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Será Que A Humanidade Se Tornou Mais Feliz?

626Pergunta: O engenheiro de software Steve Wozniak, que junto com Steve Jobs criou o império Apple, ao responder à pergunta “O ser humano se tornou mais feliz após a invenção do computador pessoal?”, disse: “Essa é uma pergunta muito complexa. Houve um tempo em que eu pensava que, se tornássemos a vida das pessoas mais fácil, isso lhes traria felicidade. Elas trabalhariam menos. No entanto, elas começaram a trabalhar ainda mais. Hoje em dia, uma família precisa ser sustentada por duas pessoas trabalhando, não apenas uma. Acho que, se nos compararmos com os povos primitivos em termos de nível de felicidade, será aproximadamente o mesmo”.

Houve uma época em que Steve Jobs e eu sonhávamos em criar um dispositivo que permitisse aos cegos enxergar. Mas agora, quando entro no metrô e vejo que todos estão sentados com os rostos enfiados em seus celulares, entendo que tornamos todas as pessoas que enxergam cegas”.

Você concorda que somos uma humanidade cega?

Resposta: Ainda precisamos perceber que todas as inovações na eletrônica visam apenas nos limitar em termos de sensações, na percepção do mundo, na sensação da vida.

Olho para uma pequena tela que cabe na palma da minha mão, e para mim nada mais existe. Através dela, supostamente, me conecto com o mundo. Mas com quem eu realmente me conecto? Com ​​algum escritório, algum intermediário que me “empurra” tudo o que deseja. A pessoa não se tornou livre, mas sim mais dependente. Estamos nos tornando escravos cada vez maiores.

Além disso, com o auxílio da eletrônica e de tudo o mais, muitas profissões tradicionais desapareceram. Uma profissão não é apenas algo que proporciona às pessoas a oportunidade de ganhar dinheiro. O mais importante em uma profissão é que a pessoa sinta que é adequada para conviver com os outros. Uma profissão é um meio de comunicação entre as pessoas. Eu sou alfaiate, você é sapateiro, médico, advogado, e assim por diante.

Não importa quem ou como, mas nos comunicamos; precisamos uns dos outros.

E se não precisarmos mais uns dos outros e ficarmos apenas olhando para celulares, será o mesmo que aplicar uma injeção ou um comprimido. As pessoas vão adormecer, e todo tipo de filme vai passar pela cabeça delas, ou elas simplesmente se desligarão da vida.

Pergunta: Que cenário é estabelecido pela força superior?

Resposta: Este cenário é muito simples; chama-se “reconhecimento do mal”.

Seremos obrigados a reconhecer a maldade do nosso desenvolvimento egoísta e a compreender que ele nos conduz a um beco sem saída, e que devemos nos livrar dele, romper com ele num salto, fugir dele a toda a velocidade, para qualquer lugar. Espero que um dia façamos isso.

Por enquanto, estamos tentando explicar isso às pessoas. Mas o quanto elas vão ouvir, é uma incógnita. Mesmo assim, aqui e ali, os primeiros sinais já começam a surgir.

Pergunta: Ou seja, avançaremos cada vez mais nas tecnologias apenas para entender que elas não nos levarão a nenhum lugar?

Resposta: Sim.

Pergunta: É por isso que elas estão se desenvolvendo?

Resposta: Não, o desenvolvimento deve ser interno. O desenvolvimento externo não é necessário.

Mas se não nos desenvolvermos internamente, o desenvolvimento eletrônico externo revelará o vazio e, ainda assim, nos fará retornar ao início.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 09/01/25

Escreva E Queime

294.4Pergunta: Você estendeu a mão a alguém, ajudou uma senhora idosa a descer do ônibus; na sua opinião, essas não são boas ações?

Resposta: E você vive com a sensação de estar acumulando boas ações para o futuro.

Pergunta: Mesmo assim, não são boas ações?

Resposta: Não, você faz isso apenas para si mesmo. Se você remover o benefício pessoal disso, você vai ignorar tudo e não fazer nada.

