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Não Há Ninguém Mais Próximo De Uma Criança Do Que Sua Mãe

919Rabash disse que seu pai, Baal HaSulam, prometeu que, seguindo seu caminho e seus conselhos, receberíamos a vida eterna do Criador, contanto que nos mantivéssemos fiéis a Ele.

O próprio Rabash alcançou um elevado nível de realização espiritual utilizando apenas as obras e os conselhos de seu pai. Não existe outro meio prático de revelar o mundo superior à nossa geração, exceto pelas obras de Baal HaSulam.

É por isso que sua alma nos é tão querida. Afinal, avaliamos tudo pelo seu benefício para nós mesmos. Não comparamos a estatura dos Cabalistas: Moisés, Rashbi, o Ari, Baal HaSulam e Rabash.

Assim como a coisa mais importante para uma criança é sua mãe, também eu dependo de receber a vida espiritual eterna da alma que me precedeu: Rabash e Baal HaSulam. É claro que ainda existem muitas almas elevadas, mas só podemos nos conectar com o sistema espiritual através de Rabash e Baal HaSulam.

Da Lição Diária de Cabalá de 16/09/10, Dia em Memória do Baal HaSulam

Como Se Elevar À Fé Acima Da Razão

231.01Ter fé acima da razão significa aceitar a visão do Ser Superior mesmo quando ela entra em conflito com meu próprio entendimento, como está escrito: “Eles têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem”. Isso significa que posso me elevar a um nível superior a cada vez, como se estivesse me puxando para o próximo grau, escolhendo a opinião do Ser Superior em detrimento da minha, mesmo quando ela contradiz tudo o que sei.

Se um amigo me entrega um envelope com mil dólares e eu não verifico o valor porque confio nele, isso é fé abaixo da razão. Minha confiança não contradiz o que eu sei e, portanto, não exige fé.

O conhecimento é a mente e a percepção que possuo neste mundo material, como um juiz que se baseia unicamente no que seus olhos podem ver. A fé, porém, é o que transcende esse conhecimento, assim como Bina transcende Malchut. E para ascender do grau de Malchut ao de Bina, devo avançar através da fé acima da razão.

Se eu contar o dinheiro e descobrir que há US$ 999 em vez de US$ 1.000, então US$ 999 representam meu conhecimento, e o “US$ 1” restante é a medida da minha fé. Mas se o envelope contiver apenas US$ 1, ou estiver completamente vazio, e ainda assim eu acreditar no superior, considerando sua visão verdadeira, eu me elevo acima da minha própria razão e começo a ver a partir da perspectiva do superior.

A mentalidade do superior é a opinião do grupo ou do professor. Se eu me esforçar a cada vez para elevar a fé acima da razão, isso significa que estou ascendendo em graus espirituais. Se eu não fizer nenhum esforço para aceitar a mentalidade do superior, não entrarei nem me aproximarei do mundo espiritual.

A fé acima da razão é o único ponto de livre escolha concedido a uma pessoa neste mundo.

Se eu aceitar a visão do superior e concordar que o envelope contém US$ 1.000, embora eu tenha contado apenas US$ 999, então me elevo ao seu nível. Então eu mesmo testemunho como o envelope se enche completamente, não com dinheiro, mas com a grandeza do Criador.

A fé acima da razão é um mecanismo especial, um método único que nos eleva do plano material ao espiritual, e de um plano espiritual inferior a um superior. Este é o único caminho para a ascensão: adotando a opinião do superior.

A cada vez, é como se eu renascesse em um novo nível, repetidamente. Entro no novo estado como um recém-nascido que não carrega nada do anterior; apego-me à mente do nível superior e sigo com ela.

Com meus próprios sentidos, vejo apenas 1 dólar no envelope. Contudo, além dos meus sentidos, devo aceitar que se trata de 1.000 dólares. Não anulo meu conhecimento, deixo-o como está. Vejo claramente a lacuna entre o que sei e o que transcende o conhecimento.

Essa lacuna define a diferença entre Malchut e Bina. Por um lado, “o juiz só tem o que os olhos veem” — isso é Malchut . No entanto, devo ir contra esse conhecimento e preferir o conhecimento do superior — Bina, a fé.

E nesse intervalo — nessa divergência entre Malchut e Bina , entre conhecimento e fé acima do conhecimento — o mundo superior e a realidade espiritual começam a se revelar.

