Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Estado De Israel Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você já teve a sensação de que não temos tempo para conseguir fazer alguma coisa?

Resposta: A sensação de que “não temos tempo” não é relevante para mim. Eu já sou uma pessoa idosa que sabe quanto tempo me resta. Eu simplesmente quero ver uma organização claramente reunida que esteja conectada às massas e ao Criador, e que começa a trabalhar a sério. Esta é uma organização chamada de “Estado de Israel”.

Neste caso, o estado de Israel não é um conceito geográfico. É composto por diferentes blocos funcionais interconectados, parte dos quais opera a fim de se sustentar, tanto física quanto espiritualmente.

A parte que está conectada ao Criador chama-se Cohanim (Cohens – sacerdotes). A parte que fornece a base ideológica chama-se Levitas. A parte que fornece a base material é o povo. Juntos, todos estão unidos para se conectar com todo o mundo lá fora, e eles têm muitas conexões com as massas, com todos os países e com toda a humanidade. Isto é como tudo funciona.

Se eu pudesse ao menos ver um protótipo de tal organização, eu poderia não estar mais com tanta pressa. Embora isso já esteja se aproximando, não é suficiente; não há nenhum contato claro com o público em geral. Ainda não há contato com o Criador,

O contato com o inferior e o contato com o superior são mutuamente dependentes e nós estamos no meio. Quanto mais conseguirmos abordar o público em geral com sucesso, mais precisaremos corretamente do Criador, e, assim, receber ajuda do Alto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/08/13

Concordar Em Se Tornar O Barro Nas Mãos Do Mestre

Dr. Michael LaitmanIntegrar-se nos outros e quebrar a enorme resistência na entrada só é possível graças à anulação pessoal. Então, eu posso me esgueirar no sistema como um vírus, e ele não vai me sentir. É tão difícil se defender dos vírus, porque eles sabem como se tornar invisíveis aos sistemas de defesa do corpo.

Na medida em que cada um de nós sentir e representar o grupo como um zero completo, mais será capaz de ser incluído nele. Você deve se anular ao máximo e assim você atinge uma maior integração do que outros. É nisso que devemos competir um com o outro: quem consegue se anular mais. Todos devem se esforçar nisso e despertar os outros.

O grupo vai se tornar mais conectado na medida em que cada amigo se anular perante os outros. Quando essa inclusão mútua atingir o grau mínimo, ela vai se transformar num todo e sentir imediatamente nossa primeira conexão com o Criador. Já que nós anulamos a nossa própria forma egoísta e estamos prontos para nos tornar o barro nas mãos do Mestre, a forma do Criador se manifestará em nós.

Assim, mais egoísmo é adicionado e nós temos que nos anular novamente a fim de sermos incluídos no outro. Assim, nós trabalhamos até que nos fundimos num todo que não tem forma e está pronto para qualquer coisa, ou seja, concorda em se tornar o barro nas mãos do Mestre. Então, mais uma vez nós obtemos a forma do Criador: mais precisamente e explicitamente, e vamos conhecê-Lo ainda mais.

O Criador vai começar a nos dominar e nos preencher com Suas propriedades multifacetadas, vestindo-se em todos os nossos pensamentos, desejos, e dando-lhes Sua forma. Assim, pela primeira vez, nós atingimos um estado tal que apenas a forma do Superior estará presente na nossa matéria.

No entanto, no caminho para esse estado, algumas partes são capazes de concordar com ele, enquanto outras não conseguem concordar, e é por isso que estão contraídas e separadas dos outros. Assim ocorre o nosso progresso: o principal é a inclusão mútua, e isso só acontece devido à anulação pessoal em relação àqueles com quem você deseja ser incluído.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 21/01/14

Aprender Sobre A Luz A Partir Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o nosso caminho para atingir o bem, o belo, passa pela descoberta do mal da nossa natureza? Além disso, num primeiro momento, nós sequer percebemos que este mal está em nós, mas sim o vemos nos outros, até transformá-lo em nosso próprio no final.

Todos os defeitos que vemos nos outros são o resultado de minhas próprias falhas. Se eu vejo características ruins nos outros, isso indica que este mal sempre esteve em mim e agora é revelado a mim. Eu tenho que transferir a culpa em minha direção, ou seja, perceber que esta é a minha deficiência pessoal e corrigi-la dentro de mim. Mas, por que o Criador revela o mal para mim dessa forma?

