Textos na Categoria 'Fontes Cabalísticas'

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 5

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

No que diz respeito à pessoa que ainda está dentro do egoísmo, não há diferença entre o amor ao Criador e o amor ao próximo. Isso ocorre porque qualquer coisa que está além dos interesses egoístas é irreal para ela. … Assim, o objetivo do amor ao próximo está mais perto e se revela mais rápido, pois é a prova de erros e gerenciável.
– Baal HaSulam, Matan Torah (A Entrega da Torá), item 15

O homem sente que existe de forma independente. Mas, na verdade, isso é uma ilusão, porque tudo o que existe é apenas Ele. Assim, quando está mentindo ou entristecendo o próximo, a pessoa está mentindo ou entristecendo o Criador, pois além dela existe somente o Criador. Por esta razão, se a pessoa está habituada a falar a verdade, isso a ajudará com respeito ao Criador.
– Baal HaSulam, Shamati (Eu Escutei), artigo nº 67, “Desviar-se do Mal”

Cabalistas no Amor ao Próximo e o Amor Pelo Criador, Parte 4

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor pelo próximo é o Meio para Alcançar o Amor Pelo Criador

Uma pessoa não pode enganar-se no amor pelos amigos e dizer que ela os ama, se de fato ele não é verdade. Aqui, ela pode verificar se ela realmente tem o amor pelos amigos ou não. Mas com o amor pelo Criador, não se pode examinar se a intenção realmente é “para o Criador” ou “para si mesmo.” – Rabash, Rabash – Dos Escritos Sociais: “Vinde ao Faraó (2)”

A correção do relacionamento do homem com o seu amigo é mais capaz de trazer a pessoa a doação ao Criador, porque essa relação é mutável e irregular, e as perguntas sobre seu relacionamento com seu amigo a cerca onde quer que ela vá. Daí, a sua cura é muito mais certa e seu objetivo está mais próximo.

Considerando que o trabalho da correção das relações do homem com o Criador é fixa e específica, e não é exigente, torna-se facil acostumar-se com isso, e tudo que é feito fora de hábito não é mais útil. – Baal HaSulam, Matan Torá (A Doação da Torá), Item 14

[44056]

Material relacionado:
Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 3
Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 2
Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 1

O Livro Que Conecta O Céu E A Terra

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial na Torá que mesmo O Livro do Zohar é só um comentário dela?

Resposta: Os registros que Moisés fez em pergaminho são a expressão material, através de símbolos materiais, das ações espirituais da Luz no desejo. Moisés escreveu em um livro tudo que ele ensinou a seus estudantes. Durante o curso de 40 anos vagando no deserto, eles escreveram toda a Torá, atravessando todo o processo registrado, tanto em corpos como na espiritualidade. Esse é todo o caminho desde o exílio do Egito (material e espiritual), através do deserto (material e espiritual), e na terra de Israel (material e espiritual). Tudo isso se realiza na conexão entre a raiz e o ramo. Moisés expressou todo esse processo na sua forma concreta, e simbólica.

O Zohar expressa o mesmo processo num nível diferente, numa forma diferente, porque o desejo geral de desfrutar que o Criador criou havia, naquela época, avançado bastante e fora aperfeiçoado pela influência da Luz. Desta forma, esse desejo, que passou por altos e baixos, pela destruição do Primeiro e do Segundo Templos, o exílio, e depois alcançou a última quebra antes do último exílio, tinha que receber o método que é apropriado para o final do exílio, para a nossa época.

É por isso que O Livro do Zohar foi escrito, e seus autores foram os sucessores de muitas gerações de Cabalistas, começando com Abraão até a destruição do Templo. O Rabbi Shimon foi estudante do Rabbi Akiva, que revelou uma grande Luz, e assim, ele foi capaz de expressar isso no Livro do Zohar.

A própria Torá está dividida em duas partes: oral e escrita. Isso vem da diferença entre Zeir Anpin e Malchut. Zeir Anpin do mundo de Atzilut é a “Torá oral”, enquanto que Malchut do mundo de Atzilut é a “Torá escrita”.

A Torá é a revelação da Luz. A Luz que chega a Malchut contém tudo que é necessário para transformar Malchut. Mas essa Luz ainda não se realizou na prática; desta forma, é chamada de “Torá oral”. Por enquanto, isso significa trabalhar com as telas.

