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“FMI: A Covid Deixa Mais Cicatrizes Nos Vulneráveis” (Bizcatalyst)


Meu novo artigo no Bizcatalyst: “FMI: A Covid Deixa Mais Cicatrizes Nos Vulneráveis”

Na página inicial de seu site, o Fundo Monetário Internacional (FMI) escreve que é “uma organização de 190 países, trabalhando para promover a cooperação monetária global, garantir estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional, promover alto nível de emprego e crescimento econômico sustentável e reduzir a pobreza em todo o mundo”.

Em um relatório publicado recentemente pelo FMI, intitulado After-Effects of the Covid-19 Pandemic (“Efeitos Secundários da Pandemia da Covid-19”), a organização conclui que “O grau de cicatrizes esperado varia entre os países, dependendo da estrutura das economias … Espera-se que os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento sofram mais cicatrizes do que economias avançadas”. Como de costume, os ricos e poderosos escapam com tudo, e os fracos explorados suportam o fardo. Não precisamos de uma organização de 190 países para saber que esse é o caso, mas para mudá-lo. Quando ela não faz nada para mudar isso, significa que seu propósito não é mudar a situação, mas perpetuá-la, mascarar dos vulneráveis o estratagema ​​e, se possível, receber alguns elogios por seu grande serviço à sociedade.

A pandemia é uma bênção para os ricos e poderosos. Eles usam organizações como o FMI para falarem da boca para fora, e não tenho expectativas quanto a eles. Quando agem, é apenas para obter ainda mais riqueza e poder. Quando você apresentar a eles uma ideia, comece com os benefícios que eles obterão com ela. Se não fizer isso, não perca seu tempo ou o deles. As coisas não vão mudar até que os pobres gritem que não podem mais sobreviver. Então, as coisas vão ficar interessantes. Mas o confronto será de curta duração. No final, nada mudará porque o ego não mudou.

Se os ricos podem fugir da multidão entrando em um jato particular para um resort nas Maldivas, que incentivo eles terão para mudar alguma coisa?

Parece que as coisas só mudarão quando a humanidade estiver deitada de bruços na sarjeta. Enquanto os chefes de Estado puderem se afastar de tudo e se safar, nada mudará. Pelo contrário, haverá “paz mundial” baseada em uma economia global onde as pessoas não têm nada e um sistema moral global que diz: “Roubem o máximo que puderem, como puderem e onde você puderem”.

Você poderia pensar que não há sentido em falar sobre a situação, mas não é o caso. Uma mudança virá, mas só acontecerá quando a mentira for exposta para o mundo inteiro, e o mundo não puder ignorá-la. Quando isso acontecer, a humanidade não ficará parada quando mais de 400.000 pessoas forem diagnosticadas com a Covid todos os dias somente na Índia, e 4.000 pessoas morrerem lá por falta de oxigênio e tratamento médico básico ou instalações adequadas. Algumas semanas atrás, essa desgraça estava acontecendo no Brasil, agora está acontecendo na Índia, em algumas semanas vai acontecer em outro lugar, e a gente não liga até que nos acerte na cara. Não são apenas as organizações de “ajuda” que são indiferentes; somos todos nós.

Se nos importássemos, elas não ousariam. Elas não teriam a audácia de contorcer seus rostos em falsos franzidos de simpatia.

Sinceramente, não tenho esperança de que o sofrimento mude. As pessoas continuarão sofrendo até sentir que a morte é melhor do que viver, mas ainda assim não mudarão. A única coisa que finalmente nos mudará é a compreensão de que nossa única força está um no outro. Então, quando as pessoas se voltarem umas para as outras, perceberão que não podem se unir, que seus corações estão congelados e é por isso que estão sofrendo. Somente quando as pessoas tentarem fundir seus corações, elas perceberão que seu egoísmo é seu inimigo, a causa de suas aflições, e que o tempo todo isso as enganou fazendo-as pensar que a culpa é de outra pessoa.

Quando tentamos formar um vínculo, finalmente encontraremos a força e a coragem de que precisamos para superar nossas provações. O terrível futuro em nosso caminho só se materializará se permanecermos alheios à solução da unidade, a única solução que pode funcionar.

O sofrimento humano não está escrito em pedra; está escrito em nossos corações de pedra. Se voltarmos nossos corações um para o outro, isso vai amolecê-los, e isso vai suavizar nosso destino.

A natureza não é cruel. Nenhum animal sofre tanto quanto nós, a menos que o infrinjamos nele. A única coisa cruel na natureza é a natureza humana. Se a mudarmos, estendendo a mão uns aos outros e formando um vínculo semelhante aos vínculos entre todas as partes da natureza, a natureza cessará de nos atacar. Então, e somente então, começaremos a nos curar e a viver de verdade.

“Nós Somos O Nosso Próprio Câncer” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Nós somos O Nosso Próprio Câncer”

Desde o início da criação até hoje, o universo evoluiu como um sistema, cujos elementos são todos mesclados e interdependentes. Como tudo começou de um ponto, tudo está conectado, sempre permanecerá conectado, e tudo o que acontece em um lugar afeta todo o sistema.