Resposta: Se eu me preparo através do ambiente, do estudo, do professor, das fontes, para o fato de que “não há outro além Dele”, então todas as deficiências e o mal que eu vejo nos outros eu posso atribuir imediatamente a mim mesmo. Por isso se diz: “Todos julgam de acordo com suas próprias falhas”. Portanto, eu serei capaz de me alegrar com todos os “ímpios que são revelados em mim”. Se eles são revelados, este é um sinal de que estou pronto para corrigi-los e transformá-los em boas características através da conexão com os amigos e da “Oração Coletiva”.

É assim que eu vou ser feliz com todo o mal que é descoberto nos outros e em mim. Eu não “me devoro” sobre quaisquer eventos ou erros que fiz no passado ou no presente, mas sim entenderei de imediato que isso é revelado para corrigir o mal.

Tudo depende da conexão entre nós que possibilita realizar com que todos mantenham a preparação e a intenção corretas, no estado correto, para que eu possa estar imediatamente pronto para aceitar todo o mal que é descoberto na forma correta. Segue-se que todos os distúrbios, as descobertas do mal em mim ou nos outros, os erros que são feitos e o esclarecimento da quebra, são meios para o avanço.

Os erros não são culpa minha, mas sim foram enviados para mim com a intenção de me ajudar a avançar. O Criador criou todo o mal, a inclinação ao mal. E eu só preciso descobri-la, aprender com ela, para exigir a correção e ver como o Criador a corrige. Com todas essas formas opostas do mal antes da minha correção e com o bem após a correção, essas lacunas, eu aprendo sobre a Luz desde dentro da Escuridão.

Tudo depende do grau em que nos preparamos para aceitar todas as descobertas dos “males” de uma forma boa e correta. É necessário apenas nunca se esquecer que tudo vem do Criador e apenas para nos ajudar a chegar a uma sensação de que “não há outro além Dele”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/01/14, Workshop

Um Golpe Arrebatador No Coração De Pedra

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 19, “O que significa ‘O Criador Odeia os Corpos, no Trabalho’”: A pessoa deve especialmente tentar ter um forte anseio de obter o desejo de doar e superar o desejo de receber. O significado de um forte desejo é que um forte desejo é medido pela proliferação dos descansos e paradas intermediários, ou seja, as cessações entre cada superação.

Às vezes, a pessoa recebe uma cessação no meio, o que significa uma descida. Esta descida pode ser uma cessação de um minuto, uma hora, um dia ou um mês. Depois, ela retoma a obra de superar o desejo de receber, e as tentativas de alcançar o desejo de doar. Um desejo forte significa que a cessação não lhe toma muito tempo, e ela é imediatamente despertada para o trabalho.

É como uma pessoa que quer quebrar uma pedra grande. Ela pega um grande martelo e martela muitas vezes durante todo o dia, mas as marteladas são fracas. Em outras palavras, ela não martela a rocha com equilíbrio, mas baixa o grande martelo lentamente. Depois disso, ela se queixa que este trabalho de quebrar a rocha não é para ela, que deve ter um herói para ter a capacidade de quebrar essa pedra grande. Ela diz que não nasceu com esses grandes poderes para ter a capacidade de quebrar a rocha.

No entanto, a pessoa que levanta este grande martelo e bate na rocha com grande equilíbrio, não lentamente, mas com grande esforço, a rocha imediatamente se rende a ela e quebra. Este é o significado de “como um martelo que esmiúça a rocha em pedaços”.

É assim que testamos e avaliamos o nosso progresso: observando se as cessações (interrupções) e os intervalos entre os estados, o sobe e desce que nós atravessamos, encurtam, vendo a pressão e o poder que estamos aplicando para o nosso avanço se tornando cada vez mais fortes. Nós vemos se realmente saltamos de um estado para outro com uma energia progressiva, desejo, persistência, e isso é uma necessidade.

Este é o critério que deve ser utilizado para verificar: quanto tempo durante o dia nós perdemos em pensamentos e ações não diretamente conectados à meta da criação, os quais nós criamos sem ligá-los ao Criador.

