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Um Eterno Feriado De Luz

A Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:23-34:24: “Três vezes ao ano todos os teus homens aparecem diretamente diante do Mestre, o Senhor, o Deus de Israel. Quando eu tirar nações de diante de ti e eu alargar a tua fronteira, ninguém vai cobiçar tua terra, quando subires para aparecer diante do Senhor, vosso Deus, três vezes a cada ano”.

Um ano é um determinado nível. Certos níveis são divididos em dias, semanas (uma semana não é um conceito astronômico, mas espiritual), meses e início do mês. Para quem trabalhou corretamente com a Torá, estes conceitos eram tão familiares como são hoje.

Trata-se das três linhas pelas quais uma pessoa tem de subir em cada nível. Cada nível é um ano (decorrente da palavra repetir em hebraico: “Shana”, de “Lishan”, para ir de novo e de novo, subir e voltar).

Portanto, em princípio, todos os feriados são repetidos todos os anos. Quando este mundo desaparecer de nossos sentimentos, todos os níveis irão entrelaçarem-se em conjunto e apenas um estado será revelado, o mundo do Infinito, e apenas um feriado permanecerá, o que é chamado de “um dia”, uma Luz contínua.

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De “Segredos do Livro Eterno”, KabTV, em 16/9/13

Políticos Não Deixam A Economia Crescer

Dr. Michael LaitmanOpinião (Joseph E. Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia): “Logo após a crise financeira global eclodir em 2008, eu avisei que a menos que fossem adotadas as políticas certas, um mal-estar no estilo japonês – crescimento lento e renda quase estagnada para os próximos anos – poderia começar. Enquanto os líderes de ambos os lados do Atlântico afirmavam que tinham aprendido as lições do Japão, eles prontamente começaram a repetir alguns dos erros. …

“A resposta dos formuladores de políticas para a crise não conseguiu resolver estas questões; pior, isso agravou algumas delas e criou novas – e não apenas nos EUA. O resultado tem sido o aumento do endividamento em muitos países, na medida em que o colapso do PIB minou as receitas do governo. Além disso, a falta de investimento, tanto no setor público como no privado criou uma geração de jovens que passaram anos inativos e cada vez mais alienados num momento de suas vidas, quando deveriam ter estado aprimorando suas habilidades e aumentando sua produtividade.

“Em vez disso, as nossas dificuldades atuais são o resultado de políticas erradas. Existem alternativas. Mas nós não vamos encontrá-las na complacência vaidosa das elites, cujos rendimentos e carteiras de ações estão novamente em alta. Apenas algumas pessoas, ao que parece, devem se ajustar a um padrão de vida permanentemente mais baixo. Infelizmente, essas pessoas passam a ser a maioria das pessoas”.

Meu Comentário: A nossa natureza, o egoísmo, está acima da nossa mente, e nós estamos em seu poder. Ela nos obriga a agir irracionalmente, mesmo sob a ameaça da nossa própria morte. Como se diz: o anjo da morte traz uma espada ao homem e a espada tem uma gota de veneno na ponta, e ele é forçado a abrir a boca e engoli-la, para satisfazer o seu egoísmo, o sentimento da vida, embora essa gota mate. A elite não pode se limitar a explorar a sociedade, mesmo sob a ameaça de agitações, guerras e autodestruição.

A Morte Do “Coração De Pedra”

Dr. Michael LaitmanComo o Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Livro do Zohar“, nós devemos “morrer e apodrecer”, de modo que quase nada restará de nós, e depois disso nós “nascemos de novo” com novas características.

Claro, nós não devemos imaginar este processo como ele é retratado nos filmes de Hollywood. De fato, nos livros dos Cabalistas não há uma única palavra escrita sobre o nosso mundo, pois eles são apenas livros sobre os fenômenos e conceitos espirituais.

Eles falam apenas sobre o desejo de receber que é o único objeto que existe, e a sabedoria da Cabalá envolve isso. Este desejo é permanente. Na verdade, é a partir do nada, mas existe.

Existem duas possibilidades para capturar, perceber e organizá-lo: em prol da recepção ou em prol da doação.

Desde o início, o desejo de receber em prol da recepção foi dado a nós, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Assim, o desejo de receber egoísta se fecha no nível animal e não nos permite subir para o nível de Adão. Este está fechado dentro de nós, e nós só podemos subir até ele com a condição de que nos elevamos acima do desejo de receber que é descoberto aqui. É assim que entramos no mundo superior, a dimensão mais elevada.

Assim, depois que o desejo de doar nos transforma, nós nos desenvolvemos ao longo de duas linhas: “linha esquerda” e “linha direita”. A linha esquerda é o desejo egoísta que desperta em nós mais e mais, e, na linha direita, nós o corrigimos, repetidamente, através da Luz que Corrige e o transformamos no desejo de doar. É assim que o processo ocorre em paralelo, isso em contraste com aquilo, até que todo o desejo de receber “apodrece” no final, ao estado chamado de “morte”.

No entanto, isso não é o suficiente, porque nós ainda não transformamos aquilo num verdadeiro desejo de doar. Nós trabalhamos apenas acima dele em todos os tipos de formas. Eu faço algo dele, mas algumas partes não são adequadas e, ao mesmo tempo, aparentemente deslizam sob a minha capacidade . Então, chega a hora de uma atividade única: a “ressurreição dos mortos”.

Nós vemos algumas fases de desenvolvimento aqui em que a pessoa usa o seu desejo de maneiras diferentes. Na primeira fase, ela sai deste mundo para o mundo espiritual e prefere subir acima de tudo o que tem aqui e viver em doação, em vez de recepção. Depois disso, ela passa pela Machsom e desenvolve suas intenções altruístas acima do desejo constantemente crescente e usa-o para doar com o propósito de doar. Depois disso, ela passa para a intenção de receber com o propósito de doar, para “e amarás o teu amigo”.