Pergunta: Então, como devo viver? Por que devo medir meus passos?

Resposta: Se você não superar seu egoísmo e não agir contra ele, não praticará uma boa ação. Ela será vendida antecipadamente.

Pergunta: Isso significa que sou subornado o tempo todo?

Resposta: Sim. Se uma pessoa imagina que está realizando as melhores ações possíveis, das quais receberá algum benefício posteriormente, tudo está fadado ao fracasso antecipadamente.

Pergunta: Então, com que intenção devo agir?

Resposta: Não espere absolutamente nada em troca.

Pergunta: Que eu não receberei nada em troca, nenhum benefício?

Resposta: Nenhum benefício. Haverá benefícios para o mundo e para as pessoas, mas nada para mim. Como se ninguém soubesse disso, e ninguém jamais saberá.

Comentário: Ou seja, meu nome não está em lugar nenhum; não está gravado em pedra, nem mencionado nas legendas. Não está em lugar nenhum.

Minha Resposta: Não.

Pergunta: Então, eu fiz alguma coisa, e isso é tudo?

Resposta: Sim.

Comentário: Agora, as pessoas das artes (e não só das artes) vão ficar chocadas quando ouvirem isso. Entendem? Todo o sistema de direitos autorais é construído sobre “esta é a minha música, esta é a minha criação; se você a usar, você tem que pagar”, e assim por diante. O mundo inteiro é construído sobre isso! E nós estamos indo contra o mundo.

Minha Resposta: Sim. Você pode anotar isso em um caderno só para você e depois queimá-lo. Mas mesmo em ações como essa, quando a pessoa pensa no que ganhará com isso, como se estivesse economizando para uma emergência, ainda assim é bom que ela aja dessa forma.

Na verdade, isso não lhe traz nenhum benefício real, mas ainda assim é bom. Haverá menos mal no mundo por causa disso. E as boas ações começarão de um patamar mais elevado, de um grau mais elevado.

Comentário: E essas ações, quando uma pessoa realmente diz para si mesma: “Eu fiz uma boa ação? Não importa se eu irei para o céu por causa disso ou não, eu simplesmente fiz uma boa ação”.

Minha Resposta: Ela se eleva a um nível superior e, a partir daí, deve começar a trabalhar.

Pergunta: Sabe, nós salvamos o mundo. Porque o mundo olhou para isso e disse: “Isso é impossível de alcançar — a fé acima da razão”. Mas vocês acrescentaram um passo: façam essas ações mesmo assim. Elas ainda não serão boas ações, mas serão um passo em direção às boas ações?

Resposta: Sim. Então a pessoa precisa se acostumar a realizar tais ações não para si mesma, mas para o mundo. E é aqui que sua alma começa a se revelar ao mundo.

Pergunta: Que espaço é esse chamado “alma”? Você disse “se revela”. Que tipo de espaço é esse?

Resposta: É um espaço totalmente vazio que uma pessoa deve preencher com seu desejo.

Pergunta: Em direção ao mundo? Partindo de si mesma? E nada para si mesma?

Resposta: Nada.

Pergunta: Será este o rumo que a humanidade está tomando?

Resposta: Sim.

Pergunta: E ela consegue chegar lá?

Resposta: Claro.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/02/26

Quando A Guerra Vai Terminar?

79.01Pergunta: Será mesmo possível que existam guerras também na espiritualidade? Eu sempre pensei que ali só existisse amor.

Resposta: Do princípio dos mundos até o seu fim, toda a realidade, com exceção do único Criador, a força suprema do amor, é construída sobre a luta dos opostos, ou seja, sobre a guerra. Alcançamos o Criador através da conquista do amor como a anulação absoluta do ódio, da guerra e da oposição, isto é, na completa anulação de cada um diante dos outros. Dessa forma, formamos a imagem do Criador dentro de nós. Nós O criamos. Como está escrito: “Tu me fizeste”.

Pergunta: Você está falando da guerra interior de cada pessoa? É a guerra espiritual?