Isso nunca deveria acontecer, porque tudo é controlado e vem de uma única fonte e retorna de volta a ela. Nós estamos apenas no meio, somos intermediários que conectam ou desconectam a ligação entre os dois pontos: o início da ação que emana do Criador e o resultado da ação que nos leva de volta para Ele.

É essencial perceber que nós estamos posicionados no meio. Assim, nós devemos sempre servir como um canal de conexão através de toda a criação, que é realizada em nós. Só nós temos esta área especial que está livre do Criador. Se tentarmos nos satisfazer com Sua presença, na medida em que Ele se torna a razão e o destino final para nós, isso significará que devolvemos tudo o que há para o mundo do Infinito, para a Luz infinita que preenche toda a realidade.

Nós somos a realidade, já que tudo “acontece” dentro de nós. É por isso que a pessoa pode calcular seu avanço avaliando o quanto tenta reduzir as lacunas entre os estados e aumenta a pressão e a força dos próprios esforços.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/01/14

No Limiar Do Amor

Dr. Michael LaitmanNo processo do seu desenvolvimento, a criação passa por três estados básicos.

O primeiro estado é o mundo do Infinito. A Força Superior, o Criador, fez a criação perfeita. A perfeição não pode ser dividida em fases; ela é unificada. Ela deriva da ideia inicial da criação, segundo a qual a criação e o Criador estão no mesmo nível.

Contudo, a perfeição associada com o estado inicial só se transforma na terceira fase do desenvolvimento, a final, depois que passa pela segunda fase. Durante este processo, a criação desce do mundo do Infinito através dos cinco mundos; ela desce os 125 degraus que separam a criação do Criador. Aos poucos, a criação “distancia-se” ainda mais e, assim, desenvolve a sensação de sua “independência”. No final, ela acaba neste mundo: a pior condição, a mais distante do Criador. É através desta separação que a criação pode sentir que existe de forma independente.

Então, o processo de correção começa, a subida deste mundo através dos mundos espirituais de volta ao Infinito. Assim, o homem (Adão) começa a se desenvolver em nós; não é o corpo, mas a alma, quando nós adquirimos gradualmente a equivalência com o Criador, o poder de doação e amor ao próximo.

E “próximo” é aquele que está fora do nosso desejo de receber; ele é aquele a quem cultivamos amor. Essa sensação está acima do conhecimento, além de nossas emoções e intelecto, acima de nós, e acima de nossa percepção da realidade. Amar ao nosso próximo é realmente senti-lo, sentindo que ele está incluído em nós. Isto nos aproxima dele até atingirmos amor por ele.

Assim, o amor pelo nosso próximo nos move de volta ao Infinito, nos eleva e nos leva ao estado da correção final.

O mundo inteiro está entrando neste processo; as pessoas o descobrem internamente. Por quê? Porque ninguém está no controle dessa tendência.

Por milhares de anos, nós nunca pensamos sobre o nosso progresso interno; nós simplesmente seguíamos em frente, impulsionados pelos nossos próprios desejos. Até agora, não havia contradição entre o vetor de desenvolvimento geral e os nossos impulsos naturais internos. Nosso avanço combinava e complementava nossas aspirações egoístas.

Como resultado, nós chegamos ao capitalismo e dentro de um curto período de tempo demos um “salto” egoísta na ciência e nas tecnologias, e nas últimas décadas começamos a afundar em crise.

Nosso desenvolvimento egoísta está chegando ao fim. Nossa natureza “arredonda”, integra e revela novas leis para nós. Anteriormente, nós usávamos nossas habilidades para tirar vantagem dos outros para ganhar dinheiro e ter sucesso, agora, esta abordagem está terminando. As condições ambientais mudaram; nós só podemos continuar o nosso caminho se formos consistentes com elas e nos adaptarmos a elas.

Assim, em nossa percepção e sensações, em nossos processos de tomada de decisão, nós temos que cumprir com a natureza: “redonda”, integral e abrangente. Sem isso, não vamos entender o que está acontecendo e não vamos encontrar abordagens corretas. Se não obedecermos, vamos sempre tomar decisões erradas que não nos beneficiarão.

