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Nova Vida # 540 – Cultura Judaica: Éramos Escravos?

Nova Vida # 540 – Cultura Judaica: Éramos Escravos?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Por que estamos em um estado de escravidão hoje como se estivéssemos no antigo Egito? Como podemos romper com o domínio do Faraó? Como será a vida da nação de Israel quando eles realmente se tornarem uma nação livre na sua terra?

Resumo

Israel está dividido e despedaçado e o ego está em festa. Esta é a escravidão no Egito, mas não estamos cientes disso.

Ser escravo é o estado mais avançado no qual a pessoa já reconhece o domínio do ego sobre ela.

A sabedoria da Cabalá nos ensina que a natureza do homem é intencionalmente má para que ele gradualmente comece a conhecê-la e a diferenciar-se dela.

A primeira desconexão do ego é chamada de êxodo do Egito. Então, durante a contagem de Omer (os dias entre a Páscoa e Shavuot) nós nos corrigimos. É como um inventário interno onde eu localizo todas as inclinações egoístas em mim e as corrijo

Nesse caso, toda a história da Páscoa é sobre a correção das relações entre as pessoas. Vamos sentir o nível superior da nossa existência nas relações amorosas entre nós e nos fundirmos com a eternidade e plenitude.

É costume se usar um novo conjunto de pratos na Páscoa; isso simboliza um novo conjunto de relações entre eu e os outros

O Seder descreve a sequência de ações que uma pessoa deve executar para sair de seu ego, sua inclinação ao mal. A sabedoria da Cabalá fala muito sobre o ego porque ele é a nossa natureza. O egoísmo significa uma atitude negativa para com os outros, usar os outros e tirar proveito deles.

O prato do Seder de Pessach (Páscoa Judaica) simboliza diferentes forças que atuam e nos levam ao Egito e nos tiram de lá. Vamos examinar a nós mesmos e descobrir que o ego nos domina e nos arruína, e concordar em fugir dele.

De KabTV “Nova Vida # 540 – Cultura Judaica: Éramos Escravos?” 24/03/15

Purim

Laitman_045Purim simboliza a libertação da humanidade do terrível legado que o Criador nos deu. Ele diz: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero”. Assim, Purim simboliza a correção adequada do nosso ego por meio da Torá, a correção da nossa inclinação ao mal que nos mantém afastados uns dos outros, que é repelida pelos outros e nos obriga a odiar e não ser capaz de sentir um ao outro.

Purim simboliza o fim da correção de todo o mal em nosso planeta, não só entre os judeus, mas entre toda a humanidade. A nação judaica é chamada de uma nação teimosa por uma razão. É porque é a nação mais egoísta e, portanto, no momento em que for corrigida, todos os povos do mundo irão facilmente segui-la e também serão corrigidos sem nenhum esforço especial.

É por esta razão que as outras nações nos odeiam; sua correção depende totalmente de nossa correção. Uma grande pressão é colocada sobre os judeus por forças externas que são expressas tanto externa quanto internamente. Não podemos conviver uns com os outros. Isso também é típico de judeus de todo o mundo que se mantém afastados uns dos outros aspirando a se esconder entre as outras nações que não desejam se aproximar entre si. Há muitos partidos, muitas correntes; há judeus ortodoxos, não religiosos, e muitas outras diferenças entre o povo judeu.

O Livro de Ester, que nos fala sobre a origem do Purim, diz que os judeus são uma nação que foi dispersa em 127 nações do mundo. Estes acontecimentos, que tiveram lugar no século VI aC na antiga Babilônia durante o exílio babilônico, são chamados de exílio de Madai. A perseguição dos judeus começou nessa ocasião.

O líder que inspirou essas perseguições foi o assistente pessoal do rei Assuero, Hamã. Foi ele quem decidiu aniquilar todos os judeus. Tudo estava pronto para sua aniquilação, mas os judeus conseguiram transformar sua trama em seu favor, e, em vez de serem mortos, eles destruíram todos os seus inimigos em todos os 127 Estados.

