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Shavuot: O Festival Da Luz No Caos Israelense

laitman_933Pergunta: O feriado de Shavuot está se aproximando, o festival da entrega da Torá. Mas a atmosfera na sociedade israelense não é de todo festivo.

Os nossos irmãos do sul estão com medo de que logo não terão nada para comer. Dimona está borbulhando; há conflitos em Jerusalém entre judeus e árabes, e uma grande corrupção abrange o país. Todos os dias há novos escândalos entre a polícia, promotores e o submundo.

Quando penso no feriado da entrega da Torá, a pergunta que me ocorre: “Talvez nós não precisemos dessa Torá? Se tivéssemos que ter sucesso na obtenção de apenas uma Mitzva (mandamento) na vida, “não roubarás”, a vida já se tornaria muito melhor. “Como esse feriado deve ser percebido em todo o caos israelense?

Resposta: Nós não servimos para esse feriado. Não temos uma conexão com a Torá. E mesmo que em algum momento nós tenhamos recebido a Torá, nós a perdemos ao longo do caminho. A Torá é a força que muda e corrige a natureza humana. Nós somos todos egoístas, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal” (Kiddushin 30b). O Criador  anuncia que Ele criou somente a inclinação ao mal, o ego, e nada mais. E contrário ao ego, Ele deu a Torá. Aparentemente, o Criador está nos dizendo: “Se vocês quiserem se livrar da difamação, furto, roubo, e de todos os problemas, todo o mal que fazem um com o outro, isso é possível! Mas não pensem que podem fazer isso sozinhos. Nada irá ajudá-los, nem um novo governo, ninguém e nada, somente a Torá! Mas que tipo de Torá? A Luz que Reforma”.

Pergunta: Será que antes de tudo nós devemos querer ser libertados da inclinação ao mal que nos devora? Será que a sociedade israelense tem tal desejo hoje?

Resposta: Nós estamos nos aproximando desse estado. No momento em que deixamos o Egito, sentimos que não podíamos mais tolerar esse estado chamado de “Egito”, que foi nos despedaçando, inserindo o mal, o nosso ego em nós, e nós não estávamos preparados para nos tolerar, por isso, fugimos de lá.

Pergunta: Depois do Êxodo do Egito nós recebemos os Dez Mandamentos, incluindo, “não roubarás”?

Resposta: Nós recebemos todos os Dez Mandamentos, porque os queríamos. A condição foi colocada diante de nós: “Vocês querem ser fiadores uns para dos outros? Querem se tornar como um homem com um coração? Querem ser judeus (Yehudi da palavra “yichud” [unidade]), ou seja, viver em união uns com os outros? Então, por favor, aceitem a Torá! Se não, vocês vão continuar neste caminho, e aqui será o seu local de sepultamento”.

Pergunta: Por que Deus diz a pessoa: “Não furtarás”, se Ele a criou com uma natureza que quer roubar?

Resposta: É para contrabalançar a natureza egoísta em que você existe; você vai entender que todo o roubo, todos os problemas, e todo o mal que você causa aos outros e a si mesmo são derivados dessa natureza e você não será mais capaz de continuar assim. Pois essa nação não pode existir por muito tempo num estado como esse. Nós vemos que os problemas são criados a nossa volta sobre os quais não temos escolha, e que é impossível continuar nesse caminho. Isso nunca foi revelado em tal grau. Portanto, as pessoas pensavam que estava em nosso poder corrigir algo, e se não a direita, a esquerda, se não a esquerda, a direita, ou os partidos centristas poderiam fazer algo. Cada pessoa que alcançava o poder pensava que podia mudar alguma coisa. Mas nós vemos que uma pessoa sozinha não tem o poder de mudar a si mesma. Isso só é possível com a condição de que ela aceite a Torá como um meio de correção.

Pergunta: O que é a Torá que pode mudar uma pessoa?

