Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Há Algo A Invejar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os amigos em Sochi estão fazendo um grande trabalho de disseminação. Como alguém pode fortalecer a conexão com eles em coração e alma?

Resposta: Seja invejoso! A inveja é uma emoção muito boa.

O Tzimtzum Bet (a segunda restrição) foi criado a partir da inveja: a criatura foi separada do Criador para se tornar independente. Então, tudo também se desenvolve com a ajuda da inveja, mesmo o Arvut (garantia mútua) e as correções. E tudo é para compreender corretamente a inveja. A inveja é um sentimento de alguém fora de mim.

Se discordo um pouco do outro, como é isso exatamente? Mesmo que seja por um grama, este grama é melhor ou pior? É este outro maior ou menor? Isso significa que eu estou sempre examinando a diferença entre nós em prazer ou sofrimento.

Portanto, a inveja é o sentimento principal.

Eu acredito que pagar por uma escola como em Sochi, vale a pena. Há algo nisso a se invejar. Os amigos estão fazendo um trabalho incrível, isto é, um incrível trabalho está sendo feito neles de cima. Isso não existe em qualquer lugar no mundo; o início da realização da correção das massas. Este verão vai entrar para a história.

Da Convenção em Sochi 10/06/14, Lição 3

Construindo Uma Plataforma Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Baal HaSulam escreve para seus alunos na “Carta 48” que um arranjo foi construído para eles que possibilitará que eles permaneçam no seu estado e não retrocedam. O que é esse arranjo?

Resposta: Cada Cabalista durante seu período neste mundo passa por um processo especial de correção e organiza seus alunos para que eles estejam gradualmente prontos a ouvir sobre a sabedoria da Cabalá e, após isso, ele começa a trabalhar com eles gradualmente no escrutínio da sabedoria em si e para garantir-lhes com ações que, de forma direta, são relevantes para a correção.

No nosso grupo, nós passamos por muitos estados. No início, só estudamos, embora, como foi entendido até então, falamos sobre a conexão e a proximidade entre nós. Gradualmente, começamos a estar mais envolvidos na disseminação da sabedoria da Cabalá na publicação de livros.

Graças a essas atividades, nós começamos a sentir mais o sistema e a perceber que ele é fechado e conectado em todas as suas partes e não podemos fazer isso sem a disseminação externa.

Quando nós começamos nos envolver com a disseminação externa, começamos a mudar a nós mesmos. Nosso modo de estudar e a maneira de adquirir o material mudou. Como resultado, nós chegamos a uma fase onde grandes mudanças começaram a acontecer no mundo. Entretanto, as pessoas não veem todas as mudanças, mas nós já reexaminamos todo o caminho pelo qual a humanidade passou até hoje.

Todo esse caminho foi egoísta; o ego cresceu e nos empurrou para frente. No entanto, agora começamos a entender que todo esse processo é destrutivo e não leva a nada. Então, em breve chegaremos à conclusão de que será necessário mudar toda a estrutura da sociedade humana, de alguma forma, desde a família e própria pessoa até a sociedade, a nação e o mundo inteiro. Tudo está numa séria crise e exige mudança.

Crise significa tanto a destruição do velho mundo como o nascimento do novo. Nesse sentido, nós estamos começando a trabalhar de forma diferente entre nós e com todo o mundo. Nós estamos estudando outros capítulos das fontes e nos aprofundando mais neles.

O trabalho está sendo feito de forma mais prática, em outras palavras, direcionado à realização: conexão, amor dos amigos, despertando seus corações, e a adesão como um homem com um coração.

Este é o nosso principal objetivo: acima do nosso ego, acima do Monte Sinai (a montanha de ódio [Sina]), concordar em ser como um homem com um coração e sempre em resposta a este acordo, esta aspiração, receber a Luz que Reforma que é chamada de Torá.

