Textos na Categoria 'Torá'

A Filha do Sacerdote

A Torá, “Levítico” 21:09: Se a filha de um Sacerdote torna-se profanada por adultério ela profana seu pai; ela será queimada no fogo.

“A Filha do Sacerdote” é o desejo de receber, que vem do mais alto grau. Se isto dirige para o bem da própria realização (que significa “desonrar-se”), então isto deve ser destruído, “queimado no fogo.”

Devido ao nível do desejo “a filha do sacerdote” não pode ser purificada por apedrejamento, nem pela morte ou censura, mas apenas pela queima da intenção de “para o seu próprio benefício”. Os desejos em si não são perdidos e não mudam, apenas as intenções mudam.

“Será queimado no fogo” significa que o tribunal muda a intenção de estar ao mais alto nível, ao nível de fogo.

Todos os conceitos mencionados acima não devem ser apreendidos em formas humanas uma vez que mesmo o nosso mundo é retratado por nós como uma imagem em uma tela de computador que, na verdade, não existe: isto é representado por cargas elétricas em uma tela fluorescente. E todos os nomes dos supostos objetos e fenômenos são apenas legendas que surgem em nossas mentes, que transformam os sinais elétricos.

Somente quando a pessoa alcança a espiritualidade é que ele entenderá o que a Torá fala. Nós vemos e sentimos tudo de dentro de nós mesmos. Não há nada fora de nós! O mundo inteiro está dentro de mim. Então, nós estamos trabalhando em nós mesmos, imaginando que tudo que é falado está dentro de nós. É, especificamente, desta forma, que podemos começar a sentir o que é falado na Torá e podemos compreendê-la.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/5/14

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O Feriado Que Não Notamos

Dr. Michael LaitmanTorá, “Levítico”, 23:03: [Por] seis dias realize os seus trabalhos, mas o sétimo dia é dia de descanso e de reunião sagrada. Não realizem trabalho algum; onde quer que morarem, será Shabat dedicado ao Senhor

No mundo material, o sábado vem no final de cada semana. Por isso, psicologicamente falando, nós temos o hábito de não tomá-lo como um estado espiritual.

Na verdade, é a mais poderosa ferramenta para o desenvolvimento. No sétimo dia, Malchut recebe tudo o que foi feito em seis dias, e, se eu não cumprir com os termos do Shabat, não vou subir ou alcançar novos níveis espirituais que já se caracterizam como feriados.

O sábado é como uma volta no trabalho espiritual, e, depois, há outra volta, e mais outra. Depois de certo número de voltas, eu chego a um estágio festivo no qual é impossível ir sem o Shabat.

Portanto, no mundo espiritual, o sábado é o maior feriado. Depois de investir no trabalho, na força sobre o egoísmo, eu chego a um ponto em que todos os estados são realizados em mim e dão frutos.

Neste estado, eu não tenho que fazer nada, mas permitir que a Luz Superior me reforme.

Digamos que eu produzo repetidamente esforços para trabalhar dentro dos chamados seis dias (seis graus), que são Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. Ao juntar seis esforços consecutivamente definidos e claramente desenhados, a sétima força vem de cima, porque eu não era capaz de fazer isso sozinho. Só ela pode fazer a maior Luz, que vem e me muda.

No mundo espiritual, se eu não cumprir essa condição, não vou ser capaz de formar todos os outros estados.

No mundo material, isso pode ser representado na forma de uma pessoa que sempre aspira a algo, e, em algum momento, chega à realização. Em outras palavras, os chamados seis dias podem levar vários anos.

Em essência, toda a vida da humanidade é de sete dias, desde Adão, que primeiro alcançou o sistema de correção espiritual, até a pessoa mais recente na qual o sistema chegará ao fim depois de sete mil anos, onde cada dia é mil anos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Qualidades Do Sumo Sacerdote, Parte 4

Laitman_1675. Idade

“É vantajoso quando o Primeiro Sacerdote possui dignidade e experiência. No entanto, ambas as qualidades vêm com a maturidade”. (“Faça-se a Luz”, “Levítico”, “Emor“)

Como resultado de vários níveis que a pessoa atravessa por conta própria, ela adquire uma enorme experiência de subidas espirituais. Esta experiência define sua maturidade.

