Textos na Categoria 'Feriados'

Você Está Pronto Para Correr?


Nós trabalhamos e nos preparamos para uma ascensão a um nível espiritual, mas só podemos colocar esforços e nada mais. A própria ação é realizada pela Luz. Uma pessoa não tem força para superar a si mesma. Ela não pode agarrar-se pelos cabelos e arrastar-se para fora da recessão egoísta.

O resultado do nosso trabalho todo é chamado de “trabalhou e encontrou”, para a Luz do Alto agir. O êxodo do Egito é realizado através de “um despertar de cisuperior”, devido à revelação de uma grande Luz, GAR de Hochma.

A Luz é revelada, ainda não temos vestimentas de Hassadim sobre ela e, portanto, não podemos percebe-la . Assim, ela é chamada de escuridão egípcia, na noite em vez de dia, e em vez de se elevarp elos níveis espirituais que ocorrem por meio de uma corrida, um salto. Pessach (Páscoa) vem da palavra “Pular” (Pesach). [Leia mais →]

Raízes Espirituais das Tradições Deste Mundo


Uma questão que recebi: Eu sempre pensei que o BB era uma organização não-religiosa e que nunca forçou as pessoas seculares a seguir tradições religiosas, mas, recentemente, ouvi dizer que você está seguindo Kashrut (leis dietéticas judaicas), durante a Páscoa. Por favor, explique. Além disso, por favor nos dê a sua opinião e sugestão se todos devem seguir a tradição.

Minha Resposta: Somos uma organização educacional e ela não têm nada a ver com religião de qualquer espécie. Nossa base é estrita e exclusivamente sobre os princípios da Cabala como eles são apresentados em três fontes autênticas cabalísticas: O Zohar, as obras do Ari, e os de Baal HaSulam (Rabash). Nós seguimos os seus conselhos em tudo. Se você tiver alguma dúvida, pergunte-nos e insista que nós mostremos a nossa fonte de informação.

Bnei Baruch embora não seja uma organização religiosa e não segue todas as tradições religiosas (“mandamentos” – Mitzvot), ainda estamos praticando a ações que no nosso mundo constituem os ramos que derivam de raízes espirituais. De fachada, parece que observamos a tradição judaica, mas na verdade elas são originádas de totalmente diferentes intenções e visam a conexão interna e externa com as suas raízes espirituais.

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Revelando O Passado No Futuro


A história da vinda do Egito é a revelação do processo de transição do sentimento do nosso mundo nos desejos egoístas, para sentir o mundo superior na qualidade adquirida de doação. A pessoa tem toda a sua casa, ou seja, todos os seus desejos: o desejo de receber – a sua “esposa”, bem como seus “filhos” – seus próximos estados e lhes  conta sobre o passado.

Em outras palavras, ele revela o passado nos desejos futuros, através desta história. Ele passa por uma revelação, que ele executou inconscientemente, quando saiu de seu desejo egoísta através do Machsom. [Leia mais →]

O Método Do Nascimento Espiritual


Como é possível alcançar a eternidade e a perfeição? Isso só pode ser feito através da lei de equivalência de forma. Se a Luz e o desejo forem opostos entre si, a Luz anula o desejo; mas se eles forem iguais, apoiam-se mutuamente. Nesse caso, nós sentimos que eles existem, e essa sensação é chamada de vida eterna. É exatamente essa a intenção da ciência Cabalística.

Para se alcançar esse estado – a capacidade de viver eternamente e sentir a verdadeira realidade, à semelhança do Criador – nós temos que passar pelo processo de correção. Todas as correções caracterizam-se por tornar o desejo de desfrutar similiar à Luz; com isso nós observamos a “lei de equivalência de forma”.

Isso constitui toda a correção. Ou nós somos opostos ao Criador, da maneira como fomos inicialmente criados, ou, gradualmente, atingimos a equivalência de forma com Ele. Nós nos corrígimos enquanto a Luz e o desejo não se unem. No momento que eles se unem, nós nascemos para a espiritualidade.