Desta forma, nós podemos avançar e mudar constantemente, e mais importante, nossas atuais mudanças dependem de todo o mundo e vice-versa. Através das mudanças em nós, nós influenciamos o mundo inteiro. Em breve, começaremos a sentir todo esse sistema, como todo o mundo integral avança, se transforma e muda sua forma de acordo com as decisões que fazemos aqui e que percebemos entre nós.

A sabedoria da Cabalá começou a ser revelada a partir da sua ocultação completa e gradualmente se revelou de forma teórica. Depois ela foi completamente despojada de sua roupa mística. Como Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: No entanto, quando eu começo a falar com alguém sobre esse estudo, a primeira pergunta é, “Por que eu deveria saber quantos anjos existem no céu e quais são seus nomes? Eu não posso manter toda a Torá em todos os seus detalhes e meandros sem este conhecimento?”

Nós já realizamos ativamente esse método. Nosso objetivo é construir uma plataforma para a correção geral de todo o mundo para aqueles que passaram à frente como os líderes deste movimento coletivo e para todas as pessoas que virão atrás de nós, a fim de poupá-las dos golpes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Aliança Cheia De Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 119: É também por isso que o grande privilégio, quando a pessoa é recompensada em sentenciar-se a uma escala de mérito, ainda não é suficiente para ela alcançar o amor completo, ou seja, o quarto discernimento. Isto é assim porque agora ela não atinge o mérito do Criador como sendo o bom que faz o bem para o bom e para o mau, mas somente Sua Providência sobre ela.

No entanto, ela ainda não conhece Sua providência desta maneira sublime e maravilhosa com o resto das pessoas do mundo. Assim, nós aprendemos acima que, enquanto a pessoa não conhece as relações da pessoa amada com os outros, até que nenhum deles esteja faltando, o amor ainda não é eterno. Por isso, é preciso também condenar o mundo inteiro a uma escala de mérito, e só então é que o amor eterno aparece para ela.

No caminho para completar a adesão e alcançar o objetivo da criação, nós alcançamos todas as nossos deficiências e todas as ações do Criador em nós durante todo o processo que passamos quando a Providência superior estava em ocultação. Depois, a pessoa vê como em todas as etapas, em tudo o que ela passou, o Criador era bom e benevolente com ela em absoluto amor.

Como resultado, ela sente que ama o Criador de volta. Mas isso não é suficiente, já que ela também tem que trabalhar no futuro, para manter a mesma atitude. Isso significa que ela tem que desenvolver vasos dentro de si que são chamados de fé e confiança, de modo que em todas as fases no futuro ela não perca a fé no amor do Criador por ela.

Mesmo isso não é suficiente para determinar que o Criador é bom e benevolente, uma vez que é tudo verdade apenas em relação à própria pessoa, e agora ela deve determinar a mesma coisa em relação a todos os outros.

Isso significa que, no fim da correção, ela atinge o fim da correção de todos, e deste ponto ela vê toda a história humana e todo o caminho de todas as almas que passaram no processo de sua correção.

Estas almas separadas descobrem as conexões entre si acima do mar de ódio em que estão imersas, que as separa e as mantém separadas. Através destas conexões de amor, elas sentem como o mar do ego as separa e, assim, descobrem que o Criador constantemente cuida delas da melhor maneira possível, e que todos os sofrimentos, golpes e problemas que elas têm passado em toda a história humana e a ascensão das almas através de todos os mundos até o mundo de Ein Sof (infinito) era tudo resultado do grande amor do Criador.

Quando a pessoa sobe a escada espiritual, ela se afasta do seu ego na medida em que sobe, e assim, vê que foi apenas no ego que sentiu as aflições. Se não fosse pelo ego e o desejo de receber para si mesma, em detrimento de outros, ela sempre sentiria só o amor e o grande cuidado do Criador por ela.