“De forma prática, o Juízo Superior escolhe o Primeiro Sacerdote, independentemente da sua idade, sob a condição de que ele possua todas as qualidades necessárias pertinentes. Particularmente, se o filho do Primeiro Sacerdote fosse capaz de tomar o lugar de seu pai, ele seria a primeira escolha entre outros Cohanim apesar de sua pouca idade”.

O “filho” significa a etapa que precede imediatamente o nível superior e é a mais próxima a ele. Isso explica por que é superior a todas as outras etapas. O nível superior é obrigado a ser um “Cohen vitalício” (ou seja, possui as qualidades de Cohen); no entanto, a preferência é dada ao nível subsequente, inferior, embora ele não seja muito brilhante porque permanece constantemente na sombra do seu nível superior.

Por exemplo, Rabash estava sempre na “sombra” de seu pai, o Baal HaSulam. No entanto, ele acabou por ser o mais digno entre os estudantes de seu pai. Os benefícios do nível inferior aparecem gradualmente; é impossível dizer onde eles se originam e por quê. A conexão entre essas qualidades não é óbvia. No entanto, na espiritualidade, existe uma ligação muito rígida entre os níveis. Lá, Rabash não é considerado filho de Baal HaSulam, mas seu discípulo.

Comentário: O Hassidismo geralmente transmitia a liderança de pais para filhos.

Resposta: Aqueles que não tinham conhecimento de como transferir a liderança espiritual tinham certeza de que deviam agir de acordo com a Torá: se você é filho de um grande homem, isso significa que você herdou alguma coisa do seu pai porque ele “contribuiu” com seu sêmen a você. No entanto, a noção de “sêmen” implica a Luz Superior, não genes fisiológicos.

Assim que o Hassidismo começou a interpretar a Torá literalmente, deixou de existir. Por algum tempo, o Hassidismo foi baseado na Cabalá; mais tarde, ele se transformou no fenômeno que observamos hoje: uma variação de um movimento nacional.

No geral, o Hassidismo é uma tendência leve e simpática, que ainda tem uma infinidade de nuances pro-Cabalísticas externas. Mesmo que as suas tradições, costumes e leis ainda sejam baseadas em princípios Cabalísticos, a parte mais importante, o trabalho no coração, está perdido.

O fundador do Hassidismo, o Baal Shem Tov, transferiu corretamente esse ensinamento espiritual para seus grandes seguidores: Dov Ber de Mezeritch e outros líderes espirituais. Eles eram grandes Cabalistas, santos que alcançaram o nível de doação completa.

Em cem anos, tudo começou a mudar rapidamente. Como regra, os Cabalistas eram pobres. Os ricos que os rodeavam menosprezavam eles: “Voltem para os seus galpões e leiam O Zohar, enquanto isso, nós vamos construir um prédio lindo e todo mundo virá até nós”.

Os ricos preferiam outros líderes que estavam muito mais perto deles mentalmente e que os abençoavam e respeitavam. O “período de ouro”, que começou com o ARI, diminuiu gradualmente e chegou ao fim.

No entanto, os seguidores do Baal Shem Tov instigaram um enorme processo de correção. A Cabalá contemporânea é baseada em seu trabalho.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 14/05/14

Qualidades do Sumo Sacerdote, Parte 3

laitman_232_064. Riqueza

“O Sumo Sacerdote tem que ser monetariamente mais estável que outros Cohanim”. (“Faça-se a Luz”, “Levítico”, “Emor“).

Corrigir os nossos Kelim (vasos) e receber a Luz de Hochma significa que somos “ricos”.

