejos individuais ou com um grupo. Se ela anseia por se unir aos outros, isso significa que está cavando o chão para a fundação de um edifício. Afinal, ela não cava dentro de si mesma; não há nada para cavar ali, ela é apenas um ponto.

Seu corpo permanece do lado de fora e não tem nada a ver com isso; é um corpo animal. E o ponto é o humano, o início da alma. O quanto ela consegue se conectar com os outros depende de quão fundo ela está cavando. Ela recebe desejos deles, materiais, e então vê quão capaz ou incapaz é de aceitá-los, e a partir dos desejos que consegue acolher, ela constrói a estrutura de sua alma com a ajuda da luz.

Cada um de nós não tem mais do que um único ponto. Tento me conectar com os outros e descubro o quão oposto sou à conexão. Mas estou disposto a suportar isso, anulo-me em relação aos desejos dos amigos com quem quero me unir, percebendo-os como uma mãe, como um útero, que é o que o grupo realmente é.

Anulo-me diante dele e recebo todo esse material de desejo que me uniu. Uno-me a esse lugar formado e ganho “volume”. Mas, ao fazê-lo, supero minha resistência e, portanto, ao me anular, peço correção. Então surge a luz superior circundante que retorna à fonte e atualiza nossa conexão — entre mim e o grupo.

Esta é minha primeira conexão com o grupo no nível zero de Aviut (Aviut Shoresh), no qual sinto a luz de Nefesh. E agora sou chamado de “embrião espiritual” (Ubar). Alcancei meu primeiro grau espiritual!

Então, meu egoísmo em relação a eles cresce, e de repente sinto um grande peso no coração — o primeiro nível (Aviut Alef). Nesse nível, eu já tinha meu “espaço vital”, o lugar onde me unia ao grupo como um só. Mas em relação aos outros, ainda não. Agora, quero abranger uma área ainda maior por meio da minha conexão; isso será chamado de “o próximo” para mim. Considero-o minha mãe, meu grupo, e trabalho para me tornar uma parte inseparável dele.

E novamente: estudo, a luz que reforma, autoanulação e assim por diante, até que eu adquira todo esse desejo compartilhado, além do que eu tinha, e toda essa área se torne minha, nível “1”, Ruach.

E assim, continuo. Ou seja, aprofundo-me cada vez mais no grupo, penetro-o e tomo seu desejo “material”. Não tenho nada de meu, exceto o ponto e o corpo animal que deseja apenas prazeres materiais. Com este único ponto negro, entro na espiritualidade, e o restante do vaso da minha alma é construído com o material dos outros.

Por isso, diz-se: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, ou seja, conecte os outros a si mesmo. Esta é a regra espiritual fundamental, a principal ferramenta (vaso comum) para revelar a luz dentro de você. É por isso que todo o trabalho acontece no grupo e depende de quão profundamente conseguimos nos aprofundar nele, anular nosso corpo animal que permanece, entrar no grupo e adquirir seus desejos, intenções, pensamentos, forças e a importância do objetivo. Tudo isso está lá, juntamente com a luz superior e o Criador. E é precisamente no lugar da penetração no grupo que construímos a estrutura de nossa alma.

Da Lição Diária de Cabalá de 13/05/11, Escritos do Rabash, “Qual é o Fundamento sobre o Qual a Kedushá [Santidade] É Construída?”

Diante Dos Portões Das Lágrimas

232.06Nossos sábios disseram (Berachot 59): “Rabi Elazar disse: ‘Desde o dia da ruína do Templo, os portões da oração estão trancados. Embora os portões da oração estejam trancados, os portões das lágrimas não estão trancados’” (Rabash, Artigo 3, “Qual é a Diferença entre o Portão das Lágrimas e o Restante dos Portões?”).

Nós nos esforçamos para unir. Realizamos dias de unidade e outros eventos que simbolizam a verdadeira conexão. A unidade com o Criador é alcançada através da unidade entre os seres criados, por meio de um Kli comum que corrigimos ao nos unirmos uns aos outros.