Como resultado do uso destes meios, a pessoa fica com um desejo que ainda não pode usar para doar. Este é um grande desejo chamado “coração de pedra”.

É necessário indicar que, quando entramos na espiritualidade, nós podemos perceber apenas uma “linha fina” nela. Mesmo com o trabalho que fazemos, nós apenas expandimos ligeiramente essa linha que desce até nós de cima para baixo. Afinal de contas, o coração de pedra é a essência da criação e a densidade essencial que é deixada para nós para a correção final. Na verdade, o coração de pedra não é o desejo que o Criador criou. Este é o desejo de receber que nós descobrimos e formatamos nós mesmos. No entanto, nós não o criamos como o Criador fez com Sua atividade, mas, mesmo assim, criamos algo novo.

A fonte de destruição é revelada na “Árvore do Conhecimento”. Depois nós continuamos com este “fio”, descobrimos a diferença entre nós e o Criador, o coração de pedra que é descoberto em cada nível. Ele chega de cima como um ponto de dados , e com o nosso trabalho com o propósito de doar, descobrimos o quanto somos verdadeiramente diferentes, distantes e completamente opostos a Ele.

O coração de pedra nos é revelado de baixo para cima até atingir dimensões gigantescas, mas apenas na medida em que podemos apaga-lo, queimá-lo e aniquilá-lo. No final, nós finalmente o matamos e depois ele apodrece, chega à sua correção. Em outras palavras, depois que este desejo passar por todas as etapas, ele realmente vai voltar ao pó. Ele estava no nível falante, e depois disso, o animal e, depois disso, o vegetal, até estar completamente podre e atingir o nível de pó, como está escrito: “Pois tu és pó, e ao pó retornarás”. É assim que terminamos a correção.

Então, uma ação é executada que estamos certamente despreparados para fazer, mas a queremos muito: a “ressurreição dos mortos”. O coração de pedra, que era oposto ao Criador, nos separa Dele, e ele é descoberto graças aos esforços que fizemos, como se fossem todos projetados para isso. Quando eu quis avançar em direção ao Criador com toda a minha força e poder, com todos os esforços, de acordo com isso, eu descobri minha contrariedade ao Criador. É como se eu o descobrisse nas profundezas da criação que eles estavam escondidos de mim, e, portanto , com a sua correção, a correção geral está concluída.

Voltando à “decomposição” e à “ressurreição dos mortos”: certamente tudo isso acontece na subida da escada espiritual e não há nenhuma conexão disso com nossos corpos “animais” que vivem e morrem neste mundo, como todos os outros organismos. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas sobre a ideia interior que é chamada de Adão em nós, e não se trata da nossa biologia e zoologia que pertencem apenas à realidade física.

No artigo, “A Liberdade”, o Baal HaSulam escreve que “a sabedoria da Cabalá não menciona nada do nosso mundo corporal”, e no Livro do Zohar, Parashat “VaYetze“, 139, está escrito: ” O Zohar não fala sobre eventos físicos, mas sobre mundos superiores”.

Além disso, no Talmud Eser Sefirot , Baal HaSulam escreve no volume 1, “Nós devemos lembrar que toda a sabedoria da Cabalá é fundamentada em conceitos espirituais que não ocupam tempo ou espaço. Toda a dificuldade para os iniciantes é que eles compreendem estas coisas com expressões físicas com as limitações de tempo e espaço, substituição e permutação, que os autores usam apenas como símbolos de suas raízes superiores” .

Além disso, Rav Kook escreve em “Cartas , 1″: ” Eu fiquei horrorizado ao ver que uma forma corpórea foi descrita para o conceito de Adam Kadmon da Cabalá, que é apenas um conceito metafísico, um conceito divino. Deus me livre que devamos nos permitir materializar esses conceitos sagrados, mesmo como uma forma de estudar”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Era Das Decisões Coletivas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho dúvidas sobre a tomada de decisão coletiva. É impossível sentar-se em um círculo por horas e discutir todas as questões. Será que depois de uma discussão como esta uma pessoa ainda tomará uma decisão? Caso contrário, isso vai levar muito tempo.

Resposta: Eu acho que as pessoas em sua maioria serão envolvidas em discussões apenas em círculos como estes, e com relação ao trabalho, pode ser que elas trabalhem uma hora por dia e talvez nem trabalhem. Todo o seu tempo, elas vão estar à procura de soluções sobre como ser como o Criador. Nisso, elas vão ver que esta é a sua principal ocupação, e vão obter prazer disso. Nesse meio tempo, nós não entendemos como algo assim é possível, mas é assim que vai ser!

Este será o centro de sua vida. Além de comer e dos cuidados necessários para o corpo físico, todo o resto das atividades de uma pessoa vai ser dedicado a isso: 24 horas por dia em pensamento e 15 horas em ação. A pessoa vai se envolver constantemente em criar uma conexão cada vez mais estreita com os outros, mais interna e emocional, física ou virtualmente, até que comecemos a descobrir que o corpo físico não existe, e todo mundo vai começar a ser visto como imaginário.

Todas as decisões serão aceitas coletivamente. Isso é natural. De onde alguém pode saber melhor do que outros? Mesmo agora, isso funciona assim. Em sociedades de grande porte, centenas de pessoas participam da gestão e tomada de decisões críticas. Como se pode tomar uma decisão se o que ontem parecia a você como completamente correto, hoje é simplesmente ridículo e vice-versa?