Resposta: Só se quisermos nos conectar, se entendermos que todo o nosso correção está na unidade entre nós – de acordo com o princípio “como um homem com um só coração”, “não faça ao seu amigo o que é odioso a você” (31a Shabat), “amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18), e “todo Israel são irmãos” -, se quisermos que isso seja realizado entre nós, há uma força única que está oculta na natureza que é chamada de “A Luz Superior” ou “A Torá”.

Pergunta: Onde está essa força oculta? Em que lugar?

Resposta: Não há lugar algum. Você simplesmente não o sente. Mas você pode derivar essa força e usá-la com a condição de que você comece a se conectar com outras pessoas e quer unir-se com elas. Assim, a condição para receber a Torá é a de se unir e ser como um homem com um só coração, tentar tornar-se assim, e querer ser responsáveis ​​uns pelos outros. É quando todos nós queremos nos livrar desse mal em que existimos.

Todos nós juntos, desde os representantes da Suprema Corte até as pessoas mais simples, devemos nos corrigir. E nós não temos possibilidade de fazer isso senão aceitando essa Luz que Reformas com a ajuda da Torá da verdade e da sabedoria da Cabalá. Esta sabedoria foi ocultada até recentemente, porque estava esperando até que chegamos a um estado de completa exaustão. Ela agora é revelada e nos explica como podemos usar a verdadeira Torá cuja Luz reforma através da sabedoria da Luz.

Se começarmos a nos conectar corretamente, em grupos de dez pessoas (assim como Moisés uma vez dividiu o povo em dezenas, centenas e milhares), e organizarmos workshops especiais para aprender a nos unir, onde cada um se anula diante dos outros, quer estar integrado com os outros, e sente que está sinceramente junto com os outros, então resulta que deixamos nosso ego, o nosso “eu” fora do círculo; enquanto que, no centro do círculo, nós inserimos o nosso desejo de unidade. De repente, no centro do círculo nós começamos a sentir uma força única que vem até nós da natureza. Esta é uma força real; é possível medir e senti-la. Você a descobre como todas as forças da natureza. Essa força é chamada de “Torá” e começa a corrigir a sua inclinação ao mal, a força de rejeição, o ódio, a força que obriga a roubar, a mentir, e a fazer mal aos outros.

Pergunta: Segue-se que a Torá é uma força?

Resposta: Sim. A Luz que Corrige é chamada de Torá. Os cinco livros da Torá são livros que descrevem essas mesmas leis. A sabedoria da Cabalá explica como podemos usar a Torá para que essa Luz “saia”, seja revelada e nos conecte. Então, nós alcançamos o amor e a unidade entre nós de acordo com os princípios de “ama o teu próximo como a ti mesmo” e “todos de Israel são irmãos”. Nós não temos isso agora, nem entre os seculares, e nem entre os religiosos; não há amor com ninguém. Mas nós devemos querer adquiri-lo. Para fazer isso nos é dada a revelação do mal de Cima. E veja de que forma nós a estamos descobrindo: ninguém pode estar livre dele, o mal é descoberto em toda parte, em todo o país, entre todos os tipos de pessoas!

Mas se nós nos tornarmos conscientes desse mal e quisermos nos unir, dos nossos esforços uma força será revelada entre nós que começará a nos conectar. Nós sentimos que estamos num campo único onde trabalhamos juntos em adesão com essa força que é revelada entre nós. Vamos começar a senti-la como superior, e isso é chamado de revelação do Criador às Suas criaturas neste mundo. Nós começamos a descobri-Lo e a senti-Lo de acordo com nossas mudanças internas. Isso é especificamente o que devemos fazer.

Assim, na sabedoria da Cabalá está escrito que estamos numa geração única que descobrirá o poder superior. Por isso temos que olhar para as nossas vidas de forma diferente: não vendo tudo como mal, mas compreendendo que é bom se descobrirmos o mal em nós, porque ele nos leva à descoberta do Criador, o poder superior, a Luz, e nos eleva para outro nível de existência, para o próximo nível de desenvolvimento humano.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

Feriados Judaicos: Um Ciclo De Correção

laitman_744Pergunta: Por que existem tantos feriados judaicos?