Conforme o universo evoluiu, níveis superiores de existência se manifestaram um de cada vez. O substrato de tudo é, naturalmente, o nível mineral. Então, à medida que a vida apareceu, novos níveis emergiram – o nível vegetativo, depois o animal e, finalmente, o nível humano. Cada novo nível transcende os níveis anteriores e depende deles para sua sobrevivência. Assim, cada nível é construído para manter cuidadosamente o equilíbrio dinâmico que traz estabilidade e crescimento para a Terra e para todo o universo. Ao longo de bilhões de anos, foi assim que nosso belo universo evoluiu.

Mas então veio o nível humano e destruiu o sistema.

Nós, o zênite da criação, fomos feitos sem nenhum senso de equilíbrio. Tomamos tanto quanto podemos, onde podemos, e nada nos satisfaz. Não nos esforçamos, como o resto dos níveis da natureza, para nos sustentar, mas para superar, controlar e, por fim, destruir todos os outros. O organismo chamado “Natureza”, ao que parece, tem câncer, e nós somos o câncer.

Como o câncer, criamos metástases; nos espalhamos por todo o globo, e agora aspiramos a criar metástases para planetas próximos. Onde quer que vamos, trazemos conosco o mesmo espírito: leve tudo até que não haja mais nada, então siga em frente. Como o câncer, que morre com seu organismo hospedeiro, morreremos com o planeta Terra, a menos que mudemos enquanto ainda podemos.

Evidentemente, a Terra está muito doente. Este verão provou que, para quem ainda duvida, a natureza está desequilibrada. Também é evidente que o homem é o elemento-chave para levar a natureza ao desequilíbrio. Portanto, o homem, e somente o homem, pode restaurá-lo.

Podemos ser desprovidos do senso inerente de equilíbrio que toda a criação possui, mas somos inteligentes; podemos aprender qualquer coisa. É uma questão de escolha. Se escolhermos desenvolver cuidado e consideração, compensaremos o impacto negativo de nosso senso inerente de exploração. Para criar equilíbrio, devemos desenvolver essas qualidades até o ponto em que correspondam ao nível de nosso desejo de superar, controlar e, por fim, destruir. Uma vez que somos o único elemento que está desequilibrado e, portanto, causamos todos os sintomas de desequilíbrio que a Terra está apresentando, se equilibrarmos nosso egocentrismo com sua qualidade oposta, acalmaremos toda a natureza, pois todos são sintomas do câncer chamado “humanidade”.

“Desespero Fatal” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Desespero Fatal”

Muito antes da pandemia atingir o mundo, os EUA já estavam em uma tendência de queda. De acordo com uma história publicada por David Leonhardt no The New York Times sob o título “Life Expectancy, Falling”, “Durante a segunda metade da década de 2010, a expectativa de vida [nos EUA] caiu de forma sustentada pela primeira vez desde que os combates da Segunda Guerra Mundial mataram várias centenas de milhares de americanos”. Ecoando esse tópico, a revista Science News declarou em um ensaio intitulado “’Mortes de desespero’ estão aumentando. É hora de definir o desespero”, que“ Desde a década de 1990, a mortalidade aumentou drasticamente”. No entanto, de acordo com a Science News, o aumento na mortalidade não foi indiscriminado; afetou principalmente os “brancos não hispânicos de meia-idade, especialmente aqueles sem diploma universitário”.

De acordo com ambas as histórias, que se basearam em publicações dos economistas da Universidade de Princeton, Anne Case e Angus Deaton, as razões para o declínio da expectativa de vida foram o que os pesquisadores chamaram de “mortes de desespero”. Essas mortes são causadas por vários fatores, todos eles sociais e não médicos. Entre esses fatores estão falta de estrutura e sentido na vida, laços sociais rompidos ou fracos no trabalho, perda de conexão com a igreja ou grupos comunitários, altas taxas de divórcio ou não se casar, abuso de drogas e outras substâncias, alcoolismo e suicídio.

Como Leonhardt escreve: “É difícil imaginar um sinal mais alarmante do bem-estar de uma sociedade do que a incapacidade de manter seus cidadãos vivos”. Embora eu entenda que as pessoas instruídas podem ser menos suscetíveis ao desespero fatal, visto que têm mais distrações para preencher suas mentes, a profunda crise que atingiu a sociedade americana é generalizada. Não tenho dúvidas de que afetará a todos na América e muito além de suas fronteiras. Como observam Case e Deaton, a crise não está na capacidade de viver, mas em não haver razão para fazer isso.

Humanos não são animais. Não podemos nos contentar em ter um lugar para dormir e comida para comer no dia a dia. Como humanos, contemplamos o futuro, refletimos sobre o propósito de nossas vidas e sobre nossa liberdade de conduzir nossas vidas para onde quisermos, desde que saibamos para onde queremos direcioná-las.