Para fazer isso, é necessário organizar corretamente todos os componentes para que a pessoa contemple as condições para alcançar a unidade com o Criador e, assim, possa definir claramente essas condições.

Ao refletirem sobre essas condições, eles começam a se autoavaliar: sinto necessidade de união com o Criador? Desejo genuinamente me unir aos meus amigos? Estou disposto a me curvar diante deles e aceitá-los como os maiores da geração?

Claro, isso se refere à conexão espiritual e não à conexão corpórea dos amigos. Embora o Baal HaSulam escreva que pode ser útil rebaixar-se externamente diante dos amigos, ainda não estamos prontos para isso, e fazê-lo prematuramente pode trazer artificialidade, confusão e danos aos nossos relacionamentos internos.

Partindo do objetivo final — a adesão ao Criador —, a pessoa desvenda as etapas do caminho e avalia os meios. Então, ela percebe o quanto a meta lhe é necessária e se ela a conduz ao portão das lágrimas.

O portão das lágrimas significa que a pessoa realmente deseja se unir aos seus amigos, mas é incapaz de fazê-lo.

Nesse caso, não há sentido em continuar buscando o caminho para a unidade com o Criador, pois não se pode sequer cumprir a primeira condição. De pé nos portões das lágrimas, resta apenas buscar a tristeza em relação ao objetivo desejado para chegar a um ponto em que se possa verdadeiramente chorar.

Isso depende inteiramente do trabalho mútuo em grupo: o quanto a pessoa absorve o anseio espiritual do ambiente e reconhece que não há nada mais importante do que isso. É preciso sentir um fogo interno ardente por ainda não ter alcançado o objetivo e ser dilacerado pela intensidade do desejo e da dor.

Somente o ambiente pode levar uma pessoa a tal estado. Então, seu clamor certamente será atendido, levando à união com os amigos, a um grande desejo compartilhado no qual a força superior se revela.

Tudo depende dessa necessidade interior, do anseio, da elevação do MAN, do sentimento de deficiência pela unidade, pela correção do estado quebrado. No fim, tudo se resume a isso.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/12/10, Escritos do Rabash: “Qual é a Diferença entre o Portão das Lágrimas e o Restante dos Portões?”

Pisando Em Nosso Egoísmo 125 Vezes

528.04Para nos assemelharmos à estrutura do vaso infinito (desejo), no qual existimos como uma só alma no mundo do Infinito, cada um de nós deve anular seu ego, o “eu” egoísta, através de 125 degraus. À medida que descemos do mundo do Infinito, nosso “eu” cresceu até chegar a este mundo, onde cada um se tornou um pontinho minúsculo. Mas, à medida que começamos a ascender de volta, nosso ego continua a crescer até se tornar imenso, e a cada vez devemos transformá-lo em doação.

Portanto, o trabalho contra a inclinação ao mal é contínuo e só pode ser feito por meio do esforço mútuo. Cada degrau da escada é uma forma específica de conexão entre as partes da alma quebrada que desejam se unir, apesar do egoísmo.

É impossível progredir sem o anseio por uma conexão mútua, na qual cada um investe o máximo de suas capacidades e até mais. Cada um deve realizar seu próprio cálculo interno e fazer tudo o que estiver ao seu alcance.

Tudo deve ser reunido: o desejo, o esforço, a importância que atribuem ao seu estado, ao ambiente, à grandeza da doação e ao Criador. Juntamente com o sentimento de inferioridade e oposição a tudo isso, a sensação de vazio e, simultaneamente, a expectativa de realização dentro do desejo coletivo, se a conexão for alcançada.

Esta é a essência do trabalho: unir tudo isso dentro de si e, internamente, sem palavras, desejar passar isso para outro para fortalecê-lo, para que tudo isso também aconteça nele, e ele sinta que deve inspirar os outros com a grandeza da meta.