Resposta: Na verdade, não existem tantos assim. Tudo é derivado do fato de que cada dia é novo, todo mês é novo, cada ano é novo e cada hora é nova para uma pessoa! Estas mudanças aparentemente astronômicas são, na verdade, internas, espirituais. Toda matéria resulta de mudanças entre forças espirituais que influenciam nosso mundo, e as alterações aparecem entre os níveis inanimado, vegetal, animal e nós.

Em outras palavras, a razão para todas as mudanças é a rotação das Sefirot através das quais a Luz passa. A Luz influencia e atua em nosso universo e o resultado é a matéria em nosso mundo. Se uma pessoa quer estar conectada com a criação inteira, cada momento é de imenso valor para ela. Além disso, ela pode dividir cada momento dentro dela em uma infinidade de momentos. Isto significa que existe a possibilidade de um segundo tornar-se cheio de vida para ela! E, desta forma, ela se expande.

Os feriados judaicos se caracterizam por dar uma sensação de exclusividade a cada momento no tempo, em cada Sefira que participa da passagem da Luz. Então cada momento é único, e especialmente os feriados são o significado geral de um período de transição. Há três grandes feriados que são derivados do nível espiritual: Pessach (Páscoa), Shavuot e Sucot, que são chamados Raglaim (pés), que é quando as pessoas iam para Jerusalém.

Tishá B’Av (9 de Av) simboliza a destruição do Beit HaMikdash (Templo), ou seja, a revelação do grande egoísmo que é corrigido mais tarde durante todo o resto dos feriados. Por causa da força de Tishá B’Av, é colocado contra todo o resto dos feriados, portanto, sua intensidade é enorme.

Em contraste com Tishá B’Av, no extremo oposto desse ciclo, está o feriado de Purim. Além disso, existem alguns outros feriados menores relacionados: Hanukah e Lag Ba’Omer.

Nós indicamos o início de cada mês de acordo com o ciclo de rotação da Lua, pois nosso estado cósmico e espiritual depende dos dois luminares: o Sol e a Lua. Portantoo calendário hebraico é construído de acordo com os ciclos de rotação do Sol e da Lua, entre os quais se encontra a Terra, enquanto o calendário Cristão considera apenas a rotação do Sol, e o calendário Muçulmano considera apenas a rotação da Lua.

O Ano Novo Judaico é o início da correção humana, porque este feriado simboliza o nascimento de Adam HaRishon (o primeiro homem), do qual nós começamos nosso cálculo. O nascimento de Adam é o nascimento do ser humano, porque Adam foi o primeiro a descobrir o Criador e começar a se parecer com Ele. Portanto, o início do ano para nós é um feriado espiritual.

O objetivo do ciclo dos feriados é que o mais “assustador” dos feriados, que é Tishá B’Av, se torne o maior feriado do mundo, quando todo o mal será reunido e derrotado pelo bem.

De Kab TV “Conversas com Michael Laitman” 13/05/15

Faremos E Ouviremos!

laitman_943Pergunta: No momento em que o povo de Israel recebeu a Torá, eles exclamaram: “Faremos e ouviremos!”. Será que essa frase tem um significado espiritual?

Resposta: Na realidade, essa frase não tem nada, exceto um significado espiritual. Toda a Torá fala apenas da espiritualidade, e não das ações físicas deste mundo, como muitas pessoas pensam.

“Faremos” significa que nos uniremos, e “ouviremos” significa atingir a força benevolente que se manifesta em nosso esforço de se conectar, de ser agradáveis uns com os outros. Essa força completa a nossa ação, como está escrito: “O Criador me completa”.

Pergunta: O que nós “ouviremos” após nos conectarmos?

