Textos na Categoria 'Fontes Cabalísticas'

Cabalistas Na Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 23

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre as passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Os comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala incorpora todas as ciências do mundo

Onde o conhecimento dos pesquisadores [investigação do universo através de qualidades egoístas, os meios de nossa parte] do mundo, a ciência da Cabala [investigação do universo através das qualidades espirituais de amor e doação para com os outros adquiridas pelo investigador] inicia. – Rabi Nachman de Bratslav, Sichot Moaran, pg. 225

A  sabedoria interna sem distorção [da imagem da realidade percebida por nosso ego], altura [a profundidade da realização] dos que são incomensuravelmente maiores do que todas as outras sabedorias [que se baseiam na investigação do Universo através de qualidades egoístas do homem], esta  verdadeira sabedoria [que nos oferece uma imagem sem distorções do mundo] é a sabedoria da Cabala.  – Rav Shimon Bar Tzemach Duran (RASHBATZ), The Book of TASHBETZ, Parte 2, item 52

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 22

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala e o Sistema de Mussar (Ética)

Você também encontrará uma diferença significativa com relação ao apoio, porque seguir a ética é apoiado em favor do povo, que é como um arrendamento que finalmente compensa. E quando o homem cresce acostumado com esse trabalho, ele não é capaz de ascender os degraus da ética, pois agora ele passará a ser usado para esse trabalho, o qual é bem recompensado pela sociedade, que paga por suas boas ações.

No entanto, ao observar a Torá e Mitsvot a fim de agradar o seu Criador, sem qualquer recompensa, ele sobe os degraus da ética, exatamente conforme ele a persegue, já que não há pagamento em seu caminho. E cada centavo é adicionado a uma conta grande. Finalmente, ele adquire uma segunda natureza, que é a doação aos outros sem qualquer auto-gratificação, exceto para as necessidades básicas da sua vida.

– Baal HaSulam “A Essência da Religião e seu Propósito“

Um Guia Para O Livro Do Zohar: A Entrada No Mundo Espiritual

No nosso mundo nós nascemos e crescemos próximos a adultos que nos amam. Nós não entendemos o que eles querem de nós, mas tomamos exemplos deles. Nós imitamos todas as suas ações e palavras sem entender seu significado, e o entendimento vem depois. Isso é organizado pela natureza. Nós aprendemos mais da participação do que com nossas mentes.

Esse é o meio mais natural que nos permite aprender sobre o mundo no qual existimos, e é como nós entramos no mundo espiritual também. O mesmo sistema é preparado para nós: temos “pai e mãe” espirituais que mostram o texto do Livro do Zohar para nós.

Mesmo que nós não entendamos o que lemos, a leitura em si mesma junto com o desejo de entender e uma aspiração para o crescimento espiritual nos desenvolve como bebês, e gradualmente começamos a perceber o texto. Todos os nomes e títulos que nós não compreendemos a princípio se tornam claros. Começamos a entender a linguagem do mundo espiritual tal como aprendemos a linguagem corporal através de nossas mães.

Assim, é necessário saber que “não só os inteligentes aprendem” e alcançam o mundo espiritual, mas somente aqueles que insistentemente se recusam a deixar O Livro do Zohar e tentam voltar a ele novamente para revelar e entender o que ele está tentando lhes dizer.

Antes Do ARI, Os Portões Da Sabedoria Estavam Fechados Para Nós

O ARI é a grande alma que descendeu ao nosso mundo para abrir os portões da sabedoria para nós. Assim, com escreve Baal HaSulam, desde o tempo do ARI adiante, tudo depende da pessoa: Ela tem que se corrigir e através disso, revelar o Criador, vir à adesão com Ele, e alcançar o propósito da criação. Antes do ARI, essa porta estava totalmente fechada porque as almas ainda não estavam prontas. Elas ainda precisavam passar através de certo caminho de desenvolvimento e se misturar umas com as outras.

O ARI simboliza o período do Messias por isso ele é chamado Messias filho de José. De seu tempo em diante, a ciência da Cabalá começou a adquirir a forma de um método de correção. Antes então, isso foi programado somente para alguns poucos escolhidos que se apresentaram em uma forma especial.