Todo o trabalho na dezena procede pela fé acima da razão. Posso não ver amor entre os amigos; pelo contrário, parecemos prontos para nos devorar uns aos outros. Contudo, trabalhamos para amar uns aos outros. Aos olhos do Ser Supremo, nossa dezena é perfeita e permanece em completa unidade; aos nossos próprios olhos, parece totalmente diferente. É essa diferença que devemos examinar e superar.

Essa contradição permanece. Não consigo conciliar uma com a outra, pois essa distância é a própria lacuna entre Bina e Malchut, que não pode ser fechada; na verdade, continua a aumentar.

Esta é a diferença entre o Criador e o ser criado, à medida que desperta dentro de mim. E quanto mais sigo a fé, mais me apego ao Criador em vez de me agarrar à minha própria mente e corpo animal. É assim que o progresso espiritual se desenrola.

Da Lição Diária de Cabalá de 23/04/20, “Trabalho com a Fé Acima da Razão”

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual—269

234Pergunta: Como Malchut de Rosh determina quanta luz permite entrar no Peh para que ela passe para o Guf?

Resposta: Não posso dizer, mas pela forma como agimos e nos conectamos com as propriedades internas de Malchut de Rosh, começamos a sentir suas propriedades e ações, e assim começamos a compreendê-las e vivenciá-las. É assim que aderimos a Malchut de Rosh.

Pergunta: Está escrito no TES que existe um Zivug superior para a partida da luz e um Zivug superior para trazer prazer, para a propagação da luz. E ambos são definidos como alegria. Não está claro o que é a alegria proveniente da partida da luz. Quem está se alegrando e por que está se alegrando?

Resposta: Qualquer ação que realize um Partzuf visa satisfazer o desejo superior.

Pergunta: Podemos dizer que a reversão para luz refletida ocorre no momento em que o Kli sente o desejo do Criador de preenchê-lo?

Resposta: Podemos dizer isso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 26/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot”

Ajuda Do Professor

600.02Comentário: Seus alunos recorrem constantemente a você como fonte de informação. “O que devemos fazer? Como devemos realizar isso ou aquilo?” e assim por diante.

Minha Resposta: Eu apenas dou conselhos gerais que envolvem correções: onde focar com mais precisão e como ajustar o rumo. Não posso fazer mais do que dar uma dica de forma indireta.

Pergunta: Por um lado, uma pessoa pode provar que isto, e não aquilo, é o que importa, e você concorda. Mas, por outro lado, as pessoas vêm até você em busca de conselhos sobre como agir da melhor maneira. Então, qual é a utilidade desses conselhos se você pode ser persuadido?

Resposta: Depende do nível em que estão falando comigo. Se estivermos falando de algo mais complexo e me forem apresentados certos argumentos, então dou ouvidos ao especialista ou a uma pessoa com experiência nessa área.

Por outro lado, quando uma pessoa me pergunta qual a melhor maneira de agir na disseminação ou no ensino, ou seja, dentro do nosso sistema, é preciso garantir que isso não contradiga as condições da Cabalá.

Basicamente, tudo isso visa apenas que a pessoa cometa menos erros e aprenda comigo em vez de com a própria experiência. Mas isso não diz respeito à sua trajetória pessoal, formação acadêmica ou situação profissional, e sim a questões gerais como quando ela leciona, compõe música, produz vídeos, cria programas ou publica um jornal. Nesses casos, posso intervir, e intervenho.

Mas se se trata do seu estado pessoal, não posso ajudá-la. Ela precisa passar por isso sozinha. Posso apenas ajudar indiretamente, para que, através do ambiente, ela possa acelerar a transição entre os seus estados.

A questão é que não podemos mudar nossos estados, apenas podemos acelerá-los. E se essa aceleração ocorre por nosso próprio esforço, ela é percebida como boa e desejável, não como sofrimento.

Pergunta: Mas quando uma pessoa está em estado de depressão ou se sente triste, você não intervém? Ou você ainda a estimula de alguma forma?

Resposta: Quando ela está comigo, esses estados se suavizam porque ela sente a energia que emana de mim e recebe dela uma sensação de confiança e segurança.

Mas, por outro lado, ela ainda precisa percorrer todos os seus estados. É por isso que eu a sacudo, grito e pressiono, como se estivesse compensando minha presença com influências negativas e afastando as pessoas de mim. Não tenho pessoas próximas, favoritas ou adjuntas; todas são iguais.

