Textos na Categoria 'Fontes Cabalísticas'

O Sistema Não Funcionará Sem Mim

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut” (Garantia Mútua): Uma pessoa pode ajudar todas as pessoas no mundo na subida até os níveis do amor ao próximo. Assim, ela afeta certa medida de avanço na escada do amor ao próximo em todos os povos do mundo. Isso ocorre porque esse grau, que esse indivíduo causou por suas ações, seja grande ou pequeno, em última análise, se junta ao futuro na mudança do mundo a uma balança de mérito…

E aquele que comete um pecado, o que significa que não pode vencer e conquistar seu imundo amor-próprio e, portanto, rouba ou faz algo do tipo, sentencia a si mesmo e o mundo inteiro à balança do pecado.

Assim, nós vemos que os Cabalistas olham para a realidade como um sistema unificado. Claro que quando a pessoa sentencia a si mesma à balança de mérito ou à balança do pecado, ela sentencia o mundo inteiro da mesma maneira. Suas ações necessariamente afetam e influenciam todos os outros mecanismos e as outras partes do mundo inteiro para baixo até o fim. Hoje nós descobrimos isso na realidade, mas na verdade, todos os mundos, incluindo o nosso mundo, é um sistema que está interligado.

Portanto, nós temos que reconhecer a responsabilidade de fazer a escolha certa, para condenar a mim mesmo à balança de mérito, nas dimensões de todo o sistema. Eu tenho que entender em relação a que sou responsável agora, quando me preocupo com a correção. Eu tenho que dobrar a minha preocupação de acordo com como eu imagino o quadro geral.

Isto porque a revelação da imundície do amor-próprio…, a pessoa subtrai certa quantidade da sentença à balança final de mérito. Isto é semelhante à pessoa que remove da balança a única semente de gergelim que seu amigo havia posto lá… Como não conseguiu superar seu pequeno desejo, ela empurrou a espiritualidade do mundo inteiro para trás.

Este é o sistema em que nos encontramos constantemente, e o menor movimento, mesmo de um milímetro, é o suficiente para mover todo o sistema. Mas há um mecanismo de enfraquecimento, “filtros” de ocultação, ou mundos.

O sistema é totalmente revelado no mundo de Ein Sof (Infinito) em tamanho e profundidade. Assim, quem quer que esteja lá deve ser responsável por todo o sistema, à medida que o sente e maneja totalmente, sem uma falha, como o Criador. Lá nós somos totalmente iguais a Ele, aderidos a ele.

Por outro lado, é nossa responsabilidade e obrigação entrar no sistema de forma integral, através da compreensão da nossa mente e do nosso sentimento, que dependem do nível atual que faz parte dos níveis que descem desde Ein Sof. Nós somos responsáveis ​​pelo sistema em geral, já que é uma característica qualitativa e não quantitativa, mas em menor grau.

Por exemplo, eu sou responsável por manter o sistema “limpo”, e você é responsável por sua “cor”, e outro pela “eletricidade”, outro pelo “ar condicionado”, e assim por diante. Assim, eu cumpro a singularidade da minha alma, pois sem mim ninguém vai fazer a parte que eu tenho que cumprir quando opero o sistema no meu próprio estilo singular. Sem mim, ele não vai chegar à plenitude, uma vez que é integral por natureza. Assim, cada nível aumenta a minha responsabilidade: é como se eu substituísse o Criador em diferentes aspectos, e quando começo a entender o sistema, eu começo a entendê-Lo, a senti-Lo, e a me assemelhar a Ele.

Na verdade, o sistema é a relação entre os amigos. Afinal, não há nada além disso. Nós descobrimos tudo nos amigos, na humanidade, na natureza inanimada, vegetal e animal. Isto significa que nós temos que descobrir todas as partes do mundo, além do próprio mundo. Este conjunto de laços é, na verdade, mundos espirituais, a doação mútua, o sistema da Criação. É como se nós colocássemos óculos especiais e víssemos todas as conexões mútuas entre todos os componentes.

Mas este sistema é revelado gradualmente. Primeiro no grupo de dez, e daí ele se amplia e aprofunda em discernimentos que não poderíamos descobrir de outra forma. Primeiro era difícil perceber a conexão entre nós; era difícil discerni-la, mas com o tempo ela se revelou mais em nosso entendimento e sentimento e nas mais variadas formas.