Esse método de correção é chamado de ciência Cabalística (Cabalá significa “recepção” em hebraico). É a ciência sobre como receber a Luz dentro do desejo, de modo que a Luz não desapareça; deste modo, nós sentimos a realidade verdadeira e eterna. Esta é, de fato, uma grande sabedoria que não é tão simples.

Nós realmente não sabemos como fazer com que isso aconteça. Mas fazer acontecer é exatamente o nosso desejo mais profundo, que nem sequer estamos cientes. É por isso que nós existimos e o que estamos sempre buscando inconscientemente.

Quando atingirmos o primeiro contato com a Luz e percebermos isso dentro do nosso desejo, de modo que a Luz permaneça dentro de nós, o que significa que nós percebemos a vida eterna, porque a Luz está dentro de nós e não abrimos mão disso – é o nascimento espiritual. Ele também é chamado de êxodo do Egito.

Antes disso, nós temos que permanecer no exílio do Egito, na preparação para o nascimento espiritual e a redenção. É por isso que prestamos tanta atenção no estudo das fases que temos que passar no exílio Egípcio, a fim de sermos capazes de sair dele o mais rapidamente possível, com a ajuda de vários meios que foram preparados para nós pelos Cabalistas de todas as gerações.

Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito

O Zohar, Capítulo “Shemot (Êxodo)”, Item 250: Por medo de que eles misturassem as tribos com o resto das nações … Ele exilou-as no Egito, que estava orgulhoso e desprezado, e odiava Israel. E elas ficaram lá até que a iniqüidade dos Amorreus estivesse saciada e elas viessem para a sua terra, pois havia o medo de se misturarem com o resto das nações.

Como nós podemos nos aproximar do estado desejado quando construímos a linha do meio dentro de nós? A linha do meio, que é a nossa semelhança com a Luz, com Aquele que dá, ou com o Criador, acontece justamente devido ao estado chamado de “Exílio Egípcio”, que se revela dentro de nós.

O meu desejo egoísta se torna tão grande que eu sinto que estou encerrado nele e que ele me controla. Então, eu começo a discernir entre eu e a minha natureza, entre eu e o meu egoísmo, ou entre eu e minhas qualidades.

Eu gostaria de mudar minhas qualidades, mas sou incapaz de fazer isso. Eu vejo que elas me prejudicam; eu percebo que eu me corrompo, que corrompo a minha vida, a vida daqueles que estão perto de mim, e o mundo inteiro. Eu coloco a mim mesmo e todos os outros em perigo, porque existo neste egoísmo infinitamente crescente que não consigo controlar. Mesmo assim, eu sou incapaz de fazer qualquer coisa com ele.

Em seguida, surge um estado onde a pessoa começa a perceber que a força que atua sobre ela é uma força estranha. Ela não se identifica mais com essa força. Ela começa a percebê-la como seu feroz inimigo. Isso é chamado de “Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito” (Êxodo, 1:8). A pessoa começa a sentir que um novo domínio foi revelado, e que este não é ela, mas alguém que estabelece tudo isso para ela. Poderia ser a Natureza ou o Criador, mas não é ela. Ela ainda não sabe como se livrar dele.

Como se, de lado, a pessoa agora percebesse o seu desejo de receber prazer como algo alheio a ela. Ele começa a discernir o Criador como Aquele que organiza tudo isso para ela. Ela já tem a mesma atitude em relação ao faraó e o Criador.

Depois, ela experimenta uma divisão interna, a percepção de que existe uma Força Superior que determina tudo o que acontece com ela. No entanto, essa revelação não acontece por si só, mas só depois de várias horas de estudo, união com amigos no grupo, e trabalho na disseminação, durante os quais a pessoa está praticamente engajada na sabedoria Cabalística.

Escapando-se de Si Mesmo Em Outro

O que significa escapar de si mesmo, do seu Egipto?

Eu agarro-me a tudo o que eu posso possivelmente carregar e corro só para me esconder a mim mesmo. Mas, para onde fugir, se há absoluta escuridão Egípcia à minha volta? Estou trancado dentro do meu desejo; então, para onde posso eu fugir dele? Afinal, eu não tenho nada mais.