Hamã disse ao rei Assuero que há uma nação que está dispersa entre todas as nações no reino e assim eles poderiam facilmente destruí-la, porque os judeus não só não estavam conectados entre si, mas eram inclusive uns contra os outros. Isso serviu como incentivo para o líder espiritual da nação judaica, Mardoqueu, chamar os judeus a se unir. Eles o ouviram e, assim, se uniram.

No momento em que começaram a se aproximar uns dos outros, uma grande força apareceu entre eles. Eles começaram a sentir seu objetivo superior; eles se tornaram confiantes, tinham fé, poder e um objetivo, e conseguiram destruir seus inimigos. Eles conseguiram se livrar de todos os seus problemas e juntos deixaram o exílio babilônico e voltaram à terra de Israel e construíram o Segundo Templo.

Hoje nós estamos vivendo em tempos muito especiais, na medida em que grandes forças de separação estão operando em nós tentando nos dividir cada vez mais. O ISIS, o Hezbolah, e várias organizações europeias são exemplos de tais forças que pressionam Israel por todos os lados, tentando nos devorar. Além disso, as forças internas do Estado de Israel também intensificam o ódio e a repulsa e levam a uma maior quebra no país pela qual tanto ortodoxos como judeus não-religiosos são responsáveis. Nós chegamos a um estado em que todas as forças da nação são destinadas a dividi-la. O líder do Hezbolah, Hassan Nasrallah, afirma que, no estado atual, é muito fácil nos aniquilar, e ele está totalmente certo, é claro. Hamã disse a mesma coisa há 2.500 anos durante o Purim.

A nossa única salvação é através da união. Hoje, existem aqueles que apoiam a separação da nação. Os seculares estão envolvidos com isso, e por incrível que pareça, correntes religiosas também. Eles estão causando um grande dano e agem contra o que a Torá nos diz para fazer: subir acima de todas as nossas diferenças e tudo o que nos separa pelo amor. Ela diz: “o amor cobre todas as transgressões”.

Nós temos que agir para atingir esse estado de modo que possamos cumprir a conquista histórica descrita no Livro de Ester. Quando nos unirmos e destruirmos todas as forças que nos ameaçam, que são contra nossa unidade, todas as nações do mundo se reunirão em torno de nós em uma única unidade.

Eu espero que esse feriado incorpore a unidade e a conexão entre nós, que temos que adquirir. Assim, vamos nos curar da repulsa mútua e colocar um fim ao ódio e antissemitismo que o mundo inteiro sente em relação a nós. Todos os povos do mundo vão começar a perceber que realmente precisam de nós para curar a grande e extensa crise que estamos atravessando. Eles vão descobrir que, quando Israel estiver unidos, o mundo inteiro será libertado do mal original que o Criador intencionalmente criou em nós para que possamos corrigi-lo e subir ao Seu nível, a Sua revelação. Dessa forma, os povos do mundo se reunirão para levar a nação de Israel sobre os seus ombros e subir às montanhas de Jerusalém e nos ajudar a construir o Terceiro Templo.

Nós realmente esperamos que isso aconteça durante o feriado atual. Eu estou pedindo que todos unam seus corações, em amor, amizade e acordo mútuo! A libertação do mundo de todos os seus problemas depende disso. A proximidade entre nós também vai levar a nossa subida ao próximo nível espiritual do mundo, à entrada na próxima dimensão. Vamos fazer isso para o nosso próprio bem, para os nossos filhos, para o mundo inteiro, e para o Criador!

Boa sorte a todos nós e um feliz feriado!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 07/03/16

Hamã Hoje

laitman_289Pergunta: Quem é Hamã no nosso tempo?