Resposta: Sim, a guerra externa existe apenas no nível dos seres animados.

Pergunta: Você disse certa vez que as guerras externas ocorrem porque não travamos nossas guerras internas adequadamente e, portanto, as guerras externas surgem. Pode explicar isso um pouco melhor? Significa que eu não levei minha guerra até o fim?

Resposta: Eu deveria ter lutado. Eu deveria ter resistido. Eu deveria ter me levantado e liderado as forças da luz contra as forças das trevas dentro de mim. E assim eu teria visto como eu estava conduzindo o mundo a um estado de conexão, proximidade e amor entre todas as suas partes opostas. E assim eu trago o estado de guerra para o estado de verdadeira paz.

A paz é Shalom, de Shlemut, plenitude completa, unificação total (Hashalla). De alguma forma, não completei esta obra em algum lugar e, portanto, permiti que ela se manifestasse até mesmo na forma mais simples neste mundo físico.

Pergunta: Então agora, para pôr fim a essa guerra externa, devo retornar às minhas guerras internas?

Resposta: Eu devo fazer isso, e todos devem fazer isso, porque a guerra externa existe apenas para nos impulsionar em direção à conexão interna.

Pergunta: Então, resolver a guerra por meio de forças externas, quando alguém ganha e alguém perde, não é uma solução real?

Resposta: Claro que não.

Pergunta: Então haverá outra guerra?

Resposta: Claro! Nada se resolve assim. É apenas um passo ao longo do caminho, na jornada para seguir em frente e ler a próxima página da guerra.

Pergunta: Será que a próxima página da guerra virá de uma forma ou de outra? E talvez seja ainda mais terrível?

Resposta: Claro, muito pior. O mais importante é que, no início de um conflito, determinemos rapidamente a sua causa e a extingamos unindo e complementando os lados em conflito de forma a revelar o Criador.

Pergunta: Suponha que existam dois lados em conflito que se odeiam. Como eles podem parar repentinamente no início do conflito?

Resposta: Elevando-se acima de si mesmos, elevando-se uns acima dos outros e imaginando como seria o mundo se eles se unissem a tal ponto que não mais distinguissem uns dos outros, mas apenas sentissem a conexão entre si.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 14/03/22

Como Podemos Recuar Da Beira Do Abismo?

 961.1Comentário: Você diz que é impossível abrir mão da autogratificação, impossível amar o próximo e impossível doar-se a outrem. Impossível!

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: Se uma pessoa chega a uma constatação tão aguda e amarga dentro de si, isso é bom?

Resposta: Este é o reconhecimento do mal, da própria natureza! A partir daí, você ainda precisa dizer que deve se elevar acima disso, acima dessa natureza. O que preciso fazer para isso? Onde posso encontrar tal remédio?

As pessoas ainda não encontraram essa solução. Por um lado, já perderam a esperança. Mas, por outro, estão gradualmente compreendendo que, se tal remédio não existe, não há felicidade, nada de bom, nem futuro.

Comentário: Então, aqui temos um dilema. Eu entendo que não se pode viver assim, que eu sou assim, minha natureza é assim, e ao mesmo tempo entendo que não posso seguir em frente.

Minha Resposta: Não posso.

Pergunta: Cheguei a um ponto sem volta e sem possibilidade de avançar. O que devo fazer nesse caso?

Resposta: Quando atingimos esse estado, começamos a entender que, se a natureza nos designou essa tarefa, então obviamente ela também tem uma solução.

Pergunta: Isso é lógico. Então a solução não está ao meu redor, nem nos meus amigos, nem em lugar nenhum aqui, mas na própria natureza. Asim, eu começo lentamente a me comunicar com a natureza?

Resposta: Sim. Isso é comunicação com a natureza.

Pergunta: Então, eu digo: “A solução está dentro de você. Dê-me essa solução”.

Resposta: Sim. Deve chegar ao ponto em que a pessoa se sinta verdadeiramente forçada a se voltar para a natureza dessa maneira.

Pergunta: Em que momento a natureza dará respostas e reagirá?