Dinehiro (“Kesef “- vem da palavra “Kisuf“- cobertura) indica a tela (Masach). Os Cohanim usam o dinheiro para satisfazer as necessidades de outras pessoas, para ajudá-las e se conectar com elas.

Financeiramente, o sumo sacerdote tem que estar muito “melhor” do que os outros Cohanim, ou seja, tem que ter uma “tela” grande (Kesef, Kisuf – o dinheiro) para usar o dinheiro como um “guarda-chuva de segurança” para cobrir o seu povo. O sumo sacerdote possui o poder que pode absorver todos os desejos, propriedades e esperanças de seu povo, torna-os mais dignos, leva-os ao próximo nível espiritual, e orientando-os corretamente à Luz Superior para que esta última os beneficie, não machuque.

Cada próximo nível inclui todos os níveis anteriores. Os níveis inferiores são semelhantes aos pontos correspondentes do próximo nível. É por isso que um Cohen tem que ter uma tela que abrange todos eles.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 14/05/14

Ver Outros Mundos

Dr. Michael LaitmanA integração entre as duas forças, recepção e doação, é a base da criação. A ciência moderna está se aproximando desse fenômeno, mas ainda não está pronta para senti-lo. Os cientistas estão se aproximando de um limite após o qual vão descobrir que tempo, espaço e movimento não existem, que não há vida e morte, e que a matéria não existe, nem mesmo as partículas fundamentais. Em vez disso, tudo isso se encontra em nossas sensações.

O que existe? Como podemos adquirir os sentidos para a nova dimensão?

Os cientistas já chegaram à conclusão de que não há vida e morte, mas que tudo é derivado de algum tipo de sensação interna. Portanto, quem somos nós? Será que meu corpo realmente existe, ou só parece dessa forma para mim? O conceito de “existência” desaparece; para quem ela existe? Artigos científicos recentes indicam que eles chegaram à conclusão que ela é puramente uma contemplação interna.

Pergunta: Suponha que os Cabalistas têm um objetivo que muitas pessoas podem ver como transitório, mas ainda é um objetivo. O objetivo dos cientistas é simplesmente descobrir alguma coisa, e o que mais?

Resposta: O mesmo objetivo existe para nós e para os cientistas. Nós queremos descobrir o propósito da vida! Que diferença faz se nós o chamamos de Criador, natureza ou de qualquer outra coisa? Eu quero descobrir a verdade, mas não estou pronto para fazer isso, porque eu descubro isso em relação a mim mesmo; e, se eu mudar, ele também muda. Isso quer dizer que já não é a verdade, não é mais absoluta, e se nós estamos falando sobre o absoluto, eu não posso alcançá-lo. Eu não estou preparado para sentir e entender isso, porque não estou pronto para isso. Eu devo mudar a mim mesmo de antemão. No entanto, como posso mudar em relação ao mesmo espaço em que vou descobrir a verdade?

Esta é verdadeiramente a teoria da relatividade, mas não a de Einstein. Pelo contrário, é mais moderna. Afinal de contas, nós nos encontramos agora no limiar de atravessar a barreira para a compreensão de um novo espaço. É possível chamar isso de um espaço, pois é sentido dentro de nós, semelhante ao nosso espaço. No entanto, cabe a cada um de nós verificar se temos sentido a verdade. Isto é obrigatório. Nós só podemos analisar isso com a condição de que saímos de nós mesmos e nos calibramos em relação a algo eterno e pleno. Como podemos fazer isso? É exatamente aqui que a ciência para e falha. Portanto, os cientistas acabarão nos ouvindo. Eles terão um grande desejo de avançar, juntamente com a grande decepção de que não podem avançar por causa da barreira que não estão prontos para atravessar. Eles vão entender que do outro lado da barreira se encontra algo que não estão prontos para perceber porque não têm outros sentidos. Onde estão esses sentidos? Como eles são adquiridos? Como podemos mudar, a fim de adquiri-los?