Sob a influência da mesma Luz em Malchut, mudanças internas acontecem e são impressas em Malchut; isso se chama “Torá escrita”. Ela fala somente das ações da Luz nos desejos desde o começo da criação até seu final. Isso ocorre porque não há nada na existência além dos desejos.

Entre esses desejos alguns sentem que existem por si mesmos, separados de todos os outros. Esses somos nós. Esses desejos contêm qualidades que podem ajudá-los no caminho da correção. É por isso nós recebemos a sensação de carência, nossa própria carência de correção, a compreensão do mal. Assim é que nós nos percebemos.

São exatamente esses desejos que precisam receber “a Torá”– as instruções explicando como eles podem participar da sua própria correção por sua livre escolha, como eles podem atrair a Luz ao desejarem ser corrigidos mais rapidamente, ao invés de esperar que a Luz venha e os sacuda.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 3

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

Ambos os estágios da correção do egoísmo, a correção em relação ao amigo e em relação ao Criador… perseguem a mesma meta, ou seja, executam ações em prol do Criador. Não faz diferença se a pessoa trabalha pelo amigo ou pelo Criador. Isso ocoore porque… qualquer coisa além de seus próprios interesses parece irreal.

– Baal HaSulam, “O Amor Pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

O imperativo do “ama ao próximo como a si mesmo” é a meta final de todas as ações…É impossível estar enganado na sua realização, uma vez que nós sabemos que se nós colocamos as necessidades de nossos amigos diante das nossas próprias, isso é doação.

Assim, a meta não é “amar ao Senhor seu Deus com todo seu Coração e com toda a sua Alma” pois é completamente equivalente a “ama ao próximo como a si mesmo”. …Com relação ao Criador, a pessoa pode se enganar a si mesma; e com o amigo isso está sempre aberto diante de seus olhos.

– Baal HaSulam, “O Amor ao Criador e o Amor pelos Seres Criados”

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 2

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

A pessoa começa a correção do egoísmo com a intenção “para si mesma”. Então, sob a influência da Luz que corrige, ela adquire a intenção “em prol do Criador”. Tentando alcançar a doação ao seu amigo, a pessoa alcança a doação e o amor ao Criador, uma vez que não faz diferença se ela trabalha para o seu amigo ou para o Criador. Isso porque qualquer coisa que esteja fora do desejo do homem, fora do benefício egoísta, parece ser irreal.
– Baal HaSulam, “O Amor Ao Criador & O Amor Às Criaturas”

A impressão que chega à pessoa quando ela doa ao Criador é completamente a mesma que a impressão que fica quando ela dá ao próximo. Em ambos os casos, ela está envolvido na doação, sem qualquer esperança de receber alguma recompensa. Assim, no ato de doação, o amor do Criador e o amor ao seu amigo unem-se e se tornam um.
– Baal HaSulam, A Arvut (Guarantia Mútua), intem 22

A correção do homem consiste de duas partes: Ao corrigir sua relação com o amigo, a pessoa ganha a capacidade  necessária para corrigir sua relação com o Criador.
– Baal HaSulam, “Um Mandamento”

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 1

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

O primeiro estágio é o amor entre amigos. Assim, eles podem alcançar o amor do Criador.
– Rabash, Os Degraus da Escada, ” Qual é a Substância da Calúnia e Contra Quem?”

A atitude para com os amigos é mais importante que a atitude para com o Criador, porque doar aos amigos leva a pessoa a doar ao seu Criador.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 19

Nós devemos estudar a essência do amor pelo Criador com base no estudo do amor pelos amigos… já que as qualidades do amor pelos outros só foram impressas nos seres humanos para alcançar o amor do Criador.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 69

O Homem Que Veio Para Nos Levar Para Cima

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá chegou até nós a partir do Livro do Zohar e das obras do Ari. Se não fosse por causa do Baal HaSulam não poderíamos estudar. O Livro do Zohar está cheio de alegorias e histórias, compreensíveís apenas para a pessoa que está no mesmo nível espiritual e pode decifrar essas pistas.

Quanto ao Ari, ele mesmo nunca escreveu nada; ele só falava. Todas as suas obras foram escritas por seu discípulo, o Chaim Vital, e toda coleção de ensaios é baseada no que o Ari recitou em um ano e meio. Seu grupo existiu apenas por um curto período de tempo; ele os ensinou e depois faleceu.