Nós devemos respeitar os Cabalistas que viveram em Safed na mesma época do ARI, como eles reconheceram a grandeza dele e o apreciaram. Ramak já era idoso. Famoso e estimado, mas ele foi às aulas do ARI. Ele se sentou lá como um estudante a despeito do fato de que ele tinha o dobro da idade do ARI e o reconheceu como um grande Cabalista.

Graças a Ramak e a diversos outros Cabalistas que reconheceram o alcance do ARI, o ARI foi protegido dos oponentes à Cabalá. Depois, ele teve vários jovens estudantes (de 26 anos), e a atitude em relação à Cabalá naquela época era longe de ser positiva. Podemos pensar que tudo era permitido como algumas pessoas tendem a escrever hoje em dia, mas esse não era o caso.

Nesse sentido, a vida do ARI é semelhante à de Ramchal que foi perseguido por estudar Cabalá e exilado no gueto de Pádua, Itália, onde ele viveu. Porém, o Gaon de Vilna (Agra) declarou a sua grandeza, e o Ramchal foi deixado em paz.

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 19

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala e Filosofia

A Filosofia ama se orgulhar em entender todas as negações (não indica quem Ele é, mas sim quem Ele não é) sobre Sua essência. No entanto, os sábios da Cabala colocam a mão em suas bocas neste momento (quando o próprio Criador, em vez de Sua manifestação com relação a nós, está sendo discutido), e não Lhe dão sequer um nome simples, pois nós não definimos por nome ou palavra aquilo que não alcançamos. Isso porque uma palavra designa certo grau de realização (com base na percepção do objeto atingido por nossos sentidos).

No entanto, os Cabalistas falam muito (conforme o investigador seja equivalente à qualidade da luz) sobre Sua iluminação (Sua manifestação com relação a nós) na realidade, ou seja, todas essas iluminações que eles (investigadores) realmente (de forma prática, nas sensações) alcançaram (dentro deles) tão válido quanto (a nossa) a conquista (dos objetos e qualidades) tangível (do mundo, ou seja, da realidade que nós sentimos desde o início através de nossas qualidades inatas).
– Baal HaSulam “A Sabedoria da Cabala e Filosofia“

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 18

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala e Filosofia

Desde o dia que eu descobri a sabedoria da Cabala e dediquei-me a ela, tenho me distanciado da filosofia abstracta (suas conclusões e raciocínio) e de todos os seus ramos como o leste do oeste. Tudo o que eu escrever de agora em diante será de uma perspectiva puramente científica, com precisão absoluta (com definições baseadas em exprimentos práticos e reproduzíveis), e por meio do reconhecimento simples de coisas práticas e úteis.
– Baal HaSulam, “Corpo e Alma”

É desnecessário dizer que  hoje em dia a nossa geração já reconheceu que a filosofia metafísica não contém qualquer conteúdo real (baseado no experimento prático) sobre o qual compense perder seu tempo. Por isso, é certamente proibido para qualquer um tomar qualquer gosto por suas palavras (analisar a si mesmo, o mundo, suas razões e propóitos).
– Baal HaSulam, “Corpo e Alma”

A Filosofia adora preocupar-se com Sua essência e (aparentemente) provar que as regras não se aplicam a Ele (com base na negação). No entanto, a Cabala não tem qualquer relação com ela, pois como pode o inatingível e imperceptível (que não tem qualquer dado experimental prático, mas apenas sua própria conjectura) ser definido?
– Baal HaSulam, “A Sabedoria da Cabala e Filosofia”

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Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parênteses são meus.

A Sabedoria da Cabala e Filosofia

No entanto, a compreensão do significado da palavra “espiritualidade” (algo de uma natureza diferente que não seja o nosso mundo material, suas sensações e pensamentos) não tem nada a ver com filosofia. Isso porque, como eles podem discutir algo que nunca viram ou sentiram? No que se sustentam seus fundamentos (investigações e conclusões sobre algo que nunca perceberam)?

