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Arrependimento Antes De Rosh Hashaná

Dr. Michael LaitmanA fim de pedir perdão, devemos saber o que é o amor para pessoas como você, e o que significa fazer essas perguntas, “o que eu não fiz em nome desse amor?” Se é necessário sentir que eu tenho amor pelos outros, que é a principal Mitzvah (mandamento) da Torá, será que eu sinto ou não sinto isso?” Muitas pessoas pensam que basta apenas realizar as Mitzvot físicas.

Os Cabalistas nos aconselham a nos unir em grupos de dez, para que juntos possamos verificar se estamos verdadeiramente tratando bem uns aos outros. Será que todo mundo está tentando se distanciar do seu ego e se conectar com outros, integrar-se com seus desejos e sentir o amor entre nós? Se nós entendemos que tudo isso não existe, nós sentimos que somos os culpados, então pedimos perdão. O perdão é por não realizar a condição principal, “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Hoje, esta condição tornou-se imperativa para todo o mundo a fim de sair da crise global. Mas o povo de Israel deve ser o primeiro a perceber isso, e não estamos fazendo isso. Então nós pedimos o poder para nos ajudar a atingir este amor. Podemos ver claramente que não estamos preparados para realizar esta condição por nós mesmos, mas podemos pedir ajuda. E concluímos os Selichot (perdão) solicitando o poder de realizar a principal Mitzvah e aproximar as pessoas. E através do aproximar-se também chegamos mais perto da força superior, o Criador.

A pessoa não pode perceber isso sozinha, então nós trabalhamos em um grupo, que é como podemos verificar se alcançamos a conexão e doação mútua ou não. Se não, nós precisamos pedir pelo poder para nos ajudar a conectar e alcançar a unidade. Este pedido comum é chamado de oração, e é derivado de nossa conexão, do centro de nosso círculo, como um pilar que se eleva. Quando examinamos a nossa união, chegarmos aos Selichot.

Daqui, vemos que sem estudar a sabedoria da Cabalá, é impossível descobrir o que pedir, para o quê ser atraído, o propósito da criação, e como a Torá está conectada às Mitzvot do amor dos outros e o amor do Criador através de toda a ordem de correção. A sabedoria da Cabalá nos ensina a perceber a nós mesmos de acordo com o que está escrito na Torá. A única Mitzvah é subir acima de nosso ego e alcançar a conexão e unidade entre todos. Isso inclui todo o resto dentro das Mitzvot, que são correções individuais do nosso ego. O desejo egoísta é composto de 613 partes, cada uma das quais nós precisamos corrigir, começando com a mais fácil e avançando para uma mais difícil. Desta forma, é necessário efetuar 613 correções, que são chamadas 613 (Taryag) Mitzvot.

Quando ajudamos uns aos outros, finalmente alcançamos a redenção, ou seja, descobrimos o poder superior, o Criador, dentro de nossa correta conexão mútua de doação e amor. E este é o perdão antes de Rosh Hashaná. Certamente é impossível começar o Novo Ano, o novo começo, o próximo nível, para onde devemos ascender graças à nossa correção sem esclarecer tudo o que passamos. E esta é a essência do arrependimento, pedir a Luz que Reforma para nos corrigir e tornar possível alcançar uma união ainda mais forte com maior vigor.

De Kab TV “Selichot” 17/08/15

Uma Boa Hora Para Revisão

laitman_929O mês de Tishrei está chegando, um mês especial cheio de feriados. Os feriados Judaicos não estão apenas cumprindo uma obrigação tradicional; eles têm raízes espirituais, derivadas das forças da natureza que operam em ciclos, de acordo com a rotação da Terra em torno do Sol e outros motivos mais elevados.

Nós sentimos que cada dia influencia o nosso mundo com diferentes forças: um dia não é como o outro, e uma noite não é como outra; nós estamos mudando o tempo todo. Há dias mais agradáveis e melhores e há dias problemáticos.