Isso significa que ela vê e entende que todos os sentimentos negativos não vêm do Criador, mas resultam de sua conexão com seus desejos egoístas. Assim, ela determina que está em contato, numa aliança com o bom e o benevolente, e que neste contexto, esta aliança está cheia de amor.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/06/14, Escritos do Baal HaSulam

A Centelha Espiritual Não Pode Ser Trancada Dentro De Mim Mesmo

Pergunta: Onde é que uma pessoa encontra a força que lhe permite despertar os amigos?

Resposta: Eu diria que esta força vem do céu, uma vez que pertence à centelha espiritual, a Reshimo (reminiscência) que desperta numa pessoa. Nós podemos realmente sentir se e quanto uma pessoa está atraída por ela.

Essa inclinação pode ser revelada de diversas formas: uma pessoa pode agir em silêncio e calma, enquanto outra pode estar ardendo e brilhando, mas estes são apenas os atributos externos.

Apenas a inclinação para despertar as pessoas pertence à centelha espiritual. Se essa centelha é seriamente revelada numa pessoa, nós podemos vê-la pelas ações de uma pessoa. Ela não pode ser trancada dentro de si mesma.

Claro, ela passa por diferentes momentos em que anseia por conhecer e estudar, por estar totalmente imersa no mundo espiritual, o qual ela não sabe e não entende. Mas a inclinação para disseminar esse conhecimento, e para contar aos outros sobre isso, arde dentro dela.

Se uma pessoa tem mesmo uma pequena inclinação, ela deve ser estimulada e apoiada pelo ambiente. Se ela foi trazido para o grupo, isso significa que recebeu a oportunidade, mas como ela cumpre isso, cabe a ela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/06/14

Nós Podemos Ser Críticos Enquanto Estivermos Unidos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se não concordo com as decisões do grupo sobre a disseminação? Eu devo insistir no que eu penso ou devo aceitar a opinião do grupo, como se estivesse me anulando diante do professor?

Resposta: Se uma pessoa geralmente concorda com a forma como o grupo dissemina e o grupo faz uma determinada decisão concreta, todos devem ver isso como uma oportunidade para uma ascensão espiritual.

No entanto, a pessoa geralmente foge disso, pensando que se eles decidiram algo, eles também devem realizá-lo, mas ela não participa disso. Ela não entende que com isso ela perde a oportunidade de ascender.

Eu estou muito arrependido e triste de ver o que acontece com essas pessoas. Quando elas realmente têm a oportunidade de ascender é que elas se afastam e escapar.

O que me importa realmente o que o grupo decide? Quanto mais ingenuamente eu aceitar as decisões dos amigos e quanto mais fé tiver neles, mais profundamente eu vou ser incorporado neles, ou seja, no vaso onde a Luz será revelada. Eu não sou obrigado a fazer qualquer outra coisa, mas a minha mente e o meu ego não me permitem aceitar o fato de que eles estão certos.

O que realmente importa se eles estão certos ou não? Não importa. Mas eu sou crítico. Eu tenho que saber com antecedência que vou ser capaz de permanecer no grupo e, consequentemente, mais tarde eu decido até que ponto posso ser crítico.

A quebra ocorreu quando eles queriam se unir e, ao mesmo tempo, criticar um ao outro, mas depois eles descobriram que não podem alcançar a unidade nessas condições. Este é exatamente o pecado da Árvore do Conhecimento.

O primeiro gosto da Árvore do Conhecimento foi bom, sob as condições de auto anulação. Mas eles não podiam fazê-lo uma segunda vez. Eles não conseguiram encontrar o limite até o qual poderiam ser críticos e não mais que isso. É porque, para criticar o superior, nós precisamos primeiro estar aderidos a ele.

Somente quando você se torna uma gota de sêmen aderida ao superior é que você aos poucos começa a se abrir, célula por célula. Assim, você adiciona uma célula após a outra ao seu corpo ao ativar o desejo egoísta e resistindo a ele, para que mais tarde, juntamente com ele, você possa aderir ao superior. Assim, o seu corpo espiritual cresce célula por célula.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/06/14

A Crise Provocada Pela Grande Mente

Dr. Michael LaitmanA questão é se nos foi dada uma mente para que possamos examinar as coisas por ela e nos aprofundarmos ou se ela nos foi dada para que possamos realmente nos confundir com ela e deixar que a força superior nos penetre e corrija.