Além disso, como seres sociais desenvolvidos, vivemos em sistemas sociais complexos que nos influenciam constantemente, assim como influenciamos os sistemas. Quando qualquer membro da sociedade está em crise, ela se espalha de pessoa para pessoa como um vírus. Inúmeros estudos demonstraram que, quando as pessoas ao seu redor estão felizes, suas chances de serem felizes são muito maiores do que se as pessoas ao seu redor estivessem deprimidas. Isso é verdade mesmo se você não interagir diretamente com essas pessoas. Portanto, quando um sentimento de falta de sentido se espalha pela sociedade, deve ser tratado no nível social, pois é, de fato, uma epidemia.

O problema, como Case e Deaton já observaram, é a falta de sentido na vida. Portanto, este é o problema que devemos enfrentar se quisermos curar a sociedade. Quanto mais esperarmos, mais a depressão se espalhará e cobrará seu preço. A geração do milênio já acha que muitas coisas que animam seus pais são sem gosto. E sem um propósito na vida, eles cairão no mesmo atoleiro que está arruinando a geração de seus pais.

Para impedir a propagação do desespero fatal, portanto, devemos dar às pessoas um propósito duradouro. Esse propósito deve ser maior do que a vida mundana de uma pessoa, uma vez que as pessoas já desistiram de encontrar objetivos mundanos que vale a pena perseguir. Precisamos mostrar às pessoas que a existência humana tem um propósito, que é possível nos sentirmos verdadeiramente vivos somente quando olhamos para fora de nossa casca pessoal e começamos a examinar o mundo e as pessoas ao nosso redor. Quando começamos a nos conectar com outras pessoas, encontramos sentido em tudo o que fazemos. De repente, todas as nossas ações e pensamentos têm um impacto – positivo ou negativo – e cada um de nós é importante, pois todos influenciamos uns aos outros.

Somente quando vemos o mundo por uma perspectiva mais ampla, podemos entender o quão importante cada um de nós é para a humanidade. Quando trabalhamos para melhorar a sociedade, em vez de acumular riqueza, poder e posses de forma egoísta, tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos se torna importante para todos ao nosso redor e para aqueles que virão depois de nós.

A vida não é valorizada por quanto conseguimos acumular, mas por quanto impactamos a sociedade. Aqueles que solidificam a sociedade, que a tornam resiliente e animada, são aqueles cujas vidas se tornam imbuídas de sentido, o que continua depois que seus anos na Terra terminaram.

“Startup De Israel: Luz Para As Nações” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Startup De Israel: Luz Para As Nações”

Contemple o mundo cintilante da florescente indústria de tecnologia de Israel nos últimos anos. Os jovens, principalmente entre 25-35 anos, tornaram-se subitamente muito ricos à medida que suas startups se transformam em “unicórnios”, empresas privadas com um valor superior a um bilhão de dólares.

Este fenômeno não é o espetáculo à parte de alguns poucos sortudos. Hoje, é considerado um dos principais motores que impulsionam a economia israelense. Esses novos ricos se tornaram um modelo para muitos jovens e o sonho tornado realidade da mãe judia israelense: o empresário de alta tecnologia que faz fortuna.

Com o dinheiro que os jovens empreendedores de alta tecnologia recebem, compram apartamentos e veículos de luxo, investem, iniciam e se livram das preocupações econômicas. Mas eles não param de se engajar na vida normal entrando em férias permanentes. Eles também não param de trabalhar apenas por causa dos enormes acréscimos em suas contas bancárias. A razão para isso é que o dinheiro não é a principal força motriz do seu trabalho.

Sua fonte de atração para a indústria é a competição excitante, o prazer do jogo e da criação, a alegria da invenção e inovação. Essas são as coisas que os enchem de satisfação absoluta, e o ganho econômico é apenas um belo bônus, embora bem-vindo, mas não aquele que mudará fundamentalmente sua ocupação. Podemos entendê-los.

A tecnologia é um campo intrigante e interessante e, em certo sentido, é como se a indústria lhes desse uma centelha de divindade – capaz de criar e mudar o mundo, melhorar a vida e influenciar a sociedade por meio de alguns toques no teclado.

O campo da tecnologia hoje tem o poder de gerar mudanças tremendas e, para os judeus, ainda mais. Portanto, não é por acaso que Israel está se posicionando como líder mundial neste setor.

A mente judaica foi construída para a inovação. Se explorássemos a mente judaica por meio de imagens cerebrais, ela não mostraria nenhuma área especial que seja excepcional e, ainda assim, é conectada de forma diferente: tem a tendência de combinar discernimentos contraditórios em um, a capacidade de combinar os opostos em um todo, aproveitar positivo e negativo para o mesmo carrinho.

Desde a formação do povo judeu nos tempos antigos de Abraão, a mente judaica foi projetada para trazer soluções espirituais para o mundo quando elas são necessárias: juntar ódio e amor e uni-los em uma criação emocionante, o ápice do desenvolvimento da sociedade humana. Mas, enquanto isso, até que esse objetivo esteja totalmente amadurecido, a mente judaica se interessa por alta tecnologia. Não apenas na criação de software, mas no desenvolvimento e pesquisa para fortalecer a nação israelense como uma potência de alta tecnologia para que estejamos firmes em todas as áreas, especialmente na área militar, onde proteção e capacidade de ataque são necessárias para continuarmos a sobreviver como um pequeno país.