O mês de Elul é um tempo muito bom para a revisão do que fizemos no ano passado e o que pretendemos fazer no Ano Novo.

O significado do nome “Elul” é um acrônimo, “Ani Ledodi Vedodi Li (Eu sou do meu amado e meu amado é meu)” (Cântico dos Cânticos 6:3). Nós temos que entender a demanda essencial do Criador, a força superior da natureza. “Eu sou do meu amado” significa que eu preciso me analisar este mês antes do início do ano novo, em um período especial de concentração de forças únicas dentro de nós e a nossa influência no mundo.

Nós devemos realizar o que está escrito na Torá, as obrigações que foram recebidas no Monte Sinai: “Tornar-se como um home com um coração” e “Todo Israel são amigos”. Em última análise, cabe a nós chegar ao, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” e completar a união.

O povo não entende o que é amor. Em nosso mundo, essa palavra assume uma nuance muito impura e sexual, ou conectamos essa palavra com o amor pelos animais, árvores e a preservação da natureza.

Mas o conceito de amor aos outros significa se conectar para sentir todos os desejos dos outros e tentar realizá-los. É como a conexão de dois dispositivos; se nós os conectamos corretamente, o resultado é um único dispositivo, em que todas partes podem entender umas às outras e trabalhar juntas.

Assim é como um motor é construído, de modo que todas as suas partes trabalhem em conjunto, como os órgãos de um único corpo que se apoiam. Neste caso, é possível dizer que há amor entre eles.

A Torá está falando sobre um amor como este, sobre a conexão mútua, sobre a compreensão entre todos, quando cada um trabalha para os outros. Se todo mundo trabalha para todos, emerge um sistema perfeito, e esta é a situação que nós devemos atingir.

Primeiro, apenas uma pessoa foi criada, Adão, um desejo. Mas depois disso, este sistema foi quebrado numa multiplicidade de fragmentos que não foram capazes de se integrar com os outros. Nosso trabalho é encontrar um lugar para cada um que seja apropriado para ele, e esclarecer de que forma ele deve ser integrado com os outros. É como um quebra-cabeça gigantesco que nós devemos montar em um quadro.

Este quebra-cabeça inclui 600.000 partes essenciais chamadas “seiscentas mil almas” e uma posterior multidão de pequenos fragmentos adicionais que são inseridos entre nós. Cada pessoa neste mundo tem uma parte do quebra-cabeça global porque todos nós somos “filhos de Adão” e devemos compô-lo juntos.

Mas a principal obrigação em montar esse quebra-cabeça é imposta ao povo de Israel. Eles são os principais constituintes de todos os seus bilhões de peças. Se o povo de Israel se reunir corretamente e se conectar corretamente neste quebra-cabeça, todo o resto dos fragmentos começará a se mover e procurar o seu lugar. Finalmente, cada um vai se integrar com os outros e se integrar no quebra-cabeça.

Desta forma a humanidade vai alcançar harmonia, união maravilhosa e a correta integração global que nosso mundo exige hoje tão profundamente.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Adão Foi O Primeiro A Romper O Teto Deste Mundo

Laitman_712_03Pergunta: Qual é o significado Cabalístico de Rosh Hashana, o ano novo?

Resposta: Rosh Hashana é um novo começo, e as sabedoria da Cabalá é a sabedoria da vida que inclui a sabedoria do universo, a sabedoria da criação.

Afinal, ela fala de toda a natureza, da totalidade da natureza, não só o nosso mundo, mas também de todos os mundos superiores que se encontram acima dele. Nesse meio tempo, a humanidade não sabe nada sobre o que existe além dos limites deste mundo, mas ainda está se aproximando dessa realização.

Rosh Hashaná é o dia que Adam HaRishon (primeiro homem), Adão, foi criado. É precisamente este evento que celebramos neste dia, a criação de Adão.