Quando um estado como esse for criado, eles estarão prontos para nos ouvir e entender. Eles terão todas as condições prévias de anseio, uma tremenda atração para o avanço, o reconhecimento de sua impotência, e a sensação de que estamos falando de algo que surge no mesmo padrão que a sua sensação.

O que é a ciência? É o desejo de descobrir o Criador. Os cientistas aspiram a descobrir o Criador, mas eles O chamam de natureza. Nós também O chamamos de natureza, mas para eles a natureza é só as leis que agem neste mundo, e nós estamos dizendo que a natureza é muito mais ampla. Nós oferecemos a investigação sobre as leis do outro mundo.

Quando as pessoas se tornam objeto de investigação, seus valores são alterados. Isto ocorre mesmo que não pensemos desta forma, porque nos acostumamos a pensar que somos imutáveis. Por exemplo, numa fórmula matemática, um fator é a constante, e o resto dos fatores mudam, e é assim que vamos resolver a equação. Depois disso, nós começamos a mudar este fator e não mudamos os outros, e assim por diante.

É assim conosco também. Nós achamos que não precisamos mudar a nós mesmos e estão explorando a natureza mutável. No entanto, quando chegamos a uma barreira, um beco sem saída, começamos a ouvir e a entender algo como investigadores. No entanto, se começamos a mudar a nós mesmos, pode ser que também descubramos que causamos uma mudança? Quando começamos a ser alterados, adquirimos novos sentidos.

Os cientistas dizem que a percepção é subjetiva. Se a emoção é subjetiva, vamos mudar o sujeito, e assim vamos ver outros mundos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

Os Feriados Nos Levam À Perfeição

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:1-2: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As solenidades [dias santos] do Senhor que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:

Santa convocação em diferentes níveis, isto é os feriados.

Antes de se unir, as pessoas estão seriamente empenhadas numa obra espiritual, tentando se unir. Este período é chamado de distância entre os feriados. A comunidade das massas unificadas num novo e mais elevado grau de unidade entre si simboliza um feriado.

A Torá descreve que sacrifícios foram feitos e qual o nível de egoísmo sobre a qual as pessoas tinham que subir, a fim de criar um estilo particular de assembleia sagrada, que é chamado de Páscoa, Shavuot, Sucot, etc.

Pergunta: De um ponto de vista espiritual, em que direção a cadeia de eventos leva uma pessoa?

Resposta: Para atingir a perfeição completa. De todos os feriados, há dois mais obscuros: Shavuot e Purim. Assim parece, especialmente o feriado de Shavuot (a recepção da Torá), que dura apenas um dia e durante o qual eles só leem porções muito pequenas para orar e comem alimentos lácteos. A recepção da Torá é uma enorme celebração! O que poderia ser mais importante do que isso? O costume de comer alimentos lácteos nesse dia vem do fato de que isso simboliza a propriedade de dar, distribuir a propriedade da Torá.

Nós tratamos Purim como o feriado de algumas crianças. Estes são os dois feriados mais ocultos porque têm que ser atingidos por esforços internos muito sérios. Como regra geral, quanto maiores, mais profundos e mais fortes espiritualmente são alguns estados, mais discretos, ocultos e humildes eles são.

Comentário: Nós sempre falamos muito sobre o feriado de Páscoa, o êxodo do Egito, mas este é apenas o começo.

Resposta: Este é o começo de todos os estados espirituais. Além disso, este é o início do ano, o início do mês, e o início de qualquer cálculo no trabalho espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Qualidades Do Sumo Sacerdote, Parte 2

laitman_740_023. Força (Vigor) Física

A realização de consagrações no Templo exige muitos esforços. Por exemplo, durante o dia mais difícil de Yom Kippur “O Dia da Expiação” (Dia do Julgamento) os Cohanim tinham que jejuar.

Aarão era incrivelmente forte. Durante a iniciação dos Levitas, Aarão levantava cada um deles e os sacudia para frente e para trás, para cima e para baixo.