Uma pessoa não está pronta para fazer qualquer coisa sozinha. Se ela quer ser como o Criador, como ela pode continuar a trabalhar sozinha? Este não é um modelo que torna possível estabelecer-se no caminho certo. Portanto, hoje, não temos outra opção. O tempo das pessoas talentosas, dos políticos de destaque, dos economistas e dos líderes passou. O administrador de hoje não é de forma alguma superior aos outros e não está pronto para tomar a decisão certa. Tudo está em declínio. Afinal de contas, nós começamos um novo desenvolvimento e este deve ser coletivo, integral!

Portanto, nós aconselhamos todos os gestores em todos os tipos de sociedades que organizem e montem grupos para a tomada de decisões. Isso já está acontecendo agora, porque as pessoas sentem intuitivamente que uma decisão como esta é mais confiável. Só que agora elas se reúnem e discutem, e cada uma promove sua opinião. No entanto, aos poucos, elas vão descobrir a partir de sua experiência pessoal, que, desta forma, é impossível chegar a uma decisão. Aparentemente, teoricamente, está tudo bem! No entanto, na prática, isto não está bem. Isso não produziu bons resultados.

Assim, elas vão ouvir o nosso conselho e aceitar que o grupo deve esclarecer questões, não através da discussão entre si, mas por meio da autoanulação de todos em relação ao centro do grupo para esclarecer a opinião de cima. O Criador deve estar presente nisso, o qual lhes dará uma solução perfeita. Nossas decisões e soluções já são chamadas de integrais.

Para uma discussão como esta, deve haver dez pessoas. Portanto, no governo, há todos os tipos de comitês; há uma assembleia. Mesmo a partir do benefício pessoal egoísta, as pessoas entendem que não é mais possível entregar todo o governo para uma única pessoa como para os reis no passado. Deve haver conexão, seja egoisticamente (pelo menos) ou espiritualmente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “Nove Passos”

Condutores Elétricos Espirituais

Dr. Michael LaitmanTodos nós sabemos que o desejo de receber é matéria, em outras palavras, a base de toda a criação. O desejo é tudo o que a Luz (o Criador) criou. Portanto, o desejo é chamado de “algo a partir do nada”, pois não existia antes da Luz cria-lo. Esta é a única ação, o ato da criação.

Na continuação, o desejo de receber evoluiu a partir da fase zero até a fase quatro, e com a influência da Luz começou a sentir sua existência, isto é, quem ele é e o que ele é. Neste estado, de repente, ele começou a se sentir como receptor. Se ele só me criou desta maneira, é uma coisa; além disso, eu também entendo que quero receber e desfrutar da recepção, o que já é outra coisa. Aqui nós estamos falando da intenção: o desejo de receber revelou a intenção dentro dele, e ela era o oposto da intenção do Criador.

Por isso, uma imensa lacuna foi criada entre a intenção do desejo que foi criado (uma intenção para receber prazer para si mesmo) e a intenção do Criador que o desejo sente (a intenção de dar prazer à criatura, de preenchê-la, de se preocupar com ela e assim por diante).

A sensação da grande lacuna, a sensação de ocultação desperta no desejo de receber o que se chama, Tzimtzum Aleph – primeira restrição. Na verdade, este foi o início da criação. Com a influência das condições existentes, o desejo de receber começa a fazer alguma coisa por si só. Ele começa a receber apenas para dar prazer ao seu Criador, ou seja, tenta ser como Ele. Esta semelhança com o Criador é o primeiro mundo entre os cinco mundos (porque o desejo de receber é composto de cinco níveis), o mundo de Adam Kadmon (AK), que é Adam HaRishon (primeiro homem), o protótipo do homem.

Isso conclui a primeira fase, uma vez que o desejo de receber não pode fazer mais nada. A fim de continuar a realizar-se, são necessárias novas ações. Os detalhes destas ações são mais interessantes. Abaixo do Tabur do fim de Galgalta ve Eynaim, é feita uma mistura dos desejos, mais precisamente, esta é uma mistura das intenções de Lo Lishma e Lishma.

Depois disso, ocorre Tzimtzum Bet, a segunda restrição. Ela dá um impulso para a continuação do desenvolvimento, que é tão grande, que ao mesmo tempo o desejo de receber recebe a Luz dentro de si como se fosse Lishma, e ele descobre que, apesar de tudo, não está preparado para fazê-lo, não consegue manter a intenção correta, e recebe tudo por si. O estado em que a satisfação egoísta é revelada é chamado de quebra do desejo de receber.

Posteriormente, dentro deste desejo quebrado, novos mundos aparecem, novos sistemas são construídos. E todos esses sistemas já estão construídos em um estado em que o desejo de receber entende e está ciente do que ele é, quem é, e como deve construir um sistema no qual ele pode ser reparado, ou seja, passar da intenção “a fim de receber” para a intenção “a fim de para doar”.

Tudo isso acontece quando ainda não existe nada além dos dois desejos, as duas forças opostas, ou seja, antes mesmo do nosso mundo ser formado, antes do Big Bang, antes do nosso universo, antes de tudo. Estas duas forças constroem todo o sistema de controle por meio do qual quatro mundos aparecem: Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya (ABYA). Assim, o sistema de controle é criado.

Depois disso, a partir desse ponto central do mundo do Infinito, Olam Ein Sof (∞), que sentiu vergonha e, portanto, fez Tzimtzum (restrição), um único Partzuf interior é formado, um pequeno sistema interno muito original. Isso é chamado de Adam e seu objetivo é assemelhar-se totalmente ao Criador, para levar todo o desejo à equivalência de forma com Ele. Este sistema também passa por uma quebra, uma divisão numa infinidade de partes que caem em nosso mundo.