Assim, nós nos conectamos e descobrimos o sistema e as forças que atuam nele, que são, na verdade, o Criador que sustenta todo este complexo. Nós descobrimos a forma que Ele cria na matéria do desejo. Ele é revelado na matéria e não na forma abstrata e nem na essência.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Os Nomes Que Damos

Rabash, Carta 41: Assim, a Torá é nomes de prazeres, e cada prazer tem um nome diferente.

Pergunta: Há também os sofrimentos e problemas, além de prazeres, quais nomes devemos dar-lhes?

Resposta: nomeamos as coisas de acordo com os vasos, com os desejos. É assim porque nós entendemos e percebemos tudo no vaso, incluindo a Luz. Ela não existe por si só, além de nós, mas sim como a eletricidade sobre a qual falamos apenas no que diz respeito aos seus efeitos. Similarmente, podemos discernir os fenômenos que se originam a partir da Luz, o efeito de suas ações dentro de nós.

Prazeres são luz extra, uma sensação de Luz, e tudo é revelado no kli. Este é o lugar donde os nomes derivam. Cada um indica o início e o fim de uma ação, bem como o que aconteceu no processo real.

O nome expressa uma ação que foi executada pela força por trás dele. Nós, os seres criados, não temos outra maneira de descrever qualquer coisa. É porque não temos nenhum contato com a própria Luz. Estamos limitados na questão do desejo e a forma que ele assume quando muda de seu estado inicial até que se assemelha ao Criador.

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A partir da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 14/5/13, Escritos do Rabash

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Nós Aceleramos O Tempo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nossa missão é acelerar (trazer para o estado de “eu devo acelerá-lo”) o processo de desenvolvimento. Existem critérios segundo os quais podemos examinar as coisas?

Resposta: Nós não aceleramos o processo. Na melhor das hipóteses, podemos abordá-lo.

Através de nossos esforços internos, nós temos um impacto sobre novas relações que revelam estados positivos na nação de Israel e no mundo. Nós adoçamos e suavizamos muitos estados, mas isso ainda não é acelerar (o estado de “eu devo acelerá-lo”).

O estado de “eu devo acelerá-lo” é quando o mundo começa a se mover por meio de uma nova força que o puxa para frente, passando por nós. Isso ainda não está acontecendo.

Em geral, nós somos uma parte importante do sistema geral, a parte ativa que influencia o que está acontecendo e que traz a bondade, mas não é suficiente para acelerar o processo.

Eu espero que sejamos capazes de nos tornar essa parte que falta, o elo entre a parte superior e a inferior, e que verdadeiramente sejamos Luz para as nações, o elo para o mundo da Luz, e mesmo que as pessoas não sintam esta Luz, isso não importa. Sua força irá atraí-las para o bem, e elas começarão a tomar as decisões corretas, vão começar a se aproximar de nós em pensamento e serão capazes de ouvir nossa mensagem, entender, interiorizar e aceitá-la. “Mesmo que não compreendamos plenamente, nós já vemos e sentimos que é verdade”.

Então, nós alcançaremos o estado de “eu devo acelerá-lo”, e não apenas este estado, mas também o estado chamado de “Shofar do Messias”, um nível em que a mensagem da união se espalha por todo o mundo.

O meio mais importante para conseguir isso é a educação integral, uma vez que, quando mais nos conectamos com o mundo, mais forte é a nossa deficiência de nos voltar para Cima para obter ajuda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/05/13, Escritos do Baal HaSulam “Garantia Mútua”

O Sinal De Um Sólido Pacto

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de especial no trabalho de uma pessoa em se preparar para uma descida; o que a ajuda a manter o pacto que ela fez antes da descida?

Resposta: Eu dependo da Luz que Reforma que deve cuidar de mim. Então, eu preciso ter um desejo integral absoluto para que essa Luz sustente minha total dependência dela.

Eu quero estar acima dos meus discernimentos e dos meus sentimentos, mas ao mesmo tempo mantenho meus olhos abertos. Há certa duplicidade aqui, um paradoxo. Por um lado, eu quero entender, saber e sentir tudo na minha realidade, no meu estado, todos os discernimentos nesse estado, e por outro lado, não importa o que aconteça neste estado, e não importa o quanto eu esclareço e conecto todos os meus discernimentos, no final eu tenho que me aderir ao Criador acima desses dados.