Por outro lado, somos amigos, e eu não sou maior que os outros; pelo contrário, sou menor e quero receber apoio e ajuda deles. Pois sem o apoio de um amigo, não consigo dar nem o menor passo.

Nesses esclarecimentos, trabalho interno e análise intermináveis e contínuos, a pessoa discerne todos os detalhes de sua conexão com o grupo, acima de toda rejeição, separação e perturbações que recebe. Todas as ações devem partir da própria pessoa, de seu anseio e inspiração e, claro, com o apoio do grupo. Mas ela deve compreender que todas as perturbações vêm de cima, daquele Kli perfeito e infinito que todos estamos destinados a alcançar.

Este vaso infinito é a nossa meta, onde o princípio é realizado: “Israel, a Torá e o Criador são um”. É assim que devemos sempre imaginar o nosso progresso.

Somente se a pessoa constantemente visualizar esse estado perfeito e ilimitado, onde Israel (aquele que aspira direto ao Criador), a Torá (a luz que reforma) e o Criador se fundem em um único todo, então estará no caminho correto.

A luz que criou o desejo e o preenche também o destruiu, e é a luz que o corrige. E, da parte da pessoa, há apenas uma ação: pedir correção. Ao fazê-lo, ela expressa toda a sua capacidade, todo o seu ato, todo o seu desejo de deleitar o anfitrião, o Criador. Afinal, o objetivo final é trazer contentamento ao Criador, como se diz: “Do amor dos amigos ao amor do Criador”.

Portanto, todos os esclarecimentos em todos os níveis finalmente se fundem em uma conclusão: a pessoa, o grupo e a luz que reforma todos se unem para trazer contentamento ao Criador e alcançar a mesma forma que Malchut do mundo do Infinito.

Da Lição Diária de Cabalá de 20/07/11, Escritos do Rabash “De Acordo Com O Que É Explicado A Respeito De ‘Ama Teu Amigo Como A Ti Mesmo’”

O Grau De Importância

231.01Está escrito: “O Senhor é alto e os humildes verão”, que somente os humildes podem ver a exaltação. As letras “Yakar” [precioso] são as letras de “Yakir” [conhecerá]. Isso significa que se conhece a exaltação de algo na medida em que isso lhe é precioso.

A pessoa é impressionada de acordo com a importância da coisa. A impressão traz uma sensação no coração, e de acordo com a medida em que reconhece a importância, nessa medida, a alegria nasce nela  (Baal HaSulam, Shamati 26, “O Futuro de Alguém Depende e Está Ligado à Gratidão pelo Passado”).

Tudo depende do grau de importância, que depende do ambiente. Se as pessoas falam sobre espiritualidade em todos os lugares, sou incendiado pelo desejo e começo a apreciá-la, mesmo sem ter ideia do que seja. Então, tenho o combustível, a força, para seguir o caminho e adquirir algo efêmero, o assunto da conversa de todos, que escapa ao meu campo de visão. Isso não é um problema; estou pronto para seguir os outros de olhos fechados.

É assim que a sociedade me “hipnotiza” e me empurra para a frente. Em nosso mundo, ela acaba me levando a comprar coisas sem sentido das quais não tenho a mínima necessidade. Mas em grupo, ela me empurra em direção a um objetivo espiritual, que eu revelo gradualmente até que ele se manifeste por completo. Todo esse caminho, todos os degraus da escada espiritual, são conquistados apenas porque estou imbuído da importância do objetivo a partir do ambiente.

Portanto, se a pessoa conhece sua pequenez, que não é mais privilegiada do que seus contemporâneos, ou seja, vê que há muitas pessoas no mundo às quais não foi dada a força para fazer o trabalho sagrado, mesmo da maneira mais simples, mesmo sem a intenção e em Lo Lishma [não por Sua causa], mesmo em Lo Lishma de Lo Lishma, e mesmo em preparação para a preparação das vestimentas de Kedushá [santidade], enquanto lhe foi transmitido o desejo e o pensamento de, pelo menos ocasionalmente, fazer o trabalho sagrado, mesmo da maneira mais simples possível, se ela puder apreciar a importância disso, de acordo com a importância que se atribui ao trabalho sagrado, nessa medida ela deve louvar e agradecer por isso.