O que é este mundo? Nele estão as condições, com cuja ajuda o desejo de receber pode corrigir a sua intenção. Como ele faz isso? Ele faz isso de uma forma completamente independente do Criador. Caso contrário, isso não seria uma correção independente e o desejo não seria independente. Portanto, após os cinco mundos: Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya, a descida através de todos os 125 níveis que começam a partir do mundo do Infinito até o nosso mundo aqui, abaixo de todos os mundos superiores, um único nível é formado.

Este é único, já que aqui existem corpos, o que nós compreendemos como corpos que nascem, se desenvolvem, envelhecem e morrem. Além disso, estes corpos também são divididos em machos e fêmeas.

Um sistema completo é formado aqui da ação de forças, que em nosso estado e consciência são sentidas como corpos. Nos mundos espirituais, apenas desejos e intenções existem. No nosso mundo físico, há três fatores: corpo, desejo e intenção. Por esta razão, os corpos podem chegar a diferentes relações entre si, de aproximação mútua e de distanciamento. Esta abordagem e distanciamento não necessariamente influenciam o desejo e a intenção.

Os desejos podem ser completamente diferentes, as intenções podem ser completamente opostas, muito ruins, e, simultaneamente, entre os corpos pode haver proximidade. E nós vemos isso em nosso mundo. Os políticos ou pessoas que se odeiam se reúnem, vamos dizer, “escondendo uma faca ou uma arma” nas suas costas, sorrindo educadamente, apertando as mãos uns dos outros, conversando e concordando com as coisas entre eles.

Esta é a singularidade do nosso mundo, que é a sua vantagem e sua deficiência. Aqui, sem corrigir os desejos e as intenções, é possível se aproximar uns aos outros através dos corpos. E se nós não entendemos esta condição, a singularidade do nosso mundo, se julgamos a proximidade interior de acordo com a proximidade exterior, então é claro que nós perdemos.

Um exemplo adicional é a atração sexual. Em geral, numa idade jovem as pessoas ainda não entendem que este é um impulso corpóreo. E, como resultado, há muitos problemas.

As pessoas não entendem que a principal intimidade deve ser muito mais profunda, interna, intencional, o propósito da vida. Quando você não conseguir alcançar esse objetivo sem outra pessoa, então não vai ser realmente uma verdadeira intimidade.

Portanto, em nosso mundo esta imagem de “corpos” é formada, uma verdadeira ilusão. Ela se divide em quatro níveis: a natureza inanimada, vegetal, animal e falante.

E como é conhecido por nós a partir de uma parte da Cabalá chamada a percepção da realidade, todos os corpos aparecem apenas em nossa imaginação interna. O imenso mundo material é sentido apenas como externo. No entanto, ele é revelado desta forma apenas em nossa consciência. Os físicos, biólogos e psicólogos já falaram sobre isso.

Por outro lado, esta é a singularidade do nosso mundo, e em geral, a realização de todo o processo de evolução da criação, pois nos leva a um estado do qual podemos começar a nos aproximar, pelo menos corporalmente.

Para onde é que tudo isso leva? Ao longo da história a humanidade tem se desenvolvido de acordo com uma lei interessante, a lei do ego crescente. Se nós estamos falando da natureza simples, também nela primeiro o nível inanimado evolui, depois o nível vegetal, em continuação o nível animal e só depois o humano. No entanto, essas etapas são temporárias, já que o processo atinge certo estágio e depois para e não continua a evoluir mais. Esta é a evolução gradual das fases.

Todos nós sabemos que os cataclismos naturais aconteceram durante a evolução na superfície da terra. E depois disso, o ser humano evoluiu a partir do macaco. A Cabalá nos revela como e por que isso aconteceu. É claro que os Cabalistas escreveram sobre isso muito antes de Darwin. Isso é falado no Livro do Zohar, nos livros do Ari (Cabalista que viveu no século XVI) e na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot “, que é o comentário do Livro do Zohar por Baal HaSulam.

A evolução humana é mais interessante: centenas de milhares de anos se passaram até que, no século XX, o estágio evolutivo exponencial mais sério chegou. No início do século XXI, nós chegamos a um estado de saturação: o ego parou de evoluir e até mesmo começou a declinar um pouco.

Em outras palavras, nós começamos a compreender que há um fim para o ego. Nós ansiávamos o tempo todo em atingir o pico da nossa evolução; o nosso ego cresceu e nós pensamos que este crescimento poderia ser infinito. Especialmente no século XX, o sonho americano de felicidade geral numa sociedade de consumo infinito ilimitado nos atraiu. Parecia que nós poderíamos ver e saber tudo, que pudéssemos desfrutar tudo, que todos nós seríamos livres e felizes, que iríamos viver centenas de anos e ainda mais. Tudo parecia um sonho róseo. Tínhamos certeza de que nossos filhos viveriam muito melhor do que nós, que seria possível viver tanto para o nosso bem como para o bem deles, ou seja, que seríamos duas vezes mais feliz.

Depois disso, o ego cresceu a um estado em que, tanto para nós não há vida e também para os nossos filhos certamente ela não será melhor. Hoje mesmo nós estamos vendo isso. Nós estamos preparando um mundo para eles que é ruim, muito pior do que o atual.

Isso é sentido nos desastres naturais e em tudo que está acontecendo no mundo. Mesmo as nações subdesenvolvidas atingiram rapidamente um limite e estão começando a cair.

E assim o nosso ego nos levou a um beco sem saída e vemos que chegamos ao “fim da linha”. Os Cabalistas indicaram este ponto em 1995. Este é o único indicador que o Baal HaSulam apontou. Na sua opinião, desde então, a humanidade se tornaria consciente do fim de sua evolução e que o nosso ego não é infinito.