Resposta: Quando uma pessoa está em completo desespero, quando ela realmente só precisa disso.

Pergunta: Se generalizarmos tudo isso, estaremos sendo conduzidos exatamente a esse estado? Não podemos contorná-lo, não podemos evitá-lo?

Resposta: De forma alguma.

Pergunta: Então você tem a nítida impressão de que estamos sendo conduzidos precisamente a isso?

Resposta: Sim. Precisamos apenas compreender e sentir que a inversão interior se baseia neste ponto. É necessário; caso contrário, você não fará a transição para outro modo de existência.

Pergunta: E diga-me, se uma pessoa o ouve, quais são as suas ações naquele momento? Mesmo que ela comece a se comunicar mecanicamente com a natureza, com o Criador.

Resposta: Apenas se fortalecer neste paradigma.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 23/02/26

Homens E Mulheres: Diferenças Na Governança

629.3Comentário: Dizem que os homens mudam o mundo e as mulheres o melhoram.

Minha Resposta: Há algo nisso; concordo. Uma mulher organiza o mundo. Ela tende a conectar as coisas, a torná-las mais convenientes, mais confortáveis, assim como organiza um apartamento. É assim que ela vê o mundo.

Um homem, não. Ele avança. Ele precisa de mudanças no mundo, saltos, talvez até mesmo de “métodos cirúrgicos” bastante extremos.

As mulheres geralmente não se interessam por isso e, portanto, são mais adequadas para governar o mundo.

Em geral, o governo deve ser exercido em casal. Sabemos que em toda família a esposa comanda com serenidade, e o marido executa. E se isso não acontecer, então não é uma família. Normalmente, é sempre assim. Se um homem entende isso, é bom. A Torá diz a Abraão: “Faça como Sara lhe disser”. Isso está correto. Penso que é assim que se deve educar.

Comentário: Há quarenta anos, a empresa Xerox realizou uma pesquisa em larga escala em seu departamento de vendas para descobrir quem vendia melhor. Constatou-se que as mulheres eram melhores vendedoras do que os homens. Desde então, a atitude da gerência em relação às mulheres tornou-se mais favorável.

Em um estudo que envolveu cerca de 3.000 gerentes, foram identificadas diversas qualidades características que distinguem homens e mulheres: suas diferenças, vantagens e desvantagens.

A primeira característica é o poder e a liderança como pontos fortes. Os homens estão interessados ​​no reconhecimento oficial de sua autoridade. Eles avançam com firmeza e, portanto, muitas vezes alcançam patamares mais elevados na carreira e níveis salariais maiores em comparação com as mulheres.

As mulheres estão mais focadas nos processos internos. Para elas, é importante que o trabalho seja estruturado conforme idealizaram, e não importa quem esteja formalmente no comando.

A desvantagem: os homens, ao buscarem satisfazer ambições pessoais, são menos leais à empresa.

As mulheres podem não desejar menos o poder do que os homens, mas muitas vezes tendem à indecisão na luta pela liderança.

Minha Resposta: Isso é natural. Uma mulher, por natureza, não é inclinada ao conflito; ela é inclinada à paz, pronta para ceder a fim de preservar o ambiente, a empresa onde trabalha, seu local de trabalho e assim por diante. Um homem pode destruir tudo para alcançar sua autoridade. Para uma mulher, isso pode ser completamente estranho. Naturalmente, as mulheres estão prontas para todo tipo de sacrifício, enquanto os homens não.

De um modo geral, na maioria dos casos, as mulheres são preferíveis. Talvez a única área onde isso seja menos significativo seja o exército, e mesmo lá não no planejamento. No desenvolvimento de planos militares, eu também incluiria mulheres. A ausência delas nesse setor me parece um ponto que precisa ser abordado.

Em última análise, não vejo onde um homem tenha vantagem sobre uma mulher, exceto na execução precisa.

Comentário: O segundo fator é o locus de controle, que depende do gênero.