Isso ocorre porque é verdade que não conseguimos apreciar a importância de sermos capazes de, às vezes, observar as Mitzvot [mandamentos] do Criador, mesmo sem qualquer intenção. Nesse estado, a pessoa sente euforia e alegria no coração.

O louvor e a gratidão que se demonstram expandem os sentimentos, e a pessoa se exalta com cada ponto da obra sagrada, sabe de Quem é serva e, assim, eleva-se cada vez mais alto. Este é o significado do que está escrito: “Agradeço-Te pela graça que me concedeste”, referindo-se ao passado, e por meio disso ela pode dizer com confiança, e de fato ela diz: “e que estás destinado a fazer comigo” (Baal HaSulam, Shamati 26, “O Futuro da Pessoa Depende e Está Ligado à Gratidão pelo Passado”).

Não há ninguém digno de vir ao Criador. Além disso, ninguém merece vir ao Criador antes dos outros. Que tipo de mérito pode haver?

Portanto, se uma pessoa está pelo menos envolvida no processo, é atraída pela espiritualidade, embora, na verdade, o Criador a esteja atraindo para Si, deve ser grata por isso, devendo-se dar-lhe grande importância e sentido. Devido ao grau de importância e sensibilidade que a pessoa cultivou em si mesma, ela sente como o Criador a atrai para um relacionamento mútuo. Acontece que o Criador está por trás de toda a sua história, por trás de todos os crimes e erros pelos quais Ele deliberadamente guia a pessoa até os dias atuais. Então, a pessoa começa a adquirir um sexto sentido: a sensação do Criador. Isso ocorre apenas na medida da importância que ela tem.

Por que a fórmula é tão simples? Por que precisamos apenas dar importância à espiritualidade para evocar uma resposta do Criador?

Na verdade, essa consciência da importância abrange tudo. Por ela, devo curvar a cabeça, como se diz: “O Senhor é alto, e os humildes verão”. Eu O elevo aos meus olhos, isto é, à propriedade de dar, e me rebaixo, isto é, à propriedade de receber.

Para isso, tiro força do ambiente, o que significa que preciso me juntar a ele como um pequeno grupo. Afinal, é o pequeno que pode aprender com o grande, porque ele realmente o percebe como tal. É por isso que me junto a um grupo e, ao fazê-lo, já desenvolvo a qualidade da doação, do amor ao próximo e da unidade.

Ao mesmo tempo, também preciso estudar as ações do Criador: como Ele criou toda a realidade. Além disso, preciso espalhar esta mensagem para os outros. Afinal, eu O honro e, portanto, descubro o que Ele deseja. Ele quer se revelar a todos, doar aos outros, e é nesse sentido que ajo.

Acontece que o mero conceito da importância do Criador é suficiente para adicionar a esta ação tudo o que é necessário, tudo o que existe em mim, no vaso e antes da luz.

Da Lição Diária de Cabalá de 24/02/12, Escritos de Baal HaSulam, “O Futuro Da Pessoa Depende E Está Vinculado À Gratidão Pelo Passado”

A Correção Está Se Aproximando Cada Vez Mais

530Está escrito que “A Torá, o Criador e Israel são um” (Baal HaSulam, Shamati 78); todos esses três componentes devem estar unidos. Baal HaSulam explica que Israel é uma pessoa que deseja retornar à sua raiz como unida, em equivalência, isto é, em amor mútuo com o Criador.

A Torá são os estágios pelos quais ela passa em preparação para a necessidade de se unir em grupo, um desejo comum, um pedido. Então, a luz surge, que se manifesta em um vaso soldado.