Trata-se do fim do processo que começou com o Big Bang, que foi o início do nosso universo, supostamente 14 bilhões de anos atrás. Começando com o Big Bang até o nosso tempo, todo esse período foi um período de evolução do ego. E aqui ele chega ao fim.

Você pode imaginar que momento único nós estamos vivendo? A partir de hoje, o ego está começando a “se dobrar”, e nós vemos isso de acordo com os casos de depressão, os problemas na família (crianças, divórcio), a condição social, as relações entre nós, o avanço rumo a uma nova guerra mundial, e assim por diante. Novamente, as pessoas veem o tempo todo a falta de perspectiva. O estado egoísta, para o seu próprio bem (Lo Lishma) é perder a si mesmo. Nós não estamos preparados para estar separados dele, mas já não nos parece como algo absoluto, certo e inabalável. Assim, a natureza nos obriga a mudar a antiga percepção, a nossa relação para com o mundo, para com a vida, e para com nós mesmos.

A Cabalá fala sobre isso, que, precisamente agora, a humanidade tem a oportunidade de chegar à consciência do fim de sua evolução e pensar novamente sobre o objetivo de sua existência: será que realmente existimos apenas por causa de nossos corpos? Se vamos ou não compreender verdadeiramente o nosso mundo somente através de nossos corpos, absorvendo tudo através dos cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato? Vários tipos de ondas nos influenciar e nós as percebemos e vemos o mundo em algum tipo de tela interior.

Mas será que percebemos tudo? Será que existimos na forma certa? Através do nosso ego, através da preocupação pelos nossos corpos sozinhos, será que não estamos nos metendo numa armadilha psicológica de informações que contrai e destrói nossas conquistas e emoções, a nossa existência? Em resumo, venham, vamos checar de novo, será que estamos certos ou não sobre a nossa conservadora abordagem egoísta?

Esta é a singularidade do nosso tempo, o tempo da descoberta da sabedoria da Cabalá como um meio que torna possível descobrir dentro de nós o novo sentimento. Torna-se impossível não ficar preso aos nossos cinco sentidos “bestiais” que morrem em conjunto com os nossos corpos e desenvolver em nós um novo sentido interior que não depende do nosso corpo. Isso é chamado de Neshamah, alma. Em princípio, este é também um corpo, mas um corpo espiritual. Nós o desenvolvemos muito facilmente através de uma mudança na intenção de “para mim” para “pelo outro”. Isso nos ajuda a sair das limitações de nós mesmos e começar a sentir o que os outros sentem. Porque, se eu sinto tudo dentro de mim, a minha realidade é chamada de “nosso mundo”, e se eu posso sentir tudo em todos na humanidade, então eu sinto o mundo superior, só se eu posso entrar nos sentimentos do outro e estar fora de mim mesmo.

Os sofrimentos que sentimos em nós são a verdadeira crise. E esta é uma enorme ajuda para que possamos sair de nós mesmos e começar a sentir o mundo que existe fora de nós.

Então chega um estado como esse, que, em princípio, não me importa o que eu sinto dentro de mim. É como se eu estivesse vivendo dentro do outro e, assim, eu passo do meu “eu” limitado e mortal, para o “eu” infinito e imortal. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos dá.

E, basicamente, ela nos dá muito mais. Pois a morte está ligada ao meu corpo “bestial”, e Ein Sof está ligada à alma.

Em outras palavras, eu entro numa área completamente diferente, numa nova dimensão dentro da qual eu realmente existo. Eu começo a sentir este mundo como imaginário, que ele realmente não existe. Isso é porque ele só existe dentro da minha imaginação errônea, dentro da minha percepção egoísta onde estou centrado apenas em mim mesmo.

Assim, o nosso mundo é único, já que aqui podemos nos aproximar com a ajuda de corpos, mesmo com diferentes intenções. Nós podemos nos reunir em um círculo com um número de amigos, ao lado de uma mesa redonda e começar a nos conectar com o outro. E mesmo que a conexão entre nós seja artificial, mesmo que desde o início não tenhamos boas intenções um pelo outro, já que pela nossa natureza somos egoístas, mas exista um grupo, uma mesa redonda, um “playground”, no qual todos nós podemos nos unir e apoiar um ao outro, a este respeito, e entre nós existe uma Arvut (responsabilidade mútua) circular. É possível, pois cabe a nós alcançar um objetivo comum. E nós utilizamos todas as oportunidades materiais, tudo o que está em nossas mãos. Sobre isso, é dito: “Tudo o que está em suas mãos você deve fazer”. Nós tentamos chegar a conexão entre nós na qual cada um pode sair de si mesmo e ser um todo único.

Pois o que é esse imperativo? É só para ajudar um ao outro. Não há nada mais do que isso. Por que existe esse todo único? Por que acontece a quebra de um desejo numa multiplicidade de desejos? Só para que através disso nós ansiássemos pela ajuda mútua, ou seja, que cada um pudesse sair de si mesmo para o outro.

Assim, nós ansiamos por algum tipo de todo comum, mesmo que não queiramos isso, mas tentamos agir em conjunto, com a ajuda dos corpos. Nós nos reunimos num grupo, realizamos diversas atividades, organizamos convenções, estudamos, ensinamos e educamos a nós mesmos. Nós tentamos chegar à conexão entre nós, uma “bola de framboesa”. E o nosso impulso passa de um para outro. Nós podemos apoiar uns aos outros, despertar o outro. Nós podemos ampliar e melhorar a conexão entre nós psicologicamente.

E a primeira condição este nisso, de que a conexão deve existir de acordo com as leis que foram escritas para nós pelos Cabalistas. Pois esta unidade, o acordo deve ser como um Kli, ou seja, a característica de máxima doação e amor, tanto quanto possível. Os artigos Cabalísticos que os nossos professores deixaram para nós, nos dirigem a isso. Eles escreveram e gravaram para nós o que a conexão deve ser; eles determinaram todas as suas condições.