Ao dizer isso, não estou sugerindo que todos os membros da nação deve se sentar diante de uma tela de computador. Em vez disso, podemos antecipar que em um futuro próximo aproximadamente 30% da sociedade trabalhará com alta tecnologia, enquanto o restante se envolverá em outras profissões essenciais à sociedade, como medicina e engenharia, agricultura e ensino.

Também vale a pena se preparar para a integração suave de um influxo de novos imigrantes para Israel com antecedência. Não há dúvida de que suas contribuições irão beneficiar a indústria de alta tecnologia e dar-lhe impulso. Quando chegar a hora, quando o Estado prosperar ainda mais no atendimento às necessidades das pessoas, identificaremos e descobriremos a única coisa principal que ainda nos falta: o sentido espiritual – saber quem somos, para que vivemos, qual é o nosso papel como povo em relação ao mundo. Essas serão as perguntas que irão flutuar naturalmente à superfície quando o teto do desenvolvimento material for alcançado. Uma resposta clara a essas perguntas nos dará um sentido completo para a vida.

Nosso objetivo é nos tornarmos uma sociedade unida, um poder espiritual, uma “luz para as nações”. Se anteciparmos o desenvolvimento de uma tendência como essa, faremos uma fortuna eterna. Os frutos de tal indústria fornecerão um novo ímpeto e intelecto para nos impulsionar a descobrir e realizar uma fase totalmente nova no desenvolvimento humano: um milênio de paz.

“O Perigo Em Nossa Falsa Percepção” (Linkedin)


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Hoje, quando olhamos para o mundo, vemos apenas uma força: o egoísmo. Pensamos que tudo corre apenas de acordo com o esforço de cada um de se elevar ao topo da pilha, de ser o caçador e não o caçado, o predador e não a presa. Nós, humanidade, alcançamos o topo da pirâmide e, do zênite, estamos tentando encontrar o que mais podemos suportar. Para conseguir isso, aprendemos, nos tornamos mais sofisticados e desenvolvemos tecnologia, ciência, estruturas sociais e tudo o que desenvolvemos para ter sucesso neste mundo.

Se continuarmos em nossa tendência egoísta, o terrível verão que estamos experimentando em todo o mundo será o melhor verão do resto de nossas vidas. Não temos que continuar nesta rota; há outra opção: enterrar a machadinha e fazer as pazes com a natureza e uns com os outros, e perceber que não temos que lutar para ganhar uma vida boa; só precisamos trabalhar juntos.

Mas agora que alcançamos tudo isso, descobrimos que algo ainda está errado. Percebemos que fomos longe demais. Levamos o egoísmo ao extremo e destruímos nosso planeta. Em vez de nos sustentar, nossa própria casa está desabando sobre nós, liberando chuvas torrenciais que inundam países inteiros, explodindo em chamas que incineram florestas titânicas e lançam cinzas aos níveis mais altos da atmosfera. As terras congeladas da Sibéria, antes consideradas sem vida, estão derretendo e liberando vírus e bactérias para os quais nosso sistema imunológico não possui anticorpos. E o reino animal, que acreditávamos ter subjugado, está nos infestando com vírus e outros insetos que prendem toda a nossa atividade global.

Com o apogeu atrás de nós e a ameaça da vingança da natureza pela frente, parece que temos uma escolha: pare de tentar dominar a natureza e comece a cooperar com ela. Esse é o momento de perceber que a natureza não é governada apenas pelo egoísmo, mas por duas forças, o egoísmo e o altruísmo, que se equilibram e geram a harmonia dinâmica que permite a criação da vida e da evolução. Agora é a hora de percebermos que não há ódio na natureza, mas aceitação e inclusão de todos em um todo maior que, por sua vez, sustenta toda a vida.

Se desenvolvermos uma abordagem atenciosa e tolerante com toda a natureza, inclusive com todas as pessoas, descobriremos que é assim que a natureza realmente opera e seremos capazes de operar da mesma forma. Atualmente, nosso próprio egoísmo esconde a verdade de nós, pois se virmos a realidade como ela é, concordaremos em renunciar ao egoísmo, e nenhum egoísta deseja renunciar algo.

“Como Sair Da Pandemia Em Um Mundo Dividido” (Linkedin)


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A Covid-19 dividiu o mundo entre aqueles que apoiam fortemente a necessidade de vacinação em massa para enfrentar a pandemia e aqueles que se opõem veementemente à inoculação obrigatória e às restrições, tomando as ruas da Europa e da América para expressar seu descontentamento. À medida que a variante Delta se espalha pelo mundo, apenas nos EUA, uma média de 43.000 novos casos são relatados todos os dias, um aumento de 65% em uma semana. Como podemos sair da pandemia em um cenário tão dividido?