Os pesquisadores concluíram que, à medida que os homens envelhecem, eles dependem cada vez mais de sua própria experiência e habilidades. Os homens têm um locus de controle interno e, portanto, geralmente apresentam autoestima mais elevada do que as mulheres, que dão maior importância à imagem e à opinião dos outros.

Por exemplo, quando surgem problemas em uma escola, uma diretora reúne professores e pais para discutir e encontrar uma solução em conjunto.

Minha Resposta: Sim. Os homens tendem a usar um método mais agressivo.

A desvantagem: confiar apenas em si mesmo torna o homem menos flexível e pode levar a uma autoconfiança excessiva.

Uma mulher pode ser mais vulnerável devido a um locus de controle externo. O mundo dos negócios muitas vezes exige rigidez e, portanto, mulheres em posições de destaque às vezes adotam qualidades masculinas e precisam equilibrar constantemente a vida pessoal e as obrigações profissionais.

Resposta: O principal é o coletivo. Se o coletivo entender que, em princípio, é melhor ter uma mulher na liderança do que um homem, todo o coletivo se beneficia. Onde está a pergunta para essa resposta?

Pergunta: O próximo fator são os processos internos da empresa. Um empresário cria uma equipe. Os homens são mais orientados para resultados. Eles valorizam funcionários mais eficazes e que produzem melhores resultados.

Uma chefe mulher cria uma família. Ela percebe o clima no coletivo e se concentra no bem-estar geral. As mulheres tendem a ter uma inteligência emocional mais desenvolvida para criar esse tipo de atmosfera.

A desvantagem é que um homem pode reduzir a eficiência devido a uma abordagem individual fraca em relação a cada membro. Uma mulher pode se preocupar excessivamente com o que está acontecendo no coletivo. Como equilibrar isso?

Resposta: Não conseguimos fazer isso nem mesmo nas relações familiares, muito menos nos coletivos mistos de hoje.

Isso exige um coletivo verdadeiramente sábio, onde todos compreendam a natureza do homem e da mulher. Ao discutirem tudo juntos, eles transcendem o egoísmo.

Aqui não existem relações pessoais de gênero no sentido usual. Eles raciocinam como psicólogos lúcidos: como podem se conectar na linha do meio, nem feminina nem masculina, mas precisamente no meio. E a linha do meio é a combinação mais eficaz, correta e possível dessas duas linhas.

Isso é muito difícil. É preciso trabalhar nisso constantemente. Não se consegue de uma vez por todas. Portanto, dentro de um coletivo, deve haver uma pessoa, ou talvez até mesmo um par, que apoie constantemente a complementaridade mútua das aspirações, decisões e visões internas das partes masculina e feminina. Caso contrário, o coletivo não será verdadeiramente eficaz.

Comentário: O próximo fator é a estratégia para ganhar dinheiro.

Um líder do sexo masculino é naturalmente menos paciente e busca lucro rápido “aqui e agora”. Portanto, está disposto a correr riscos e a usar abordagens criativas que impulsionem os negócios.

Uma líder feminina geralmente toma decisões de forma mais ponderada e conservadora. Ela pensa a longo prazo e de forma estratégica.

A desvantagem: os homens, devido à sua necessidade de correr riscos, tendem a tomar decisões precipitadas e a sofrer sérias perdas financeiras.

Minha Resposta: Mas eles gostam de correr riscos. Para eles, o risco em si é uma espécie de recompensa: “Posso perder, mas corri o risco! Eu estava lá!”

Por natureza, a mulher deve agir com ponderação. Ela deve se importar; a estabilidade é fundamental para ela — manter a estabilidade agora e no futuro. O homem não possui essa característica da mesma forma. Para ele, o principal é dar um salto para frente.

Ambos os movimentos estão absolutamente corretos; apenas a sua complementaridade mútua é problemática para a nossa sociedade.

Comentário: O quinto fator é o estilo de comunicação.

Os homens são excelentes oradores que inspiram as massas. A mulher se destaca na comunicação de curta distância. As mulheres são naturalmente melhores em interpretar a linguagem corporal, possuem grande capacidade de escuta e são mais sensíveis às suas próprias experiências.