Portanto, o “acordo” entre nós deve ser como um Kli. Em geral, não há necessidade de inventar as condições para a conexão. Por meio de nossa mente distorcida que nos empurra egoisticamente para onde quer que ela vá o tempo todo, nós inventamos apenas o que é útil para o nosso ego, mas de forma alguma para a espiritualidade. Nós não entendemos o que significa esta espiritualidade, e, portanto, precisamos ouvir as fontes. Isto é muito importante porque há uma infinidade de “sábios” que começam a inventar algo por si mesmos e é claro que depois de algum tempo eles falham. Eles estão prontos para destruir essa vida para nós e não conseguimos alcançar o que estamos buscando.

Mas há também a segunda condição: cabe a nós explorar o mundo superior, em outras palavras, o que temos que alcançar. E também os nossos estudos devem ser baseados nas fontes, nos livros que foram escritos por pessoas que alcançaram o mundo superior.

Nós aspiramos o mundo superior, e conforme o nosso desejo de estar mais próximo dele, conforme o grau de tensão, nós recebemos uma influência chamada Ohr Makif (Luz Circundante).

Ela ilumina a todos, só ilumina, está em toda parte. Mas ela só continuará a nos iluminar na medida em que ansiarmos por ela. Quando queremos abordá-la, nesta medida nós despertamos a Luz mais forte para nós mesmos.

Tal como acontece com o efeito Doppler, novas características internas aparecem em mim, especificamente porque eu me encontro num campo uniforme de igual tensão, mas se eu me movo nele, a tensão é criada em mim como a eletricidade que é criada em um fio sob a influência de um campo magnético. Esta é a bem conhecida Lei da Indução; tudo o que tem elétrons livres pode ser usado como um canal que se move dentro do campo eléctrico.

Por isso, nós também nos movemos num campo uniforme de Luz, e na medida em que ansiamos por ela, ou seja, tentamos nos mover mais rapidamente, para chegar, atingir e descobrir que, nessa medida, surge em nós a “indução”, “correntes de indução” se formam em nós. E elas nos mudam, nossas intenções, de Lo Lishma para Lishma. No começo nós não entendemos como isso acontece, mas gradualmente o fenômeno age.

Desta forma, todo o desenvolvimento que é esperado para nós leva à conexão. Portanto, existem várias unidades como estas na natureza, como as tentativas de conectar nações, várias corporações, organizações profissionais e grandes indústrias, uniões internacionais, como a União Europeia e assim por diante.

Mas nós não sabemos como nos conectar. Por isso tudo acontece da maneira oposta. A União Soviética também se separou porque não poderia unir todos numa base espiritual comum, e a Europa também vai quebrar; qual será o resultado disso não é conhecido. Além disso, os Estados Unidos e, em geral, todos as uniões vão começar a quebrar, porque todos são construídos sobre o ego mútuo. Só se começarmos a entender que cabe a nós nos conectar, então vamos passar por este caminho, esta transição de distanciamento mútuo para a atração mútua, de uma maneira boa, fácil e confortável. Para isso foi dada a sabedoria da Cabalá para nós. Porém, se não pudermos usá-la, infelizmente vamos ser empurrados para um maior sofrimento, ódio mútuo, com grandes prejuízos para toda a humanidade, para uma Terceira e Quarta Guerra Mundial, e assim por diante…

Assim, a unificação do nosso mundo reside nisso, que, especificamente, nela nós podemos reformular nossas intenções de Lo Lishma para Lishma e fazer isso de forma totalmente independente, sem ser dependente do Criador, isto é, construir para nós mesmos equivalência de forma com Ele, sem estar sob Sua influência revelada. Nós estamos preparados para construir um estado entre nós que será semelhante à espiritualidade e para despertar em nós mesmos a Luz que Reforma e avançar neste caminho.

Portanto, a solução reside só na conexão entre nós. Assim, nós desenvolvemos a Educação Integral, em primeiro lugar, a fim de continuar a unir o mundo e, segundo, para elevá-lo ao Criador.

Nós nos encontramos numa situação única, pois temos recebido um despertar único de cima, e, portanto, isso nos levou à conexão (S), à Cabalá, ao estudo. Com esta condição, nós devemos estar ocupados com a nossa disseminação.

Em princípio, o mundo inteiro hoje está em crise e depende apenas de nós se ele vai entender o que esta crise é e qual o seu propósito. No final, nós, como a parte escolhida e única, devemos tomar todo este mundo e elevá-lo junto conosco ao nível do Criador, para conectá-lo ao Criador.

É possível fazer isso dentro do menor espaço de tempo, tudo depende apenas de nós. Eu espero que nós entendamos que a solução está na conexão e que a conexão correta só pode existir através de nós, e que vamos começar de forma séria a nos envolver com a disseminação da educação e formação integral.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2

A Ciência Dos Corações Humildes

Ao longo de gerações, aqueles que estavam envolvidos na parte interna da Torá estavam passando por autotransformação, pois eles trabalharam para o bem do Criador e atingiram a espiritualidade. É impossível alcançá-Lo sozinho, exceto em casos especiais que ocorrem para os beneficiários da revelação do Alto para um propósito especial. É por isso que os Cabalistas tinham que ficar sempre conectados com seus amigos, como um homem com um só coração, em garantia mútua.

