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O Zohar É O Link Para A Força Superior

A única oportunidade de se estar em conexão com a Força Superior que nos corrige é ler O Livro do Zohar. Certamente, os outros livros também ajudam, mas O Zohar tem a maior força para nos conectar.

Se pudéssemos manter a intenção correta por um longo período de tempo, nós leríamos O Zohar com mais frequência. De fato, ainda somos incapazes de manter a intenção correta por mais de 45 minutos. Durante esses 45 minutos, porém, nós precisamos nos concentrar no que exatamente desejamos dele e em como imaginamos nosso estado futuro descrito pelo Zohar. Isso é muito importante.

No nosso mundo uma criança tira exemplo dos adultos, desejando ser semelhante a eles em tudo o que vê. Nada mais é importante para ela. Ela não tem entendimento, alcance ou nada mais e somente repete os exemplos que os adultos mostram para ela.

Da mesma forma, devemos desejar sentir a realidade da qual O Zohar nos fala e imaginar que tudo é a conexão entre nós. O Zohar constantemente descreve a conexão entre nós: Zeir Anpin, Malchut, as três linhas, limitações, etc.. Nós revelamos tudo isso entre nós uma vez que nossos desejos mútuos são o único “lugar” onde a revelação pode acontecer. Assim, não precisamos nada exceto um forte desejo mútuo para que a Luz venha e se revele na conexão entre nós. Todos esses fenômenos sobre os quais lemos no Zohar são para serem encontrados lá.

A ação em si mesma é bem simples, mas não é fácil de cumprir. Toma tempo para alcançar um estado no qual eu me sento frente ao livro, imagino que ele está falando sobre a conexão entre nós, e nele, eu revelo todas essas palavras e ações. Tudo está na conexão entre nós; é onde o Criador é revelado.

É bem difícil combinar tudo isso, mas quando você alcança isso, o desejo de revelar a conexão entre todos se torna o único link com a Força Superior. E você não tem outros meios com exceção do Livro do Zohar que descreve os estados que você irá revelar.

Então, como um bebê que aspira ser como um adulto, você deseja a revelação e aspira por ela com toda sua força.

Um Guia Para O Livro Do Zohar: A Linha Média

Dr. Michael LaitmanExtratos do meu próximo livro, Um Guia para O Livro do Zohar

Algumas almas dentro do sistema geral já estão corrigidas. Se nós também desejamos alcançar a revelação do Criador, mas sentimos que Ele está oculto, então, do ponto de vista espiritual, nós existimos na “escuridão” ou “noite”. É exatamente neste momento de “noite”, quando temos que nos esforçar e elevar nossas orações, a partir desse momento essas almas exaltadas, nas quais reina o Criador, irão influenciar-nos através do Livro do Zohar.

O Livro do Zohar foi escrito especificamente para que pudéssemos criar o vínculo entre nós e essas almas. Quando lemos O Zohar, nós estabelecemos contacto com elas, e em troca elas nos enviam, através deste livro, uma força chamada Luz que Corrige.

Por enquanto, não há qualquer compatibilidade (equivalência de forma) entre nossas almas e a Luz, de modo que essa Luz ainda não está penetrando nossas almas, preenchendo-as. No entanto, ela age sobre nós como um útero materno, envolvendo, abraçando e acariciando-nos. A Luz nos corrige gradualmente até que nós começamos a perceber: a Luz, as almas corrigidas com quem temos de estabelecer contacto com a leitura do Zohar, e o Criador que reina em todo o sistema de almas.

Essa luz é chamada de Luz Circundante. À medida que continuamos a corrigir-nos, ela entra em nós, preenche-nos, e se torna a “Luz Interior” da alma, que é a nossa vida espiritual.

Dentro do útero materno, onde esta Luz Circundante nos forma, cresce a linha média. A linha média é um cálculo preciso da minha parte, que combina as duas forças da natureza: a força do desejo e a força da Luz, na forma mais ideal para que a Luz corrija o desejo.