Resposta: Hamã é a força que nos divide e, assim, enfraquece a nação de modo que seja mais fácil nos gerir. No Livro de Ester, Hamã disse ao rei Assuero, “Há certo povo disperso e separado entre os povos em todas as províncias do seu reino …”; eles são fracos porque estão divididos, e, portanto, é mais fácil destruí-los.

Essa é a razão pela qual devemos nos unir acima de todas as nossas diferenças, incluindo todas as partes do país, apesar de tudo o que nos divide, sem quaisquer argumentos a respeito de quem está certo.

A sabedoria da Cabalá está nos direcionando para essa unidade, para a unidade, acima de todas as nossas diferenças, de modo que, como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”, uma vez que este é o único tipo de unidade que pode haver na nação de Israel, que de outra forma permaneceria como uma reunião de exilados, como uma coleção de imigrantes de diferentes países.

Hamã é a força que despedaça a nação judaica. Nós podemos identificá-lo em todas as partes da sociedade, religiosa e secular, nas correntes políticas de esquerda e direita, etc. A Cabalá é o método de união de opostos, acima de todas as rejeições. É o único método que tem a força de correção, a força de Ester e Mardoqueu.

Regozijar-se Em Purim

Laitman_066_03Pergunta: Por que temos que beber muito e nos regozijar em Purim?

Resposta: Quando se diz que temos que beber, comer e ser feliz, as pessoas normalmente não questionamos. No seu conjunto, o que traz prazer ao nosso corpo não levanta questionamentos, mas em Purim isso é elevado ao nível de uma Mitzva (mandamento), o que significa que temos que estar felizes e ficar bêbados “até que a pessoa não saiba”. Isto não é literal, é claro, mas quando dizemos “ficar bêbados e ser felizes”, nos referimos à recepção máxima da Luz de Hassadim (misericórdia), simbolizado por comer, e da Luz de Hochma (sabedoria), simbolizado por beber vinho.

Assim que recebemos essas duas Luzes, a alegria aparece e todos os atributos de uma pessoa participam simultaneamente. Todos os atributos que uma pessoa adquiriu estão incluídos nessa alegria, desde os atributos mais baixos e negativos até os mais sublimes e elevados. Assim, ao usar todas as nossas capacidades nesse estado nós atingimos o Criador.

Na verdade, é nesse estado que o feriado é considerado bem-sucedido. Assim, nós devemos chegar a um estado em que a pessoa realmente perde o controle, “perde a consciência”, até que não pode dizer a diferença entre o bem e o mal, porque todo o mal já foi corrigido e destina-se à bondade.

Isso não significa que ela tem que ficar inconsciente, mas simplesmente chegar a um estado em que percebe que o Criador não criou nada que seja mal. O estado em que todo o mal é corrigido em bondade realmente dá à pessoa a altura da sua realização, a qual é expressada por prazer e alegria. Nesse estado, há um encontro nítido entre os atributos mais baixos e os mais sublimes e eles se apoiam e se justificam mutuamente.

Esse é o fim da correção. Na Cabalá é chamado de estado em que “o amor cobre todas as transgressões”. É quando todos os pecados, o mal, a oposição e o ódio não desaparecem, mas são revelados, e acima deles surge o amor. Por isso, o primeiro mandamento é o mandamento do temor, e acima dele há o segundo mandamento, que é o mandamento do amor. Essa é a única maneira pela qual o contato entre uma pessoa e o Criador é atingido, a compreensão e identificação com Ele e com o que Ele tem feito pela pessoa. Ao mesmo tempo, todas as barreiras desaparecem e tudo se transforma para o bem da unidade.

Comentário: É uma pena que Purim seja apenas um dia …

Resposta: Não, ele é um estado que dura para sempre. Nós podemos alcançá-lo em um dia e, assim, ele continua para sempre, já que a pessoa entende e percebe que tudo foi feito pelo Criador de uma maneira oposta, como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”, a fim de atingir o estado do fim da correção chamado Purim, que significa o nível mais elevado do Criador.

