Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Dois Fatores Na Escolha Dos Amigos

942Pergunta: Se eu escolher um amigo com base na grandeza do objetivo que ele me propõe, posso contar com ele ao longo do caminho?

Resposta: Nós nos unimos segundo um único critério: o grau em que nos compreendemos mutuamente no desejo de nos fundirmos com o Criador. Não tenho exigências quanto a você. Escolho você apesar da sua aparência, educação e tudo o mais.

Escolho o grupo unicamente de acordo com o seu desejo pelo Criador. Esse desejo também possui diversas expressões externas. Se as ignorarmos e considerarmos apenas o desejo puro pelo Criador, podem todas elas ser iguais para mim? Não!

Na verdade, cada pessoa tem um caráter próprio que se manifesta externamente de maneiras diferentes. Uma se expressa com mais calma, outra com frivolidade, uma terceira com raiva, uma quarta com alegria e até mesmo com risos.

Mas eu deveria encontrar amigos em quem não haja apenas um anseio pelo Criador, mas em quem esse anseio se manifeste de uma forma próxima a mim, porque estou apenas começando a me conectar com eles, no início da jornada. Não consigo romper com estereótipos externos e enxergar o coração afetuoso do amigo.

Ou seja, o anseio pelo Criador e a forma como ele se expressa são os dois fatores na escolha de amigos.

Da Lição Diária de Cabalá 11/01/26, Rabash, “A Agenda da Assembleia – 2”

Dois Extremos

938.01Como podemos imaginar o que é doar? Você faz parte de um grupo. Quando você está nele, dizem-lhe que amar seus amigos o levará a amar o Criador. Dar aos seus amigos o levará a dar ao Criador.

Por quê? Porque quando você age entre eles como se estivesse realmente no nível das almas, na correção final, você atrai para si a luz circundante do mundo superior (Ohr Makif).

O grau superior, ou seja, o grau mais elevado, chamado de “Partzuf superior”, mostra à pessoa um vislumbre da doação em uma forma que existe em um nível superior. Isso se manifesta em dois estágios. Primeiro, o grau superior mostra um pouco da luz que existe nele, do prazer que ele proporciona. Se você se sente inspirado por ele, o deseja, se sente atraído por ele, chamamos isso de ascensão.

Depois disso, ele lhe traz a descida e lhe dá uma leve noção de seus Kelim. E o que são seus Kelim? Seus Kelim são em prol da doação.

Essas duas impressões do exterior oferecem dois extremos. Que tipo de luz existe ali? Suponha que haja luz, mas não é exatamente isso que está lá. E que tipo de Kli existe ali? Então você percebe o quanto ama a luz e o quanto detesta aquele Kli.

Entre esses dois extremos, por meio de estudo e esforço, uma pessoa realiza uma série de ações e chega a um estado em que atinge o superior.

Da Lição Diária de Cabalá 07/01/26, Rabash “Sobre o Medo e a Alegria”

Ações Proibidas E Permitidas

281.02Pergunta: Quais são as coisas permitidas, as coisas proibidas, os mandamentos e as ações necessárias para nós no período de preparação?

Resposta: Ações proibidas são aquelas que podem nos distanciar da conquista do verdadeiro objetivo: ódio a um amigo, preguiça no grupo, negligência de nossos deveres, negligência da grandeza do Criador, da grandeza do grupo, ou seja, tudo aquilo que pode ser muito importante para nós e que nos sustenta, algo a que devemos nos apegar. Isso é proibido porque nos leva na direção oposta à conquista do objetivo.

Mandamentos são o que os Cabalistas prescreveram para nós. Melhor ainda seria não dizer mandamentos, mas conselhos. Se você quer alcançar o objetivo, você deve fazer isso e aquilo. O que significa “você deve”? Os Cabalistas não lhe dão ordens; eles explicam que a realidade está organizada dessa forma; é assim que a lei funciona. A lei geral da realidade é que, se você quer entrar no mundo espiritual, deve viver de acordo com certas leis.