Resposta: “Ouviremos” significa o nível de Bina, isto é, ouvir (não material, mas interno). É uma condição quando reconhecemos a força de doação que realmente aparece no meio de nós e nos conecta.

A força de doação se revela e preenche o espaço entre nós. Essa força é chamada de Criador; nesse momento, nós revelamos suas propriedades. Isso é chamado de revelação do Criador às criaturas nesse mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

A Torá É Dada Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em uma atmosfera de total desconexão e falta de compreensão, como podemos transmitir a lei do amor ao próximo para as pessoas?

Resposta: O mesmo estado de desconexão ocorreu no momento da recepção da Torá no Monte Sinai. Antes disso, o povo de Israel saiu do Egito, onde o Faraó, o mal que nos separa, foi revelado.

Nós nos encontramos na terrível escuridão, passando pelos “49 Portões de Impureza”. É por isso que fomos recompensados com a revelação da força da unidade, a Luz da Torá.

É dito que a vantagem da Luz é conhecida a partir da escuridão. Portanto, hoje, quando ninguém considera os outros e todos se odeiam, a Luz da Torá é revelada a nós.

Pergunta: Por que essa Luz é escondida de nós?

Resposta: A Luz é escondida porque nós não a usamos. A força do mal é revelada a nós através de nosso egoísmo e desejos, e a força do bem não tem nenhum lugar para ser revelada. Nós vamos começar a realizar boas ações, trazendo a força do bem da ocultação, e vamos, de repente, descobrir que temos duas forças: positiva e negativa, o bem e o mal.

Nós seremos capazes de equilibrar essas duas forças e viver num mundo onde nos tornaremos mestres de tudo o que fazemos. O mundo se abrirá diante de nós.

Pergunta: O que você gostaria de desejar a povo de Israel no feriado da entrega da Torá (Shavuot)?

Resposta: Eu gostaria de desejar que todos nós compreendamos que nos foi dada a Torá. Nós precisamos nos lembrar todos os dias que nos deram a Torá e que devemos recebê-la. É a única coisa que nos falta. Isso não ser refere a tradições religiosas, mas ao método de correção, que permite que cada pessoa se corrija e alcance o amor ao próximo.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 03/05/15

A Torá Como A Lei Do Amor

laitman_549_02Cada pessoa é criada com um desejo egoísta, mas, além dele, nós recebemos a Torá, que pode transformar esse desejo mau num bom. O desejo permanece, mas, em vez de usá-lo para o nosso próprio benefício, nós começamos a usá-lo para o bem dos outros.

Essa revolução no uso do desejo pode ser realizada com uma ferramenta chamada Torá, A Luz que Reforma. Estudando meu desejo egoísta, eu descubro que ele consiste de 613 partes, 613 desejos, que, juntos, compõem minha inclinação ao mal.

Eu preciso corrigir todos esses desejos, do mais leve ao mais pesado, a fim de parar de usá-los para mim e começar a usá-los para o benefício dos outros. Eu devo fazer uma revolução completa nisso. É impossível corrigi-los no meio do caminho, a fim de tornar isso benéfico para mim e para você.

Por isso se diz que uma pessoa deve executar 613 mandamentos. Isso se refere a 613 correções de meu desejo de mal em bem com respeito ao outro. Como resultado dessas correções, eu chego ao amor, cumprindo a principal lei da Torá.

É esse método de correção que o povo de Israel recebeu uma vez. Para isso, nós recebemos a Torá. A tarefa do povo de Israel é implementar esse método, dando um exemplo a todo o mundo e tornando-se uma Luz para as nações.

Portanto, a Torá contém tantos avisos. Todo o nosso destino depende do cumprimento dessa condição de amar ao amigo como a si mesmo. Vamos ver se estamos nos aproximando dessa realização ou não.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/05/15

Shavuot É O Feriado Mais Importante

laitman_937Pergunta: Há feriados que nós recordamos e comemoramos como Rosh Hashaná e Pessach (Páscoa), enquanto que Shavuot não é tão impressionante comparado a eles. Será que nós podemos dizer que ele é menos importante do que os outros feriados?