Esta é a questão: Como nós vamos usar os dados que estão dentro de nós, que nos controlam, em nossas inclinações, em todos os atributos que uma pessoa tem?

Por que eles foram dados a nós? A fim de chegarmos a certa correção ou para usarmos esses dados e as nossas capacidades do jeito que são?

Se eu quiser usá-los do jeito que eles são, eu nego o fato de que houve uma quebra, o que significa que eu quero continuar trabalhando com a minha mente e meu coração diretamente, usando-os para descobrir o mundo.

Então nós vemos o resultado sombrio e a crise que tal atitude acarreta. Embora não tenhamos ainda alcançado a consciência inicial do desenrolar da crise, isso está prestes a ser revelado em breve.

É porque apenas os vasos quebrados são revelados. Se eu usar a minha mente e coração e não ouvir as advertências dos Cabalistas dizendo que está tudo quebrado, e continuar trabalhando com eles, eu finalmente vou descobrir que está tudo quebrado. Quando eu descobrir que o sistema está quebrado, significa que eu atingi a crise.

Vai levar um longo tempo e muita dor até que eu reconheça a crise e a compreenda. É porque essa atitude é chamada de caminho da evolução natural, “em seu tempo” (Beito), o caminho do sofrimento, o caminho da mente quebrada.

Mas há um outro caminho, o caminho do “eu vou apressá-lo” (Achishena), o tempo de aceleração. Ao longo dessa trajetória me dizem: “Você sabe por que tudo está quebrado? De modo que você vai ser capaz de sentir confuso, sentir seu desamparo, e perceber que não tem nem uma mente nem um coração e que não pode existir dessa forma. A crise que você vê diante de si não basta para querer parar esta perseguição estúpida e dizer: basta!”.

Agora eu começo a usar meu coração e mente de forma diferente: eu estou fora do foco egoísta e esta é realmente a razão que eu abro uma passagem para a Luz, permitindo que ela me influencie e me mude internamente. Isso significa que eu uso o meu coração e mente, mas de forma diferente.

Eu não quero usar o meu coração e mente diretamente, como eles foram dados para mim. Minha mente foi dada a mim para que eu possa entender que não tenho uma mente. Todos os meus sentimentos foram dados a mim para que eu possa entender que não tenho nenhum sentimento. Meu coração e mente não podem me ajudar a descobrir a verdadeira realidade.

Existem apenas duas maneiras de usar corretamente os dados que me foram dados: ou dentro da razão ou acima da razão. Escolha!

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/06/14, O Zohar

Por Causa Dos Meus Amigos, Buscarei O Bem

Dr. Michael LaitmanSalmos, 122:8-122:9: “Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti. Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem”.

Uma pessoa deve justificar constantemente o Criador sobre todos os eventos que acontecem com ela e seus amigos, as pessoas que estão espiritualmente perto dela.

Em nosso relacionamento espiritual, nós devemos orar para que os nossos amigos sintam o bom relacionamento do Criador. E para nós mesmos, nós devemos pedir para sentir a relação do Criador como boa o tempo todo.

Da Convenção em Sochi 10/06/14, Lição 2

A Mãe De Um Bilhão De Crianças

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo aprender com as experiências do passado?

Resposta: Eu deveria perceber que ontem a minha relação com os outros era ruim e que dano eu causei a mim mesmo por isso. As coisas não podem melhorar sem o reconhecimento do mal.

Eu tenho que perceber como o meu ego míope me fere, já que eu machuco os outros sem sentir que é realmente eu.

Eu decido que a partir de agora vou fazer o bem para mim e para os outros, como está escrito: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. Eu alcanço o reconhecimento da minha natureza egoísta má e decido subir acima dela. Assim eu subo acima de mim mesmo e sigo em direção aos outros, isto é, eu incorporo o desejo dos outros dentro de mim que se torna tão importante para mim como eu sou para mim mesmo.