Aqui não existe simplesmente o desejo de alguém, ou do Criador, ou do Cabalista que nos ensina, ou de um anjo que abre a entrada para você. Na espiritualidade, não funciona assim.

Ações em diferentes níveis, com diferentes intenções, e até mesmo ações físicas do corpo que ajudam a alcançar o objetivo espiritual para fins de doação, são chamadas de mandamentos ou conselhos (Eitzot). Seguindo esses conselhos, você pode alcançar qualidades espirituais, e elas serão chamadas de decretos (Pkudim).

Todos os mandamentos, em princípio, dividem-se em duas partes: a parte em que você busca alcançar uma qualidade espiritual e, quando a adquire internamente, ela se torna sua. Você já é constituído dela, e então mais e mais.

Essas coisas nos são ordenadas. Certamente vale a pena realizá-las, assim como não vale a pena fazer nada que o afaste do cumprimento das leis espirituais.

Da Lição Diária de Cabalá 08/01/26, Rabash “Sobre a Recompensa dos Receptores”

Procure O Superior

942Quando uma criança se sente impotente, ela chora, grita e exige de seus superiores, de seus pais, que cuidem dela e a ajudem a crescer. O mesmo acontece com uma pessoa no reino espiritual.

É um estado muito avançado da alma quando uma pessoa começa a tomar consciência de tais estados. Gradualmente, ela desenvolve a atitude correta em relação ao Ser Superior, que é chamado de “Criador”, e se volta a Ele.

De fato, não temos outro meio além da oração para passar por correção e ascender a um grau superior. Se alguém simplesmente espera que as condições mudem por si mesmas, pode esperar indefinidamente, até que os sofrimentos venham e nos forcem a ascender.

Os sofrimentos são a revelação de novos Reshimot (o programa interior de desenvolvimento) em nós. Mas diz-se que os de Israel (aqueles que aspiram diretamente ao Criador) aceleram o tempo e estão acima dos signos do zodíaco e do destino.

É possível acelerar o desenvolvimento pessoal absorvendo forças externas ao nível de conhecimento atual: por meio de livros Cabalísticos e do grupo, recebendo ensinamentos dos companheiros. Se você se impressionar com o empenho dos companheiros em buscar a espiritualidade, isso lhe servirá de combustível para o seu progresso.

Toda a humanidade se desenvolve em um ritmo naturalmente lento, sob a pressão de golpes que a movem de um estado para outro. Mas, em vez disso, existe a oportunidade de reunir impressões positivas do ambiente, absorvê-las como desejos próprios e, por meio delas, ascender. Com esses novos Reshimot, nos voltamos ao Superior e pedimos que Ele nos eleve.

A parte inferior do Partzuf superior está dentro do Partzuf inferior. Eles se interpenetram como dois cones, e toda a nossa consciência reside nessa zona comum. Quer nos sintamos bem ou mal, quer busquemos a espiritualidade ou não, cada movimento interior nosso ocorre porque o superior, que está constantemente dentro de nós, produz todo tipo de transformação para nos despertar.

E se nós mesmos começarmos a buscar o Ser Superior que está dentro de nós, e a nos conectar com Ele, a exigir que Ele nos eleve, isso acontecerá. Só nos falta o desejo por isso, e o receberemos do ambiente!

Da Lição Diária de Cabalá 06/01/26, Rabash, “Na Minha Cama à Noite”

Cinquenta Anos De Trabalho Em Dez Minutos

750.03Em qualquer situação, nosso objetivo é alcançar o reconhecimento de que não há outro além do Criador.  Aconteça o que acontecer, eu supero essa perturbação e entro na compreensão de que “não há outro além Dele”, mas sem me desconectar da realidade deste mundo.

O trabalho consiste em aceitar as perturbações e, por meio delas, buscar o Criador. E quando eu terminar esse trabalho, significa que terminei com este mundo e começo a trabalhar com outras perturbações, as espirituais.

Por que o Criador fez com que eu tropeçasse a cada passo e descobrisse minha total impotência? Porque todo esse processo é apenas um meio para que eu sinta a necessidade do Criador e me conecte com Ele. Através disso, adquiro Suas qualidades.