Se não houver uma definição que possa explicar a espiritualidade (qualidade de doação e amor) a partir da materialidade (receber e odiar), isso serve apenas aqueles que (alterando sua natureza de recepção para doação) tenham atingido uma coisa espiritual (obtido a qualidade de  doação) e sentido-a (através da qualidade de doação uma nova atitude em relação ao seu ambiente, isto é, o  mundo espiritual). Estes são (somente) os Cabalistas genuínos (já que tais mudanças só são possíveis através da aplicação prática da sabedoria da Cabala); portanto, é a sabedoria da Cabala que precisamos.

– Baal HaSulam, “A Sabedoria da Cabala e a Filosofia”.

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 12

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A Realidade Contida na Sabedoria Cabalística

A Cabala utiliza apenas nomes e denominações que são concretos (alcançados por nossos sentidos e  depois analisados em nossa mente) e reais (revelados a nós conforme a nossa correção). É uma regra inflexível (absoluta)  para todos os Cabalistas que , “Tudo que nós não alcançamos (de forma clara, em nossas qualidades corrigidas), nós não (é impossível) definimos por um nome ou palavra“. (Porque um nome explica a qualidade do objeto a ser alcançado, e essa qualidade é alcançada conforme o grau de equivalência com as qualidades do objeto, de acordo com a lei de equivalência de forma: Somente a semelhança é alcançada).

Aqui você deve saber que a palavra “realização”(Hasaga, em hebraico) implica o último grau de entendimento. Ela deriva da frase, “que tua mão deverá alcançar” (Ki Yadcha Tasig). Isso significa que enquanto algo não se tornou totalmente lúcido, como se tivesse sido agarrado pela mão de uma pessoa, os Cabalistas não consideram alcançado, mas entendido, compreendido, e assim por diante.
–
Baal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabala”

Cabalistas Sobre A Essência Da Sabedoria Da Cabala, Parte 11

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A Realidade Contida na Sabedoria Cabalística

Eu já escrevi em vários lugares que não há uma única palavra de nossos sábios, nem mesmo na sabedoria profética da Cabala, que se apoie (exclusivamente) em bases teóricas (baseadas na reflexão, desprendida da matéria). Isso ocorre porque (tudo vem somente da realização pessoal prática, baseada na sensação e na investigação pessoal).
– Baal HaSulam, “Corpo e Alma”

A necessidade da Cabala é enorme (a fim de alcançarmos o propósito da criação, que nós teremos de atingir voluntariamente ou não, como está predeterminado no Pensamento da Criação) e, portanto, nós devemos saber isso (escolher um caminho preferível para corrigir nosso egoísmo, não pelo sofrimento, mas pela Luz), como é dito: “Saiba hoje e traga em seu coração que o Senhor é o Criador de tudo” (ou seja, coloque o Criador, a qualidade de doação e amor, em seu coração, em seus desejos). Isto é, nós devemos saber (alcançar por nós mesmos de forma prática) e não apenas através da fé (de forma especulativa ou teórica) mas através de noções alinhadas com o coração (desejos).
– Ramchal , O Livro, As Guerras de Moisés, pg.1, item 1

Cabalistas Na Essência Da Sabedoria da Cabala, Parte 10

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A Realidade Contida na Sabedoria da Cabala

Vida [sentindo sua própria existência] de qualquer objeto espiritual é determinada pela medida da sua realização [do Criador, a propriedade de doação e amor, que é, a conexão com todo o universo].

– Baal HaSulam, Pri Hacham, Igrot (Letras), Carta 17.

É um grave erro pensar que a linguagem da Cabala [como outras línguas místicas] utiliza nomes [infundados] abstratos. Pelo contrário, Ela lida somente com o atual [claramente percebido e atingido em sua plenitude, até a própria fonte de todos os nomes, o Criador] …

Esta é a nossa lei [Cabalista]: Tudo o que nós não atingimos [claramente na mente e nas sensações, pelo menos como nós percebemos o nosso mundo], não nomeamos [não atribuímos definições a ele,  já que nos falta uma realização clara de suas qualidades].

– HaSulam Baal, “O Ensinamento da Cabala e sua Essência”

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