Resposta: Pelo contrário, é o feriado mais importante. Neste dia nós recebemos o método de acordo com o qual podemos elevar a nossa vida a um nível espiritual e descobrir o outro mundo aqui e agora, como está escrito: “Você verá o seu mundo em sua vida”.

Nós todos fomos criados nesse mundo a partir da força do mal, o nosso ego, mas podemos acrescentar a força do bem à força do mal por esse método e equilibrá-las. Todo o nosso mundo é apenas uma inclinação ao mal. Essa inclinação é um desejo, e é má porque todo mundo só pensa em como pode satisfazê-la à custa dos outros, sem levar em consideração os outros. Essa é a razão da nossa natureza ser má, como está escrito: “…o coração do homem é mal desde a sua mocidade”.

Se começarmos a ver que tudo é mal e que só o mal é revelado, na medida em que é revelado agora em nosso estado, então seremos capazes de chegar a um estado em que vamos dizer: “Chega! Pronto! Temos que mudar alguma coisa!” Assim, temos a oportunidade de trazer a força do bem. Quando descobrimos essa força na natureza, podemos equilibrar a força do mal com a força do bem, e podemos gerenciar a nós mesmos corretamente com essas duas forças, como com duas rédeas. Sem a força do bem, que a sabedoria da Cabalá nos ajuda a revelar, estamos perdidos. Nós não seremos capazes de fazer nada com a nossa natureza egoísta.

É por isso que eu estou feliz que tenhamos chegado a esse estado mal porque é realmente a partir do mal que podemos subir e alcançar o bem.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

Tornar-Se Uma Nação Unificada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que as porções da Luz que vêm a cada dia da Contagem de Omer corrigem cada pessoa ou apenas aquelas que estudar Cabalá?

Resposta: A Luz corrige quem quiser ir do ódio ao amor. As pessoas pensam que a Cabalá lida com alguns espíritos ou poderes místicos.

Na verdade, a Cabalá estuda as forças ocultas da natureza, mas a questão é corrigir o ser humano do ódio ao próximo ao amor ao próximo, que é o propósito de nossa vida.

Essa correção só é possível pelo poder da Torá, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá para a sua correção, porque a Luz nela Reforma”.

A Torá não é um livro, mas a Luz geral, uma força especial, que corrige a nossa natureza e a transforma de mal em bem. Nós ainda estamos no período do exílio, ou seja, afastados da Torá. Não temos a Torá e a abordagem correta para corrigir essa força, porque não usamos esse poder e não corrigimos a nós mesmos.

Portanto, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada, a qual explica que devemos finalmente tomar a força oculta na Torá e usá-la para nos transformar numa nação unificada.

Pergunta: Será que isso só se aplica às pessoas religiosas?

Resposta: Isto não se aplica às pessoas religiosas ou seculares, mas a uma nação! Nós devemos nos livrar de todas as definições anteriores, que estão longe da verdade. Se quisermos ser o povo de Israel na terra de Israel, devemos aceitar a Torá da terra de Israel, isto é, o método da nossa unidade.

Nós só podemos nos tornar um povo se corrigirmos o ódio ao próximo em amor, dentro de nós mesmos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/04/15

Memória Do Passado E Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: No Memorial Day (Dia em Memória) nós honramos a queda e dizemos na oração em memória: “Que elas possam ser impressas no coração de Israel de geração em geração”. O que exatamente precisamos lembrar? Que lições devem ser aprendidas com essas perdas?

Resposta: Lembrar, e depois fazer um cálculo para o futuro. Independentemente de parentesco, porque todo mundo, seja perto ou distante, pertence ao mesmo povo.