Isso significa que eu quero crescer acima da minha compreensão, do meu sentimento, e ver tudo através do meu ego: acima dele, abaixo dele e nele, em três discernimentos. Eu peço apenas que tudo isso não quebre nossa aliança, que eu alcance a devoção para com o Criador, apesar de tudo e seja preenchido com alegria; alegria é o sinal correto da nossa sólida aliança.

Se eu não explodir com tal alegria, isso significa que eu não tenho um pacto com o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Escritos do Rabash

Uma Pedra Contra A Outra

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 40: E você deve perguntar: “O que a pessoa pode fazer se sente que tem um coração de pedra em relação ao seu amigo…”.

O conselho é muito simples: a natureza do fogo é que quando se esfrega uma pedra contra a outra, acende-se um fogo… E só quando ambos têm a intenção de dar um presente, e não por caridade, por meio do esgotamento dos corações, mesmo dos mais fortes, cada um vai extrair calor dos muros do seu coração, e o calor vai incendiar as centelhas de amor até uma vestimenta de amor se forme. Então, os dois vão ser cobertos por uma manta, ou seja, um único amor os cercará e envolverá, pois é sabido que a Dvekut (adesão) une dois em um.

Quando a pessoa começa a trabalhar num grupo, ela não sente repulsa pelos outros. Mas assim que ela sente a necessidade de se conectar com os amigos, já que este é o meio para atingir a meta, o vaso para a revelação do Criador, e através desta conexão ela alcança a doação e adesão, só depois é que estes outros são chamados de “amigos” e não antes. É neste momento que os problemas começam. Essas pessoas não parecem mais estranhas: todas assumem uma determinada cor, uma forma, e tornam-se versáteis e cheias de emoções diferentes.

Os amigos evocam nela emoções muito complexas e não é fácil se conectar com eles. Ela não quer se conectar com eles. Ela não quer abraçá-los e sentar-se à mesma mesa com eles para uma refeição ou para dançar juntos. Diferentes pensamentos ruins a vencem no que diz respeito às suas relações com os outros e ela começa a sentir que é muito difícil se conectar com eles.

Quanto mais ela compreende a necessidade de se conectar, mais distante e irreal isso lhe parece. Novas interrupções são cada vez mais evocadas. É sobre este tipo de trabalho que a Torá nos fala, primeiro na história de Abraão e Isaac, e depois sobre Jacó, os filhos de Jacó e José. Por fim, este trabalho torna-se o exílio no Egito, quando a pessoa sente essa distância terrível dos outros, que é impossível ignorá-la, e é impossível se conectar.

Quanto mais a pessoa tenta superar o seu ego e se conectar com os outros, menos ela consegue. Ela experimenta “sete anos de saciedade” e “sete anos de fome”, no que diz respeito à conexão, uma vez que toda a guerra contra a inclinação ao mal refere-se apenas à conexão. Depois, há as pragas do Egito, as pragas do Faraó, que forçam a pessoa a finalmente entender que somente a Luz superior pode ajudá-la.

Ela decide que não pode viver mais sem o amor absoluto, que vai quebrar o seu coração e os cacos do seu coração irão penetrar o coração dos seus amigos. Esta é a única coisa que ela quer e nada mais que isso. Assim, ela começa a trabalhar no amor que não se transforma imediatamente no amor verdadeiro, mas começa a partir de algumas conexões preliminares, mas esta é, pelo menos, certa conexão.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/05/13

Na Sombra Da Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Mas o fim da correção do mundo será apenas ao levar todas as pessoas no mundo sob a Sua obra.

Todo o nosso trabalho é esclarecer a natureza do Criador e entender qual é o atributo de doação. Nós podemos fazê-lo apenas a partir do estado oposto, do estado de recepção. Assim, de acordo com a Luz de doação nós sentimos como somos opostos a ela.

Aqui a pessoa sente raiva e tem sentimentos ruins. Será que ela consegue lidar com eles e superá-los? Ou melhor, será que ela fecha os olhos e permanece em sua natureza comum, já que não tem que tomar parte na eterna luta entre essas duas forças que “apaga” o seu desejo, camada após camada, até que nada dele seja deixado? Este é realmente o problema: como nós podemos lidar com esses esclarecimentos? Como podemos verificar, estudar e sentir a natureza do Criador fora da natureza da criatura?