É como uma mãe que sente o desejo de seu bebê e vive dentro dele. É esse mesmo estado que nós precisamos alcançar e começar a viver nos outros. Desta forma eu me aproximo do conceito de eternidade ao subir acima do tempo.

Pergunta: Como eu posso não me torturar, se vejo que ontem eu tratava os outros egoisticamente?

Resposta: Mas eu vejo que não dependia de mim; que não é culpa minha e que eu fui criado dessa forma, um desejo de receber.

Comentário: Mas alguém pode dizer: “Não é minha culpa, esta é a minha natureza!”

Resposta: A questão toda é se eu aceito essa natureza ou não. Se eu esclareço isso como resultado da educação correta, de acordo com o método de conexão, eu percebo que é intencional, para que eu queira mudar. Eu tenho que me incorporar em outros por diferentes ações para que o meu desejo e o desejo dos outros se tornem um.

É como se todos nós vivêssemos na mesma tigela. Não há diferença entre o que é bom para o outro e que é bom para mim, ou entre o que é ruim para outro e o que é ruim para mim. Este é o sentimento que eu tenho que alcançar.

Assim, eu mudo o passado, o presente e o futuro, porque incluo toda a realidade, todas as pessoas, num único desejo e tudo se torna meu desejo. O desejo humano inclui também os desejos da natureza inanimada, vegetal e animal. Acontece que toda a criação sou eu!

Então eu começo a descobrir que a vida é eterna e que não existe o tempo: nem passado, nem presente e nem futuro. Há apenas a constante e cada vez mais crescente incorporação em todos os outros. Este é um momento totalmente diferente, como a mudança de estados de uma incorporação cada vez mais profunda e um sentimento cada vez mais forte da vida.

Eu vejo que posso descobrir infinitamente o desejo dos outros pela minha conexão com os outros e desfrutar junto com todos para todos, como uma mãe que tem um bilhão de filhos e pode satisfazer todos eles.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

A Constituição Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, jornal “A Nação”: Nesse sentido, somos como uma pilha de nozes, unidas em um único corpo desde fora pelo saco que as envolve e une. Sua medida de unidade não as torna um corpo unido, e cada movimento aplicado ao saco produz tumulto e separação nelas. Assim, elas sempre chegam a novas uniões e agregações parciais. A falha é que elas não têm a unidade interna, e toda a sua força de unidade vem através de um incidente externo. Para nós, isso é muito doloroso para o coração.

Alguém que supõe que nós podemos unir as pessoas e construir uma nação de acordo com o padrão habitual está muito enganado. Sem entender a nossa natureza, ele acha que nós podemos agir como outros povos que voltam para casa depois de uma expulsão forçada, como nos dias de Stalin. As pessoas que foram expulsas voltaram e reorganizaram suas vidas. Mas nós não conseguimos fazer isso porque perdemos nossas raízes originais. Nós estivemos unidos uma vez e éramos irmãos, não irmãos de infortúnio como hoje, mas irmãos na doação mútua. Abraão inicialmente reuniu pessoas de todos os cantos da Babilônia, que estavam prontas para ir em direção à conexão com ele, ao contrário do resto da humanidade.

Esta unidade que Abraão deu foi reforçada no Monte Sinai, quando o povo que fugiu do Egito tornou-se como um homem com um só coração e recebeu a Torá. Mas depois, a conexão foi interrompida e o amor se tornou ódio infundado; como resultado, nós fomos para o exílio. Esse ódio também passou em parte para as nações do mundo.

A partir de hoje, não estamos prontos para renascer como um povo e uma nação sem chegar a uma correção de cada um separadamente e uma correção coletiva entre nós. Se não chegarmos a isso, então apenas uma “coleção” artificial de pessoas que não corresponde às leis superiores da natureza ou às leis da natureza inferior opera aqui.