A desvantagem: os homens muitas vezes não prestam atenção aos detalhes e podem perder negociações por questões óbvias. As mulheres, com um locus de controle externo, gastam muita energia analisando como os outros as percebem.

Minha Resposta: Um homem não vê o que está perto. Ele não lê rostos ou ações sutis — as coisas que uma mulher percebe, absorve e pelas quais se orienta. Um homem não as vê.

No dia a dia, essa é uma habilidade surpreendente das mulheres: a de perceber o ambiente ao redor. Assim como um animal que sai para caçar e sente tudo ao seu redor com todo o corpo, assim é a mulher. O homem não é assim. Ele é orientado para objetivos; seu principal objetivo é alcançar um ponto específico, ele não vê nada além disso.

Fomos criados diferentes; nada se pode fazer quanto a isso. Uma pessoa e suas qualidades não podem ser refeitas. Corrigimos o egoísmo, ajudamos a pessoa a superar sua natureza egoísta, mas não suas qualidades inerentes. Um homem continua sendo um homem, uma mulher, uma mulher. Devemos apenas entender como combiná-los corretamente.

Portanto, devemos escolher a combinação adequada de nossas ações.

Pergunta: O que os líderes, homens e mulheres, devem levar em consideração em seu trabalho?

Resposta: Um líder adequado deve reunir um coletivo de vários homens e mulheres, como um conselho administrativo, que compreendam corretamente o próprio coletivo, que, por meio da discussão, entendam adequadamente suas tarefas, que compreendam corretamente sua própria natureza e que determinem como combinar isso de forma a desenvolver um ponto de equilíbrio que contemple de maneira otimizada ambas as abordagens e produza o melhor resultado.

Ainda assim, esse resultado naturalmente não será nem feminino nem masculino, mas intermediário. Será sempre uma espécie de compromisso.

Devemos aprender a viver precisamente na linha do meio.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 26/02/19

O Que Vem Depois?

168Lembro-me de me fazer esta pergunta: “E o que vem depois?” Bem, depois você vai para a escola, depois para a faculdade, e assim por diante. Como eu não tinha resposta para essa pergunta, eu realmente não queria estudar e, em geral, não queria nada. Eu vivia em um estado de apatia com bastante frequência.

Pergunta: Porque não havia resposta? A resposta surgiu desse “eu” que exigia crescimento?

Resposta: Claro. Para que eu vivo, por quê? Era uma sensação terrível de que tudo era sem sentido e inútil, e mesmo assim você era obrigado a fazer aquilo.

Pergunta: Então, na verdade, nossa vida é a formação desse “eu” dentro de uma pessoa?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então a questão é: esse “eu” tem alguma conexão com essa força superior da qual você sempre fala?

Resposta: Sim. Está na pergunta: “Para quê?” Essa pergunta é transmitida a todos, mas em doses específicas. Aquele em quem essa pergunta surge com verdadeira seriedade pode, evidentemente, desenvolvê-la e receber respostas.

Pergunta: Se tentarmos pensar e fantasiar um pouco, existem “conexões” vindas de cima que chegam até o “eu” de uma pessoa?

Resposta: Sim.

Pergunta: E como podemos determinar quando um determinado “eu” se manifestará e quando outro “eu” surgirá?

Resposta: Para isso, é preciso revelar a própria alma, ou seja, toda a sua conexão com o plano superior. Então você saberá por que está sendo atraído exatamente desta forma e não de outra.

Pergunta: E exatamente neste momento?

Resposta: Em tudo.

Pergunta: Está programado qual “eu” vai se destacar e qual ficará ligeiramente apagado?

Resposta: Absolutamente tudo está programado. O início da criação, o fim da criação e seus estados intermediários, praticamente tudo é conhecido de antemão. Apenas uma coisa é desconhecida: como uma pessoa, ao exercer seu livre-arbítrio, exercerá sua participação pessoal em tudo isso.