Talvez eu me relacione com as pessoas de maneira diferente dependendo da posição que ocupam, mas apenas em um sentido profissional, nada mais. Não faço absolutamente nenhuma distinção entre as pessoas em seu caminho espiritual.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Câmara dos Conselhos”, 07/10/10

Rabash Abre O Caminho Para Nós

 961.1Portanto, venham e vejam como devemos ser gratos aos nossos mestres, que nos transmitem suas luzes sagradas e dedicam suas almas para fazer o bem às nossas almas. Eles estão no meio termo entre o caminho dos tormentos cruéis e o caminho do arrependimento. Eles nos salvam do mundo inferior, que é mais duro que a morte  (Baal HaSulam, Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot).

No dia em memória do grande Cabalista, nosso mestre RABASH, não nos entregamos às memórias e não lamentamos sua morte, como é costume no mundo corpóreo, o que está longe da verdade.

Percebemos este dia como uma oportunidade de nos conectarmos ainda mais fortemente, de nos unirmos, de nos aproximarmos ainda mais da nossa raiz. Porque RABASH é a revelação do Criador em relação a nós, de uma certa forma e com uma certa força.

Gostaríamos de agradecer ao Criador por nos ter enviado tal mensageiro, por meio do qual Ele nos abriu a possibilidade de nos aproximarmos da força superior, de nos corrigirmos, aproximando-nos do Criador. Através do RABASH, nos ligamos ao Criador, pois ele é um nível intermediário entre nós e o Criador, graças ao qual existimos e recebemos tudo o que é necessário para a ascenção espiritual através dele.

O RABASH nos é revelado como um sistema que nos conecta com o Criador, por meio do qual podemos nos realizar e nos aproximar da verdade. Portanto, não nos lembramos da imagem externa do homem e de seus hábitos terrenos, mas, antes de tudo, o consideramos como uma revelação especial do Criador para nós, manifestando-Se dessa forma.

Quanto mais reverenciamos o RABASH, mais nos aproximamos do Criador, valorizando aquela revelação especial que o Criador fez por meio dele. Assim, a força superior chamada “RABASH” torna-se importante para nós, liga-nos ao Criador e nos aproxima Dele.

Até certo ponto, essa revelação do Criador se manifestou de forma externa e depois desapareceu. No entanto, apesar desse desaparecimento externo, desse obscurecimento, devemos igualmente nos iluminar e alcançar a conexão com o RABASH, com essa raiz espiritual, assim como com nosso grau superior, para, por meio dela, nos conectarmos com o Criador.

Existem almas especiais por meio das quais o Criador influencia um certo número de almas inferiores. Como se o cérebro desse um comando a um órgão importante para que este enviasse sinais às diversas células do corpo sob sua tutela e direcionasse seu comportamento. RABASH, que foi a continuação do Baal HaSulam em nossa geração, tornou-se um ponto de virada para nós, a fonte do método moderno e prático de ascenção espiritual.

Portanto, precisamos entender que presente nos foi dado por termos tido a oportunidade de nos conectar a ele, de absorver dele o método adequado aos nossos dias e de realizá-lo.

Quão gratos devemos ser ao nosso mestre, RABASH, cuja alma, esta parte da realidade, foi tão grandiosa que pôde formar e transmitir-nos todo o método de correção. Sem ele, teria sido extraordinariamente difícil, talvez até mesmo completamente impossível, alcançarmos o mundo espiritual.

A força superior se espalha dentro do sistema de Adam HaRishon, revelando-se de cima para baixo, vivificando cada vez mais partes da alma. E quando a luz precisa se espalhar para as camadas inferiores do sistema, para vivificar os próximos órgãos na cadeia do corpo de Adam HaRishon, surge a necessidade de que as partes superiores e especiais do sistema entrem neste trabalho.

O desenvolvimento procede de cima para baixo e, portanto, quando algum grau inferior se desenvolve, induz mudanças em todos os graus superiores. Toda correção visa apenas despertar almas cada vez mais inferiores, chamadas de “Última Geração”, para também trazê-las à semelhança com o Criador.

O RABASH simboliza uma grande força global atuando sobre toda a nossa geração. Resta-nos apenas compreender o método do Baal HaSulam, que nos foi transmitido e explicado pelo RABASH. Portanto, estudamos os artigos do RABASH para perceber o mundo como um sistema único e atualizá-lo corretamente, para o qual o RABASH nos conduz da forma mais prática.