Mas uma pergunta pode ser feita: Como Adão poderia ter sido criado 5.775 anos atrás, se é sabido que os seres humanos já viviam milhares de anos antes? Isso é comprovado por escavações arqueológicas e inscrições antigas em pedra que sobreviveram até nossos dias. Nós encontramos muitas evidências para a existência da humanidade na Idade da Pedra, do Bronze e do Ferro.

Isso significa que há provas contundentes de que os humanos surgiram muito antes de 5.775 anos atrás, e certamente a sabedoria da Cabalá concorda com isso. Isso só acrescenta que Adão foi o primeiro que se tornou um Adam (homem).

Em nosso mundo, existem três tipos de criaturas: da natureza inanimada, vegetal e animal. O ser humano também pertence ao mundo animal.

A verdade é que ele tem um sentido mais desenvolvido e a razão. Ele constrói casas mais confortáveis para si mesmo do que tocas de animais, desenvolve o comércio e a indústria, e explora o mundo que o rodeia, mas é duvidoso que isso torne a sua vida mais feliz do que a vida dos animais. Ao que tudo indica, os seres humanos são apenas parte do mundo animal.

A sabedoria da Cabalá diz que Adão foi um ser humano, como nós, que viveu 5.775 anos atrás. No entanto, ele é considerado o primeiro homem porque foi o primeiro a descobrir o segredo da vida, para que nós estamos vivendo, porque fomos criados, e o que há para além das nossas vidas neste mundo. Ele foi o primeiro a romper o teto deste mundo para um mundo superior. Afinal, o nosso mundo é o menor de todos os mundos, como Adão descobriu. Antes disso, nós sequer sabíamos disso. Depois de entrar no mundo superior, Adão falou aos outros sobre isso; Adão transmitiu aos seus alunos a sabedoria que descobriu sobre o mundo superior e sua gestão de nós. Ele falou sobre o segredo da vida, que a vida é significativa e proposital.

Nossa vida possui um valor superior porque nos possibilita, por meio de atividades especiais, sair de nosso mundo para o mundo superior; essa vida física foi dada a nós para atingirmos o mundo superior em nossa vida e nos tornarmos seres humanos depois de Adão, ou seja, nos tornarmos “os filhos de Adão”.

Adão é chamado de Adam HaRishon porque foi o primeiro que subiu ao próximo nível, o mundo superior, onde se tornou “como” (Domeh) o Criador, o poder superior que atua lá.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

O Salto Possível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como será a nossa vida quando começar o novo processo de educação global que desenvolve a consciência dentro de nós? Será que o povo de Israel começará a viver como uma família?

Resposta: Cada um se relacionará com os outros como se fossem seus próprios filhos. Ele ficará felizes com o sucesso deles e triste com seus fracassos.

Ele vai amar a todos, desejar-lhes bem, e as outras pessoas vão tratá-lo da mesma forma. Isto significa que “todos em Israel são amigos”. Desta forma, chegamos a um mundo de bem absoluto.

Cada um sente amor para com o outro e este cobre totalmente o ódio. Isso é o que significa sair para a liberdade.

Pergunta: Você realmente acredita que isso é possível?

Resposta: Eu não apenas acredito, mas sei que isso é possível se revelarmos a segunda força, que é a força do bem. Mais uma força despertará dentro de nossa natureza que resistirá ao Faraó, a força do mal. Se despertarmos essa força do bem dentro de nós, ela vai neutralizar completamente o Faraó cobrindo todas as transgressões com a vestimenta do amor.

Vamos dar esse salto (Pasach), que simboliza a Páscoa e chegar a esse mundo bom e gentil.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/03/15

Artigo De Rosh Hashaná No Ynet


Eu estou feliz de convidá-los, queridos leitores, para ler um especial artigo para Rosh Hashana que publiquei hoje no Ynet e com isso também quero desejar a vocês e todo o Israel um feriado feliz e um ano bom e doce!