Esta é a situação em que estamos agora e a razão da Cabalá ser revelada a nós. Afinal, nós estamos no início do estado de consciência da segunda fase de desenvolvimento. Nossa descida do Infinito para este mundo está concluída, o período de preparação neste mundo está concluído, e agora nós começamos a correção, a realização do mal e a ascensão ao Infinito.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Refeição Que Dá Sustento Ao Corpo E À Alma

Dr. Michael LaitmanA refeição é um ato muito importante. No Talmude há uma história que conta como um grupo de estudantes que perderam seu professor realizou um jantar em sua memória. De repente, eles descobriram que não poderiam organizar a refeição, eles não foram capazes de dizer a bênção, porque não tinham força suficiente para isso; a força vem do Alto.

Durante a refeição, há um poder que está presente porque ele é compatível para receber a Luz que Reforma, a Luz que dá vida ao corpo e à alma. Assim, as refeições com Rabash ocorriam em completo silêncio. Era proibido falar uns com os outros. Cada um tinha que se concentrar em si mesmo e falar dentro de si.

Havia uma ordem muito rígida, que era inteiramente voltada para o trabalho interno. Havia tanta tensão no ar, que cada pessoa era forçada a acompanhar cada migalha que entrava em sua boca com uma intenção. Se após a refeição, ela quisesse lembrar o que tinha comido, ela tinha grande dificuldade em lembrar. Parecia que a comida não tinha gosto, porque o sabor era recebido do próprio estado e não da comida.

Nós não somos capazes de realizar essas condições, uma vez que ambas as mulheres e as crianças estão presentes na refeição, mas ainda temos que tentar, tanto quanto for possível. Nossa sociedade é especial; ela anseia por um objetivo espiritual. Portanto, vamos começar a subir um pouco.

Eu quero agradecer a todos os amigos que estão envolvidos com os preparativos da Convenção e desejam que nós resolvamos todos os problemas que aparecem no caminho. Vocês precisam sentir que são grandes. Entretanto, não é compreendido ou sentido quem realmente somos. Mas quando isso for descoberto, vocês vão perceber que estão no centro de toda a criação, e todas as gerações anteriores de Cabalistas e toda a humanidade estão olhando para vocês na expectativa do que vocês estão fazendo agora: como vocês inclinam o mundo para o lado da justiça.

Da Conversa durante a Refeição 17/01/14

Perdendo-me, Adquiro Todo O Mundo

Dr. Michael LaitmanVocê deve tentar imaginar e sentir que desaparece na integração geral dentro dos outros. Ou seja, nós estamos todos unidos nesta noção de um; um significa que não há nenhum de nós pessoalmente. Um não é a soma total; isso não é “nós”, mas um único todo que não pode ser dividido em partes separadas. Segue-se que, por um lado, eu aparentemente desapareço lá. Meu “eu” desaparece, mas, em vez disso, eu sinto tudo. Então eu descubro dois extremos opostos.

Antes eu me sentia existindo separadamente, uma personalidade limitada, mas com sua esfera de propriedade. Mas agora, tendo anulado minha autoridade egoísta, por um lado, eu anulei a minha individualidade e perdi o meu “eu”. Mas, por outro lado, com isso eu adquiri tudo!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala, 20/01/14, Workshop

Conversa Cara A Cara

Dr. Michael LaitmanCada problema pode ser curado através da conexão entre nós. Isto será compreendido a partir do esclarecimento da quebra. Afinal, antes da quebra, havia um único desejo sob uma única tela. Mas, visto que ele queria receber mais do que era possível em prol da doação, a alma coletiva não conseguiu manter a imensa Luz e foi quebrada.

Ela foi separada em pequenos fragmentos de desejos individuais: em dinheiro, poder, conhecimento e todos os tipos de coisas que estão em cada pessoa. Todos esses desejos perderam a tela antiegoísta, devido a que, a satisfação específica em cada desejo particular não era importante para nós, mas sim para quem trabalhamos.

Esta intenção era uma tela comum que compreendia todos os desejos, características e inclinações, unindo-os num único todo. Mas depois que a tela desapareceu, cada desejo, cada inclinação, cada característica assumiu vida própria até mesmo dentro da pessoa, mas principalmente entre as pessoas. Portanto, nós sentimos a separação entre nós.

