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Você Está Antecipando a Chegada Da Luz?

O estudo da sabedoria da Cabala é fundada na Segula, ou seja, a aproximação da Luz que Reforma. Toda a Torá, o método de correção, é designada para isso. É por isso que ele diz: “Eu criei a má inclinação, e criei a Torá como tempero.”

A Torá é considerada como um “tempero” por uma razão. Nunca substitui o desejo, mas “temperos” é com intenção, assim, preparando-a para o consumo. Da mesma forma, é um prato picante, caso contrário, não seria comestível. A bagatela de especiarias a termina.

Portanto, independentemente do texto que estivermos estudando, as nossas intenções não devem mudar. Os cabalistas escreveram seus livros estando em realização espiritual. No entanto, não entramos no mundo espiritual e ainda não podemos utilizar diretamente as suas instruções como um guia para a realidade Superior. Nesta fase, durante a leitura, precisamos ter esperança, antecipar um “milagre”. Vou abrir meus olhos para que eu possa ver o que estou lendo sobre mim. [Leia mais →]

Transplante Da Minha Alma

Quando eu me conecto com o grupo, é como se eu transplantasse minha alma de um lugar a outro, do corpo em que estou a outro corpo. Eu transfiro minha alma da sensação da existência nesse corpo, para sentir que estou transferindo para outro corpo.

Esse outro corpo é chamado de grupo. Porém, por “grupo”, eu não quero dizer as faces dos meus amigos, os indivíduos que são mais ou menos conectados uns com os outros. Por grupo, eu quero dizer um novo sistema, ou nem mesmo um sistema, mas um novo desejo que existe fora de mim.

Esse é o mais corrigido desejo que existe no final da correção. Esse desejo não tem carência porque o Criador existe dentro dele e o satisfaz inteiramente. Esse é um desejo grande e perfeito com somente uma coisa faltando: minha conexão com ele.

Isso é semelhante a um transplante de órgão que tem que ser aceito pelo novo corpo e sentir suas diferentes partes, então se anular ante elas e se conectar através dos vasos sanguíneos que entram e que saem. É assim que um órgão transplantado se torna mais e mais familiar com esse sistema, se conecta com ele, e começa a funcionar junto com ele. Ele entende que tudo depende da medida em que seja capaz de se integrar no sistema para se tornar uma parte invisível e literalmente se perder nele.

Isso é chamado alcançar Malchut (Reino) do Mundo Infinito, o último grau de correção. A medida que eu me conecto com esse novo desejo (grupo) é chamada Shechina (Divindade, a presença do Criador) que é onde eu O revelo.

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Da Primeira Parte Da Lição Diária de Cabala, 5/11/10, Rabash, “A Importância da Schechina”

Preencha a Preocupação Com Alegria

Ultimamente eu tenho recebido muitas cartas dizendo que as pessoas estão experimentando grande inspiração como, preocupação e pressão como nunca sentiram antes, em antecipação a esta Convenção. No passado, as pessoas vieram pelo prazer e com antecipação feliz, mas agora, além disso, também elas sentem preocupação.

Esse é o resultado de nossa conexão. Nunca tínhamos trabalhado sobre a conexão entre nós de modo conclusivo e irreversível. Nós não passamos por todos os artigos do Baal HaSulam tão intensamente, incluindo “Matan Torá”, “Garantia Mútua”, e outros. Nunca havíamos colocado a importância tão alta.

Agora, por causa da nossa inclusão mútua um no outro, todos estão “segurando” um no outro com vibrações internas. Estamos passando desejos, inspiração e impressões uns dos outros. É precisamente a inclusão mútua que faz com que cada pessoa sinta tão grande sensação de pressão.

Agora, sem eliminar esta sensação de agitação interior, temos que enchê-la com alegria e confiança que estamos atingindo algo muito grande. O desejo que temos criado através desta integração mútua, que, por enquanto, apenas experimentamos como preocupação e inquietação interior, serão cheios de confiança, garantia mútua, alegria e realização.

Toda pessoa tem que ser feliz com essa instabilidade interna que lhe chega do fato de que ele está começando a sentir mais e com emoção comum está sendo transferida para ela. Isso é muito perceptível agora.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 31/10/10, O Zohar

Pegue A Mão Do Criador

Quando uma pessoa compreende quão importante é o grupo para sua correção, ela se abre como o capô de um carro e deixa que seus amigos “façam a manutenção” dentro dela. Da mesma forma, um paciente de bom grado se deita na mesa de cirurgia com a expectativa de que os médicos salvarão a sua vida. A pessoa sente que depende cem por cento da boa vontade dos amigos e que somente com a ajuda deles ela irá mudar, ser corrigida, e se recuperar de uma enfermidade fatal.