Baal HaSulam nos é revelado não como um guia, mas como um cientista que conhece toda a criação, de ponta a ponta, e até além de seus limites. E o RABASH nos toma pela mão, como um adulto guiando uma criança, e nos conduz por esse caminho até o fim da correção. Ele nos abre o caminho e caminha ao nosso lado.

As almas pesadas e grosseiras reveladas em nossa geração não seriam capazes de alcançar a adesão ao Criador sem o método revelado a nós pelo RABASH. Porque ele explica como atingir os estados sobre os quais Baal HaSulam escreve.

Baal HaSulam escreve sobre os graus e estados superiores como um pesquisador científico. E RABASH fala mais, não sobre os graus em si, mas sobre o trabalho interior que uma pessoa deve realizar para alcançá-los; isto é, sobre os meios: o ambiente, a unidade, a autoanulação.

Baal HaSulam descreve todo o sistema superior nesses livros, mas estes não são livros didáticos pelos quais se pode ascender. Ele é como um compositor que escreveu uma sinfonia. Mas primeiro precisamos aprender a notação musical e a técnica das escalas antes de podermos ler a partitura e tocá-la. Para isso, precisamos de outra pessoa, um professor, e esse professor para nós se tornou RABASH, que nos guia por todo o caminho.

Sem suas explicações, poderíamos ter nos confundido com os ensinamentos do Baal HaSulam e começado a interpretá-los incorretamente, de acordo com nossa própria imaginação. Mas se compreendermos as instruções do RABASH, que nos permitem alcançar tal realização, começaremos a entender o que o Baal HaSulam escreve.

Da Lição Diária de Cabalá de 03/10/19, “Dia em Memória do Rabash (Yahrzeit)”

Compreender E Alcançar

237Pergunta: Em “O Propósito da Sociedade – 1”, do RABASH, está escrito que a razão da criação foi o temor a Deus. Que tipo de estado é esse?

Resposta: É o estado de uma pessoa que deseja mais do que qualquer coisa no mundo chegar ao temor do Criador e, para esse propósito, ela está pronta para mergulhar em todos os detalhes do que acontece com ela no mundo e em seu grupo.

Afinal, tudo no mundo foi criado apenas para que a pessoa revelasse sua atitude ao Criador, o que é chamado de “temor a Ele”. É isso que precisamos entender e tentar alcançar.

Pergunta: Além disso, o RABASH escreve que devemos estar em um estado inferior. O que isso significa?

Resposta: Um estado inferior é um estado em que a pessoa sente que seus desejos e aspirações estão em contradição com os desejos e aspirações do Criador. E como sair desse estado, ela ainda não sabe.

Da Lição Diária de Cabalá de 27/09/25, “Dia em Memória do Rabash (Yahrzeit)”

A Cabalá Não Subjuga uma Pessoa

249.02Comentário: Quando uma pessoa entra em uma determinada sociedade, ela é influenciada por esse ambiente. Suponha que ela tenha entrado na sociedade de “Brahma Kumaris” ou em algum outro lugar e começado a realmente perceber: “Sim, Deus está lá”. Quando as pessoas vêm estudar Cabalá, você também apresenta certas informações, e isso causa uma lavagem cerebral na pessoa.

Minha Resposta: Não! Porque a Cabalá é contra o egoísmo, contra a natureza de cada um! Com ela, eu não subordino ninguém a mim. Eu a coloco contra mim.

Preste atenção, embora você me respeite e me considere uma pessoa inteligente, você não concorda comigo, você não está abaixo de mim, porque estou lhe dando informações que são contra você.

Você só pode concordar comigo se anular a si mesmo, se reconhecer que não é nada nem ninguém. Essa é a sua luta interior.

É por isso que a Cabalá é o único método que não subjuga ninguém. Não é uma religião, nem se trata de nenhum outro método.

Eu apenas ensino e dou informações, mas como realizá-las em você é um problema seu, e um problema muito difícil, porque você só pode resolvê-lo lutando consigo mesmo. Portanto, você nunca me obedecerá. Você sempre estará contra mim, e se conseguir concordar comigo, estará acima da sua razão.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Laitman Contra os Estudantes”, 04/10/10

Um Método Dirigido Contra A Natureza Humana

255Pergunta: Ao estudar Cabalá, é melhor concordar com você ou resistir e descobrir?

Resposta: Resistir e descobrir, é claro! É isso que eu quero dos meus alunos! Isso se chama professor de Cabalá.