Segue-se que nenhum de nós é mal por si mesmo! Todo o mal está entre nós, embora seja manifestado em formas como se fosse eu ou outros que somos maus. Mas, essencialmente, é assim que a rejeição entre nós é descoberta. E dentro da própria pessoa, não há nenhum mal. Pelo contrário, o mal é a força da rejeição mútua que está ativa entre nós.

Nós devemos tentar ver que o mal não está escondido nos amigos e nem em mim, mas só entre nós. Se subirmos acima disso e nos conectarmos, nós corrigimos toda esta condição. Essa é a minha tarefa: traduzir aquele mal que eu vejo em mim ou em todos como um problema da nossa conexão não corrigida.

Portanto, nós devemos compreender nossos problemas pessoais e o nosso reconhecimento do mal como a descoberta do nosso mal coletivo. Precisamente a partir disso nós somos capazes de construir e estabelecer a oração coletiva, a “oração de muitos”, e receber uma resposta de Cima, ou seja, corrigir nosso vaso coletivo e restaurar sua integridade.

O Criador nos revela o mal de tal forma que este nos ilumina um pouco mais de Cima em comparação com os outros. Mas cada um de nós sente essa iluminação à sua própria maneira e, portanto, abaixo, nós devemos nos conectar entre nós a fim de responder a Ele como um, como se estivéssemos numa conversa cara a cara. Portanto, todos os problemas e deficiências pessoais devem ser aceitos como nosso mal comum. Este é o primeiro passo para corrigir o nosso vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/01/14, Workshop

Perder-Se A Fim De Encontrar

Dr. Michael LaitmanA pessoa passa por várias fases antes de chegar a sua primeira correção espiritual, a equivalência de forma com o Criador. A palavra “lugar” é frequentemente usada em referência ao Criador. Por que o Criador é chamado de “lugar”?

Um lugar é um desejo. Um lugar que recebeu o atributo de doação é, na verdade, a imagem do Criador. Assim, todas as intenções, todo o trabalho de uma pessoa, devem ser destinados ao mesmo lugar: a fim de corrigir os seus desejos para que eles sejam a fim de doar. A imagem do Criador que é revelada no lugar corrigido, ou seja, nos vasos corrigidos, já é o resultado da influência das duas linhas.

A primeira fase da correção de uma pessoa é quando ela para de pensar em si mesma e já começa a entender e sentir que a correção é cumprida apenas através da conexão. A pessoa já entende que deve estar num grupo que é considerado um no que diz respeito ao Criador. Aos poucos, ela entende o conceito de conexão e não se vê como uma parte separada do grupo, como sendo cortada do geral. Como está escrito: “… porque eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel”.

Graças ao seu trabalho no grupo, a fim de alcançar a garantia mútua, os pensamentos dos amigos e a influência da Luz que é atraída por nossos esforços coletivos, a pessoa chega a esse estado quando começa a olhar para tudo do centro da grupo. Então, ela sente um novo endurecimento do coração, e deve chegar ao “lugar” repetidamente. Depois de um tempo, ela entende que sofreu uma mudança que antes não parecia importante. A opinião pública, o estado do grupo, torna-se muito caro para ela.

As pessoas do grupo se tornam importantes e queridas para ela, e ela começa a se preocupar com elas mais do que com seus próprios filhos. É porque ela sente a família no nível corporal, físico, enquanto sente os amigos no nível espiritual. Ela entende que tem a obrigação com sua família, mas começa a entrar plenamente nos corações dos amigos, quer viver lá, e garantir-lhes tudo de melhor. No final, o estado dos amigos determina e impõe todos os seus pensamentos e ações, e determina com o que ela se preocupa, como uma mãe que só se preocupa com seu bebê, e tudo o que ela faz é para ele. É assim que a pessoa começa a tratar o seu grupo.

Gradualmente, o conceito do Criador é esclarecido no grupo de acordo com os esforços da pessoa em organizar e retratar o vaso geral, o lugar corrigido, um só coração e mente geral, e a dor que ela sente no momento, pois ela não pode chegar a tal unidade, e de acordo com tais esforços, a imagem do Criador começa a ficar clara para ela neste grupo unificado.