Mas, no que diz respeito a um vaso quebrado que deseja se unir, essa luz é chamada de luz circundante que retorna à fonte. Ela corrige os desejos o máximo possível, no nível em que os amigos estão, ou seja, no nível da nossa conexão. Então, sua ação é chamada de cumprimento dos 613 mandamentos, a correção dos desejos.

Eles realizam essas correções em todas as oportunidades disponíveis, quando a luz os desperta para o próximo estado. A luz vem do infinito até o nível deles e os eleva um pouco mais a cada vez. Se agirem dessa forma, alcançarão finalmente o estado final, o objetivo da criação.

Mas não há nada aqui além do cumprimento da lei de amar o próximo como a si mesmo. Em cada estágio, quando pedimos a luz que reforma, a luz que retorna à fonte, ela vem (isto é, desperta dentro de nós), nos corrige e nos une. Isso se chama Torá — suas 613 luzes que corrigem 613 desejos egoístas, convertendo-os em doação.

Depois, a revelação do Criador é revestida neles; é a luz geral que é revelada na luz de Hassadim, na luz da doação.

Ou seja, todo o nosso trabalho consiste: por um lado, em anular-nos, por outro, no nosso crescimento, para podermos influenciar os outros, e na conexão entre nós realizada pela luz que retorna à fonte.

Ela já está entre nós; só precisamos revelá-la! Afinal, não sentimos a força da correção, mas apenas a nós mesmos, quando nos corrigimos um pouco mais.

Tornar-se mais corrigido significa aproximar-se interiormente uns dos outros e conectar-se, internamente, não externamente! Devido a essa proximidade interior, começamos a sentir o que significa conexão, a força da doação.

Ao conhecer a força da doação, alcançamos o Criador e começamos a compreender o propósito da criação, seu programa, sua razão de ser e todo o processo pelo qual passamos para revelar as ações do Criador. Em revelar as ações do Criador às criaturas reside o prazer que podemos Lhe proporcionar, para que todas as criaturas O reconheçam como um doador e portador da bondade.

Para aqueles que querem avançar e consideram isso o objetivo principal, nada funcionará, exceto imaginar um estado corrigido e sempre tentar se aproximar dele.

Da Lição Diária de Cabalá de 20/07/11, Escritos do Rabash, “De Acordo Com O Que É Explicado A Respeito De ‘Ame O Seu Amigo Como A Si Mesmo’”

Um Teste De Devoção À Espiritualidade

938.04…só há um conselho, então: apegar-se ao seu mestre e aos livros. Isso se chama “Da boca dos livros e da boca dos autores”. Somente apegando-se a eles ele poderá mudar sua mente e sua vontade para melhor. No entanto, argumentos espirituosos não o ajudarão a mudar de ideia…

Em outras palavras, todos os conceitos sobre os quais ele constrói seu edifício, dizendo que se deve sempre seguir o caminho do Criador, são fundados em Dvekut com seu mestre. Assim, se ele perder o fundamento, todos os conceitos serão impotentes, pois agora carecerão do fundamento. (Baal HaSulam, Shamati 25, “Coisas que vêm do Coração”)

Quando, depois de muitas dificuldades, buscas pelo sentido da vida ou tentativas de suprimir o questionamento interno com antidepressivos, um caminho finalmente é revelado a uma pessoa, e ela é levada a um grupo Cabalístico e a um professor, ela enfrenta a tarefa de mudar a maneira como vê a si mesma e ao mundo, transformando sua percepção.

Para isso, ela deve seguir o conselho dos Cabalistas: “Faça para si um Rav e compre para si um amigo”. Em outras palavras, ela deve se apegar a algo externo a si mesma. Se ela substituir seu próprio desejo pelo desejo de outro — do professor, do grupo, dos amigos, daqueles próximos a ela em espírito —, ela adquire um vaso espiritual por meio disso.

Ela então passa de uma abordagem egoísta, na qual não percebe nada além deste chamado mundo, para uma percepção através do grupo, na qual começa a sentir o mundo espiritual.