A pessoa só recebe uma iluminação de Cima se ela prepara os seus suportes e o ambiente certo. Isso inclui o estudo, a disseminação, a vida normal, o trabalho,  a Maaser (dízimo), e todas as condições que os Cabalistas exigem. O principal, é claro, é o ambiente, o grupo, os amigos, entre os quais a pessoa esclarece sua conexão com o Criador. É assim que os laços entre a natureza do Criador e a natureza de uma pessoa são tecidos.

Em geral, nós sentimos ódio, repulsa, e entendemos que este é o caminho normal, pois a verdade é revelada: a criatura descobre como é oposta à natureza do Criador. Às vezes, a natureza do Criador é revelada de uma forma que, em resposta, a pessoa simplesmente sente o quão ruim ela é em relação a alguém ou alguma coisa, ou a si mesma.

Mas se a Luz se revela em todas as quatro fases, a pessoa começa a entender quem ela é, quem é o Criador, e quem é o amigo com quem ela se encontra em diferentes estados opostos. Assim, a pessoa já vê uma imagem completa.

É assim que a Luz “joga” conosco: às vezes ela abre um pouco mais, e às vezes um pouco menos, não é mera coincidência, mas sim de acordo com um programa preciso, de acordo com a devoção de uma pessoa. Na medida em que a pessoa está pronta para estar sob essa “sombra”, sob o “guarda-chuva” do professor, do grupo, do estudo, etc., ela pode avançar ao longo do caminho espiritual. Assim, de uma forma ou de outra, nós sempre avançamos qualitativamente, mais fundo na psicologia da alma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

As Letras Que Voltaram À Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos dizer a qualquer momento, apesar de todos os problemas, que “Não há outro além Dele” e que “Ele é bom e benevolente”, se eu sinto o contrário no momento? Eu tenho que combinar os sentimentos com palavras?

Resposta: Nós começamos a trabalhar a partir de um estado de total incerteza. Nós apenas ouvimos e lemos que “Não há outro além Dele”. É assim que começa o primeiro artigo do Shamati: “Está escrito: Não há outro além Dele”. Isso é o que dizem os Cabalistas! Mas para mim estas são apenas palavras sem sentido. Então, como eu as desenvolvo?

Eu tento transformar estas palavras em ações que vão impressionar-me. Então, eu acho um grupo neste mundo que afirma que “Não há outro além Dele”, e eu sou incorporado nele para que ele me influencie e me convença que na verdade não há nada mais do que a força superior. Pelo menos eles falam sobre o que dizem os Cabalistas.

Eu me conecto a esse grupo e subjugo-me a ele, elevando meus amigos acima de mim, para que o princípio do “Não há outro além Dele” seja ouvido mais alto, e eu sinta como ele é importante. Eu tento estar sob a impressão deste slogan, que por enquanto existe apenas no papel para mim.

Mas se eu trabalho com os meus amigos, eu começo a receber a Luz que Reforma através deles. Esta Luz encontra-se em suas palavras, e na medida em que eu me esforço no grupo e subjugo-me a ele, servindo a meus amigos, a Luz muda este slogan. A Luz é vestida com estas palavras e as traz à vida. Eu começo a sentir a vida nas letras que compõem as palavras “Não há outro além Dele”.

Eu começo a sentir as letras como vasos vivos que estão cheios de Luz e, assim, os vasos, meus desejos, começam a se mover em conjunto com estas letras conforme a Luz que passa através deles. Não é apenas uma Luz, mas sim uma Luz “formatada” que tomou a forma dessas letras. Acontece que eu sou impressionado de várias maneiras pela frase “Não há outro além Dele” e começo a ver, entender e sentir como ela é expressa em diferentes estados e maneiras. Eu aprendo a trabalhar com ela.

A frase que costumava estar morta para mim, apenas um slogan por escrito, aos poucos começa a vir à vida. Assim eu tento realizá-la em diferentes estados, bons e maus. Eu me agarro a ela especialmente nos maus estados, já que, nesse meio tempo, eu sou um egoísta. Se a unicidade do Criador (“Não há outro além Dele” e “bom e benevolente”) é revelada a mim de forma desagradável, significa que eu estou adquirindo vasos de doação e que subo acima desta dor. Eu avanço para o estado chamado “Não faça a teu amigo o que é odioso para ti”. Eu odeio esse estado e quero elevar-me acima dele. Eu não acho que o Criador me causou todos esses problemas. Em vez disso, eu os atribuo ao meu ego. Assim, eu adquiro o atributo de Bina, “doar a fim de doar”.