Eu posso ser incapaz de fazer isto por minha conta, mas eu preciso de aspirar por isso. Caso contrário, eu não tenho chance de sobreviver. A pessoa pega todos os recipientes (vasos) dos Egípcios e foge do Egipto à noite, no escuro. Para onde pode ela fugir se há escuridão à sua volta? O próximo estado também é  escuro, mas ela sente que está mais próxima da liberdade.

Mesmo se agora eu odeio os outros e não estou conectado a eles, eu ainda sei que o próximo estado é mais avançado. Por outras palavras, eu saio dos meus desejos para os desejos do meu próximo tanto quanto eu posso. Eu simplesmente fujo. Contudo, eu não vejo qualquer Luz neles por agora. Eu preciso de mostrar a minha prontidão de sair deles apesar da escuridão.

Eu alcanço o Mar Final (o Mar Vermelho), e estou pronto para saltar nele, dado que eu vejo que não há nada a brilhar para mim atrás, e eu sou incapaz de permanecer no meu ego por mais tempo. Estou pronto a matá-lo só para entrar nos desejos comuns, os desejos do meu próximo.

Apesar do facto de que eu não receberei nada para mim mesmo, eu vejo que o próximo grau (o espiritual) está lá. A pessoa compreende que os desejos externos das outras pessoas são de um grau superior em relação aos seus próprios desejos internos.

A Fonte de Pesach

Nós estamos nos sete dias especiais do feriado de Pesach. Ao longo destes dias, nós devemos manter uma intenção correta e ininterrupta, pois esta é uma época especial. Não celebramos rituais religiosos ou costumes. Estamos muito distantes das ações que as pessoas realizam simplesmente porque lhes foram ensinadas a fazer isso quando crianças, ou porque são conduzidas por objetivos egoístas de receber uma recompensa, seja neste mundo ou o próximo.

Em primeiro lugar, os que estudam Cabalá querem revelar o Mundo Superior e as ações espirituais, e apenas depois que eles percebem suas consequências (ramos), estão preparados para também respeitar e observá-las com a mesma intenção que as ações espirituais acima.

Abraão e seus estudantes foram os primeiros a alcançar a conexão entre as raízes e os ramos. Antes, Abraão era um fabricante de ídolos e um sacerdote na antiga Babilônia. Mas tendo revelado o mundo espiritual e sua consequência no material, tendo descoberto as forças que descem do mundo espiritual para o nosso mundo material, e tendo colocado-o em movimento, ele criou a linguagem dos ramos. Esta linguagem é uma descrição do Mundo Superior (as raízes) usando palavras deste mundo (os ramos).

Foi quando ele revelou toda a realidade, tanto material quanto espiritual, como um todo. É por isso que ambas as ações, espiritual e material, fundiram-se dentro dele num todo, e foi assim que ele ensinou seus estudantes.

Disto está escrito que os antepassados (os primeiros Cabalistas) observaram toda a Torá até antes de a receberem no Monte Sinai. Certamente, eles revelaram a Torá ao alcançarem o mundo espiritual com suas ações espirituais. Baseando-se nisso, eles levaram a cabo as mesmas ações no nosso mundo, percebendo a realidade como um todo.

O Milagre Da Saída Do Egito

O Zohar, Capitulo “Bo (Venha ao Faraó),”… E o Senhor teu Deus te retirou de lá..Recorda-te deste dia em que tu saíste do Egipto…E te retirou de Sua presença, com Seu grande poder, fora do Egipto…O Senhor te retirou disso…Cinquenta vezes é o êxodo do Egipto mencionado na Torá….

Cinquenta é o grau completo, as dez Sefirot de Malchut junto com as quarenta Sefirot de Bina. Malchut na sua totalidade precisa de se elevar acima de si mesma, até ao seu grau completo. Estas duas forças precisam de ser sentidas dentro da pessoa – uma contra a outra.

Desta forma, a salvação não virá até que nós terminemos o exílio, depois de alcançarmos a horrível sensação de que não temos qualquer força para sairmos do nosso egoísmo, e sentirmos ao mesmo tempo que é absolutamente necessário fazermos isto! Quando nós sentirmos plenamente esta oposição, as águas do Mar Vermelho (em hebraico chamado de Mar Final) se abrirão, e nós iremos atravessá-lo.