Nós não estamos prontos para construir algo de acordo com as leis deste mundo, porque originalmente não pertencemos a este mundo, e não podemos ser construídos de acordo com as leis superiores porque ainda não estamos conectados ao nível superior. Como resultado, não estamos aqui nem lá, nem desta forma nem daquela.

O que é surpreendente é que éramos sempre estrangeiros e peregrinos neste mundo. E os 66 anos de existência da nação de Israel não são prova de nada. Eu não estou afirmando isso por razões antissionistas, mas do ponto de vista espiritual: nós, sem dúvida, perdemos o poder natural de unidade, que é inerente a todo o resto dos povos num nível físico.

Para nós era uma força espiritual que nos unia. Portanto, agora nós não somos um povo, e nossa consolidação atual não é uma nação até que entendamos e concordemos que só temos uma constituição simples, que é: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”, Arvut (garantia mútua), “como um homem com um só coração”. Nós não temos outra constituição. E se mantivermos esta condição, podemos restaurar o povo e a nação.

Nós precisamos construir nossas vidas de acordo com esta constituição, pois ela não é arbitrária. Pelo contrário, ela foi recebida de Cima, e esta é a diferença entre ela e as belas palavras que podem ser encontrados nas leis fundamentais de cada nação. É evidente que isso não será imediato, mas nós temos que perceber esta lei de forma gradual, e levar uma vida espiritual na terra. E também depende de nós ser uma “luz para as nações” em seu sentido pleno.

Sim, é um trabalho árduo, mas sem ele não vamos conseguir nada. Caso contrário, nós podemos ser companheiros de sofrimento na melhor das hipóteses, como nozes num saco, e nada melhor acontecerá conosco.

Esta é a situação atual, e ela pode continuar por mais alguns anos até que uma das duas coisas aconteça: ou vamos proceder à sua correção ou não seremos capazes tolerar a situação por mais tempo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Ampla Variedade De Perguntas De Workshop

Pergunta: Nós temos uma grande necessidade de ter workshop pela manhã. Gostaríamos de saber como você compõe as perguntas que são difíceis de responder e que nos obrigam a ir além de nossos limites, a fim de encontrar as respostas.

Resposta: Em geral eu faço dois tipos de perguntas durante os workshops. Ou é uma pergunta que não tem resposta, de tal modo que vocês precisam se ​​esforçar, como durante o parto, a fim de encontrar o “fruto” comum entre vocês. Afinal, quando tal necessidade por todos em conjunto surge, então, o centro do círculo nasce.

Assim, a questão deve ser tal que a pessoa a sente rasgando-a em pedaços internamente, e que ela só pode resolvê-la se desiste de tudo o que tem, e se funde com os outros, esperando e fazendo esforços para se conectar com os amigos para encontrar a resposta.

Ou é uma questão onde temos que esclarecer alguma coisa internamente deste mesmo ponto comum que encontramos. E, em seguida, as perguntas vêm em certa ordem, do sistema, e deve seguir de uma forma lógica, uma após a outra.

Aqui as pessoas precisam se apoiar mutuamente e se conectar ainda mais. As questões técnicas podem ser interligadas com questões de sensibilidade, mas as pessoas precisam constantemente trabalhar no centro do círculo.

Há circunstâncias no workshop, quando é eficaz afastar uma pessoa do atual processo de discussão. De repente, uma pergunta é feita, que parece ser de um mundo completamente diferente. Isso é muito bom porque a confusão provoca uma reação nas pessoas, é preciso encontrar um ponto de apoio. As pessoas precisam encontrá-lo no centro, entre eles.

Esses workshops são necessários para nós; eles não são destinados ao público externo. Afinal de contas, nós não queremos que as pessoas batam juntas suas cabeças, onde cada pessoa está dentro de si mesma. Para essas, nós precisamos alcochoá-lo com algo macio para que elas não caiam.

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Da Convenção em Sochi 10/06/14, Lição 2