A parte do desejo que se torna corrigida neste processo e, portanto, equivalente ao Criador é chamada linha média. Em outras palavras, a linha média é a medida da minha capacidade de ser equivalente ao Criador. É a imagem do Criador que eu construí dentro de mim e fora de mim através desse processo. Tudo começou com este pedido: a oração que eu tinha elevado durante a “noite”.

Nós Estamos Construindo Uma Nova Realidade!

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYechi (E Jacó viveu)”, item 26: “E ele chamou o seu filho José”. Jacó questionou seus filhos e lhes disse: “Eu vejo muitos e enormes problemas vindo sobre seus filhos. É necessário encontrar maior Rachamim (misericórdia)”.

Tudo que é descrito na Torá, no Livro do Zohar, e em todos os livros “sagrados” (livros escritos pelos Cabalistas, que atingiram o Mundo Superior com base em sua sensação desse mundo) ocorre exclusivamente dentro de nós. Nada existe fora de nós!

Toda a nossa realidade atual, tudo o que sentimos agora, serve apenas para nos ajudar a despertar para a percepção de uma nova realidade, ou mais precisamente, para formá-la dentro de nós. Nós temos que mudar nossas qualidades, e assim formaremos o mundo vindouro, uma nova realidade dentro de nós. Não há tempo ou mudanças externas. Nós estamos apenas sendo despertados com a ajuda de estados desagradáveis para mudarmos e vermos a única realidade verdadeira, o Mundo do Infinito.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 16/08/10, O Zohar

O Caminho Mais Fácil Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanO Baal HaSulam, o Rabash, e outros grandes Cabalistas nos dizem que se quisermos avançar, a maneira mais fácil de fazer isso é nunca pararmos de pensar e de imaginar que estamos todos juntos. Eles estão descrevendo a realidade espiritual enquanto já estão lá. Mas como nós podemos chegar lá? Para fazer isso nos foi dado um meio de auxílio: imaginar que estamos conectados através do amor e da garantia mútua com os nossos amigos que também desejam atingir a mesma realidade.

Desta forma, ao fazer o meu trabalho interior eu entro em um estado que está oculto de mim. Eu ainda não o vejo e não posso imaginar ou compreendê-lo. Portanto, vamos imaginar que estamos juntos. Isto certamente nos trará mais perto de revelar a realidade descrita pelo O Zohar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 16/08/10, O Zohar

Exija A Capacidade De Sentir

Pergunta: Além do desejo de entender O Zohar, eu também quero realmente lembrar as definições das palavras, a fim de conectá-las entre si. O que eu devo fazer se eu constantemente esqueço?

Resposta: Você precisa exigir sentir! É muito bom que você esqueça. Os Cabalistas rezavam para esquecer tudo o que aprendiam a cada instante. Há sempre um intervalo entre os níveis, quando tudo o que você atingiu no nível anterior é esquecido e apagado da sua memória e de suas sensações.

Nós alcançamos através das sensações no desejo corrigido. Todos os nomes e títulos sobre os quais lemos no O Zohar (Havayah e Elokim em todas as várias combinações e manifestações) são revelados no desejo corrigido. Quando eles se revelam um após o outro no meu desejo, eu começo a trabalhar com meus sentimentos do mesmo modo que em nosso mundo.

Parece-nos que os sentimentos são menos importantes do que a mente. No entanto, os sentimentos vêm e se unem à mente, a fim de ajudar ou serví-la. Se nós aprendermos todas as partes do livro Estudo das Dez Sefirot, isto serve apenas para despertar-nos a usar todo esse conhecimento como base para exigir sentimentos. Afinal de contas, “aprender” significa “unir” e “conhecimento” é a unificação ou adesão (Zivug).

Da 2a segunda parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, O Zohar

A Luz Que Queima Através Dos Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que para compreender O Zohar nós temos que fazer uma “abertura no coração”. Quem faz essa “abertura”?