O Criador quer que eu me torne eterno e perfeito como Ele, e por isso, a cada vez que me mostra minha fraqueza, impotência, desesperança e ignorância, Ele me revela Seu oposto para que eu me volte a Ele e peça algo oposto ao que sinto, ou seja, um pouco de Suas qualidades, Sua essência. E assim, ao me tornar oposto ao Criador, alcanço um estado de perfeição. Quanto mais me aprofundo no mal, maior o bem que alcanço.

Quando não me resta outra escolha, lembro-me do Criador. Mas, na verdade, é Ele quem me faz lembrar de Si mesmo. Por conta própria, eu jamais pensaria Nele, pois o desejo egoísta está aprisionado em si mesmo; é um sistema fechado. Portanto, o Criador envia a mim um minúsculo raio de luz, quase imperceptível, e de repente me lembro de que existe um Criador e que posso me voltar a Ele.

E assim acontece a cada vez, para fortalecer a conexão com Ele, pois através disso construo meu sistema espiritual interior, adquiro Suas qualidades e me torno semelhante a Ele. Mas primeiro, para me mostrar quem eu sou e o quanto sou diferente Dele, Ele precisa me colocar em situações desagradáveis.

Claro, todas as fases devem ocorrer, e certamente tropeçarei em cada uma delas. Já está escrito de antemão onde levarei um tombo e onde me machucarei, mas sem esses golpes não posso crescer. Dizem que acima de cada folha de grama há um anjo que a golpeia e ordena que cresça.

Mas se você quiser evitar o sofrimento, é possível. A questão é como atravessá-lo; é disso que trata o nosso estudo. Aprendemos a percorrer esse caminho conscientemente, através do nosso próprio desejo. Queremos descobrir quem somos e em que nos opomos ao Criador, ou seja, alcançar a correção conscientemente. E se agirmos dessa forma, não sentiremos os golpes, mas os atravessaremos com alegria.

Sentimos decepção, mas nos observamos como se estivéssemos de fora, como se fôssemos outra pessoa. Como se eu visse meu corpo na mesa de cirurgia e participasse da minha própria correção. Essa é uma sensação completamente diferente.

Em vez de sofrer com cada golpe durante cinquenta anos, pode-se superá-lo em dez minutos. Uma pessoa vive muitos anos de vida em trabalho árduo e sofrimento, e no final recebe pequenas correções no âmbito espiritual, correções que não podem ser comparadas com as correções que um estudante obtém ao estudar Cabalá. Alguém que participou de uma única viagem de caiaque com o nosso grupo fez uma correção que levaria uma vida inteira para uma pessoa comum, mas o resultado no mundo espiritual é o mesmo.

Não compreendemos o significado do caminho consciente do desenvolvimento. Uma pessoa passa por dezenas de ciclos de vidas, enquanto poderia, em apenas uma vida, dar um salto.

Da Lição Diária de Cabalá 06/01/26, Rabash, “Na Minha Cama à Noite”

“Um Remédio Contra A Morte”

245.03Estamos discutindo o tema da percepção da realidade para nos orientarmos gradualmente na direção correta. Afinal, tudo depende da intenção. Há muitas pessoas que estudam Cabalá e, em particular, existem correntes que nada têm em comum com ela.

A ciência da Cabalá visa a correção da nossa natureza, e quanto mais nos corrigimos, mais sentimos a força superior, revelamos o mundo superior, nos integramos a ele, entramos nele e nos elevamos acima da nossa vida material. Isso é chamado de “libertação do anjo da morte”, porque deixamos de nos sentir completamente dependentes do nosso corpo! Elevamo-nos acima do nosso corpo animal e biológico, alcançando o nível da natureza integral.

Não sinto dor ao cortar as unhas ou o cabelo, porque meu corpo pertence ao plano animado, enquanto unhas e cabelo pertencem ao plano vegetativo, um grau abaixo. E, da altura do plano animado, não sinto nenhuma perda decorrente da perda no plano vegetativo. Da mesma forma acontecerá quando eu ascender do plano animado para um plano superior, para o plano do Homem.