Está escrito: “Eu habito entre o meu próprio povo” (2 Reis 4:13) – uma declaração que significa: Eu faço parte da sociedade em que vivo e compartilho o estado de espírito do público. Se a vacina é aceitável para a maioria das pessoas e recomendada pelas autoridades de saúde, devo sair e ser vacinado. Não me afasto das pessoas e não me considero mais um especialista do que os especialistas.

Foi assim que escolhi e continuarei a escolher agir, e certamente não determinarei escolhas para meus conhecidos ou alunos, nem tenho autoridade para fazer isso. Cada pessoa é livre para tomar uma decisão independente, e eu respeito e aceito com muito amor cada um e as escolhas que cada um faz.

Faz sentido que existam preocupações e objeções – ansiedade do desconhecido e medo dos riscos de fracasso – e outras dúvidas surgidas de pessoas envolvidas na área médica. Essas vozes foram ouvidas e ressoaram no espaço público desde o dia em que a praga estourou. No entanto, não chegaremos a uma conclusão unânime em meio ao turbilhão de rumores intermináveis.

Os sábios nos escreveram em preto e branco sobre uma lei espiritual: “Foi ensinado na escola do Rabino Ismael sobre o versículo: ‘Ele o fará ser completamente curado’ (Êxodo 21:19). Com isso, aprendemos que foi dada permissão ao médico para curar” (Talmude Babilônico, Berachot, 60a). A força suprema da natureza cura por meio de um representante da sociedade, o médico.

É verdade que a medicina de hoje tem falhas fundamentais. Isso também se aplica a todos os outros sistemas que construímos, porque quando as relações entre os seres humanos são rompidas e as conexões entre nós são egoístas, a própria sociedade é rompida. Naturalmente, essa falha também afeta os próprios sistemas. E ainda, apesar de todas as coisas negativas e positivas que fazem parte do campo médico, é a natureza agindo por meio dele a fim de curar.

A medicina não é nem melhor nem pior do que os seres humanos que dela dependem. Os médicos não são anjos e os sistemas de saúde não são o paraíso, mas com todas as deficiências que temos, a situação médica ainda é o serviço de que necessitamos. Em outras palavras, a atual medicina deteriorada se veste como uma luva em nossa sociedade deteriorada.

Se fôssemos melhores, seríamos curados dessa praga da Covid por forças mais naturais, ou encontraríamos soluções mais criativas. Mas não estamos corrigidos. Todos podem ver que a humanidade é uma sociedade que se alimenta desde dentro. As pessoas se comportam mal umas com as outras. Estamos trancados dentro de nós mesmos com cálculos egoístas, ignorando o fato de que não estamos sozinhos, que estamos todos conectados e interdependentes. Portanto, infelizmente, não podemos esperar pela cura até que tudo na sociedade humana funcione adequadamente. Nesse ínterim, temos que nos recuperar dessas doenças, e as soluções disponíveis revestem-se de matéria, de química, de vacinas.

Se fizermos uma mudança para melhor na sociedade – se nos tornarmos uma sociedade mais solidária, amorosa, atenciosa, próxima e saudável – a medicina física também mudará para melhor. Mas isso nunca vai acontecer ao contrário. A medicina não mudará para melhor até que mudemos.

Então, em todas as áreas e em todas as situações de nossas vidas, quando nos tornarmos mais corrigidos, nosso mundo também será mais corrigido. As pragas irão desaparecer, o ar será purificado, a água irá limpar, os vulcões irão se acalmar, os furacões e outras forças duras irão diminuir. Tudo depende de nosso estado interior, de nossos relacionamentos uns com os outros.

“Controlando O ‘Fluxo De Oxigênio’ Do Mundo” (Linkedin)


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Imagine como você se sentiria se uma pequena nação controlasse o fluxo global de água. Se ela fecha a válvula, a água para de correr em todo o mundo e tudo seca e morre. Se abre, todos podem se hidratar. Agora imagine como você se sentiria se aquela pequena nação controlasse não o suprimento de água do mundo, mas o suprimento de oxigênio do mundo. Se ela fecha a válvula, todos se sufocam; se abre, o mundo pode respirar. Nos tempos em que aquela nação fechasse a válvula, você a “abençoaria”? Você amaria essas pessoas ou as odiaria e gostaria de se livrar delas de alguma forma?

Se olharmos para o mundo através dos olhos de nossos sábios, desde os dias da Torá, cerca de 35 séculos atrás, através dos dias dos profetas, os reis, a escrita do Livro do Zohar, a Mishná e Talmude, e todos os muitos sábios que escreveram incontáveis ​​livros sobre o povo de Israel e sua posição no mundo, encontraremos uma coisa em comum: nós somos aquela pequena nação. Quando abrimos a válvula, o mundo pode respirar, beber e viver com facilidade e paz. Quando fechamos a válvula, o mundo sufoca, seca e nos odeia por isso.

Não fazemos de propósito, é claro. Não pensamos no mundo; pensamos em nós mesmos. Na verdade, pensamos apenas em nós mesmos, e esse é exatamente o problema. Estamos tão concentrados em nós mesmos que não podemos suportar uns aos outros, e nossa divisão fecha a válvula para o fluxo de fraternidade e amizade no mundo.