Este Ano Nós Escolhemos Estar Conectados

“Em Rosh Hashana, 5776 anos atrás, uma pessoa conseguiu criar uma conexão com o seu entorno. Esta noite, nós comemoramos o aniversário da primeira vez que uma conexão como essa foi criada na humanidade. O Rav Dr. Michael Laitman, numa coluna especial para Rosh Hashana, explica como está em nosso poder tornar o próximo ano mais exitoso”.

Eu estou olhando o ano que passou. Foi um ano complexo e difícil para o povo de Israel. Não há necessidade de dizer muito sobre o que ocorreu, e é claro que todos nós estamos ansiosos por um ano muito melhor. Depende apenas de nós torná-lo melhor.

Esta noite, estamos celebrando Rosh Hashana. Há 5.776 anos, uma pessoa especial nasceu a quem chamamos de Adam ha Rishon (O Primeiro Homem). Ele não foi a primeira pessoa que criada; eu não quero dizer que o universo foi criado 5.776 anos atrás. Este universo material já existia há 14 bilhões de anos. Não há nenhum argumento sobre isso.

O que, de fato, nasceu 5.776 anos atrás é esse sistema de conexões únicas que uma pessoa conseguiu criar com o seu entorno, com os outros. Essa relação que une as pessoas é o que nos dá a verdadeira razão de viver, abre diante de nós outros mundos, e faz uma pessoa feliz. Hoje, nós celebramos o aniversário da primeira vez que do uma conexão como essa foi criada com a humanidade.

Durante os últimos 5.776 anos, nós já passamos por inúmeras situações, mas algo dessa raiz é deixada em nós. É muito pequeno. É distante. Vem e vai. No entanto, nos feriados, mais do que o habitual, ainda é possível sentir uma espécie de espírito como este que envolve e conecta todos nós. É porque esta nação nasceu de um sentimento especial de conexão.

Abraão, o pai da nação, tomou o conceito amorfo que Adam HaRishon começou, e realmente o desenvolveu num método. Mais tarde, ele ainda se tornou um slogan comum na boca de todos, chamado, “Ama o próximo como a ti mesmo”. No entanto, a ideia do “Ama o próximo como a ti mesmo” não é um slogan. É o alicerce. É a base essencial para a nossa existência aqui. É o que nos torna únicos, e esta é a base para os nossos valores morais como nação. Aliás, essa é a única coisa que podemos e devemos contribuir à humanidade. Mas isso é outra história.

Portanto, neste feriado, nós fechamos um círculo; ou, mais corretamente, abrimos um círculo, e é sempre necessário começar com a cabeça, e hoje é a cabeça, Rosh Hashanha, a cabeça da mudança. Isso significa que é o primeiro ponto em que entendemos que uma mudança na forma das relações entre nós também conduz a uma mudança na nossa sensação como indivíduos e sociedade. O caminho é o mesmo que Adam HaRishon começou e nosso pai Abraão desenvolveu, e é também relevante no mesmo grau e talvez ainda mais para nós hoje.

Eu espero, desejo e anseio por um ano de mudança. Deve ser um ano de construção dos sistemas corretos de relacionamento entre nós. Um ano de “Ama o próximo como a ti mesmo”, um ano de união, conexão, amor ao próximo que irá transformar nossas vidas aqui e tornar o ano que se aproxima um ano doce e feliz. Eu desejo um bom ano para todos os filhos de Israel! Do artigo do site Ynet.

O Mês De Elul, Uma Oportunidade Para A Ascensão Espiritual

laitman_549_02Pergunta: Se fomos criados como egoístas desde o início, por que precisamos expressar pena, arrependimento pelos nossos pecados e pedir perdão?

Resposta: A oração é fazer um juízo sobre as nossas características interiores, obtidas de fora. O poder superior da natureza criou a nossa inclinação egoísta, enquanto nós só somos obrigados a descobri-la e reconhecer o seu mal.

Ela é má porque não nos permite conectar com outras pessoas e recriar o Kli da nossa alma comum através do qual sentimos o mundo superior.