Nós precisamos estar conscientes de porque eles caíram. O que causou esses problemas? O que o mundo quer de nós? Por que somos incapazes de organizar nossas vidas para que a paz e tranquilidade reinem em nossas relações entre nós e as outras nações?

Nós percebemos que nos falta apenas uma coisa: equilibrar e compensar a inclinação ao mal que queima entre nós, constantemente causando atrito e conflito. Se nós conseguirmos normalizar e apaziguar as relações dentro do país, vamos abrir este guarda-chuva da paz acima de todos os outros.

O que acontece com o povo de Israel vai definitivamente acontecer com o mundo. Isto é afirmado na Torá.

Uma vez que todos nos odeiam, essa é a própria prova do nosso papel particular. Afinal de contas, o mundo não abriga um ódio coletivo tão forte por qualquer outro povo. É difícil ver isso como um sinal de uma força especial, uma atitude especial?

É hora de pensar no que acontece com esses povos. Ao longo da história, nós fugimos da miséria, tentando ser como todo mundo, e, em contrapartida, nos é dito: “Não, vocês não são como nós. Afastem-se e verifiquem a si mesmos. Nós culpamos vocês por serem especiais e nos trazerem todo o mal e sofrimento”.

De onde pareceria que vem essa calúnia? Afinal de contas, nós queremos dar ao mundo apenas coisas boas. Eles dizem: “Não, nós não precisamos de tudo o que parece ser bom para vocês. Nós queremos de vocês o que realmente fará a paz no mundo”.

As nações exigem a unidade de nós, que vai ser um bom exemplo para todos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 16/04/15

Dia Da Independência: Onde A Independência Começa?

Independence Day: Where does Independence Begin?No mundo corpóreo eu dependo de todos e de tudo. Eu não sei o que vai acontecer no próximo instante em diante. Mas quando se fala sobre a independência além do tempo, espaço, localização e movimento, aqui eu mesmo defino meus estados futuros, tornando-me livre de todos os fatores que podem me mudar contra a minha vontade.

Isso só pode acontecer num determinado caso: quando eu estou completamente conectado com o Criador que determina o presente e o futuro de todo o universo.

Baal HaSulam acreditava que a nossa independência começa com a efetiva criação do estado de Israel, porque a única maneira que podemos alcançar a unidade com o Criador é através da nossa própria interconexão. E isso vai acontecer, uma vez que não há elementos estranhos entre nós. É por isso que temos que nos reunir novamente nesta terra.

E quando as pessoas (judeus e não-judeus), que entendem sua missão e se esforçam pela união com o Criador, trabalham nisso, sua unidade, o círculo que elas criam entre si, as transforma num receptor da influência do Criador e um sensor, que revela o Criador dentro delas.

Nós começamos determinando inteiramente nosso presente e futuro, desenvolvendo e cultivando este sentimento, revelando o Criador, na medida da nossa unidade. Esta é a obtenção da independência.

É por isso que não há como alcançar a independência antes de nos transformarmos nessa estrutura e começarmos a trabalhar nela em nosso mundo. O trabalho espiritual começa com a criação física de um grupo, que se reúne num círculo e começa a cultivar a qualidade de doação, de intercâmbio e de interconexão.

Depois nós devemos nos posicionar de uma forma em que todos vão perder o seu “eu”, todos se transformam num “nós”, e, depois, esse “nós” se transforma num “um”, onde começamos a perceber a unicidade da qualidade de bondade e de amor, que é chamada de Criador.

Da “Palestra sobre o Dia da Independência”, 02/04/15

Quando “Pão Frugal ” Se Transforma Em “Pão Do Amor”

Laitman_633_4Pergunta: Pessach é um feriado especial. Todo mundo o respeita, tanto as pessoas seculares como as religiosas. Todo mundo se prepara para o Seder de Pessach (refeição festiva), limpa a casa, compra roupas novas, convidando hóspedes e contemplando a melhor forma de comemorar o Seder de Pessach.