Em outras palavras, nossa divisão, nosso ódio mútuo, espalha o ódio por todo o mundo. Isso reflete no relacionamento das pessoas umas com as outras, faz com que elas entrem em conflito umas com as outras, e elas nos culpam por suas brigas. Podemos achar que não estamos causando suas colisões, mas elas acham. Quando nos acusam de sermos responsáveis ​​por todas as guerras, como disse certa vez o ator e cineasta Mel Gibson, elas não estão apenas despejando raiva; elas querem dizer isso muito profundamente. Mesmo quando não dizem, elas ainda pensam assim. Esse tem sido o caso do povo judeu por mais de trinta séculos e nunca mudará.

Nossa única esperança de mitigar a ira do mundo contra nós é se fizermos o que elas esperam: assumir a responsabilidade pelas guerras do mundo, fazer as pazes entre nós e deixar essa irmandade, que não fomos capazes de estabelecer nos últimos dois milênios, brilhar sua luz em todo o mundo e curá-lo.

Demos ao mundo numerosos presentes. Não há área em que não nos destaquemos. Somos líderes mundiais em ciência, cultura, economia, arte e literatura e em todas as áreas do envolvimento humano. Ainda assim, o mundo nos odeia. A única coisa que não nos odeia é o lema que legamos ao mundo: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Se ele tem alguma queixa contra nós a esse respeito, é que não estamos realizando esse lema em nossa própria sociedade.

O povo judeu formou uma nação única. Até o estabelecimento do nosso povo, e desde então, houve apenas um caso em que um grupo de pessoas adotou uma certa ideologia, que as solidificou tão fortemente que se tornaram uma nova nação. Essa ideologia era a ideologia de Abraão de misericórdia e amor pelos outros, e a nação que ele e seus descendentes formaram foi a nação israelense. A ideologia de Abraão não era apenas se unir e amar uns aos outros, mas espalhar essa unidade por todo o mundo. Abraão até tentou fazer isso em sua própria terra natal, Babilônia, mas não teve sucesso. No entanto, a responsabilidade permanece com seus sucessores, o povo judeu.

Consequentemente, Moisés recebeu a Lei Judaica chamada Torá, cujo princípio básico é “Ame seu próximo como a si mesmo”, somente depois que a nação se uniu “como um homem com um coração”. Imediatamente depois, a nação nascente foi incumbida de ser “uma luz para as nações”: espalhar a unidade recém-estabelecida por todo o mundo.

Desde então, todos os nossos líderes seguiram o lema da unidade e a obrigação de difundi-lo. O Rei Salomão refletiu que “o ódio desperta contendas, e o amor cobrirá todos os crimes” (Provérbios 10:12). O Livro do Zohar declarou (Aharei Mot) que quando os amigos, os discípulos do Rabino Shimon Bar Yochai, se unem após superar o ódio mútuo, eles trazem paz ao mundo. O Talmude (Yevamot 63a) escreve: “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto para Israel”, e o Midrash (Beresheet Rabbah, 66) afirma sobre o povo de Israel: “Esta nação, a paz mundial habita nela”. O livro Sefat Emet escreve: “A verdade é que tudo depende dos filhos de Israel. À medida que se corrigem, todas as criações os seguem”. E ao refletir sobre as desgraças do mundo, o Rav Kook declarou sobre nosso povo (Orot HaKodesh [Luzes da Santidade]), “Já que fomos arruinados pelo ódio infundado e o mundo foi arruinado conosco, seremos reconstruídos pelo amor infundado, e o mundo será reconstruído conosco”.

Especialmente agora, nestes dias voláteis, devemos nos elevar acima de nossa divisão, reacender nossa irmandade e abrir a válvula para que o amor e a unidade possam fluir por todo o mundo.

“Por Que As Sociedades Mudam” (Linkedin)


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Em um ensaio intitulado “Crítica do Marxismo à luz da Nova Realidade e uma Solução para a Questão da Unificação de todas as Facções da Nação”, publicado em junho de 1940, enquanto o mundo estava mergulhado nas chamas da Segunda Guerra Mundial, o grande Cabalista e pensador global Baal HaSulam ofereceu esta explicação de por que as sociedades mudam. “A duração de cada fase política”, escreveu ele, “é apenas o tempo que leva para revelar suas deficiências e males. Ao descobrir suas falhas, abre-se caminho para uma nova fase, livre dessas falhas. Assim, essas deficiências, que aparecem em uma situação e a destroem, são as próprias forças da evolução humana, pois elevam a humanidade a um estado mais corrigido”.

Na sabedoria da Cabalá, o processo que Baal HaSulam descreveu é chamado de “reconhecimento do mal”. Nesse processo, as falhas de um estado se manifestam gradualmente até galvanizar indivíduos e nações para mudar suas vidas, governos ou o que quer que se torne intolerável em suas vidas. Atualmente, a humanidade está passando por esse estágio em escala global. As falhas da sociedade humana, em todas as suas formas de governança, estão se manifestando cada vez mais abertamente e as pessoas estão cada vez mais desiludidas com os sistemas existentes.