Esse é o estado final, ideal e perfeito. Nós temos que ajudar uns aos outros a ansiar pelo fim da correção e dar o nosso melhor para que todos cheguem a esse estado o mais rapidamente possível. Isso conclui a revelação da sabedoria da Cabalá. É somente de acordo com esse método que podemos chegar a um nível tão elevado entre nós chamado Purim.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 16/03/16

Mascarar-se Em Purim

laitman_932Pergunta: Por que é um costume se mascarar em Purim?

Resposta: Purim é a exposição de nossos estados anteriores, porque cada um de nós é, na verdade, mal! Nós nos mascaramos (disfarçamos) com diferentes figuras, tanto más como justas: por um lado, como Hamã e Assuero, e, por outro, como Mardoqueu e Ester. Purim é um carnaval. Nós escondemos nossos rostos atrás de máscaras porque trata-se da revelação do bem e do mal quando você perde totalmente a sua identidade, o seu rosto, e não pode separar os maus dos justos, porque eles estão totalmente misturados e se apoiam à medida que nos movemos rumo ao Criador.

Na verdade, é pela combinação certa entre o ímpio e o justo que atingimos adesão, conexão, proximidade, igualdade e identificação com o Criador. Nós podemos nos mascarar como qualquer coisa e até mesmo várias vezes. Nós podemos usar um traje duplo: uma máscara de um justo na frente e uma máscara de um ímpio atrás, ou vice-versa. Purim é a última correção da humanidade desde o mal até o bem, quando o mal absoluto se revela e se transforma em bondade.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 16/03/16

Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester

Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

O que as personagens femininas no “Livro de Ester” simbolizam? Por que o valor da beleza feminina é enfatizado no livro e onde se encontra a verdadeira beleza?

Resumo

Todos os personagens da Megillah (Livro), e da Bíblia em geral, representam forças encontradas dentro de uma pessoa.

– Vasti é uma rainha egoísta, pensando em seu próprio bem-estar, enquanto Ester pensa no bem-estar de seu povo.

– Como Vasti, todos nós somos egoístas. Cada um atrai as coisas para si mesmo. Hamã veio e nos forçou a se conectar.

– Na natureza selvagem, a fêmea não é tão bonita como o macho. Portanto, uma mulher tem que trabalhar em sua aparência bonita.

– A natureza nos criou dessa maneira porque uma mulher simboliza o desejo natural de uma pessoa, que é o ego e não é bonito.

Toda a história sobre Vasti e Ester mostra o trabalho que uma pessoa deve fazer com seu ego.

-O lado feminino em cada pessoa representa o ego. Ele é feio, apenas para si mesmo, à custa de outros.

-Depende da pessoa se corrigir (se embelezar), escondendo seu ego e o conflito entre as pessoas. Isso é o que Ester fez. Ela disse aos judeus: para serem salvos, vocês devem se reunir, se conectar.

– Ester tinha medo de se aproximar do rei sem um convite. Ela não confia em sua beleza externa. Ela exige uma beleza diferente. A beleza suprema que ela exige vem dos esforços de seu povo em se reunir, se conectar e se amar.

A conexão entre as pessoas cria a beleza suprema. A conexão corrige todos os defeitos que há em todos nós.

De KabTV “Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester,” 03/03/15

Os Personagens De Purim: Ester

laitman_959Ester é a força secreta que conecta o rei e os judeus. O rei refere-se ao Criador, de onde se originam a força de Mardoqueu e a força de Ester. Essas duas forças corrigem os judeus para que eles possam se opor a toda a Babilônia em seu estado corrigido.

A primeira vez que os judeus deixaram a Babilônia foi sob a liderança de Abraão, cerca de 1500 anos a.C. Mil anos mais tarde, eles se encontram novamente na Babilônia e, depois, Mardoqueu com a ajuda de Ester os tira de lá. Ester permanece na Babilônia e carrega um filho do rei Assuero, que mais tarde ajuda os judeus a construir o Segundo Templo. Esses fatos históricos são descritos muito bem em nossas fontes.