Pergunta: E a fé acima da razão, onde devo ser anulado?

Resposta: A fé está acima da razão; esse é o seu trabalho, se você for capaz de realizá-lo. Mas, ao mesmo tempo, você não está destruindo o conhecimento, nem o seu egoísmo. Você se eleva acima dele. É como um travesseiro sobre o qual você constrói a fé, a qualidade de doação acima do seu egoísmo. O egoísmo lhe dá a possibilidade de construir a fé.

Se o egoísmo desaparecer, a qualidade de doação desaparecerá, visto que ela se baseia no oposto do egoísmo, que funciona como uma força contrária. Portanto, não há absolutamente nenhuma subordinação aqui!

Sei por experiência própria o quanto foi difícil para mim com meu professor. Quanto mais você avança, mais você começa a odiá-lo. Você sempre sente insignificância nele, um vazio, você não consegue concordar com ele!

Eu sei de tudo isso, e é por isso que percebo através dos meus alunos. Isso não me diz respeito e de forma alguma determina minha atitude em relação a eles. De jeito nenhum! Eu entendo o ódio que sentem por mim, porque estou apresentando a eles um método que vai contra a natureza deles. Como podem me amar?!

Pergunta: Então por que eles estão com você mesmo assim?

Resposta: Porque eles não têm para onde ir. É isso!

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Laitman contra os Estudantes”, 04/10/10

Se A Juventude Soubesse, Se A Velhice Pudesse

571.03Pergunta: Muitos dos seus alunos usam suas qualidades materiais para disseminar a Cabalá. Dizem-lhes que primeiro precisam se libertar de sua atitude egoísta, mas eles não querem ouvir ninguém. O que deve ser feito a respeito?

Resposta: Na Cabalá, assim como em nosso mundo, isso se chama sofrimento dos pais: “Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse”. Não se pode fazer nada com uma pessoa assim, exceto tentar educá-la o máximo possível. Mas, em princípio, tudo depende dela.

Você dá aos alunos o que pode, suaviza e acelera o desenvolvimento deles, mas nada mais do que isso. Então, gradualmente, eles começam a absorver.

Até hoje, sou nutrido pelo que vivi com meu professor durante os doze anos em que estive ao seu lado. Educação é quando você dá ao aluno o início de uma conexão com você e, então, por meio dessa conexão entre almas — seja no nível do nosso mundo ou de mundo para mundo, não importa —, seu desenvolvimento posterior acontece.

Não devemos olhar para as interações corporais dentro da estrutura deste mundo, mas para o fato de que existimos no sistema das almas, e tudo acontece lá.

De KabTV, “Eu Recebi um Chamado. Se a Juventude Soubesse, Se a Velhice Pudesse”, 04/10/10

Etapas De Descida E Subida Espiritual

525Essas subidas são como os degraus de uma escada, dispostos e arranjados grau por grau até que a pessoa complete e atinja seu objetivo. E você deve saber que a qualidade e a quantidade desses degraus são baseadas em duas realidades:
1) a existência de substâncias materiais;
2) a existência de conceitos espirituais.

Na linguagem da Cabalá, eles são chamados de “de cima para baixo” e “de baixo para cima” (Baal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e Sua Essência”).

A descida do desejo de cima para baixo e a subida de baixo para cima são uma gradação do nosso egoísmo. À medida que descemos de cima para baixo, o ego se manifesta cada vez mais corrompido, mas durante a subida de baixo para cima, ele aparecerá cada vez mais corrigido.

Pergunta: Então ele nada desaparece? Na verdade, subimos os mesmos degraus pelos quais a criação desceu?

Resposta: Claro! Não há outro jeito. O egoísmo foi criado em oposição à luz; a luz o preencheu, encaixando-se perfeitamente, e juntos eles formam a escada da elevação espiritual.

Pergunta: Qual é a diferença entre a ordem de descida de cima para baixo e a ordem de subida de baixo para cima?

Resposta: A subida de baixo para cima acontece por meio da nossa unidade e do nosso apelo ao Criador por ajuda para subir e nos tornarmos semelhantes a Ele.

Pergunta: A humanidade ainda está ameaçada por novas descidas?

Resposta: Não, não haverá mais descidas. O que é corrigido, é corrigido para sempre!

Da Lição Diária de Cabalá de 18/03/18, Escritos do Baal HaSulam, “ O Ensinamento da Cabalá e Sua Essência”