Um dia, ele levantou vinte mil homens. O vigor de Aarão era excepcional; todos os Cohanim eram conhecidos por sua força”. (“Faça-se a Luz”, “Levítico”, “Emor“)

“Levantar Levitas” significa elevar o desejo ao seu próximo nível, dar ao desejo tanto a linha direita como a linha esquerda e, depois abaixá-los, de modo que eles tivessem que descobrir como subir os degraus por conta própria.

A Bina superior que é simbolizada pelos Cohanim (sacerdotes) possui uma qualidade muito interessante que se assenta tão profundo na propriedade de doação que ninguém sabe como subir a ela, como abordá-la. É como se uma mão se estendesse de cima e elevasse a pessoa ao seu nível.

É exatamente isso que os Cohanim tinham que fazer durante o Yom Kippur, porque neste momento todos os cinco desejos egoístas já foram “rejeitados” e as pessoas se tornam “vazias”, ou seja, prontas para se render a tudo o que é essencial para elas.

Como as pessoas estão prontas para “morrer”, ou seja, a completa autocorreção em certo estágio, que é simbolizada pelas roupas brancas que os Cohanim tinham que usar no “Dia da Expiação”; neste caso, o superior pode fazer qualquer coisa com o inferior que se anulou.

Para os Levitas, o Cohen é o degrau superior. Ele os cria. Eles se fundem com os Cohanim anulando-se. Depois de terem passado por esse estado, eles retornam, de modo que, independentemente, solicitam o poder de doação e amor para elevá-los de volta ao nível do qual desceram, independentemente do egoísmo que voltou a eles depois que o Yom Kippur acaba.

Pergunta: Quem é um Levita?

Resposta: Um Levita personifica o elo com as pessoas, a parte inferior de Bina. Através deles, os Cohanim entram em contato com Israel.

Um Cohen é o degrau do governo superior que está conectado ao Criador; enquanto que os levitas estão “emaranhados” com os Cohanim e o povo de Israel.

De KabTV “Os Segredos do Livro Eterno” 14/05/14

Qualidades Do Sumo Sacerdote, Parte 1

Laitman_043“Para se tornar um Sumo Sacerdote, um Cohen tinha que possuir cinco qualidades.

Que qualidades deve um Cohen possuir para desempenhar as funções do Primeiro Sacerdote?

1. A sabedoria é a primeiro e principal propriedade.

Através da realização de serviços no Templo, o Primeiro Sacerdote representava toda a nação. Para isso, ele tinha que ser notável (grande) na Torá”. (“Faça-se a Luz”, “Levítico”, “Emor”).

“Ser notável (grande) na Torá”, significa usar a Luz Superior para corrigir o egoísmo. Quando alguém recebe a Luz de Hochma (Sabedoria) não para o seu próprio benefício, mas para o benefício de outras almas, ele é chamado de “sábio”.

2. Aparência agradável.

Apesar da aparência externa não ser uma qualidade significativa, por respeito ao Criador e o Templo era necessário que o Primeiro Sacerdote tivesse uma boa aparência”. (“Faça-se a Luz”, “Levítico”, “Emor”).

“Boa aparência”, significa que uma das propriedades externas são direcionadas ao benefício dos outros.

Do ponto de vista espiritual, o homem é considerado “bonito” quando acende a Luz. Não é o corpo que importa, mas as propriedades que são de real importância. A Cabalá descreve as propriedades de ambos os desejos corrigidos e corruptos e os graus de sua correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 20/05/14

A Esposa Do Sacerdote

laitman_628_1A Torá, “Levítico” 21:13-14: E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade. Viúva, divorciada, desonrada ou prostituta, estas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher.

As partes masculina e feminina do desejo em todos os níveis devem estar claramente conectadas, a fim de consolidar a sua conexão e ser devidamente incorporadas num vaso espiritual.