De várias formas, este material passou por várias pessoas, que compilaram livros dele. Uma parte dos registros foi mantida em algum lugar secreto; a outra foi enterrada no túmulo do Chaim Vital e recuperada mais tarde, quando o túmulo foi aberto. A terceira parte foi entregue ao longo das gerações e passou por muitas pessoas, e sabe-se lá o que fizeram com ela.

O Ari falou sobre todo o sistema em geral, e se a pessoa não tem as obras completas e não consegue entender bem o material, não pode compilá-las corretamente. É por isso que, embora esses registros tenham sido reunidos pelos Cabalistas, muito estava faltando, e a seqüência exata não pôde ser mantida.

Por isso, o Baal HaSulam acrescentou seus comentários às obras do Ari, para que pudéssemos seguir uma progressão natural, do mais simples ao mais complexo e, estudando de forma correta, compreendêssemos os escritos do Ari. Nós não conseguiríamos compreender nada sem ele. Na Cabalá, isto é muito perigoso, porque se você não entende o que está sendo descrito, você fantasia sobre qualquer coisa.

Portanto, nós devemos apreciar o grande trabalho que o Baal HaSulam realizou: nós não teríamos conseguido nada sem ele. Às vezes, as pessoas me perguntam: “Se há tantos outros Cabalistas, porque não estudamos suas obras”. Mas nós não temos ninguém com quem aprender, porque todos eles escreveram a partir de seus graus elevados, como, por exemplo, os Cabalistas Gaon de Vilna e Ramchal. Não podemos basear nossos estudos em suas obras, porque eles não as interpretaram para as pessoas comuns como nós, para que pudéssemos entender, usar e realizá-las em nós mesmos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “Introdução Geral do Livro, Panim Meirot uMasbirot“

Cabalistas Sobre A Abordagem Ao Estudo Da Sabedoria Da Cabalá, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante o Estudo

Se ele pretende estudar a Torá para receber a recompensa da Torá, chamada “Luz que Corrige”, então seu estudo é benéfico. No entanto, quando ele esquece o objetivo de estudar a Torá, a Torá não é instrumento para completar o trabalho de criar um desejo de doar … Este é o significado das palavras, “Qualquer Torá sem trabalho (sobre a intenção de ser corrigido pela Luz da Torá) acaba em anulação” (sem sua Luz).
– Rabash, Os Degraus da Escada, “O Que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”

Uma das maravilhas de se estudar os segredos da Torá é que quando a pessoa estuda os seus conceitos de amor, mesmo que não seja capaz de perceber as questões com o intelecto, eles elevam sua essência, apesar de tudo; portanto, estes conceitos brilham sua Luz sobre ela.
– Rav Raiah Kook, Orot HaTorah (Luzes da Torá), Capítulo 10, seção 10

Cabalistas Sobre a Abordagem de Estudar a Sabedoria da Cabalá, Parte 5

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante o estudo

Antes do estudo deve-se esclarecer o objetivo com que agora pretende estudar a Torá, ou seja, para esclarecer a sua intenção.- “Rabash, os degraus da escada, O que é a Torá e trabalhos sobre o Caminho do Criador”

“É preciso um grande esforço antes de iniciar o estudo para que o estudo lhe traga a Luz da Torá que Reforma” – Rabash, os degraus da escada, “O Que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador “

O propósito do estudo da Torá é chegar a sentir o doador da Torá. Tal discípulo é chamado de “Israel”. – Rabash, os degraus da escada,”O Que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”

[43456]

 

Cabalistas Sobre A Abordagem Ao Estudo Da Sabedoria Da Cabalá, Parte 4

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Importância da Intenção durante o Estudo

Durante a prática da Torá, cada pessoa deve… ajustar sua mente e seu coração para revelar o Criador (a propriedade de doação e amor). E qualquer pessoa está apta para isso, como está escrito: “Você trabalhou e não encontrou, não acredite”. … Assim, a pessoa não precisa de nada nesta questão, exceto o trabalho em si.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 97

Existe um remédio maravilhoso para aqueles que se engajam na sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendem o que estão aprendendo, através do grande desejo de entender, eles despertam em si mesmos as Luzes que cercam suas almas.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155