Resposta: A Luz! Eu mesmo sou incapaz de fazer isso. Só a Luz pode. É como se através de uma lupa os raios de Luz se concentrassem e se tornassem tão poderosos que “queimassem através” do seu desejo de sentir prazer, criando assim uma “abertura”.

Pergunta cont. : Por que nós não podemos fazer essa “abertura”?

Resposta: Não é nosso trabalho fazer com que isso aconteça. Quando dois corações se unem através de seus desejos, isso se chama “abertura” nas paredes dos seus corações. A parede no coração significa um coração inteiro, mas nós precisamos dos corações partidos (quebrados). Se os nossos corações, o seu e o meu, estiverem “quebrados” e nós conectarmos essas “partes”, o trabalho está feito. Eu quero o que você quer, e você quer o que eu quero. Nós já estamos unidos. Se os dois se uniram e estão conectados na qualidade de doação, é aí onde ocorre a revelação.

Quão poderosa será essa revelação se baseará em tudo aquilo que nós tivermos em nossos corações, além da quebra e desses “ramos” conectados entre si. Existem milhares de obstáculos em seu coração, todos os tipos de pensamentos e preocupações; eu os tenho também.

Pergunta cont.: Como nós podemos conectar as “quebras” em nossos corações?

Resposta: Isso feito pela Luz. O nosso trabalho é apenas desejar que isso aconteça. Nenhuma outra ação é necessária! Durante a leitura do Livro do Zohar, você deseja que as palavras dele “furem” e abram um “buraco” em você.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, O Zohar

Abrindo o Canal Para O Coração

A fim de conquistar o Zohar uma pessoa precisa abrir o canal que conduz ao coração. E a tendência para compreendê-lo com a mente é dado para nós resistirmos a essa tendência, desejando que o Zohar seja revelado no nosso coração. Caso contrário não vai funcionar.

É necessário fazer uma “abertura no coração” para que o texto do Livro do Zohar seja sentido nas realizações interiores, do desejo, e não apenas na mente externa, onde palavras conectam umas às outras. Afinal, a imagem externa que se imagina na cabeça, lembrando o significado das palavras e unindo conexões lógicas entre elas não permitem que a pessoa aspire constantemente a sentir O Zohar.

Tal abordagem está fadada ao fracasso. A pessoa recebe a satisfação do fato de que ela aparentemente liga algumas coisas na sua mente e o problema é resolvido por ela. Ela não tem nenhum arrependimento ou deixou de sentir desejo e realização. Ela aprende as definições externas do livro (compreensível a ela) e cria um “Lego” fora de si, conectando-as umas às outras.

No entanto, apenas sob a condição de que uma pessoa já sente o que está escrito no Zohar e pretende unir as sensações, ela pode olhar para as palavras do texto e ligá-las às sensações de acordo com essas palavras. Se não existem sensações, é melhor não ativar a mente e apenas aguardar “a força maravilhosa” (Segula) que está contida no Livro do Zohar para afetá-la.

Da 2a. parte  da Lição de Cabala de 11/8/10, O Zohar

Um Guia Para o Livro Do Zohar: Das Trevas Para A Luz

Trechos do meu próximo livro, Um Guia para o Livro do Zohar

Trevas sentidas no desejo de receber prazer podem ser transformadas em Luz, desde que a direção do desejo passe de “por minha causa” a “doação ao meu vizinho”. Isso significa que a pessoa tem que usar seu desejo de desfrutar a fim de começar dando ao seu próximo e, assim, sentir o prazer de dar. Somente neste ponto uma pessoa se torna ilimitada em suas ações uma vez que apenas a doação não conhece limites.

Se eu sentir prazer da mesma forma como o Criador não (de dar), eu, assim, me tornarei semelhante a Ele, sentindo prazer e vida eternos, cheio de amor e doação. O que me falta para adquirir este novo tipo de satisfação? Eu preciso amar o meu próximo e encontrar a satisfação de que ele precisa. Eu posso obter o “amor ao próximo” do Criador, com a ajuda da luz que reforma. Recebo a Luz da abundância dele, a fim de cumprir o meu vizinho.