A parte feminina é o desejo de receber e a parte masculina é o desejo de doar. Portanto, no nível do Cohen (sacerdote), que é o nível da pureza superior, é essencial para a parte feminina estar subordinada apenas a ele, o que significa que ela está totalmente purificada do seu ego interior e exterior. Isso significa que ela é virgem e está pronta para ser sua esposa.

“E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade“, significa que ele deve usar o desejo apenas em seu nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

Os Níveis Da Ascensão Espiritual

Laitman_041_01Nós temos que tentar manter o foco na imagem geral ao ler a porção semanal da Torá (Parashat HaShavua) uma vez que a Torá nos fala sobre como alcançar a unidade abrangente e completa.

O ego é revelado cada vez mais, repetidas vezes no caminho para a unidade, e à medida que cresce, nós descobrimos a necessidade de uma conexão cada vez maior acima dele.

O ego é o nosso ajudante que age contra nós e serve como ajuda contra nós, mas, ao mesmo tempo, revela todas as falhas, os defeitos e vapores venenosos dos nossos estados.

O ego é revelado na atitude consumista das pessoas para com a natureza inanimada, vegetal e animal, mas especialmente nas relações entre nós. A inveja, o ciúme, a dominação, a aspiração à fama e respeito são os nossos principais problemas.

Portanto, o objetivo da nossa correção é levar a pessoa a um estado de unidade e totalidade, quando ela pode se conectar harmoniosamente com todos os outros num único sistema. Esta é a razão pela qual a Torá, a Luz que corrige todas as falhas, nos foi dada. As falhas são corrigidas na medida em que nós as definimos como tal, o que significa de acordo com a nossa forma de vê-las.

Elevando-se acima das falhas para uma maior conexão e unidade entre nós, nós subimos aos níveis chamados de feriados, dias de semana, sábado e Rosh Chodesh (o início do mês), as nações do mundo, levitas, Cohanim (sacerdotes), israelenses, etc.

Nestes níveis nós vemos todos os outros pilares de sustentação da ascensão espiritual ao estar no nível do Rei David num determinado momento e, em seguida, no nível do rei Salomão, e, depois, no nível de Moisés, Aarão, José, ou Jacó.

Na medida em que a pessoa passa por estes níveis, ela sente que sobe do nível mais baixo para o mais alto, estando em tantos estados quanto possível. Ela parece experimentar todos os dias, feriados, dias da semana, etc. Ela entra nos estados de cada um desses pilares de sustentação, se conecta, e se une com toda a humanidade. No final, ela integra o mundo inteiro dentro dela e se torna um ser humano, Adão (decorrente da palavra hebraica “Domeh“- assemelhar-se), o que significa semelhante ao Criador.

Portanto, nós devemos perceber tudo que a Torá nos diz como níveis essenciais do nosso desenvolvimento, até que todos cheguemos à totalidade predeterminada.

Pergunta: A sequência dos feriados de Rosh Hashaná (ano novo) em diante é mantida nos sentimentos de uma pessoa e, consequentemente, em seu sentimento como Noé, Abraão, etc.?

Resposta: Cada pessoa sente isso a sua maneira.

Se a alma geral não foi quebrada e fosse apenas uma alma que se corrige de certa maneira proposital que é especialmente destinada para isso, ela passaria por todos os níveis numa ordem exata.

Mas já que estamos todos conectados e só podemos ser corrigidos pela conexão entre nós, temos que passar por todos esses estados, que estão mutuamente incorporados em nós e nos valores da Torá chamados de Abraão, Isaac, Jacó, etc.

Todas estas figuras são níveis espirituais e seu preenchimento interno, que em cada nível é chamado de Adão. Os níveis em si são chamados de sábado, dias da semana, feriados, meses e anos.

É todo um sistema formado pela natureza inanimada, vegetal e animal; todo um mundo que se desenvolve na unidade integral ao atingir cada vez mais uma maior harmonia de cada vez.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14