Eu quero entender a essência e o significado simbólico deste feriado. O símbolo mais importante de Pessach é Matzá. O que ele representa?

Resposta: Matzá simboliza o estado em que usamos apenas nossos vasos de doação sem a interferência do nosso ego, do nosso desejo de receber. Nós estamos proibidos de usar desejos egoístas, uma vez que são de propriedade do Faraó. Nós temos que ascendê-los. Desprender-se de nossos desejos egoístas significa o “pão frugal” ou Matzá.

Nós temos que nos relacionam entre nós apenas com amor e doação na medida em que isso está disponível para nós. Nós não estamos prontos para isso ainda, nem entendemos plenamente o que significa. Pessach é um “pequeno estado” (Katnut) que está associado com a falta de energia. O feriado significa o nosso êxodo do poder interno do egoísmo e fazer a transição para a jurisdição da união e do amor entre nós.

O nome do feriado, Pe-sach, significa transição, saltar do egoísmo para o amor e doação. Esta travessia é o símbolo do feriado.

Pessach é uma celebração da liberdade; é uma fuga do ego devastador que nos enterra vivo. Como resultado da redenção, nós começamos a ser uma nação livre na terra livre, ou seja, independentes de nossos desejos (país ou Eretz deriva de Ratzon ou desejo). Nós paramos de nos “devorar” como antes. Em vez disso, nos esforçamos para nos tornarmos o povo de Israel, para unir e se tornar um todo.

Isto é o que significa o êxodo do Egito. Não é uma noção geográfica ou física; é uma sensação interna de alcançar a liberdade interior do anjo da morte. Nossa vida cotidiana é a prova de que a nossa natureza má funciona como um anjo da morte que nos enterra. Ele não nos deixa receber prazer, e constantemente nos força a lutar e discutir, e até mesmo nos leva a guerras internacionais.

O egoísmo não é sobre o nosso desejo de receber prazeres padrões da família, crianças, boa comida, férias ou viagens. O ego significa uma má atitude de um ser humano para com outro ser humano. É um desejo de receber prazer à custa dos outros. Isso explica por que o êxodo do ego significa fugir do ódio aos nossos próximos, da inveja constante, da nossa incapacidade de tolerar os outros, desapego, e dividir-se em numerosos partidos e setores.

Pergunta: Será que isso nos obriga a desistir de algo?

Resposta: Você deve rejeitar o seu ego que é medido apenas pelo grau de seu negativismo em relação aos outros.

Pergunta: No longo prazo, eu vou ganhar ou perder em minha sensação interna de felicidade e contentamento?

Resposta: Eu sou totalmente positivo que só podemos vencer e não temos nada a perder. Nós sofremos danos porque tratamos mal uns aos outros.

Pergunta: Se voltarmos aos símbolos de Pessach, o que o Matzá significa hoje, em Israel de 2015?

Resposta: Nós temos que começar a tratar bem um ao outro. Isso irá desencadear uma atmosfera boa e especial entre nós. No início, as nossas relações futuras parecerão muito “simples”, já que não terão muitas nuances e sabores que resultam de nossas intermináveis discussões ​​e mal-entendidos.

Nós seremos como bons filhos cujas mães lhes pedem para não brigar entre si, mas eles não sentem vida num comportamento pacífico. Só depois que eles se envolvem em conflitos com seus amigos eles obtém impressões coloridas.

É por isso que, a princípio, ele é chamado de “pão frugal” ou Matzá. Mais tarde, nós começamos a desenvolver nossas relações, que não só nos permitem nos separar da maldade, diminuindo-nos na medida em que já não tratamos mal os nossos próximos, mas promovemos a abstinência aos outros que nos permite alcançar bons relacionamentos benevolentes entre nós.

É como se nós rastejássemos por um túnel estreito e gradualmente chegássemos a uma ampla e poderosa estrada de relações benevolentes entre todos nós. Assim, o “pão frugal” se transforma no melhor bolo, o chamado “pão do amor”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15