Isto sempre foi feito “com humildade”. Embora cada um trabalhasse na unidade por causa de seus amigos, eles nunca demonstraram isso externamente. Na maioria das vezes, era o contrário, eles ostensivamente exibiam desrespeito pelo outro e para o seu trabalho interno, como era entre os Cabalistas de Kotzk. Eles agiram dessa forma para esconder a verdadeira aspiração de seus corações e, assim, permitir-lhes aplicar esforços e avançar. [Leia mais →]

Primeiro Vem O Apetite, Depois A Refeição

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 3, “A Questão da Realização Espiritual”: …o Criador quis que alcançássemos e compreendêssemos a abundância como “Seu desejo de fazer o bem às Suas criações”.

Pergunta: Em geral, por que precisamos de todos estes segredos ao longo do caminho?

Resposta: O “segredo” é um lugar que estamos prestes a descobrir, aos poucos, através da aplicação de esforço suficiente; ele aparece cada vez mais em “pequenas doses”, que se alternam com os nossos esforços. Assim, pouco a pouco, nós estamos moldando os vasos, o desejo de finalmente revelar a Luz do Infinito, o mundo inteiro, que vai nos permitir reconhecer, entender e estar em adesão. O Criador quer nos satisfazer e agradar; por isso, nós temos que alcançar equivalência de forma com Ele, seguindo o Seu exemplo e a construção de nós mesmos em conformidade.

Nesse meio tempo, é um mistério para mim. Ele está na minha frente, mas eu ainda não posso alcançá-Lo, porque não tenho vasos adequados.

No entanto, eu tenho que querer isso. Qual é o valor de lhe dar-lhe um presente que você não quer? Como você pode apreciá-lo? Digamos que me foi oferecida uma refeição maravilhosa que inclui peixe, carne, numerosas saladas e frutas, vinhos, as carnes mais ricas e requintadas; ao mesmo tempo, eu estou limitado por um desejo muito estreito, muito pequeno, tanto em magnitude como em qualidade, ou seja, pela capacidade de distinguir os gostos.

Como pode o Criador desencadear o nosso “apetite”? Eu não posso simplesmente comprar este “jantar”; primeiro algo precisa ser agitado, estimulado, aberto. Um forte desejo deve ser cultivado em mim, para que eu vá até Ele e peça-Lhe esta refeição. Ao mesmo tempo, Ele me dá obstáculos até que o meu desejo se torne completamente formado, o qual só precisará ser preenchido.

Pergunta: Existe outra maneira de atingir este estado, exceto passando por golpes?

Resposta: Estes não são problemas ou infortúnios; eles são um meio de despertar as verdadeiras necessidades. Eu as transformo em problemas. O Criador sofre, mas Ele não tem outra opção. Afinal de contas, Ele quer que eu desfrute. Ele preparou tanta coisa para nos dar, mas o meu desejo é atraído para coisas diferentes: comida crua em vez de Seu banquete. O apetite está lá, mas não pelos Seus pratos.

Assim, a forma de ocultação e despertar, interioridade e exterioridade, todo este mundo que me traz confusão, o grupo, etc., eu ainda vejo outra maneira, que tudo isso vem do Infinito, que o Criador quer dar para mim.

“O fim de um ato está no pensamento preliminar”. Há apenas a Luz do Infinito e o desejo de receber; de acordo com o objetivo da criação, o desejo de receber prazer deve ser preenchido completamente com a Luz. No entanto, a Luz contém certos detalhes que, a fim de apreciá-los, eu tenho que atingir a altura do Criador.

Portanto, nós temos três fatores:

  • Gozo
  • O embrião do desejo
  • As condições em que o desejo deve ser estendido até que o prazer seja “engolido” por completo, e “provado” totalmente em todas as suas propriedades intrínsecas. No final, eu compreendo toda última migalha, sinto todos os gostos que o Criador preparou para mim.

Esses três fatores dão origem a mais uma descida a este mundo para me apresentar todos os meus “problemas”. Essa é a forma como todas as condições necessárias são ordenadas, e não há como nos escondermos disso. O estado final é pré-estabelecido no início; tudo está ligado ao mundo do Infinito, ao pensamento que acabará por nos levar à alegria completa.

Isso significa que tudo o que nós passamos é para revelar o nosso “apetite”: o desejo de ser satisfeito com as iguarias do Criador. A Luz Superior permanece em repouso absoluto e aguarda apenas as minhas necessidades.

Como eu posso gerar uma necessidade de receber Sua Luz? Onde eu posso encontrar um estímulo que vai “agitar” a minha alma na medida em que a fome “desperta” o meu estômago? Como podemos entrar em sintonia com os gostos do criador?

Para isso, nós precisamos de um tipo especial de aspiração que é formado através do nosso trabalho no grupo, com os nossos amigos. O grupo é o lugar onde um novo desejo começa. Quando nós conseguirmos corrigir a quebra, vamos reconhecer nossas novas necessidades que são instigadas não pelos nossos impulsos “animais”, mas pela autêntica “inclinação ao mal” que nos impede de nos conectar uns com os outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/13, Shamati # 3

No Declínio Do Progresso

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: É difícil entender como tal declaração (“Ama teu amigo como a ti mesmo”) pode conter a soma total de todas as Mitzvot na Torá.

Diz-se que o mandamento “Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a maior regra na Torá. Em outras palavras, é um programa que rege toda a realidade, um programa chamado “amor”. Ele inclui a natureza inanimada (I), vegetal (V), animal (A) e falante (F). Assim, tudo está sujeito à influência da força do amor e progride de bom grado ou não.

O amor atua como uma mãe carinhosa e atenciosa, e expande constantemente o desejo de receber. É isso que a Luz faz: nutre o desejo de receber.

No entanto, enquanto o sistema cresce, seus sofrimentos são reforçados, já que ele avança egoisticamente. Por um lado, eu gostaria de “engolir” o mundo inteiro, mas, por outro lado, quem vai me deixar?