Então, em estados muito desagradáveis, eu começo a receber os estados agradáveis, o que é muito mais difícil, pois eu tenho que elevar-me acima deles. Já é a fé acima da razão no segundo nível, não apenas acima do desejo de doar, mas também acima do desejo de receber. Eu já trabalho com AHP.

É como se eu trabalhasse contra o bom e benevolente, o que significa que recebo o bem e o mal igualmente, como a mesma coisa. Assim, eu alcanço o amor, sobre o qual se diz: “Ama o teu amigo como a ti mesmo” e, então, “Ama teu Senhor”, o mais alto nível deste estado, Keter.

Todo esse trabalho é feito na “fé acima da razão”. A Lua representa Malchut, que “santifica-se” em seu estado mais escuro, e por ele começa a iluminar com a Luz que Retorna. Ela não tem nada próprio, e nem precisa. Ela diz para o Sol que quer ser como ele. Quanto mais a Lua se torna como o Sol, mais a Terra determina todas as aparições da Lua, na medida em que Malchut é adaptada a Keter.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/04/13, Escritos do Rabash

Harmonia De Fatos E Números

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença nas intenções quando nós estudamos O Livro do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot?

Resposta: Em princípio, não há nenhuma diferença. Os dois livros foram escritos a partir do nível de GAR do mundo de Atzilut. Estas duas linguagens simplesmente se completam e nos ajudam nesse sentido.

Se  lermos livros que foram escritos apenas no idioma do Midrash, então não está claro para nós quanto ao que atribuir a eles. Uma pessoa poderia captar detalhes isolados e procuraria um sentido para eles, outra tentaria traçar paralelos, e assim por diante.

Portanto, a fim de estabelecer, de estabilizar-nos com a abordagem certa e não transformar O Livro de Zohar no que tem sido feito com a Torá, onde todo mundo acha o que gosta: psicologia, sociologia, história, direito, e assim por diante, o Baal HaSulam inseriu uma espécie de “física” ou “mecânica” de atividades espirituais mútuas em nossa aprendizagem. Graças a isso, nós sabemos realmente o que ele estava falando. Seus livros descrevem de forma metódica um sistema espiritual de conceitos, e mesmo que eu não esteja lá emocionalmente, eu já posso imaginar exatamente a essência: as 10 Sefirot, a relação entre elas, suas ações em relação à Luz superior encontrada acima delas, como elas se identificam com ela e são preenchidas por ela.

Assim, desde o início, eu posso me manter na direção certa, sem fugir; depois disso, eu posso começar a esclarecer por que o autor escreve assim, transmitindo emoções como estas, usando palavras como essas do nosso mundo. Baal HaSulam comunica o sistema superior a mim, onde tudo é determinado de acordo com a natureza das coisas encontradas na parte inferior do sistema, onde eu vejo a natureza inanimada, vegetal e animal, e os seres humanos em toda a sua diversidade e riqueza e todas as conexões recíprocas entre eles. Meus sentimentos são derivados do mundo em que me encontro, mas, simultaneamente, Baal HaSulam descreve o mundo superior para mim: “Veja como ele é construído”. Assim, sem escolher fazê-lo, eu começo a receber algum tipo de estímulo, começo a conectar detalhes aparentemente separados, e assim avanço.

Há muitas coisas escondidas lá que nós não sabemos. Quando começamos a ficar um pouco mais sensíveis, mesmo que inconscientemente, com um sentimento um pouco maior, nós recebemos uma iluminação que nos desenvolve…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/03/13, O Zohar

Se Nós Encontrássemos Adão …

Pergunta: Como é possível que no mundo que é “feito a partir do nada” aparecesse uma metodologia que descreve a verdadeira natureza que é oposta à natureza da criação? O que serve como uma ponte entre os mundos e os conecta?

Resposta: 5772 anos atrás, vivia um homem que foi o primeiro ser humano a se perguntar: “O que está acontecendo no mundo? De onde eu venho e por que fui criado? Quem é o ‘chefe’ que governa este mundo? Por que tudo gira em torno dele e, junto com Ele?”.