Não creio que já estejamos no ponto em que as coisas se tornaram insuportáveis, mas estamos caminhando nessa direção.

Por enquanto, parece que as pessoas ainda estão dispostas a suportar as falhas dos sistemas sociais e políticos existentes, mas quase ninguém ainda acredita que exista algum sistema que seja genuinamente bom para as pessoas, uma vez que não há líderes que genuinamente tenham em mente o benefício dos cidadãos. Em outras palavras, as pessoas estão percebendo que nenhum regime pode ser um bom regime enquanto as pessoas no topo não forem boas.

Mas governantes emergem do povo. Se as pessoas não são gentis umas com as outras, podemos esperar gentileza dos líderes? Os governadores são simplesmente aqueles que se destacam na exploração do sistema em seu benefício; eles o usam como um nível para erguê-los acima do resto das pessoas. Consequentemente, em uma sociedade de pessoas egoístas, os governantes são os mais egoístas; é por isso que eles conseguiram escalar até o topo da pilha. Por que devemos esperar que eles tenham nosso benefício em mente?

Portanto, para fazer as forças da evolução humana elevarem a humanidade a um estado mais corrigido, como o Baal HaSulam colocou, devemos corrigir as pessoas. Se estabelecermos uma sociedade de pessoas atenciosas, seus líderes serão os mais atenciosos. Se estabelecermos uma sociedade que preza pela responsabilidade social mútua, seus líderes serão aqueles que melhor promoverem a responsabilidade mútua. Portanto, antes de reclamarmos de nossos líderes, devemos nos olhar no espelho. Podemos não gostar do que vemos, mas saberemos que é a verdade, saberemos se chegamos a um reconhecimento suficiente do mal e se estamos dispostos a construir para nós mesmos uma sociedade cujos méritos criam líderes meritórios.

“Uma Lição Do Sabor Antigo E Desagradável De Ben & Jerry’s” (Linkedin)


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Há poucos dias, em 19 de julho, a multinacional de bens de consumo Unilever, que também é a controladora da Ben & Jerry’s, anunciou que “é inconsistente com [seus] valores para o sorvete Ben & Jerry’s ser vendido no Território Palestino Ocupado (OPT)”. Embora oficialmente a Ben & Jerry’s pertença à Unilever, na verdade a empresa mantém sua própria política quando se trata de questões políticas. De acordo com um ensaio na Stanford Social Innovation Review, Cohen e Greenfield, os judeus progressistas que fundaram a empresa sediada em Vermont, “tentaram alcançar [autonomia política] negociando a criação de um conselho independente e robusto para a subsidiária pós-aquisição”. Na verdade, até agora, o Conselho de Administração Independente da Ben & Jerry tem total liberdade quando se trata de declarações políticas, mesmo quando afetam a atividade comercial da empresa, como neste caso.

Além disso, de acordo com a Agência Telegráfica Judaica (JTA), “a presidente do conselho, Anuradha Mittal, ficou furiosa com a resposta da Unilever, dizendo à NBC que a Unilever estava ‘tentando destruir a alma da empresa. Queremos que essa empresa seja liderada por valores e não ditada pela matriz’”. Mittal não ficou brava com a Unilever por banir uma parte de Israel. Pelo contrário, de acordo com o The Jerusalem Post, “O Conselho de Administração Independente da Ben & Jerry queria boicotar Israel em sua totalidade, mas foi impedido de fazê-lo pela CEO da sorveteria e pela empresa controladora britânica Unilever”.

Em outras palavras, o sabor antigo e desagradável de Ben & Jerry é “ódio ao Estado judeu”. Eles não acham que Israel tem o direito de existir e disfarçam sua agenda com um manto de “justiça social”. Mas não se trata de justiça; é um reflexo da objeção de muitos judeus, particularmente nos Estados Unidos, à existência de um Estado judeu.

Na minha opinião, existem dois níveis relacionados com a declaração da empresa. O primeiro nível é o superficial: o contrato com a Ben & Jerry’s não contém nenhum item que especifique restrições de vendas em partes específicas do país, por qualquer motivo. Portanto, essa demanda é uma violação de contrato, e o Estado de Israel deve responder enfaticamente proibindo as vendas dos produtos Ben & Jerry’s em todo o país. Em vez da franquia para fabricar e distribuir o sorvete em Israel, o licenciado israelense venderá seu próprio sorvete ou assinará um contrato com outra empresa multinacional. Em suma, se eles forem políticos contra Israel, Israel deve agir politicamente contra eles.

Mas o nível mais profundo é o mais importante. O fato de dois judeus liderarem uma campanha contra Israel é na verdade natural; é um reflexo de sua aversão ao dever para com o mundo. Não vai ajudá-los. Os judeus alemães tinham as mesmas opiniões antes de Hitler chegar ao poder, mas isso não os ajudou em nada depois que os nazistas chegaram ao poder. Agora, também, a agenda anti-Israel não ajudará os judeus americanos; os antissemitas locais vão lidar com eles da mesma forma que os nazistas fizeram sob Hitler.