A Luz Circundante a influencia através do seu desejo pelo centro do grupo, pelo desejo de ver que todo mundo está corrigido e aguardando o Criador, que é revelado de acordo com os esforços da pessoa no grupo. Assim, ela se aproxima do Criador através do grupo.

No momento, nós não entendemos como uma pessoa pode se perder no grupo e, ao mesmo tempo, sentir que ela existe, age e opera. Do ponto de vista do seu ego, o seu eu desaparece totalmente, mas, da perspectiva da doação, ele realmente cresce até que a pessoa se eleva ao nível do Criador, que é revelado no grupo. Baal HaSualm diz: “É natural que, quando a Luz do geral ilumina, o individual é anulado no que diz respeito ao seu próprio eu e não sente a si mesmo”, mas sente o geral e o Criador nele!

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/01/14

O Posto De Observação Mais Elevado

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam diz na carta 5 que está feliz com o mal que é revelado. São as forças que são projetadas para ajudar, apesar de serem apresentadas numa tal forma, porque ainda não são corrigidas. Trata-se de desejos que não podem ser revelados de outra maneira.

As Luzes e os vasos são revelados em conformidade um com o outro. Os desejos, revelados como bons ou maus, são os componentes do novo vaso. Não importa como eu os vejo, desde que eles sejam revelados. Agora eu tenho que trabalhar com eles.

Nós não devemos ignorar, negar ou anulá-los. Eu não posso fechar meus olhos como uma criança e fingir que eles não existem. Eu não posso me separar deles, me livrar deles, dormir, ficar bêbado ou usar algumas drogas. Não, eu tenho que enfrentá-los, e para isso eu tenho todos os meios necessários para fazê-lo: o grupo, o estudo, etc.

Eu não ignoro qualquer obstáculo. Eu não devo pensar que seria melhor se não houvesse interferências porque elas constroem um novo vaso, mais um tijolo na sua estrutura. Se não houvesse falhas em mim, eu não iria descobrir nada. Se algo é revelado, isso significa que é hora de corrigir essa parte do meu vaso e colocá-lo no lugar certo.

É por isso que estou feliz. Eu afasto os problemas um pouco, olho para eles de fora, objetivamente, e depois vejo a altura que alcancei! Acontece que eu posso corrigir isso também!

É difícil de entender, mas nos níveis corporais, físicos, o que vem ao mundo é somente o que é enviado para nós a partir da Providência superior, e é destinado a levar a criatura à perfeição. Por outro lado, tudo ocorre porque não podemos avançar em direção à correção.

Portanto, por que os justos sofrem? Porque o mundo é redondo e unido. Eles também dependem dele e não podem carrega-lo com eles, embora sintam os problemas no nível corporal. Esta é parte da correção geral.

Então, o eu que devo fazer quando o mal é revelado? Se eu posso me afastar dele e ver a causa do que está acontecendo, eu subo acima do corpo e acima do que ele sente. Eu olho para tudo o que acontece com ele de fora e estou contente que estou passando por estas grandes correções. Além disso, eu não levo o corpo em conta, mas a alma. Eu já vejo uma imagem diferente.

Em geral, a solução é simplesmente fazer qualquer esforço para me acostumar com a intenção “a fim de doar” ao grupo ao subir acima do meu corpo, acima desta vida. No nível corpóreo eu continuo a fazer tudo o que é necessário: eu me preocupo com a família, vou ao médico quando necessário, etc. Mas, ao mesmo tempo, eu estou acima e separado deste nível. Tudo o que eu faço é para ascender.

Assim, eu me identifico com o Criador, que me envia os obstáculos. Eu entendo que seus “pacotes” foram feitos para me ajudar a estabelecer a perspectiva correta para todos os estados, tanto os maus como os bons, e para manter contato com Ele. Eu agora vejo toda essa vida a partir desta perspectiva.

O Livro do Zohar descreve como o Rabino Chiya se viu sentado na assembleia superior enquanto todo mundo o escuta. Ele foi autorizado a ver este estado, e eu também me olho de cima, de outro estado, enquanto estou aderido ao Criador. Não, não é uma personalidade dividida, mas uma visão realista das coisas.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/14, Escritos do Baal HaSulam