Essa percepção não é determinada antecipadamente, ela é dada à pessoa.

Pergunta: Então, na verdade, nem tudo depende de uma pessoa? Ainda existe alguma dependência dela?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 09/02/26

Silencie Para Que O Coração Possa Falar

414Pergunta: Você costuma dizer que uma conversa pode acontecer em silêncio, de coração para coração. Pode explicar o que significa “falar com o coração”?

Resposta: Através dos sentimentos. Quando você quer expressar seus sentimentos para alguém, mas é muito difícil encontrar as palavras certas, o melhor a fazer é permanecer em silêncio.

E nenhum dos dois se sente desconfortável. Simplesmente permanecem em silêncio. Dessa forma, gradualmente, pouco a pouco, começam a se entender sem palavras. Isso é o que se chama de “uma conversa entre corações”.

Pergunta: Você disse que costumava ficar em silêncio com seu professor. Alguma vez você sentiu necessidade de dizer algo?

Resposta: Não, absolutamente não. Você simplesmente se senta e pensa ao lado dele, e ele faz o mesmo.

Pergunta: E ele não o incentivava a dizer nada? Nada disso?

Resposta: Não, não havia necessidade. Nada era necessário. São esses sentimentos, esses momentos, em que tudo se compreende. E uma conexão interior acontece, um fluxo de sentimentos de um para o outro e vice-versa, sem palavras.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 29/10/23

Apresse-se Em Pedir

284.01Imagine que você é um pai ou uma mãe — talvez rigoroso(a), talvez gentil, não importa, mas amoroso(a) — assim como um pai ou uma mãe se relaciona com seus filhos, você deve tratar os outros.

Pergunta: E no momento em que leio isso todos os dias e entendo que não consigo fazer, essa é a oração: “Eu não consigo!”?

Resposta: Isso ainda não é uma oração, mas um estado em que você se examina e vê o quanto precisa ser corrigido. Então você já tem alguns pedidos ou reivindicações de correção. E você os expõe.

Você se julga; você vem e exige que o Criador o corrija porque não consegue se corrigir sozinho. O único que pode é Ele. Mas somente de acordo com suas exigências, pedidos e súplicas. Então, corra!

Pergunta: Você começou com a instrução de amar a todos.

Resposta: Sim.

Pergunta: Então eu quero alcançar isso, mas não consigo, e peço por isso?

Resposta: Exatamente!

Comentário: Obrigado. Maravilhoso!

Minha Resposta: Então prepare-se.

De KabTV, “Conversa com o Dr. Michael Laitman”, 26/02/26

Onde Não Há Morte

537Pergunta: Você disse que uma pessoa precisa entender este sistema em que vivemos. Só então tudo começará a fazer sentido para ela?

Resposta: Sim, claro.

Pergunta: Podemos dizer que o mundo está interligado, mas não conseguimos realmente visualizar isso. Será que é mesmo assim?

Resposta: É assim mesmo.

Comentário: E essas conexões são, como você disse, benéficas.

Minha Resposta: Essas conexões são benéficas e não terminam neste mundo. Elas também continuam no próximo. Portanto, devemos também compreender onde estamos e como estamos inseridos uns nos outros, como esse tipo de interação acontece entre nós, de modo que não haja como escapar. Precisamos estar sempre em harmonia uns com os outros.

Pergunta: Ou seja, eu saio e volto, saio e volto, e tudo está dentro desse sistema?

Resposta: Sim, tudo está dentro deste sistema. É isso que significa dizer que não existe morte, por assim dizer, e que tudo é infinito.

Comentário: Que lindo! Como alguém consegue compreender isso?

Minha Resposta: Não há necessidade, é muito difícil.

Pergunta: Mas será que ele chegará a essa compreensão?

Resposta: Sim, devemos estar preparados para isso, mas, por outro lado, devemos estar prontos para isso e entender que será melhor para nós dessa forma. Não devemos encarar isso como uma obrigação enorme.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 26/01/26

Sentindo-se Traído

294.4Pergunta: Quando sinto uma traição terrível, simplesmente terrível, quando mal consigo suportá-la, estou em chamas, você diz que, nesse momento ou um pouco mais tarde, quando estiver um pouco mais esgotado, preciso me concentrar em sua origem e não em quem me traiu?