O “Homem” não somos nós hoje. “Homem” (Adam) vem da palavra “semelhante” (Edomeh) à natureza, ao Criador, à luz. E quando eu me tornar esse “homem”, deixarei de sentir a perda causada pelo que acontece nesta vida material. Portanto, a ciência da Cabalá é chamada de “remédio contra a morte”.

Esperemos que alcancemos tal grau e comecemos a vivenciar a vida espiritual hoje. Tudo depende apenas de nossos esforços interiores. Busquemos conectar nossos pontos internos e apreciar esse estado especial.

Do Congresso Internacional de Cabalá 01/04/11, “Nós!”, Lição 2

Inveja De Si Mesmo

197.01Não tenho outro meio de progresso, nenhuma outra alavanca pela qual possa avançar, exceto a influência do ambiente. Se tudo em mim, completa e inteiramente, está concentrado dentro de mim, que força pode me direcionar na direção oposta, de dentro para fora? Não possuo tais forças dentro de mim.

Todas as minhas forças agem “por mim”, “em meu próprio benefício”. Como posso gerar a ação oposta “em benefício dos outros (do próximo)”? Onde posso obter tal força da natureza?

Para esse propósito, a alma foi criada em um estado dividido, em duas partes: eu e o mundo ao meu redor. Nos é dada uma única liberdade: a de escolher o que é mais importante. Se você deseja alcançar a espiritualidade, organize seu ambiente de modo que ele se torne mais importante para você do que você mesmo.

Na verdade, este não é um ambiente externo, mas sim minha própria alma, meus AHP , as “vestimentas” e os “palácios” do meu Kli da alma. Apenas me parece estar fora.

A inveja e o desejo de honra atraem você para o ambiente, para as partes da sua alma. Organize-as artificialmente para que elas o influenciem.

Do nosso ponto de vista, recebemos uma abordagem psicológica que é interiormente espiritual. Ao me conectar com esses desejos (Kelim) que supostamente me cercam, e ao aparentemente usar minha inveja e meu desejo de honra, estou essencialmente atraindo esses desejos de volta para mim, de modo que eles se conectem a mim e definam meu sistema de valores.

De onde vêm, a inveja e o desejo de honra? Da divisão da alma em duas partes: eu e o mundo.

Desejando usar a “ajuda contra ele” (contra meu ego), ativo esses meus desejos externos para que, por sua vez, eles me influenciem. Mais tarde, revelaremos que estamos trabalhando apenas conosco mesmos, com nossos desejos, com nossas qualidades, e que tudo foi organizado dessa forma desde o princípio.

Mas sem organizar o ambiente, não existe (e nunca existirá) outra força capaz de me “pegar pela orelha” e me direcionar para meus verdadeiros desejos, para a alma. Não existe outra força no mundo.

O sofrimento só pode me tornar mais sensível, de modo que eu queira buscar uma solução. Mas a solução será a mesma: colocar-me sob a influência do ambiente.

De Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/04/10

Quando Palavras E Gestos Se Tornam Desnecessários

942Pergunta: Você disse que a inspiração e a transmissão de informações devem ser breves, claras e objetivas, e não discursos longos e confusos que se estendem por cinco a dez minutos, onde uma pessoa fala e todos os outros permanecem em silêncio, como se estivessem se obrigando a: “Sim, precisamos ouvir”. Como deveria ser um discurso verdadeiramente inspirador?

Resposta: Esse é um grande problema, porque nossos colegas começam a citar trechos, usar jargões oficiais e apresentar todo tipo de explicação. Aqui, você só precisa expressar seus sentimentos mais íntimos da forma mais simples possível, de coração para coração, para transmitir o máximo de emoção com o mínimo de palavras, e isso é tudo.

Portanto, sou a favor de que tudo seja muito breve, sem intelectualizações desnecessárias. A pessoa deve se preparar com antecedência para que as ideias brotem do coração, como se diz, “sem pensar”. Mas isso não é fácil; acontece aos poucos.