Não há nada que os judeus não deem às nações do mundo em troca de alguma simpatia. Eles abrirão mão de sua identidade, tradição, história, soberania, qualquer coisa para fazer com que o mundo goste deles. Mas todos aqueles “presentes” que os judeus estão dispostos a conceder ao mundo aumentam a divisão dentro do povo judeu e intensificam o ódio do mundo contra nós. Se pudéssemos nos elevar acima de nossas diferenças e nos unir por apenas um dia, veríamos que é isso que o mundo realmente quer de nós: nossa própria unidade, e não quaisquer outros dons.

Além disso, se nos uníssemos, o mundo entenderia por que os judeus precisam de seu próprio país: para criar um lugar onde eles possam se unir acima de suas fissuras e dar um exemplo de amor que cubra todos os crimes, como escreveu o rei Salomão (Provérbios 10:12) A razão pela qual alguns judeus não querem que exista um Estado soberano de Israel, mesmo que seja estabelecido em um território completamente indiscutível, é que, inconscientemente, eles não querem o ônus de ser uma nação modelo, uma empresa pioneira que une pessoas de todas as culturas, etnias e crenças sob a ideologia da unidade acima de tudo. Essa foi a ideologia que forjou o povo dos nossos antepassados, essa é a razão pela qual “Ame o seu próximo como a si mesmo” é o lema que abarca toda a Torá, e esse é o ônus dos judeus: dar o exemplo implementando este credo mais sublime que existe, o sistema de unir completos estranhos “como um homem com um coração”. Os judeus que negam o direito de existência de Israel estão tentando evitar dotar o mundo deste presente precioso.

“Por Que O Mundo Ri Quando Os Judeus Choram” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Por Que O Mundo Ri Quando Os Judeus Choram”

Um estudante de Israel me perguntou por que parece que sempre que alguém diz algo ruim sobre Israel, o mundo inteiro se junta em coro. Minha resposta foi simples e concisa: estamos nos comportando mal com o mundo, e é por isso que o mundo se sente assim a nosso respeito.

Eu gostaria de elaborar sobre isso. Nós, judeus, devemos dar o exemplo de boas relações entre todos, mas principalmente entre nós. Precisamos mostrar união, paz e amizade. O povo de Israel deve ser responsável um pelo outro. Se fizermos isso, o mundo vai nos respeitar. Porque não estamos fazendo isso, ele nos trata com desprezo.

Atualmente, as relações entre as diferentes facções da sociedade israelense são horríveis, nada menos. Além disso, não podemos separar o que está acontecendo dentro da sociedade israelense de como o mundo nos trata, uma vez que fazemos parte do mundo; éramos “representantes” de todas as nações. Nossos ancestrais vieram de todas as nações do mundo e formaram um grupo ideológico que acreditava no lema do Rei Salomão (Prov. 10:12), “O ódio desperta contendas, e o amor cobrirá todos os crimes”. Esses primeiros representantes da humanidade formaram uma nação que realizou uma ideia sublime que até hoje parece excêntrica: a paz entre todas as nações.

Esses ancestrais lutaram muito para manter sua unidade acima das diferenças e do ódio que surgiram na ocasião; tentaram permanecer fiéis ao seu dever de ser “uma luz para as nações”, para dar o exemplo de união. Eles até cunharam o lema que praticamente todas as religiões e sistemas de crenças adotaram de uma forma ou de outra: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Na verdade, existe algo mais elevado do que isso? Embora eventualmente tenhamos caído no ódio e nos dispersado por todo o mundo, o legado de unidade e o dever dos judeus permanecem arraigados no inconsciente da humanidade.

Assim como as nações têm orgulho ou vergonha de seus atletas, que hoje competem nos Jogos Olímpicos, e assim como as pessoas se sentem conectadas a grandes líderes, exploradores, romancistas, compositores, cientistas e outras pessoas renomadas de sua nação, mesmo que tenham vivido há muitos séculos, elas também se sentem ligados a seus representantes entre o antigo povo da unidade, o povo judeu, embora em um nível mais subliminar. É por isso que quando os judeus cumprem seu dever de unir os “delegados” das nações, ou seja, os próprios judeus, em uma nação coesa, eles recebem o aplauso do mundo. Ao mesmo tempo, quando falham e caem em disputas e divisões, eles atraem a ira do mundo contra si.

Esse ônus dos judeus é o motivo pelo qual a atenção do mundo sempre será dada ao povo judeu, porque os judeus sempre serão julgados por um padrão mais rígido do que o resto do povo e porque a humanidade atribui aos judeus todos os infortúnios que atingem o mundo. Em seu livro Orot HaKodesh [Luzes da Santidade], Rav Kook, um grande líder espiritual e o primeiro Rabino Chefe no assentamento judaico em Israel, escreveu sobre o dever dos judeus para com o mundo: “Uma vez que nós [judeus] fomos arruinados pelo ódio infundado e o mundo foi arruinado conosco, seremos reconstruídos pelo amor infundado e o mundo será reconstruído conosco”.

Eu espero e oro por nossa unidade, por nossa causa, mas acima de tudo, em prol do mundo.