O nome dessa pessoa é Adão. Ao fazer estas perguntas, ele tentou resolver o mistério e não só desvendou o “segredo”, mas também escreveu um livro , “O Anjo Secreto”, que significa “força secreta”, já que a palavra “anjo” significa “força”. A partir deste livro, vemos exatamente o que ele alcançou, sentiu, viu e descreveu em suas histórias alegóricas.

Adão começou um universo inteiro de Cabalistas que descreveram a espiritualidade de uma forma inédita e emocionante. Nós sentimos as mesmas coisas ao ler seus livros, já que a natureza superior é imutável. Isso significa que hoje os Cabalistas contemporâneos que revelam o sistema da natureza e os que viveram 500, 1000, 1500 ou até mesmo 5500 anos atrás (como o Adão) falam sobre as mesmas coisas.

Eles descrevem uma e somente uma força que cai em muitas subforças que nos influenciam e definem tudo o que acontece conosco. Esta ciência é chamada de “a sabedoria da Cabalá”. Se eu ler um livro que foi escrito 50, 500, 1.500, ou 25 séculos atrás (para mim, é a mesma coisa!), não há qualquer diferença entre eles. Todos eles descrevem as mesmas coisas.

Então, se eu encontrasse o autor que escreveu um livro há quatro mil anos atrás, digamos, Abraão, eu seria capaz de facilmente falar com ele sobre esses temas e ele iria responder às minhas questões atuais sobre o que devemos fazer e em que nos concentrar. Nós não teríamos nenhum problema de falar com ele, pois nossas perguntas e esclarecimentos seriam exatamente os mesmos e facilmente compreenderíamos as preocupações, pensamentos e aspirações de cada um. Ele entenderia nossas perguntas e nos daria explicações detalhadas que seriam muito evidentes para nós já que estamos lidando com a matéria eterna, a força eterna e o movimento perpétuo. É sobre isso que a sabedoria da Cabalá fala.

Da Lição Virtual de 03/03/13

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Legado Dos Cabalistas: Não Apenas Livros

Dr. Michael LaitmanNa Cabalá, o aspecto histórico desempenha um papel menor. Não importa quando ou em que a geração certo Cabalista agiu; o que importa é o que ele fez e o que cumpriu no sistema geral dos mundos, que correções ele fez, de modo que graças a isso, aqueles que vêm depois dele possam avançar de uma forma melhor, mais fácil. Eu não posso avaliar os Cabalistas ou compará-los até que eu esteja no sistema superior. Eu julgo de acordo com o que vejo hoje. Suponha que alguém deixou maravilhosos escritos que iluminam minhas emoções e minha mente e me capacitam a avançar. Do mesmo modo eu vejo esse Cabalista como grande.

Por outro lado, o Baal Shem Tov, por exemplo, não deixou nenhum livro, mas todos os Cabalistas que o seguiram subiram graças ao seu estudo. O Ari também não escreveu nada. Todos os seus ensinamentos foram escritos por seu discípulo, o rabino Chaim Vital. Houve também Cabalistas que encurtaram o caminho para as próximas gerações. Tudo depende da raiz da alma de uma pessoa. Apenas na rede de conexões entre as almas podemos discernir o que cada uma delas fez no quadro geral, e quais correções fez nela.

O Rabash diz que os sábios do Talmude fizeram grandes correções. Por um lado, eles atingiram a espiritualidade num nível muito elevado, e por outro lado, já estavam em exílio. Isto lhes permitiu escrever e descrever os estados num nível corporal e, ao mesmo tempo, fazer grandes correções espirituais. Na “Introdução ao TES”, o Baal HaSulam fala sobre os requisitos daqueles tempos: “Você deve comer pão e sal, beber água com moderação, dormir no chão, e trabalhar na Torá”. Mas com seu trabalho espiritual, os Cabalistas anularam estas condições extremamente difíceis e nos deixaram apenas um meio, a Luz que Corrige. Desde então, basta cumprir a meta da criação.

Obviamente, eles também atraíram a Luz antes disso, como se diz: “Você deve trabalhar na Torá”, mas isso era em acréscimo ao ascetismo. Mais tarde, os autores do Talmude desenvolveram os canais de abundância a tal ponto que agora podemos levar uma vida corporal normal, não necessitando de luxos e nos contentando com as necessidades. A Luz cria uma realidade tal que não precisamos pensar ou nos preocupar com isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”