Além disso, os próprios ouvintes ainda não estão sintonizados com a compreensão. Ainda não nos comunicamos uns com os outros internamente, por meio de sentimentos. Assim como uma mãe sente seu bebê sem palavras, e o bebê sente a mãe por meio de sensações inconscientes, também deveríamos nos sentir uns aos outros. Muito mais!

Então, nossa comunicação externa — palavras, gestos e expressões faciais — se tornará supérflua. Com o tempo, tudo isso cessará e você poderá transmitir suas sensações aos outros e recebê-las completamente fora do contato físico, mesmo que a pessoa não esteja mais em nosso mundo, mas em outros níveis.

Ou seja, você não o associa mais ao seu corpo. Quer ele esteja em algum lugar, a alguns milhares de quilômetros de distância, em seu corpo, ou fora do corpo, em outra dimensão, qual é a diferença?

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Transferência de Informações”, 23/01/11

O Caminho Da Luz Em Vez Do Caminho Do Sofrimento

254.01Pergunta: Se tudo no mundo depende de pessoas envolvidas no desenvolvimento espiritual, isso significa que somos responsáveis ​​por todo o sofrimento no mundo?

Resposta: Nós não causamos sofrimento no mundo; pelo contrário, ao atrairmos a luz, elevamos o sofrimento do nível material para o nível espiritual. Ou seja, em vez de sofrermos com guerras, doenças e todos os outros problemas, sofremos com a falta de espiritualidade. É isso que a ciência da Cabalá proporciona.

Isso lhe traz “sofrimento”, mas nem sequer pode ser chamado assim; é o sofrimento do amor, como se eu fosse convidado para uma refeição daqui a algumas horas, então não como agora para manter o apetite. Isso se chama sofrimento do amor; é quando percebo que devo preparar Kelim espirituais.

E mesmo agora, nos Kelim vazios, sinto o brilho do próximo encontro com as pessoas que amo, e da refeição. É a isso que a humanidade precisa chegar, para mostrar-lhes que existe uma solução e que o desenvolvimento não deve ser consequência dos golpes da natureza.

Estamos entrando em um período de problemas ecológicos que podem causar sofrimento e morte a milhares de pessoas. Vemos desastres naturais ocorrendo em todo o mundo, na China, na Europa, na Rússia e na América.

A única maneira de escapar disso é fazer a transição para a preparação de Kelim espirituais, não em uma forma terrena, não esperar décadas para que o sofrimento passe até que finalmente percebamos que há uma razão, um objetivo e dois caminhos para esse objetivo: o caminho da luz e o caminho do sofrimento.

Por que deveríamos sofrer em vão? Que possamos atrair agora a luz que nos mostrará a diferença entre o estado dela e o nosso, para que soframos pelo desejo de um estado melhor, em vez de nos sentirmos mal agora. É isso que a ciência da Cabalá oferece ao homem: o caminho da luz em vez do caminho do sofrimento.

Da Lição Diária de Cabalá de 01/09/10, Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”

Veja O Seu Mundo Em Sua Vida!

737.01Se colocarmos nossa “semente” em um bom ambiente, ela se desenvolve; mas se colocarmos mesmo a melhor semente em “solo ruim” (ambiente), ela murchará. Tudo depende unicamente do ambiente. Ou seja, precisamos de pessoas ao nosso redor que revelem o mal do egoísmo dentro de si mesmas e queiram corrigi-lo.

Devo colocar-me em tal ambiente e esforçar-me para absorver ao máximo tudo o que for possível: umidade, minerais, calor, tudo o que o solo pode dar à semente.

Pois, como Baal HaSulam escreve no artigo “A Liberdade”, na hora da morte uma pessoa não poderá levar nada deste mundo com ela, exceto a qualidade de doação alcançada, que pode ser adquirida apenas neste mundo, e através da qual se sente vivendo no mundo superior. Diz-se: “Veja o seu mundo em sua vida”.

E se nada foi alcançado, a pessoa permanece apenas como uma semente, que mais tarde será colocada novamente na terra e dada uma nova chance.

Da Lição Diária De Cabalá 18/04/10, Baal HaSulam, “A Liberdade”