Aqui, a unidade com o professor é de grande importância, pois alguém deve trazer a pessoa para o grupo onde ela adquirirá seu vaso espiritual. Assim como na vida, há anos de infância antes de crescermos, e durante esse tempo somos guiados e apoiados pelos pais, pela sociedade e por todo um sistema.

Quando a pessoa amadurece e entra na vida, ela encontra seu lugar neste sistema e pode existir independentemente. Mas primeiro, alguém precisa dar à luz a ela, guiá-la pela infância e ajudá-la a se manter de pé. Esse guia, esse educador, é o professor — ou, como é chamado na Cabalá, Rav (o grande). Este é um conceito espiritual e não um corpo físico.

Rav é a parte superior do sistema geral, que cuida dos alunos assim como os Partzufim espirituais Aba Ve-Ima cuidam de ZON para elevá-los. Por que nos é dada a sensação dessa parte superior do sistema na forma de uma pessoa física vivendo em nosso mundo? Para que possamos ser despertados de alguma forma por meio dos eventos desta vida material e sentir que temos apoio.

A medida do avanço espiritual de uma pessoa é o quão rigorosamente ela segue os conselhos do professor em relação às ações espirituais, o quanto ela age com fé acima da razão, isto é, substituindo sua própria opinião pela do professor, seus próprios valores pelos valores do superior. Ao longo desse caminho, há muitos altos e baixos: do amor pelo professor ao ódio por ele, muitas dúvidas, questionamentos e esclarecimentos.

Uma pessoa passa por muitos estados e precisa experimentá-los todos. Mas a chave é acelerar o processo e perceber que lhe foi dada a oportunidade de se elevar acima de si mesma e se apegar ao superior, mesmo de forma material: por meio de uma pessoa física, por meio dos desejos, pensamentos, ensinamentos, ajuda e submissão dessa pessoa aos seus conselhos, que muitas vezes são contrários à própria opinião, aos seus cálculos e à sua lógica pragmática.

Por fim, ela percebe que não poderá passar no exame de devoção e união com a espiritualidade se não for primeiro aprovada em relação ao seu professor.

Como Baal HaSulam diz em seu ‘Discurso para a Conclusão do Zohar’:

Servir o próprio professor de corpo e alma conduz à unidade com ele — isto é, à equivalência de forma. Dessa forma, o aluno recebe os pensamentos e o conhecimento do professor ‘boca a boca’, através da fusão de almas. Com isso, ele alcança a grandeza do Criador a tal ponto que a doação se transforma em recepção, transformando-se na energia suficiente para dedicar toda a sua alma e ser à busca da adesão com o Criador.

Assim, a fusão com o professor é um meio para o avanço espiritual. Por meio dela, transita-se do aprendizado “boca a ouvido” para a transmissão espiritual de informações “boca a boca”, por meio de um canal interno que surge entre o aluno, o professor e o sistema superior.

É claro que isso é apenas um meio para alcançar a adesão ao Criador. Assim como pai e mãe são os meios pelos quais uma pessoa nasce, cresce e se torna pronta para a vida independente, também esses sistemas — o professor, o grupo e os livros — são absolutamente essenciais. Não se pode prescindir deles.

Da Lição Diária de Cabalá de 01/03/13, Escritos do Baal HaSulam, “Coisas que Vêm do Coração”

A Singularidade Da Implementação Do Método Do Ari

942Pergunta: O que há de especial na nossa implementação do método do ARI?

Resposta: O que há de especial é que dentro da conexão entre nós, nós nos esforçamos para revelar a força chamada o ARI, a força que nos conecta e nos forma em um todo unificado.

Ao fazer isso, recebemos do Criador o que somos capazes de receber: um novo estado corrigido, um novo desejo.

A luz que atraímos revela nossas almas em um único movimento em direção ao Criador, e sentimos o Criador como um único todo brilhante acima de nós.

Da Lição Diária de Cabalá de 29/07/25, “Dia em Memória do ARI”