Portanto, ocorre que eu sofro mais, apesar das novas “oportunidades” que recebo. Nós recebemos mais escolhas; todos os dias ouvimos falar de novas fontes de prazer. Podemos até mesmo as “tocar” e “cheirar”, mas realmente não podemos mergulhar nelas completamente. Cada vez observamos o prazer de fora e, no final, apenas o adicionamos à nossa frustração.

É assim que o progresso se desdobrou por milhares de anos até agora: nós cultivamos ciências, tecnologias, cultura e educação, e ainda permanecemos “vazios”. Há uma abundância de vasos que estão prontos para receber prazer, mas e daí?

Tomemos um smartphone como exemplo. Quando eu o seguro na minha mão, eu realmente seguro o mundo inteiro na palma da minha mão. Eu tenho a chance de falar com quem eu quiser, conhecer o que está acontecendo nos lugares mais remotos do mundo… Mas o que eu faço na verdade? Eu converso sobre tolices ou “mato o tempo” jogando jogos virtuais. A longo prazo, eu permaneço vazio. A geração mais jovem gasta todo o seu tempo assim, sacrificando seu potencial futuro e sobrecarregando-se com o vazio. Nós agimos como se fôssemos crianças.

Isso significa que a Luz nos levou à debilidade e degradação, à deterioração e indiferença. Era totalmente inconcebível para nós que isso acabaria desta forma.

Prazeres não estimulam mais esperanças. Pelo contrário, ficamos desapontados neles e tudo o que queremos hoje é descansar. Nós compreendemos que nunca teremos o que queremos de qualquer forma. Portanto, vamos apenas “fumar e esquecer tudo”. Não é por acaso que as drogas estão sendo legalizadas ultimamente. As pessoas têm que ser “acalmadas” de alguma forma.

Portanto, o que o progresso a longo prazo nos trouxe? Nada! Nós queríamos nos tornar mais fortes e poderosos, e agora preferimos reduzir nossas exigências e nos contentar com o mínimo possível, de modo que possamos ser preenchidos com a calmaria indolente a qual aspiramos.

Nós capitulamos. Impotentes, nós elevamos nossas mãos em sinal de rendição. Por não seguir o princípio do “Ama teu amigo como a ti mesmo”, temos que multiplicar o nosso sofrimento.

É onde o problema se esconde. O amor é uma lei geral, universal, que abraça toda a realidade. Não podemos escapar dela. Quanto mais nos aderirmos a ela, mais alcançaremos o sucesso e vice-versa. Nós experimentamos constantemente falhas porque não tentamos implementar isso na vida. Sendo indiferentes a este princípio, não percebemos quanto perdemos e quanto poderíamos ganhar com isso.

Entretanto, “ama o próximo como a ti mesmo” é uma regra geral para todas as correções. Em outras palavras, todas as partes da natureza inanimada, vegetal, animal e falante têm que se juntar em um relacionamento chamado “amor”. Não podemos mudar essa regra. Sempre será assim.

O método de correção nos explica como corrigir nosso “território”, isto é, a humanidade juntamente com outros níveis da natureza, para que todos se tornem semelhantes em propriedades à força superior, o Criador. Em última análise, nós só temos que cumprir a lei do amor. Para isso, nós temos que interpretar corretamente o que é o amor, que tipo de lei ele é, quão longe estamos dela neste momento e quais são as maneiras de segui-la.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Uma Luta Que É Tanto Física Como Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: As interferências na disseminação é um sinal do nosso avanço correto? O grande entusiasmo que recebemos após essas ações é um sinal de sucesso?

Resposta: A sua unidade e conexão acima dos obstáculos é um sinal de sucesso. Ao mesmo tempo, você não tem que considerá-los como obstáculos, mas como forças que devem ser corrigidas, uma vez que estes são os seus problemas internos, que você vê como externos, e se relaciona com eles de forma incorreta.

No entanto, isso não significa que você deve perdoar a todos por tudo. Você deve trabalhar internamente as interferências que são reveladas conforme você tenta se conectar, enquanto externamente, você de alguma forma deve se livrar delas. Você não deve beijar as mãos de seus inimigos sob quaisquer circunstâncias, pensando que eles o levam para a espiritualidade. Ao nível deste mundo, você deve trabalhar exatamente como todo mundo. Se, ao mesmo tempo, você consegue se livrar das interferências que surgem, então você deve fazê-lo. Você não deve deixar que as pessoas pensem que podem tirar vantagem de você. No entanto, tudo isso depende das condições externas.

Além disso, tudo deve ser feito com cuidado para não manchar a boa reputação da sabedoria da Cabalá. Nós devemos considerar as circunstâncias de cada momento e decidir como agir da melhor maneira possível. No entanto, em qualquer caso, devemos agir de todas as formas possíveis.

O rei David, por exemplo, que escreveu o livro de Salmos, reinou por 40 anos e lutou por 40 anos, mas a sua guerra era tanto espiritual como física.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Todo Mundo Será Semelhante Ao Criador

Pergunta: Cientistas, psicólogos e sociólogos não encontraram uma explicação convincente para a homossexualidade. Eles falam sobre as influências genéticas, psicológicas e hormonais ou uma combinação destas. A Cabalá oferece uma explicação para este fenômeno?

Resposta: Eu não encontrei nenhuma explícita na Cabala a respeito dos seres humanos neste mundo, e, especialmente, nada sobre a homossexualidade.

Em nosso tempo, o desenvolvimento do egoísmo humano evoluiu e atingiu o seu pico em uma variedade de manifestações. Uma destas manifestações reflete-se no aumento do número de homens e mulheres homossexuais. Nós precisamos ver, em todas as pessoas, nossos amigos em potencial, para a correção comum da natureza humana para a equivalência com o Criador.

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