Ester é um bom exemplo de uma mulher judia que se sacrifica: ela é modesta, calma e inteligente; ela pode prever o futuro e sabiamente aconselha toda a nação. Quando as pessoas fazem o que ela lhes diz, elas se libertam do ego. O nome Ester vem da raiz hebraica de “ocultação”, que também simboliza a força feminina oculta que nós temos que procurar em nossa geração. Ela existe.

Ester é uma figura coletiva da força feminina correta que existe na nação, assim como a força de Mardoqueu. É por essas duas forças que o Criador nos dá, através destes personagens e a forma como eles se vestem nas forças da natureza, que Ele nos controla, nos aproxima a Ele, e nos transforma em uma nação, uma vez que na Babilônia nós éramos meramente um grupo de pessoas. No momento em que nos tornamos uma nação, o Criador nos leva para fora da Babilônia.

Hoje não há nenhuma necessidade de nos tirar de qualquer lugar no sentido corporal, mas apenas no sentido espiritual. A fim de fazer isso, temos que nos unir para que possamos ser uma rede única onde o Criador é revelado e apresentar isso ao mundo inteiro.

Embora não tenhamos as duas forças de Ester e Mardoqueu, elas existem dentro de nós e hoje a organização Bnei Baruch nos revela ambas. A sabedoria da Cabalá já é revelada como um método que Mardoqueu e Ester queriam oferecer à nação em sua época. Só se pudermos nos voltar ao povo que agora se encontra num nível egoísta muito elevado, e se eles nos escutarem, eles serão capazes de se unir e todos nós seremos capazes de sair do exílio espiritual. Então, o céu se abrirá e o Criador será revelado, e as nações do mundo se voltarão para nós e nos levarão à Jerusalém espiritual.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Os Personagens De Purim: Mardoqueu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Entre os heróis do feriado do Purim, quem é Mardoqueu?

Resposta: Mardoqueu é uma pessoa misteriosa, mas não um “azarão”; é uma pessoa iluminada.

Ele é completamente invisível, porque não costuma se destacar. A única pessoa que ele irrita é Hamã que percebe que se os judeus tiverem um líder, não será fácil controlar, subjugar e aniquilá-los.

Pergunta: O que Hamã vê em Mardoqueu? Afinal, Mardoqueu está sentado calmamente no portão.

Resposta: Mardoqueu está realmente sentado calmamente no portão, mas ele está calmo, por enquanto. Assim que Hamã começa a tomar ações sérias, o poder de Mardoqueu, e sua maneira teimosa e firme, é imediatamente revelado, e isso não vai ser bom para Hamã. Já que Mardoqueu não está sentado no portão da cidade, mas no portão do rei, ele incomoda Hamã. Afinal de contas, a fim de se aproximar do rei, ele deve afugentar Mardoqueu de alguma forma.

Mardoqueu representa a força potencial que existe no povo Judeu, que antes lhes permitiu unir e subir acima do egoísmo. Esse poder ainda vive e existe em nós. Ele pode atrair forças positivas adicionais de fora que existem na criação, na natureza. Portanto, Mardoqueu é um perigo para Hamã; é necessário que ele subjugue Mardoqueu. Assim, Hamã surge com vários estratagemas, como quando ele se volta ao rei Assuero, etc.

Há um claro contraste entre os dois personagens. Hamã representa a atitude do ego concordando, afirmando que o egoísmo foi criado para atender à pessoa, para elevá-la, para beneficiá-la, e para seguir em frente. Em outras palavras, é uma abordagem capitalísta saudável da saudável. Mas Mardoqueu diz que o ego nos é dado apenas para que possamos subir e trabalhar acima dele, que, especificamente, elevando-se acima do ego é possível descobrir o mundo superior, o próximo nível, a próxima dimensão, em que a humanidade deve existir.