Então, o ambiente começa a trabalhar nela. Quanto mais ela adere aos seus amigos, mais claramente lhe é mostrado quão duro é se voltar para eles, quão atemorizada ela está com isso. Por um lado, a pessoa entende que ela simplesmente precisa se voltar para os amigos porque toda sua vida depende disso, mas por outro, o egoísmo e a teimosia não lhe permitem agir assim. Essas duas qualidades são chamadas “ódio”, “lado impuro”, e “imundice”.

Por exemplo: algumas vezes temos que nos desculpar com alguém e não podemos nos forçar a fazer isso. Nessa situação, eu descubro duas forças opostas: eu preciso fazer isso para me salvar, ainda assim, eu não posso. Porém, eu mais tarde reconheço que minha incapacidade é causada por uma força estranha e, como resultado, eu ganho força.

Isso acontece toda vez a cada novo nível. Eu começo a compreender que o Criador arranjou tudo para que eu segure Sua mão como uma criancinha que se agarra a um adulto. Então, com Sua ajuda, eu serei capaz de ir ao Faraó.

É assim que eu avanço até o final da correção: eu reconheço o mal de minha natureza, me separo dele, e vejo que é o Faraó, meu rival. Então, eu desejo me livrar dele e peço à Luz Superior para fazer isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala, “Venha ao faraó”

O Show De Um Homem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que cada pessoa precisa experimentar todos os estados descritos no Zohar?

Resposta: Está escrito: “Todo homem tem que escrever a Torá”. Isto significa que a pessoa precisa revelar gradualmente todas as suas qualidades ou desejos na sua forma egoísta inicial e, conforme a sua revelação, corrigí-las, mudando a intenção de “para mim” para “para o bem dos outros, ou do Criador”. Com isso a pessoa constrói um novo vaso que tem uma tela e Ohr Hochma, e enche-o.

A revelação do Kli quebrado significa que a pessoa se veste de certo tipo de pecador como descrito na Torá. Com a conseqüente correção deste estado, ela se veste de homem justo da Torá. A pessoa deve assumir essas imagens e formas uma e outra vez, alternando-se entre vestir-se de pecadora ou justa, as quais são apresentadas a ela pela Torá.

É como uma impressão de modelos que já existem em você. É como se você estivesse caminhando na escuridão com um holofote e alternasse entre projetar a luz sobre um pecador que se vestiu em você e um homem justo no extremo oposto. Desta forma, você vai sempre de uma imagem a outra. Você deve atravessar todas elas! Isto ocorre porque toda a Torá é composta de estados que você experimenta, começando com Adão: a primeira revelação do mal em você e o primeiro contato com o Criador.

O homem começa experimentando a sensação do seu egoísmo em contradição com o Criador. A Torá inteira fala somente sobre essas consecutivas vestimentas nos diferentes papéis que você representa, como no teatro, e de acordo com um determinado script dado a você. Você vestirá diferentes figurinos, mas você é o único a representar esses vários papéis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 5/9/10, O Zohar

Uma Imagem Construída Da “Areia”

Dr. Michael LaitmanDos artigos do Rabash : o governo de Malchut chama-se “Chukat“( Corpus Juris / código de leis). Mas isso é apenas a lei da Torá, não a Torá em si. Isto significa que para atingir a Torá, nós temos de aceitar as leis que ela nos concede. Caso contrário, é impossível receber a Torá. Quando a pessoa aceita o governo de Malchut sobre si, ela é chamada de Israel.

Nós todos somos o desejo de receber prazer. Este desejo é semelhante a uma montanha, um monte, ou uma pilha de areia que não tem forma. A partir desta “areia”, com a ajuda da água (Hassadim), nós devemos construir uma forma à semelhança do Criador, do mesmo modo que somos capazes de moldar a areia da praia .

Este é o nosso trabalho, o processo onde nós construímos a forma correta a partir da “areia” disforme, enquanto estudamos as qualidades do Criador, as copiamos, e nos moldamos a partir delas – chamado “chukat“(o código de leis ). As formas que nós podemos adquir são chamadas “Chukat“.

Em última análise, a causa , o efeito, e as formas de doação que estamos construindo gradualmente sobre o fundamento do desejo de receber, irão todos se juntar. Nada desaparece na espiritualidade; a fundação continua e, finalmente, essa construção se transformará em uma imagem do Criador, que nós criamos por nós mesmos.

Daqui resulta que as criaturas criam o Criador. Isto está escrito no Livro do Zohar. Portanto, todas as grandes leis que nós recebemos da Luz, juntamente com a revelação do Criador, existem para que nós as realizemos por conta própria.

Da Lição Noturna do Zohar 14/06/10