A pessoa não sabe como ele é revelado. Isto é chamado um milagre. Porém, este milagre é causado pela própria pessoa, quando ela chega a um beco sem saída. Por um lado, a pessoa não compreende como é possível sair – ela não tem poder ou força para isto. Além do mais, ela não compreende que pode haver certa força de Cima que pode, de alguma forma, mudar a sua natureza. Por outro lado, esta força que existe acima da natureza é revelada.

Isto ocorre apenas como um milagre. Ocorre acima desse estado, dessa natureza, que é chamada “Egipto” e que compreende todo o sentido interno da pessoa.

A Singularidade De Pesach É A Luz Da Fé

As raízes espirituais também têm influência sobre seus ramos materiais. Tudo é determinado pela ordem de disseminação das forças da Luz, que afectam a nossa matéria: o desejo de receber prazer. Há uma periodicidade e causalidade especial na afeição destas Luzes.

Elas têm um mecanismo, que coloca em marcha e controla tudo desde o topo do Mundo de Atzilut. De lá, Arich Anpin, Aba ve Ima, YESHSUT, e ZON, que existem em relações especiais mútuas, nós recebemos mudanças, que são chamadas: ano, mês, semana, dias, minutos, noites, assim como muitos estados diferentes e mais internos. Nós estamos a falar sobre qualidades e a combinação de qualidades, que têm uma grande influência sobre este mundo.

Se a pessoa deseja conectar-se a si mesma à raiz espiritual e se colocar sob uma maior influência da Luz Superior, de forma a se aproximar dela, então ela deve usar estes períodos de especial influência do alto sobre nós. Se a pessoa deseja ascender espiritualmente, então, durante tais períodos no nosso mundo, chamados feriados, ela precisa de se unir com as intenções que pertencem a tais influências.

No livro do ARI, Os Portões das Intenções, ele explica como uma pessoa deve agir durante tais períodos especiais de influência sobre o nosso mundo, como Rosh HaShana, Sukkot, Pesach (Páscoa), Shavuot, e etc. Se estamos a falar sobre Pesach, a sua característica mais significativa é a Luz de Hassadim. Quando a pessoa recebe a Luz de Hassadim pela primeira vez na vida, ela recebe a qualidade de doação e eleva-se acima do seu ego.

Desta forma, compensa pensarmos mais sobre a Luz Superior, que, nesta altura, tem um poder maior de nos elevar acima do nosso egoísmo e nos manter acima dele, na qualidade de doação. Subsequentemente, nós já seremos capazes de avançar mais e sentir o mundo espiritual com todos os seus detalhes.

Então nós devemos passar todos os dias de Pesach pensando sobre a unificação entre nós e a Luz Superior, que eleva cada um de nós acima do seu egoísmo pessoal. Esta precisa de ser a nossa principal intenção ao longo de todo o feriado.

Aprendendo Sobre O Mundo Superior Desde O Mundo Inferior

Em seu livro, Portões das Intenções, o ARI explica o significado de todas as ações espirituais da Páscoa e seus reflexos nos costumes materiais. Os mandamentos (Mitzvot) referem-se à correção dos 613 desejos egoístas (da alma) em altruístas, com a ajuda da Luz Superior (a Torá). Muitos estão familiarizados com seus reflexos ou cópias materiais nos costumes ou tradições (Minhagim) do feriado.

Muitos seguem essas tradições porque estão dispostos a realizar ações corporais (costumes), sob a condição de que elas vão ajudá-los a alcançar os resultados, a executar ações corporais (mandamentos). Esta é a única razão pelas quais essas tradições são seguidas.

Quanto mais nós nos perguntamos sobre o objetivo e o significado de cada ação material (tradição), mais ela nos ajudará a conectar-nos mais fortemente às suas raízes espirituais. Desta forma, vamos aprender sobre o Mundo Superior desde o Mundo Inferior. É apenas a sua conexão à raiz que dá a um costume a importância e o direito de existência.