Portanto, há sérias contradições ideológicas entre Hamã e Mardoqueu. Em última análise, descobre-se que, apesar de Hamã estar certo sobre o ego ser o poder que nos motiva a avançar, é especificamente a característica de Mardoqueu a força que corrige e nos eleva ao nível do Criador, salvando e levando toda a humanidade ao objetivo da criação.

Mesmo que o Livro de Ester conte uma história que aconteceu na antiga Babilônia há 2.500 anos, ele é mais do que nunca aplicável ao nosso tempo, porque nós estamos exatamente na mesma situação hoje. A diferença é que nós já deixamos o exílio, o terrível estado de escuridão, e agora cabe a nós atrair e levar toda a humanidade conosco.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Os Personagens De Purim: Hamã

laitman_626Pergunta: Quem é Hamã, um dos antagonistas da celebração de Purim?

Resposta: Hamã é uma figura histórica viva, um exemplo espiritual incrível para a humanidade moderna

Comentário: Mas ele era mau.

Resposta: Stalin e Hitler também eram maus. Existem muitas dessas pessoas em nossa história; Hamã supera todas elas. Seu nome pode nomerar absolutamente todos os vilões do mundo. Essa é uma imagem colectiva

Hamã é um cientista, astrólogo e intelectual, que entende as coisas. Ele fez muito pela humanidade e, no final, ele e toda a sua família, seus dez filhos e sua esposa Zeres, suas muitas concubinas, e todos os seus cortesãos, foram condenados à morte.

Tudo o que ele fez foi para despertar os judeus, que foram dispersos em 127 países no antigo reino da Babilônia de Assuero (Xerxes I), de modo que eles não se tranquilizam, mas se rebelam, se unem e retornam à sua terra natal.

É graças aos esforços de Hamã, e às aflições que ele lhes trouxe, que os judeus começaram a se unir. A ameaça de morte obrigou-os a se unir, a se rebelar, para destruir todos os seus inimigos, e, finalmente, voltar à terra de Israel e construir o Segundo Templo.

Não faz diferença se Hamã é um valor positivo ou negativo; ele faz a história avançar. Nossa evolução é principalmente sob a pressão que personages negativos criam, porque as pessoas são teimosas, e as mais teimosas são os judeus. Enormes forças negativas chamadas Faraó, Hamã, amalequitas, etc., se enfurecem dentro de nós, nos empurrando para a felicidade atravé de uma vara que nos bate porque não entendemos nada quando somos bem tratados.

A sabedoria da Cabalá que é revelada em nosso tempo nos mostra como podemos alcançar o objetivo de uma boa forma e como ajudar o mundo inteiro a se desenvolver corretamente e trazê-lo à unidade. A unidade do mundo é nosso objetivo final, a última fase do nosso desenvolvimento. Vamos esperar que sejamos capazes de cumpri-lo sem personagens perversos como os modernos Hamã, Assuero, Hitler, ou os novos Faraós.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Nova Vida # 702 – O Livro De Ester No Nosso Tempo

Nova Vida # 702 – O Livro De Ester No Nosso Tempo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Todas as partes da natureza devem operar em harmonia, mas a humanidade perturba essa harmonia. Esta é a razão dos animais se devorarem, mas se houvesse amor entre os seres humanos, “um lobo viverá com o cordeiro”.

Se as pessoas vivessem em paz, os animais também viveriam em paz. Todos os problemas do mundo derivam da falta de boas relações entre as pessoas, como quando uma pessoa gosta de causar dano a outras pessoas, por exemplo.

O objetivo do nosso desenvolvimento é alcançar uma paz mútua total. O reino de Assuero simboliza o mundo inteiro, mas a corrupção tem que ser revelada no caminho para a correção. Essa é a razão do rei capacitar Hamã, e pelo seu poder capacitar Mardoqueu, que é a força oculta.

De KabTV “Nova Vida # 702 – O Livro De Ester Em Nosso Tempo” 10/03/16