Uma pessoa é completamente determinada e definida por quaisquer características inatas, onde cresceu, e que tipo de educação recebeu. Portanto, nós mesmos não pecamos tanto assim, e mesmo que possa nos parecer que tenhamos cometido alguns pecados no passado, não fizemos nada de mal. Isso ocorre porque nada depende de nós!

Mas se esclarecermos que a razão para todos os males é a nossa natureza egoísta e quisermos corrigi-la, teremos a possibilidade de fazer isso. Portanto, vamos nos conectar por esse objetivo, porque é impossível corrigir a si mesmo sozinho. Eu estou apelando a todos. Venham, vamos nos corrigir, e assim nos sentir num mundo completamente diferente!

Todo o nosso pesar e arrependimento é a consciência do quanto não queremos nos conectar com os outros. Nós começamos a entender que só podemos viver bem através da conexão e unidade, mas a nossa inclinação ao mal nos impede de atingir isso. Assim, pedimos ao poder superior da natureza para nos conectar e unir, como está escrito: “Aquele que faz a paz em Seus céus, possa Ele fazer a paz para nós e para todo o Israel” (Kaddish).

Pergunta: Mas e se eu não quero me relacionar bem com os outros, e tenho medo de que eles me explorem?

Resposta: Nós simplesmente não entendemos como nos beneficiamos da conexão e unidade. É como se recebêssemos um saco com um milhão de dólares como presente. Se a recompensa nos fosse revelada, todo mundo iria querer se conectar. Tudo depende apenas da relação entre os resultados e a recompensa, e a sabedoria da Cabalá nos diz quão grande é a recompensa.

Comentário: Eu estou familiarizado com muitas pessoas boas que estão tentando se relacionar bem com todos, mas não obtiveram um prêmio de um milhão de dólares.

Resposta: A ideia é que nós não sabemos o que é uma boa conexão. Assim, a Cabalá é chamada de ciência. Ela exige estudo e pesquisa. Uma pessoa pode se esforçar muito, mas completamente em vão. Muitas pessoas em nosso mundo tentam fazer o bem sem resultados. Elas simplesmente não reconhecem as leis da natureza, por isso cometem erros.

Sabe-se que sem conhecer as leis físicas da natureza, é impossível fazer qualquer coisa boa. Pelo contrário, você só causa danos. Se eu não entendo a lei da gravidade, estou sujeito a cair de um telhado.

A mesma coisa acontece mesmo com a alma. Nós devemos conhecer as leis da nossa natureza interior ou da alma. Assim vamos usá-las de forma correta, e facilmente chegar à vida pacífica, harmoniosa e maravilhosa e nos beneficiar de muito mais do que um milhão de dólares.

No mês de Elul, estamos entrando num período singular. Temos a oportunidade de nos beneficiar muito se entendermos que o objetivo é nos conectar e unir, e a única coisa que nos perturba é o nosso ego, a inclinação ao mal.

Se tentarmos nos livrar dela com a ajuda da sabedoria da Cabalá, esta irá nos prover todos os meios necessários para a correção. Então, vamos alcançar abundância e prosperidade completa. Entre nós, vamos descobrir o mundo superior e começar a viver uma vida fabulosa como se estivéssemos numa nuvem.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Ano Novo, Novos Horizontes

Laitman_421_01Pergunta: Como devemos começar o ano novo?

Resposta: Devemos começar o ano com o reconhecimento de que temos uma oportunidade de se tornar igual ao Criador, o que significa se relacionar com Ele do jeito que Ele se relaciona com você. No entanto, primeiro você deve descobrir que o Criador se relaciona com você com amor absoluto e doação, e deve desenvolver a mesma coisa dentro de você.

No entanto, você não sente o Criador; você não O conhece. No momento que você começar a inventá-Lo, você vai criar uma outra religião, e já temos religiões suficientes em nosso mundo.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, nós temos todos os meios para alcançar o Criador. Como um quebra-cabeça, se você usar corretamente tudo o que recebe, será totalmente semelhante ao Criador.