Resposta: No Criador! O que alguém insignificante tem a ver com isso?! Ele é um fantoche, e o titereiro é o Criador.

Pergunta: Então, devo começar a conversar e trabalhar com o Criador? E deixar para lá esse homem que supostamente me traiu? Ele não me traiu.

Resposta: Você não pode exigir nada dele! Ele é um fantoche! Só isso. E você se sente em paz. Você não vê traidores ou pessoas que o perseguem, nada nem ninguém. Você vê fantoches. E o Criador lá de cima controla os fios deles, só isso.

Pergunta: Você quase sempre diz que odiamos alguém, em vez de começarmos a mudar a nós mesmos e nossa atitude em relação ao Criador. É isso?! É só isso que temos que fazer?!

Resposta: É só isso. Mas essa é a parte mais difícil.

Comentário: Então, se eu conseguir me controlar de tal forma que direcione todos os meus esforços para trabalhar para Ele, e somente com Ele, então tudo começará.

Minha Resposta: Então você precisa redefinir completamente o que significa verdade, mentira, devoção e traição.

Pergunta: Todos os conceitos desaparecem. Você praticamente eliminou o conceito de “traição”. Então, como ela não existe da parte do outro, não posso culpá-lo?

Resposta: Não. Não há amor, nem ódio, nem devoção, nem lealdade.

Pergunta: Devo apontar o vetor para mim mesmo e pronto?

Resposta: Sim, mas, pelo menos, seria belo, verdadeiro e puro!

Pergunta: Será então um experimento claro?

Resposta: Sim.

Pergunta: Mas eu |O odeio! Digo isso com cautela.

Resposta: Não se preocupe, Ele não ouve.

Comentário: Entendo. Como disse Guberman: “Ele é cego, não vê suas artimanhas”. É isso mesmo. Quando odeio um traidor, você diz: “O Criador está fazendo isso, me armando uma cilada”. Então, meu primeiro sentimento é: “Eu odeio o Criador!”. Isso é verdade?

Minha Resposta: Claro. Naturalmente! Não há dúvida nenhuma! Se você odeia alguém, esse alguém é o Criador. Seu relacionamento é sempre com Ele!

Pergunta: Como meu ódio pelo Criador se transforma?

Resposta: Fazemos tudo somente com o Criador. Nossa conexão é exclusiva Dele. E tudo que parece indicar uma relação boa ou má entre nós é pura ilusão! O Criador estabelece situações, romances, histórias e mistérios que ninguém jamais poderia ter imaginado.

Pergunta: Por que Ele está fazendo isso conosco?

Resposta: Assim, deixaríamos este mundo de lado e lidaríamos somente com Ele. Mas, para isso, precisamos ser puros: ou egoístas absolutos ou altruístas absolutos. Ele não tolera nada além disso. O resto é desperdício, impureza. Portanto, precisamos nos sintonizar apenas com o Criador e lidar somente com Ele.

Pergunta: Como esse estado de minhas queixas, ódio e súplicas ao Criador: “Deixe-me em paz!” se transforma em um estado diferente — o amor?

Resposta: Isso se transforma em uma oração, um desejo de ver Suas ações por trás de tudo que me cerca, tanto em mim quanto ao meu redor. Que não há outro além Dele!

Pergunta: Esta é a oração principal?

Resposta: Sim, para que Ele me revele isso.

Pergunta: Será esta a mudança fundamental dentro de uma pessoa? E será que ela muda tudo, o mundo inteiro?

Resposta: Isso muda tudo. Vira tudo de cabeça para baixo! Mexe com a minha cabeça! Porque eu sempre pensei que estava conectado a algo mais, dependente de alguém, fazendo algo mais. Na verdade, não há ninguém e não há nada!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 22/01/26