Assim, me tornei sócio do Criador em tudo o que existe, me tornar semelhante a ele. Isto é como a correção da intenção usada pelo desejo de desfrutar das obras.

Um Guia Para O Livro Do Zohar: A Entrada No Mundo Espiritual

No nosso mundo nós nascemos e crescemos próximos a adultos que nos amam. Nós não entendemos o que eles querem de nós, mas tomamos exemplos deles. Nós imitamos todas as suas ações e palavras sem entender seu significado, e o entendimento vem depois. Isso é organizado pela natureza. Nós aprendemos mais da participação do que com nossas mentes.

Esse é o meio mais natural que nos permite aprender sobre o mundo no qual existimos, e é como nós entramos no mundo espiritual também. O mesmo sistema é preparado para nós: temos “pai e mãe” espirituais que mostram o texto do Livro do Zohar para nós.

Mesmo que nós não entendamos o que lemos, a leitura em si mesma junto com o desejo de entender e uma aspiração para o crescimento espiritual nos desenvolve como bebês, e gradualmente começamos a perceber o texto. Todos os nomes e títulos que nós não compreendemos a princípio se tornam claros. Começamos a entender a linguagem do mundo espiritual tal como aprendemos a linguagem corporal através de nossas mães.

Assim, é necessário saber que “não só os inteligentes aprendem” e alcançam o mundo espiritual, mas somente aqueles que insistentemente se recusam a deixar O Livro do Zohar e tentam voltar a ele novamente para revelar e entender o que ele está tentando lhes dizer.

Um Guia Para O Livro Do Zohar: Prove O Gosto Da Vida

Trechos do meu próximo livro, Um Guia Para O Livro do Zohar: Para sentir o que está descrito aqui vamos olhar o seguinte exemplo: Suponha que eu visite a casa de uma pessoa muito proeminente. O anfitrião hospitaleiro me oferece a mais fina iguaria, me convida para jogar uma partida de golfe, e ouve alguma música clássica. Porém, eu sou um homem simples e não tenho interesse em fazer nada daquilo porque eu não tenho nenhuma conexão com aqueles prazeres. Eu nunca os experimentei na vida e por isso eu não os desejo.

Eu olho surpreso para o anfitrião e digo: “O que você quer de mim? Eu não vim aqui para receber prazer em coisas que você gosta. Eu quero ter prazer com coisas que eu gosto!” O anfitrião responde:”Meu querido amigo, eu quero dar a você tão incríveis prazeres. Você nem pode imaginar o quanto eles são maravilhosos. Tente se acostumar com eles um pouquinho e você irá desvendar prazeres infinitos e mais altos que são incomparáveis àqueles com os quais você está acostumado”.

Assim, o que vou fazer? Eu posso confiar no anfitrião e deixar que ele me ensine novos sabores mesmo que eu não esteja acostumado a eles e, portanto, não me sinta atraído por eles. Ou, eu posso dizer ao anfitrião “Sabe de uma coisa? É difícil para mim me acostumar com esses paladares e com tão difíceis condições e esquecer todos os meus hábitos do passado. Eu não posso fazer isso. Deixe-me em paz e me deixe voltar para minha vida simples”. O que o anfitrião me diria então? “Claro, vá em frente”.

Porém, quando eu volto para minha vida regular, eu começo a experimentar estados desagradáveis. Até que eu me lembro das palavras do anfitrião descrevendo outros sabores mais altos, então eu volto a ele. Esse processo pode se repetir várias vezes enquanto eu volto à minha vida passada e então, de novo volto ao anfitrião.

No final, eu irei compreender que não existe outro jeito: eu simplesmente preciso retornar ao anfitrião para que ele possa me ajudar a substituir meus gostos pelos dele para sempre. Eu sei agora que neles eu irei provar o sabor da vida.