Na verdade, o Criador criou este mundo num estado de total destruição e divisão. Se você o organizar, não só vai se tornar igual a Ele, mas também irá se assemelhar à Sua profundidade, e assim vai atingir o mesmo estado, o mesmo pensamento, o mesmo objetivo, o mesmo ponto de partida do qual Ele começou.

Você vai atingir toda a profundidade de Seu pensamento, e, como resultado, também vai alcançar o Criador, em certa medida. Os Cabalistas não nos dizem sobre o que vem a seguir. Quando você chegar a esse ponto, vai ver por si mesmo.

Portanto, para nós, um novo ano, Rosh HaShana, é realmente um passo em direção a novos horizontes.

De KabTV “Feriados. Rosh HaShaná” 06/08/15

Julgar A Si Mesmo

Laitman_183_02O mês de Elul é o período de autoanálise. Vocês cumpriram a instrução que foi dada no Monte Sinai e, mesmo antes disso, na época de Abraão, que é atingir a conexão?

A Luz Superior estará vestida em nós e nos revelará o mundo superior na medida em que começarmos a nos unir, e nós sentiremos que estamos vivendo em um mundo superior redondo, harmonioso e corrigido.

Portanto, um pecado ou transgressão é o que está no nosso caminho da conquista da unidade entre nós. Qualquer um pode examinar a si mesmo a partir dessa perspectiva e descobrir quão cheio de pecados, de atributos e desejos egoístas, ele está, o que faz com que sinta ressentimento dos outros.

O mês de Elul é chamado de tempo de arrependimento, ou seja, o retorno do ser criado ao Criador, para nos assemelharmos e sermos iguais na forma de Seus atributos, ao amor e doação.

A descoberta de nossos pecados e transgressões já é uma correção. Tudo o que devemos fazer é reconhecer a nossa corrupção. As pessoas tentam ocultar sua maldade e escondê-la, enquanto a sabedoria da Cabalá diz para você exibir o seu mal, porque você é um egoísta completo. No momento em que esses pecados e transgressões forem descobertos, eles serão imediatamente corrigidos.

Nós estamos divididos e imersos em nosso ego, mas temos que nos conectar como as partes da alma única de Adão. Nosso papel é encontrar o caminho para a conexão e unidade. Nós procuramos o caminho, mas cada vez descobrimos que realmente não queremos nos unir, e não ansiamos por conexão. Este é realmente o nosso único pecado, e simplesmente descobrimos que é toda a correção.

A oração é julgar a si mesmo, o desejo de descobrir e exibir todos os seus pecados e transgressões, para que possam ser corrigidos e desapareçam. Pesar e arrependimento não são lágrimas, mas o reconhecimento da necessidade de se unir. Nós vemos que o mundo está começando a perceber que sem conexão e unidade simplesmente não seremos capazes de sobreviver.

Cada vez nós descobrimos diferentes pecados contra a conexão e unidade dentro de nós, que serão corrigidos graças à nossa revelação. Nós não podemos corrigir nada por nós mesmos e é nosso dever apenas descobrir o mal dentro de nós e apontar o atributo egoísta do nosso caráter. Isso é chamado de oração, julgar a si mesmo.

Pergunta: Por que basta simplesmente descobrir e destacar nossos atributos egoístas, o que já é uma correção?

Resposta: Quando descobrimos e destacamos nosso mal, percebemos até que ponto precisamos de correção. A correção em si é feita pela Luz que Reforma.

Quando descobrimos o nosso ego e nossos pecados, nós atraímos a Luz da correção. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero… visto que a Luz nela reforma”.

A Torá é a Luz geral que está ao nosso redor, mas ela só opera em nós se descobrimos os atributos dentro de nós que se interpõem no caminho de nossa conexão e unidade, ou seja, os nossos pecados.

A principal coisa é determinar o diagnóstico, porque o remédio já existe! No momento em que descobrimos o ego dentro de nós que não nos permite conectar, a Luz que Corrige, chamada de Torá, age imediatamente sobre ele e corrige esse desejo.

A correção nos permite conectar com outros, mas, na medida em que nos conectamos internamente e começamos a nos sentir próximos um do outro, a Luz Superior pode ser revelada em nós e nos permite sentir o mundo superior.

Nosso trabalho no mês de Elul se resume a revelar o mal que não nos permite unir com os outros. Durante este período, apenas o mal é revelado, mas é corrigido quando o ano novo começa, em Rosh HaShana.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Arrependimento

Pergunta: Há um momento especial antes de Rosh Hashanah (ano novo judaico) quando as pessoas dizem Selichot (orações de perdão). Qual é o significado de dizer Selichot?

Resposta: A palavra “Selichot” significa que nós temos que pedir perdão durante este tempo, pelos os pecados e as transgressões que cometemos. Mas o que significa isso?

Recebemos apenas um mandamento, durante o tempo da Torá: “Ame teu amigo como a ti mesmo, é a grande regra da Torá”.

Se mantivermos este mandamento, chegamos ao amor do Criador. Este é todo o objetivo da vida e da humanidade, uma meta graças a qual nos elevamos acima deste mundo até o nível da força superior. A pessoa tem que alcançar tudo isso em sua vida neste mundo, na nossa realidade comum.

A pessoa corrige-se de forma consistente até que começa a amar os outros como a si mesma, e do amor dos seres criados, ela atinge o amor ao Criador. Este amor é chamado de doação, dando. Se eu subir acima do meu ego e conectar-me a outros, posso fazer tudo por causa deles. [Leia mais →]

Atributos Especiais Da Terceira E Quarta Gerações

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 14:17-14:18: “Mas agora, que a força do Senhor se manifeste, segundo prometeste: ‘O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniquidade e a rebelião, se bem que não deixa o pecado sem punição, e castiga os filhos pela iniquidade dos pais até a terceira e quarta geração’”.

Há três gerações de Keter à Malchut: Hochma, Bina e ZeirAnpin. É assim que ocorre em cada estado espiritual. A imagem do Criador é formada no quarto nível, Malchut. A terceira geração é Zeir Anpin, o estado de pequenez, onde o ego é apagado e, depois, totalmente corrigido na quarta geração. Isto é simbolizado pelas palavras: e castiga os filhos pela iniquidade dos pais até a terceira e quarta geração. Trata-se da ascensão de Malchut através ZeirAnpin à Bina, à Hochma, e depois à Keter.

A Torá, “Números”, 14:19-14:23: Segundo a tua grande fidelidade, perdoa a iniquidade deste povo, assim como a tens perdoado desde que saíram do Egito até agora. O Senhor respondeu: “Eu os perdoei, conforme você pediu. No entanto, juro pela glória do Senhor que enche toda a terra, que nenhum dos que viram a minha glória e os sinais miraculosos que realizei no Egito e no deserto, e me puseram à prova e me desobedeceram dez vezes — nenhum deles chegará a ver a terra que prometi com juramento aos seus antepassados. Ninguém que me tratou com desprezo a verá.

Não há nada de mal nisso. Pelo contrário, trata-se de uma grande misericórdia que o Criador executa quando Ele mata todo mundo, o que significa que Ele mata todo o desejo egoísta.

A razão é que é apenas nos desejos altruístas, que substituem os desejos egoístas, que o povo pode sentir o estado chamado a terra de Israel. Toda essa raiva é necessária para corrigir o egoísmo em altruísmo. Nenhum egoísta pode entrar no estado do atributo de amor e doação chamado a terra de Israel. Ele deve morrer primeiro, ou seja, renascer e entrar nela, seja num estado de pequenez (a terceira geração) ou num estado de grandeza (quarta geração).

Portanto, quando a Torá fala sobre punição, destruição e morte, ela se refere ao egoísmo, que realmente deve ser destruído. Apenas os atributos de amor e doação que o substituem sentirão o estado da terra de Israel.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/03/15